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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por Adler Online Hoje às 09:40:35 »
Depois os detratores dizem que o mito não trabalha e é incompetente.... :hehe: :hehe: :hehe:


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Bolsonaro vai condecorar de novo os filhos Flávio e Eduardo ...

O presidente Jair Bolsonaro decidiu condecorar novamente seus filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro. Desta vez, os dois serão agraciados com a medalha da Ordem do Mérito Naval, da Marinha. Há menos de um mês, ambos já haviam recebido a Ordem Nacional de Rio Branco, a mais alta condecoração do Itamaraty. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de hoje. Além de Flávio (senador pelo PSL) e Eduardo (deputado pelo mesmo partido), receberão a condecoração 14 ministros, 7 governadores, outros 14 deputados e mais 2 senadores, além de outras personalidades, totalizando 52 nomes.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge; o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores, e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, também receberão a homenagem. A comenda da Ordem do Mérito Naval é tradicionalmente entregue em 11 de junho, dia da Batalha de Naval do Riachuelo e data Magna da Marinha. Segundo a instituição, a Ordem do Mérito Naval premia os militares de destaque da Marinha e, excepcionalmente, "personalidades civis e militares que prestarem relevantes serviços à Marinha". Eduardo Bolsonaro, 34, está no segundo mandato de deputado federal por São Paulo. Antes de assumir o Senado, Flávio, 38, foi deputado estadual no Rio. Neste mês, o senador teve a quebra de seu sigilo fiscal autorizado pela Justiça, no âmbito da investigação de movimentações financeiras suspeitas seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. Veja os ministros, governadores e parlamentares agraciados pela Ordem do Mérito Naval - grande oficial:...

Ministros
 Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
 Sergio Moro (Justiça)
Paulo Guedes (Economia)
 Tarcísio de Freitas (Infraestrutura)
Tereza Cristina (Agricultura)
 Osmar Terra (Cidadania)
 Luiz Mandetta (Saúde)
Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
Ricardo Salles (Meio Ambiente)
Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional)
Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União)
Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
André Luiz Mendonça (advogado-geral da União)
Roberto Campos Neto (Banco Central)
 
Governadores

Carlos Moisés (PSL-SC)
Ratinho Júnior (PSD-PR)
Eduardo Leite (PSDB-RS)
Mauro Mendes (DEM-MT)
Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)
Romeu Zema (Novo-MG)
Wilson Witzel (PSC-RJ)

 Senadores

Flávio Bolsonaro (PSL)
Lasier Martins (Pode)
Zenaide Maia (Pros)

 Deputados

André Figueiredo (PDT)
Augusto Coutinho (Solidariedade)
Beto Rosado (PP)
Celso Sabino (PSDB)
Domingos Neto (PSD)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Eduardo Bolsonaro (PSL)
General Girão (PSL)
JHC (João Henrique Holanda Caldas)
(PSB) Joice Hasselmann (PSL)
José Rocha (PR)
Lincoln Portela (PR)
Mariana Carvalho (PSDB)
Vinicius Carvalho (PRB)
Major Vitor Hugo (PSL)



https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/05/21/bolsonaro-vai-condecorar-de-novo-os-filhos-flavio-e-eduardo.htm
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Alguns espíritos sabem onde certos raios irão cair e o momento em que eles irão cair. Basta influenciar o bêbado a ir no local e na hora onde o raio irá cair e está ai explicado a "Fúria de Deus", que na verdade não passa de um simples ato da relação entre a influência dos espíritos e dos encarnados.

Alguns espíritos....certos raios....é a mesma xaropada de sempre. Se o bêbado morre é por causa do espírito certo com o raio certo...bingo..., mas se não morre sempre tem uma desculpa esfarrapada.

Parece brincadeira.... :histeria:

Se eu dissesse sobre um assunto qualquer que certos cientistas sabem onde certos fenomenosos irão acontecer, ai estaria ok e não haveria histeria.. neh!



Sim, desde que sejam cientistas vivos. Nada de fantasminhas, nada de superstição infantil envolvido.

Mas seu deboche/crítica, caríssimo, foi em relação a "certos" e "alguns".


Se você gosta de rir de fantasminhas, problema seu. Pode ficar a vontade.. Mas se for pra desviar o assunto e debochar dos argumentos contrários a sua crença, pelo menos seja coerente.

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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Trump
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 09:38:48 »
Poderia mostrar os custos de produção de cada país publicados por fonte isenta, e com link? Apreciaria confontrar esses dados pra ver se o Trumpio e mágico.


Talvez um dia e alguma hora eu gaste algum tempo procurando alguns dados específicos, mas não vou prometer  quando farei isso.  Pode ser hoje, ou na semana que vem,  ou pode ser no mês que vem, ou pode ser em julho deste ano, ou no ano que vem, ou em 2020, ou em algum momento entre 2021 e 2037.  Seja como for posso lhe dizer que usando a pesquisa avançada do Google não é uma tarefa difícil, mas gasta um pouco de tempo.


 :hihi:


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Laicismo, Política e Economia / Re:Liberalismo
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 09:31:59 »


O racional em termos liberais é atacar as causas dos maiores custos internos, ao invés  de aumentar tributos sobre a importação de produtos de outro país.



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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Trump
« Última Mensagem: por Sergiomgbr Online Hoje às 09:30:34 »
O Trump deveria atacar as causas dos altos custos de produção e consequente falta de competitividade dos Estados Unidos em relação à China.  Se ele fosse um  liberal ele atacaria isso, ao invés de aumentar impostos de importação, e com isso diminuir o poder de compra dos americanos.


Cadê os liberais denunciando isso?

 
Mas, o Trump conta com a burrice de boa parte dos   burgueses  burros   que apoiam pautas anti liberais.


É  bem interessante   e divertido  observar a   burguesada  burra       :harle:         que apoia pautas anti liberais. 


 :histeria:
Poderia mostrar os custos de produção de cada país publicados por fonte isenta, e com link? Apreciaria confontrar esses dados pra ver se o Trumpio e mágico. Cadê?
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Laicismo, Política e Economia / Re:Liberalismo
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 09:25:09 »
Antes de Trump, Bush e Obama também elevaram algumas tarifas de importação. Eis as consequências



Para quem entende de economia, nenhuma surpresa


Um fabricante nacional de roupas quer vender um terno por $200. Mas ele não consegue vender por esse preço porque os consumidores podem comprar um terno praticamente idêntico produzido por uma manufatura estrangeira por $160.

Sendo assim, ele tem duas opções: ou ele aprimora seu processo de produção, cortando custos e aumentando sua eficiência, ou ele recorre ao governo e faz lobby para encarecer artificialmente o preço do terno estrangeiro.

A segunda opção é sempre a mais fácil e, logo, a preferida.

Ato contínuo, o governo, muito comovido com a situação deste fabricante nacional, impõe uma tarifa de 35% sobre os ternos estrangeiros, o que eleva seu preço para $216.

O que acontecerá com suas chances de agora conseguir vender seu terno por $ 200? Exato, aumentarão enormemente.

Mais: quem realmente arcará com o fardo da tarifa? Correto de novo: o consumidor, que agora pagará $40 a mais por um terno. (Encarecimento de 25%).

Pior ainda: gastando mais com ternos, estes consumidores terão menos dinheiro para gastar em outras áreas da economia. O que acontecerá com as receitas destes setores? E com os empregos? Isso mesmo, acertou de novo.

O aço de Trump

Na quinta-feira, 1º de março, o governo Trump anunciou planos de impor uma tarifa de importação de 25% sobre o aço e outra de 10% sobre o alumínio.

Obviamente, o efeito mais imediato destas tarifas — aliás, esta é exatamente a intenção — é encarecer artificialmente o preço do aço e do alumínio importados, tornando assim o produto nacional mais competitivo.

Isso, em tese, seria bom para as indústrias americanas produtoras de aço e alumínio, que agora voltariam a ter uma fatia de mercado. Igualmente, os trabalhadores deste setor, agora protegidos da concorrência externa, também poderão manter seus empregos.

Mas aí surge o primeiro problema: há aproximadamente 200.000 de trabalhadores nas indústrias de aço, alumínio e ferro. E há nada menos que 6,5 milhões de trabalhadores empregados em indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima para seus produtos — empresas que fabricam de tudo, desde caminhões, automóveis e maquinários pesados até latas de cerveja e aramados para galinheiro.

Essas empresas terão de arcar com preços maiores para suas matérias-primas, o que obviamente afetará sua lucratividade e, consequentemente, o próprio emprego de seus trabalhadores.

Acima de tudo, os 154 milhões de americanos que trabalham e consomem serão os grandes atingidos, pois agora todos os produtos que utilizam aço e alumínio em sua composição terão sua produção encarecida, o que significa que ao menos uma parte deste encarecimento será repassada aos preços.

Portanto, logo de partida, já se vê que a ideia de aumentar tarifas para proteger empregos em um setor específico irá, inevitavelmente, afetar empregos em vários outros setores, além do próprio bem-estar de toda a população. Serão 200.000 beneficiados contra 154 milhões prejudicados. O público verá as pessoas empregadas nas siderúrgicas graças às tarifas de importação, mas não verá as pessoas demitidas (ou que não mais conseguirão empregos) em todas as outras indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima.

No final, uma tarifa de importação nada mais é do que uma política intervencionista cujo objetivo supremo é criar escassez artificial com o objetivo de beneficiar exclusivamente uma ínfima minoria de empresários e empregados de um setor específico em detrimento de todo o resto da população empreendedora e consumidora.

Nada de novo - Bush e Obama já estiveram lá

Em março de 2002, o então presidente George W. Bush impôs uma tarifa de 30% sobre o aço chinês. O objetivo, obviamente, era proteger empregos no setor siderúrgico.

Só que havia um problema: o número de trabalhadores que utilizam aço como matéria-prima é muito maior do que aqueles que produzem aço.

Os resultados dessa tarifa foram caóticos, embora totalmente previsíveis pela teoria econômica.

Segundo uma extensa pesquisa realizada por um conglomerado de indústrias de bens de consumo, as tarifas contra a China aumentaram os preços do aço (óbvio) e, como consequência, eliminaram 200.000 empregos naqueles setores que compram aço para usar em seus processos de produção.

À época, esses 200.000 empregos eliminados da economia eram mais do que o número total de pessoas que trabalhavam nas siderúrgicas, e representaram US$ 4 bilhões em salários perdidos.

Eis as conclusões do estudo:

 200.000 americanos perderam seus empregos em decorrência do aumento dos preços do aço em 2002. Esses empregos perdidos representaram aproximadamente US$ 4 bilhões (US$ 5,5 bilhões em valores atualizados) em salários perdidos de fevereiro a novembro de 2002.

 Um em cada quatro (50.000) destes empregos perdidos foi nos setores de produção de metais, de maquinários, de equipamentos e de transportes, bem como no de peças de reposição.
 O número de empregos eliminados cresceu continuamente ao longo de 2002, chegando a um pico de 202.000 empregos em novembro.

 O número de americanos que perderam seus empregos em 2002 em decorrência do encarecimento do aço foi maior que o número total de empregos nas próprias siderúrgicas (187.500 americanos estavam empregados nas siderurgias americanas em dezembro de 2002).

Clientes que consumiam produtos fabricados com aço americano trocaram de produtos e passaram a consumir mais estrangeiros, uma vez que o aço americano, protegido da concorrência, tornou esses produtos menos confiáveis e mais caros. Algumas empresas, incapazes de aumentar seus preços em decorrência do maior custo do aço, tiveram elas próprias de absorver todo o aumento de custos de produção, o que as deixou em situação financeira precária.

Felizmente, em dezembro de 2003, Bush teve um lampejo de bom senso e aboliu essa tarifa, a qual só causou estragos à economia. Não coincidentemente, a recuperação econômica veio em 2004.

Entra em cena Obama, que aparentemente não aprendeu nada com seu antecessor.

Em 2009, ele impôs uma tarifa de 35% sobre pneus chineses. O motivo foi o mesmo de sempre: as fabricantes americanas estavam reclamando de "concorrência desleal" dos chineses.

Em janeiro de 2012, o próprio Obama se gabou dizendo que "mais de 1.000 americanos têm um emprego hoje porque interrompemos esse surto de pneus chineses". Estima-se que 1.200 empregos na indústria americana de pneus foram protegidos por essa tarifa.

Mas, como sempre na economia, há o que se vê e o que não se vê.

De acordo com este completo e aprofundado estudo do Peterson Institute for International Economics (reconhecido até mesmo por fontes de esquerda), essas tarifas obrigaram os americanos a pagar US$ 1,1 bilhão a mais por pneus americanos.

Ou seja: embora 1.200 empregos tenham sido protegidos na indústria americana de pneus, o custo por emprego mantido foi de impressionantes US$ 900.000 naquele ano.

Mais ainda: segundo o Bureau of Labor Statistics [o IBGE americano], o salário médio anual de pessoas que trabalhavam na indústria de pneus era de US$ 40.070.

E piora: como os consumidores americanos tiveram de pagar US$ 1,1 bilhão a mais em pneus, eles não puderam usar esse dinheiro para comprar bens e serviços de outros setores. Consequência? Aproximadamente 4.000 americanos (3.731, para ser mais exato) perderam seus empregos nestes setores.

Ou seja: 1.200 empregos salvos a um astronômico custo de US$ 900.000 por emprego versus 3.731 empregos destruídos pela tarifa.

E um adendo: a maior parte do US$ 1,1 bilhão a mais que os americanos pagaram em decorrência dos pneus mais caros não se traduziu em aumentos salariais para os trabalhadores da indústria de pneus. Segundo o estudo do Peterson Institute, apenas 5% deste valor foi para o bolso dos empregados. Os 95% restantes viraram bônus corporativos.

Tarifas servem para isso mesmo.

Assim com Bush, Obama também acabou tendo um lampejo de bom senso, e seu governo aboliu a tarifa em 2012.

Conclusão

Tentar salvar empregos impondo tarifas e limitando as escolhas dos consumidores acaba simplesmente destruindo ainda mais empregos. O resto da população paga preços maiores por tudo, e empregos são perdidos em outros setores.

E se você levar em consideração que outros países podem, em retaliação, impor tarifas sobre todos os seus produtos, o desemprego tenderá a ser várias vezes maior.

Encarecer artificialmente os bens importados de outro país nada mais é do que um presente para lobistas poderosos, à custa de toda a população.

No final, tarifas de importação fazem exatamente o que prometem: protegem os produtores domésticos (uma ínfima minoria), blindando-os da concorrência e permitindo que eles elevem preços e sejam mais ineficientes sem serem punidos pelos consumidores, que agora não mais podem recorrer à concorrência estrangeira.

Como diz o ditado: sim, tarifas protecionistas protegem as empresas nacionais. Protegem de quem? Dos consumidores.



https://mises.org.br/Article.aspx?id=2854


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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Trump
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 09:20:59 »

Com sua medida, Trump acabou de garantir que quem irá pagar pelo muro são os americanos


Uma tarifa significa que os produtores e consumidores americanos também arcarão com o fardo


Nota do Editor


Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso.

Mas Trump foi além e disse que o México é quem irá pagar pelo muro. Bom, aí a história muda. Querer espetar a conta de uma construção em território americano sobre a população de outro país beira o escárnio.

Mas ainda pior foi a "justificativa econômica" dada por Trump. Segundo ele, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, isso representa uma perda econômica para o país. Logo, nada mais natural que o governo mexicano tribute seus cidadãos para pagar pela construção do muro. Veja os seus tweets:

trumptweets.png

O argumento é completamente asinino e demonstra total desconhecimento sobre conceitos básicos de economia.

Para começar, Trump cita a perda de empregos. Só que a produção industrial americana está próxima de seus níveis recordes, como mostram as próprias estatísticas publicada pelo Federal Reserve. Portanto, sua alegação não faz sentido.

Em segundo lugar, e mais importante, não existe isso de déficit comercial "entre países"; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Os americanos compram dos mexicanos US$ 60 bilhões a mais do que os mexicanos compram dos americanos. Até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos mexicanos. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

Assim como você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro —, os americanos possuem essa mesma relação com os mexicanos, que lhes fornecem bens e serviços em troca de dinheiro. Qual exatamente é o problema com este arranjo?

Segundo Trump, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos americanos (compradores voluntários) e cidadãos mexicanos (vendedores voluntários) é deletéria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

Em todo caso, é relativamente fácil entender a mente de Trump: dado que o mundo empresarial é um mundo competitivo, no qual para um empresário ganhar uma fatia de mercado outro empresário tem de perder essa mesma fatia de mercado, Trump se acostumou a ver todo o mundo como um jogo de soma zero. Consequentemente, ele apenas transportou essa sua visão do mundo empresarial para o mundo real: ele acredita que aquilo que ocorre entre empresários concorrentes é exatamente o mesmo que ocorre entre pessoas interagindo pacífica e voluntariamente.

Por isso, Trump acredita que, se impedir essa relação voluntária entre americanos e mexicanos, os americanos sairão ganhando. Ato contínuo, e este é o tema do artigo abaixo, Trump está ameaçando tributar pesadamente os produtos mexicanos, e está dizendo que usará esse dinheiro para construir o muro.  Na mente de Trump, isso equivale a fazer o México pagar pelo muro. Já no mundo real, embora as empresas mexicanas realmente irão se estrepar, a conta também será espetada nos próprios americanos, que acabarão pagando pelo muro direta e indiretamente.

______________________________________________

Toda a imprensa já está relatando que o presidente americano Donald Trump planeja impor uma tarifa de importação de 20% sobre os produtos mexicanos importados pelos americanos. Trump disse que essa é a maneira de fazer o México pagar pelo muro.

A ironia é que, embora Trump tenha insistido durante toda a sua campanha presidencial que o "México irá pagar" por esse projeto, tal medida garante que serão os americanos que irão arcar com os custos caso sejam forçados a pagar mais caro pelos bens mexicanos que entram nos EUA.

A retórica utilizada por Trump em sua campanha demonstrou, e de forma constante, que ele ignora conceitos básicos sobre a própria natureza do comércio. Ao passo que Trump constantemente se refere ao comércio em termos militaristas como "ganhadores e perdedores", o livre comércio sempre é benéfico para ambos os lados. Embora Trump frequentemente invoque o "déficit comercial" que os EUA têm com o México, tais déficits não têm motivo nenhum para ser temidos.

Preocupar-se com o déficit comercial do seu país em relação a outros países faz tanto sentido quanto você se preocupar com o seu déficit comercial em relação à sua padaria. "Déficit comercial" foi um dos piores termos já inventados na economia, pois soa muito parecido com "déficit orçamentário", o qual, este sim, é ruim.

Imagine uma fronteira internacional entre você e o seu supermercado. Uma vasta quantia do seu dinheiro flui em uma direção e uma vasta quantia de alimentos e produtos domésticos flui na direção oposta. Isso é motivo para preocupação? Você tem um enorme déficit comercial com o supermercado, mas nada parece estar errado ou disfuncional. Muito pelo contrário: a troca comercial deixa você em melhor situação. Você não a faria caso ficasse em pior situação.

Consequentemente, encarecer os produtos do supermercado ou mesmo dificultar a aquisição deles irá apenas prejudicar você.

E é aí que Trump entra. Se ele realmente implantar essa tarifa de 20%, quais produtos irão encarecer para os americanos?

Em 2015, estes foram os principais bens comprados pelos americanos do México:

Veículos (US$ 74 bilhões)
Máquinas elétricas (US$ 63 bilhões)
Maquinário (US$ 49 bilhões)
Instrumentos óticos e médicos (US$ 12 bilhões)
Os americanos tambem importaram uma grande quantidade de comida, bebidas e bens agrícolas, como:

Vegetais frescos (US$ 4,8 bilhões)
Frutas frescas (US$ 4,3 bilhões)
Vinho e cerveja (US$ 2,7 bilhões)
Salgadinhos e doces (US$ 1,7 bilhão)
Frutas e vegetais processados (US$ 1,4 bilhão)
Uma tarifa, no final, é uma apenas um termo mais elegante para "imposto". E, assim como qualquer imposto, uma tarifa aumenta os custos dos bens e serviços para o consumidor, ao mesmo tempo em que limita sua escolha.

No caso da tarifa de Trump, ela recairá não apenas sobre os consumidores americanos, mas também sobre os produtores americanos que utilizam alimentos, veículos, produtos eletrônicos, alimentos e instrumentos médicos importados do México (como restaurantes, transportadoras, firmas médicas e qualquer empresa que utilize automóveis). Estes agora arcarão com custos de produção maiores.

Consequentemente, os produtores americanos terão duas alternativas: ou aumentam os preços, prejudicando todos os consumidores americanos, ou mantêm os preços e arcam com margens de lucro menores. Só que margens menores significam menos produção e menos mão-de-obra contratada (o exato oposto do que pretende Trump).

No final, consumidores e trabalhadores americanos sofrerão. Os únicos que podem se beneficiar de algo será aquela ínfima minoria de trabalhadores americanos que concorre diretamente com os manufaturados mexicanos. Todo o resto da população americana verá um declínio em seus salários reais à medida que os custos e preços forem subindo.

No início desta semana, Trump havia feito o certo ao rejeitar o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), um calhamaço de mais de mil páginas que impunha e especificava inúmeras regulamentações para os participantes, e que nada mais era do que um acordo de comércio gerenciado pelos governos participantes. Embora o TPP tenha sido defendido por alguns economistas favoráveis ao livre comércio, o fato é que acordos comerciais gerenciados e controlados por governos representam uma extensão do estado regulatório e corporativista, e incluem várias intervenções governamentais criadas exatamente para favorecer poderosos grupos de interesse, não devendo jamais ser confundido com um genuíno livre comércio.

Um recente encontro entre Trump e a primeira-ministra do Reino Unido Theresa May havia dado a entender que o governo Trump estaria optando por uma abordagem melhor, envolvendo acordos bilaterais entre países. Isso seria bom.


Porém, e infelizmente, as notícias desta semana mostram que Trump parece estar agindo de acordo com as piores partes da agenda protecionista sobre a qual ele baseou sua campanha.




https://mises.org.br/Article.aspx?id=2618&ac=190743

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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Trump
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 09:04:20 »
O Trump deveria atacar as causas dos altos custos de produção e consequente falta de competitividade dos Estados Unidos em relação à China.  Se ele fosse um  liberal ele atacaria isso, ao invés de aumentar impostos de importação, e com isso diminuir o poder de compra dos americanos.


Cadê os liberais denunciando isso?

 
Mas, o Trump conta com a burrice de boa parte dos   burgueses  burros   que apoiam pautas anti liberais.


É  bem interessante   e divertido  observar a   burguesada  burra       :harle:         que apoia pautas anti liberais. 


 :histeria:

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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 08:52:51 »
Bolsonaro publica vídeo de pastor dizendo que ele foi “escolhido por Deus”



Tom de vídeo compartilhado por Bolsonaro vai ao encontro da ideia de que há uma conspiração para "derrubar o capitão


19 maio 2019, 16h08


Citando Bolsonaro como exemplo, pastor disse que "na história da bíblia houve políticos que foram estabelecidos por Deus" (Paulo Whitaker/Reuters)


Brasília — O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou um vídeo na sua conta no Facebook em que um pastor estrangeiro afirma que ele foi “escolhido por Deus” para comandar o País. Ao compartilhar o vídeo, Bolsonaro escreveu que “não existe teoria da conspiração, existe uma No vídeo compartilhado pelo presidente, o pastor Steve Kunda, nascido no Congo e fundador de
uma igreja evangélica em Orleans, na França, defende o presidente como um político “estabelecido por Deus” para guiar o País. Em francês, Kunda cobra apoio a Bolsonaro e pede que não se façam críticas nem oposição ao presidente. Na semana passada, milhares de pessoas protestaram contra o contingenciamento na verba do Ministério da Educação em mais de 200 cidades.


O vídeo, compartilhado hoje (19) por Bolsonaro, foi gravado há mais de um mês e divulgado no dia 10 de abril no site da Rede Super. “Vamos falar que é tempo novo. Não faço política, sou
pastor. Mas creio que tenhamos que fazer uma influência na política. A igreja não é só orar manhã, noite e tarde. A igreja é influenciar a sociedade no campo positivo e não só negativo. Na
história da bíblia, houve políticos que foram estabelecidos por Deus. Um exemplo quando falam do imperador da pérsia Ciro. Antes do seu nascimento, Deus fala através de Isaías: ‘Eu escolho
meu servo Ciro’. E senhor Jair Bolsonaro é o Ciro do Brasil. Você querendo ou não”, diz Kunda.



O programa em que o pastor é entrevistado é apresentado pelo pastor Cássio Miranda na Rede Super, emissora de televisão com sede em Belo Horizonte que pertence à Igreja Batista da
Lagoinha. A rede é comandada pelo ex-deputado estadual Dalmir de Jesus e outros quatro deputados, além da empresária Liliane Hermeto.

Na entrevista, o pastor diz que foi aconselhado por seus pares a não fazer comentários políticos, pois poderia criar divisões. Ainda assim, ele optou por se posicionar em defesa de Bolsonaro,
que tem sido “muito oprimido”, mas pode “influenciar outras nações”.


“Eu não moro aqui. Mas falo da parte de Deus. Vocês aceitando ou não, você seja de esquerda ou de direita, o senhor Jair Bolsonaro é o Ciro do Brasil. Deus o escolheu para um novo tempo,
para uma nova temporada no Brasil. Não passe o seu tempo criticando. Juntem as forças e sustentem esse homem. Orem por ele, encorajem-no, não façam oposição”, diz o pastor a mão de Deus está com ele porque vai cortar muitos obstáculos, muitas opressões. Mas foi Deus quem o escolheu”, acrescenta o pastor.


O vídeo é a segunda publicação feita por Bolsonaro nesta semana em redes sociais direcionada a seus apoiadores – desta vez, os evangélicos. Na sexta-feira, o Estado revelou que Bolsonaro
compartilhou, na rede social WhatsApp, um texto em que o autor diz que o presidente é vítima de um sistema corrompido e “que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável”. A mensagem foi
interpretada no Congresso como mais um ataque do presidente ao que ele chama de “velha política”.


Escrito pelo analista da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Paulo Portinho, o texto diz que o presidente sofre pressões de todas as corporações, em todos os Poderes, e que o País “está
disfuncional”, mas não por culpa de Bolsonaro. “Até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”.


O tom do texto e do vídeo compartilhados por Bolsonaro vai ao encontro do discurso adotado nos últimos dias por aliados, de que há uma conspiração para “derrubar o capitão”, como
escreveu nesta semana o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), lho do presidente, em sua conta no Twitter.


A avaliação de auxiliares do presidente é a de que, ao convocar a sociedade para uma solução, Bolsonaro tenta manter ativas suas redes de apoio, após manifestações contrárias ao governo
tomarem as ruas do País. Como resposta, aliados de Bolsonaro planejam uma marcha em apoio a ele no próximo domingo (26).


Na semana passada, nos Estados Unidos, o próprio presidente disse que opositores querem tirá-lo da Presidência. “Quem decide corte não sou eu. Ou querem que eu responda a um processo
de impeachment no ano que vem por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal?”, perguntou.


O movimento também coincide com o avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), lho mais velho do presidente. Flávio teve o sigilo bancário e scal
quebrado pelo Tribunal de Justiça do Rio. O presidente acredita que ele e seu governo são os alvos dos investigadores.


https://exame.abril.com.br/brasil/bolsonaro-publica-video-de-pastor-dizendo-que-ele-foi-escolhido-por-deus/
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Laicismo, Política e Economia / Re:Governo Bolsonaro
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 08:41:50 »

Bolsonaristas querem fechar o Congresso


Por Redação  21/05/2019 às 12:09  Blog do Celio Gomes
 

A turma de Jair Bolsonaro está convocando apoiadores para uma manifestação no domingo 26. É uma tentativa de reagir aos protestos do último fim de semana, quando cerca de 2 milhões de pessoas tomaram as ruas em 200 cidades por todo o país. O ato foi motivado pelos ataques do presidente à Educação e às universidades públicas. O tamanho da mobilização assustou o Planalto.


O problema é o que pretendem os bolsonaristas com essa iniciativa de contra-ataque. Nos termos usados na convocação pelos mais engajados, os doentinhos da nova direita vão às ruas com dois nobres objetivos: fechar o Congresso Nacional e emparedar o Supremo Tribunal Federal. A coisa fica ainda mais bizarra quando o próprio presidente cogita sua participação direta na presepada.


O governo dos trogloditas, incultos e amigos de milicianos mostra diariamente sua essência antidemocrática. Não esqueçamos que um dos filhotes trombadinhas do presidente já deu a receita para fechar o STF – com um cabo e um soldado se resolve a parada. Jair Bolsonaro, essa porcaria em todos os sentidos, gostaria mesmo de governar como ditadores que ele tanto admira.


Um sinal de que as coisas andam cada vez mais esculhambadas entre os próprios governistas é que nem eles se entendem sobre a tal manifestação do dia 26. Deputada mais votada na história do país, Janaína Paschoal chutou o pau da barraca e enquadrou os aliados do governo. Em várias publicações no Twitter, ela bate diretamente na postura de Bolsonaro e cobra sanidade da turma.


Falando claramente, Bolsonaro e os fanáticos da seita que ele inspira agem para sabotar a própria democracia. O sonho desses “liberais conservadores” – tão ilustrados e cheios de princípios patrióticos – é entronizar um tiranete para chamar de seu. Naturalmente, quem sabe alguma coisa sobre liberalismo e conservadores nada tem a ver com essas cabecinhas toscas e perigosas.


Escrever sobre a rotina do governo Bolsonaro dá uma certa angústia – porque corro o risco da redundância. Não adianta o tema específico em pauta, nada sobra para uma análise além da bandalheira generalizada. Só tem jumento pra todo lado, posando com as patas como se fossem revólver. Elegemos uma corja que despreza cultura, arte e educação – e idolatra o ódio e a morte.



https://www.cadaminuto.com.br/noticia/339402/2019/05/21/bolsonaristas-querem-fechar-o-congresso

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