Autor Tópico: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec  (Lida 59729 vezes)

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #50 Online: 11 de Fevereiro de 2008, 21:54:32 »
Os espíritas têm uma necessidade permanente em blindar Kardec em relação a inconsistências doutrinárias. O motivo é aquela famosa frase de Kardec: "melhor rejeitar 99 verdades a aceitar uma mentira". Eu, que já encontrei 99 mentiras no espiritismo, prefiro rejeitar qualquer outra verdade...
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #51 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:09:07 »
Falou e disse, Fernando. Esse é um tópico que causa grandes constrangimentos entre os próprios espíritas. Por essa e outras coisas similares os espíritas fingem ignorar o livro "Obras Póstumas" como uma obra menor e esquecível. É como batom na cueca, impossível explicar.

Quanto a constrangimento, eu sempre cito a Mozart em Júpiter num texto da Revista Espírita , da época da criação do espiritismo. Como espíritas não lêem com espírito crítico, e geralmente não conhecem essa fonte Inclusive cruzei no Orkut com 'evangelizadores' que não conheciam essa fonte, já citei para eles o texto da revista Espírita de maio-1958:

Citar
O interlocutor não é o mesmo. Julga-se, pela natureza da conversação, tratar-se de um artista músico, feliz por conversar com um mestre. Após diversas questões que cremos inútil relatar, Mozart diz:

1. Acabemos com as perguntas de G...: falarei contigo; dir-te-ei o que entendemos por melodia em nosso mundo. Por que não me evocaste mais cedo? Eu teria respondido.

2. O que é a melodia? - R. Freqüentemente, é para ti uma lembrança da vida passada; teu Espírito se lembra do que entreviu num mundo melhor. No planeta onde estou, Júpiter, a melodia está por toda parte, no murmúrio da água, o ruído das folhas, o canto do vento; as flores murmuram e cantam; tudo emite sons melodiosos. Sé bom; ganha esse planeta pelas tuas virtudes; escolheste bem cantando Deus: a música religiosa ajuda a elevação da alma. Quanto gostaria poder vos inspirar o desejo de ver esse mundo onde se é tão feliz! está pleno de caridade; tudo ali é belo! A Natureza tão admirável! Tudo vos inspira o desejo de estar com Deus. Coragem! Coragem! Crede bem em minha comunicação espírita: sou bem eu que lá estou; alegro-me em poder dizer-vos o que experimentamos; que eu possa vos inspirar bastante o amor ao bem para vos tornar dignos dessa recompensa, que nada são perto das outras às quais aspiro!

3. Nossa música é a mesma nos outros planetas? - R. Não; nenhuma música pode vos dar a idéia da música que temos ali; é divina! Ó felicidade! merece gozar de semelhantes harmonias: luta; coragem! Não temos instrumentos; são as plantas, os pássaros que são os coristas; o pensamento compõe e os ouvintes desfrutam sem audição material, sem o recurso da palavra, e isso a uma distância incomensurável. Nos mundos superiores isso é ainda mais sublime.

4. Qual é a duração da vida de um Espírito encarnado em outro planeta, que não seja o nosso? - R. Curta nos planetas inferiores; mais longa nos mundos como aquele onde tenho a felicidade de estar; em média, em Júpiter, ela é de trezentos a quinhentos anos.

5. Há uma grande vantagem em voltar a habitar na Terra? - R. Não, a menos que seja em missão; então, se avança.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #52 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:19:56 »
Sobre os textos "racistas" de Kardec, talvez lhes faltem um olhar um pouco mais apurado. O que é imoral não é enxergar fortes e fracos, inteligentes e estúpidos, bonitos e feios, bons e maus; mas aproveitar-se desses atributos para explorar o ser humano (o mais fraco) em causa própria. O europeu antigo não errou por se considerar superior em inteligência, pois se reconhece a árvore pelos frutos e os frutos apontavam para essa conclusão, mas porque utilizou-se dessa justificativa para tratar o negro como um animal.

Kardec e os espíritos não eram hipócritas a ponto de dizerem ver cor de rosa o que era marrom escuro. Primeiro porque as diferenças na Terra são observáveis a olho nú, e negá-las é dar provas de absoluta cegueira voluntária ou ignorância. O bonito é bonito e o feio é feio. Pode-se até reconhecer que a beleza é relativa em certos casos, mas em muitos outros não. Para os espíritos, o que melhor realçava a beleza absoluta eram caracteres que mostravam inteligência e moralidade, o que não significa que aquele que tem uma aparência desse tipo tenha ambos ou vice-versa, porque o corpo é apenas um véu que oculta a beleza da alma.

Para quem lê as obras de Kardec, perceberá que quando ele se referia aos negros, nunca foi à cor que ele se referia, mas aos traços selvagens. Ele associou a cor porque não conhecia negros que não tivessem traços selvagens, à sua época. Esses traços selvagens não nos mostram o intelectual, mas o caçador, o guerreiro, o atleta... Como esses traços nos aproximam da animalidade, da materialidade, eles foram considerados absolutamente mais feios dos que os que não os possuíam.

Isso tudo são sinais que, como já disse, são exteriores. Não é possível dizer que não se enxerga. Pode-se dissimular, como fazemos, por educação, em não ficar apontando os defeitos de outrem.

Como houve no início do tópico uma coletânea de textos "racistas" de Kardec, vou colocar aqui também uma coletânea de textos de O Livro dos Espíritos que espero considerem igualmente racistas. Poderão reparar que as mesmas diferenças não deixam de ser observadas, mas observem qual é a postura que a doutrina espírita nos sugere que tenhamos para com elas:

Citar
52. De onde vêm as diferenças físicas e morais que distinguem as variedades de raças humanas na Terra?
“Do clima, da vida e dos costumes. Dá-se o mesmo com dois filhos de uma mesma mãe que, educados longe um do outro e de modos diferentes, em nada se assemelharão, quanto ao moral.”

53. O homem surgiu em vários pontos do globo?
“Sim, e em diversas épocas, e essa é também uma das causas da diversidade das raças. Mais tarde os homens, dispersando-se nos diferentes climas e aliando-se a outras raças, formaram novos tipos.”

53-a. Essas diferenças constituem espécies distintas?
“Certamente que não; todos são da mesma família. Porventura as múltiplas variedades de um mesmo fruto o impedem de pertencer à mesma espécie?”

54. Se, pois, a espécie humana não procede de um só indivíduo, os homens devem deixar, por isso, de se considerarem irmãos?
“Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo fim. Quereis sempre tomar as palavras ao pé da letra.”

96. Os Espíritos são iguais ou existe entre eles uma hierarquia qualquer?
“São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que chegaram”.

97. Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os Espíritos?
“Seu número é ilimitado, porque não há entre essas ordens uma linha de demarcação traçada como uma barreira, de modo que se podem multiplicar ou restringir as divisões à vontade. No entanto, considerando-se as características gerais dos Espíritos, pode-se reduzi-las a três ordens principais.

“Na primeira ordem colocar-se-ão os que atingiram a perfeição: os Espíritos puros. Na segunda ordem encontram-se os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, pelo desejo do mal e por todas as paixões más que retardam o seu progresso.”

116. Há espíritos que permanecerão para sempre nas ordens inferiores?
“Não; todos se tornarão perfeitos. Eles mudam de ordem, mais isso demora, porque, como já dissemos de outra vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente seus filhos. Pretenderíeis que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?”

127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?
“São criados iguais, mas, não sabendo de onde vêm, é preciso que o livre-arbítrio siga seu curso. Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência como em moralidade”.

191. As almas dos nossos selvagens são almas no estado de infância?
“Infância relativa, mas já são almas desenvolvidas, pois nutrem paixões”.

196-a. É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou é o Espírito que influi sobre o corpo?
“Teu Espírito é tudo; teu corpo é uma veste que apodrece: eis tudo”.

205. A algumas pessoas a doutrina da reencarnação se afigura destruidora dos laços de família, como fazê-los anteriores à existência atual.
“Ela os distende; não os destrói. Fundando-se o parentesco em afeições anteriores, menos precários são os laços existentes entre os membros de uma mesma família. Essa doutrina amplia os deveres da fraternidade, porquanto, no vosso vizinho, ou no vosso servo, pode achar-se um Espírito a quem tenhais estado presos pelos laços da consangüinidade.”

a) - Ela, no entanto, diminui a importância que alguns dão à genealogia, visto que qualquer pessoa pode ter tido por pai um Espírito que haja pertencido a outra raça, ou que haja vivido em condição muito diversa.
“É exato; mas essa importância assenta no orgulho. Os títulos, a categoria social, a riqueza, eis o que esses tais veneram nos seus antepassados. Um, que coraria de contar, como ascendente, honrado sapateiro, orgulhar-se-ia de descender de um gentil-homem devasso. Digam, porém, o que disserem, ou façam o que fizerem, não obstarão a que as coisas sejam como são, que não foi consultando-lhes a vaidade que Deus formulou as leis da Natureza.”

272. Espíritos vindos de um mundo inferior à Terra, ou de um povo muito atrasado, como os canibais, poderiam nascer entre nossos povos civilizados?
“Sim, há os que extraviam, por quererem subir muito alto; mas, nesse caso, ficam deslocados entre vós, porque têm costumes e instintos que não condizem com os vossos”.

273. Um homem que pertence a uma raça civilizada poderia, por expiação, reencarnar numa raça selvagem?
“Sim, mas depende do gênero da expiação. Um senhor que tenha sido cruel com seus escravos poderá, por sua vez, tornar-se escravo e sofrer os maus-tratos que infligiu a outros. Aquele que exerceu o mando em certa época, pode, em nova existência, obedecer aos que se curvavam ante a sua vontade. É uma expiação que Deus lhe impõe, se ele abusou do seu poder. Um bom Espírito também pode querer encarnar no seio daquelas raças, ocupando posição influente, para fazê-las progredir. Trata-se, então, de uma missão”.

688. Há, neste momento, raças humanas que evidentemente diminuem. Chegará o momento em que terão desaparecido da Terra?
“Isto é verdade. É que outras tomaram o seu lugar, assim como outras raças um dia tomarão o lugar da vossa”.

689. Os homens atuais formam uma nova criação ou são descendentes aperfeiçoados dos seres primitivos?
“São os mesmos Espíritos que voltaram, para se aperfeiçoar em novos corpos, mas que ainda estão longe da perfeição. Assim, a atual raça humana que, pelo seu crescimento, tende a invadir toda a Terra e substituir as raças que se extinguem, terá sua fase de decréscimo e de desaparição. Será substituída por outras raças mais aperfeiçoadas, que descenderão da atual, como os homens civilizados de hoje descendem dos seres brutos e selvagens dos tempos primitivos”.

690. Do ponto de vista puramente físico, os corpos da raça atual são de criação especial, ou procedem dos corpos primitivos, por meio da reprodução?
“A origem das raças se perde na noite dos tempos. Mas, como pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco primitivo de cada uma, elas puderam aliar-se entre si e produzir tipos novos”.

691. Qual é, do ponto de vista físico, o caráter distintivo e dominante das raças primitivas?
“Desenvolvimento da força bruta, à custa da força intelectual. Agora, dá-se o contrário: o homem faz mais pela inteligência do que pela força física e, não obstante, faz cem vezes mais, porque soube tirar proveito das forças na Natureza, o que não conseguem os animais”.

787-b. Assim, os homens mais civilizados podem ter sido selvagens e antropófagos?
“Tu mesmo o foste mais de uma vez, antes de seres o que és”.

789. Um dia o progresso reunirá todos os povos da Terra numa só nação?
“Em uma só nação, não; isto é impossível, pois da diversidade dos climas se originam costumes e necessidades diferentes, que constituem as nacionalidades, razão por que sempre será preciso que haja leis apropriadas a esses costumes e necessidades. A caridade, porém, não leva em conta as latitudes, nem distingue os homens pela cor da pele. Quando, por toda a parte, a lei de Deus servir de base à lei humana, os povos, como os indivíduos, praticarão entre si a caridade; então, viverão felizes e em paz, porque ninguém fará mal ao vizinho, nem viverá à sua custa”.

793. Por que sinais se pode reconhecer uma civilização completa?
“Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados, porque fizestes grandes descobertas e invenções maravilhosas; porque vos alojais e vos vestis melhor do que os selvagens. Contudo, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando houverdes banido de vossa sociedade os vícios que a desonram e quando viveres como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que só percorrem a primeira fase da civilização.”

A civilização, como todas as coisas, apresenta gradações. Uma civilização incompleta é um estado transitório, que gera males especiais, desconhecidos do homem no estado primitivo; mas nem por isso deixa de constituir um progresso natural, necessário, que traz consigo o remédio para o mal que causa. À medida que a civilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males que gerou, e esses males desaparecerão com o progresso moral.

De dois povos que tenham chegado ao mais alto grau da escala social, somente pode considerar-se o mais civilizado, na verdadeira acepção do termo, aquele onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho; onde os hábitos sejam mais intelectuais e morais do que materiais; onde a inteligência possa desenvolver-se com maior liberdade; onde os preconceitos de casta e de nascimento sejam menos arraigados, porque tais preconceitos são incompatíveis com o verdadeiro amor do próximo; onde as leis não consagram nenhum privilégio e sejam as mesmas para todos, tanto para o último, como para o primeiro; onde a justiça se exerça com menos parcialidade; onde o fraco encontre sempre amparo contra o forte; onde a vida do homem, suas crenças e opiniões sejam mais bem respeitadas; onde haja menos infelizes; enfim, onde todo homem de boa vontade esteja certo de não lhe faltar o necessário.

803. Todos os homens são iguais perante Deus?
“Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. Frequentemente dizeis; O Sol brilha para todos, e com isso enunciais uma verdade maior e mais geral do que pensais”.

804. Por que Deus não concedeu as mesmas aptidões a todos os homens?
“Deus criou iguais todos os Espíritos. Cada um deles, porém, viveu mais ou menos tempo e, por conseguinte, obteve maior ou menor soma de aquisições. A diferença entre eles está na diversidade da experiência alcançada e da vontade com que procedem, vontade que é o livre-arbítrio. É por isso que uns se aperfeiçoam mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. A variedade de aptidões é necessária, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais: o que um não faz, o outro faz. Assim, cada um tem seu papel útil a desempenhar. Além disso, como todos os mundos são solidários entre si, importa que os habitantes dos mundos superiores, que, na sua maioria, foram criados antes do vosso, venham habitá-lo, para vos dar o exemplo”.

806. A desigualdade das condições sociais é uma lei da Natureza?
“Não; é obra do homem e não de Deus”.

822. Sendo os homens iguais perante a lei de Deus, devem sê-lo igualmente perante as leis humanas?
“O primeiro princípio de justiça é esse: Não façais aos outros o que não gostaríeis que vos fizessem”.

829. Haverá homens que estejam, naturalmente, destinados a ser propriedade de outros homens?
“Toda sujeição absoluta de um homem a outro homem é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso da força e desaparecerá com o progresso, como desaparecerão pouco a pouco todos os abusos”.

830. Quando a escravidão faz parte dos costumes de um povo, os que dela se aproveitam merecem ser condenados, embora apenas se sujeitem a um hábito que lhes parece natural?
“O mal é sempre o mal e nenhum dos vossos sofismas fará que uma má ação se torne boa. Mas a responsabilidade do mal é relativa aos meios de que o homem disponha para compreendê-lo. Aquele que tira proveito da lei da escravidão é sempre culpado de violação da lei da Natureza. Mais aí, como em tudo, a culpabilidade é relativa. Como a escravidão tem feito parte dos costumes de certos povos, foi possível ao homem aproveitar-se dela, ainda que de boa-fé, como de uma coisa que lhe parecia natural. Desde, porém, que sua razão, mais desenvolvida e, sobretudo, esclarecida pelas luzes do Cristianismo, lhe mostrou que o escravo era um seu igual perante Deus, ele não tem mais nenhuma desculpa”.

831. A desigualdade natural das aptidões não coloca certas raças humanas sob a dependência de raças mais inteligentes?
“Sim, para as elevar, e não para embrutecê-las ainda mais pela servidão. Durante muito tempo os homens consideraram certas raças humanas como animais de trabalho, munidos de braços e mãos, e se julgavam no direito de vendê-las como bestas de carga. Acreditavam ter o sangue mais puro. Insensatos! Nada vêem além da matéria! Não é o sangue que deve ser mais ou menos puro, mas o Espírito”.

832. Há homens que tratam seus escravos com humanidade, não lhes deixam faltar coisa alguma e acreditam que a liberdade os exporia a maiores privações. Que dizeis disso?
“Digo que esses compreendem melhor os seus interesses. Eles também dispensam muito cuidado aos seus bois e cavalos, para que obtenham bom preço no mercado. Não são tão culpados como os que maltratam os escravos, mas, nem por isso, deixam de dispor deles como de uma mercadoria, privando-os do direito de serem donos de si mesmos”.

918. Por que sinais se pode reconhecer num homem o progresso real que deve elevar o Espírito na hierarquia espírita?
“O Espírito prova a sua elevação quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando compreende antecipadamente a vida espiritual.”

Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça.

É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças.

Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho.

É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será.

Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados.

Fonte: O Livro dos Espíritos

Um abraço.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #53 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:26:42 »
Falou e disse, Fernando. Esse é um tópico que causa grandes constrangimentos entre os próprios espíritas. Por essa e outras coisas similares os espíritas fingem ignorar o livro "Obras Póstumas" como uma obra menor e esquecível. É como batom na cueca, impossível explicar.
Não é o meu caso, certamente. Eu considero Obras Póstumas um livro excelente, embora muito do que ele contém esteja também na Revista Espírita. E A Teoria da Beleza é um texto interessantíssimo que fala sobre a beleza absoluta e como ela pode ser reconhecida. Quem não tem olhos preconceituosos tira bom proveito de seus ensinamentos.

Um abraço.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #54 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:42:28 »
Podemos colocar esta resposta na classificação de 'respostas completamente nonsense, conteudo é claro porém' ?

Citar
53. O homem surgiu em vários pontos do globo?
“Sim, e em diversas épocas, e essa é também uma das causas da diversidade das raças. Mais tarde os homens, dispersando-se nos diferentes climas e aliando-se a outras raças, formaram novos tipos.”

E esta que entra em contradição com o livro lá da Capella ?

Citar
690. Do ponto de vista puramente físico, os corpos da raça atual são de criação especial, ou procedem dos corpos primitivos, por meio da reprodução?
“A origem das raças se perde na noite dos tempos. Mas, como pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco primitivo de cada uma, elas puderam aliar-se entre si e produzir tipos novos”.

Enfim, se há espíritos, estão tão atordoados quanto o resto, então ficar perguntando é jogar sinuca com ratos, como dizia um amigo meu... (era o conceito dele de 'bagunça', eu achava divertida a cena de tentar encaçapar os micky mouses, hehehe)
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #55 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:44:34 »
Não estamos discutindo a veracidade ou não de tais afirmativas, mas a sua moralidade ou imoralidade.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #56 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 09:47:02 »
Estamos ? Este tópico começou sendo uma coletânea sobre textos (alegadamente) racistas, então era uma coletânea.

Eu estou evidenciando a pouca coesão da DE, só isso.
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Offline Luis Dantas

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #57 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 11:26:22 »
Leafar, vamos supor que há mesmo um ensinamento válido na Teoria da Beleza.  Pode me dizer onde o encontro, ou qual ele é?

O mais próximo que encontrei foi esta página recomendada pela Salgueiro do RV.  Mas não a achei muito inteligível.

http://espirito.org.br/portal/codificacao/op/op-14.html
Wiki experimental | http://luisdantas.zip.net
The stanza uttered by a teacher is reborn in the scholar who repeats the word

Em 18 de janeiro de 2010, ainda não vejo motivo para postar aqui. Estou nos fóruns Ateus do Brasil, Realidade, RV.  Se a Moderação reconquistar meu respeito, eu volto.  Questão de coerência.

Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #58 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 15:23:33 »
Veja, Luís, ele começa com uma pergunta:

A beleza é uma coisa de convenção, e relativa a cada tipo? O que constitui a beleza para certos povos não é para outros uma horrível fealdade? Os negros se acham mais belos do que os brancos e vice-versa. Nesse conflito de gostos, há uma beleza absoluta e em que consiste ela? Somos realmente mais belos do que os Hotentotes e os Cafres, e por quê?

E termina concluindo:

Do que precede se pode concluir que a beleza real consiste na forma que mais se distancia da animalidade, e reflete melhor a superioridade intelectual e moral do Espírito, que é o ser principal. O moral influindo sobre o físico, que apropria às suas necessidades físicas e morais, segue-se: 1º que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais; 2º que, à medida que o homem se eleva moralmente, seu envoltório se aproxima do ideal da beleza, que é a beleza angélica.

O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.

Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.


Tirando de fora a questão do negro porque mexe com as emoções, e considerando as conclusões 1 e 2 grifadas acima, vamos colocar um exemplo mais óbvio: Nós somos absolutamente mais belos que o monstro Alien do filme? E por quê?

Um abraço.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #59 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 16:53:34 »
Tirando de fora a questão do negro porque mexe com as emoções, e considerando as conclusões 1 e 2 grifadas acima, vamos colocar um exemplo mais óbvio: Nós somos absolutamente mais belos que o monstro Alien do filme? E por quê?


Familiariadade? Algo a ver com "a própria imagem e semelhança".  :)

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #60 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 18:13:26 »
Falou e disse, Fernando. Esse é um tópico que causa grandes constrangimentos entre os próprios espíritas. Por essa e outras coisas similares os espíritas fingem ignorar o livro "Obras Póstumas" como uma obra menor e esquecível. É como batom na cueca, impossível explicar.
Não é o meu caso, certamente. Eu considero Obras Póstumas um livro excelente, embora muito do que ele contém esteja também na Revista Espírita. E A Teoria da Beleza é um texto interessantíssimo que fala sobre a beleza absoluta e como ela pode ser reconhecida. Quem não tem olhos preconceituosos tira bom proveito de seus ensinamentos.

Um abraço.

Mas eu nem espero que você abjure suas convicções espíritas e concorde comigo que os textos que eu postei (e você gentilmente ampliou a lista) demonstram o racismo explícito de Kardec. É mais um exemplo que o dogmatismo deixa cegos mesmo pessoas cultas e educadas como você.
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Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #61 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 19:24:01 »
Sklogw,

Aqueles textos não são nem de longe racistas, por um motivo bem simples: o racista considera a superioridade da raça pela raça (lembra da eugenia?), já o espiritismo considera a superioridade da raça pelo espírito.

Como eu já disse antes, a qualidade da árvore se reconhece pelos seus frutos. Através deles é que podemos apontar superioridade ou inferioridade e o que é fato, seja ou não fortuito, é que as raças (ou etnias ou qualquer outro nome que queiram dar) têm diferenças de performances nas diferentes áreas. As estatísticas dizem isso. Por que temos cotas para negros, por exemplo? Por que o Japão e a Alemanha, depois de quase que completamente destruídos nas guerras, hoje são potências mundiais; enquanto que a África, por mais de cinco séculos (no mínimo), não sai daquela mesmice? Alguma razão há. É fortuito? Eu não ousaria afirmar isso.

Voltando ao tema, segundo o racista, a África é subdesenvolvida por causa de um problema com a raça, que não seria inteligente. Se ocorresse de a raça européia se misturar com a raça negra, segundo o racista, a raça européia degeneraria. A propaganda de Hitler dizia que os saudáveis deveriam procurar outros saudáveis para contrair núpcias. O próprio Kardec chegou a dizer, de forma oposta mas significando a mesma coisa, que pelo corpo, as raças menos avançadas só se melhorariam com o cruzamento com raças mais avançadas, mas deixou em aberto se a raça mais avançada não degeneraria. Para o racista, ainda, os caracteres de superioridade são compreendidos como sendo a inteligência e as condições físicas. Alguém inteligente, saudável, forte e cruel, por exemplo, seria considerado como sendo pertencente à raça superior pelos racistas.

Já para o Espiritismo, apesar de também afirmar que os corpos evoluem (ou degeneram) pelos corpos, ele também diz que o principal elemento formador dos caracteres de uma raça é o grau de adiantamento dos espíritos que a tem composto. Então, se uma raça é inferior em algum aspecto, não é ao corpo que se deve essa inferioridade, mas a seus espíritos. E por falta de uso de determinada faculdade, esta tenderia a se degenerar; a se atrofiar geneticamente, com o passar das gerações, de forma que os corpos se tornariam não bem aptos a determinada atuação mesmo quando habitados por espíritos que possuam tais faculdades.

Segundo o Espiritismo, as raças podem tanto avançar como degenerar, de acordo com o gênero de espíritos que as habitam. Se uma raça que hoje é superior for sistematicamente habitada, por várias gerações seguidas, por espíritos atrasados, com o tempo, as habilidades cerebrais que havia nela se desenvolvido, se atrofiarão, por falta de uso. De maneira oposta, se uma raça que hoje é inferior começar a ser habitada por espíritos superiores, depois de algumas gerações essa raça terá a supremacia, porque a faculdade tenderá a se desenvolver impulsionada pela necessidade dos espíritos em usá-la.

Por isso, por exemplo, é injusto quando comparam as idéias racistas de Hitler com as idéias de Kardec. Segundo o Espiritismo, ainda que Hitler tivesse obtido sucesso, exterminado todas as outras raças e ficasse somente a raça ariana, como ele queria fazer, a igualdade permaneceria por pouco tempo, pois os espíritos retornariam e as diferenças raciais tenderiam a ser restabelecidas impulsionadas pelas diferenças entre estes. Pelo mesmo motivo e, ao contrário do racismo que desaconselha a miscigenação, o Espiritismo a incentiva, de modo a acelerar o processo de adaptação das raças. Se uma raça precisa degenerar pela queda da qualidade dos espíritos que a habitarão, essa degeneração ocorrerá mais rápido com a miscigenação. Por outro lado, se uma raça tende a avançar pela melhoria da qualidade dos espíritos que a habitarão, a miscigenação acelera o processo. Então, no Espiritismo, a miscigenação é incentivada, ao invés de ser desaconselhada. Ao contrário do racismo que afirma que o abastardamento degenera a raça boa, embora possa melhorar a raça menos boa, o Espiritismo não sabe dizer o que ocorrerá, por não poder prever o gênero de espíritos que habitarão a nova raça miscigenada.

E por fim, para o Espiritismo, a verdadeira superioridade de um indivíduo, assim como de um povo ou de uma raça, se reflete em inteligência e moralidade. É preciso ser inteligente e bom para ser considerado superior pelo Espiritismo. Isso significa que, de acordo com o exemplo acima, uma raça inteligente, forte, saudável, mas cruel, é considerada inferior pelo Espiritismo; enquanto que uma raça inteligente e boa, embora doente e fraca, pode ser considerada superior. Você deve ter reparado que, quando Kardec falou sobre a superioridade ou inferioridade das raças, ele nunca levou em conta o elemento físico, a saúde, a resistência, a força. Isso tudo é irrelevante para o Espiritismo. Ele sempre mediu a superioridade em inteligência e moralidade. Somente isso.

Desculpe-me, mas as diferenças são enormes e não há como não notar. Em primeiro lugar estão as diferenças entre o que cada um considera superior ou inferior. E depois o fato de que o racista considera que os corpos evoluem pelos corpos; e o Espiritismo considera que os corpos evoluem principalmente pelos espíritos (embora o elemento corporal exerça certa influência). A Eugenia, por exemplo, é uma teoria absolutamente sem sentido para o Espiritismo, enquanto que para o racista, ela é verdadeira e fundamental.

Por isso, continuo repetindo, os textos não são racistas sob nenhum aspecto, a menos que haja um outro significado para racismo que eu desconheça.

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #62 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 22:01:10 »
Tirando de fora a questão do negro porque mexe com as emoções, e considerando as conclusões 1 e 2 grifadas acima, vamos colocar um exemplo mais óbvio: Nós somos absolutamente mais belos que o monstro Alien do filme? E por quê?
Familiariadade? Algo a ver com "a própria imagem e semelhança".  :)
Não. Ele é absolutamente feio por causa do seu aspecto selvagem. A sua feição ameaçadora, os dentes pontudos, a baba escorrendo como alguém que está pronto a devorá-lo, o olhar sinistro, as vestes rústicas. Ele tem aspecto ameaçador para qualquer um que o encontre. E é essa característica que o torna absolutamente feio, ou seja, que é feio para todos, até para um outro Alien.

Compare, por exemplo, com um urso panda, e a impressão é completamente diversa. Feições e olhar simpáticos; se tem garras, raramente as mostra e se parecem muito mais com pantufas; nenhum aspecto ameaçador; apesar de poder ser violento sua aparência não demonstra e não intimida à primeira vista. Por isso podemos dizer, sem fatuidade, que ele é absolutamente mais belo que o Alien, assim como é mais belo que os dragões, os crocodilos, tubarões e outros.

São a essas conclusões que o texto sobre a Teoria da Beleza nos conduz. O absolutamente mais belo é o que melhor consegue expressar alta intelectualidade e alta moralidade. A beleza perfeita, contudo, não existe na Terra.

Um abraço.
« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2008, 22:03:35 por Leafar »
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline darkshi

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #63 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 22:47:51 »
Isso que da por conhecer um panda via documentário do discovery channel.
Alien é um Alien, ele é artificialmente feito para parecer extremamente ameaçador.

Uma coisa que não gosto nesses espiritualismos é essa necessidade de criar uma hierarquia entre os seres humanos. Sempre querem classifica-los com algum critério completamente subjetivo. Seja "beleza", "raça" ou qualquer outra coisa que indica alguma espécie de "evolução espiritual".

Dai tiram os dogmas mais absurdos os possíveis, sem contar nas figuras extremamente racistas se posando de exemplares mais nobres da humanidade.
Como uma vez falando com um teosofista sobre as teorias raciais da HPB (igualmente toscas como a do Kardec) a dita pessoa ao tentar provar que não era racista diz que a Helena diz que "não devemos ser abusivos com nossos irmão menos evoluídos espiritualmente", essa pessoa nem percebeu o absurdo que falou.

Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #64 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 22:56:19 »
Quer dizer então que coloca no mesmo nível de evolução um serial killer, classificado com 22 no "Índice da Maldade" (já assistiu esse programa?), com, por exemplo, uim Betinho?

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline darkshi

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #65 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 22:58:57 »
Sempre quis fazer isso.
OLHA O ESPANTALHO!!!!!!!!!!!!!

E normalmente Serial Killers são extremamente inteligentes, sociaveis e fisicamente bonitos.

Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #66 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:01:20 »
Não entendi. Existe ou não existe a diferença? Se ocorre no "um", pode ocorrer no todo. E ocorre.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline darkshi

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #67 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:40:44 »
Vamos detalhar as coisas.

1 - Pegar um exemplo completamente destoante é ridículo. Comparar um Louco com uma pessoa dita "santa" leva a conclusões completamente equivocadas.

2 - Um fato não leva necessariamente a outro, principalmente com argumentos completamente subjetivos, como os religiosos.

3 - Um juízo de valor baseado puro e simplesmente em "evolução espiritual" é limitado e infantil. A vida de um Serial Killer é muito mais complexas do que karmas de vidas passadas.
Sem contar que reduzir toda, ou pelo menos boa parte , violência em resultados a karma anteriores a fim de criar um mundo teoricamente justo cria mais problemas do que soluções. Como o ciclo de vingança e vendeta que defendi em um outro tópico.
 
4- Boa parte dessas teorias de "ser humano melhor do que outro por algum motivo aleatório" é reflexo da cultura européia do século 19. O que tínhamos era uma tentativa de justificativa espiritualista para o consenso do povo branco europeu ser melhor e mais desenvolvido que o resto do mundo. Como também o próprio espiritualismo em si. Se formos atrás de ocultistas anteriores do século 16 veremos muitos numerologos, já que era consenso que a "linguagem divina" era a matemática.
« Última modificação: 16 de Fevereiro de 2008, 23:46:04 por darkshi »

Offline FZapp

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #68 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:59:58 »
Citar
Aqueles textos não são nem de longe racistas, por um motivo bem simples: o racista considera a superioridade da raça pela raça (lembra da eugenia?), já o espiritismo considera a superioridade da raça pelo espírito.

Está é a justificativa, não uma real diferença.

Racismo será todo aquele preconceito para com um indivíduo por motivo de sua raça ser A ou B.

Então, o espirisitmo é racista, pelo mesmo motivo que vc citou, isto é, teria um espírito de uma linhagem 'feia'. É da raça 'X' então não deve ser bom, é um espírito da linhagem 'feia'. Isso é racismo.

Lembrando aliás que hoje há uma miscigenação tal (salvo exceções que confirmam a regra) que falar que uma pessoa é da raça 'X' é geralmente um engano, o individuo tal pode ter caracteristicas de várias raças no sangue.
--
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Offline darkshi

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #69 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:42:35 »
Não tinha lido isso.
A falta de alto critica é quase vergonhosa nesse caso.

Não existe superioridade racial pela raça pura e simples. Todos criam suas justificativas. Dentro do nazismo tinha uma bebida da msm fonte que kardec bebeu.

Offline Luis Dantas

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #70 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:46:38 »
Concordo com o Catino. "Superioridade da raça pelo espírito" não é melhor do que racismo "tradicional".  Pelo contrário, é pior, porque não tem a hombridade de se assumir pelo que é e prefere alegar a existência de motivos externos.
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Offline Luis Dantas

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #71 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:49:30 »
Quer dizer então que coloca no mesmo nível de evolução um serial killer, classificado com 22 no "Índice da Maldade" (já assistiu esse programa?), com, por exemplo, uim Betinho?

Evolução biológica?  Sim, com certeza colocaria, a não ser que você saiba de algo que não sei sobre os dois.

Mas se você está pedindo para fazer uma comparação direta entre duas coisas tão complexas quanto seres humanos, acho que precisa dar um passo para trás e ver melhor o que está propondo.  Não é fácil dizer qual de dois lápis ou abridores de lata é melhor, "mais evoluído", e é no mínimo apressado (mais provavelmente fantasioso mesmo) achar que o mesmo pode ser feito de forma objetiva para seres humanos.
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Offline Luis Dantas

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #72 Online: 16 de Fevereiro de 2008, 23:55:51 »
E termina concluindo:

Do que precede se pode concluir que a beleza real consiste na forma que mais se distancia da animalidade, e reflete melhor a superioridade intelectual e moral do Espírito, que é o ser principal. O moral influindo sobre o físico, que apropria às suas necessidades físicas e morais, segue-se: 1º que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais; 2º que, à medida que o homem se eleva moralmente, seu envoltório se aproxima do ideal da beleza, que é a beleza angélica.

O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.

Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.

Esse texto é tão racista quanto dogmático.  Não sei como você pode ver algo de válido nele.

Citar
Tirando de fora a questão do negro porque mexe com as emoções, e considerando as conclusões 1 e 2 grifadas acima, vamos colocar um exemplo mais óbvio: Nós somos absolutamente mais belos que o monstro Alien do filme? E por quê?

Primeiro, me diga por que é que "mexer com as emoções" seria motivo para ignorar parte desse texto.  Afinal de contas, o tema é beleza, que não é exatamente o assunto mais objetivo que se pode imaginar.

Segundo, por que devo considerar conclusões que são obviamente desconectadas da realidade?

Terceiro, que sentido faz perguntar se alguém é "absolutamente mais belo" do que outra entidade?  A única resposta realmente honesta possível é que ninguém é absolutamente mais belo do que quem quer que seja.
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Offline Leafar

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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #73 Online: 17 de Fevereiro de 2008, 08:26:23 »
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Aqueles textos não são nem de longe racistas, por um motivo bem simples: o racista considera a superioridade da raça pela raça (lembra da eugenia?), já o espiritismo considera a superioridade da raça pelo espírito.

Está é a justificativa, não uma real diferença.
Pode até ser, embora eu não concorde. Mas como estamos analisando a crença espírita e o seu potencial perigo para a sociedade, mesmo que considere os textos, Kardec e os espíritos racistas, quisera todos fossem racistas como eles.

E a quem ler essa minha citação acima, cuidado, porque texto fora de contexto é pretexto. Por favor se reportem a tudo o que escrevi depois para entender completamente o que quis dizer. E só depois cada um faça o seu próprio juízo.

Racismo será todo aquele preconceito para com um indivíduo por motivo de sua raça ser A ou B.
Já disse que pelos frutos se reconhece a qualidade da árvore. As diferenças de performance existem; as estatísticas mostram. A minha opinião só muda se eu algum dia me convencer que as diferenças são fortuitas, que por uma infeliz obra do acaso certas particularidades atingiram muito mais elementos de determinada raça do que outra. Não é questão de gostar ou não do que vemos. É questão de ver.

E o Espiritismo é absolutamente contra os preconceitos (leia as citações do LE que deixei). O Espiritismo defende que as portas das oportunidades e dos direitos devem ser abertas a todos. Ele só diz que alguns não têm, por exemplo, o dom da música, enquanto outros têm. Mas se aquele que não tem o dom da música quiser ser músico mesmo assim, deve sempre lhe ser concedida a oportunidade de tentar. Se conseguir passar por todas as etapas que pelo menos consagram um músico mediano, que ele o seja. Já o racista nega oportunidades de emprego e concorrência justa àqueles que considera inferiores, sem saber se ele seria apto ou não para o cargo. Isso sim é pré-conceito.

Então, o espirisitmo é racista, pelo mesmo motivo que vc citou, isto é, teria um espírito de uma linhagem 'feia'. É da raça 'X' então não deve ser bom, é um espírito da linhagem 'feia'. Isso é racismo.
Veja bem, em termos de espíritos não há raças. Os espíritos são iguais, tendem para o mesmo fim e têm as mesmas capacidades. O trem anda e, quando disse que era o mesmo gênero de espíritos que habitavam aquela raça, eu não disse que eram os mesmos espíritos. As raças e as diferenças só existem na Terra.

Lembrando aliás que hoje há uma miscigenação tal (salvo exceções que confirmam a regra) que falar que uma pessoa é da raça 'X' é geralmente um engano, o individuo tal pode ter caracteristicas de várias raças no sangue.
Em primeiro lugar, estamos analisando e julgando Allan Kardec, então temos que nos colocar do contexto dele e do mundo que ele enxergava. As raças existiam no tempo dele e eram bastante perceptíveis as diferenças. Em segundo lugar, a miscigenação pode acabar com as raças e estabelecer naturalmente uma raça única (a exemplo do que queria Hitler pela força), mas isso não acabará com as etnias, e provavelmente as nações continuarão tendo as suas particularidades e maiores ou menores potencialidades. Como já disse, essas diferenças não dependem dos corpos, mas dos espíritos que se encarnam, e nós não podemos saber qual é o grau de adiantamento dos espíritos que Deus decidirá colocar em cada região. Pode ser que se decida habitar com espíritos inferiores toda a Europa e América, e com espíritos superiores a África, e dentro de algumas gerações teremos a África como o continente mais desenvolvido do planeta. Para o Espiritismo, as diferenças não dependem dos corpos, ao contrário do que pensa o racista.

Só continuando a enumerar as diferenças entre os racistas tradicionais e Kardec e o Espíritos, devemos lembrar que o racista propriamente dito considera as raças inferiores uma doença, que melhor seria se fossem extintas; a maioria defende o uso da violência para atingir esse objetivo (lembram de Hitler?). Já para o Espiritismo cada raça tem a sua utilidade no mundo; ora, não é preciso corpos adaptados tanto para o maior como para o menor? Então, poderíamos dizer que cada raça é superior para o tipo de função que o espírito vem a desempenhar na Terra. Ela desaparecerá quando aquele gênero de espíritos não mais precisar ou não mais puder vir para a Terra.

O racista prega a segregação, porque não quer se misturar com raças inferiores; o Espiritismo prega a mistura e a união, porque, grandes e pequenos têm responsabilidades comuns uns com os outros. E se o racista quer fazer a segregação mesmo assim, não importa, pois Deus pode fazer espíritos inferiores nascerem no seio de suas próprias famílias e, portanto, é inútil a segregação sob esse ponto de vista, além de ser hediondo sob o ponto de vista social.

Um abraço.
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Re: Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
« Resposta #74 Online: 17 de Fevereiro de 2008, 08:36:11 »
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Tirando de fora a questão do negro porque mexe com as emoções, e considerando as conclusões 1 e 2 grifadas acima, vamos colocar um exemplo mais óbvio: Nós somos absolutamente mais belos que o monstro Alien do filme? E por quê?

Primeiro, me diga por que é que "mexer com as emoções" seria motivo para ignorar parte desse texto.  Afinal de contas, o tema é beleza, que não é exatamente o assunto mais objetivo que se pode imaginar.
Eu não ignorei. Eu apenas dei o mesmo exemplo com outros personagens, mas fictícios e com características amplificadas, para melhor evidenciar o que queria mostrar.

Segundo, por que devo considerar conclusões que são obviamente desconectadas da realidade?
São? Pergunte uma criança inocente, sem preconceitos, se ela acha mais bonito um panda ou um crocodilo...

Terceiro, que sentido faz perguntar se alguém é "absolutamente mais belo" do que outra entidade?  A única resposta realmente honesta possível é que ninguém é absolutamente mais belo do que quem quer que seja.
Essa resposta decorre da de cima.

Um abraço.
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