Autor Tópico: Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia  (Lida 4918 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Online: 16 de Janeiro de 2012, 01:56:41 »
Esses "movimentos dos direitos masculinos" em boa parte do tempo, a bem da verdade na maior parte do tempo, me parecem coisa de lei de Poe. Parecem um pouco com o que poderia se imaginar de uma paródia de feministas em suas críticas sociais, só trocando que em vez de serem as mulheres vítimas da onipresente onspiração patriarcal-machista-misógina, são os homens vitimados pela conspiração onipresente feminista-antifamilial-misândrica.

Não que seja tudo nessa linha (assim como não é com feminismo), vejo serem levantados alguns pontos que me parecem válidos como a questão da mulher levar uma vantagem em questões legais como guarda dos filhos, aposentadoria, cotas em alguns casos, e, mais recentemente, vi algo sobre disparidades nas verbas de saúde pública destinadas a problemas que afetam exclusivamente a homens e mulheres, sendo as mulheres muito melhor servidas*.

Mas ao mesmo tempo, parece que pouca parte do discurso dos "movimentos dos direitos masculinos" e simpatizantes tem essas questões como foco, em vez disso parecem mais ter rancor, birra, frustrações pessoais com mulheres. Exemplo deplorável dessas saídas de tópico que vi em vídeos relacionados no youtube era um vídeo com um título como "duas vadias que acreditam em 'igualdade' entre os sexos descobrem a realidade", o vídeo sendo de um caso mais ou menos recente onde duas mulheres por algum motivo foram tentar bater em um caixa ou servente de lanchonete que passou dos limites de força necessários apenas para defesa, continuando a acertar as duas com um alguma haste de metal (acho que talvez fosse uma espumadeira grande) enquanto elas estavam já caídas no chão. Os comentários eram largamente em aprovação, com tiradas de sadismo e "orgulho" na maior parte do tempo, negando qualquer excesso na defesa do homem atacado.

O que vocês pensam desse movimento? Há algum tempo o Hans Chucrute (anteriormente conhecido como "Donatello") postou um texto de autoria própria com o qual acho que concordava em grande parte, e que eu vejo como algo que talvez pudesse ser meio representante de uma parte boa desse "movimento" todo, ou o que eu esperaria ver nesse sentido por alguém que se colocasse dessa maneira**.





* na Inglaterra ao menos, e são coisas cujos dados nunca fui atrás de confirmar. Vi apenas hoje/ontem parte de um documentário que parei de ver, e vi apenas uma resposta mais breve que parecia ser sobre o documentário, mas era na verdade sobre o perfil que publicou o vídeo, resposta essa que tinha um conteúdo similar ao desse post que fiz aqui, o que até mina um pouco a credibilidade da informação.


** embora eu pense que, da mesma maneira que "feminista" é um termo que, além de ser um tanto "anacrônico" acabou sendo meio quase que apropriado mais por pessoas que fazem dele uma caricatura, o mesmo seria o caso com um "movimento" que levantasse a bandeira masculina nessa questão. Se perguntassem para mim, eu acho que a "nata" não caricatural desses dois movimentos deveriam se juntar em sob um só rótulo não não focado em homens ou mulheres, mas em "igualdade sexual" ou algo que o valha.

Offline Mr."A"

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #1 Online: 16 de Janeiro de 2012, 11:52:06 »
Esse movimento é o assim chamado "Masculinismo"? Do pouco que conheço, é um movimento que surgiu em razão do feminismo não exatamente para fazer oposição, mas para anunciar que nem sempre são as mulheres as oprimidas em uma sociedade patriarcal.

Eu vejo que a tendência, hoje, sem radicalismos, é o de unir os pensamentos das duas vertentes, até porque, afora os extremismos, esses pensamentos costumam ser equivalentes. Ainda não vi a formação de um movimento nesse sentido, mas acho uma ideia sensata e condizente com a realidade atual.
8-)

Offline gogorongon

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #2 Online: 16 de Janeiro de 2012, 17:14:34 »
Os problemas são os que o Buckaroo citou, além do fato desse povo se apegar demais a ideais "religiosos" de família, a ponto de cogitarem entrar para o islã.

Há pontos muito válidos, mas é difícil apoiar um movimento que também tem tanta tranqueira no meio. Eu mesmo sou rancoroso pra c* sobre relações com mulheres, mas não generalizo para todo mundo as coisas que passo.

Offline Geotecton

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #3 Online: 16 de Janeiro de 2012, 18:55:58 »
Os movimentos que defendem algo em específico correm o risco de cair em algum tipo de sectarização e isto não é diferente para o "feminismo" e o "masculinismo". Apesar de existirem aspectos que são muito defensáveis (como o questionamento da diferença de idade entre homens e mulheres para solicitação de aposentadoria), o que se ve com mais destaque são os estereótipos, entre os quais estão a de que "as mulheres sempre são vítimas" (pró-feminismo mais radical) ou que elas "sempre são manipuladoras" (pró-masculinismo mais radical).
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Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #4 Online: 16 de Janeiro de 2012, 19:18:21 »
Eu as vezes uso o termo masculinista para me referir a mim mesmo, mas prefiro o termo anti-sexista, que só tem o defeito de ser muito frequentemente interpretado como "feminista" porque afinal de contas, como dizia um vídeo que você, Buck, postou recentemente, para grande parte da sociedade (desde reles indivíduos pensando e agindo em suas casas de subúrbio até as grandes corporações de mídia e governo) só é sexista se for um homem quem fez, ou algo assim.

Eu já vi sites de organizações estadunidenses que têm uma postura bem próxima da que você espera e o Richard Dawkins do masculinismo (Warren Farrel) eu acho que também te agradaria, entretanto o termo masculinismo parece ser quase totalmente ausente na vida acadêmica ou na websfera ou mídia brasileira e quando aparece é mesmo em coisas como estupidezes como o fórum do Búfalo.

Tratar as mulheres como inimigas da raça masculina e culpadas de todas as nossas desgraças é um erro tão grande quanto o cometido pela grande parte das feministas que tratavam a todos os homens como culpados por suas mazelas com a diferença que eu acho que ela tem menos chances de "colar". Uma característica comum às idéias misóginas que dominaram nosso passado ou misândricas que povoam nosso tempo é que elas foram e são suportadas por um número enorme de membros do gênero "vitimizado": basta lembrar, para quem porventura tenha esquecido, que as leis Maria da Penha, do vagão rosa-bebê (embora esta eu ache que seja uma lei misândrica feminista meio fail, mais ou menos como aquele comercial de produtos de limpeza destinado a mulheres esbravejando a superioridade e independência delas) e da aposentadoria precoce foram aprovadas por casas legislativas majoritariamente masculinas**. E o inverso também era verdadeiro quando eram mulheres quem ensinavam desde cedo a cuidarem da cozinha ou se comportarem para não ficarem solteiras.

As diferenças quanto a investimento e atenção em saúde pública me parece mesmo um dos pontos mais evidentes: li em algum lugar e também não sei onde que o câncer de próstata mata o dobro de pacientes que o de útero, mas recebe metade da verba em prevenção. Ginecologista no Brasil é uma das 3 especialidades mais frequentes na atenção básica à saúde junto com pediatra e generalista*. Vá procurar um urologista ou andrologista pelo SUS. Se você morar tipo em Gramacho, na Baixada Fluminense é capaz de conseguir um só em Botafogo, na Zona Sul. Em defesa o máximo que eu costumo ouvir é "ahhh, é que homem é tudo orgulhoso, só vai a hospítal quando está morrendo" que me soa mais como uma prova contra o réu que um argumento de defesa.



*Logo após palpitar fui ver se encontrava algo de mais concreto do que a minha observação e achei este link : ginecologia é a segunda especialidade (ou a primeira, já que clinica médica eu acho que não é exatamente uma "especialidade", é a falta dela) na frente até mesmo de pediatria (essa me surpreendeu) e andrologia/urologia não aparecem sequer entre as 10/09.
**Não sei se é muito o tema do debate ou se já falei algo assim por aqui, mas algo que acho significativo nestes debates sobre minorias é que nós temos a tendência a polarizar as nossas posições em função de uma bandeira empunhada. Isso gera um movimento meio de manada em que, inclusive no campo legislativo, as proposições vão sendo apoiadas ou negadas meio que no automático na maior das boas vontades e intenções. É legal ser contra a homofobia, contra a limitação dos direitos dados às pessoas apenas em função de sua forma de fazer sexo então toda e qualquer proposta que for apresentada sob o brasão do combate à homofobia tende a receber apoio acrítico de muita gente bem intencionada, mesmo heterossexual, mesmo que aquela proposição especificamente seja não igualitária. Eu acho que boa parte dos votos nas casas legislativas e aplausos populares (inclusive aqui no CC) inclusive por parte de homens a estupidezes como o vagão feminino ou a lei "em mulher não se bate nem com uma flor" vêm deste vírus do software humano que talvez não seja tão simples de deletar.
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2012, 19:28:39 por Hans Sauerkraut »


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #6 Online: 16 de Janeiro de 2012, 19:32:05 »
Não sei se é muito o tema do debate ou se já falei algo assim por aqui, mas algo que acho significativo nestes debates sobre minorias é que nós temos a tendência a polarizar as nossas posições em função de uma bandeira empunhada. Isso gera um movimento meio de manada em que, inclusive no campo legislativo, as proposições vão sendo apoiadas ou negadas meio que no automático na maior das boas vontades e intenções. É legal ser contra a homofobia, contra a limitação dos direitos dados às pessoas apenas em função de sua forma de fazer sexo então toda e qualquer proposta que for apresentada sob o brasão do combate à homofobia tende a receber apoio acrítico de muita gente bem intencionada, mesmo heterossexual, mesmo que aquela proposição especificamente seja não igualitária. Eu acho que boa parte dos votos nas casas legislativas e aplausos populares (inclusive aqui no CC) inclusive por parte de homens a estupidezes como o vagão feminino ou a lei "em mulher não se bate nem com uma flor" vêm deste vírus do software humano que talvez não seja tão simples de deletar.

Eu pensei em criar algum tópico sobre esse aspecto recentemente mas nunca formulei direito o problema.

Acho que há tanto aceitação acrítica por condescendência de coisas que vem de grupos que se colocam como representantes de pessoas historicamente discriminadas, como vilanização automática de quem os conteste. A culpa por associação vai desde algo mais ameno como com Bolsonaro, até estupradores a nazistas.

Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #7 Online: 16 de Janeiro de 2012, 19:36:04 »
Não sei se é muito o tema do debate ou se já falei algo assim por aqui, mas algo que acho significativo nestes debates sobre minorias é que nós temos a tendência a polarizar as nossas posições em função de uma bandeira empunhada. Isso gera um movimento meio de manada em que, inclusive no campo legislativo, as proposições vão sendo apoiadas ou negadas meio que no automático na maior das boas vontades e intenções. É legal ser contra a homofobia, contra a limitação dos direitos dados às pessoas apenas em função de sua forma de fazer sexo então toda e qualquer proposta que for apresentada sob o brasão do combate à homofobia tende a receber apoio acrítico de muita gente bem intencionada, mesmo heterossexual, mesmo que aquela proposição especificamente seja não igualitária. Eu acho que boa parte dos votos nas casas legislativas e aplausos populares (inclusive aqui no CC) inclusive por parte de homens a estupidezes como o vagão feminino ou a lei "em mulher não se bate nem com uma flor" vêm deste vírus do software humano que talvez não seja tão simples de deletar.

Eu pensei em criar algum tópico sobre esse aspecto recentemente mas nunca formulei direito o problema.

Acho que há tanto aceitação acrítica por condescendência de coisas que vem de grupos que se colocam como representantes de pessoas historicamente discriminadas, como vilanização automática de quem os conteste. A culpa por associação vai desde algo mais ameno como com Bolsonaro, até estupradores a nazistas.
Pois é... você entendeu, mas eu também acho que não consigo formular para um tópico. Também já pensei em criar um tópico sobre isso e não criei pelo mesmo motivo, mas acho transversal em vários pontos a esse.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #8 Online: 16 de Janeiro de 2012, 19:50:05 »
Quase OT: não tenho uma opinião definitiva sobre o caso do vagão feminino de trem ou metrô, mas não acho que sejam necessariamente válidas analogias-refutação típicas como "ah, então vão fazer depois um vagão exclusivo para brancos, para não serem assaltados por negros, é isso?"

Não estou com cabeça para delinear o porque considero a analogia falsa de forma mais bem pensada, mas essencialmente acho que é diferente. Que praticamente qualquer um de nós preferiria que namoradas/mulheres, amigas, ou parentes nossas que tivessem que andar de trem recorrentemente andassem num vagão desses (supondo serem mesmo mais seguros) e não em vagões mistos, enquanto que apenas pessoas realmente racistas defenderiam um "vagão branco" por pura paranóia racista. Talvez mais análoga fosse a recomendação que também pode ser falsamente caracterizada como racista (não é nem algo praticado e recomendado apenas por brancos, e não me lembro de alguma vez ter notado qualquer entrelinha de causas raciais na coisa) de evitar andar sozinho(a) em algumas áreas da cidade, e/ou ostentando objetos de valor.


E de maneira similar (ou não, meus pensamentos não estão bem claros agora) também não acho exatamente "errado" ou análogo (?) coisas como os diferentes pesos e medidas em se achar meio engraçado um caso de um homem apanhando de uma mulher e não se achar nada disso quando é uma mulher apanhando de um homem -- ainda que haja algo de "importante"/errado num fato como aquele das mulheres se matando de rir de um caso real de um homem que teve o pênis decepado por pedir divórcio.

Offline gogorongon

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #9 Online: 16 de Janeiro de 2012, 19:54:37 »
A hipocrisia é julgar em termos absolutos os atos das pessoas, sem respeitar os desejos delas.

Eu fazendo sexo peço para ser mordido, quero que a mulher me agarre, faço questão de agarrar ela, e na primeira vez que tive com minha namorada nós dois ficamos roxos por mais de uma semana. Essa história de "em mulher não se bate nem com uma flor" é um absolutismo hipócrita, e seria brochante. Só serve quando há conflitos, e é aí que está o equívoco, pois atos por si só não são um conflito - conflitos dependem dos desejos da parte afetada.

É tosco tratar toda relação desigual entre homem e mulher como se fosse um conflito. E isso vale para quaisquer movimentos.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #10 Online: 16 de Janeiro de 2012, 20:04:58 »
Um dos vídeo-comentários contrários ao MRA que vi, além de fazer pontos parecidos com os meus (mas incluia também coisas como sexismo contra homens na forma de uma imposição de um "padrão de masculinidade" mais restrito, do tipo "machão", e circuncisão -- que comparava à "circuncisão" feminina) criticava o aspecto dos MRAs dedicarem mais tempo a criticar o feminismo do que a lidar com essas e outras questões. Mas nesse ponto em particular, colocado dessa maneira generalizada/vaga, eu não vejo problema algum; mesmo que nem sejam críticas sobre algo que tenha implicações no que concerne a direitos masculinos, acho que alguém poderia dedicar seu tempo "apenas" a isso e nem lidar com outras questões se assim quisesse, e não teria nada demais. Mas obviamente, só valem as críticas válidas.

Não estou dizendo que o vídeo era contra criticar feministas, era uma mulher que se colocava contra as feministas radicais ela mesma, só acho que isso é uma ressalva interessante a se fazer. Meio como algum autor pode ter interesse quase que exclusivamente focado em refutar pseudociência, sem ser cientista e/ou fazer divulgação científica de algum outro tipo, que não tenha uma alegação pseudocientífica como ponto de partida.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #11 Online: 16 de Janeiro de 2012, 20:09:10 »
A hipocrisia é julgar em termos absolutos os atos das pessoas, sem respeitar os desejos delas.

Eu fazendo sexo peço para ser mordido, quero que a mulher me agarre, faço questão de agarrar ela, e na primeira vez que tive com minha namorada nós dois ficamos roxos por mais de uma semana. Essa história de "em mulher não se bate nem com uma flor" é um absolutismo hipócrita, e seria brochante. Só serve quando há conflitos, e é aí que está o equívoco, pois atos por si só não são um conflito - conflitos dependem dos desejos da parte afetada.

É tosco tratar toda relação desigual entre homem e mulher como se fosse um conflito. E isso vale para quaisquer movimentos.

Cara, não dá para entender qual é o seu ponto.

Se a mulher gosta de apanhar na cama... bem, gosto dela. Não acho que o "não se bate nem com uma flor" visa contrariar esse tipo de prática, sendo consensual.

É apenas como dizer que é errado sair por aí arranjando briga, dando porrada em quem quer que seja, sem ao mesmo tempo ser contra prática de boxe ou algo assim. Só que apenas na forma de uma ênfase que com mulher é pior ainda porque é geralmente bater em alguém menor e mais fraco.

Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #12 Online: 16 de Janeiro de 2012, 20:39:44 »
Buck, eu realmente nunca pensei que "praticamente qualquer um de nós preferiria que nossa mulher/irmã/mãe andasse num vagão assim"*, me surpreendeu esta afirmação: não sei, pode ser que proceda mas..., me espantaria absurdamente que os homens do Ocidente de hoje pensem* e ** deste modo (embora no Oriente Médio, onde o vagão feminino acho que nasceu e, pelo menos, onde faz mais sucesso, a coisa é "justificada" exatamente nestes termos mesmo, na linha da proteção da "pureza", do mesmo modo que obrigação da burka e outras medidas protetoras e acho que aí reside a fina ironia... recentemente mesmo li, acho que foi no O Globo, uma matéria sobre o avanço dos judeus ortodoxos e uma das petições deste grupo extremista religioso de filosofia abertamente patriarcal é... a implantação do vagão feminino nas cidades israelitas... com exatamente este discurso de "nossas mulheres precisam ser preservadas da lascívia"... depois vejo se acho o link).

Bom, corre o risco de acabar num "eu acho análoga/eu acho antagônica" mas você ver como antagônicas tais situações me parece muito mais resultado da nuvem de idéias em que estamos imersos do que uma diferença mesmo entre premissas ou de intensidade das premissas ou da composição do silogismos que "justificavam" ambientes segregados na África do Sul ou no Sul dos Estados Unidos e que "justificam" o ambiente segregado nos transportes sobre trilhos do Rio.

Nós (ou boa parte de nós, sobretudo os escolarizados) aprendemos que as diferenças de proporção entre o número de assaltos praticados por negros em relação aos praticados por brancos têm explicações não inatas, no nosso mundo (retomando o que estava sendo conversado) a posição bonita é ser pró-negro, nós vivenciamos o horror do Apartheid ou da escravidão brasileira e não gostamos, nós estamos imersos numa "nuvem de idéias" que nos faz rechaçar propostas como "a maioria dos assaltos é cometida por negros e só esta semana recebemos 10 reclamações de brancos que foram vítimas de tentativa de furto no metrô, sempre por atores negros então vamos criar um vagão branco" não que elas tenham algo de efetivamente diferente de " a maioria dos casos de violência sexual partem de homens contra mulheres e só nesta semana recebemos 10 queixas de mulheres que relatavam ter sofrido algum abuso dentro do trem então vamos criar um vagão rosa".



*Eu acho que eu nunca ouvi nada que justifique isso, minha estranheza vem daí, se a maioria dos homens pensa isso só pensam e não falam. Não me lembro de jamais ter ouvido de um homem: "ahhh, mãe, se o ônibus vier lotado espera outro, não quero pensar na senhora sendo sarrada por algum marmanjo" ou ainda "não vamos nesse não, amor, porque eu não quero mulher minha pegando trem lotado", que seriam coisas que eu acho que deveria ouvir se essa ideia realmente povoasse a cabeça dos homens. ( Digo: é claro que eu já vi muitas vezes pessoas dizendo "não vamos nesse, vamos esperar um mais vazio", mas nunca com alguma ênfase no "porque você é mulher e tá cheio de homem" e sim no conforto, no fato de não ter lugar pra segurar, na idéia de que tá muito calor pra viajar num ônibus abafado e lotado; inclusive, e talvez até mais comum, quando em casal, já ouvi muitas vezes diálogos com o homem querendo ir no lotado e a dama pedindo para esperar o próximo)

**E ainda que fosse verdade, esta afirmação de que a maioria dos homens se sentem mais seguros que suas parentas viajem só com outras mulheres, sem a presença ameaçadora de homens por perto, seria análogo à alguma afirmação, pra mim muito mais plausível, de que ainda hoje muitas pessoas, inclusive negros, se sentem intuitivamente mais ameaçados e amedrontados quando se veem cercados de muitos negros desconhecidos, sobretudo quando estes estão em bando, sobretudo quando aparentam ser pobres (em função da natural associação que o nosso cérebro faz: "todos as vezes que fui assaltado ou presenciei um assalto foi por um negro e ainda mais frequentemente um grupo de negros e eles estavam quase sempre vestindo chinelos e bermudas baratas que nem estes aí, perigo: "bléin, bléin, bléin, bléin"") e nem por isso idéias segregacionistas em relação a negros passam a nos parecer mais aceitáveis.
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2012, 21:32:16 por Hans Sauerkraut »

Offline 3libras

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #13 Online: 16 de Janeiro de 2012, 21:13:09 »
mas tem coisas bem sérias com esse lance de direitos das mulheres, por exemplo a lei maria da penha, a licensa maternidade, além de uma série de falácias que as feministas pregam por ae.

textos legais sobre o tema, alguns com tom mais sério outros mais humoristicos:

http://arthur.bio.br/2010/07/19/sexismo/carta-aberta-a-uma-feminista-ingenua

http://arthur.bio.br/2011/08/19/direitos-humanos/os-movimentos-sociais-feminista-negro-e-gay-nao-defendem-direitos-humanos

http://arthur.bio.br/2010/07/10/sexismo/nao-existe-feminista-em-navio-que-esta-afundando

Citação de: pensar não doi
Direitos que as mulheres têm e os homens não têm

O movimento feminista é de longe o mais pernicioso dos três, talvez porque a maioria dos homens heterossexuais concorda bovinamente com qualquer reivindicação feminina achando que assim aumenta suas chances de obter sexo. É um tolo quem pensar que essa característica medíocre de muitos homens não é alegremente explorada pelas feministas (e também por muitas mulheres que nem sequer sabem o que é feminismo, mas este é outro assunto).

Vejamos alguns dos privilégios que não podem ser estendidos aos homens porque “isso negaria as conquistas femininas”.

Lei Mocinha e Bandido: (LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Também conhecida como Lei Maria da Penha.)

    Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8° do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Como o que importa aqui é mostrar que existem direitos legalmente garantidos que as mulheres têm e que os homens não têm e isso fica provado pela simples citação desta lei, não vou fazer aqui uma análise da Lei Mocinha e Bandido, nem de sua constitucionalidade, nem de sua suposta desejabilidade. Isso será feito em um artigo posterior, porque os absurdos desta lei são tamanhos que cabe uma análise mais detalhada. Alguns outros exemplos de leis instituidoras de privilégios eu comentarei ligeiramente.

Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim: (LEI N° 4.375, DE 17 DE AGOSTO DE 1964. Também conhecida como Lei do Serviço Militar.)

    Art 2º Todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar, na forma da presente Lei e sua regulamentação.

    § 2º As mulheres ficam isentas do Serviço Militar em tempo de paz e, de acôrdo com suas aptidões, sujeitas aos encargos do interêsse da mobilização.

Se a Lei Mocinha e Bandido é um exemplo de direito que as mulheres têm e os homens não têm, a Lei Vá Treinar Para Morrer Por Mim é um exemplo de um dever que os homens têm e que as mulheres não têm. Cadê as feministas exigindo “igualdade” no dever de prestar serviço militar obrigatório?

Lei Filhos da Mãe: (LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991, LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991, LEI N° 8.861, DE 25 DE MARÇO DE 1994, LEI Nº 10.421, DE 15 DE ABRIL  DE 2002. Também conhecidas como as leis que instituem a licença-maternidade, o salário-maternidade e a extensão destes benefícios às mulheres que adotam crianças.)

A Lei Filhos da Mãe falam em “proteção à família”, mas todas as proteções são exclusivas para as mulheres e para as crianças, como se os homens simplesmente não existissem ou fossem irrelevantes para a família.

Na lei 8.213:

    Art. 18.  O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

    I – quanto ao segurado:

    g) salário-maternidade;

Não existe salário-paternidade. Quando eu fiz a busca pela expressão “salário-paternidade” no Google, ele respondeu: “Você quis dizer salário-maternidade?”

Na lei 10.421:

    Art. 1° O art. 392 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943, passa a vigorar com a seguinte redação:

    Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

A licença-paternidade é de 5 (cinco) dias.

As feministas dizem que a licença-maternidade tem que ser maior que a licença-paternidade porque a mulher precisa se recuperar do parto e amamentar a criança. Arrãm. Neste caso, o que justifica o dispositivo legal abaixo?

Ainda na lei 10.421:

    Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392, observado o disposto no seu § 5°.

    § 1° No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.

    § 2° No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 60 (sessenta) dias.

    § 3° No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de 30 (trinta) dias.

Não existe previsão de licença-paternidade para o homem que adotar uma criança, seja qual for a idade da criança. Por analogia à licença-paternidade, talvez seja de 5 (cinco) dias.

Mulher que adota não tem que se recuperar do parto nem tem que amamentar a criança. Sua condição é rigorosamente igual à condição do homem que adota. O que então justifica que as mulheres que adotam tenham direito a uma licença de duração vinte e quatro vezes maior que os homens que adotam? Cadê as feministas exigindo “igualdade”?

Um tiro no pé das mulheres: ironicamente, a diferença de direitos mais prejudica do que ajuda as mulheres, porque o valor do salário-maternidade é irrisório e a licença-maternidade logo acaba, mas o impacto negativo desta proteção especial é permanente no mercado de trabalho.

E mais uma coisa: para as mulheres, qual seria o problema de os homens terem uma licença paternidade com a mesma duração da licença maternidade? Não seria ótimo que o homem pudesse ficar em casa para auxiliar a mulher no período de recuperação do parto ao invés de deixá-la se virar sozinha? Não seria ótimo que ambos pudessem atender a criança quando ela chorasse de madrugada em dias alternados, permanecendo ambos razoavelmente descansados? Não seria ótimo que o pai pudesse curtir o filho recém nascido junto com a mãe? E não seria ótimo acabar com a principal desculpa de muitas empresas para não contratar mulheres?

Mas nããããão, as feministas dizem que “isso é conquista das mulheres, se os homens tiverem o mesmo direito então a conquista das mulheres perde o sentido”. Baita revanchismo ressentido que causa prejuízos às mulheres, só não vê quem não quer.
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Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #14 Online: 16 de Janeiro de 2012, 21:15:58 »
Não existe feminista em navio que está afundando, não li ainda mas o título da hora  :)
(ps: não achei o texto da hora :|)
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2012, 21:21:55 por Hans Sauerkraut »

Offline gogorongon

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #15 Online: 16 de Janeiro de 2012, 21:19:09 »
Não acho que
Eu não estava respondendo aos seus posts, mas realmente não deixei meu ponto claro.

Offline 3libras

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #16 Online: 16 de Janeiro de 2012, 21:48:14 »
Não existe feminista em navio que está afundando, não li ainda mas o título da hora  :)
(ps: não achei o texto da hora :|)

é esse texto é uma critica a um tipo de feminista na verdade, que é exemplificado nos outros textos e que o autor considera pernicioso por ser o padrão das lideranças dos movimentos feministas
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #17 Online: 16 de Janeiro de 2012, 22:17:25 »
Buck, eu realmente nunca pensei que "praticamente qualquer um de nós preferiria que nossa mulher/irmã/mãe andasse num vagão assim"*, me surpreendeu esta afirmação: não sei, pode ser que proceda mas..., me espantaria absurdamente que os homens do Ocidente de hoje pensem* e ** deste modo (embora no Oriente Médio, onde o vagão feminino acho que nasceu e, pelo menos, onde faz mais sucesso, a coisa é "justificada" exatamente nestes termos mesmo, na linha da proteção da "pureza", do mesmo modo que obrigação da burka e outras medidas protetoras e acho que aí reside a fina ironia... recentemente mesmo li, acho que foi no O Globo, uma matéria sobre o avanço dos judeus ortodoxos e uma das petições deste grupo extremista religioso de filosofia abertamente patriarcal é... a implantação do vagão feminino nas cidades israelitas... com exatamente este discurso de "nossas mulheres precisam ser preservadas da lascívia"... depois vejo se acho o link).

???????????????????????????????
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

PQP, mas não é proteger da "lascívia", a menos que coloque "lascívia" de estuprador no mesmo saco de lascívia de uma pessoa normal. Essa comparação valeria se fosse algo como uma proposta de ter salas de cinema separadas para mulheres e homens para que os namoradinhos não ficassem namorando no escuro. Ou proibir que entrem casais em motéis.

Imagine na seguinte situação, você fazer a cabeça de alguma mulher próxima a você a não andar num vagão separado mas pegar o misto, por que é uma ofensa aos homens e sei lá mais o que. E então, eis que por acaso, ela é estuprada. Não necessariamente morta, apenas estuprada. E aí, valeu a pena?

Note que não estou dizendo que isso necessariamente iria acontecer, é apenas uma possibilidade; assim como muitas pessoas podem freqüentemente andar por lugares mais perigosos sem serem nunca vítimas de assalto ou qualquer violência, mas isso não siginfica que seja tudo igual, que não hajam áreas das cidades onde acontecem mais crimes, e conseqüentemente, que evitando-as se reduz um bocado a chance de ser vítima de um.



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Bom, corre o risco de acabar num "eu acho análoga/eu acho antagônica" mas você ver como antagônicas tais situações me parece muito mais resultado da nuvem de idéias em que estamos imersos do que uma diferença mesmo entre premissas ou de intensidade das premissas ou da composição do silogismos que "justificavam" ambientes segregados na África do Sul ou no Sul dos Estados Unidos e que "justificam" o ambiente segregado nos transportes sobre trilhos do Rio.

Nós (ou boa parte de nós, sobretudo os escolarizados) aprendemos que as diferenças de proporção entre o número de assaltos praticados por negros em relação aos praticados por brancos têm explicações não inatas, no nosso mundo (retomando o que estava sendo conversado) a posição bonita é ser pró-negro, nós vivenciamos o horror do Apartheid ou da escravidão brasileira e não gostamos, nós estamos imersos numa "nuvem de idéias" que nos faz rechaçar propostas como "a maioria dos assaltos é cometida por negros e só esta semana recebemos 10 reclamações de brancos que foram vítimas de tentativa de furto no metrô, sempre por atores negros então vamos criar um vagão branco" não que elas tenham algo de efetivamente diferente de " a maioria dos casos de violência sexual partem de homens contra mulheres e só nesta semana recebemos 10 queixas de mulheres que relatavam ter sofrido algum abuso dentro do trem então vamos criar um vagão rosa".


Eu ainda acho que não é bem a mesma coisa, que é uma comparação um tanto forçada -- um pouco como seria fazer a mesma analogia de apartheid com banheiros femininos e masculinos, coisa mais velha do que andar para frente -- embora também ainda não esteja bem da cabeça para tentar explicar melhor.

De qualquer forma, o que eu penso que seria melhor mesmo era melhor policiamento e vigilância nos vagões. Na falta disso/se for representar um custo menor com resultados aproximados, uma separação entre vagões quebra o galho.


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*Eu acho que eu nunca ouvi nada que justifique isso, minha estranheza vem daí, se a maioria dos homens pensa isso só pensam e não falam. Não me lembro de jamais ter ouvido de um homem: "ahhh, mãe, se o ônibus vier lotado espera outro, não quero pensar na senhora sendo sarrada por algum marmanjo" ou ainda "não vamos nesse não, amor, porque eu não quero mulher minha pegando trem lotado", que seriam coisas que eu acho que deveria ouvir se essa ideia realmente povoasse a cabeça dos homens. ( Digo: é claro que eu já vi muitas vezes pessoas dizendo "não vamos nesse, vamos esperar um mais vazio", mas nunca com alguma ênfase no "porque você é mulher e tá cheio de homem" e sim no conforto, no fato de não ter lugar pra segurar, na idéia de que tá muito calor pra viajar num ônibus abafado e lotado; inclusive, e talvez até mais comum, quando em casal, já ouvi muitas vezes diálogos com o homem querendo ir no lotado e a dama pedindo para esperar o próximo)

Nesses casos não ocorre tanto porque geralmente na companhia de um homem eles ficam de repente mais educados.

Acho que qualquer homem um tanto "cético" mudaria de idéia só com a idéia de um experimento onde pudesse ser transformado num traveco convincente e minimamente atraente.



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**E ainda que fosse verdade, esta afirmação de que a maioria dos homens se sentem mais seguros que suas parentas viajem só com outras mulheres, sem a presença ameaçadora de homens por perto, seria análogo à alguma afirmação, pra mim muito mais plausível, de que ainda hoje muitas pessoas, inclusive negros, se sentem intuitivamente mais ameaçados e amedrontados quando se veem cercados de muitos negros desconhecidos, sobretudo quando estes estão em bando, sobretudo quando aparentam ser pobres (em função da natural associação que o nosso cérebro faz: "todos as vezes que fui assaltado ou presenciei um assalto foi por um negro e ainda mais frequentemente um grupo de negros e eles estavam quase sempre vestindo chinelos e bermudas baratas que nem estes aí, perigo: "bléin, bléin, bléin, bléin"") e nem por isso idéias segregacionistas em relação a negros passam a nos parecer mais aceitáveis.

Novamente, a analogia anterior. Nós queremos que nossos entes queridos evitem riscos desnecessários. De modo geral julgamos que um segregacionismo apartheidesco não é apenas ofensivo e injusto como ineficiente. No entanto outras medidas, como as que falei de evitar certos lugares e mulheres não andarem sozinhas, são mais comumente aceitas como recomendações válidas ainda que alguns possam tentar caracterizá-las como racistas/classistas ou sexistas. Mas eu acho que é apenas "realidade social", e esse sacrifício da segurança alheia em nome do politicamente correto não serve para absolutamente nada. Vamos começar a defender o contrário, como que as mulheres ou qualquer um "devem poder" andar em qualquer lugar em qualquer hora, e não fazer isso é sexismo e/ou racismo? Vamos jogar logo fora os cadeados dos portões porque é preconceito, discriminação generalizada contra os desconhecidos/transeuntes -- e até contra os próprios vizinhos, é afirmar que a sociedade é feita de ladrões, só porque em meio a sociedade há ladrões.

Isso me parece com aquelas baboseiras feministas como uns posteres que vi, um monte de mulheres bebendo e dando risada, com os dizeres "isso não é um convite para um estupro", ou a ira delas com a recomendação da policial sobre roupas mais provocantes.

Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #18 Online: 16 de Janeiro de 2012, 22:47:29 »
Não vou responder nem ler agora que estou mesmo sonolento, mas quanto ao trecho que quase te fez cair da cadeira (o da lascívia) dá uma relida, não é isso que você entendeu. O que estou dizendo é que enquanto no caso do Rio a medida se traveste de um caráter feminista, no Oriente Médio (onde estão quase todos os outros casos) a mesma idéia é apresentada e defendida mais no mesmo caminho da burca ou da proibição da consulta com médico do sexo masculino ou de andar sozinha... ou seja, de preservar a pureza e não deixar que ela seja atingida pela lascívia alheia ou seduzida e corrompida por ela. E isso que acho que é irônico, que a mesma medida seja defendida em um lugar por misógenos extremistas e em outro lugar por misândricos empedernidos e que ambas as leituras ao meu ver estejam corretas.  :P

Leia:
http://oglobo.globo.com/mundo/saiba-mais-sobre-as-controversias-internas-de-israel-3590502
http://riquefranca.wordpress.com/2011/08/18/%E2%80%9Clulubus%E2%80%9D-%E2%80%93-o-coletivo-da-luluzinha/
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2012, 23:05:58 por Hans Sauerkraut »

Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #19 Online: 16 de Janeiro de 2012, 22:54:46 »
Buckaroo, falei que não ia responder o resto, mas li por alto... e em relação ao último trecho... você conseguiu perceber, enquanto estava escrevendo, que você está defendendo uma posição minusculamente minoritária, pelo menos "a nível" de legislação, em todo o planeta, sobretudo no nosso querido mundo ocidental, desenvolvido e livre? Que em apenas meia dúzia de 7 ou 8 cidades do Globo Terrestre inteiro se definiu que em alguns transportes públicos é benéfico e necessário que homens e mulheres transitem em separado ou que pelo menos as mulheres tenham direito a esta opção e que na maioria das outras sei lá quantas mil nem sequer se cogita esta opção? Que mesmo nas pouquíssimas cidades livres e ocidentais em que esta opção existe a maioria das mulheres a considera tão desnecessária e inútil a ponto de preferirem viajar tranquilamente em vagões mistos, inclusive as mais gostosas, meigas e "vulneráveis"?

Não trate como um ad populum, mas dá uma relida no seu último bloco e pense bem se esta sua defesa meio que comparando o vagão cor-de-rosa à necessidade de usar cadeados nas casas ou à divisão de ambientes por gêneros especificamente onde as pessoas costumam ficar eventualmente com suas genitais à mostra não fica um tanto absurda... :)

E de qualquer modo uma recomendação por parte de familiares para que mulheres evitem caminhar sozinhas em lugares ermos é bem diferente de uma lei que restrinja o direito de homens caminharem em lugares ermos enquanto mulheres estejam passando por estes sozinhas.

Mas acho que tá caminhando para a improdutividade, o tópico, desta vez :|
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2012, 23:50:18 por Hans Sauerkraut »

Offline Sergiomgbr

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #20 Online: 17 de Janeiro de 2012, 01:22:44 »
Às mulheres que queiram evitar ser constrangidas é um  direito que a elas assiste o vagão exclusivo.

A questão é, isso as privilegiará de alguma forma em algo que vá além do direito de não serem bolinadas quando não de forma consensual?

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #21 Online: 17 de Janeiro de 2012, 01:46:15 »
O problema é que sempre pode se argumentar trocando mulheres e homens para brancos e negros respectivamente (e bolinações e estupros por roubos). Eu apenas não acho que seja realmente análogo, ou não muito mais análogo do que seria apartheid a banheiros separados para homens e mulheres. Talvez em parte porque raça não seja a mesma coisa que sexo, para começar. Acho que curiosamente esse argumento parece mais coisa que se esperaria daqueles igualitarianismos sexuais que se confundem com paródias.




E quanto a torcidas nos estádios de futebol?

"Elas devem ser também segregadas num apartheid, como se todo torcedor de futebol fosse um troglodita descerebrado, sempre no limite de rachar o crânio de um torcedor de outro time com um tacape? E toda aquele desvio de contingente policial para esses eventos? Os torcedores já pré-julgados como uma ameaça tão grande que as forças policiais precisam já estar lá de antemão para contê-los o quanto antes, para evitar que a destruição e o caos se alastrem. Eu como 'racionalista', defensor de que os humanos são animais racionais, não bestas selvagens, e não devem ser julgados preconceituosamente, me oponho a essa política discriminatória nazista."

Offline Donatello

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #22 Online: 21 de Janeiro de 2012, 13:01:14 »
Sério, Buckaroo? Sério que você vê todas as antagonias em se comparar o vagão feminino com a segregação racial nos regimes escravocratas e no Apartheid mas consegue enxergar semelhanças com a separação de torcidas em um estádio? :o Sério que no primeiro você só vê dessemelhanças enquanto no segundo você vê uma comparação válida e muito mais inteligente?

#1: em um clássico de futebol a divisão de portões (geralmente em 3: uma entrada mista, uma para uma torcida e outra para a outra) não está defendendo os flamenguistas dos vascainos, nem o contrário. Não se está manifestando apoio público, estatal e institucional à idéia coletiva de que membros de uma torcida são intrinsecamente mais desordeiros do que de outra. Nos banheiros também não. EUUUUUUU também ficaria, digamos, desconfortável, de mijar na bodega do mictório enquanto uma mulher tivesse retocando a maquiagem no espelho. Por isso eu nem consigo imaginar um banheiro público misto, mesmo sendo eu homem.

Já que você me propôs o surreal exercício mental de me imaginar como uma traveca gostosa (já te respondo sobre isso adiante) então te proponho uma tentativa tão difícil quanto, sabendo que você não se liga muito em esportes: imagine que você fosse uma fanático vascaíno pacífico e ordeiro e que tivesse sido promulgada uma lei que garantisse aos flamenguistas e botafoguenses uma parte reservada do estádio mesmo não sendo demonstrada qualquer evidência estatística/genética/científica de que vascaínos sejam mais violentos ou agressivos, apenas o fato de que a maioria das reclamações sobre violência partiram de flamenguistas e botafoguenses e contra vascaínos. E imagine que você, como vascaíno sóbrio e elegante de repente se enganasse quanto a entrada geral e acabasse indo parar na portão rubro-negro e ouvisse dos urubus coisas como "sai pra lá seu português baderneiro, isso aqui é reservado aos flamenguistas seu canalha, respeite nossos DI REI TOS". E quando finalmente chegasse à sua arquibancada, que estava lotada também de flamenguistas (alguns dos quais também seriam comprovadamente agressivos mas contra os quais você sequer poderia reclamar porque no mínimo ia ser motivo de piada, já que neste mundo surreal que estou inventando e te convidando a visitar existe uma idéia generalizada de que vascaínos em geral são masoquistas inatos e quem não gosta de levar uma boa surra de flamenguista em qualquer hora e lugar não é vascaíno de verdade: o que torna impossível mensurar o número de vítimas de um lado e do outro e equivocado usar o "botafoguenses e flamenguistas reclamam mais" como argumento, ainda mais porque, por outro lado e no mesmo universo de idéias, entende-se que qualquer flamenguista que sofrer um esbarrão de um vascaíno na rampa de acesso às cadeiras cativas deve logo berrar estar sendo espancado para evitar mal entendidos quanto à sua pureza rubro-negra), você ouvisse de 10 em 10 minutos educados anúncios pelo moço da SUDERJ "Caros torcedores, os flamenguistas têm direito a uma arquibancada exclusiva, este é um direito conquistado por eles, seja civilizado, respeite esta determinação. SUDERJ: sempre por você".

Você mantém que são análogas, Buck? ou que são pelo menos tão análogas quanto uma situação qualquer em que por idéias difundidas e mais ou menos coletivamente aceitas sobre a agressividade dos negros, brancos tenham sido protegidos do contato com os negros em sociedades de outrora?

Ahhhhh, então eu sou a favor de que mulheres e homens não possam jamais se juntar em transportes coletivos, como propõem os radicais judeus ultra ortodoxos lá em Israel e ao contrário do que apavora os judeus liberais e progressistas, lá em Israel também? Não... eu continuaria achando exagerada e surreal, mas não poderia mais acusar de preconceituosa ou privilegista.

Insistindo chatamente: você realmente não vê nada de irônico no ato de que a idéia de vagão feminino tenha surgido em países do Oriente Médio e obtenha mais sucesso neles e que lá ela seja defendida e sustentada pelos menos feministas dos cidadãos?

Ahhhh, sim
, se eu fosse uma traveca bonita eu provavelmente não estaria muito preocupada com contatos acidentais com os corpos de homens em coletivos lotados, provavelmente a maioria deles estaria mais preocupada do que eu em evitar estes contatos, mesmo que acidentais.
« Última modificação: 21 de Janeiro de 2012, 15:54:36 por Hans Sauerkraut »

Offline gogorongon

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #23 Online: 05 de Fevereiro de 2012, 22:29:35 »
Coisinha que "reachei" hoje:
Citação de: "VIN DIESEL"
Reivindicações políticas do Masculinismo Brasileiro

Viemos apresentar as reinvindicações políticas do Masculinismo Brasileiro, as quais foram debatidas no fórum Homens Honrados, com a finalidade de suscitar o debate público sobre os temas em questão e mudar o tom paternalista da legislação brasileira em relação às mulheres:




SOBRE OS PRIVILÉGIOS DAS MULHERES:

1ª reinvindicação:


Lutar a favor de que o STF declare a Lei Maria da Penha ( lei 11.340/2006)  como inconstitucional, dado ferir o princípio da isonomia e da igualdade, privilegiando um só sexo, como se o Estado substituísse a função de "PAI", intrometendo-se indevidamente nas relações familiares, uma vez que uma relação entre dois adultos é livre e pode ocorrer a separação corporal a qualquer momento bastando pra isso tão somente a vontade de um conjugê, (no popular em briga de marido e mulher não se mete a colher) além de prever em seu bojo medidas cautelares também inconstitucionais, como aquelas que privam o homem do seu livre direito de ir e vir.

A lei Maria da Prenha vai contra o "princípio da igualdade judicial". Segundo o art. 5º, inciso I, da Constituição Federal: "homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição". Assim, ainda que subjetivamente desiguais, homes e mulheres merecem igual tratamento jurídico. Não bastasse ser discriminatória, essa lei ainda afronta gravemente os direitos previstos no inciso X do mesmo artigo que afirma "serem invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas", ao extrapolar a atuação do Estado muito além do limite do desejável.

2ª reinvindicação:

Extinguir a aposentadoria especial das mulheres. Essa proposta é bem simples de se entender e é justificada pelo fato de as mulheres viverem mais que homens e, em tese, receber a aposentadoria do INSS por mais tempo, configurando uma dupla injustiça. Além disso, estão em crescimento no mercado de trabalho, o que futuramente poderá comprometer o equilíbrio das contas. Não existe mais esse negócio de terceira jornada com única e exclusiva das mulheres, pois os homens solteiros (e muitas vezes até os casados)  também são obrigados a dar conta das tarefas domésticas.

3ª reinvindicação:

Acabar na esfera público ou privada, com testes físicos diferenciados na seleção de vagas. Trata-se nada menos que a aplicação do  "princípio da igualdade judicial". Retomo mais uma vez o art. 5º, inciso I, da Constituição Federal que afirma categoricamente que  homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Assim, ainda que subjetivamente desiguais, os cidadãos merecem igual tratamento jurídico. As mulheres são na média 30% mais fracas. Se comparada só a parte superior do corpo, essa diferença é maior, chegando até a 60% da força dos homens. Assim como é necessária a força física nas Forças Armadas, o bom senso as exige também para que atividades de natureza policial e de salvamento sejam feitas.

Se é facilitado o ingresso da mulher, ocorre uma discriminação gritante, que só prejudica o serviço público e consequentemente toda a população. Se a Administração exige que um homem tenha a força suficiente para o exercício da função, não existe motivo pra que uma mulher seja aprovada, se ela não tiver a mesma força do homem em questão. Trata-se de discriminação sexista pura e simples que reprova os homens que tem exatamente a mesma força física da mulher aprovada para o cargo público. Sem contar o fato gritante que no serviço policial, muitas se vangloriam por fazerem atividades menos desgastantes que o homem. Ou seja, no final de tudo os homens são prejudicados duplamente para que a mulher possa se beneficiar da sua falta de força física mesmo nas atividades que a exigem...




SOBRE PENSÃO ALIMENTÍCIA:

1ª reinvindicação:


Direito do(a) pai/mãe investigar se o ex-conjugê está usando a pensão pra o bem do filho. O parágrafo primeiro do artigo 13 da lei 5478/68 diz que: "Os alimentos provisórios fixados na inicial poderão ser revistos a qualquer tempo, se houver modificação na situação financeira das partes, mas o pedido será sempre processado em apartado. Já o art. 15 da lei 6515/77 afirma que "os pais, em cuja guarda não estejam os filhos, poderão visitá-los e tê-los em sua companhia, segundo fixar o juiz, bem como fiscalizar sua manutenção e educação."

Ocorre que o entendimento atual do STJ é que não cabe a prestação de contas contra a ex mulher por falta de legitimidade do ex marido, mas sim uma ação de revisão de pensão alimenticia. Ora entendemos que como a finalidade do alimentos é a criação dos filhos é necessário que o devedor fiscalize se o dinheiro está sendo investido na criança, já que a Constituição Federal no seu artigo 227 considera como dever da família e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à vida, à saúde, à alimentação e à educação.

Como esse importante preceito constitucional não está sendo cumprido, entendemos que já passou da hora do Estado regulamentar o direito da criança alimentanda para que não sirva mais como prática de enriquecimento ilícito do ex-cônjuge, pois certamente não era essa a intenção do legislador. Sugerimos ainda como punição ao infrator, a mudança de guarda dos filhos com a adição de multa pecuniária em dobro de todo o dinheiro gasto irregularmente.

2ª reinvindicação:

Limitar a pensão a 10% dos proventos, com teto máximo de 10 salários mínimos. Essa proposta surgiu do ordenamento pátrio não prever qualquer limite exposto ao valor de alimentos. A Lei 5478/68 deve ser ajustada e o percentual de 10% não onera sobremaneira o devedor, assim como não incentiva o enriquecimento ilícito de mulheres que se utilizam de filhos para ascender socialmente. A mulher tem que se conscientizar de que para ter filhos ela também deve ter recursos suficientes para educação e sustento de suas crias, não só o seu marido. O percentual de 10% (não importa o número de filhos) é razoável e não rebaixa o devedor a uma condição social inferior. É sugerido que se não satisfeita com o valor da pensão, a guarda fique com o homem (ou vice-versa). Essa proposta também ajuda no planejamento familiar da população brasileira e moraliza algo que hoje é indecente.

3ª reinvindicação:

 Extinguir do ordenamento jurídico a prisão em caso de não pagamento de pensão alimentícia (Art. 19. da Lei 5478/68), uma vez que se trata de uma prisão por dívida, o que é inadmissível pelo nosso ordenamento jurídico atual. A Declaração Americana dos Direitos da Pessoa Humana, firmada em 1948, em Bogotá (Colômbia), com a participação do Brasil, já previa esta proibição. Também a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, realizada em Viena (Áustria), em 1993, com participação ativa da delegação brasileira, preconizou o fim da prisão civil por dívida. Não bastasse isso temos fato óbvio de que o homem preso não poderá trabalhar e pagar a dívida da pensão exigida pela justiça.




SOBRE OS COSTUMES:

1ª reinvindicação:


A liberação imediata do ministério da Saúde para comercializar o Nofertil,  anticoncepcional masculino brasileiro. Diferente da pílula feminina, a masculina não contém hormônios e quase não apresenta efeitos colaterais. É feita de uma substância extraída da semente do algodão chamada gossipol. O produto foi descoberto na China, há 20 anos, quando pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) começaram a estudar uma população que apresentava baixos índices de fertilidade e cujos hábitos incluíam a ingestão de grande quantidade de pasta e óleo da semente de algodão, utilizados para cozinhar alimentos.

O professor Elsimar Coutinho vem sendo perseguido pelo movimento feminista mundial somente por apresentar essa pílula. A alegação estúpida das feministas é o monoópolio do controle de natalidade por parte de um só sexo, ou seja, quando desejarem ter filhos simplesmente elas param de tomar a pílula e engravidam. A constistuição mais uma vez é rasgada em nome dos privilégios femininos. Mandem um e-mail para saudedohomem@saude.gov.br  afim de que o homem não seja mais obrigado a pagar pensão e ser refém de mulheres que usam os filhos para chantagem emocional.

2ª reinvindicação:

Ressuscitar o dispositivo legal que permite a anulação do casamento por falta de virgindade. Trata-se do artigo 219, inciso IV, do Código Civil de 1916, que dispunha ser "erro essencial sobre a pessoa do cônjuge o defloramento da mulher ignorado pelo marido". O artigo 1557, inciso I do Código Civil de 2002 afirma ser "erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo este erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado". Ora, é fato conhecido que qualquer homem tem a sua honra afetada, quando se casa com mulher não virgem,  devendo tão somente este julgar se é possível a vida em comum com uma mulher que já teve relações sexuais com outrem. É indevida a interferência do Estado em proteger uma mulher que esconde seu passado promíscuo do futuro cônjuge.

3ª reinvindicação:

O conceito de família (para a proteção do Estado) não deve ser ampliado para uniões estéreis. A lei "Inconstitucional da Penha" no inciso II do artigo 5º considera "família como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa". Ora, apesar da aberração jurídica e conceitual  a sociedade considera "entidade familiar" aquela derivada do casamento, sendo formada por pai, mãe e filhos. A autora Maria Helena Diniz conceitua o casamento como sendo “o vínculo jurídico entre o homem e a mulher, livres, que se unem, segundo as formalidades legais, para obter o auxílio mútuo material e espiritual, de modo que haja uma integração fisiopsíquica, e a constituição de uma família”. As uniões homoafetivas, sendo estéreis, não podem nunca ser considerados como família e base da sociedade, pois a mera relação sexual e/ou afetiva não podem se constituir em um casamento e tampouco ajudar na manutenção de um ambiente saudável para uma criança, a qual forçosamente nunca nascerá desse tipo de relação anti-natural.

4ª reinvindicação:

A volta da honra como excludente de ilicitude no caso do marido assassinar a traidora e seu cúmplice. A legislação portuguesa trazida para o Brasil admitia que o marido matasse a mulher e seu amante se fossem surpreendidos cometendo adultério, porém essa legislação não era reconhecida juridicamente. O Código Penal Brasileiro de 1890 trouxe a figura da excludente de ilicitude da “perturbação dos sentidos e da inteligência” que acabou nos dias atuais, servindo como qualificador para diminuir a pena. Ocorre que mesmo nos dias atuais a infidelidade feminina ainda causa ofensa à moral e à honra masculina.

Beraldo Junior nos alerta que: "Apesar de vários doutrinadores entenderem que a tese foi superada após o advento do Código Penal de 1940, os tribunais têm mantido as sentenças singulares absolutórias que acatam a tese da legítima defesa da honra, desde que, obviamente, presentes os requisitos do art. 25 do Código Penal e não seja a decisão manifestadamente contrária a prova dos autos, o que enseja recurso e conseqüente reforma do decisum". Há um equívoco na percepção hodierna de que o aumento da traição feminina tenha implicado numa aceitação moral da sociedade. Admite-se a legítima defesa da honra pois esta consiste no uso dos meios que o ofendido julgava no momento de sua exaltação emocional e psicológica serem necessários para a repulsa da ofensa. O homem deve ser absolvido ao defender a sua honra  no ato de flagrar o adultério, já que no momento de flagrante o acusado não pode ter sido capaz de discernir se aquela repulsa era necessária ou se a melhor saída seria a separação litigiosa ou consensual, posto que essa frieza é antinatural para a grande maioria dos homens.




SOBRE O CASAMENTO:

1ª reinvindicação:


Alterar o parágrafo terceiro do artigo 226 da CF para "não reconhecer a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, podendo a lei facilitar sua conversão em casamento para que só assim tenha a proteção do Estado". A defesa da não equiparação de relação estável com o casamento é óbvia, já que traz inúmeros malefícios aos homens que namoram ou simplesmente mora junto com outra mulher, justamente para não ter que transferir metade do seus bens para a aproveitadora. Manter essa ambiguidade no texto legal traz um benefício sexista evidente às mulheres, que se utilizam disso para transferir renda do homem para si.

2ª reinvindicação:

Em caso de traição feminina, a mulher perde o direito a pensão, bens em comum e a guarda dos filhos.  Inicialmente temos que justificar o porquê de nos restringirmos somente à mulher. O filósofo Schopenhauer já ensinava que "o amor do homem diminui sensivelmente a partir do momento em que obteve satisfação; quase qualquer outra mulher o excita mais do que aquela que já possui: ele anseia pela variedade" A única motivação para um homem casar seria ter ao seu lado uma mulher “direita” e de preferência virgem, preparada para o domínio do lar e a geração de sua prole, já que o homem perde a variedade sexual e ainda na maioria das vezes fica como burro de carga sustentando sua esposa.

Quando a mulher dissimula o seu caráter para ter as vantagens do casamento, obviamente que tem como incentivo os ganhos econômicos referentes à separação.  Porém, a traição feminina  implica numa atentado À honra objetiva do homem em questão, que fica ridicularizado com má fama, além do perigo eminente de criar filhos alheios, carregando o dolorido estigma de ter ajudado a propagar genes de outro homem, o que deve ser sanado e desestimulado pelas leis do divórcio.  Temos mais uma vez em mente os ensinamentos do grande filósofo: "O adultério cometido pela mulher é muito menos perdoável do que o cometido pelo homem, tanto objetivamente, por causa das conseqüências, quanto subjetivamente, por ser contra a natureza."

De acordo com a biologia, a monogamia tem suas vantagens para a fêmea de espécies cuja prole nasce imatura (mãe e filhotes se beneficiam de um pai por perto para ajudar), mas, por outro lado, todo macho que "pula a cerca" tem aumentadas suas chances de deixar descendentes. Por isso que a traição masculina não deve ser objeto de punição, até mesmo por que geralmente são os homens que pagam pensão, ficam sem os filhos e perdem os bens no divórcio.




SOBRE A LUTA CONTRA O RACISMO E A DISCRIMINAÇÃO SOCIAL:

1ª reinvindicação:


 Não permitir que o Estado reserve vagas no ensino superior e em  concursos públicos de acordo com a raça, condição social ou sexo das pessoas.  Essa nossa posição é por demais óbvia, já que o racismo no Brasil é crime e nos opomos a qualquer tentativa de estigmatizar os negros e índios (ou pessoas de qualquer outra raça) como pessoas de capacidade intelectual limitida. Também não admitimos que a pobreza seja sinônimo de falta de capacidade, já que a mobilidade social entre as classes ocorre naturalmente em decorrência de mudanças na economia.

Não queremos que o ensino público seja jogado às traças devido a política paternalista do Estado Brasileiro, uma vez que como a competição com as particulares tende a diminuir, a pressão social para investimentos no ensino público também diminue. É óbvio também que não compactuamos com a idéia de reservar vagas para mulheres, uma vez que as mesmas afirmam ter a mesma capacidade intelectual dos homens. A consequência da política de cotas faz com que  a universidade pública perca qualidade, uma vez que foi trocado o critério de mérito e inserido alunos que entraram "pela janela" fazendo com que o ensino seja nivelado por baixo. A univerisade pública teria assim o mesmo destino das escolas públicas de primeiro e segundo grau.




SOBRE O DIREITO À PROPRIEDADE:

1ª reinvindicação:


Acabar com a desapropriação de terras que esteja em dia com seus impostos e demais obrigações legais. Pedimos a imediata exclusão do Art. 2º da lei 8629/93 que estabelece que "a propriedade rural que não cumprir a função social é passível de desapropriação." O art. 524 do código civil de 1916 assegurava ao proprietário o "direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de reavê-los do poder de quem quer que injustamente os possua", já o parágrafo primeiro do Art. 1.228 do novo código civil deixa o direito à proriedade em aberto com a subjetividade e interpretação do governo de ocasiâo do que seriam as finalidades econômicas e sociais do direito à propriedade, trazendo uma grave insegurança jurídica, como a que acontece na questão da propriedade agrária e pode-se perigosamente se estender a outros objetos a bel prazer do Estado.

2ª reinvindicação:

Reforçar o efetivo policial e propor ações de inteligência policial para coibir os furtos e roubos. Sabemos que a propriedade privada é um direito natural, cuja instituição formal surgiu de maneira espontânea e gradual na sociedade. Temos que proteger esse sagrado direito. John Locke já argumentava "Cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa. A esta ninguém tem direito algum além dele mesmo. O trabalho de seu corpo e a obra de suas mãos, pode-se dizer, são propriamente dele. Qualquer coisa que ele então retire do estado com que a natureza a proveu e deixou, mistura-a ele com o seu trabalho e lhe junta algo que é seu, transformando-a em sua propriedade."

Hume nos lembra que o direito à propriedade privada assegura riquezas e evolução tecnológica da sociedade.: "Quem não vê, por exemplo, que tudo que é produzido ou aperfeiçoado pela arte e pelo trabalho de um homem deve ser-lhe assegurado para sempre, a fim de encorajar esses úteis hábitos e realizações?".

Já segundo Tom Bethel, autor do livro "The Noblest Triunph", constatou que os países que protegem e defendem os direitos de propriedade são os mais ricos e prósperos, enquanto aqueles que os violam e negligenciam estariam condenados à pobreza. Portanto, ao defender o direito à propriedade através da priorização do direito à propriedade estaremos trazendo riquezas e desenvolvimento ao Brasil e com isso diminuindo a violência e consequentemente a criminalidade.




SOBRE A DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL:

1ª reinvindicação:


 Proibição de mulheres no exército. A escritora Stephanie Gutmann, jornalista especializada em assuntos militares, noticiou que "entre dezembro de 1995 e julho de 1996, durante a campanha da Bósnia, a cada três dias uma recruta americana era transferida para uma base na Alemanha por ter engravidado. A primeira mulher a pilotar um bombardeiro militar B-52, a tenente Kelly Flinn, foi expulsa em 1997 por "confraternizar" com civil casado", ou seja, a presença feminina no exército provoca contratempos e subverte a disciplina. Tem ainda a questão das diferenças físicas entre os dois sexos. A massa muscular da mulher chega até a ser 60% menor que a do homem. Há várias conseqüências:
  • Elas não podem lançar granadas com a mesma força que eles.
  • Recrutas femininas machucam-se duas vezes mais do que os homens, devido à constituição óssea mais frágil.
  • Elas, por vergonha, evitam urinar durante as marchas e a cistite tornou-se um problema de saúde militar.
O que emergiu da experiência americana em colocar a mulher na linha de frente é a confirmação de que não é por "simples convenção social" que a guerra é coisa de macho.

No exército brasileiro ocorrem vários privilégios às mulheres que acabam prejudicando nosso país. Elas são liberadas de fazer exercícios quando estão menstruadas. A tensão pré-menstrual, TPM, é aceita como motivo para faltar ao serviço militar.




SOBRE O CÓDIGO PENAL:

1ª reinvindicação:


Criminalizar o Usuário de drogas (ou seja, não mais receber só advertência ou trabalho voluntário) . Defendemos a criminalização do uso de drogas, pois daí decorre a redução do efeitos nocivos da droga para a sociedade. Essa redução se dará tanto em termos de número de usuários como em termos de quantidades consumidas. Ocorre que o Poder Legislativo tem produzido leis cada vez mais flexíveis quanto à gravidade penal da conduta de consumir dada quantidade de um tipo de droga. Isso é um absurdo pois já se sabe há tempos que as drogas são fontes de financiamento político, de corrupção, de violência e do aumento do custo social marginal. Como se trata de uma transação comercial, obviamente não há sentido em punir só o vendedor, ainda mais porque somente diminuindo a demanda é que iremos diminuir a oferta.

A verdadeira educação para os usuários de drogas está em puni-los eficazmente, já que não podem se abster do fato de que sua conduta é onerosa para a sociedade. Os defensores das descriminalização clamam que os ricos nunca foram penalizados com a antiga lei, já que eles sempre contarem com clínicas de desintoxicação e advogados. Ocorre porém que o fato da sociedade falhar na repressão de um grupo social, não se trata de um permissivo para toda a sociedade fazê-lo. A criminalização do uso e sua consequente repressão ferroz é a melhor forma de diminuir o cancer, ao contrário de alastrá-lo para todo o corpo, como querem masoquisticamente, os defensores da descriminalização...

2ª reinvindicação:

Tipificação da conduta do estupro (art 213 cpb) como "ato onde um corpo estranho seja penetrado na boca, anus ou vagina com violência ou coerção da vítima, na condição de agente passivo e/ou ativo". Isso nada mais é que permitir que o estado puna arbitrariamente o homem ou mulher com a subjetividade do conceito de ato libidinoso.  Ato libidinoso é todo ato de satisfação da libido, isto é, de satisfação do desejo ou apetite sexual da pessoa. Acontece que não há uniformidade no desejo libidinoso, até mesmo porque no extremo há pessoas que se excitam até mesmo com a simples prática de apertar o pedal do acelerador de um carro (pedal pumping).

CAPEZ (2007 p. 43)  considera que " apalpar partes do corpo ( p. ex.: nadegas, seios, pernas), ainda que a vitima esteja vestida etc.” seria um "ato libidinoso", no que vai contra a acepção corrente do termo. O primeiro artigo do código penal diz: “Não há crime sem lei que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal”. O princípio da tipicidade assegura que ninguém seja punido por fato atípico. Ocorre porém que pessoas vem sendo punidas por fatos atípicos, já que o código não cita quais seriam "os atos libidinosos". A tipificação corrige essa falha da lei e traz segurança jurídica aos brasileiros pois não permite abuso de poder por parte das autoridades policiais e judiciárias.




SOBRE A EDUCAÇÃO:

1ª reinvindicação:


Separar as escolas até o ensino médio por sexo, com a finalidade de aumentar o rendimento escolar. O Dr. Amaya atestou que os "colégios personalizados têm menos desafios porque não perdem tempo com diferenças de maturidade sexual, por exemplo. O cérebro masculino é diferente do feminino". Como o objetivo da escola é a excelência no ensino, está claro que atender as especificidades do sexo masculino e do feminino só traz vantagens aos dois sexos. O sistema de educação diferenciada não é novo, nem é importado de outros países. Os exemplos, no Brasil e no mundo, mostram claramente sua eficiência. A libido maior do sexo masculino prejudica o seu rendimento escolar no sistema de educação mista. Um estudo realizado pela Universidade de Radboud, na Holanda, e publicado no Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens “perdem a cabeça”, quando estão na presença de uma mulher bonita. De acordo com os cientistas, o público masculino usa uma porcentagem tão grande da sua função cerebral ou de seus recursos cognitivos para impressionar a mulher que ficam restritos para realizar outras tarefas, por mais simples que elas sejam. Uma pesquisa feita na Nova Zelândia chegou a mesma conclusão: “Os meninos tendem a ser aéreos, agressivos e agir de modo inapropriado quando estão com garotas."

2ª reinvindicação:

Federalizar a educação. A regionalização da educação tem se mostrado um modelo ineficaz e corrupto. No Brasil, em vez de criar identidade e integração nacional, a educação tem sido um poderoso criador de desigualdades e quebra da identidade, em função da absurda variação na oferta e na qualidade da educação, conforme a renda familiar, o nível de escolarização de seus pais ou a cidade onde a criança vive.

As chances de freqüentar a escola são melhores para crianças brancas, de renda média ou alta, residentes no Sudeste, Centro-Oeste ou Sul do país, cujas mães possuam alto nível de escolarização.
Para as demais, as chances de estudar e aprender são mínimas. Temos vários exemplos disso:
  • No Brasil, uma criança da Amazônia com idade entre 7 e 14 anos tem 7 vezes menos chance de freqüentar a escola do que uma criança do Distrito Federal.
  • Trinta milhões de alunos têm menos de 4 horas de aula por dia, um milhão têm 6 ou mais horas de atividades educacionais diariamente.
  • 4,3 milhões de crianças com idade entre 4 e 14 anos e 2 milhões de jovens com idade entre 15 e 17 anos estão fora da escola.
  • O Brasil tem entre 15 e 20 milhões de adultos analfabetos.
  • 33 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais de idade são incapazes de ler ou escrever, apesar de terem sido formalmente alfabetizados.
  • Quase um terço (28%) dos alunos brasileiros não conseguem completar a 4a série do Ensino Fundamental na idade adequada (11 anos).
Estamos de acordo com o senador Cristovam Buarque que a quebra do círculo vicioso da desigualdade e do subdesenvolvimento só será conseguida quando houver igualdade nas oportunidades, por meio de uma educação de qualidade para toda a população, especialmente as crianças. Isso hoje não pode ser obtido por meio da educação privada, porque os pobres não podem pagar escola para seus filhos; nem por meio de uma educação municipalizada, porque tal como explanada acima as cidades pobres não têm como assegurar educação de qualidade para suas crianças. A igualdade de oportunidades somente poderá vir através  de uma educação básica pública nacionalizada.

A educação do povo brasileiro deve ser visto como investimento, fundamental para nosso desenvolvimento: pois o maior capital que um país pode ter está na instrução e cultura do seu povo.

3ª reinvindicação:

Permitir a Educação em Casa, tendo em vista a atual degeneração social e moral das escolas públicas e particulares e ampliar a sua aplicação até mesmo para o nível superior em qualquer curso da área de Ciência Humanas e Matemáticas onde o autoditatismo é suficiente para atingir tal feito. O Provão deverá voltar a ser requisito obrigatório para a conclusão do ensino superior por parte de todos os estudantes e será o meio pelo qual o autodidata provará o seu conhecimento de nível superiores nas áreas citadas e conseguirá o seu diploma mesmo sem matricular em nenhuma faculdade.

Defendemos isso porque o quadro atual é preocupante, Júlio Severo mesmo nos avisou que "entre os países desenvolvidos, os EUA se classificam em terceiro lugar em recursos gastos por aluno, logo atrás das Antilhas e da Suécia. De todos os países do mundo, os EUA gastam a segunda maior parte do seu produto nacional bruto em educação — 7.5%, comparados aos 5.5% do Japão e 4.5% da Alemanha. No entanto muitas crianças americanas são realmente analfabetas ao terminarem o segundo grau. Mal conseguem ler, e têm dificuldades para solucionar problemas simples de matemáticas como manter atualizado o saldo de um talão de cheques. Por incrível que pareça, um terço dos estudantes americanos de segundo grau não consegue nem ao menos localizar o seu país num globo terrestre!"

Nas escolas também são defendidas doutrinas imorais tais como a defesa do aborto, da homossexualidade, relativismo moral, etc. Muitos pais, principalmente os cristãos, estão cansados. Até mesmo porque não tem como monitorar os seus filhos o suficiente para salvá-los de uma educação sistemática errada. A obrigação de matricular os filhos na escola é uma clara ofensa ao direito de crença, asssegurado na nossa constituição.

Isso tudo sem falar do autodidatismo. A autonomia é a tônica do aprendizado. Não há sentido em ser contra a liberdade intelectual do aluno. Até mesmo porque cada vez mais o ensino à distância é uma tendência. Devido ao uso da tecnologia, uma aula pode ser gravada e transmitada para um número ilimitado de alunos. Trancar a educação numa prática formal e ir contra um importa preceito constitucional que inicialmente é o direito universal à educação e principalmente vai contra ao parágrafo  3º do artigo 215 que reza a lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. Se o cidadão detém o conhecimento de nível médio ou mesmo de nível superior é simplesmente absurdo que o Estado não reconheça o seu saber. São abundantes os exemplos de autodidatas que contribuíram enormemente para o progresso científico e filosófico.




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Offline Lakatos

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Re:Movimento em prol dos "direitos masculinos" e misoginia
« Resposta #24 Online: 06 de Fevereiro de 2012, 02:20:09 »
Aí até concordei com algumas coisas, como a fiscalização e prestação de contas do uso de pensão alimentícia (se é que isso já não é regulamentado, o que eu não verifiquei) e a liberação do uso do anticoncepcional masculino (se é que ele está realmente aprovado para uso, o que eu também não verifiquei), mas basicamente essas reivindicações são homofobia e fundamentalismo religioso "camuflados".

 

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