Autor Tópico: Bolsonaro  (Lida 32610 vezes)

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Offline Geotecton

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1050 Online: 08 de Junho de 2018, 15:04:38 »
A PEC do teto é uma catástrofe.

Não, não é.

Foi a única ação efetiva do governo Temer para deter o crescimento desenfreado do gasto público.


Independentemente do corporativismo, serviços de saúde e assistência social são duramente afetados conforme o tempo passa.

Não necessariamente.

Basta reduzir as despesas em outras áreas do orçamento.


E o povão, a maioria que elege de fato, precisa muito destes serviços.

Que são caros e péssimos.


Claro que há toda uma propaganda para enganar as pessoas de que não haverá nenhum prejuízo para estes serviços, e o povo em geral não compreende direito como estas coisas funcionam.

E não haverá, desde que outras partes do orçamento sejam reduzidos.


O governo é para o bem-estar do povo e não somente para ficar agradando investidores do mercado financeiro, que estão cagando para as populações.

Errado.

O populismo é o caminho mais curto para o desastre econômico e social, mesmo que por algum tempo pareça funcionar. Vide a Venezuela e o Brasil.


Claro que o mercado é imprescindível no nosso atual sistema, mas não pode ser o norte e a justificativa para tudo.

O mercado não norteia nada. Ele é apenas a interação econômica da população.

E se os governos fossem competentes e moralmente responsáveis, a dívida pública, se existisse, seria baixíssima.

O fato é que a dívida existe e é elevada e os serviços públicos são péssimos porque o Estado brasileiro serve apenas aos políticos, aos funcionários públicos, aos militares e aos megaempresários.

O resto paga a conta.
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Offline _Juca_

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1051 Online: 08 de Junho de 2018, 16:52:56 »
A PEC do teto é uma catástrofe.

Não, não é.

Foi a única ação efetiva do governo Temer para deter o crescimento desenfreado do gasto público.


Independentemente do corporativismo, serviços de saúde e assistência social são duramente afetados conforme o tempo passa.

Não necessariamente.

Basta reduzir as despesas em outras áreas do orçamento.


E o povão, a maioria que elege de fato, precisa muito destes serviços.

Que são caros e péssimos.


Claro que há toda uma propaganda para enganar as pessoas de que não haverá nenhum prejuízo para estes serviços, e o povo em geral não compreende direito como estas coisas funcionam.

E não haverá, desde que outras partes do orçamento sejam reduzidos.


O governo é para o bem-estar do povo e não somente para ficar agradando investidores do mercado financeiro, que estão cagando para as populações.

Errado.

O populismo é o caminho mais curto para o desastre econômico e social, mesmo que por algum tempo pareça funcionar. Vide a Venezuela e o Brasil.


Claro que o mercado é imprescindível no nosso atual sistema, mas não pode ser o norte e a justificativa para tudo.

O mercado não norteia nada. Ele é apenas a interação econômica da população.

E se os governos fossem competentes e moralmente responsáveis, a dívida pública, se existisse, seria baixíssima.

O fato é que a dívida existe e é elevada e os serviços públicos são péssimos porque o Estado brasileiro serve apenas aos políticos, aos funcionários públicos, aos militares e aos megaempresários.

O resto paga a conta.

O mercado não norteia nada? De onde vem os principais articuladores econômicos do governo mesmo? Um exemplo claro é a política desastrosa de preços da BR, que privilegiou o mercado acima de tudo... Essa PEC do teto é outra abominação feita para agradar esses ideológicos dessa seita, que fiaram esse arremedo de governo e enfiaram os pés pelas mãos.

Offline Gaúcho

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1052 Online: 08 de Junho de 2018, 16:59:52 »
PEC do Teto foi um dos poucos acertos do Temer.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Lorentz

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1053 Online: 08 de Junho de 2018, 19:46:35 »
PEC do Teto foi um dos poucos acertos do Temer.

PEC do teto, reforma trabalhista, recuperação da Petrobrás, redução da taxa de juros, e se tudo der certo ainda teremos a reforma da previdência. Para 2 anos e meio, pegando o país de uma grande crise, e com um governo corrupto e legislativo ruim, foi um bom governo.
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Offline -Huxley-

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1054 Online: 08 de Junho de 2018, 19:56:20 »
PEC do teto virará PEC de vidro sem a reforma da previdência. O próprio Congresso irá revogar o mesmo para dar conta dos gastos públicos obrigatórios. Se Ciro for eleito presidente, PEC do teto terá sido esforço em vão.

Offline -Huxley-

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1055 Online: 08 de Junho de 2018, 19:57:55 »
Nota 6,5 para Temer até antes da greve dos caminhoneiros.


Offline -Huxley-

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1056 Online: 08 de Junho de 2018, 20:03:39 »
Não devemos subestimar o quanto Dilma arrasaria a economia se ela se perpetuasse no poder. Com expectativa de piora no déficit público e inflação em relação a "situação Temer", a taxa de câmbio explodiria e o Brasil poderia entrar na temível situação de "dominância fiscal".

Offline Pregador

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1057 Online: 08 de Junho de 2018, 22:10:33 »
PEC do teto virará PEC de vidro sem a reforma da previdência. O próprio Congresso irá revogar o mesmo para dar conta dos gastos públicos obrigatórios. Se Ciro for eleito presidente, PEC do teto terá sido esforço em vão.

Foi o próprio governo quem criou o deficit na previdência: 1) Desonerou a folha, ou seja, diminuiu a arrecadação das contribuições previdenciárias via renúncia fiscal. A Dilma fez isso; 2) diminuiu a alíquota do Funrural (coitados dos produtores rurais, eles estão muito mal né?); 3) não executa, com vontade verdadeira, dívidas com a Previdência, o rombo é enorme, mas muitos devedores são grandes "players". Experimenta não pagar a merdinha do seu imposto de renda para ver o que ocorre, ou um IPVA ou IPTU e logo surgirão várias restrições, mas isso é para os manés; 4) Publica quase todo ano uma lei que permite o parcelamento de tributos com desconto das multas o que, além de incentivar o inadimplemento e prejudicar quem paga, suspende as ações penais nos crimes de apropriação indébita previdenciária, logo, não pagar compensa e você tem uma vantagem competitiva no mercado contra os otários que pagam tudo em dia; 5) Arranca parte significativa do orçamento da previdência pela DRU, desvinculação das receitas da União.



Depois de fazer todas estas merdas, daí tem déficit na Previdência e o Brasil vai quebrar se não tiver reforma... Sempre se corta gasto social ou a culpa é sempre do gasto social. Mesmo com toda essa putaria, a previdência é superavitária para o trabalhador celetista. O déficit real é na previdência dos servidores públicos. Obviamente, a reforma abarca "todos" e quem vai se fuder de verdade é o trabalhador celetista. Meus Deus, não tem outro jeito, tem que se reformar a previdência...

 
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Euler1707

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1058 Online: 08 de Junho de 2018, 23:18:11 »
5) Arranca parte significativa do orçamento da previdência pela DRU, desvinculação das receitas da União.
 
Você pode me mostrar a fonte de informação em que você baseou seu quinto ponto?

Offline Euler1707

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1059 Online: 08 de Junho de 2018, 23:47:33 »
2) diminuiu a alíquota do Funrural (coitados dos produtores rurais, eles estão muito mal né?)
A reforma da previdência também abarcou o problema dos produtores rurais. Da proposta de 2016:
Citar
Em 2016, a previdência rural teve déficit de R$ 103,4 bi enquanto a urbana teve déficit de R$ 46,3 bi.

Objetivo:
Convergência entre as clientelas urbana e rural do RGPS, incentivo à contribuição do trabalhador rural com o intuito de reduzir a judicialização e revogação da imunidade tributárias para 0.

Antes da PEC:
• Idade para acesso: 60 anos para homem e 55 para mulher
• Segurados especiais contribuem com uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção (2,1%)
• Não é necessário comprovar contribuição previdenciária. Basta apresentar testemunha e vínculo com o sindicato ou associação de trabalhadores rurais para provar que trabalhou 15 anos em atividade rural (pode ser própria ou de terceiros)
• Isenções de contribuições previdenciárias sobre as receitas decorrentes de exportações (grande produtor rural – contribuição substitutiva de folha

Depois da PEC
• Idade para acesso: 65 anos para homem e mulher, com regra de transição de 20 anos
• Segurados especiais passarão a ter uma contribuição mínima com alíquota diferenciada incidente sobre o salário mínimo e periodicidade regular (Ex.: MEI – R$ 46,85 por mês);
• Fim da imunidade de contribuições previdenciárias sobre as receitas decorrentes de exportações


fonte

Da atual, essa modificação:
Citar
Aposentadoria rural e BPC não mudam
Os trabalhadores rurais (pequenos agricultores) ficaram de fora da nova proposta da reforma. Anteriormente, o governo pretendia igualar a idade mínima de aposentadoria à de outros trabalhadores, em 65 anos para homens e mulheres e exigir um tempo mínimo de 25 anos de contribuição.

O texto atual exclui estas mudanças para o trabalhador rural, preservando a regra atual: aposentadoria por idade aos 55 anos no caso das mulheres e aos 60 anos para os homens, e tempo mínimo de 15 anos de contribuição, de modo que o trabalhador continuará contribuindo com um percentual sobre a receita de sua produção, de forma facultativa.

Já o Benefício da Prestação Continuada (BPC), espécie de ajuda paga pelo governo a idosos em situação de extrema pobreza e pessoas com deficiência, continua vinculado ao salário mínimo. A proposta anterior previa que o valor do benefício poderia ser menor.


fonte

A reforma antiga da previdência era um primor de justiça social, pois abarcava quase todos os setores da sociedade (aqueles passíveis de serem afetados pela reforma), mas infelizmente, por força de grupos de pressão e pela péssima propaganda do governo em expor os principais pontos da reforma, e também pelo terrorismo de setores da esquerda, alguns dos principais pontos foram modificados.


Offline Muad'Dib

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1060 Online: 09 de Junho de 2018, 13:24:59 »
PEC do teto virará PEC de vidro sem a reforma da previdência. O próprio Congresso irá revogar o mesmo para dar conta dos gastos públicos obrigatórios. Se Ciro for eleito presidente, PEC do teto terá sido esforço em vão.

Foi o próprio governo quem criou o deficit na previdência: 1) Desonerou a folha, ou seja, diminuiu a arrecadação das contribuições previdenciárias via renúncia fiscal. A Dilma fez isso; 2) diminuiu a alíquota do Funrural (coitados dos produtores rurais, eles estão muito mal né?); 3) não executa, com vontade verdadeira, dívidas com a Previdência, o rombo é enorme, mas muitos devedores são grandes "players". Experimenta não pagar a merdinha do seu imposto de renda para ver o que ocorre, ou um IPVA ou IPTU e logo surgirão várias restrições, mas isso é para os manés; 4) Publica quase todo ano uma lei que permite o parcelamento de tributos com desconto das multas o que, além de incentivar o inadimplemento e prejudicar quem paga, suspende as ações penais nos crimes de apropriação indébita previdenciária, logo, não pagar compensa e você tem uma vantagem competitiva no mercado contra os otários que pagam tudo em dia; 5) Arranca parte significativa do orçamento da previdência pela DRU, desvinculação das receitas da União.



Depois de fazer todas estas merdas, daí tem déficit na Previdência e o Brasil vai quebrar se não tiver reforma... Sempre se corta gasto social ou a culpa é sempre do gasto social. Mesmo com toda essa putaria, a previdência é superavitária para o trabalhador celetista. O déficit real é na previdência dos servidores públicos. Obviamente, a reforma abarca "todos" e quem vai se fuder de verdade é o trabalhador celetista. Meus Deus, não tem outro jeito, tem que se reformar a previdência...

 

E o que causa o déficit na previdência dos servidores públicos é o gasto com os supersalários. Quem vai se fuder de verdade são os celetistas e os servidores que vivem no mundo real.

Corte de gastos no Brasil é feito onde não é a causa do problema e não deveria ser cortado. O problema é que mexer na raiz do problema afeta gente que tem poder e está acostumada com os privilégios.

Eu vou acreditar em reformas no Brasil quando, para início de qualquer conversa, ocorra uma reforma no legislativo, no judiciário, nos benefícios absurdos...

As pessoas colocam todos os funcionários públicos no mesmo balaio. Como se todos ganhassem um salário 300% acima do salario equivalente no setor privado, como se todos ganhassem auxílio moradia, como se todos trabalhassem quatro horas por dia de terça a quinta... Ai o povo começa a falar em reforma disso, reforma daquilo, e qualquer corte em qualquer lugar fica parecendo uma coisa boa. Não é.

Eu sou favorável que um juiz ganhe o que ganha. O trabalho deles é de altíssima responsabilidade e complexidade, o mesmo para promotores. O que não dá são os benefícios sem noção. O que não dá é licitação para comprar café gourmet para o fórum. O mesmo para o legislativo, um deputado e um senador devem ganhar muito bem, mas os benefícios deles são grotescos. Trabalhar três dias por semana e ficar indo e vindo de avião toda semana é obsceno. Fora o gasto supérfluo com os copeiros, motoristas e coisa e tal.

Offline JJ

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1061 Online: 10 de Junho de 2018, 09:26:27 »


Bolsonaro pode murchar na campanha presidencial



Patrimônio não explicado, baixa inteligência emocional, pouco tempo de TV e campanha pobre de recursos tenderão a esvaziar a candidatura do deputado



O deputado Jair Bolsonaro acaba de comemorar 5 milhões de seguidores no Facebook. Além desse, outros fatores têm contribuído para colocá-lo em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, a saber: as aparições frequentes na mídia, o discurso da segurança e a imagem que cultiva, de nome limpo.

Suas chances de ir para o segundo turno nas eleições de outubro dependem essencialmente da fragmentação de candidaturas como as de Geraldo Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Álvaro Dias e até mesmo de Luciano Huck.


Nesse caso, a média de cada um desses nomes cairia. Nenhum deles iria para segundo turno, beneficiando os extremos: Lula (ou outro candidato do PT) e Bolsonaro. Foi assim nas eleições presidenciais de 1989 e nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 2016.


Ocorre que Bolsonaro pode esvaziar-se por causa de suas fragilidades. Como ocorre em campanhas desse porte, à medida que o tempo passa, a vida pregressa do candidato é escrutinada pela imprensa.


Foi o que se viu com reportagens da Folha de S. Paulo e de outros veículos. A Folha mostrou que Bolsonaro e seus filhos acumularam patrimônio incompatível com os rendimentos ao longo de sua atividade parlamentar, mais de R$ 15 milhões.


A dificuldade de explicar essa evolução constituirá sério passivo eleitoral a ser explorado por seus adversários durante a campanha. É aqui que reside, provavelmente, a maior fragilidade de Bolsonaro, qual seja a forma como tem reagido às reportagens da Folha, quando aparenta ser dotado de baixa inteligência emocional.


Ora, a boa inteligência emocional, que permite reação serena a provocações e ataques pessoais, é fundamental para um político, particularmente se almeja ganhar a Presidência. Os olhos do país e de seus adversários estarão acesos em todo o país.


Bolsonaro deu prova da ausência dessa qualidade quando uma repórter da Folha o questinou sobre uso de auxílio moradia quando possuía imóvel residencial em Brasília. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”



Afora o passivo eleitoral e a baixa inteligência emocional – que tendem a ser seu calcanhar de Aquiles na campanha –, o deputado não contará com tempo de TV, que é essencial. Terá apenas alguns segundos no horário eleitoral. Sua campanha será pobre recursos, elemento crucial depois que se proibiu o financiamento de empresas privadas. O PSL terá uma parcela ínfima do Fundo Partidário criado no ano passado.


Não será surpresa, assim, se murcharem as preferências por Bolsonaro nos próximos meses, especialmente durante a campanha. Se assim for, mesmo fragmentado, o centro terá um candidato no segundo turno para disputar com o PT com chances de vitória.


Por Maílson da Nóbrega access_time 18 jan 2018, 14h33


https://veja.abril.com.br/blog/mailson-da-nobrega/bolsonaro-pode-murchar-na-campanha-presidencial/

« Última modificação: 10 de Junho de 2018, 09:30:39 por JJ »

Offline Cinzu

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1062 Online: Ontem às 17:05:40 »


Bolsonaro pode murchar na campanha presidencial



Patrimônio não explicado, baixa inteligência emocional, pouco tempo de TV e campanha pobre de recursos tenderão a esvaziar a candidatura do deputado



O deputado Jair Bolsonaro acaba de comemorar 5 milhões de seguidores no Facebook. Além desse, outros fatores têm contribuído para colocá-lo em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, a saber: as aparições frequentes na mídia, o discurso da segurança e a imagem que cultiva, de nome limpo.

Suas chances de ir para o segundo turno nas eleições de outubro dependem essencialmente da fragmentação de candidaturas como as de Geraldo Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Álvaro Dias e até mesmo de Luciano Huck.


Nesse caso, a média de cada um desses nomes cairia. Nenhum deles iria para segundo turno, beneficiando os extremos: Lula (ou outro candidato do PT) e Bolsonaro. Foi assim nas eleições presidenciais de 1989 e nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 2016.


Ocorre que Bolsonaro pode esvaziar-se por causa de suas fragilidades. Como ocorre em campanhas desse porte, à medida que o tempo passa, a vida pregressa do candidato é escrutinada pela imprensa.


Foi o que se viu com reportagens da Folha de S. Paulo e de outros veículos. A Folha mostrou que Bolsonaro e seus filhos acumularam patrimônio incompatível com os rendimentos ao longo de sua atividade parlamentar, mais de R$ 15 milhões.


A dificuldade de explicar essa evolução constituirá sério passivo eleitoral a ser explorado por seus adversários durante a campanha. É aqui que reside, provavelmente, a maior fragilidade de Bolsonaro, qual seja a forma como tem reagido às reportagens da Folha, quando aparenta ser dotado de baixa inteligência emocional.


Ora, a boa inteligência emocional, que permite reação serena a provocações e ataques pessoais, é fundamental para um político, particularmente se almeja ganhar a Presidência. Os olhos do país e de seus adversários estarão acesos em todo o país.


Bolsonaro deu prova da ausência dessa qualidade quando uma repórter da Folha o questinou sobre uso de auxílio moradia quando possuía imóvel residencial em Brasília. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”



Afora o passivo eleitoral e a baixa inteligência emocional – que tendem a ser seu calcanhar de Aquiles na campanha –, o deputado não contará com tempo de TV, que é essencial. Terá apenas alguns segundos no horário eleitoral. Sua campanha será pobre recursos, elemento crucial depois que se proibiu o financiamento de empresas privadas. O PSL terá uma parcela ínfima do Fundo Partidário criado no ano passado.


Não será surpresa, assim, se murcharem as preferências por Bolsonaro nos próximos meses, especialmente durante a campanha. Se assim for, mesmo fragmentado, o centro terá um candidato no segundo turno para disputar com o PT com chances de vitória.


Por Maílson da Nóbrega access_time 18 jan 2018, 14h33


https://veja.abril.com.br/blog/mailson-da-nobrega/bolsonaro-pode-murchar-na-campanha-presidencial/

Notícia de Janeiro. E desde então Bolsonaro só tem crescido.

A aposta é que Bolsonaro seja derrubado nos debates presidenciais. Porém, como populista que é, não podemos nos esquecer que ele provavelmente se esquivará de perguntas que não sabe responder para falar sobre valores cristãos, o que atrairá um público gigantesco.
O verdadeiro inferno está em nossas mentes. Cabe a nós libertá-lo ou não.

Offline Gauss

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1063 Online: Ontem às 18:07:25 »
Bolosnaro ganhará de lavada e a culpada é a esquerda novamente.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Cinzu

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1064 Online: Ontem às 22:12:05 »
Bolosnaro ganhará de lavada e a culpada é a esquerda novamente.

Não desanime ainda, Ciro está crescendo. Ao menos poderemos escolher se seremos afundados pela extrema-esquerda ou extrema-direita.

O curioso disso tudo é que tanto Bolsonaro quanto Ciro fudendo o Brasil a partir de 2019, abre mais espaço para o outro ganhar forças em 2022.
O verdadeiro inferno está em nossas mentes. Cabe a nós libertá-lo ou não.

Offline JJ

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1065 Online: Ontem às 22:17:50 »

A aposta é que Bolsonaro seja derrubado nos debates presidenciais. Porém, como populista que é, não podemos nos esquecer que ele provavelmente se esquivará de perguntas que não sabe responder para falar sobre valores cristãos, o que atrairá um público gigantesco.


Ele não deverá participar de debates no período antes do 1° turno.



Offline Cinzu

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1066 Online: Hoje às 02:03:31 »

A aposta é que Bolsonaro seja derrubado nos debates presidenciais. Porém, como populista que é, não podemos nos esquecer que ele provavelmente se esquivará de perguntas que não sabe responder para falar sobre valores cristãos, o que atrairá um público gigantesco.


Ele não deverá participar de debates no período antes do 1° turno.

Estará se suicidando se fizer isso.
O verdadeiro inferno está em nossas mentes. Cabe a nós libertá-lo ou não.

Offline Muad'Dib

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Re:Bolsonaro
« Resposta #1067 Online: Hoje às 04:59:56 »
Bolosnaro ganhará de lavada e a culpada é a esquerda novamente.

Só se você estiver se referindo à esquerda no "sentido amplo" da palavra. Incluindo nela o MBL,a Globo, o Reinaldo Azevedo... Esquerda no sentido que as Bolsonaretes gostam de usar.

A culpa é da esquerda, da classe política, desses direitinhas oportunistas...

 

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