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Foi basicamente uma briga entre quadrilhas  de políticos  que estavam disputando o palácio,  foi  uma oportunidade que outros quadrilheiros enxergaram e aproveitaram.


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7) Em certo momento o Cunha rompeu de vez com o governo Dilma, e então ele aceitou e  pôs para andar o processo de impeachment;

Enfim,  o resumo é que não foram as tecnicalidades contábeis as verdadeiras razões para a queda final da Dilma, e sim a disputa de poder  e a oportunidade  que  outros políticos, incluindo o seu vice , o raposão,  viram  para conquistar o poder e dar um chute no já enfraquecido governo Dilma e PT.
Num país civilizado, a prisão de Lula e o impeachment de Dilma seriam automáticos e não dependeriam de traições entre bandidos e do esforço individual deste ou daquele juiz.

Em outras palavras: a motivação de Eduardo Cunha pode ter sido sórdida, mas o impeachment foi constitucional e necessário.



Foi formalmente legal,  mas  as motivações reais que fizeram realmente acontecer  foram motivações primordialmente políticas,   foi  disputa por poder em que  políticos, tão ou mais sujos  do que  a  cúpula do PT,  atuaram fortemente.


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Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por Arcanjo Lúcifer Online Hoje às 11:05:04 »
Tão firmes e fortes quanto o racionamento permita.

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Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 11:00:45 »
A URSS não existe mais porque faliram, quebraram, chegaram ao fundo do poço,  a vaca foi para o brejo.

Se fosse como vc diz ainda hoje existiria.



Negativo.

O problema foi a implementação desastrosa da Perestroika e Glasnost,  algo implementado pelo Gorbachev.  Nada a ver com falência decorrente da forma anterior de organização da economia soviética.


Se não tivesse existido Perestroika e Glasnost da forma que existiu, a URSS certamente ainda estaria firme e forte.  Talvez eles devessem ter feito algumas reformas com algumas semelhanças como a que a China fez.  Mas, jamais da forma que foi feita, e principalmente  não com a frouxidão política da Glasnost.


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Papo Furado / Re:Copa do Mundo 2018
« Última Mensagem: por EuSouOqueSou Online Hoje às 10:56:07 »
De fato, Brasil parou de jogar depois do gol, me parece que até foi tática pra nao desgastar jogadores no começo da copa. O clodovil, digo, Gaymar, quer dizer, Neymar, como sempre querendo ser estrela demais, fazendo firulas, segurando bola e tomando porrada desnecessária.

E como sempre o povão se empolga com vitórias em amistosos sem sal, aí vem a Copa e mostra que o velho adágio continua válido "treino é treino, jogo é jogo". Sorte do Brasil que caiu em grupo muito fraco, dá tempo de pegar ritmo de jogo.

Próxima fase vamos pegar Alemanha ou México, vai ser outro 7x1 :D

Não sei pq dizem que a vitória do México foi zebra. Os mexicanos jogaram muito bem e poderiam ter ganho de 3x0.
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Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 10:54:51 »
Outro artigo que mostra o completo absurdo de afirmar que a economia da União Soviética nas décadas de 60, 70 e 80 (antes das políticas desastrosas da Perestroika e Glasnost )  tenha sido um desastre que produziu miséria como a recente crise econômica na Venezuela (do Maduro))



O artigo pode ser visualizado e baixado em PDF aqui:


http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbe/article/viewFile/1794/2748


EVOLUÇÃO ECONÔMICA DA UNIÃO SOVIÉTICA


LUCIA SILVA KrNGSTON


1. AS BASES ESTATíSTICAS


A rápida expansão da economia soviética nos últimos anos aliada às suas excepcionais realizações no setor científico, e, principalmente, na conquista ào espaço sideral, tem causado um forte impacto no público.


Dadas as divergências ideológicas que separam o mundo atual, r,té onde pode conduzir êste rápido desenvolvimento? Está a Rússia em condições de sobrepujar, a curto prazo, o outro poderio econômico do mundo atual, que é os Estados Unidos?

[...]

Intimamente ligado ao problema de potencial de trabalho, é o de sua produtividade. A esta é devido o aumento de produção proporcionalmente maior que o insumo de trabalho em homens-hora. Uma comparação da contribuição devida ao aumento do potencial de trabalho e a da produtividade no PNB de vários países, foi feito por Cohn. 8


O quadro III mostra, no incremento médio do PNB observado entre 1950-60, qual a parte contribuída pelo aumento da produtividade, devido, primordialmente, ao aumento dos investimentos em bens de capital.

QUADRO III

Participação do awnemo do emprêgo e da produtividade no aumento percentual

Produto Nacional Bruto, 1950-60

Produtividade

Países PNB Emprêgo Produtividade em % do

Total
França ........... 4,3 0,4 3,9 90
Alemanha Ocidental . 7,5 2,2 5,2 73
Itália o •••••••••••• 5,9 1,6 4,3 78
Reino Unido ....... 2,6 0,6 2,0 77
Japão ............. 8,8 1,9 6,7 80
URSS ........... .. 6,8 1,9 4,7 74
Estados Unidos ..... 3,3 1,2 2,1 66


Vê-se que a Rússia experimentou um forte incremento de sua
mão-de-obra, só inferior ao da Alemanha e equiparando-se ao Japão.


8) Cohn, S.H. - The Cross National Product in tlle Soviet Union: Comparativé Growth Rates (Washington, 1963) pág. 9.


Quanto ao acréscimo de produtividade, a Economia Soviética mantém-se acima da média, mas, situando-se abaixo da Alemanha e do Japão.


5. CRESCIMENTO DO PRODUTO NACIONAL


Para ter-se uma idéia sôbre o crescimento do PNB na economia soviética, seria necessário construir uma série a preços constantes. Ora, para êste país não dispomos de séries de índices de preços que sirvam de deflatores apropriados.


Uma tentativa de determinar a taxa de crescimento do PNB da União Soviética foi feita por Bornstein,9 mediante uma estimativa do aumento de produção nos principais setores da economia e sua agregação num índice, baseando-se na importância relativa dêsses setores no PNB de 1950.


este cálculo deve ser considerado como apenas estimativa devido às dificuldades de se estabelecer uma ponderação dos diversos setores, o uso da produção total em vez do valor de transformação, e o caráter estimativo de muitos dos elementos usados. Bornstein chega aos resultados consignados no quadro IV, onde também são registrados os valôres referentes aos Estados Unidos.


QUADRO IV


Indices do PNB da U.R.S.S. e EE.UU.
1950, 1955 e 1958
Anos
1950
1955
1958
URSS 1
100
137
170
EE.UU. 2
100
124
125

1) índice do PNB a custo dos fatôres = PNB aos preços estabeleoc:idos - impostos indirEtos + subsídios

2) índice do PNB aos preços de mercado.


Mesmo descontando alguma superestimativa nas taxas de crescimento da Rússia, é claro que esta teve um desenvolvimento mais rápido que os Estados Unidos sobretudo no período 1955-58, quando a Rússia se beneficiou de colheitas extraordinárias e os E. U . A. sofreram os efeitos de uma recessão das atividades econômicas.


Como resultado desta rápida expansão, o PNB soviético tem aumentado de tamanho relativamente ao dos E. U. A. Bornstein conclui que, em têrmos de rublos, o PNB soviético passou de 1/5 do nível atingido pelos E. U. A. em 1950 a cêrca de 1/3 em 1958.


Se a comparação é feita em dólares, ela teria crescido de um pouco menos que a metade do nível dos E. U . A. em 1950, a cêrca de :2/3 em 1958.

Examinando as razões para êste mais rápido crescimento da economia soviética, Bornstein acentua os seguintes fatôres:
a) a taxa de inversão e a composição dos investimentos soviéticos dirigidos principalmente para a indústria pesada ao invés das indústrias de bens de consumo, agricultura, habitação ou serviços;


b) rápida evolução da fôrça de trabalho não-agrícola, derivando principalmente do crescimento vegetativo da população com poucas transferências da agricultura, contrário do que se dera no início da E:ra de industrialização soviética, quando a transferência do setor agrícola para o industrial foi substancial;


c) o constante avanço tecnológico, devido em parte à adoção das técnicas do Ocidente, e em parte a melhorias tecnológicas oriundas da própria Rússia;


d) o aumento do produto agrícola, ocorrido após a morte de Stalin, como resultado da expansão da área cultivada e de maiores isvestimentos e incentivos à agricultura;



e) finalmente, a meta dual que se propuseram os líderes soviéticos de sobrepujar o potencial econômico do Ocidente e manter um forte dispositivo militar.

No entanto, cumpre notar que, no período de prosperidade do pós-guerra, oriundo da aplicação do plano Marshall aos países da Europa e ao Japão, as taxas de crescimento atingidas pela Rússia, mesmo situando-se acima da médiq, não podem ser çonsiderada como excepcionais.


Cohn, no trabalho já aludido,lO, analisa a taxa anual de crescimento para os sete países mais desenvolvidos consignando-os no quadro V.

QUADRO V

Taxas anuais de incremento do PNB
Países 1950-55 1955-GO 1950-60
------ ---- -- ----
U.R.S.S. ....... 7,0 6,5 6,8
Alemanha ...... 9,0 6.0 7,5
Estados Unidos 4,3 2,3 3,3
França ........ 4.5 4,2 4,3
Inglaterra ...... 2,6 2.7 2,5
ltáEa .......... 6,0 5.9 5,9
Japão ........ " 7,1 9.4 8,8


Vê-se que, embora na década de 1950, e mesmo no período de ] 950-60, a URSS se estivesse expandindo a uma taxa maior que o dôbro das dos E. U. A., e com uma expansão maior que a da Itália, esta taxa foi aproximadamente a mesma da Alemanha Ocidental, e menor que a do Japão. E releva notar, se estas taxas anuais de incremento forem calculadas na base per caput, os resultados atingidos pela Rússia são ainda menos favoráveis.


Conclui Cohn que, se se examinam os dados de cada ano isoladamente, torna-se mais evidente a de::aceleração da taxa de crescimento soviético. Até 1958. a economia russa mantivera taxas de incremento anual acima de 7%; mas, desde então, nenhum incremento observou-se na taxa de crescimento do produto agrícola. A estagnação dêste setor que representa aproximadamente 1/3 do PNB, correspondeu a uma brusca queda na taxa geral de crescimento para aquém de 5%, valor êste abaixo do da Alemanha, Itália e Japão, equivalendo sàmente ao da França neste ano.


Entretanto, tal diminuição na taxa de crescimento do PNB russo encontra sua explicação no artigo de Nove 11 através dos seguintes elementos retardatórios dêste crescimento, mas não indicativos de que a Rússia teria chegado, ou estaria chegando, a um estado de maturação com estagnação secular:


a) o desvio (a partir de 1953) na orientação dos investimentos agora dedicados em maiores proporções ao setor agrícola, se bem que, poucos frutos tenham produzido;


b) baixa da taxa de natalidade durante o período da guerra, e a diminuição das horas de trabalho, a partir de 1956, horas estas que se haviam elevado durante a guerra;


c) aumento do período escolar trazendo a redução da fôrça de trabalho ativo por períodos mais longos, mas, com previsíveis melhorias na eficiência técnica futura;


d) melhoria do nível de vida do povo e que está sendo exigido inclusive em decorrência do aumento da instrução. O problema habitacional e de indústria leve serão prementes dentro dêste esquema;


e) necessidade de pesados investimentos no setor de transporte, inclusive para escoar uma produção cada vez maior;

f) alta e crescente taxa de reposição dos bens de capital;

g) necessidade de exportar bens de capital para importar bens de consumo, tendo em 'o'ista a necessidade de aumentar seu comércio internacional.


6. O AUMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL


Quando se procura avaliar o aumento da produção industrial na U.R.S.S., às dificuldades estatísticas, já assinaladas relativas ao cálculo do PNB, acrescem outras.

Primeiramente é preciso distinguir a produção para fins civis da para fins militares, sôbre a qual os dados são inexistentes. Segundo Greenslade e Wallace 12, apoiados nos estudos do Prof. Abram Bergson, os indícios são de que o crescimento da produção de material bélico, positivamente excedem o crescimento da produção industrial civil, podendo-se, esta última considerar a medida mínima do crescimento industrial soviético.

Por outro lado, o fato de as estatísticas oficiais soviéticas só registrarem a produção total, omitindo elementos sôbre o cômputo
do valor de transformação, torna mais incerta as estimativas desta produção, quando, para fins de comparação, se deseja lhes dar a mesma acepção usada nos países ocidentais. Não é de admirar, pois, que as estimativas que os diversos autores têm apresentado sôbre êste crescimento divirjam, não apenas em relação aos dados oficiais como entre si.

Como exemplo, podemos apresentar o quadro abaixo .13

QUADRO VI

indica da Produção Industrial Soviética
I
1928 1937 1940 1~50 I 1955
I
---- Dados oficiais Soviéticos 100 446 646 1119 2065
Hodgman .............. 100 371 430 646
Jasny o •••••••••••••••• 100 287 330-350 411
Clark ................ -, 100 311 340
National Bureau ........ 100 257 279 421 688
Shimkin o •••••••••••••• 100 274 236 434 715

Uma análise crítica e comparativa dessas estimativas foi feita por
Kaplan e Moorsteen. 14


Uma das mais recentes estimativas é a elaborada por Greenslade e Wallace. 15 O índice é restrito à produção civil e, para dar-lhe maior representatividade, os dados oficiais de produção física foram suplementados com estimativas referentes a alguns setores novos e em rápido crescimento. Os mais importantes são a produção eletrônica, construção de aeronaves e de navios mercantes. Note-se que grande parte da produção eletrônica teve impulso excepcional por constituir parte vital dos mísseis e de outros armamentos modernos, bem como das naves espaciais.


Tal índice tem ponderação baseada, tanto quanto possível, no valor adicionado. Informações desta natureza são disponíveis apenas para os setores maiores da economia, para os quais foi possível estimar o valor aproximado de transformação. A inexistência de elementos análogos para as mercadorias individuais, obrigou a incluí-las no último estágio de fabricação, omitindo os estágios primários e intermediários. Dêste modo, o índice compõe-se quase exclusivamente de produtos finais.


O quadro VII dá os resultados dêste índice para o período 1950-61, bem como a ponderação segundo o valor adicionado para o ano de base que é 1955. 16

Consoante êste índice, a produção industrial da União Soviética cresceu rapidamente naquele período, a uma taxa média de 9,3% anuais. No entanto, o crescimento foi desigual nos subperíodos. No período inicial, 1950-55, a taxa alcançou 10,17<; mas, de 1955 a 1961 baixou a 8,7j~ e para 1960 e 1961 só atingiu a 6,67c.


As mesmas características aparecem quanto à produção de matérias primas para a indústria e bens de consumo não duráveis. Para a primeira a taxa média anual de crescimento foi de 10j~ entre 1950-59 e 6~; de 1959-61. Para o segundo, as respectivas taxas foram 8,8 e 4,6j{. Para maquinaria civil, o atraso da produção inicia-se abruptamente em 1958 e a queda é mais pronunciada que para as outras componentes. A taxa média de 1952 a 1957 atingiu o valor excepcional de 16.4j~ mas, desde então, cai para apenas 8,77c.

Examinando esta desaceleração do crescimento industrial soviético, Greenslade e \Vallace assinalam as seguintes causas:

a) a redução do horário de trabalho de 47 para 41 horas no período de 1958-60, provocando um nivelamento da série de homens hora e o retardamento da produção;

b) a diminuição da taxa de investimentos;

c) os esforços para introduzir-se uma maior diversificação nas
linhas de produção para fins civis.

É instrutivo descer aos detalhes da produção de certas mercadorias
consideradas individualmente. O quadro VIU apresenta êstes
detalhes. 17


7. COMPARAÇÕES INTERNACIONAIS

Do mesmo modo que fizemos com o PNB, é interessante comparar o crescimento do setor industrial na União Soviética com o
de outros países ocidentais e Japão.


[...]





Obs:  O documento está em PDF , eu coloquei apenas uma parte e editei um pouco ao colar , mas não corrigi todos os erros da transcrição, por isso  esta colagem ainda tem alguns erros  (e está incompleta, é só uma parte do artigo).



 
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Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por Arcanjo Lúcifer Online Hoje às 10:49:47 »
Fiote, vc só precisa procurar as noticias antigas no Google.

http://darussia.blogspot.com/2011/08/agonia-da-urss-cartoes-de-racionamento.html

Citar
A face do défice soviético
Tudo poderia se tornar a raridade, desde os cigarros até SMS (na altura essa abreviatura significava “produtos sintéticos de limpeza” e personificava a pobre gama dos produtos de limpeza soviéticos). Mesmo o sal e os fósforos por vezes se vendiam através de “talões”, o vendedor recortava com a tesoura as combinações de datas e dos produtos.
Em 1990 na cidade de Leninegrado o cidadão tinha o direito de comprar 1 (um) sabonete cada 2 (dois) meses! Na mesma cidade, o poder municipal garantia a compra de “bebidas alcoólicas fortes”, eufemismo usado para evitar a palavra forte – vodka.
Por vezes os “talões” ficavam por abastecer por falta dos produtos nas lojas estatais (e as privadas ainda não existiam) ou então o seu proprietário fazia o rancho nos bazares. Um dos líderes de prateleiras vazias era Belarus, por exemplo, na cidade de Braslaw na província de Vitebsk, até o pão se vendia por “talões”, tal como durante a II Guerra Mundial.
Em alguns regiões da Rússia a crise alimentar durou até o Verão de 1992. No mesmo ano Leninegrado se tornou São Petersburgo, mas vodka continua ser racionada, já não pela municipalidade, mas pelos Escritórios de Exploração Habitacional (ZhEK). No Verão de 1993 a vodka ainda era racionada na cidade de Voronezh.
Fonte & 20 imagens de diferentes “talões” e “convites”:
http://www.istpravda.com.ua/artefacts/2011/03/21/32582/

Taí a fonte com alguns segundos de pesquisa.



Arcanjinho,


Você pegou  dados de um momento de crise após a política mal feita da perestroika e da glasnost  já ter começado a desencadear o colapso da URSS,  só que  isso foi causado justamente pela mal feita política da perestroika e da glasnost, e não pela forma anterior de organização da economia soviética. 


Fazer isso que você está fazendo é semelhante a alguém pegar os dados de um momento em que a crise de 1929 já mostra seus efeitos nos Estados Unidos e a partir disso dizer que a economia americana era essencialmente uma porcaria.



O que eu estou afirmando é que é muito falso que durante as décadas de 60 , 70 e até meados da década de 80 (antes da política desastrosa da perestroika e glasnost começar a ter efeitos) o desempenho da economia soviética tenha sido desastroso como a sua comparação com a recente crise econômica na Venezuela tenha sugerido.


Isto é falso.




A URSS não existe mais porque faliram, quebraram, chegaram ao fundo do poço,  a vaca foi para o brejo.

Se fosse como vc diz ainda hoje existiria.
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Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por Saint-Martin Online Hoje às 10:47:23 »
Ainda que a tecnologia exista há muito tempo, bem antes da dualidade capitalismo x socialismo/comunismo, o fato é que a incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma característica do capitalismo.
A incorporação de avanços tecnológicos contínuos é uma combinação de interesses e condições propícias. O capitalismo visa o lucro e a acumulação de propriedade, o que pode até mesmo ir contra a racionalidade e os interesses do próprio desenvolvimento humano. Se dependesse de corporativistas da vela, a lâmpada seria sabotada. A ganância de uma minoria intenta constantes sabotagens contra iniciativas e livre-acesso dos indivíduos à produção. O desenvolvimento "tecnológico" voltado para o mercado visa o constante lucro inescrupuloso. Indústria farmacêutica, midiática, bancos, corporativismo, todos olhando para seus próprios umbigos e conspirando contra o pleno desenvolvimento do potencial humano. Ninguém possui nada. As coisas existem para serem usadas e desfrutadas. Enquanto não superarmos o paradigma de posse e propriedade privada, viveremos a eterna guerra de todos contra todos.
Se for para seguir a "lógica" de que "comunistas não devem se beneficiar dos produtos capitalistas", ele serve para qualquer produto de qualquer empresa, seja da Apple, seja do Google, da Microsoft, da General Electric, da Boeing, da Toyota, etc.
Não sei que lógica é essa, sendo que o que um verdadeiro socialista deseja é justamente que todos tenham acesso às coisas, desfrutando e utilizando-as, ao invés do acesso restrito pela sociedade classista.
Basta se isolar em algum rincão e passar a viver sem o uso de produtos de empresas privadas. E nem das de economia mista.
Pois é o corporativista privada que não conseguiria passar a viver sem uma massa de explorados alienados, sem proteção e privilégios do Estado e sem uma cultura burguesa que imbeciliza o povo, justificando ideologicamente que se conforme com sua posição social.
Começa a ter coerência.
Pelo contrário - começa a ter incoerência.
Você só deve assistir os canais estatais.
Do Estado Burguês?
Mas, analisando melhor, você não deveria assistir televisão porque esta certamente foi feita por uma empresa capitalista.
Você não deve recorrer à Lei porque é estatal. Você não deve estudar em uma Universidade porque é Pública. Etc etc. Absolutamente irrelevante e sem sentido. O objetivo é justamente o acesso de todos.
E espero que quando fizer uso deles, não seja nem por telefone e nem por computadores, porquê certamente estes foram feitos por empresas privadas.
Correção - foram feitos por trabalhadores explorados, como todos os outros produtos, isso quando não os substituem por máquinas e automação, deixando de distribuir renda e ajudar famílias em nome da ganância irracional e antihumana.
Sem dúvida que é um 'pecado grave' para um esquerdista ser rico, porque está em oposição ao que diz parte da liturgia da 'religião política' esquerdista.
Porque é muito liberal herdar uma fortuna, né? (ironia - os liberais clássicos criticavam a herança como ponto de partida desigual entre os indivíduos). Ou então o exemplo do empresário citado, que recebeu financiamento estatal e hoje paga de liberal na mídia. Ou então toda a economia capitalista, que depende da proteção e subsídio de um estado burguês, cuidadosamente regido por mídia e bancos para defender o interesse de classes privilegiadas. Faz todo o sentido que um rico, alguém com acesso e meios, que tenha um mínimo de consciência e humanitarismo, deseje que este acesso e meios se estendam ao resto da população. Já quanto a capitalistas - me felicita lembrar que os capitalistas liberais são justamente os pobres de direita, os "capitalistas sem capital", porque capitalista de verdade - burguês na definição exata do termo - é justamente quem compra, patrocina e influencia o Estado, seu fiel protetor e cão de guarda de seus interesses.
39
Como ta cheio de especialista aqui prevendo o fim do capitalismo, venho humildemente deixar esse vídeo básico sobre Economia e o caráter cíclico das crises.

40
Laicismo, Política e Economia / Re:Esquerda Caviar
« Última Mensagem: por JJ Online Hoje às 10:29:02 »

O mito do fracasso econômico da URSS



JOÃO QUARTIM DE MORAES *

Lo que pretenden los nuevos izquierdistas, y desde luego la
burguesía, es enterrar todo un legado histórico que como clase
nos pertenece, y del que podemos y debemos sentirnos orgullosos
e incluso imitar hoy muchos de sus pasos.
Camarada X, em El Camino de Hierro


No Brasil, a primeira contribuição para compreender a derrocada soviética é URSS, ascensão e queda: a economia política das relações da União Soviética com o mundo capitalista, livro publicado por Luís Fernandes em 1991. O autor se apoia na tese de mestrado que defendeu em 1989, à qual, como esclarece em artigo posterior, consagrou quase uma década de estudos e pesquisas (Fernandes, 1992, p.74). O período coberto pela pesquisa se estende até as reformas de Gorbachev; no tempo transcorrido entre a defesa da tese e a preparação do livro, precipitou-se o desmanche do socialismo, mas os efeitos perversos da contrarrevolução capitalista ainda não tinham se consumado inteiramente. Os subsídios analíticos que o livro oferece são úteis na medida em que expõem a situação em que o remédio venenoso da perestroika foi aplicado, mas faltava-lhe recuo histórico para reconstituir o processo concreto que conduziu ao grande desastre.


Em seu primeiro número (1994), Crítica Marxista montou o dossiê “O marxismo e a desagregação da União Soviética”. A iniciativa correspondia ao mesmo  empenho que tinha presidido à fundação da revista: resposta intelectual e moral à capitulação perante o neoliberalismo, luta pela reativação do marxismo vivo, crítico e revolucionário. Aproximações iniciais a um tema complexo e carregado de duras controvérsias, as contribuições que integram o dossiê são inevitavelmente
esquemáticas. Algumas expõem somente as tomadas de posição dos articulistas.


Outras apontam para as questões a serem aprofundadas, mas apenas delineiam os principais temas e problemas a serem analisados.



[...]




Resumo

A destruição da União Soviética teria sido provocada pelo fracasso da planificação
central, como pretendem os inimigos do socialismo? Os estudos aqui comentados mostram que não. O êxito da contrarrevolução capitalista deve ser explicado por outros fatores, antes de mais nada pelo fracasso da malfadada perestroika de Gorbachev, que levou à deterioração dos serviços públicos, à desorganização da produção, à especulação sobre estoques e ao descontrole orçamentário.


Palavras-chave: planos quinquenais; legado da URSS; tecnologia; bem-estar
social.


https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/comentario2016_08_03_15_11_14.pdf 
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