Autor Tópico: Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas  (Lida 3306 vezes)

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Offline Gauss

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #25 Online: 28 de Junho de 2016, 13:57:23 »
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Por falar nisso, a taxa de desemprego é relativamente baixa na Suíça, parece que a terrível e abominável automação não desempregou muito por lá:
SUÍÇA - TAXA DE DESEMPREGO/PROGRESSÃO EM 1 ANO

fonte: http://pt.tradingeconomics.com/switzerland/unemployment-rate
 
Apenas flutuações comuns.
« Última modificação: 28 de Junho de 2016, 13:59:52 por Gauss »
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Peter Joseph

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #26 Online: 28 de Junho de 2016, 14:29:31 »
Pois é, ao contrário de brasileiros e da maioria, parece que eles já se preparam para o choque inevitável. Além disso, não se trata apenas de desemprego, mas de subemprego também, bem como da queda do consumo no mundo. Os países também são afetados pelo desemprego/subemprego em outras nações, principalmente devido a queda nas exportações. Se eu tenho um monte de coisa pra vender e não to vendendo, a ideia no caso seria dar mais poder de compra pra galera.
« Última modificação: 28 de Junho de 2016, 14:33:09 por Peter Joseph »
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #27 Online: 28 de Junho de 2016, 14:56:33 »
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Acho que mais de uma vez já vi pessoas aparentemente de viés liberal/libertário dizendo isso sobre essa decisão, o que é meio inesperado e diferente do que geralmente se tem com o governo brasileiro, de que é melhor o dinheiro nas mãos das pessoas do que dos governantes (FGTS, por exemplo clássico). :hein:

É algo que esperaria mais vir da turma petista, "muito sensata decisão do povo Suíço; de governo que está ganhando, não se tira verba", algo assim.

Ao mesmo tempo seria a "renda mínima" de Friedman...

Offline Gauss

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #28 Online: 28 de Junho de 2016, 17:36:30 »
É algo que esperaria mais vir da turma petista, "muito sensata decisão do povo Suíço; de governo que está ganhando, não se tira verba", algo assim.

Me surpreenderia ouvir isso de pessoas atreladas ao assistencialismo.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #29 Online: 28 de Junho de 2016, 18:02:52 »
Renda mínima universal não é bem "assistencialismo", que ainda é política compatível com o governo reter essa arrecadação "toda" em vez de devolver ao cidadão.

O esquerdista-assistencialista pode ver como indesejável ter uma distribuição a todos, sem consideração "de acordo com a necessidade", beneficiando indiscriminadamente as classes média e alta, preferindo que o governo admnistre a essa verba, incluindo políticas sociais, mas "de acordo com a necessidade".

"As classes média e alta já têm renda o suficiente para investir no que quer que queiram, sem ganho significativo com esse acréscimo; esse excedente é melhor admnistrado pelo estado do que no mercado, nas mãos das elites".

Muito embora essa parte de "real necessidade" não seja também exatamente "exclusividade" da visão "esquerdista". Ainda assim é algo inesperada essa preferência ao governo administrar essa verba a devolver ao cidadão, ainda que de maneira redistributiva (similar a idéias de Friedman).



MAS, eu praticamente só vi manchetes e comentários aqui e ali, então posso ter perdido alguma coisa importante.

Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #30 Online: 23 de Junho de 2017, 10:42:01 »

Cada vez mais barato, robô já substitui até trabalhador chinês

Automação reduz custos e supre a falta de mão de obra em países como o Brasil

         
Raquel Landim e Renato Cruz, de O Estado de S. Paulo,
31 Março 2012 | 18h49

Na fabricante de carretas Noma, no interior do Paraná, não tem gente fazendo força. São os robôs espalhados pela fábrica que carregam as peças pesadas. São também robôs que soldam as diferentes partes dos veículos. Antes privilégio de grandes corporações, os robôs estão invadindo as linhas de produção de pequenas e médias empresas no mundo todo e prometem mudanças importantes na divisão global do trabalho, com prejuízo para os países emergentes.

Está em curso uma mudança no sistema fabril que pode significar um novo estágio da revolução industrial. Hoje, comprar um robô custa praticamente o mesmo que pagar o salário de um operário chinês. Dados preparados pela consultoria Gavekal mostram que o custo unitário de um robô industrial atingiu cerca de US$ 48 mil no ano passado, uma diferença pequena para os US$ 44 mil pagos a um funcionário pela gigante de montagem Foxconn durante dois anos.

Na verdade, os chineses recebem menos que isso na Foxconn - que, entre vários outros produtos, faz os iPhones e iPads da Apple -, mas o cálculo considera um fictício operário que trabalhasse 24 horas - como um robô. As jornadas de trabalho da China são pesadas, mas ainda não chegam a tanto. O resultado dessa aproximação de custos é que até a Foxconn já anunciou que pretende "empregar" 1 milhão de robôs até 2014.

Outra evidência do avanço da robótica é que a demanda por robôs industriais está indo além do setor automotivo, que já é tradicional nessa área. Em 2006, as montadoras respondiam por 36% dos robôs utilizados no planeta. Esse porcentual caiu para 28% em 2010. O setor elétrico e eletrônico, que detinha 18% dos robôs, saltou para 26%. Também se destacam os fabricantes de plásticos, produtos químicos e cosméticos.


"Estamos diante de uma tecnologia de ruptura. O excesso de mão de obra vai deixar de ser uma vantagem e as empresas vão começar a retornar para países com mão de obra qualificada, baixos custos e boa infraestrutura", disse José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados. "A robótica é um dos fatores que vai ajudar a indústria a renascer nos Estados Unidos".


Mendonça de Barros projeta que, até 2015, o mundo vai assistir atônito a uma mudança radical nas relações de trabalho. Yuchan Li, analista da Gavekal baseada em Hong Kong e autora dos cálculos, disse ao Estado por e-mail que "é difícil colocar um prazo definitivo, mas que há sinais de que a revolução já está ocorrendo". Segundo ela, as mudanças são mais rápidas em alguns países, como a Coreia do Sul, do que em outros.


O movimento é inevitável. De um lado, o esforço de países como a China para reforçar o mercado local, melhorando a renda e as condições de trabalho, acaba elevando os custos da mão de obra. De outro, os robôs acabam sendo beneficiados pela chamada Lei de Moore. Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, previu, na década de 1960, que a capacidade dos microprocessadores dobraria a cada dois anos. Isso faz com que os eletrônicos possam ser, a cada ano, mais potentes e mais baratos. E o mesmo acontece com os robôs.


Substituição. A crise global enfrentada desde a quebra do Lehman Brothers ajudou a acelerar o processo, porque forçou as empresas a buscar novas maneiras de reduzir seus custos e melhorar suas magras margens de lucro. Mas são duas tendências estruturais, para as quais não há sinal de alteração no curto prazo, que alimentam o processo: a queda do preço dos robôs e o aumento dos salários, particularmente na China, mas também no Brasil. Marcos Noma, dono da empresa paranaense, conta que os robôs que utiliza chegavam a custar R$ 800 mil há 10 anos e hoje não passam de R$ 200 mil. "Foi isso que permitiu o nosso investimento", diz.


A queda dos preços globais dos robôs não foi tão significativa quanto relata o empresário brasileiro, mas não deixou de ser relevante. Entre 2000 e 2010, o custo médio de um robô industrial caiu 23%, conforme a Gavekal. A consultoria não possui dados tão antigos para os salários na Foxconn, mas entre 2003 e 2010, a remuneração dos operários da empresa na China cresceu 140%.


Considerada o chão de fábrica do mundo, os custos na China estão subindo porque o país não vai conseguir oferecer trabalhadores suficientes para acompanhar o crescimento da manufatura global, apesar do seu 1,3 bilhão de habitantes. Muitas empresas estão elevando sua produção a uma taxa anual de 10%, enquanto a oferta de trabalho na China cresce apenas 2% - reflexo da política do filho único adotada pelo governo comunista.


A China deve continuar a ser uma grande produtora global de manufaturas, mas é provável que daqui para frente as empresas instaladas no país se dediquem cada vez mais a atender o mercado interno, cujo consumo precisa acelerar para garantir um crescimento sustentável da economia. Empresas americanas e europeias, que produziam na China para atender seus mercados de origem, já começam a fazer o caminho de volta.


Os populosos e pobres países asiáticos, como Vietnã ou Bangladesh, devem ser os mais prejudicados pelas mudanças tecnológicas, mas o Brasil não vai passar imune. Algumas empresas brasileiras começam a recorrer a robôs para melhorar a qualidade e fazer frente a falta de mão de obra qualificada. O grande problema é que a indústria brasileira enfrenta hoje uma séria falta de competitividade, por conta da infraestrutura ruim e da segunda energia mais cara do mundo, o famoso custo Brasil. Com os robôs substituindo chineses, são esses fatores que vão determinar a instalação da indústria global nos novos tempos.


Estratégia. Para Yuchan Li, da Gavekal, a China pode provar, com a automação, que seu diferencial, no mercado mundial, é a capacidade de fabricar em larga escala, e não a mão de obra barata. Além disso, as empresas do país têm a chance de combater a imagem de exploradoras dos trabalhadores, de quem impõe jornadas de trabalho desumanas em ambientes insalubres.


Na semana passada, Tim Cook, presidente da Apple, visitou as fábricas da Foxconn na China. O executivo foi verificar pessoalmente as condições de trabalho nas instalações da fornecedora, e acabou anunciando um acordo para acabar com as ilegalidades apontadas pela Fair Labor Association (FLA), associação independente autorizada pela Apple a avaliar as condições de trabalho nas fábricas chinesas.

O anúncio, no entanto, acabou criando temores de queda de renda entre os funcionários da Foxconn. Muitos acreditam que, sem as horas extras além do que é permitido pela legislação, não vão conseguir se sustentar. De uma forma ou de outra, a fabricante do iPhone e do iPad resolveu tomar medidas para impedir que os problemas da Foxconn acabem prejudicando sua imagem.


No lançamento do novo iPad, um grupo de ativistas foi à loja da Apple na Quinta Avenida, em Nova York, para protestar contra as condições de trabalho na China. No começo do ano, cerca de 150 funcionários da unidade da Foxconn em Wuhan ameaçaram cometer suicídio coletivo, saltando do alto do edifício. Sua exigência era a melhora das condições de trabalho.


Em 2010, pelo menos 18 funcionários da Foxconn tentaram suicídio, com 14 mortes. No ano seguinte, foram mais quatro mortes. A decisão da Foxconn de anunciar um investimento massivo em robôs pode ser vista como uma maneira de enfrentar os custos crescentes da mão de obra, mas também como um jeito de fazer frente a essa situ

 

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cada-vez-mais-barato-robo-ja-substitui-ate-trabalhador-chines,108113e

« Última modificação: 23 de Junho de 2017, 10:44:10 por JJ »

Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #31 Online: 23 de Junho de 2017, 10:49:13 »
A notícia é antiga, mas o tema é bem atual:


Múltis investem em automação para ganhar escala e reduzir contratações


Com o real valorizado e os custos com mão de obra em alta, multinacionais investem em processos automatizados para ganhar competitividade sem aumentar o número de funcionários
 
         
Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo,
15 Agosto 2011 | 23h00


Investir no Brasil, em tempos de desaceleração dos mercados maduros, é prioridade para as gigantes multinacionais. No entanto, operar localmente é considerado caro em relação a outros mercados - fator evidenciado pelo dólar baixo. Para ganhar mercado no País sem estourar o orçamento, as companhias têm atacado o dispêndio excessivo com mão de obra. A ordem é ganhar escala investindo em mais tecnologia e evitando contratações.


A alemã Basf é uma das gigantes internacionais que se debruçam sobre a tarefa com mais afinco. Os planos para a empresa no País estão fortemente baseados em automação. Prestes a liberar seu maior investimento no País em décadas - uma unidade de fabricação de ácido acrílico, no polo de Camaçari, na Bahia -, a companhia já decidiu que, caso o investimento saia, a ordem é reduzir a contratação de mão de obra ao mínimo necessário. Executivos da empresa disseram ao Estado que, para liberar dinheiro na matriz, é preciso mostrar que o projeto terá tecnologia e automação como forças motrizes.


Essa lógica também será aplicada à operação de tintas da Basf no País - a empresa é dona da marca Suvinil, líder de mercado no País, há mais de 40 anos. A Suvinil, com sede em São Bernardo do Campo (SP), tem a meta de aumentar a produção em 15% até 2013 - para um total de 300 milhões de litros - sem a necessidade de contratar um único funcionário de chão de fábrica. Nos próximos dois anos, os investimentos devem ficar concentrados somente em automação.


Segundo Antonio Carlos Lacerda, vice-presidente sênior da Basf para a América do Sul, a empresa vai implantar 17 projetos de revisão de processos na unidade do ABC Paulista com a meta de manter o número de funcionários em 1.260. "O foco do investimento vai mudar consideravelmente. Contratar está caro - é preciso investir em automação", diz o executivo. "E sempre dá para automatizar mais um pouco."


O investimento da matriz na Suvinil será de R$ 150 milhões de 2008 a 2013. Mas o perfil da aplicação mudou: em 2008 e 2009, a empresa aumentou seu quadro para expandir a produção em 10%. Agora, com uma meta mais ambiciosa, fará uma cruzada contra a ineficiência: a ordem, além de eliminar contratações, é cortar as horas extras pela metade.


Segundo Lacerda, a intervenção humana será mantida apenas onde for essencial. Assim, ganha-se espaço para contratações em áreas como a de pesquisa e desenvolvimento, que hoje tem 200 profissionais, mas sempre busca de talentos. "Temos sempre um banco de 15 engenheiros em vista, por causa da rotatividade grande."


Automação. A americana 3M também aposta na automação para fugir do custo da mão de obra. Segundo o diretor de operações industriais da companhia, Afonso Chaguri, a empresa conseguiu, nos últimos três anos, um avanço de 10% a 15% da produtividade em suas diferentes fábricas sem aumentar o número de funcionários. "Substituímos linhas semiautomáticas por totalmente automáticas. Ganhamos velocidade de resposta, qualidade e cortamos custos."


A automação, de acordo com o executivo, é uma arma para a empresa se proteger da invasão de importados. Embora a 3M produza de tecnologia de ponta, a companhia se preocupa em fornecer opções mais baratas para combater a concorrência chinesa. "Ano a ano, o Brasil tem perdido competitividade em relação às outras subsidiárias. Felizmente, o motor do crescimento da 3M no Brasil é o mercado interno."


Para o economista Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), não há expectativa de redução de custos de contratação no País. "No ano que vem, está previsto reajuste de 14% no salário mínimo." Ele diz que usar a mão de obra com parcimônia é hoje um fator de sobrevivência. O economista lembra que não se trata apenas de uma questão de quantidade: "Em muitos casos, como o da engenharia, não existem profissionais disponíveis no mercado."


Dentro deste cenário, até empresas de serviços, que dependem de capital intelectual, buscar economizar mão de obra. Durante a inauguração do novo laboratório de pesquisa da IBM no País, no fim de junho, o presidente da operação local, Ricardo Pelegrini, disse que o País só consegue projetos porque entrega o mesmo trabalho com um menor número de funcionários.


"Não pedimos a contratação de pessoas (para um determinado trabalho), focamos o custo total", explicou Pelegrini. Segundo ele, enquanto a subsidiária indiana pode se dar ao luxo de separar 20 profissionais para um trabalho, o Brasil terá que cumprir a tarefa com 15 pessoas. "Temos que superar uma condição adversa com produtividade."


http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,multis-investem-em-automacao-para-ganhar-escala-e-reduzir-contratacoes,80275e
« Última modificação: 23 de Junho de 2017, 10:51:23 por JJ »

Offline Gauss

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #32 Online: 23 de Junho de 2017, 22:46:12 »
Ótimo. Que continue assim.
Citação de: Gauss
Bolsonaro é um falastrão conservador e ignorante. Atualmente teria 8% das intenções de votos, ou seja, é o Enéas 2.0. As possibilidades desse ser chegar a presidência são baixíssimas, ele só faz muito barulho mesmo, nada mais que isso. Não tem nenhum apoio popular forte, somente de adolescentes desinformados e velhos com memória curta que acham que a ditadura foi boa só porque "tinha menos crime". Teria que acontecer uma merda muito grande para ele chegar lá.

Offline Lorentz

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #33 Online: 24 de Junho de 2017, 11:34:05 »
Ótimo. Que continue assim.

Temer, é você? :hihi:
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #37 Online: 03 de Julho de 2017, 18:23:50 »
<a href="https://www.youtube.com/v/t4kyRyKyOpo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/t4kyRyKyOpo</a>

Fico curioso com o que poderiam inferir de campos como economia, evolução, climatologia, com isso.

 


<a href="https://www.youtube.com/v/8nt3edWLgIg" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/8nt3edWLgIg</a>

Jihad Butleriana JÁ!

Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #38 Online: 04 de Julho de 2017, 18:22:08 »
Ótimo. Que continue assim.


Quero ver o seu amado sistema capitalista  funcionar com  um  enorme nível de automação e IA.



Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #39 Online: 04 de Julho de 2017, 18:26:02 »
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html


Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 


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Offline Rafael_SG

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas
« Resposta #40 Online: 05 de Julho de 2017, 14:42:46 »
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html


Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 


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Offline Pregador

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #41 Online: 05 de Julho de 2017, 18:01:01 »
Ótimo. Que continue assim.


Quero ver o seu amado sistema capitalista  funcionar com  um  enorme nível de automação e IA.




Na verdade... Essas coisas podem tornar o comunismo viável um dia e ser a melhor alternativa...
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #42 Online: 05 de Julho de 2017, 20:45:36 »
É curioso especular sobre a possibilidade de eventualmente se chegar a essa obsolescência absoluta do humano, tornado inútil.

As possibilidades devem variar de acordo com o ritmo que isso ocorresse, e com como se concentrasse isso que essencialmente seria uma "tecnologia de criação de riquezas".

Inevitavelmente será algo heterogêneo, dado que há países ricos e pobres, isso surgiria inicialmente em alguns ricos. Se "os meios de produção de riquezas" forem concentrados em mãos privadas menos filantrópicas, deve haver considerável conflito social. Embora aqueles marginalizados possam sempre formar uma economia paralela, "primitiva", onde ainda há demanda por seu trabalho. O cenário ideal parece ser o do estado do bem-estar-social absorver a essa tecnologia, e redistribuir o produto.

Mas como a física existe, as coisas são complicadas. Tem o paradoxo de Jevons -- o aumento da demanda acompanhando a abundância. E tem todo o cenário geopolítico também, como que vastas massas ainda sem acesso se comportariam diante disso. Novamente graus de conflito e formação de economias paralelas, isoladas dessas hipotéticas "bolhas" de geração de riquezas, que não precisam realizar trocas com o resto do mundo.

Talvez esse cenário de isolamento econômico absoluto por completa auto-suficiência não seja o mais provável de ocorrer gradualmente, deve ser o mais improvável até. Então o desenrolar disso tudo seria algo mais próximo da evolução de estados do bem-estar-social cada vez mais generosos, e outros que continuam muito pobres, e as relações entre eles... embora cada vez menos comerciais. Talvez apenas de ajuda internacional. Os países pobres devem reverter ainda mais a ter o extrativismo e fornecimento de matéria prima como principal produto internacional.


Provavelmente o maior perigo não está tanto em implicações puramente econômicas da desigualdade que praticamente inevitavelmente se ampliaria incialmente, mas na belicização do "deep learning" em algum momento muito antes disso (bem, já deve estar ocorrendo). As grandes potências devem ter um interesse ávido em tentar estar adiante nesse desenvolvimento, já que uma "singularidade bélica" poderia implicar o cenário de uma partida de xadrez onde aquele que faz o primeiro movimento, ganha.

Temos que "torcer" para os computadores, de todos os lados, chegarem à mesma conclusão daquele clássico dos anos 80, "jogos de guerra", que o primeiro movimento, perde.

Offline Sergiomgbr

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #43 Online: 05 de Julho de 2017, 21:38:02 »
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre para procriação até inflar o planeta para além dos limites da autosustentabilidade.

Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #44 Online: 06 de Julho de 2017, 08:34:10 »
Ainda bem que os suíços sabem que dinheiro não dá em árvore e revogaram essa ideia: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Pelo visto na sua cabeça o sistema monetário é um sistema eterno. 

É o sistema perfeito, é o sistema insubstituível.

Rapaz !

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Então, você conclui que o certo é parar o desenvolvimento da  ciência e da tecnologia em algum momento ?




Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #45 Online: 06 de Julho de 2017, 08:37:17 »
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 


Offline Sergiomgbr

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #46 Online: 06 de Julho de 2017, 11:13:57 »
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ?
Não, eu disse isso exatamente por que coisas que eu não gosto de fazer não fazem sentido.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #47 Online: 06 de Julho de 2017, 11:34:53 »
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]


O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 



Se a tecnologia evoluir a ponto de ser "máquinas que nos sustentam absolutamente", de fato haverá a questão de como manter as pessoas de alguma maneira produtivas, fazendo algo que se julgue ainda valioso, mesmo que não seja um valor comercial, bem como limitar isso para dar conta dos limites de recursos do planeta em última instância.

Possivelmente parte das pessoas encontrará significado na vida em tentar impedir ou acabar com essa omni-automação.
 


Offline JJ

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Re:Deep Learning nos ensinará a lição de nossas vidas: trabalho é para as máquinas
« Resposta #49 Online: 31 de Julho de 2017, 11:00:07 »
Não faz sentido um mundo completamente servido por máquinas para exponenciar a vagabundagem e equívocos religiosos mundiais além de dar passe livre [...]
O sentido da sua vida é o de fazer coisas de que não gosta de fazer ? 

Se a tecnologia evoluir a ponto de ser "máquinas que nos sustentam absolutamente", de fato haverá a questão de como manter as pessoas de alguma maneira produtivas, fazendo algo que se julgue ainda valioso, mesmo que não seja um valor comercial, [...]
 


Qual o sentido que você pensou para: “ manter as pessoas de alguma maneira produtivas” ?

Eu não sei em qual sentido você pensou quando escreveu tal frase,  mas, mesmo atualmente pessoas  podem fazer trabalhos  sem que o objetivo seja o de ganhar dinheiro, e que produzem alguma coisa.  E tais trabalhos  são  nomeados como passatempos, hobbies,  trabalhos voluntários, etc.



 

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