Autor Tópico: Satanismo  (Lida 2254 vezes)

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Raphael

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Satanismo
« Online: 12 de Março de 2007, 03:56:02 »
Olá a todos.

Desde já, perdão se isso já foi discutido aqui, procurei mas não encontrei nada sobre.

Queria saber a opinião de vocês sobre a relgião satanista.

Abraços.

Offline Luis Dantas

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Re: Satanismo
« Resposta #1 Online: 12 de Março de 2007, 07:35:20 »
Satanismo é uma invenção do LaVey para se divertir e ganhar dinheiro e prestígio a partir das inseguranças dos que se sentem excluídos pelo Cristianismo.

A base dessa coisa é a ênfase em lembrar que "o ser humano (também) é um animal".  Supostamente a idéia seria não ir contra os próprios desejos, promovendo auto-aceitação e combatendo a hipocrisia.

Isso até pode ser mesmo o rumo a tomar em situações mais extremas.  Mas tomada por si, a doutrina satanista não passa de uma piada de gosto duvidoso levada além do ponto.

O ser humano é um animal, sim.  Mas também é dotado de linguagem, capacidade de abstração, cultura e tem a oportunidade talvez única de fazer planos de longo prazo, expressar sentimentos sofisticados, formar laços afetivos.

Negar essas possibilidades é, no mínimo, um desperdício lamentável.
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Em 18 de janeiro de 2010, ainda não vejo motivo para postar aqui. Estou nos fóruns Ateus do Brasil, Realidade, RV.  Se a Moderação reconquistar meu respeito, eu volto.  Questão de coerência.

Offline Jeanioz

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Re: Satanismo
« Resposta #2 Online: 12 de Março de 2007, 16:53:36 »
Achei alguma coisa sobre isso no RV:

http://rv.cnt.br/viewtopic.php?t=9163

Na verdade é um estudo sobre luciferianismo (que é diferente de satanismo) feito pelo usuário Lucifer, um luciferianista.

Citar
O Luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se fixada na figura de Lúcifer. Divide-se em Luciferianismo Tradicional (crença em LúciO Luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se fixada na figura de Lúcifer. Divide-se em Luciferianismo Tradicional (crença em Lúcifer como um ser espiritual) e Luciferianismo Simbólico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).
Este tipo de crença existe também no Paganismo da Feitiçaria Tradicional Ibérica, apesar de não corresponder diretamente a ela e de não possuir, no mais das vezes, ligação definitiva com nenhum tipo claro de misticismo.
O Luciferianismo é um antigo culto de mistérios que tem origem nos cultos de adoração às serpentes. Apesar de muito posterior aos Mistérios Clássicos, como os de Elêusis, Delos e Delfos, contém traços que deitam suas origens nas práticas pagãs primitivas da Grécia e principalmente na Religião Órfica. O Luciferianista presta reverência à entidade romana conhecida como Lúcifer, o Andrógeno, o Portador de Luz, o espírito do Ar, a personificação do esclarecimento. Lúcifer era o nome dado à estrela matutina (a estrela conhecida por outro nome romano, Vênus) e posteriormente descontextualizado e corrompido pelo Cristianismo. A estrela matutina aparece nos céus logo antes amanhecer, anunciando o Sol ascendente. O nome deriva do lucem ferre do termo latino, o que traz, ou o que porta a luz. Lúcifer vem do latim, lux + ferre e é denominado muitas vezes, como sendo a Estrela da Manhã. De entre todas as entidades da angelologia e demonologia tradicionais, Lúcifer foi aquela a manter a relação mais notável com a Humanidade. Encontrar a faceta Lúcifer da divindade dentro de nós é fator importante no caminho da Verdade para um Luciferianista. Ela nos trará consciência, conhecimento e sobretudo, o livre-arbítrio. Lúcifer, para os homens, seria o caminho para o encontro com o Eu-Divindade, a manifestação da Vontade profunda integrada aos ritmos do mundo real. Na angelologia hebraica, corresponde diretamente a Heylel, citado no Livro de Isaías como a "Estrela Brilhante" e mito muitíssimo anterior à elaboração romana de Lúcifer. Os hebreus herdaram este anjo dos babilônios entre 600 a.C. e 300 a.C., enquanto que os romanos só formularam seu "deus" após o surgimento do Cristianismo na Península Itálica. Vale ressaltar que existem diferenças importantes de cunho mítico, ritualístico e filosófico entre o Luciferianismo, mormente o Simbólico, e o Satanismo. O último posiciona-se, principalmente, como reação contrária ao Cristianismo, enquanto que o primeiro possui caráter distinto e identidade semelhante aos cultos pagãos, apesar de totalmente desligado do Paganismo para grande parte de seus praticantes.

fer como um ser espiritual) e Luciferianismo Simbólico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).
Este tipo de crença existe também no Paganismo da Feitiçaria Tradicional Ibérica, apesar de não corresponder diretamente a ela e de não possuir, no mais das vezes, ligação definitiva com nenhum tipo claro de misticismo.
O Luciferianismo é um antigo culto de mistérios que tem origem nos cultos de adoração às serpentes. Apesar de muito posterior aos Mistérios Clássicos, como os de Elêusis, Delos e Delfos, contém traços que deitam suas origens nas práticas pagãs primitivas da Grécia e principalmente na Religião Órfica. O Luciferianista presta reverência à entidade romana conhecida como Lúcifer, o Andrógeno, o Portador de Luz, o espírito do Ar, a personificação do esclarecimento. Lúcifer era o nome dado à estrela matutina (a estrela conhecida por outro nome romano, Vênus) e posteriormente descontextualizado e corrompido pelo Cristianismo. A estrela matutina aparece nos céus logo antes amanhecer, anunciando o Sol ascendente. O nome deriva do lucem ferre do termo latino, o que traz, ou o que porta a luz. Lúcifer vem do latim, lux + ferre e é denominado muitas vezes, como sendo a Estrela da Manhã. De entre todas as entidades da angelologia e demonologia tradicionais, Lúcifer foi aquela a manter a relação mais notável com a Humanidade. Encontrar a faceta Lúcifer da divindade dentro de nós é fator importante no caminho da Verdade para um Luciferianista. Ela nos trará consciência, conhecimento e sobretudo, o livre-arbítrio. Lúcifer, para os homens, seria o caminho para o encontro com o Eu-Divindade, a manifestação da Vontade profunda integrada aos ritmos do mundo real. Na angelologia hebraica, corresponde diretamente a Heylel, citado no Livro de Isaías como a "Estrela Brilhante" e mito muitíssimo anterior à elaboração romana de Lúcifer. Os hebreus herdaram este anjo dos babilônios entre 600 a.C. e 300 a.C., enquanto que os romanos só formularam seu "deus" após o surgimento do Cristianismo na Península Itálica. Vale ressaltar que existem diferenças importantes de cunho mítico, ritualístico e filosófico entre o Luciferianismo, mormente o Simbólico, e o Satanismo. O último posiciona-se, principalmente, como reação contrária ao Cristianismo, enquanto que o primeiro possui caráter distinto e identidade semelhante aos cultos pagãos, apesar de totalmente desligado do Paganismo para grande parte de seus praticantes.

Luciferian Church

Eu tenho observado o Luciferianismo sendo caracterizado como satanismo ateu, satanismo cristão, e as vezes coisas bem piores. O "Luciferianismo" está se tornando rapidamente uma palavra conhecida, e ainda mais incompreendida. Neste texto, irei apresentar mostrar da melhor maneira possível, seu verdadeiro significado.
Lucifer não é Satan, como muitos acreditam. Mesmo no Cristianismo, Lúcifer e Satan são entidades diferentes, sendo Lúcifer o " Diabo" mais poderoso, e Satan sendo o segundo no comando infernal. Lúcifer é constantemente identificado como Portador da Luz , a Estrela
da Manhã, a última a desaparecer ao nascer-do-sol. Lúcifer, antes de tudo, é sinônimo de orgulho. Na mitologia cristã, Lúcifer era um anjo perfeito, o mais poderoso depois do Deus cristão. Enquanto servia a Deus no paraíso, Lúcifer secretamente desejava, não usurpar, mas possuir os mesmos direitos de seu "superior". Lúcifer utilizou sua sagacidade e perfeição para conseguir o apoio de um-terço dos anjos celestiais. Por causa disto, foram atirados em um abismo de sofrimento, conhecido por inferno. Assim sendo, Lúcifer não aceitou se subornar a Deus, e preferiu reinar em seu próprio domínio. Satan, por outro lado, era o acusador. Satan significa o adversário. Mas mitos ou dogmas importam pouco.

O Luciferianismo não é ateísta. Luciferianismo é essencialmente um tipo de Satanismo, e mais: um significado para conhecimento, verdade, excelência e grandeza. Um luciferianista acredita que há algo que permanece oculto, algo que precisa ser compreendido, algo que precisa ser utilizado, e mais importante, que eleva o "self" a um nível mais alto e mais organizado. Em uma visão espiritualista, o luciferianismo tenta identificar estas forças escondidas dentro de nós mesmos. Lúcifer é apenas um nome dado para representar algo que ainda não conseguimos compreender inteiramente, e de que somos parte. Satanistas tradicionais chamam esta existência de Satan. "Satan" é limitado. Se os satanistas querem desbancar o Cristianismo, eles não podem ser apenas um adversário para este. Inverter os dogmas de religiões inimigas, é dar a elas o controle das nossas. Em todo contexto, Lúcifer é aquilo que seu nome significa; ele é a iluminação, o orgulho, muito mais que um adversário. É como Lúcifer que escolhemos chamar essa força superior, pois é o que melhor nos representa. Como qualquer magista negro irá dizer-lhe, um nome é um modelo para si próprio, para o que e quem você é; é um complexo de coisas reduzido a uma palavra.
Filosoficamente, o luciferianismo é muito parecido com o satanismo tradicional da "Order of Nine Angels". A excelência não é algo pronto, é algo que se constrói, e é para onde se voltam os ideais luciferianistas. Um luciferianista acredita em Lúcifer, e se identifica com ele. Um luciferianista está sempre pronto a mudar de direção, para coisas maiores e melhores, para saber mais, para se tornar melhor. Força é a maior dos objetivos, o resto vem com ela.
O Luciferianismo procura o engrandecimento, para uma evolução pessoal. Luciferianismo é na prática, o que o satanismo é para muitos na teoria. A maior chave do Luciferianismo é simplesmente proporcionar a melhor maneira para conseguir sua própria evolução.

O Luciferianismo não é nem satanismo ateísta, nem satanismo cristão. A filosofia luciferianista gira em torno de orgulho e conhecimento. Um luciferianista sabe reconhecer os limites, e ocupa sua vida tentando quebrá-los. Não importa como as pessoas criticam o luciferianismo…é impossível entendê-lo até não viver essa experiência. Luciferianismo é uma distinção do Satanismo, uma inovação e não uma condenação. O luciferianista é um tipo de satanista, aquele que focaliza o crescimento e o orgulho, menos que a oposição. Satanismo é uma religião, Luciferianismo é uma religião, embora muitos satanistas não se considerem como religiosos. Estes são os que se denominam satanistas apenas porque " é legal", ou porque assusta as pessoas. O satanismo desta maneira não é nada mais do que uma versão camuflada do Humanismo. Há uma diferença entre o Humanismo e o Luciferianismo. Humanismo olha o homem como a medida de todas as coisas; Luciferianismo coloca o potencial como a medida de todas as coisas. Pseudo-satanistas vivem apenas o dia, o aqui e agora; Luciferianistas e Satanistas Tradicionais consideram essa atitude como anti-evolucionária e anti-defensiva. Como alguém pode evoluir se o futuro não está em sua mente? Evolução é uma meta, e para isso, devemos viver pensando em todos os momentos.
Luciferianismo é um tipo de espiritualidade. Uma crença em uma existência maior. Nós não nos escondemos atrás de um símbolo, mas vivemos o significado deste. Luciferianismo é um nível superior do entendimento, e um nível superior de nós mesmos.
Autor: Desconheço

As denominações Luciferianas
Escrito por Lilith Ashtart
© Copyright 2001
Revisado em 2004

Sendo o Luciferianismo uma religião profundamente subjetiva, construída baseada nas experiências de cada um, e sendo ela mesma o fruto de diversas influências, é comum aqueles que compartilham os princípios Luciferianos incorporar a eles outras culturas, podendo estas tanto ser pagãs ou não.
Isso refletiria em uma infinidade de denominações se o aspecto utilizado para designá-las fosse as egrégoras e filosofias incorporadas por cada um. Por este motivo o aspecto utilizado para classificar o Luciferianismo é o modo como o praticante aceita a existência de Lúcifer. Existem duas designações que embora sejam contrárias no referente a este aspecto, compartilham das mesmas bases comuns ao Luciferianismo.
Eu adoto os termos Deísta e Agnóstico para designa-las do que os termos Tradicional e Moderno, comumente utilizados no satanismo. Esta escolha não implica apenas na intenção de uma diferenciação para ambas filosofias, mas principalmente pelo sentido de cada um deles. Os primeiros trazem em seu significado diretamente a idéia utilizada para distinguir uma denominação da outra, o que não acontece com os segundos.
Além disso o termo tradicional e moderno nos leva a pensar de maneira errônea a respeito da filosofia, se fosse aplicada a esta. O Luciferianismo é ao mesmo tempo uma religião tradicional e moderna: tradicional por ser construída em cima de filosofias passadas de geração a geração durante séculos, e moderna por estar sempre em construção, não sendo algo pronto e imutável.

O Luciferianismo Deísta
Os Luciferianos Deístas são aqueles que acreditam em Lúcifer como um Ser, geralmente este identificado como sendo o próprio Cosmos, ou seja, um Ser que está em tudo e que sendo pleno, de nada necessita.
É o "Deus dos inumeráveis números, que cria os próprios membros, que são os deuses". A busca predominante do Luciferianismo está no progresso do espírito humano, sendo que na denominação Deísta o final desta jornada resultará no alcance da unidade indivisível de homem e Deus, condição anterior e eterna. A filosofia de Plotino pode ser bem colocada aqui, já que segundo ela o mundo emana de um deus primal (Lúcifer), através de graus e a Ele se eleva e retorna.
Ao contrário do que se poderia pensar, então, não há um culto a Lúcifer como a maioria das religiões cultua seus respectivos deuses. Lúcifer não é apenas aceito como um deus acima dos homens, e por isso inalcançável a estes, mas como um deus do qual carregamos a essência dentro de nós. Lúcifer antes de tudo é cultuado no próprio adorador, pois ele acredita que sendo uma emanação de Lúcifer, se torna UM com Ele.
Os rituais são de grande importância para os deístas. É através deles que o praticante experimenta de forma mais profunda este contato entre ele e o divino, vislumbrando o que ele mesmo um dia será através de suas buscas.

O Luciferianismo Agnóstico
Para os Luciferianos agnósticos, Lúcifer é aceito como um arquétipo. Não há uma crença em um deus primal, sendo o homem visto como seu único deus, seu próprio princípio e fim. Esta visão Luciferiana é claramente influenciada pelo Satanismo Moderno iniciado por Anton LaVey, com a publicação da Bíblia Satânica. É uma procura pelo verdadeiro "self" sem se utilizar a idéia de alguma divindade por detrás dele, contendo aspectos extremamente humanistas. A procura pela sabedoria neste caso também é com o intuito de se tornar um deus no sentido de se tornar algo além do comum, seu próprio Senhor através do conhecimento de si mesmo. A idéia de continuação de uma vida após a morte não se encontra em uma suposta outra dimensão, e sim na imortalidade de suas obras.
Não havendo a crença em algo além do aqui e agora, os rituais realizados pelos agnósticos tendem a se concentrar apenas no princípio do poder da mente para mudar fatos de acordo com sua vontade. Os próprios rituais são colocados em segundo plano por serem utilizados apenas para este propósito, em situações especiais que poderiam requerê-los.
No Luciferianismo, Lúcifer jamais é interpretado como sendo a personificação absoluta do mal. A aceitação de tal visão cairia necessariamente na aceitação e validação do dogma cristão com suas alegorias sobre a existência de um salvador externo ao próprio indivíduo, tão contrária da posição Luciferiana sobre o assunto.
Tanto para os Agnósticos como para os Deístas, ele sempre é visto como Aquele que possui em si todos os opostos, ambos se encontrando em equilíbrio. O que são os opostos senão complementos de si mesmos? Por que repudiar um e adorar a outro?
Talvez os opostos mais polêmicos sejam o bem e o mal, devido à grande ênfase dada a estas forças por vários sistemas religiosos. O dualismo é a maior prova da ignorância dos sistemas monoteístas, onde há conflito entre a Luz e as Trevas, entre a carne e o espírito, onde o triunfo do deus do Bem só ocorrerá após a eliminação do mal. Esqueçamos o conflito entre estas duas forças, tão amplamente pregado por diversas filosofias. Pensemos ao invés deste conflito em uma harmonia, que traga o equilíbrio … estas forças existem e podem exercer influência sobre nós apenas até serem confrontadas e conseguirmos transcendê-las. O bem e o mal são dois aspectos de um só ato; estão presentes dentro de cada um de nós e em toda a natureza. As polaridades antes de se chocar, se atraem, acabando por se completar e levar ao equilíbrio, e é aí que está sua importância. O homem não pode evoluir praticando apenas o bem, assim como praticando apenas o mal. Isto porque o bem e o mal são relativos, conceitos que mudam no tempo, em diferentes ocasiões e até mesmo de filosofia para filosofia. Só conseguiremos reconhecê-los ao vivenciá-los. Nunca devemos nos esquecer que todos somos seres únicos nesta esfera causal, assim como nas próximas até atingirmos a esfera do equilíbrio e plenitude, e por isso possuímos experiências, pensamentos, percepções e concepções únicas também. Afinal "todo homem e toda mulher é uma estrela", e todas as estrelas juntas formam apenas um ser maior, o Cosmos, ou o próprio princípio criativo.
O Luciferianismo não é uma religião fácil de ser vivida, ao contrário do que muitos julgam. Esta é uma grande ilusão de quem se arrisca a opinar sem ao menos tentar vivenciá-lo, já que o primeiro passo é romper com as idéias e regras impostas durante séculos a nós. É preciso além de muita determinação e força para se livrar destas amarras, se autoconhecer e ter coragem de tornar-se seu próprio Deus. Não é uma religião para os covardes que se escondem atrás de uma mentira, preferindo sufocar seus ideais e até mesmo sua realização neste plano para obter a "segurança" de uma falsa promessa.
Realmente é assustador assumir a responsabilidade da construção de sua própria vida, saber que somos os únicos responsáveis por nossos erros e acertos, por nossa tristeza ou felicidade, por nossa liberdade ou escravidão. Talvez seja este o motivo que leva muitos a nos temerem e muitos a nos respeitarem: o ser humano se acostumou de tal modo a viver na escuridão, que quando presencia uma luz ou a teme ou a admira ao longe, sendo poucos os que se arriscam a serem iluminados por ela.
O Luciferianismo é em geral transmitido oralmente e na maioria das vezes praticado solitariamente. Poucos são os Luciferianos que o praticam em grupo, devido ao subjetivismo inerente a esta filosofia. Apesar de os princípios serem comuns a todos, o Luciferianismo só adquire realmente valor quando o praticante deposita nele as verdades que pôde contemplar dentro de si, sendo primordial descartar qualquer ponto que seja discordante com elas. Não é uma religião que se preocupa em ser aceita pela maioria; ao contrário, prefere se ocultar desta para que não ocorra nenhuma distorção de sua essência. Damos mais valor a um pequeno grupo de praticantes do que um grande número de "seguidores". Em nossa crença não há lugar para seguidores, e sim para mestres, já que o único mestre de cada um é si mesmo.
Baseando-se neste pensamento é que toda ordem Luciferiana se propõe apenas a mostrar ao iniciado o início do caminho… conhecê-lo realmente e percorrê-lo, vai depender unicamente da determinação de quem é corajoso o suficiente para conhecer a si mesmo, e tornar-se o seu próprio Deus.
As Influências Luciferianas
Escrito por Lilith Ashtart
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“Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a Lua toda Brilha, porque alta vive”.
Ricardo Reis ( Fernando Pessoa )

Manifestações da essência Luciferiana podem ser encontradas facilmente na maioria das antigas culturas pagãs, sob diversas formas e nomes. O Luciferianismo praticado hoje é justamente a síntese destas antigas visões combinadas com algumas influências atuais, além das próprias experiências de cada um. Como o Luciferianismo é uma ramificação do Satanismo, parte das influências tratada aqui é comum a ambos, sendo ele mesmo uma delas. É justamente sobre estas supostas origens e influências que trataremos neste subtítulo. Para não se tornar repetitivo, porém, citaremos de modo sucinto o que foi retirado de cada filosofia, sendo que estas já se encontram aprofundadas na seção "Uma visão geral sobre Lúcifer".
Muitos acreditam que o Luciferianismo teve sua origem com os cultos de adoração às serpentes ou dragões (lembrando que a representação antiga dos dragões é de uma serpente). As serpentes sempre foram associadas com a sabedoria e a vida eterna. Segundo Blavatsky, em seu livro "Doutrina Secreta" houve uma época em que as tradições do Dragão e do Sol eram universais; os templos sagrados dedicados a estes cobriam as quatro partes do mundo. Podemos citar a Babilônia, o Egito, a Pérsia, na América os Incas, entre outros povos, que possuíam em sua cultura estes ritos. Realmente a sabedoria é a procura pela qual o Luciferianista dedica sua vida, já que sabe que a partir dela todas as demais coisas podem ser alcançadas. É uma procura tão antiga quanto o homem, assim como a idéia de que através dela podemos alcançar a divindade e sermos eternos. Até mesmo na mitologia judaico-cristã encontramos a serpente como aquela que permite o homem ser deus, através do conhecimento do bem e do mal: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" [Gênesis 3:5]. Independente da visão cristã sobre este versículo, aí se encontra claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que nos permite nos tornarmos deuses.
No Antigo Egito encontramos a adoração ao deus Seth, o arquétipo da consciência de si isolada. É exatamente esta consciência de nós mesmos que nos permite alcançar a nossa verdadeira Vontade, nos permite sermos nós mesmos, nos tornando Deuses por nossas próprias ações e por nosso próprio direito, já que todos somos deuses potenciais. Por este motivo o Luciferianismo trabalha com o arquétipo “sombra” de cada indivíduo, entendo-se por sombra “o eu que ele reprime”, que é um lado poderoso e potencialmente ameaçador. Dos obstáculos para a manifestação desse nosso lado inconsciente e reprimido, talvez os maiores sejam o medo e o costume. Porém, é justamente este o ponto que divide os homens entre criadores e criaturas: enquanto os primeiros desenvolvem seu mundo por si mesmos, os outros preferem conservar a “mentalidade de escravo”, e desta maneira acabam por se tornar alienados e escravos de uma sociedade que impõe suas regras desde que nascemos. Crescemos sendo ensinados a agir segundo o padrão vigente, a entender o mundo como ele é para aceitá-lo, ao invés de sermos ensinados a pensar por nós mesmos sobre tudo que está ao nosso redor, a nos valorizar e transcender nossas forças para assim modelar o mundo conforme nossas aspirações. Algumas religiões tiveram este papel social de pacificar e distrair os oprimidos de sua realidade, perpetuando o conformismo. Por isso toda religião que não valorize e treine o indivíduo a conhecer a si mesmo, é um tipo de morte: ela acaba nos distanciando de nossa própria natureza, da vida e da verdade. Assim, ao invés de vivermos plenamente, acabamos por viver apenas para atender as expectativas externas, esperando a recompensa em um mundo sobrenatural.
Shaitan, outro nome associado a Seth, também pode ser encontrado no Yezidismo, uma religião centralizada no culto do anjo Malak Taus (Shaitan). Do Yezidismo foi retirada a idéia de que somos possuidores de forças duais dentro de nós, e também de que a queda é necessária para que haja a restauração. Ou seja, valorizamos a tentativa, arriscamos a experimentar tudo por nós mesmos, ao invés de contentar-se com o que os outros nos dizem. Sendo única a percepção que cada um possui, como se basear na experiência alheia para presumir a sua? Não nos importa errar: esta “queda” apenas nos auxiliará caso aconteça, nos mostrando nossos limites para podermos então transcendê-los, e o porque de nosso erro, nos acrescentando conhecimento e fazendo-nos retornar ainda mais fortes. Os Yezidi foram tratados de forma abrangente no capítulo “Uma visão geral sobre Lúcifer”. Recomendo para maiores detalhes que esta seja consultada.
Em 1223 E.V surgem boatos por toda Europa a respeito de um suposto grupo que dedicava seus ritos mais secretos a Lúcifer, e por isso, foi denominado os Luciferianos. Na realidade este grupo nada mais era do que um povo que se recusava a pagar tributos para os arcebispos de Bremen, e que por isso foram entregues como “adoradores do demônio” por Konrad von Marburg ao Papa Gregório IX, para poder justificar sua futura aniquilação. Muito era dito a respeito desta seita, como o que está citado no livro European Witchcraft:
“… blasfemam contra o Senhor do Céu, e em suas loucuras dizem que o Senhor fez mal em castigar Lúcifer no abismo… Estas… pessoas acreditam em Lúcifer e clamam que ele… irá no final retornar para a glória quando o Senhor diminuir seu poder. Através dele e com ele eles esperam alcançar a eterna felicidade.”
Esta “seita” acreditaria que Lúcifer seria o verdadeiro criador do mundo e o Cosmos; e que foi injustiçado e preso no abismo por um deus vingativo e injusto, seu inimigo. Lúcifer porém, estaria destinado a vencê-lo. Embora esta estória criada na Idade Média não fosse real, os Luciferianos atuais a utilizam como uma metáfora para as filosofias de morte (sendo representadas por Deus) e a sabedoria do homem (Lúcifer), estando as primeiras fadadas a cair quando a segunda ressurgir com toda sua força. Os Luciferianos foram extintos no final do século XIII através de torturas e assassinatos praticados em nome do cristianismo.
Das influências atuais, com certeza a mais marcante é a de Aleister Crowley. A figura polêmica de Eduard Alexander Crowley não influenciou apenas o ocultismo, mas sim o mundo e as gerações posteriores a ele. Nascido em Leamington, Inglaterra, na data de 12 de outubro de 1875, Aleister Crowley é um dos maiores nomes do ocultismo. Entre muitas experiências de sua vida mági"k"ca, uma em especial marcou a Vida deste inglês. Em 1904, numa viagem ao Cairo (Egito) Crowley recebe uma inesperada mensagem através de sua esposa Rose Kelly, de uma entidade chamada AIWAZZ. Crowley passou os dias 8,9,10 de Abril recebendo o Livro que viria o influenciar para o resto da vida, o Livro da Lei ( Liber Al Vel Legis). Este livro trazia ensinamentos mágicos importantíssimos, além da Lei do Novo Aeon: "Faz o que tu queres há de ser o todo da Lei".
Crowley funda em 1907 a ordem Astrum Argentum (Estrela de Prata), ou A\A\, nome que obviamente nos remete à Lúcifer. Esta Ordem tem por objetivo o auto-conhecimento e o estudo da Lei de Thelema ( palavra que em grego significa Vontade) . A filosofia de Crowley é relacionada com a idéia da liberdade implicando um grande conhecimento: "O tolo bebe, e se embebeda: o covarde não bebe. O homem sábio, bravo e livre, bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus". Podemos observar isso na própria palavra Thelema, que apesar de aparentemente ter haver apenas com a liberdade, outros postulados como "Todo homem e toda Mulher é uma estrela" nos remete a acreditar que, tendo cada homem e cada mulher uma órbita própria, estas não se esbarram. Então "Faz o que tu queres " não é "Faz o que tu gostas" mas sim "Faça sua verdadeira vontade". Descubra-a e realize-a.
Em 1912 Crowley é iniciado por Theodor Reuss na Ordo Templi Orientis (O.T.O). Em 1925 Aleister Crowley chega ao posto de O.H.O ( Outer Head of the Order ) o posto mais alto da Ordem, ele então "thelemiza" a Ordem, tornando-a divulgadora do Livro da Lei para o mundo e portentora do segredo da Gnose.
No dia 1 de dezembro de 1947 morre Aleister Crowley aos 72 anos de idade, deixando para o mundo uma série de documentos e influências mágic"k"as, as quais são seguidas até os dias de hoje em todas as partes do mundo.

N.A: Agradeço a Frater Martius pela elaboração da influência de Aleister Crowley no Luciferianismo.
Magia(k) Luciferiana
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“Deixa que eu, junto a Ti sob a Árvore da Ciência, Repouse, na hora em que, sobre a fronde, hás de ver seus ramos como um Templo novo se estender!”.
Charles Boundelaire


(No tópico do RV tem mais)

Offline Luis Dantas

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Re: Satanismo
« Resposta #3 Online: 12 de Março de 2007, 17:26:19 »
No duro, não vejo muita diferença.
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The stanza uttered by a teacher is reborn in the scholar who repeats the word

Em 18 de janeiro de 2010, ainda não vejo motivo para postar aqui. Estou nos fóruns Ateus do Brasil, Realidade, RV.  Se a Moderação reconquistar meu respeito, eu volto.  Questão de coerência.

Luz

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Re: Satanismo
« Resposta #4 Online: 12 de Março de 2007, 18:12:24 »

As coisas que os homens inventam são como os homens - é tudo a mesma coisa, só muda de endereço!   ::)

Offline Eduardo Vanderlei

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Re: Satanismo
« Resposta #5 Online: 12 de Março de 2007, 18:16:28 »

As coisas que os homens inventam são como os homens - é tudo a mesma coisa, só muda de endereço!   ::)

E o nome!  :D
 :ok:
“Somente o tolo diz ao seu coração: 'Deus não existe'. O sábio o diz ao mundo.”
Autor Desconhecido

Luz

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Re: Satanismo
« Resposta #6 Online: 12 de Março de 2007, 18:29:29 »

As coisas que os homens inventam são como os homens - é tudo a mesma coisa, só muda de endereço!   ::)

E o nome!  :D
 :ok:

É! E o nome...  :lol:

DIG

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Re: Satanismo
« Resposta #7 Online: 12 de Março de 2007, 20:14:17 »
Citar
Mesmo no Cristianismo, Lúcifer e Satan são entidades diferentes, sendo Lúcifer o " Diabo" mais poderoso, e Satan sendo o segundo no comando infernal.


Interessante.Tem fonte disso?

Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #8 Online: 13 de Março de 2007, 05:04:02 »
Satanismo é uma invenção do LaVey para se divertir e ganhar dinheiro e prestígio a partir das inseguranças dos que se sentem excluídos pelo Cristianismo.

A base dessa coisa é a ênfase em lembrar que "o ser humano (também) é um animal".  Supostamente a idéia seria não ir contra os próprios desejos, promovendo auto-aceitação e combatendo a hipocrisia.

Isso até pode ser mesmo o rumo a tomar em situações mais extremas.  Mas tomada por si, a doutrina satanista não passa de uma piada de gosto duvidoso levada além do ponto.

O ser humano é um animal, sim.  Mas também é dotado de linguagem, capacidade de abstração, cultura e tem a oportunidade talvez única de fazer planos de longo prazo, expressar sentimentos sofisticados, formar laços afetivos.

Negar essas possibilidades é, no mínimo, um desperdício lamentável.

Olá Luiz.

Eu compartilho da mesma idéia que a grande maioria aqui possui.

Andei a ler isso - http://pt.wikipedia.org/wiki/Satanismo

E encontrei isso - http://pt.wikipedia.org/wiki/Nove_pecados_sat%C3%A2nicos

Citar
Os nove pecados satânicos, definidos por LaVey em 1987 são:

Estupidez
Pretensão
Solipsismo
Auto-engano / auto-ilusão
Conformismo de massa
Falta de perspectiva
Negligência (ou esquecimento) dos ortodoxos passados
Orgulho contraprodutivo
Falta de estética

Alguém merece?, realmente isso dispensa comentários.

Abraços.

Offline Jeanioz

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Re: Satanismo
« Resposta #9 Online: 13 de Março de 2007, 08:16:40 »
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Os nove pecados satânicos, definidos por LaVey em 1987 são:

Estupidez
Pretensão
Solipsismo
Auto-engano / auto-ilusão
Conformismo de massa
Falta de perspectiva
Negligência (ou esquecimento) dos ortodoxos passados
Orgulho contraprodutivo
Falta de estética

Até ser feio é pecado??? :susto:

Isso é sacanagem com MUITA gente... :histeria:

Offline Luis Dantas

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Re: Satanismo
« Resposta #10 Online: 13 de Março de 2007, 09:14:53 »
Pelo que entendo o que eles consideram pecado é ter mau gosto, não ser feito propriamente.

Mais uma religião autocontraditória...
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Em 18 de janeiro de 2010, ainda não vejo motivo para postar aqui. Estou nos fóruns Ateus do Brasil, Realidade, RV.  Se a Moderação reconquistar meu respeito, eu volto.  Questão de coerência.

Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #11 Online: 14 de Março de 2007, 03:40:55 »
Pelo que entendo o que eles consideram pecado é ter mau gosto, não ser feito propriamente.

Mais uma religião autocontraditória…

E quem definiria isso, ter mau gosto?

Eles realmente não são coerentes naquilo que dizem. Parecem ser preconceituosos, você não acha?

Offline FxF

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Re: Satanismo
« Resposta #12 Online: 14 de Março de 2007, 04:42:22 »
Na verdade, acho que "Falta de estética" seria uma sátira a como se vestem os religiosos conservadores... algo assim.

Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #13 Online: 14 de Março de 2007, 04:45:45 »
Na verdade, acho que "Falta de estética" seria uma sátira a como se vestem os religiosos conservadores… algo assim.

Como se alguns satanistas não se vestissem mal né?. Eles são todos esteriotipados por pintarem a cara e cultuarem crânios, não?

Offline Luis Dantas

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Re: Satanismo
« Resposta #14 Online: 14 de Março de 2007, 05:20:43 »
Pelo que entendo o que eles consideram pecado é ter mau gosto, não ser feito propriamente.

Mais uma religião autocontraditória…

E quem definiria isso, ter mau gosto?

Eles realmente não são coerentes naquilo que dizem. Parecem ser preconceituosos, você não acha?

Preconceituoso todo mundo é em algum grau.  Mas realmente o Satanismo é um tanto condenado pela própria proposta.
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Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #15 Online: 14 de Março de 2007, 05:24:28 »
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Preconceituoso todo mundo é em algum grau.  Mas realmente o Satanismo é um tanto condenado pela própria proposta.

Eu não sou preconceituoso não, não que eu saiba. Acho que preconceito não é um sentimento, mas sim burrice, apesar de ser burro, não sou preconceituoso. :D

Offline FxF

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Re: Satanismo
« Resposta #16 Online: 15 de Março de 2007, 04:03:50 »
Na verdade, acho que "Falta de estética" seria uma sátira a como se vestem os religiosos conservadores… algo assim.

Como se alguns satanistas não se vestissem mal né?. Eles são todos esteriotipados por pintarem a cara e cultuarem crânios, não?
Bom, a moda agora é essa (como nos EMOs por exemplo)... então teoricamente é o "bom gosto" da sociedade.

Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #17 Online: 15 de Março de 2007, 04:29:44 »
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Bom, a moda agora é essa (como nos EMOs por exemplo)… então teoricamente é o "bom gosto" da sociedade.

Porque todo mundo critica Emos?, eu não sei o que as pessoas enxergam de errado neles. Existem a 10 anos e só agora começam a falar sobre os caras, será que é porque eles começaram a fazer sucesso?

Acho uma hipocrisia isso. Bem, fazer o que?

Abraços.

Offline FxF

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Re: Satanismo
« Resposta #18 Online: 15 de Março de 2007, 06:20:51 »
E onde eu critiquei EMOs na mensagem?
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Eles são todos esteriotipados por pintarem a cara e cultuarem crânios
"a moda agora é essa (como nos EMOs por exemplo)" era referente que eles adoram essas mesmas coisas citadas.

Offline Luis Dantas

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Re: Satanismo
« Resposta #19 Online: 15 de Março de 2007, 07:05:53 »
Como é mesmo isso de Emo?  Por que eles só existem há 10 anos?
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Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #20 Online: 15 de Março de 2007, 09:51:24 »
E onde eu critiquei EMOs na mensagem?
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Eles são todos esteriotipados por pintarem a cara e cultuarem crânios
"a moda agora é essa (como nos EMOs por exemplo)" era referente que eles adoram essas mesmas coisas citadas.

Foxes, ao que eu saiba, emos não pintam a cara nem adoram crânios, ou estou errado?

Raphael

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Re: Satanismo
« Resposta #21 Online: 15 de Março de 2007, 09:52:39 »
Como é mesmo isso de Emo?  Por que eles só existem há 10 anos?

Luiz, perdão. 20 anos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Emo

Eu acho até engraçado, mas não gosto do jeito que eles criticam os meninos.

http://desciclo.pedia.ws/wiki/Emo

Abraços.

Offline Fenrir

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Re:Satanismo
« Resposta #22 Online: 17 de Março de 2018, 10:53:06 »
Eu já flertei com o satanismo, por me simpatizar com algumas coisas do tipo aversão ao conformismo das massas.

Gosto desta citação de Erik Naggum, um programador de Lisp (que não era satanista, que eu saiba)
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Some people are little more than herd animals, flocking together whenever the world becomes uncomfortable for any reason, seeking the comfort of those who agree with them, do not contradict them, and take care of their emotions. I am not one of those people. If I had a motto, it would probably be Herd thither, me hither.

Mas como no caso de outros cultos e religiões que tive contato me desanimei com o besteirol que encontrei por lá.
Apesar disso, ainda pretendo ler alguma coisa séria sobre o assunto:
The Invention of Satanism - Asbjorn Dyrendal, James R. Lewis, and Jesper Aa. Petersen
Dyrendal e os demais estudam sociologia e história das religiões
« Última modificação: 17 de Março de 2018, 10:59:47 por Fenrir »
"Heaven and Earth are not benevolent;
They treat the myriad of creatures as straw dogs"
― Laozi

"No testimony is sufficient to establish a miracle, unless the testimony be of such a kind, that its falsehood would be more miraculous, than the fact, which it endeavors to establish"
― David Hume

“Never argue with an idiot. They will drag you down to their level and beat you with experience.”
― Mark Twain

 

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