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Discussões => Ciência, Tecnologia e Saúde => Tópico iniciado por: Peter Joseph em 29 de Março de 2016, 15:25:53

Título: Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 29 de Março de 2016, 15:25:53
Deep Learning vai nos ensinar a lição de nossas vidas: O trabalho é para as máquinas

Em 2 de dezembro de 1942, uma equipe de cientistas liderada por Enrico Fermi, ao voltar do horário de almoço, assistiu a humanidade criar a primeira reação nuclear auto-sustentável dentro de um amontoado de tijolos e madeira, embaixo de um campo de futebol da Universidade de Chicago. Conhecida na história como Chicago Pile-1, ela foi celebrada em silêncio, com uma única garrafa de Chiantini, pois os que estavam presentes entendiam exatamente o que aquilo significava para a humanidade, sem nenhuma necessidade de palavras.

Agora, algo novo ocorreu, e, outra vez, silenciosamente mudou o mundo para sempre.

Como um sussurro em uma língua estrangeira, foi como se você até o tivesse ouvido, mas talvez não tenha compreendido completamente seu significado. No entanto, é vital que nós entendamos esta nova língua, e o que ela vem nos contando cada vez mais, pois suas ramificações irão alterar tudo o que consideramos certezas sobre como nossa economia globalizada funciona, e o modo em que nós existimos nesse contexto.

Essa “língua” é uma nova classe de aprendizado de máquinas chamado deep learning, e o “sussurro” foi um computador utilizando disto para, aparentemente do nada, vencer Fan Hui no jogo Go, no qual ele foi 3 vezes campeão europeu. Não só uma vez, mas cinco seguidas, sem nenhuma derrota. Muitos dos que leram esta notícia acharam isto impressionante, mas de nenhuma maneira comparável com uma possível partida com Lee Se-dol, que muitos consideram como um dos melhores jogadores de Go vivos, se não o melhor. Imaginando um duelo tão grande de homem versus máquina, o melhor jogador da China previu que Lee não iria perder nenhuma das partidas, e o próprio Lee confiantemente esperava perder uma, no máximo.

E o que aconteceu quando eles se enfrentaram? Lee ganhou apenas uma das cinco partidas. Uma inteligência artificial chamada AlphaGo agora é um jogador de Go melhor que qualquer humano do planeta, e recebeu o rank “divino” de 9 dan. Em outras palavras, o nível de habilidade da máquina chega a ser considerado ‘divino’. Go foi oficialmente dominado por uma máquina, assim como Jeopardy foi pelo Watson, e o xadrez pelo Deep Blue.

“A VITÓRIA HISTÓRICA DA ALPHAGO É UM SINAL CLARO DE QUE AS MÁQUINAS SAÍRAM DO CRESCIMENTO LINEAR PARA O PARABÓLICO”

Mas o que é Go? Colocando de um jeito simples, pense em Go como um Super Ultra Mega xadrez. Isto pode ainda parecer uma conquista pequena, apenas outra coroa de louros para as máquinas, enquanto elas continuam a provar serem superiores nos nossos passa-tempos, mas isto não é algo pequeno, e o que está acontecendo não é brincadeira.

A vitória histórica da AlphaGo é um sinal claro de que as máquinas saíram do crescimento linear para o parabólico. Os avanços tecnológicos se tornaram tão visivelmente exponenciais, que nós podemos ver muitos outros marcos sendo realizados muito antes do que esperávamos. Esses avanços exponenciais, mais notavelmente em forma de inteligência artificial limitada a tarefas específicas, levantam a questão de estarmos completamente despreparados para o futuro, caso continuemos a insistir nos empregos como nossa fonte primária de renda.

Isto pode parecer exagero, então, vamos voltar algumas décadas e ver o que a tecnologia dos computadores vem ativamente causando aos empregos humanos até agora:
(http://www.universoracionalista.org/wp-content/uploads/2016/03/1-yPLHq5HEBTIs0VCdpe7KYA.jpg)
Fonte: https://www.stlouisfed.org/on-the-economy/2016/january/jobs-involving-routine-tasks-arent-growing
Fonte: https://www.stlouisfed.org/on-the-economy/2016/january/jobs-involving-routine-tasks-arent-growing

Tire um tempo para entender o gráfico acima. Não se engane ao pensar que a conversa sobre automação do trabalho é assunto pra o futuro. Está acontecendo agora. A tecnologia computacional está devorando empregos neste momento, e vem fazendo isso desde 1990.
 

Trabalho de rotina

Todo trabalho pode ser dividido em quatro tipos: os que são de rotina e os que não são; os cognitivos e os manuais. Trabalho de rotina é a mesma coisa todo dia, enquanto os não-rotineiros variam. Dentro destas duas variedades, estão os que requerem mais de nosso cérebro (cognitivo), ou de nossos corpos (manual). Por um tempo, todos os quatro tipos tiveram crescimento, mas o rotineiro estagnou, nos anos 90. Isto aconteceu por que esse tipo de trabalho é mais facilmente realizado e suportado por máquinas.

Angustiantemente, era o trabalho rotineiro que formava a base da classe média americana. Foi o trabalho rotineiro manual que Henry Ford transformou ao pagar salários de classe média para seus operários, e era o trabalho rotineiro cognitivo que preenchia os escritórios americanos. Estes trabalhos agora estão cada vez mais escassos, deixando apenas dois tipos de emprego com perspectivas otimistas: empregos que necessitam de tão pouco pensamento, que pagamos pouco para que sejam feitos; e empregos que requerem tanto pensamento, que pagamos muito bem para que seja realizado.

Se pudermos, agora, imaginar nossa economia como um avião de quatro motores, que pode voar com apenas dois, desde que ambos estejam funcionando, nós podemos evitar nos preocuparmos com um acidente. Mas oque acontece quando nossos dois motores falham? Isto é o que os avanços nos campos de robótica e IA representam para esses dois motores, por que, pela primeira vez, nós estamos ensinando para as máquinas como aprender.
 

Redes Neurais

Eu sou um escritor, mas minha base educacional é em psicologia e física. Eu sou fascinado por estas áreas, então o foco da minha graduação acabou sendo na física do cérebro humano, também conhecida como neurociência cognitiva. Eu acho que, no momento em que você começa a ver como o cérebro humano funciona, como uma massa de neurônios interligados de algum jeito resulta no que descrevemos como sendo a nossa mente, tudo muda. Pelo menos mudou pra mim.

Resumindo rapidamente o jeito como nossos cérebros funcionam, eles são uma rede gigantesca de células interconectadas. Algumas dessas conexões são curtas, e outras são longas. Algumas células são apenas conectadas entre si; outras, são conectadas com várias outras. Sinais elétricos passam por estas conexões, em taxas variadas, e os disparos neurais subsequentes ocorrem. É como um efeito dominó, mas maior, mais rápido e complexo. O resultado somos nós, e o que nós vinhamos aprendendo sobre como funcionamos. Agora, estamos aplicando isto às máquinas.

Uma destas aplicações é a criação das redes neurais profundas – são como cérebros virtuais reduzidos. Elas oferecem um caminho para o aprendizado das máquinas que proporcionaram os avanços incríveis que se acreditava que estivessem bem mais no futuro – se possíveis. Como? Não é só o óbvio crescimento das capacidades de nossos computadores e de nosso conhecimento sobre neurociência, mas também o crescimento do nosso banco de dados coletivo, ou big data.
 

Big data

Não é apenas um termo que está na moda, é informação. E, quando se trata de informação, nós criamos mais e mais a cada dia; tanto, que um relatório de 2013 do SINTEF estimou que 90% de toda a informação do mundo até então tinha sido criada nos dois anos anteriores. Essa frequência incrível de criação de dados está dobrando a cada 1 ano e meio, graças à internet, onde, em 2015, a cada minuto aconteciam 4.2 milhões de curtidas em publicações do Facebook, 300 horas de vídeo eram adicionadas ao YouTube, e internautas tuitavam 350 mil vezes. Tudo o que fazemos está gerando dados como nunca antes, e é exatamente de dados que as máquinas precisam para aprender a aprender. Mas por quê?

Imagine que você está programando um computador para reconhecer uma cadeira. Você precisaria de uma grande quantidade de instruções, e o resultado ainda seria um programa que detecta cadeiras onde não há, e que não detecta onde há. E como nós aprendemos a detectar cadeiras? Nossos pais apontaram para uma cadeira e disseram “cadeira”; então, quando achamos que já tínhamos toda essa questão das cadeiras solucionada, apontamos para uma mesa e dissemos “cadeira”; aí nossos pais se encarregavam de dizer que aquilo era “mesa”. Isto é chamado de aprendizagem por reforço. O rótulo “cadeira” se conecta com todas as cadeiras que vemos, de modo que certos caminhos neurais são aplicados, e outros, não. Para ser disparado um sinal de “cadeira” no nosso cérebro, o que nós percebemos precisa ser algo próximo às cadeiras que vimos no passado. Essencialmente, nossas vidas são big data filtrada por nossos cérebros.
 

Deep Learning

O poder do deep learning (aprendizagem profunda, em uma tradução livre) é que ele é um meio de utilizar quantidades massivas de dados para fazer máquinas operarem mais como nós, sem precisão de dar-lhes instruções explícitas. Ao invés de descrever todas as características de uma cadeira para um computador, nós apenas o conectamos à internet e o fornecemos com milhões de fotos de cadeiras. Assim, ele irá ter uma ideia geral do que é uma cadeira. Depois, nós o testamos com ainda mais imagens; onde ele errar, nós corrigimos, o que potencializa sua capacidade de reconhecer uma cadeira. A repetição deste processo resulta em um computador que sabe o que é uma cadeira quando ele vê uma, quase tão bem quanto nós mesmos. A principal diferença é que, diferente dos humanos, ele pode analisar estas milhões de imagens em apenas alguns segundos.

A combinação de deep learning e big data resultou em realizações espantosas só no ano passado. Além da incrível vitória da AlphaGo, a inteligência artificial do Google, DeepMind, aprendeu a ler e compreender textos, dentre centenas e centenas de artigos de jornais. DeepMind também aprendeu sozinha a jogar dúzias de jogos do Atari 2600 melhor que humanos, apenas analisando a tela e o placar, e repetindo várias partidas. Uma IA chamada Giraffe aprendeu por si só como jogar xadrez de uma maneira similar, utilizando dados de 175 milhões de posições das peças, conseguindo o status International Master em apenas 72 horas, jogando sozinha repetidamente. Em 2015, outra IA passou em um teste de Turing visual; foi mostrado para ela um caractere de um alfabeto ficcional, desconhecido para ela, e ela conseguiu o reproduzir instantaneamente, de um jeito completamente indistinguível de um humano que realizou o mesmo teste. Todos estes foram grandes marcos para a inteligência artificial.

No entanto, apesar destes marcos, quando pedidos para estimar quando um computador conseguiria vencer um jogador proeminente de Go, a resposta dos especialistas, alguns meses antes do anúncio da vitória da AlphaGo, era “talvez daqui a dez anos”. Uma década era considerada uma estimativa justa, já que Go é um jogo tão complexo, que vou apenas deixar Ken Jennings, jogador de Jeopardy, outro campeão derrotado por uma IA, descrevê-lo:

-“Go é um jogo muito mais complexo que xadrez, com seu tabuleiro maior, jogos mais longos, e muito mais peças. A equipe da IA do Google, DeepMind, gosta de dizer que existem mais possibilidades possíveis em um tabuleiro de Go do que existem átomos no universo conhecido, mas isto subestima bastante o problema computacional. Existem cerca de 10^170 posições possíveis em um tabuleiro de Go, e “apenas” 10^80 átomos no universo. Isto significa que, se houvessem tantos universos paralelos quanto existem átomos no nosso, então o número total de átomos em todos estes universos somados chegaria perto das possibilidade do tabuleiro.”


Uma complexidade tão confusa torna impossível qualquer abordagem de força-bruta para escanear todas as possibilidades de movimento das peças, de modo que se conclua qual a melhor jogada. Mas as redes neurais profundas superam este obstáculo do mesmo jeito que nossos cérebros, aprendendo a estimar qual jogada parece ser a melhor naquele momento. Nós fazemos isto por observação e prática; AlphaGo, também, analisando milhões de jogos profissionais e jogando milhões de vezes contra si mesma. Então, a resposta para quando Go iria ser dominado por máquinas não era nem perto de uma década. A resposta correta acabou sendo “a qualquer momento.”
 

Automação não-rotineira

A qualquer momento. Esta é a nova resposta pronta no século 21 para qualquer questão que envolva algo que máquinas possam fazer melhor do que os humanos, e nós precisamos colocar isso em nossas cabeças.

(http://www.universoracionalista.org/wp-content/uploads/2016/03/1-4hNt7iSp_JtWjxoFgllSkg.jpg)

Nós precisamos reconhecer o que significa a mudança exponencial das tecnologias estar entrando no mercado de trabalho para empregos não-rotineiros pela primeira vez. Máquinas que podem aprender significam que nada que os humanos realizem como um emprego está seguro. Desde hambúrgueres até a área de saúde, máquinas podem ser criadas para realizar estas tarefas, sem nenhuma ou pouca necessidade de acompanhamento humano, e por um preço mais barato.

Amelia é uma das IA na fase beta de testes em empresas nesse momento. Criada pela IPsoft há cerca de 16 anos, ela aprendeu a realizar o trabalho de atendentes de call centers. Ela pode aprender em questão de segundos o que levaria meses para nós, e ela o faz em 20 línguas diferentes. Como ela é capaz de aprender, ela pode conseguir mais que isso, com o passar do tempo. Em uma das empresas que realizam testes com esta IA, ela conseguiu manter uma em cada dez chamadas, na sua primeira semana; no final do seu segundo mês, ela resolvia seis em cada dez. Graças à isto, estima-se que ela pode deixar 250 milhões de pessoas desempregadas no mundo inteiro.

Viv é uma IA que será lançada em breve, dos mesmos criadores da Siri, e será nossa assistente pessoal. Ela realizará tarefas online para nós, e até funcionará como o feed do Facebook melhorado, sugerindo que seja consumida a mídia que ela sabe que nós gostaremos mais. Tendo tudo isto feito para nós, veremos muito menos propagandas, e isso significa que toda a indústria de publicidade – a indústria-base da internet – pode ser gravemente afetada.

Um mundo com Amelia e Viv – e todas as outras IA’s que estarão a nosso alcance em breve – em junção com robôs como a nova geração do Atlas, da Boston Dynamics, é um mundo onde as máquinas podem realizar todos os quatro tipos de trabalho, e isso significa reconsiderações sérias na nossa sociedade. Se uma máquina pode realizar um trabalho, ao invés de um humano, algum humano deveria ser obrigado a realizá-lo, sob a ameaça da miséria? A renda propriamente dita deveria continuar acoplada ao emprego, de modo que estar empregado é o único meio de se garantir uma renda, quando, para muitos, é impossível conseguir um emprego? Se as máquinas estão realizando uma porcentagem cada vez maior dos nossos trabalhos para nós, e não recebem nada por isto, pra onde esse dinheiro vai? E o que ele deixa de comprar? É possível que muito dos empregos que nós criamos não precisem existir, e só existem por causa do salário que eles garantem? Estas são perguntas que precisamos começar a perguntar o mais rápido possível.
 

Desacoplando a renda do trabalho

Felizmente, as pessoas estão começando a perguntar estas perguntas (Brokings; Futurism; Business Insider; Forbes), e tem uma resposta que está ganhando força. A ideia é colocar as máquinas para trabalharem por nós, mas empoderarmos a nós mesmos para buscarmos apenas as formas de trabalho restantes que, como humanos, consideramos mais meritórios, através da distribuição de um pagamento mensal que independe do trabalho. Este pagamento seria concedido para todos os cidadãos incondicionalmente, e seu nome é renda básica universal. Adotando a RBU, além de nos imunizarmos contra os efeitos negativos da automação, nós também diminuiríamos os riscos inerentes ao empreendedorismo, e o tamanho das burocracias necessárias para aumentar salários. É por estes motivos que é uma ideia apoiada pelos dois lados do espectro político, e está nos primeiros estágios de uma possível implementação em países como Suíça, Finlândia, Holanda, e Canadá.

O futuro é um lugar de mudanças aceleradas. É ingênuo continuar olhando para o futuro como se fosse o passado, onde apenas por que novos empregos surgiram durante a história, eles sempre vão. O WEF começou 2016 estimando a criação de, até 2020, 2 milhões de novos empregos, junto com a eliminação de 7 milhões. Isto é uma perda líquida, não um ganho líquido, de 5 milhões de empregos. Em um paper frequentemente citado, um estudo de Oxford estimou a automação de cerca de metade dos empregos existentes até 2033. Enquanto isso, carros autônomos, também graças à aprendizagem de máquinas, têm a capacidade de causar um impacto drástico em todas as economias – principalmente na economia americana [e em outros países que têm um grande fluxo de caminhões, como o Brasil] – ao eliminar milhões de empregos em um curto período de tempo.



Agora, até a Casa Branca, em um relatório ao congresso, colocou em 83% a possibilidade de um trabalhador que ganhe menos de 20 dólares/hora, em 2010, eventualmente perder seu emprego para uma máquina. Até os empregados ganhando cerca de 40 dólares/hora enfrentam uma possibilidade de 31%. Ignorar estatísticas como essas é equivalente à estratégia “se abaixe e se cubra“, para evitar ser atingido pelo impacto de uma bomba atômica, durante a guerra fria.

Tudo isto é o motivo pelo qual os mais reconhecidos do campo da IA são os que estão ativamente chamando a atenção para a renda básica. Durante uma discussão em um painel do final de 2015, na Universidade Singularity, o cientista de dados Jeremy Howard perguntou “Vocês querem que metade das pessoas passem fome por que elas literalmente não podem agregar valor acadêmico?”, antes de sugerir “Se a resposta for não, então a maneira mais inteligente de se distribuir as riquezas é através da implementação da renda básica universal.”

O pioneiro de IA Chris Eliasmith, diretor do Centro de Neurociência Teorética, alertou sobre os impactos imediatos da IA na sociedade em uma entrevista com a Futurism, “A inteligência artificial já está causando um grande impacto na nossa economia… Minha suspeita é que mais países vão ter que seguir a Finlândia e explorar a garantia de uma renda básica para suas populações.”

Moshe Vardi expressou o mesmo sentimento após falar na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência sobre a emergência de máquinas inteligentes, “nós precisamos repensar a estrutura básica do nosso sistema econômico… nós talvez precisemos considerar instituir uma garantia de renda básica.”

Até o cientista chefe do Baidu e fundador do projeto de deep learning do Google, “Google Brain”, Andrew Ng, durante uma entrevista no palco da conferência de cúpula sobre deep learning, expressou a noção de que uma renda básica deve ser “seriamente considerada” pelos governos, citando “uma grande chance de que a IA irá criar o desemprego generalizado”

Quando os que estão construindo as ferramentas começam a avisar sobre as implicações de seu uso, aqueles que planejam utilizá-las não deveriam ouvir com a máxima consideração, especialmente quando são os sustentos de milhões de pessoas que estão em risco? Se não, então que tal quando os economistas vencedores do prêmio Nobel começam a concordar com eles cada vez mais?

Nenhuma nação está pronta para as mudanças à frente. A falta de participação da força de trabalho gera instabilidade social, e a falta de consumidores gera instabilidade econômica. Então, vamos nos perguntar, qual é o propósito das tecnologias que estamos criando? Qual é o propósito de um carro que dirige por nós, ou uma inteligência artificial que dá conta de 60% de nossa carga de trabalho? É para nos permitir trabalhar mais por menos dinheiro? Ou é para podermos escolher como trabalhamos, e podermos rejeitar qualquer pagamento/hora que acharmos insuficientes por que nós já estamos ganhando os salários que as máquinas não recebem?

Qual é a grande lição para se aprender em um século, quando as máquinas conseguirem aprender?

Eu digo que aprenderemos que o trabalho é para as máquinas; para as pessoas, a vida.

https://www.universoracionalista.org/deep-learning-vai-nos-ensinar-a-licao-de-nossas-vidas-o-trabalho-e-para-as-maquinas/
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: SnowRaptor em 29 de Março de 2016, 16:51:30
https://www.youtube.com/v/7Pq-S557XQU
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Brienne of Tarth em 29 de Março de 2016, 19:44:43
Muitos escritores já visualizaram tal futuro, mas a maioria aposta numa hecatombe para diminuir a população na implantação de uma utopia ou distopia cuja gestão seria ocupação de uma IA.

No último capítulo de "Eu, robô",  Asimov põe as "máquinas" no comando da Terra, capazes até mesmo de impedir atos humanos que venham a interferir na gestão perfeita implementada por elas, e se me recordo bem, deixou em aberto a possibilidade de sermos substituídos um dia, devido à nossa condição inferior.

Lembro de pensar: "mas se as máquinas nos substituírem, para quê ou quem irão trabalhar?"
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 30 de Março de 2016, 09:09:57
Muitos escritores já visualizaram tal futuro, mas a maioria aposta numa hecatombe para diminuir a população na implantação de uma utopia ou distopia cuja gestão seria ocupação de uma IA.

No último capítulo de "Eu, robô",  Asimov põe as "máquinas" no comando da Terra, capazes até mesmo de impedir atos humanos que venham a interferir na gestão perfeita implementada por elas, e se me recordo bem, deixou em aberto a possibilidade de sermos substituídos um dia, devido à nossa condição inferior.

Lembro de pensar: "mas se as máquinas nos substituírem, para quê ou quem irão trabalhar?"



Se o ser humano não for tão estúpido a ponto de conceder  suficiente poder e autonomia para as máquinas, então elas simplesmente irão trabalhar para os seres humanos. 
Entretanto  se  o ser humano for  muito  estúpido a ponto de conceder  suficiente poder e autonomia para as máquinas, então ele poderá ser destruído pelas máquinas.

Ser muito estúpido ou ser inteligente é a escolha que os seres humanos tem pela frente em relação a essa questão.



Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Fernando Silva em 30 de Março de 2016, 09:36:03
Não lembro do nome do livro nem do autor, mas ele descreve como um computador inteligente tornou-se conselheiro do governo mundial.
Aos poucos, mais e mais decisões foram empurradas para ele (ou ela, já que assumiu nome (Gaia) e identidade feminina).
Ao longo dos séculos e depois milênios, o planeta foi todo automatizado, inclusive defesa contra terremotos, meteoros, aquecimentos e resfriamentos globais, produção de alimentos etc., além de negociar para que não houvesse mais guerras.
O ser humano passou a viver como uma criança pequena na casa dos pais: só diversão, nenhuma responsabilidade.
Um certo dia, dois grupos tentaram entrar em guerra e foram impedidos por Gaia. Os humanos se deram então conta de que não mandavam mais no planeta.
Sem responsabilidades, sem ambições, sem objetivos, os nascimentos foram rareando, a população foi encolhendo até que se extinguiu.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Brienne of Tarth em 30 de Março de 2016, 10:30:17
Sem responsabilidades, sem ambições, sem objetivos, os nascimentos foram rareando, a população foi encolhendo até que se extinguiu.

Interessante. As máquinas se auto mantinham? Com a extinção da humanidade, as máquinas também se extinguiram?
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Fernando Silva em 30 de Março de 2016, 10:33:56
Sem responsabilidades, sem ambições, sem objetivos, os nascimentos foram rareando, a população foi encolhendo até que se extinguiu.

Interessante. As máquinas se auto mantinham? Com a extinção da humanidade, as máquinas também se extinguiram?
Gaia tinha controle total sobre o planeta, inclusive sobre a própria manutenção.

Depois de alguns milhões de anos sozinha, ela decidiu recriar a humanidade a partir do DNA estocado, só que, desta vez, só interferiu parcialmente. Ou seja, deixou rolar e ficou observando.

Nota: o livro é "Genesis" (Poul Anderson)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 30 de Março de 2016, 12:10:56
Muitos escritores já visualizaram tal futuro, mas a maioria aposta numa hecatombe para diminuir a população na implantação de uma utopia ou distopia cuja gestão seria ocupação de uma IA.

No último capítulo de "Eu, robô",  Asimov põe as "máquinas" no comando da Terra, capazes até mesmo de impedir atos humanos que venham a interferir na gestão perfeita implementada por elas, e se me recordo bem, deixou em aberto a possibilidade de sermos substituídos um dia, devido à nossa condição inferior.

Lembro de pensar: "mas se as máquinas nos substituírem, para quê ou quem irão trabalhar?"



Se o ser humano não for tão estúpido a ponto de conceder  suficiente poder e autonomia para as máquinas, então elas simplesmente irão trabalhar para os seres humanos. 
Entretanto  se  o ser humano for  muito  estúpido a ponto de conceder  suficiente poder e autonomia para as máquinas, então ele poderá ser destruído pelas máquinas.

Ser muito estúpido ou ser inteligente é a escolha que os seres humanos tem pela frente em relação a essa questão.

Não lembro do nome do livro nem do autor, mas ele descreve como um computador inteligente tornou-se conselheiro do governo mundial.
Aos poucos, mais e mais decisões foram empurradas para ele (ou ela, já que assumiu nome (Gaia) e identidade feminina).
Ao longo dos séculos e depois milênios, o planeta foi todo automatizado, inclusive defesa contra terremotos, meteoros, aquecimentos e resfriamentos globais, produção de alimentos etc., além de negociar para que não houvesse mais guerras.
O ser humano passou a viver como uma criança pequena na casa dos pais: só diversão, nenhuma responsabilidade.
Um certo dia, dois grupos tentaram entrar em guerra e foram impedidos por Gaia. Os humanos se deram então conta de que não mandavam mais no planeta.
Sem responsabilidades, sem ambições, sem objetivos, os nascimentos foram rareando, a população foi encolhendo até que se extinguiu.


A única saída para não sermos extintos ou virarmos apenas animais de estimação exóticos e obsoletos, é o transhumanismo, ao nos fundirmos às máquinas e termos nossas capacidades físicas e cognitivas aumentadas: Humanos 2.0. E isto é a tendência que já vem ocorrendo, com próteses/máquinas/computadores usados para auxiliar nossas capacidades biológicas inatas. E atualmente já estamos na fase de testes para inserir em nossos corpos tais tecnologias, nos ligando fisicamente a elas. Se formos espertos iremos acelerar este processo o mais rápido possível para não ficarmos muito pra trás em relação as IAs.

Tudo indica que não há outra escolha, pois a IA evolui exponencialmente e está começando a dar sinais práticos de que está finalmente tornado-se poderosa de fato, com tendência de que as ficções científicas se concretizem. Esta evolução não vai parar e se dará muito antes do que a maioria imagina (crescimento exponencial ), com IAs superpoderosas, semelhantes a deuses,  provavelmente surgindo até metade deste século:

(http://4.bp.blogspot.com/-728jh29xj0U/UsVVaacotYI/AAAAAAAAWzY/u5FPsIBx1pQ/s1600/Accelerating+Returns.jpg)

(http://electronics360.globalspec.com/images/assets/352/6352/Screen_Shot_2016-02-22_at_7.05.47_AM.jpg)

(http://www.espen.com/graphics/kurzweil_six_epochs.jpg)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 30 de Março de 2016, 12:12:55
Sem responsabilidades, sem ambições, sem objetivos, os nascimentos foram rareando, a população foi encolhendo até que se extinguiu.

Interessante. As máquinas se auto mantinham? Com a extinção da humanidade, as máquinas também se extinguiram?
Gaia tinha controle total sobre o planeta, inclusive sobre a própria manutenção.

Depois de alguns milhões de anos sozinha, ela decidiu recriar a humanidade a partir do DNA estocado, só que, desta vez, só interferiu parcialmente. Ou seja, deixou rolar e ficou observando.

Nota: o livro é "Genesis" (Poul Anderson)

Parece um livro bem interessante.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 30 de Março de 2016, 12:17:57
Aos poucos, mais e mais decisões foram empurradas para ele...

É justamente o que já vem ocorrendo. Cada vez mais decisões são tomadas por sistemas automatizados, seja dentro de corporações ou de governos, como, por exemplo, na gestão de redes de energia ou em investimentos financeiros.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Südenbauer em 09 de Abril de 2016, 21:41:58
So it begins...

(http://vignette2.wikia.nocookie.net/terminator/images/e/e2/Skynet_logo.jpg/revision/latest?cb=20120227035358)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Rhyan em 10 de Abril de 2016, 00:29:50
An AI Written Novel Has Passed Literary Prize Screening
http://futurism.com/this-ai-wrote-a-novel-and-the-work-passed-the-first-round-of-a-national-literary-award/

Creative AI: Computer composers are changing how music is made
http://www.gizmag.com/creative-artificial-intelligence-computer-algorithmic-music/35764/
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Brienne of Tarth em 11 de Abril de 2016, 13:49:22
Eu só espero que isso (transhumanismo) aconteça antes que meu corpo vire matéria orgânica em decomposição... :biglol:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Rhyan em 11 de Abril de 2016, 14:14:24
Gosto dos vídeos desse cara!
https://www.youtube.com/v/Vqq7-V0kHhM

Muito bom também!
https://www.youtube.com/v/bTMS9y8OVuY

Bacana essa canal!
https://www.youtube.com/user/ShotsOfAwe
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 19 de Maio de 2016, 10:29:17
Citar
Escritório de advocacia dos EUA é o primeiro a contratar 'robô advogado'


O escritório de advocacia estadunidense Baker & Hostetler anunciou uma parceria com a empresa ROSS Inteligence para a utilização de sua inteligência artificial. Chamada também de ROSS, ela é um produto de pesquisa legal especializada na consulta, pesquisa e interpretação de textos jurídicos.

De acordo com a empresa, o ROSS utiliza a plataforma de computação cognitiva da IBM, o Watson, para interpretar as solicitações de seus usuários. Advogados e leigos podem fazer perguntas ao ROSS usando linguagem cotidiana, e o robô então consegue pesquisar a legislação e jurisprudência de diversos casos para retornar resultados relevantes ao usuário.

Além disso, o ROSS ainda consegue monitorar sites jurídicos para notificar usuários de novas decisões legais que afetem os casos em andamento. Usuários relatam à inteligência artificial quais resultados foram mais úteis para sua pesquisa e, com isso, ela vai se aprimorando com o tempo.

Igualdade

O CEO da ROSS Inteligence, Andrew Arruda, disse ao Business Insider que espera que o 'robô advogado' consiga levar o acesso a serviços jurídicos a mais pessoas. Segundo o site, nos Estados Unidos, cerca de 80% das pessoas que precisam de um advogado não conseguem pagar pelos serviços de um.

Arruda também acredita que a tecnologia poderá fazer com que os embates legais sejam menos dependentes de dinheiro e, portanto, mais justos. Isso porque o ROSS é especializado em pesquisa de casos jurídicos, e é mais barato de se contratar que uma equipe jurídica dedicada a pesquisa. Por esse motivo, casos mais complexos que exijam consulta a múltiplos casos passados se tornarão mais fáceis para escritórios menores.

http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/escritorio-de-advocacia-dos-eua-e-o-primeiro-a-contratar-robo-advogado/58361

Quero ver quando a belezinha do Google por traz do Alpha Go entrar no jogo para disputar o mercado com o Watson da IBM.

E e miniaturização do hardware esperada ocorrer já está acontecendo também dentro do previsto. Um supercomputador portátil para rodar Inteligência Artificial (Deep Learning) já está no mercado:

Citar
NVIDIA lança o primeiro supercomputador de deep learning do mundo
 
SAN JOSE, Califórnia — GPU Technology Conference — 5 de abril de 2016 — A NVIDIA apresentou hoje o NVIDIA® DGX-1™, o primeiro supercomputador de aprendizado profundo do mundo para atender às exigências computacionais ilimitadas da inteligência artificial.

O NVIDIA DGX-1 é o primeiro sistema desenvolvido especificamente para deep learning — ele vem totalmente integrado com hardware, software de aprendizado profundo e ferramentas de desenvolvimento para oferecer rapidez e facilidade na implementação. É um sistema completo que contém uma nova geração de aceleradores de placas de vídeo, fornecendo uma taxa de transferência equivalente a de 250 servidores x86. ¹

O sistema de aprendizado profundo DGX-1 permite que pesquisadores e cientistas de dados utilizem o poder da computação acelerada por placas de vídeo para criar uma nova classe de máquinas inteligentes que aprendem, veem e percebem o mundo do mesmo modo dos humanos. Ele proporciona níveis sem precedentes de poder computacional para motivar aplicativos de IA de última geração, permitindo que pesquisadores reduzam drasticamente o tempo para treinar redes neurais profundas mais sofisticadas.

A NVIDIA desenvolveu o DGX-1 para que um novo modelo de computação potencialize a revolução da IA que está se expandindo pela ciência, por empresas e, cada vez mais, por todos os aspectos da vida cotidiana. As redes neurais estão levando a um novo tipo de software criado com enormes volumes de dados que exigem níveis consideravelmente mais altos de desempenho computacional.

"A inteligência artificial é o avanço tecnológico mais abrangente em nossas vidas", diz Jen-Hsun Huang, CEO e cofundador da NVIDIA. "Ela apresenta mudanças em cada setor, cada empresa, em tudo. Ela abrirá mercados para beneficiar a todos. Os cientistas de dados e pesquisadores de IA hoje gastam muito tempo em soluções caseiras de computação de alto desempenho. O DGX-1 é fácil de implementar e foi criado com um objetivo: desvendar os poderes das capacidades super-humanas e aplicá-los a problemas que antes não podiam ser resolvidos."

Habilitado por cinco avanços
O sistema de aprendizado profundo NVIDIA DGX-1 foi desenvolvido com base nas placas de vídeo NVIDIA Tesla® P100, fundamentado na nova arquitetura de placas de vídeo NVIDIA Pascal™. Ele fornece a taxa de transferência de 250 servidores baseados em CPU, redes, cabos e racks, tudo em um único pacote.

O DGX-1 apresenta quatro outras tecnologias inovadoras que aumentam o desempenho e a facilidade de uso. Entre elas, estão a interconexão de alta velocidade NVIDIA NVLink™ para proporcionar máxima escalabilidade de aplicativos; a tecnologia de fabricação FinFET de 16 nm para oferecer economia de energia sem precedentes; Chip on Wafer on Substrate (CoWoS) com HBM2 para cargas de trabalho de big data; e as novas instruções de média precisão para fornecer mais de 21 teraflops de desempenho máximo para aprendizado profundo.

Juntos esses grandes avanços tecnológicos permitem que os sistemas DGX-1 equipados com placas de vídeo Tesla P100 forneçam um treinamento 12x mais rápido em comparação com as soluções baseadas na arquitetura de quatro vias da NVIDIA Maxwell™ de apenas um ano atrás.

A arquitetura Pascal tem suporte sólido do ecossistema de inteligência artificial. "As placas de vídeo da NVIDIA estão acelerando o progresso da IA. À medida que as redes neurais ficam maiores, precisamos não somente de placas de vídeo mais rápidas e com mais memória , mas também de uma comunicação mais rápida entre placas de vídeo, bem como hardware que pode aproveitar a aritmética de precisão reduzida. Isso é exatamente o que a Pascal oferece", relata Yann LeCun, diretor de pesquisa em IA do Facebook.

Andrew Ng, cientista-chefe da Baidu, relatou: "Computadores de IA são como foguetes espaciais: quanto maiores, melhores. A interconexão e a taxa de transferência da Pascal desenvolverão o maior foguete que já vimos".

"A Microsoft está desenvolvendo super-redes neurais profundas que têm mais de 1.000 camadas", revela Xuedong Huang, cientista-chefe do Centro de Pesquisa da Microsoft. "A potência impressionante da NVIDIA Tesla P100 permitirá que o CNTK (Computational Network Toolkit) da Microsoft acelere os avanços da IA."

Suíte abrangente de software de aprendizado profundo
O sistema NVIDIA DGX-1 inclui uma suíte completa de software de aprendizado profundo otimizado que permite que os pesquisadores e cientistas de dados treinem as redes neurais profundas e forma rápida e fácil.

O software DGX-1 inclui o sistema de treinamento de placas de vídeo de aprendizado profundo da NVIDIA (DIGITS™), um sistema completo e interativo para desenvolvimento de redes neurais profundas (DNN, Deep Neural Networks). Ele também inclui a recém-lançada biblioteca de redes neurais profundas NVIDIA CUDA® (cuDNN) versão 5, uma biblioteca acelerada por GPUs para desenvolvimento de DNNs. Também inclui versões otimizadas de várias estruturas de aprendizado profundo amplamente usadas — Caffe, Theano e Torch. O DGX-1 fornece acesso a ferramentas de gerenciamento de nuvem, atualizações de software e um repositório de aplicativos em contêineres.

Especificações do sistema
As especificações do sistema NVIDIA DGX-1 incluem:

Até 170 teraflops de desempenho máximo de média precisão (FP16)
Oito aceleradores de placas de vídeo Tesla P100, 16 GB de memória por placa de vídeo
Cubo de malha híbrido NVLink
Cache DL SSD de 7 TB
Rede dual de 10 GbE com 100 Gb Quad InfiniBand
3U – 3.200 W
Os serviços de suporte opcionais do NVIDIA DGX-1 melhoram a produtividade e reduzem o tempo de inatividade em sistemas de produção. O suporte a hardware e software permite o acesso à expertise em aprendizado profundo da NVIDIA e inclui serviços de gerenciamento em nuvem, upgrades e atualizações de software e prioridade na solução de problemas críticos. Para obter mais informações, visite www.nvidia.com/page/support/dgx1-support.

Disponibilidade
A disponibilidade para o público em geral do sistema de aprendizado profundo NVIDIA DGX-1 nos Estados Unidos será em junho e em outras regiões começará no terceiro trimestre direto da NVIDIA e de integradores de sistemas selecionados.

http://www.nvidia.com.br/object/prbr_040616b.html

É só questão de tempo para a popularização do uso de IA, mais refinamento da sua congnição e uma maior miniaturização ainda do hardware  :susto:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Rhyan em 20 de Maio de 2016, 09:04:26
Google's chief futurist Ray Kurzweil thinks we could start living forever by 2029
http://www.businessinsider.com/googles-chief-futurist-thinks-we-could-start-living-forever-by-2029-2016-4
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 30 de Maio de 2016, 16:50:36
Foxconn troca 60 mil empregados por robôs na China (http://link.estadao.com.br/noticias/empresas,foxconn-troca-60-mil-empregados-por-robos-na-china,10000053643)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 31 de Maio de 2016, 18:52:42
(https://d1o50x50snmhul.cloudfront.net/wp-content/uploads/2016/05/20172741/img_1445-1200x800.jpg)

https://www.newscientist.com/article/2089321-robot-ranchers-monitor-animals-on-giant-australian-farms/






(https://secure.static.tumblr.com/2b6746d8c04a0082306881d094fc18da/xbohxek/jydnby39w/tumblr_static_1xh56eybs81wo00o0ko0kosoo_640_v2.gif)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 04 de Junho de 2016, 23:43:41

Suíça decide se todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada

Marina Wentzel

De Basileia (Suíça) para a BBC Brasil
4 junho 2016


Suíça terá referendo para votar proposta de renda mínimaImage copyrightREUTERS


Suíça terá referendo para votar proposta de renda mínima

Imagine receber todos os meses cerca de R$ 9 mil (2500 francos) do governo sem ter que fazer absolutamente nada. Sem trabalho, sem esforço, sem precondições, apenas dinheiro. Essa é a proposta que está sendo levada a um plebiscito público neste domingo, dia 5, na Suíça.

Os eleitores do país vão decidir se desejam mudar o sistema social implementando uma renda mínima universal para todos os cidadãos, independentemente da riqueza de cada um. O valor substituiria outros subsídios e seria distribuído para todos os cidadãos e residentes no país. Para as crianças, o valor seria de R$ 2270 (625 francos).

A idéia não é nova - há 500 anos, o autor Thomas More defendeu a renda básica no livro Utopia, e projetos em escala regional foram testados em diversos países - mas a possibilidade de implementação incondicional, institucionalizada e em larga escala é inédita.

A Suíça passaria a ser a primeira sociedade a desfrutar da prosperidade gerada pelo "dividendo digital", afirmam apoiadores do projeto.


A noção defendida por eles é de que a desassociação entre trabalho e renda será inevitável no futuro, pois cada vez mais a tecnologia está substituindo a atividade humana em países desenvolvidos. Ainda de acordo com esse pensamento, a Suíça deveria se adiantar a essa tendência e libertar a capacidade humana das obrigações econômicas como meio de garantir "segurança e liberdade" aos seus cidadãos.

"Robôs absorvem cada vez mais trabalho. É agora nosso dever reorganizar a sociedade de modo que a Revolução digital dê a todos uma vida digna: atividades de própria escolha e que façam sentido", afirmam os defensores da causa em um documento explicativo enviado aos eleitores.


"Produzimos três vezes mais do que conseguimos consumir (…), mas isso não está acessível a todos. A renda mínima é um direito nesse contexto. Por que não tornar a riqueza acessível a todos?", questiona o porta-voz do movimento pela renda mínima, Che Wagner, em entrevista à BBC Brasil.


O professor em história da Economia e Pensamento Político da Universidade de St.Gallen e autor do livro Austeridade: Breve História de um Grande Erro, Florian Schui, avalia que no contexto histórico a sociedade está mudando e há abertura para novos conceitos.


"É útil promover uma sociedade em que as pessoas tenham a estabilidade para tentar coisas novas (…), é útil dar a liberdade para as pessoas serem criativas. Isso vai ajudar muito a Suíça se for adotado", opina.



'Produzimos três vezes mais do que conseguimos consumir mas isso não está acessível a todos', diz um dos defensores da proposta
Riqueza

Com uma renda per capita estimada em US$ 59 mil ao ano (R$ 211 mil) e taxa de desemprego inferior a 4%, o país não carece de políticas públicas de combate à pobreza. Isso, dizem defensores do projeto, permitiria ao país "dar-se ao luxo" de experimentar uma utopia.

"A Suíça está em uma situação única. Não temos pobreza, não temos desemprego e é realmente por isso que possuímos aqui a oportunidade de debater o revolucionário conceito de renda universal", avalia Wagner.

Apesar da abundância econômica do país, o projeto não sairia barato aos cofres públicos. A estimativa oficial é de um custo de 208 bilhões de francos (R$ 750 bilhões), para atender 6,5 milhões de adultos e 1,5 milhão de crianças.
Desse valor, cerca de 55 bilhões viriam de cortes em outros projetos sociais. Outros 128 bilhões seriam financiados pelos assalariados: todos teriam 2500 francos abatidos de seu salário mensal, e aqueles que ganhassem menos que isso dariam todo seu salário ao governo e receberiam o subsídio em troca.


Os 25 bilhões de francos que faltariam para cobrir o rombo poderiam ser obtidos por meio de um aumento no imposto de valor agregado (IVA), que atualmente é de 8% e passaria a 16%.

André Coelho, da BIEN - Basic Income Earth Network, ONG que defende uma renda universal incondicional, ressalta que o retorno de valor de um investimento desse porte ocorrerá também por meio de ganhos não monetários.


Para ele, o projeto oferece "retorno positivo" porque traz "estabilidade aos cidadãos, mais paz de espírito, mais tempo para a família e para os amigos, incentivo e condições para seguir atividades próprias e voluntariados diversos".


http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36414230?ocid=socialflow_facebook

Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Rhyan em 05 de Junho de 2016, 03:22:31
Na suíça o pessoal não é besta, já rejeitaram o que seria o maior salário mínimo do mundo e continuam sem salário mínimo.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Rhyan em 05 de Junho de 2016, 03:24:44
Google está criando um botão de desligar para não criar a Skynet acidentalmente (http://gizmodo.uol.com.br/google-evitar-skynet/)
Por: Darren Orf
3 de junho de 2016 às 19:00


Existem dois lados no debate sobre o futuro da inteligência artificial. De um lado temos empresas como Google, Amazon, Facebook e Microsoft, que investem agressivamente na tecnologia e esperam conseguir criar sistemas de AI cada vez mais inteligentes. Do outro lado, nomes como Elon Musk e Stephen Hawking acham que a inteligência artificial representa uma grande ameaça à humanidade.

Agora uma das mais avançadas inteligências artificiais do mundo, a DeepMind do Google, vai adotar medidas de segurança caso operadores humanos precisem “assumir o controle de um robô que se comporta mal e que pode levar a consequências irreversíveis”, o que acredito que inclua, mas não se limite, a exterminar a humanidade. No entanto, o artigo não chega a ser tão apocalíptico e usa exemplos simples, como robôs trabalhando em uma fábrica.

Um documento chamado “Safety Interruptible Agents” (agentes interruptores de segurança, em tradução livre), foi feito em uma parceria entre Google e o Instituto do Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford que, como sugere o nome, quer que a humanidade tenha um futuro. O diretor Nick Bostrom fala sobre os possíveis perigos do desenvolvimento de inteligências artificiais há algumas décadas, e escreveu livros discutindo consequências de robôs super-inteligentes.

O artigo investiga como fazer para desligar a inteligência artificial se ela começar a fazer alguma coisa que operadores humanos não querem que faça. Ele está cheio de detalhes matemáticos que 99% da humanidade jamais vai entender, que basicamente descrevem métodos de construção do que os autores chamam de “grande botão vermelho” de uma AI.

Os pesquisadores devem ter visto os mesmos filmes que a gente. Aqueles em que os robôs aprendem a ignorar comandos para desligar. E eles se prepararam para isso:

Citar
Este artigo explora uma forma de garantir que um agente de aprendizagem não vai aprender a prevenir ser interrompido pelo ambiente ou por um humano operador.

Parece uma limitação desnecessária considerando que as mais impressionantes conquistas de AI já vistas pela humanidade envolvem jogos de tabuleiro. Mas Bostrom já teorizou antes que só precisamos construir uma inteligência artificial de nível humano para os cérebros robóticos irem além do que imaginamos:

Citar
Assim que a inteligência artificial atinge o nível humano, haverá um retorno positivo que vai impulsionar o desenvolvimento. AIs vão ajudar a construir novas AIs, que por sua vez vão ajudar a fazer AIs melhores, e assim em diante.

É melhor prevenir do que remediar.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Fernando Silva em 05 de Junho de 2016, 09:49:21
A única saída para não sermos extintos ou virarmos apenas animais de estimação exóticos e obsoletos, é o transhumanismo, ao nos fundirmos às máquinas e termos nossas capacidades físicas e cognitivas aumentadas: Humanos 2.0. E isto é a tendência que já vem ocorrendo, com próteses/máquinas/computadores usados para auxiliar nossas capacidades biológicas inatas.
(https://ralphlosey.files.wordpress.com/2013/01/borg-group1.png?w=608&h=369)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 28 de Junho de 2016, 12:01:37
E quem diria, a União Européia se tornou neo ludita!  :o Logo eles que defendem tanto o progresso científico, em nome do bem estar humano, agora querem restringir a utilização de tecnologias que nada mais nada menos produzem abundância pra humanidade, além de uso eficiente de recursos, tão vital para o ambiente. Esqueci, o capitalismo não funciona num cenário de abundância extrema  :stunned: O Capitalismo, dito propulsor magnânimo da ciência, tecnologia e do progresso em geral, está agora em contradição, obrigando os burocratas no poder a impedir o avanço tecnológico em nome da manutenção do próprio sistema econômico, já tecnologicamente obsoleto.

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União Europeia demonstra preocupação com avanço da inteligência artificial


Segundo os líderes do bloco econômico, humanoides poderão substituir humanos em vários empregos, gerando caos na economia.
 
Relatório prevê a criação de regras a serem seguidas pelos autômatos

Com a presença cada vez mais constante na sociedade do século 21, os robôs começam a preocupar os líderes da União Europeia (UE), que pretendem elaborar leis exclusivas para os autômatos, além de limitar o tipo de emprego que poderão exercer.


Conforme noticiado recentemente por um jornal de grande circulação na Inglaterra, o Express, uma recomendação do Parlamento Europeu à Comissão Europeia sugeriu a criação de leis rígidas sobre a limitação da atuação desses robôs em diversas áreas profissionais, com o objetivo de manter a estabilidade no mercado de trabalho dos países que compreendem o bloco econômico.

Embora a preocupação com o fato das máquinas substituírem os humanos em diversas áreas seja recente entre os líderes das nações mais influentes do planeta, desde a década de 50 esse tipo de realidade era descrito nos contos de ficção científica do mestre Isaac Asimov, intitulados Eu, Robô, que mais tarde virou filme protagonizado por Will Smith. Na época, Asimov havia previsto que a combinação de robôs com inteligência artificial avançada (IA) seria um grave problema enfrentado por todos.

De acordo com o relatório, a IA pode superar a inteligência humana em poucas décadas. Membros do Parlamento temem que, após se tornarem mais inteligentes do que nós, as máquinas não estariam mais sujeitas ao controle humano e poderiam agir conforme suas próprias determinações.

Inspirado no filme ‘Eu, Robô’, o documento enviado à Comissão Europeia ressaltou as três leis que deverão ser seguidas pelos ‘homens de lata’. A primeira diz que um robô não deve prejudicar qualquer ser humano; a segunda que ele tem que obedecer aos seres humanos, e a última enfatiza que nenhum robô pode prejudicar a humanidade.

Na sequência, o relatório expõe que eles serão desenvolvidos com senso de direitos e responsabilidades, e poderão ser punidos por quaisquer danos causados. Além disso, no futuro serão classificados como ‘robôs inteligentes’, e supervisionados pela Agência Europeia para a robótica e inteligência artificial.

Membros da UE também sugeriram a criação de um seguro obrigatório para que os fabricantes sejam responsabilizados por qualquer dano causado pelos autômatos. Com intuito de impedir o desemprego em massa e o desequilíbrio econômico, políticos pretendem limitar o número de postos de trabalho humano que poderão ser substituídos por IA e robôs.

Cada vez mais numerosos

O crescente número de robôs preocupa a União Europeia, que aponta o fato dessas vendas terem aumentado 17% entre os anos de 2010 e 2014. Segundo a Federação Internacional de Robótica, em 2015 houve recordes de vendas, com quase um quarto de milhão de robôs comercializados em todo o mundo.

O temor da União Europeia é que um grande número de empregos na indústria atualmente exercidos por humanos seja substituído por robôs, num futuro breve. Coreia do Sul, Japão e Alemanha são os países com a maior densidade de autômatos.

Se o mundo não elaborar um plano envolvendo os robôs no mercado de trabalho, logo, logo, estaremos competindo com as máquinas.

É, acho que esta na hora de repensarmos o sistema econômico que nos obriga a restringir a evolução da qualidade de vida em nome da sua própria preservação.

http://br.blastingnews.com/mundo/2016/06/uniao-europeia-demonstra-preocupacao-com-avanco-da-inteligencia-artificial-00986037.amp.html
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 28 de Junho de 2016, 12:07:48
Olha o robô Pepper (com cérebro do Watson - computação cognitiva) chegando. Entende linguagem falada e ainda distingue emoções e tons de voz:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=robo+pepper&tbas=0&tbs=qdr:m

Este ônibus autônomo aqui junta praticamente todas as atuais tecnologias disruptivas numa coisa só. Também usa computação cognitiva do Watson:
http://gizmodo.uol.com.br/onibus-watson-ibm/
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 28 de Junho de 2016, 12:25:33

Suíça decide se todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada

Esta é um tentativa de alguns países de driblar o problema da diminuição de empregos e de consumo gerados pela automação, sem ter que sair do capitalismo e sem ter que restringir o uso de tecnologias avançadas de TI. Mas acho que é inviável economicamente na prática, até pra países ricos e pequenos, mais ainda pra pobres e grandes. Além disso, a queda constante da taxa de lucro geral, devido a evolução constante da automação (isto aumentaria dramaticamente com uma renda básica universal estabelecida, já que incentivaria mais ainda a automação), acabaria por inviabilizar o sistema econômico de qualquer forma, com ou sem renda básica.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Gauss em 28 de Junho de 2016, 13:57:23
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Por falar nisso, a taxa de desemprego é relativamente baixa na Suíça, parece que a terrível e abominável automação não desempregou muito por lá:
SUÍÇA - TAXA DE DESEMPREGO/PROGRESSÃO EM 1 ANO
(http://cdn.tradingeconomics.com/charts/switzerland-unemployment-rate.png?s=szueuea&v=201606160011n&lang=all)
fonte: http://pt.tradingeconomics.com/switzerland/unemployment-rate
 
Apenas flutuações comuns.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Peter Joseph em 28 de Junho de 2016, 14:29:31
Pois é, ao contrário de brasileiros e da maioria, parece que eles já se preparam para o choque inevitável. Além disso, não se trata apenas de desemprego, mas de subemprego também, bem como da queda do consumo no mundo. Os países também são afetados pelo desemprego/subemprego em outras nações, principalmente devido a queda nas exportações. Se eu tenho um monte de coisa pra vender e não to vendendo, a ideia no caso seria dar mais poder de compra pra galera.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Junho de 2016, 14:56:33
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Acho que mais de uma vez já vi pessoas aparentemente de viés liberal/libertário dizendo isso sobre essa decisão, o que é meio inesperado e diferente do que geralmente se tem com o governo brasileiro, de que é melhor o dinheiro nas mãos das pessoas do que dos governantes (FGTS, por exemplo clássico). :hein:

É algo que esperaria mais vir da turma petista, "muito sensata decisão do povo Suíço; de governo que está ganhando, não se tira verba", algo assim.

Ao mesmo tempo seria a "renda mínima" de Friedman...
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Gauss em 28 de Junho de 2016, 17:36:30
É algo que esperaria mais vir da turma petista, "muito sensata decisão do povo Suíço; de governo que está ganhando, não se tira verba", algo assim.

Me surpreenderia ouvir isso de pessoas atreladas ao assistencialismo.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 28 de Junho de 2016, 18:02:52
Renda mínima universal não é bem "assistencialismo", que ainda é política compatível com o governo reter essa arrecadação "toda" em vez de devolver ao cidadão.

O esquerdista-assistencialista pode ver como indesejável ter uma distribuição a todos, sem consideração "de acordo com a necessidade", beneficiando indiscriminadamente as classes média e alta, preferindo que o governo admnistre a essa verba, incluindo políticas sociais, mas "de acordo com a necessidade".

"As classes média e alta já têm renda o suficiente para investir no que quer que queiram, sem ganho significativo com esse acréscimo; esse excedente é melhor admnistrado pelo estado do que no mercado, nas mãos das elites".

Muito embora essa parte de "real necessidade" não seja também exatamente "exclusividade" da visão "esquerdista". Ainda assim é algo inesperada essa preferência ao governo administrar essa verba a devolver ao cidadão, ainda que de maneira redistributiva (similar a idéias de Friedman).



MAS, eu praticamente só vi manchetes e comentários aqui e ali, então posso ter perdido alguma coisa importante.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 23 de Junho de 2017, 10:42:01

Cada vez mais barato, robô já substitui até trabalhador chinês

Automação reduz custos e supre a falta de mão de obra em países como o Brasil

         
Raquel Landim e Renato Cruz, de O Estado de S. Paulo,
31 Março 2012 | 18h49

Na fabricante de carretas Noma, no interior do Paraná, não tem gente fazendo força. São os robôs espalhados pela fábrica que carregam as peças pesadas. São também robôs que soldam as diferentes partes dos veículos. Antes privilégio de grandes corporações, os robôs estão invadindo as linhas de produção de pequenas e médias empresas no mundo todo e prometem mudanças importantes na divisão global do trabalho, com prejuízo para os países emergentes.

Está em curso uma mudança no sistema fabril que pode significar um novo estágio da revolução industrial. Hoje, comprar um robô custa praticamente o mesmo que pagar o salário de um operário chinês. Dados preparados pela consultoria Gavekal mostram que o custo unitário de um robô industrial atingiu cerca de US$ 48 mil no ano passado, uma diferença pequena para os US$ 44 mil pagos a um funcionário pela gigante de montagem Foxconn durante dois anos.

Na verdade, os chineses recebem menos que isso na Foxconn - que, entre vários outros produtos, faz os iPhones e iPads da Apple -, mas o cálculo considera um fictício operário que trabalhasse 24 horas - como um robô. As jornadas de trabalho da China são pesadas, mas ainda não chegam a tanto. O resultado dessa aproximação de custos é que até a Foxconn já anunciou que pretende "empregar" 1 milhão de robôs até 2014.

Outra evidência do avanço da robótica é que a demanda por robôs industriais está indo além do setor automotivo, que já é tradicional nessa área. Em 2006, as montadoras respondiam por 36% dos robôs utilizados no planeta. Esse porcentual caiu para 28% em 2010. O setor elétrico e eletrônico, que detinha 18% dos robôs, saltou para 26%. Também se destacam os fabricantes de plásticos, produtos químicos e cosméticos.


"Estamos diante de uma tecnologia de ruptura. O excesso de mão de obra vai deixar de ser uma vantagem e as empresas vão começar a retornar para países com mão de obra qualificada, baixos custos e boa infraestrutura", disse José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados. "A robótica é um dos fatores que vai ajudar a indústria a renascer nos Estados Unidos".


Mendonça de Barros projeta que, até 2015, o mundo vai assistir atônito a uma mudança radical nas relações de trabalho. Yuchan Li, analista da Gavekal baseada em Hong Kong e autora dos cálculos, disse ao Estado por e-mail que "é difícil colocar um prazo definitivo, mas que há sinais de que a revolução já está ocorrendo". Segundo ela, as mudanças são mais rápidas em alguns países, como a Coreia do Sul, do que em outros.


O movimento é inevitável. De um lado, o esforço de países como a China para reforçar o mercado local, melhorando a renda e as condições de trabalho, acaba elevando os custos da mão de obra. De outro, os robôs acabam sendo beneficiados pela chamada Lei de Moore. Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, previu, na década de 1960, que a capacidade dos microprocessadores dobraria a cada dois anos. Isso faz com que os eletrônicos possam ser, a cada ano, mais potentes e mais baratos. E o mesmo acontece com os robôs.


Substituição. A crise global enfrentada desde a quebra do Lehman Brothers ajudou a acelerar o processo, porque forçou as empresas a buscar novas maneiras de reduzir seus custos e melhorar suas magras margens de lucro. Mas são duas tendências estruturais, para as quais não há sinal de alteração no curto prazo, que alimentam o processo: a queda do preço dos robôs e o aumento dos salários, particularmente na China, mas também no Brasil. Marcos Noma, dono da empresa paranaense, conta que os robôs que utiliza chegavam a custar R$ 800 mil há 10 anos e hoje não passam de R$ 200 mil. "Foi isso que permitiu o nosso investimento", diz.


A queda dos preços globais dos robôs não foi tão significativa quanto relata o empresário brasileiro, mas não deixou de ser relevante. Entre 2000 e 2010, o custo médio de um robô industrial caiu 23%, conforme a Gavekal. A consultoria não possui dados tão antigos para os salários na Foxconn, mas entre 2003 e 2010, a remuneração dos operários da empresa na China cresceu 140%.


Considerada o chão de fábrica do mundo, os custos na China estão subindo porque o país não vai conseguir oferecer trabalhadores suficientes para acompanhar o crescimento da manufatura global, apesar do seu 1,3 bilhão de habitantes. Muitas empresas estão elevando sua produção a uma taxa anual de 10%, enquanto a oferta de trabalho na China cresce apenas 2% - reflexo da política do filho único adotada pelo governo comunista.


A China deve continuar a ser uma grande produtora global de manufaturas, mas é provável que daqui para frente as empresas instaladas no país se dediquem cada vez mais a atender o mercado interno, cujo consumo precisa acelerar para garantir um crescimento sustentável da economia. Empresas americanas e europeias, que produziam na China para atender seus mercados de origem, já começam a fazer o caminho de volta.


Os populosos e pobres países asiáticos, como Vietnã ou Bangladesh, devem ser os mais prejudicados pelas mudanças tecnológicas, mas o Brasil não vai passar imune. Algumas empresas brasileiras começam a recorrer a robôs para melhorar a qualidade e fazer frente a falta de mão de obra qualificada. O grande problema é que a indústria brasileira enfrenta hoje uma séria falta de competitividade, por conta da infraestrutura ruim e da segunda energia mais cara do mundo, o famoso custo Brasil. Com os robôs substituindo chineses, são esses fatores que vão determinar a instalação da indústria global nos novos tempos.


Estratégia. Para Yuchan Li, da Gavekal, a China pode provar, com a automação, que seu diferencial, no mercado mundial, é a capacidade de fabricar em larga escala, e não a mão de obra barata. Além disso, as empresas do país têm a chance de combater a imagem de exploradoras dos trabalhadores, de quem impõe jornadas de trabalho desumanas em ambientes insalubres.


Na semana passada, Tim Cook, presidente da Apple, visitou as fábricas da Foxconn na China. O executivo foi verificar pessoalmente as condições de trabalho nas instalações da fornecedora, e acabou anunciando um acordo para acabar com as ilegalidades apontadas pela Fair Labor Association (FLA), associação independente autorizada pela Apple a avaliar as condições de trabalho nas fábricas chinesas.

O anúncio, no entanto, acabou criando temores de queda de renda entre os funcionários da Foxconn. Muitos acreditam que, sem as horas extras além do que é permitido pela legislação, não vão conseguir se sustentar. De uma forma ou de outra, a fabricante do iPhone e do iPad resolveu tomar medidas para impedir que os problemas da Foxconn acabem prejudicando sua imagem.


No lançamento do novo iPad, um grupo de ativistas foi à loja da Apple na Quinta Avenida, em Nova York, para protestar contra as condições de trabalho na China. No começo do ano, cerca de 150 funcionários da unidade da Foxconn em Wuhan ameaçaram cometer suicídio coletivo, saltando do alto do edifício. Sua exigência era a melhora das condições de trabalho.


Em 2010, pelo menos 18 funcionários da Foxconn tentaram suicídio, com 14 mortes. No ano seguinte, foram mais quatro mortes. A decisão da Foxconn de anunciar um investimento massivo em robôs pode ser vista como uma maneira de enfrentar os custos crescentes da mão de obra, mas também como um jeito de fazer frente a essa situ

 

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cada-vez-mais-barato-robo-ja-substitui-ate-trabalhador-chines,108113e  (http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cada-vez-mais-barato-robo-ja-substitui-ate-trabalhador-chines,108113e)

Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 23 de Junho de 2017, 10:49:13
A notícia é antiga, mas o tema é bem atual:


Múltis investem em automação para ganhar escala e reduzir contratações


Com o real valorizado e os custos com mão de obra em alta, multinacionais investem em processos automatizados para ganhar competitividade sem aumentar o número de funcionários
 
         
Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo,
15 Agosto 2011 | 23h00


Investir no Brasil, em tempos de desaceleração dos mercados maduros, é prioridade para as gigantes multinacionais. No entanto, operar localmente é considerado caro em relação a outros mercados - fator evidenciado pelo dólar baixo. Para ganhar mercado no País sem estourar o orçamento, as companhias têm atacado o dispêndio excessivo com mão de obra. A ordem é ganhar escala investindo em mais tecnologia e evitando contratações.


A alemã Basf é uma das gigantes internacionais que se debruçam sobre a tarefa com mais afinco. Os planos para a empresa no País estão fortemente baseados em automação. Prestes a liberar seu maior investimento no País em décadas - uma unidade de fabricação de ácido acrílico, no polo de Camaçari, na Bahia -, a companhia já decidiu que, caso o investimento saia, a ordem é reduzir a contratação de mão de obra ao mínimo necessário. Executivos da empresa disseram ao Estado que, para liberar dinheiro na matriz, é preciso mostrar que o projeto terá tecnologia e automação como forças motrizes.


Essa lógica também será aplicada à operação de tintas da Basf no País - a empresa é dona da marca Suvinil, líder de mercado no País, há mais de 40 anos. A Suvinil, com sede em São Bernardo do Campo (SP), tem a meta de aumentar a produção em 15% até 2013 - para um total de 300 milhões de litros - sem a necessidade de contratar um único funcionário de chão de fábrica. Nos próximos dois anos, os investimentos devem ficar concentrados somente em automação.


Segundo Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente sênior da Basf para a América do Sul, a empresa vai implantar 17 projetos de revisão de processos na unidade do ABC Paulista com a meta de manter o número de funcionários em 1.260. "O foco do investimento vai mudar consideravelmente. Contratar está caro - é preciso investir em automação", diz o executivo. "E sempre dá para automatizar mais um pouco."


O investimento da matriz na Suvinil será de R$ 150 milhões de 2008 a 2013. Mas o perfil da aplicação mudou: em 2008 e 2009, a empresa aumentou seu quadro para expandir a produção em 10%. Agora, com uma meta mais ambiciosa, fará uma cruzada contra a ineficiência: a ordem, além de eliminar contratações, é cortar as horas extras pela metade.


Segundo Lacerda, a intervenção humana será mantida apenas onde for essencial. Assim, ganha-se espaço para contratações em áreas como a de pesquisa e desenvolvimento, que hoje tem 200 profissionais, mas sempre busca de talentos. "Temos sempre um banco de 15 engenheiros em vista, por causa da rotatividade grande."


Automação. A americana 3M também aposta na automação para fugir do custo da mão de obra. Segundo o diretor de operações industriais da companhia, Afonso Chaguri, a empresa conseguiu, nos últimos três anos, um avanço de 10% a 15% da produtividade em suas diferentes fábricas sem aumentar o número de funcionários. "Substituímos linhas semiautomáticas por totalmente automáticas. Ganhamos velocidade de resposta, qualidade e cortamos custos."


A automação, de acordo com o executivo, é uma arma para a empresa se proteger da invasão de importados. Embora a 3M produza de tecnologia de ponta, a companhia se preocupa em fornecer opções mais baratas para combater a concorrência chinesa. "Ano a ano, o Brasil tem perdido competitividade em relação às outras subsidiárias. Felizmente, o motor do crescimento da 3M no Brasil é o mercado interno."


Para o economista Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), não há expectativa de redução de custos de contratação no País. "No ano que vem, está previsto reajuste de 14% no salário mínimo." Ele diz que usar a mão de obra com parcimônia é hoje um fator de sobrevivência. O economista lembra que não se trata apenas de uma questão de quantidade: "Em muitos casos, como o da engenharia, não existem profissionais disponíveis no mercado."


Dentro deste cenário, até empresas de serviços, que dependem de capital intelectual, buscar economizar mão de obra. Durante a inauguração do novo laboratório de pesquisa da IBM no País, no fim de junho, o presidente da operação local, Ricardo Pelegrini, disse que o País só consegue projetos porque entrega o mesmo trabalho com um menor número de funcionários.


"Não pedimos a contratação de pessoas (para um determinado trabalho), focamos o custo total", explicou Pelegrini. Segundo ele, enquanto a subsidiária indiana pode se dar ao luxo de separar 20 profissionais para um trabalho, o Brasil terá que cumprir a tarefa com 15 pessoas. "Temos que superar uma condição adversa com produtividade."


http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,multis-investem-em-automacao-para-ganhar-escala-e-reduzir-contratacoes,80275e (http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,multis-investem-em-automacao-para-ganhar-escala-e-reduzir-contratacoes,80275e)
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Gauss em 23 de Junho de 2017, 22:46:12
Ótimo. Que continue assim.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Lorentz em 24 de Junho de 2017, 11:34:05
Ótimo. Que continue assim.

Temer, é você? :hihi:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Skorpios em 25 de Junho de 2017, 08:03:20
Ótimo. Que continue assim.

Temer, é você? :hihi:

 :histeria:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 26 de Junho de 2017, 09:36:09
Ótimo. Que continue assim.

Temer, é você? :hihi:

 :histeria:

2

 :histeria:


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 26 de Junho de 2017, 10:21:48
(http://2oqz471sa19h3vbwa53m33yj.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2017/05/automation-and-unemployment.jpg)

(http://adrianjonklaas.com/wp-content/uploads/2016/06/Probability-Robots-will-Take-Your-Job.jpg)

(https://consumermediallc.files.wordpress.com/2017/06/200-years.png?w=680&h=269)
(https://consumermediallc.files.wordpress.com/2017/06/40-years.png?w=680&h=463)





https://www.forbes.com/sites/gilpress/2017/03/30/ai-and-automation-by-the-numbers-predictions-perceptions-and-proposals

Bill Windows sugere imposto sobre automação.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 03 de Julho de 2017, 18:23:50
https://www.youtube.com/v/t4kyRyKyOpo

Fico curioso com o que poderiam inferir de campos como economia, evolução, climatologia, com isso.

 


https://www.youtube.com/v/8nt3edWLgIg

Jihad Butleriana JÁ!
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 04 de Julho de 2017, 18:22:08
Ótimo. Que continue assim.


Quero ver o seu amado sistema capitalista  funcionar com  um  enorme nível de automação e IA.


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 04 de Julho de 2017, 18:26:02
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html


Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 


É o sistema perfeito, é o sistema insubstituível. 
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas
Enviado por: Rafael_SG em 05 de Julho de 2017, 14:42:46
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html


Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 


É o sistema perfeito, é o sistema insubstituível.

Rapaz !

Continuar evoluindo essa IA é a mesma coisa que contratar o Brad Pitt pra ser jardineira na sua casa enquanto sua esposa rega as plantas !


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Pregador em 05 de Julho de 2017, 18:01:01
Ótimo. Que continue assim.


Quero ver o seu amado sistema capitalista  funcionar com  um  enorme nível de automação e IA.




Na verdade... Essas coisas podem tornar o comunismo viável um dia e ser a melhor alternativa...
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 05 de Julho de 2017, 20:45:36
É curioso especular sobre a possibilidade de eventualmente se chegar a essa obsolescência absoluta do humano, tornado inútil.

As possibilidades devem variar de acordo com o ritmo que isso ocorresse, e com como se concentrasse isso que essencialmente seria uma "tecnologia de criação de riquezas".

Inevitavelmente será algo heterogêneo, dado que há países ricos e pobres, isso surgiria inicialmente em alguns ricos. Se "os meios de produção de riquezas" forem concentrados em mãos privadas menos filantrópicas, deve haver considerável conflito social. Embora aqueles marginalizados possam sempre formar uma economia paralela, "primitiva", onde ainda há demanda por seu trabalho. O cenário ideal parece ser o do estado do bem-estar-social absorver a essa tecnologia, e redistribuir o produto.

Mas como a física existe, as coisas são complicadas. Tem o paradoxo de Jevons -- o aumento da demanda acompanhando a abundância. E tem todo o cenário geopolítico também, como que vastas massas ainda sem acesso se comportariam diante disso. Novamente graus de conflito e formação de economias paralelas, isoladas dessas hipotéticas "bolhas" de geração de riquezas, que não precisam realizar trocas com o resto do mundo.

Talvez esse cenário de isolamento econômico absoluto por completa auto-suficiência não seja o mais provável de ocorrer gradualmente, deve ser o mais improvável até. Então o desenrolar disso tudo seria algo mais próximo da evolução de estados do bem-estar-social cada vez mais generosos, e outros que continuam muito pobres, e as relações entre eles... embora cada vez menos comerciais. Talvez apenas de ajuda internacional. Os países pobres devem reverter ainda mais a ter o extrativismo e fornecimento de matéria prima como principal produto internacional.


Provavelmente o maior perigo não está tanto em implicações puramente econômicas da desigualdade que praticamente inevitavelmente se ampliaria incialmente, mas na belicização do "deep learning" em algum momento muito antes disso (bem, já deve estar ocorrendo). As grandes potências devem ter um interesse ávido em tentar estar adiante nesse desenvolvimento, já que uma "singularidade bélica" poderia implicar o cenário de uma partida de xadrez onde aquele que faz o primeiro movimento, ganha.

Temos que "torcer" para os computadores, de todos os lados, chegarem à mesma conclusão daquele clássico dos anos 80, "jogos de guerra", que o primeiro movimento, perde.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Sergiomgbr em 05 de Julho de 2017, 21:38:02
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre para procriação até inflar o planeta para além dos limites da autosustentabilidade.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 06 de Julho de 2017, 08:34:10
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 

É o sistema perfeito, é o sistema insubstituível.

Rapaz !

Continuar evoluindo essa IA é a mesma coisa que contratar o Brad Pitt pra ser jardineira na sua casa enquanto sua esposa rega as plantas !



Então, você conclui que o certo é parar o desenvolvimento da  ciência e da tecnologia em algum momento ?



Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 06 de Julho de 2017, 08:37:17
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 

Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Sergiomgbr em 06 de Julho de 2017, 11:13:57
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ?
Não, eu disse isso exatamente por que coisas que eu não gosto de fazer não fazem sentido.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 06 de Julho de 2017, 11:34:53
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 



Se a tecnologia evoluir a ponto de ser "máquinas que nos sustentam absolutamente", de fato haverá a questão de como manter as pessoas de alguma maneira produtivas, fazendo algo que se julgue ainda valioso, mesmo que não seja um valor comercial, bem como limitar isso para dar conta dos limites de recursos do planeta em última instância.

Possivelmente parte das pessoas encontrará significado na vida em tentar impedir ou acabar com essa omni-automação.
 
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 31 de Julho de 2017, 09:45:55
:?: Cientistas já cogitaram/pesquisaram se algo aprendido dessas coisas todas de redes neurais pode informar melhores estratégias para aprendizado humano?
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 31 de Julho de 2017, 11:00:07
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]
O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 

Se a tecnologia evoluir a ponto de ser "máquinas que nos sustentam absolutamente", de fato haverá a questão de como manter as pessoas de alguma maneira produtivas, fazendo algo que se julgue ainda valioso, mesmo que não seja um valor comercial, [...]
 


Qual o sentido que você pensou para: “ manter as pessoas de alguma maneira produtivas” ?

Eu não sei em qual sentido você pensou quando escreveu tal frase,  mas, mesmo atualmente pessoas  podem fazer trabalhos  sem que o objetivo seja o de ganhar dinheiro, e que produzem alguma coisa.  E tais trabalhos  são  nomeados como passatempos, hobbies,  trabalhos voluntários, etc.


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Buckaroo Banzai em 31 de Julho de 2017, 12:00:58
Se a tecnologia evoluir a ponto de ser "máquinas que nos sustentam absolutamente", de fato haverá a questão de como manter as pessoas de alguma maneira produtivas, fazendo algo que se julgue ainda valioso, mesmo que não seja um valor comercial, [...]
 


Qual o sentido que você pensou para: “ manter as pessoas de alguma maneira produtivas” ?

Eu não sei em qual sentido você pensou quando escreveu tal frase,  mas, mesmo atualmente pessoas  podem fazer trabalhos  sem que o objetivo seja o de ganhar dinheiro, e que produzem alguma coisa.  E tais trabalhos  são  nomeados como passatempos, hobbies,  trabalhos voluntários, etc.




"A mente vazia é a oficina do diabo"

A necessidade de se sustentar deve ser o primeiro fator servindo de estímulo para a pessoa ser produtiva (inclundo não ser destrutiva), e já não é o suficiente para motivar a todos, mesmo não havendo sustento universal grátis.

Os estados cybercomunistas moto-perpetuóides precisarão criar uma escassez artificial do sustento, ou outras formas de punição e recompensa, a fim de recompensar as pessoas por atividades que se considere pró-sociais, mesmo que não literalmente sejam a produção do sustento.

De certa forma poderia criar a oportunidade para se ter apenas "mercados" justamente das coisas que se considera mais humanamente valiosas, mas que têm baixo valor de mercado, como filosofia.
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 08 de Janeiro de 2018, 09:11:26

BOEING PLANEJA VOO DE AVIÃO CIVIL AUTÔNOMO PARA 2019


Fabricante inicia estudo de viabilidade sobre aeronave com tripulação reduzida ou mesmo sem pilotos para voos comerciais


THIAGO VINHOLES — 9 DE JUNHO DE 2017


A Boeing planeja testar a tecnologia dos controles autônomos no jato 787 a partir de 2019 (Divulgação)


A Boeing planeja testar em voo uma aeronave civil de comando autônomo nos próximos dois anos, apontou Mike Sinnett, vice-presidente da divisão de aviões comerciais da empresa norte-americana, ao Aviation Week. Segundo o executivo, o objetivo é provar se aeronaves com tripulações reduzidas, um único piloto ou mesmo nenhum podem ser aproveitadas em voos com passageiros com os mesmos níveis de segurança e integridade de um avião tripulado.


O estudo, divulgado pela primeira vez, já está em andamento nos laboratórios da Boeing em Moses Lake, em Washington, com testes terrestres de uma aeronave modificada para operações autônomas de taxiamento e também com um simulador de voo adaptado.


Sinnet também confirmou que em 2018 serão iniciados os primeiros ensaios de voo controlados por inteligência artificial, utilizando dois monomotores Cessna Caravan adaptados. Já para o ano seguinte, a fabricante planeja levar o controle autônomo para o jato 787.


A iniciativa da Boeing surge em meio a uma série de empreendimentos sobre veículos autônomos terrestres, aéreos e marítimos. A própria fabricante já testou esse conceito em submarinos e pequenas aeronaves. A unidade da empresa responsável por esses trabalho tem até um nome sugestivo: “Phantom Works” (“Projetos Fastasmas”).


Outro nome conhecido da aviação envolvido nesse tipo de projeto é a DARPA, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA. O grupo estuda o programa ALAS (Sistema de Cockpit Automatizado), uma espécie de robô programado para entender e manusear os comandos de uma aeronave. O sistema já foi testado com sucesso voo, atuando como um “co-piloto eletrônico”.


O co-piloto robô da DARPA pode ser instalado em diferentes aviões (Divulgação)


“Esta não é uma tentativa de tirar pilotos do cockpit. Esta é uma pesquisa para garantir que o sistema autônomo mantenha o mesmo nível de segurança e integridade que temos hoje “, diz Sinnett.


A principal motivação do projeto é a preocupação de que o crescimento anual de 4,8% no tráfego aéreo mundial ultrapassará a capacidade da infra-estrutura de treinamento atual para fornecer os cerca de 1,5 milhão de pilotos que serão necessários nos próximos 20 anos.


O vice-presidente da Boeing ainda comentou sobre a questão que pode tornar essa situação ainda mais crítica, no caso da mobilidade aérea urbana realmente avançar nesse mesmo período como é previsto.


“Será que teremos todos os pilotos disponíveis para operar todas essas aeronaves menores? Deve haver uma transição entre o aviador qualificado operando a aeronave de forma tática e um sistema que opera o veículo de forma autônoma. A questão é se podemos fazer isso com o mesmo nível de segurança e integridade que temos hoje”, contou Sinnett.


O executivo da Boeing diz que muitas das tecnologias individuais para permitir operações autônomas já existem, mas “não as arquiteturas gerais da infraestrutura da aviação”, diz ele. “Elas ainda não são suficientes para acomodar os níveis generalizados de operações autônomas nos mesmos níveis de segurança e integridade. Então, nosso trabalho é entender onde estão as lacunas e, em seguida, juntar planos de pesquisa que nos ajudem a preencher essas necessidades. É o que estamos fazendo agora “.


O estudo também está avaliando se o caminho para as operações autônomas pode ser abordado em uma série de etapas. Os passos possíveis podem incluir a redução do número de tripulações que atualmente voam em operações de maior alcance. “Outro passo ao longo do caminho pode ser passar de dois pilotos durante o voo cruzeiro para apenas um”, diz Sinnett.


Na visão da Boeing, os principais desafios tecnológicos para operações terrestres autônomas com aeronaves incluem as fases de taxiamento e decolagem. Já durante o voo, as principais tarefas são a otimização da viagem e planos de contingência. “Deverão ser tomadas decisões sobre as aeronaves que hoje são realizadas por humanos”, completou o executivo.


Veja mais: Robô co-piloto é testado com sucesso nos EUA


https://airway.uol.com.br/boeing-planeja-voo-de-aviao-civil-autonomo-para-2019/


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 08 de Janeiro de 2018, 18:18:05
Desde 2010:


Empresas querem avião sem co-piloto

Fabricantes de aviões, como a Embraer, estudam a substituição do segundo piloto dos aparelhos por computadores, para cortar custos


         
Gerald Traufetter, da Der Spiegel,

10 Setembro 2010 | 22h30

Caros demais, pesados demais e desnecessários: a fabricante brasileira de aviões Embraer tem baixa consideração pelos copilotos. Assim, a companhia pretende agora substituí-los por um computador.


Quando se trata dos sistemas encontrados em jatos de passageiros, raramente há apenas um deles. Por exemplo, há três indicadores de velocidade do ar e até cinco computadores de voo. Tem tudo a ver com redundância: se um dispositivo falhar, outro entra em ação.


O mesmo vale para pilotos. E, para que a comida estragada não coloque piloto e copiloto fora de ação ao mesmo tempo, existe uma regra básica na cabine: jamais escolha a mesma opção de cardápio. Mas, se as ideias de um punhado de engenheiros se tornarem realidade, a redundância na cabine poderá estar com os dias contados em breve - e os copilotos poderão desaparecer dentro de 10 a 15 anos.


Luiz Sérgio Chiessi, vice-presidente de inteligência do mercado de aviões da Embraer, a terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais, diz: "Acreditamos que é tecnicamente possível." E o Flight International, o respeitado semanário aeroespacial britânico, concluiu que a Embraer é "a primeira fabricante a sair da toca sobre a questão de tripulações com um só piloto".


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Com isso, a Embraer está desafiando o último tabu remanescente na cabine. Agora que operadores de rádio, navegadores e engenheiros de voo tombaram, vítimas de medidas de redução de despesas, o braço direito do piloto também poderá desaparecer. Até agora, as companhias aéreas fizeram investigações apenas discretas sobre a possibilidade de ter cabines com um só piloto. Mesmo a Airbus, a fabricante europeia de aviões, estaria fazendo pesquisas sobre o assunto.


Custo menor.


Com tantas pressões para reduzir custos, as companhias são atraídas pela perspectiva de reduzir o número de empregados tão bem remunerados. De mais a mais, a rápida expansão do setor também ameaça provocar uma escassez de pilotos. Por exemplo, nos próximos 20 anos, a fabricante americana Boeing prevê que serão necessários 448 mil novos pilotos.


Pouco depois de a Embraer fazer seu bombástico anúncio, o Thales Group, um dos principais fabricantes mundiais de instrumentos de aviação, anunciou que também estuda a ideia de uma cabine com um único piloto. "Evidentemente, a resposta conveniente é: 'Esqueçam, isso jamais acontecerá", disse Joseph Huysseune, diretor de inovação para aviões comerciais da Thales ao Flight International. "Mas, olhando para um horizonte distante, temos ideias inteligentes nessa direção."


A companhia francesa está tocando um projeto chamado "Cockpit 3.0", que envolve automatizar os instrumentos de um avião o suficiente para permitir que um único piloto o comande.


Para muitos críticos, isso parece presunção. No entendimento deles, no futuro previsível, o estado da tecnologia não será capaz de proporcionar o grau necessário de credibilidade. "O avião teria de ser capaz de pousar sozinho se o único piloto na cabine ficar incapacitado", diz Dieter Reisinger, diretor da Associação Austríaca de Testes de Voo, baseada em Viena. Ou, então, o avião teria de saber como chegar ao próximo aeroporto sozinho, acrescenta Reisinger, ou os instrumentos poderiam ter de ser operados remotamente do solo, "como um aeromodelo".


Controle


Em função dessas cobranças, Embraer e Thales estão se concentrando numa arquitetura completamente nova do controle de tráfego aéreo atualmente em desenvolvimento nos EUA e na Europa. Ela inclui conexões de satélite de alto desempenho entre o avião e controladores de solo, além de uma determinação de posição extremamente precisa.

Hoje, os aviões já podem pousar automaticamente em pistas com a ajuda de feixes de luz como guia. Mas os pilotos ainda monitoram o processo todo. Numa situação de emergência - como quando ocorre um forte vento cruzado ou um outro avião bloqueando a pista - eles podem interferir e assumir o controle do avião a qualquer momento.


"Há milhares de situações que um ser humano pode controlar criativamente", diz Holger Duda, do Instituto de Sistemas de Voo em Braunschweig, parte do Centro Aeroespacial Alemão. Mas, para obter aprovação das autoridades de aviação, acrescenta, um fabricante teria de provar que os computadores tomariam as decisões acertadas em todas essas situações. E isso, acredita Duda, é "virtualmente impossível".


Mas é grande a tentação de reduzir pela metade a tripulação na cabine.Funcionários da Thales especulam que o processo poderia começar com aviões de carga, em vez dos grandes aviões de passageiros.


E a Embraer, por sua parte, está concentrada nos jatos executivos. Os menores desses - incluindo seus modelos Phenom 100 e 300 - já foram aprovados para apenas um piloto. A companhia já foi capaz de reduzir a carga de trabalho de um piloto nesses aviões, por exemplo, com a lista de verificação de procedimentos. "Se você pegar a lista de verificação de um avião convencional", diz Chiessi, da Embraer, "para cada 10 itens que encontrar, há apenas um ou dois no Phenom"./ TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK


http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,empresas-querem-aviao-sem-co-piloto,34917e


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 09 de Janeiro de 2018, 10:09:46
De 2013:


8.05.2013 às 00h04 > Atualizado em 7.05.2013 às 22h24

Supermercado testa funcionar sem caixas e gera polêmica

Sistema pode baixar preços e reduzir espera em filas, mas cortará empregos


Rio -  Os preços nos supermercados podem ficar mais em conta com o uso de novo sistema nas lojas. Em fase de testes no Paraná, no Sul do país, os caixas automatizados que dispensam trabalho de operadores estão em alta e agradam empresários que pretendem gastar menos com mão de obra — situação que deve se refletir de maneira positiva no preço.


“Supermercados trabalham com margem de lucro que favorece a entrada de capital, assim, se os empresários gastam menos com funcionários, podem fazer com que os preços fiquem mais acessíveis para o consumidor”, explica Aylton Fornari, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj).

Ao longo deste ano, a novidade chegará a São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Nesses caixas, o cliente registra cada produto pelo código de barras e em seguida o coloca na sacola, que fica apoiada sobre uma balança para verificar se o peso corresponde ao do item, para evitar furtos.


Câmeras também são usadas para reforçar a segurança. Sozinho, o próprio consumidor faz o pagamento com cartão de crédito ou débito.


Apesar do otimismo de empresários e de possível redução nos preços, caso a moda pegue no Brasil, o Sindicato dos Comerciários do Rio prevê desemprego entre os operadores. “Automação de sistemas é prejudicial para o trabalhador porque substitui a mão de obra humana”, argumenta Otton Roma, presidente do sindicato, ao defender a necessidade dos operadores nos caixas de supermercados.


Estados Unidos têm sistema


No Brasil, a estimativa é diminuir de 20% a 30% o tempo de espera no caixa. Além disso, no espaço de dois caixas comuns podem ser instalados quatro deste tipo.

Erika Depa, que há quatro anos mora nos Estados Unidos, aprova o sistema. “Aqui, eles estão em todo lugar e, nos mercados, posso pagar tudo e ir para casa sem a ajuda de ninguém. Assim, as filas praticamente não existem”, reforça.

A novidade é uma aposta do setor supermercadista para diminuir as filas. “O uso dos caixas não é determinado pela idade do cliente, mas pela pressa na hora de fazer as compras”, afirma Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Reportagem de Bruno Dutra e Pedro Carvalho, do iG São Paulo


http://odia.ig.com.br/portal/economia/supermercado-testa-funcionar-sem-caixas-e-gera-pol%C3%AAmica-1.579495



Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 09 de Janeiro de 2018, 10:10:18
De 2015:

Rede de supermercados inaugura caixa inteligente em Belo Horizonte

Autoatendimento segue tendência das lojas no exterior, com registro e pagamento em cartões de até 15 produtos

LE Luciane Evans

postado em 25/07/2015 06:00 / atualizado em 25/07/2015 08:00

Andira Araújo testou inovação, levando só 1 minuto e 15 segundos na operação (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)


Comum nos Estados Unidos e em países europeus, o modelo de caixa em que o próprio consumidor registra e paga seus produtos chegou a Belo Horizonte. A rede Supermercados BH instalou quatro caixas de autoatendimento para quem comprar até 15 produtos e pagar com cartões de crédito e débito ou o BH Mais, oferecido pela empresa. As máquinas estão instaladas na loja recém-inaugurada no centro de compras Center Minas, no Bairro União, na Região Nordeste de BH. Segundo a empresa, a novidade não substitui operadores de caixas nos demais caixas. O novo sistema tem proteção contra fraudes e, além de ler o código de barras dos produtos, é capaz de pesar alimentos. O custo do equipamento não foi divulgado, mas de acordo com o BH equivale a trêz vezes mais na comparação com os gastos com os caixas convencionais.

Disputando a atenção da clientela do Supermercados BH, no Center Minas, os quatro caixas, que recebem o nome de ‘self checkout’, na expressão inglesa, têm atraido curiosos e os consumidores já habituados aos sistemas digitais. “Muitos chegam a comemorar quando usam o serviço, uma vez que já o viram em outros países. Os jovens já nem usam os outros caixas, chegam e já pagam tudo direto aqui”, comenta o gerente da unidade, Erivelton Pulqueiro. Segundo ele, o maior ganho do cliente é a agilidade, combinada à praticidade do sistema.

A empresária Andiara Araújo usou o caixa inteligente ontem pela primeira vez e pagou suas compras em 1 minuto e 15 segundos. “Muitas vezes você vai a um supemercado para uma compra rápida e básica e acaba enfrentando uma fila enorme. Eu mesma, uma vez, desisti das compras por causa da espera no atendimento. Com o self checkout é tudo muito rápido e simples de fazer”, avaliou. O hipermercado disponibiliza uma funcionária para ajudar os clientes com dificuldades de operar o equipamento.Continua depois da publicidade



O modelo funciona assim: o cliente clica na tela do caixa automático e já começa a passar o código de barras dos produtos em um leitor tridimensional. À medida que o produto vai sendo registrado, o consumidor precisa colocá-lo dentro da sacola, que fica presa a um suporte ao lado da máquina e que funciona como balança. “Nisso o sistema é inteligente. Ele só da continuidade ao registro dos produtos caso eles forem colocados na sacola. Assim, a máquina confere se o peso da mercadoria corresponde ao produto que foi registrado”, explica o gerente da loja. Dessa forma, se uma pessoa registrar uma lata de cerveja, mas puser na sacola um desodorante, o sistema sofrerá travamento.


https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/07/25/internas_economia,672067/rede-de-supermercados-inaugura-caixa-inteligente-em-belo-horizonte.shtml


Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: Jack Carver em 12 de Junho de 2018, 20:46:43
https://www.youtube.com/v/0kFL3d18Tv0
 :ok:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: EuSouOqueSou em 16 de Junho de 2018, 09:51:17
https://www.youtube.com/v/0kFL3d18Tv0
 :ok:

 :demente:
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: EuSouOqueSou em 16 de Junho de 2018, 09:55:37
IA modelada para navegação espacial desenvolve representação similar a grade de células em mamíferos usadas para a mesma função.

Citar

AI mimics brain codes for navigation

An artificial-intelligence technique called deep learning has now been used to model spatial navigation. The system develops a representation of space similar to that of the grid cells found in the mammalian brain.
https://www.nature.com/articles/d41586-018-04992-7?utm_source=fbk_nr&utm_medium=social&utm_campaign=NNPnature
Título: Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
Enviado por: JJ em 09 de Julho de 2018, 13:38:16
Funcionários do McDonald’s já estão começando a sumir


Rede de fast food aumentou a aposta em unidades de autoatendimento. A cada quadrimestre, McDonald's planeja incluir 1.000 lojas no formato

Por Mariana Fonseca

access_time 9 jun 2018, 12h04 - Publicado em 9 jun 2018, 12h02


Funcionários do McDonald’s: 3 mil restaurantes estadunidenses do McDonald’s já estão com a tecnologia (Germano Lüders/EXAME)


São Paulo – O mundo em que os robôs acabarão com empregos operacionais está cada vez mais próximo. Se antes a ameaça estava apenas nas indústrias e seus maquinários, agora até os atendentes do McDonald’s correm o risco de desaparecer.


A rede de fast food está apostando, ao menos internacionalmente, em um formato de atendimento que dispensa a necessidade de funcionários e faz os próprios consumidores se atenderem, seja por meio de painéis ou por seus próprios smartphones.


O objetivo, segundo a própria rede, é “construir um McDonald’s melhor”. Primeiro, é uma forma de modernizar o negócio e adaptá-lo aos novos hábitos dos comedores de sanduíches e batatinhas – o que melhora os resultados da rede. “Descobrimos que, quando as pessoas ponderam mais tempo, selecionam mais itens”, contou o CEO Steve Easterbrook ao veículo americano CNBC. “Há uma leve alta do nosso tíquete médio”. Além de, claro, poupar custos trabalhistas.


O McDonald’s planeja mudar 1.000 lojas para receber a tecnologia a cada quadrimestre pelos próximos dois anos. Regiões como Austrália, Canadá e Reino Unido já estão completamente integradas com o autoatendimento em painéis e pedidos feitos no smartphone. Alemanha e França estão perto de entrar para esse time.


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PMEO que o McDonald’s tem a ensinar a quem quer expandir um negócioquery_builder 24 fev 2018 - 08h02


Segundo o veículo The Street, 3 mil restaurantes estadunidenses do McDonald’s já estão com a tecnologia. Metade das lojas terão o autoatendimento até o fim deste ano. O McDonald’s possui 20 milhões de usuários cadastrados em seu aplicativo de pedidos e 20 mil restaurantes apresentam a opção de pagamento pelos smartphones. Ao todo, será um investimento de 2,4 bilhões de dólares (cerca de 9 bilhões de reais, na cotação atual) nessa modernização e na abertura de mais 1.000 restaurantes.


Easterbrook reitera, porém, que outras formas de fazer o pedido não deixarão de existir, como o velho atendimento presencial e a passagem pelo drive-thru. Nos Estados Unidos, a rede também aposta na entrega por delivery. “Você pode pagar e customizar seu pedido de diferentes maneiras. Acho que estamos adicionando mais escolhas e variedades”. Muitos funcionários nos balcões do McDonald’s não vão esperar para ver.


https://exame.abril.com.br/negocios/funcionarios-do-mcdonalds-ja-estao-comecando-a-sumir/