Autor Tópico: Eleições 2018  (Lida 35984 vezes)

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Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1550 Online: 01 de Junho de 2018, 09:26:18 »

Passar por cima de direitos de grandes proprietários e de capitalistas pode, sim. Depende de quais. Caso não saiba, "direito adquirido" de ser proprietário de escravos já existiu no Brasil.



E qual direito adquirido de trabalhadores atuais que  infringe os direitos humanos ? A escravidão é algo que não cogitamos voltar, pois tal infingiria os direitos humanos.

E por acaso um juiz chegar a ganhar até meio milhão de reais por mês não é obscenidade ética? O mesmo para pessoas que recebe renda 4, 6, 10 ou até mais de 15 vezes superior a renda média recebendo benefícios mensais de programa social dezenas ou centenas de vezes superior ao Bolsa Família, que é destinado aos miseráveis...



Eu discordo de tal  valor  exemplificado  pago  ao juiz.  Embora devamos ter em mente que tal valor não é a média do que os juízes recebem, ainda assim, mesmo considerando a média, os valores são muito elevados para a realidade brasileira.  Mas, novamente fica a pergunta:   como vocês pretendem que se resolva isso ?


Por acaso a sugestão de vocês é passar por cima dos direitos adquiridos dos juízes ? 


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Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1551 Online: 01 de Junho de 2018, 10:20:00 »
Atual PIB do Brasil ~ 5926,80 bilhões de reais  (dólar considerado 3,3 reais para não contaminar com os aumentos recentes, os quais dariam um valor maior para o PIB)

déficit previdênciário do setor público: 100 bilhões  (já considerando um aumento estimado depois do dado de 2016 do texto da reportagem)

0,01687 do PIB

Ou seja 1,69 % do PIB


45% / 1,69 %  =  26,63  X  de margem de erro  na informação apresentada cuja fonte foi o paulinho guedinho.


Margem de erro (em percentual) na informação do paulinho guedinho  (em relação ao real déficit previdenciário do setor público) =  2763 %   de margem de erro.








Pelo visto, você entendeu absolutamente nada da estatística  mencionada. Em momento algum, foi falado em gasto setorial da previdência, e sim o gasto público total, que é de 45% do PIB.  O gasto público total, eu disse, inclui despesas da previdência, mas NÃO SOMENTE a mesma.

Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1552 Online: 01 de Junho de 2018, 10:22:57 »

Passar por cima de direitos de grandes proprietários e de capitalistas pode, sim. Depende de quais. Caso não saiba, "direito adquirido" de ser proprietário de escravos já existiu no Brasil.



E qual direito adquirido de trabalhadores atuais que  infringe os direitos humanos ? A escravidão é algo que não cogitamos voltar, pois tal infingiria os direitos humanos.

E por acaso um juiz chegar a ganhar até meio milhão de reais por mês não é obscenidade ética? O mesmo para pessoas que recebe renda 4, 6, 10 ou até mais de 15 vezes superior a renda média recebendo benefícios mensais de programa social dezenas ou centenas de vezes superior ao Bolsa Família, que é destinado aos miseráveis...



Eu discordo de tal  valor  exemplificado  pago  ao juiz.  Embora devamos ter em mente que tal valor não é a média do que os juízes recebem, ainda assim, mesmo considerando a média, os valores são muito elevados para a realidade brasileira.  Mas, novamente fica a pergunta:   como vocês pretendem que se resolva isso ?


Por acaso a sugestão de vocês é passar por cima dos direitos adquiridos dos juízes ? 


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Claro que sim, mas com a seguinte ressalva. Não há "direitos adquiridos" para marajás e sim "privilégios adquiridos", que inclusive violam o princípio constitucional da moralidade na administração pública.

Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1553 Online: 01 de Junho de 2018, 10:31:26 »

Claro que sim, mas com a seguinte ressalva. Não há "direitos adquiridos" para marajás e sim "privilégios adquiridos", que inclusive violam o princípio constitucional da moralidade na administração pública.



Então,   é melhor procurarem uma cama fofa para deitarem, pois até sentados vocês certamente irão  esperar tanto que vão ficar muito cansados após muitas décadas esperando por tal evento.






Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1554 Online: 01 de Junho de 2018, 10:37:34 »

Claro que sim, mas com a seguinte ressalva. Não há "direitos adquiridos" para marajás e sim "privilégios adquiridos", que inclusive violam o princípio constitucional da moralidade na administração pública.



Então,   é melhor procurarem uma cama fofa para deitarem, pois até sentados vocês certamente irão  esperar tanto que vão ficar muito cansados após muitas décadas esperando por tal evento.







O que está acima é só um truísmo. É claro que existem ou existirão muitas remoções de injustiças claras que demoraram ou demorarão décadas a serem aplicadas.

Offline AlienígenA

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1555 Online: 01 de Junho de 2018, 10:56:27 »
Talvez até façam isso, mas é com um "marketing" muito ruim. O esquerdismo, seja vermelho ou azul, geralmente começa com as coisas "seus problema acabaram; a saúde pública vai ser ótima, a educação vai ser ótima, vai acabar o congestionamento, e todo mundo vai ter o emprego que quiser!"

Enquanto que a primeira ênfase em "cortes", tende a ter ter como reflexo imediato, "corte?? Mas cortar o pouco que já tem, vai sobrar o que?"

Sem falar que vão ter aqueles que defendem mesmo uma privatização generalizada, estado mínimo, minarquia, e então mesmo uma abordagem um pouco mais cautelosa ainda pode parecer "armadilha".

E é claro que os mortaNdelas vão rapidamente dizer que é isso mesmo, capitalismo de compadres sem vergonha, nevermind que até há pouco era essa a maior obra de seus líderes.

O liberalismo padece do mesmo mal que o ceticismo - vende realismo - se maquiar, que é o que a concorrência faz, descaracteriza o produto. Tem jeito, não! :/

Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1556 Online: 01 de Junho de 2018, 12:41:35 »
‘Jogue com as fantasias das pessoas’:  as ideias que inspiraram o discurso de Doria na posse


Prefeito de São Paulo citou o escritor estadunidense Robert Greene, autor de best-sellers sobre manipulação, poder, sedução e controle   :hihi:


por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 03/01/2017 14h19, última modificação 11/12/2017 14h39
NELSON ANTOINE/FRAMEPHOTO/FOLHAPRESS

 doria café

Como gari, Doria passou uma hora conversando com a imprensa e só pegou na vassoura para posar para fotos


São Paulo – Um detalhe no discurso de posse do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou pouca atenção em meio às frases emotivas sobre família, fé, as repetitivas sobre transformar a capital paulista por meio da gestão empresarial e as elogiosas ao governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Quase no fim do discurso, Doria citou uma frase do livro 48 Leis do Poder, do escritor estadunidense Robert Greene. “Sejamos ousados, qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido com mais ousadia. Todos admiram os corajosos. Ninguém louva os covardes”, declamou o empossado.


A escolha do autor é reveladora. Greene é escritor de best-sellers sobre manipulação, dissimulação, poder, sedução e controle. No livro citado, ele – junto com o também escritor Joost Elffers – propõe regras a serem seguidas para a conquista do poder por líderes de diversas áreas como empresários, políticos e cientistas. Regras que não se pautam exatamente pela ética ou pelo humanismo. O livro compila experiências e acontecimentos em vários períodos da história, com ideias de imperadores, conquistadores, religiosos e também mafiosos.


"Jogue com as fantasias das pessoas", por exemplo, é uma regra descrita da seguinte forma: "Pessoas capazes de engendrar romance ou conjurar fantasias são como oásis num deserto: todos se aglomeram ao redor delas. Há enorme poder em explorar as fantasias das massas". O trecho é convergente com a imagem construída do “João Trabalhador”, utilizado pela campanha de Doria à prefeitura. O bordão ajudou a desmontar a imagem do empresário herdeiro de uma família nobre, com histórico na política desde seu bisavô, e a criar a de um empreendedor que venceu na vida.


Outra ação de Doria que parece seguir esta "Lei do Poder" foi vestir-se de gari para o lançamento do programa São Paulo Cidade Linda, na manhã de ontem (1). O prefeito ressaltou várias vezes que a medida era uma demonstração de "humildade" e "simplicidade", de como a gestão iria trabalhar pela cidade. No entanto, Doria ficou uma hora conversando com a imprensa e só pegou a vassoura para posar para fotos. O local foi limpo por equipes da limpeza urbana no dia anterior.


A abertura da descrição do livro no jornal The New York Times é significativa: "Amoral, astuto, implacável e instrutivo, 48 Leis do Poder é o manual definitivo para qualquer pessoa interessada em ganhar, observar e garantir o controle total".


Na mesma linha, o site de uma livraria descreve. "As Leis incluem, entre outras, a capacidade de esperar o momento certo para atacar, criar uma aura de mistério para confundir os inimigos, saber conquistar corações e mentes das pessoas e encobrir todos os atos em cortinas de fumaça. Reis, políticos, generais, diplomatas e religiosos – assim como cortesãs, bandidos e charlatões – servem de base para as 48 Leis que regem o poder e a influência sobre outras pessoas".


Greene é também autor de A Arte da Sedução e As 33 Estratégias da Guerra. Este último também serviu de base para Doria em outro trecho de seu discurso de posse. Criticado por fazer promessas ou afirmações e depois recuar, o prefeito disse que a gestão saberá ouvir e terá humildade para "sempre que necessário, e for comprovadamente necessário, recuar para poder avançar", justificando, em seguida, que "isso é uma prova de grandeza".

No livro sobre guerra, Greene defende que o recuo é um sinal de força. E propõe outras regras como exponha e ataque o lado frágil de seus adversários, atinja-os onde dói e derrote-os em detalhes: a estratégia do dividir-e-conquistar.



http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/01/jogue-com-as-fantasias-das-pessoas-as-ideias-que-inspiraram-o-discurso-de-doria-na-posse-6954.html


« Última modificação: 01 de Junho de 2018, 12:44:18 por JJ »

Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1557 Online: 01 de Junho de 2018, 13:49:08 »
Pelo visto, você entendeu absolutamente nada da estatística  mencionada. Em momento algum, foi falado em gasto setorial da previdência, e sim o gasto público total, que é de 45% do PIB.  O gasto público total, eu disse, inclui despesas da previdência, mas NÃO SOMENTE a mesma.



Nesse caso é  bom notar  que isso inclui  os  grandes juros da dívida e a própria rolagem da dívida,  as quais  dão em torno de 50% desse valor citado, o qual corresponde ao orçamento geral da União mais o déficit .


E de qualquer forma foi bom deixar claro que o déficit da previdência do setor público  é cerca de 1,69 %  do PIB, pois numa leitura  apressada alguém poderia pensar que é muito maior.



« Última modificação: 01 de Junho de 2018, 13:51:56 por JJ »

Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1558 Online: 01 de Junho de 2018, 14:06:48 »
Pelo visto, você entendeu absolutamente nada da estatística  mencionada. Em momento algum, foi falado em gasto setorial da previdência, e sim o gasto público total, que é de 45% do PIB.  O gasto público total, eu disse, inclui despesas da previdência, mas NÃO SOMENTE a mesma.



Nesse caso é  bom notar  que isso inclui  os  grandes juros da dívida e a própria rolagem da dívida,  as quais  dão em torno de 50% desse valor citado, o qual corresponde ao orçamento geral da União mais o déficit .


E de qualquer forma foi bom deixar claro que o déficit da previdência do setor público  é cerca de 1,69 %  do PIB, pois numa leitura  apressada alguém poderia pensar que é muito maior.





Isso é FALSO, e isso já foi desmascarado aqui neste fórum com dois artigos de Alexandre Schwartsman. Somente despesas de juros entram como despesa (amortização não diminui patrimônio), pois somente ela diminui o patrimônio numa contabilidade, e ela NÃO representa 50% (até recentemente representava 13% do total de impostos, como mostrou um artigo do blog do André Levy).  Ademais,  a despesa de juros foi causada pelos sucessivos aumentos no gasto público primário (gasto público que exclui despesa com juros da dívida pública). Foi a gastança pública irresponsável que criou o tamanho da despesa com juros observada. A despesa com juros é o sintoma, não a causa da crise fiscal.
« Última modificação: 01 de Junho de 2018, 14:09:01 por -Huxley- »

Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1559 Online: 01 de Junho de 2018, 14:12:35 »
Pelo visto, você entendeu absolutamente nada da estatística  mencionada. Em momento algum, foi falado em gasto setorial da previdência, e sim o gasto público total, que é de 45% do PIB.  O gasto público total, eu disse, inclui despesas da previdência, mas NÃO SOMENTE a mesma.



Nesse caso é  bom notar  que isso inclui  os  grandes juros da dívida e a própria rolagem da dívida,  as quais  dão em torno de 50% desse valor citado, o qual corresponde ao orçamento geral da União mais o déficit .


E de qualquer forma foi bom deixar claro que o déficit da previdência do setor público  é cerca de 1,69 %  do PIB, pois numa leitura  apressada alguém poderia pensar que é muito maior.





Isso é FALSO, e isso já foi desmascarado aqui neste fórum com dois artigos de Alexandre Schwartsman. Somente despesas de juros entram como despesa (amortização não diminui patrimônio), pois somente ela diminui o patrimônio numa contabilidade, e ela NÃO representa 50% (até recentemente representava 13% do total de impostos, como mostrou um artigo do blog do André Levy).  Ademais,  a despesa de juros foi causada pelos sucessivos aumentos no gasto público primário (gasto público que exclui despesa com juros da dívida pública). Foi a gastança pública irresponsável que criou o tamanho da despesa com juros observada. A despesa com juros é o sintoma, não a causa da crise fiscal.



O endividamento público em relação ao PIB não tem nada de falso.  E tampouco é irrelevante.  Muito pelo contrário é um dos principais indicadores de saúde financeira de um país.






Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1560 Online: 01 de Junho de 2018, 14:20:03 »
Pelo visto, você entendeu absolutamente nada da estatística  mencionada. Em momento algum, foi falado em gasto setorial da previdência, e sim o gasto público total, que é de 45% do PIB.  O gasto público total, eu disse, inclui despesas da previdência, mas NÃO SOMENTE a mesma.



Nesse caso é  bom notar  que isso inclui  os  grandes juros da dívida e a própria rolagem da dívida,  as quais  dão em torno de 50% desse valor citado, o qual corresponde ao orçamento geral da União mais o déficit .


E de qualquer forma foi bom deixar claro que o déficit da previdência do setor público  é cerca de 1,69 %  do PIB, pois numa leitura  apressada alguém poderia pensar que é muito maior.





Isso é FALSO, e isso já foi desmascarado aqui neste fórum com dois artigos de Alexandre Schwartsman. Somente despesas de juros entram como despesa (amortização não diminui patrimônio), pois somente ela diminui o patrimônio numa contabilidade, e ela NÃO representa 50% (até recentemente representava 13% do total de impostos, como mostrou um artigo do blog do André Levy).  Ademais,  a despesa de juros foi causada pelos sucessivos aumentos no gasto público primário (gasto público que exclui despesa com juros da dívida pública). Foi a gastança pública irresponsável que criou o tamanho da despesa com juros observada. A despesa com juros é o sintoma, não a causa da crise fiscal.



O endividamento público em relação ao PIB não tem nada de falso.  E tampouco é irrelevante.  Muito pelo contrário é um dos principais indicadores de saúde financeira de um país.







Você está desviando do assunto para fugir da refutação que sofreu. O gasto público primario do Brasil, que exclui despesas com juros da dívida pública, já está por volta de 36-37% do PIB, patamar altíssimo para a média mundial e comparável aos dos países da OCDE.  Para o padrão dos países com renda per capita semelhante ao nosso, o Brasil é um ponto fora da curva.
« Última modificação: 01 de Junho de 2018, 14:24:57 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1561 Online: 01 de Junho de 2018, 14:22:27 »
O conceito de gasto público primário e seu tamanho no Brasil por si só já desmonta completamente a lenga lenga de que o gasto público é alto por causa de encargos com a dívida.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1562 Online: 01 de Junho de 2018, 14:56:24 »

Brasil tem menos servidores públicos do que os países desenvolvidos

[...]

“Esse dado, sozinho, não significa que tenha mais ou menos eficiência”, pondera. A visão de que o número de funcionários determina se uma nação é muito ou pouco desenvolvida é, nas palavras dela, preconceituosa. “Tem que qualificar a questão, ver que serviços são oferecidos em contrapartida. Tem, também, o fato da economia ser mais ou menos liberal. Além disso, é importante notar que países menos desenvolvidos, muitas vezes, dependem do setor público para empregar a comunidade”, argumenta a professora.

[...]



O que preocupa os especialistas é a desigualdade na distribuição dos servidores em cada área. “As pessoas têm a falsa ideia de que a falha do serviço público é de excesso de funcionários. Mas não é”, garante Lassance. O problema não é quantitativo, mas qualitativo, explica. Enquanto sobram funcionários em certas áreas, como no Legislativo, faltam em serviços básicos, como saúde e educação. “Há deficiências em várias áreas. Não porque não haja profissionais habilitados, mas porque os salários, muitas vezes, não são atrativos”, acredita o pesquisador.
[...]

Cláudia Passador está falando besteiras das grossas:

Citar
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html

...
Falta professor, mas sobra chofer e assessor tem de sobra

...Cada deputado federal pode ter até 25 assessores, número alto demais diante de comparações internacionais. O jornal O Globo revelou que, no início deste ano, o Senado deu a sete garçons cargos de confiança, com atribuições de fachada, para permitir que eles recebessem salários mais altos. No escalão mais alto do governo federal, 39 ministros respondem diretamente à presidente da República, cada um deles com seu séquito de assessores. O normal, em nações desenvolvidas, é haver de 15 a 20 ministros (qualquer executivo de empresa de porte médio sabe que é impossível gerenciar bem 40 subordinados diretos, com funções complexas). Todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm direito a motorista particular. Isso não ocorre na Suprema Corte dos Estados Unidos. Nos Tribunais de Justiça, nos Estados, a gastança se repete. Em São Paulo, há 311 motoristas à disposição dos juízes. A Câmara Municipal de São Paulo tem 26 motoristas, 13 garçons, sete auxiliares de cozinha e ainda auxiliares de serviços odontológicos, cirurgiões-dentistas, barbeiros, oftalmologistas, lavador e lubrificador de veículos e vidraceiro, segundo o Portal da Transparência. Os casos revelam uma lógica de trabalho que dá prioridade ao luxo, ao privilégio, ao desperdício e à concessão de favores e boquinhas. Essa lógica se estabelece, nos gabinetes, em detrimento daquela com que a maioria dos mortais tem de lidar no dia a dia – a economia de recursos e o esforço para trabalhar melhor.

Casos como esses reforçam a impressão de que há excesso de servidores públicos. Eles são ao todo 11,1 milhões. Um em cada dez brasileiros em idade de trabalhar está empregado em algum governo. Essa fatia é normal entre países emergentes e fica abaixo da usual entre países desenvolvidos. Um relatório de 2013 da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE, grupo que inclui as nações mais desenvolvidas do mundo) informa que o número de funcionários públicos no Brasil “é bastante limitado” em comparação com o dos países-membros da entidade, mas também que é “mais caro”. O problema, portanto, não está na quantidade de funcionários públicos, mas na qualidade deles – e dos serviços que prestam.

...

Os salários estatais começam como iguais ou pouco inferiores aos privados na esfera municipal, e a partir da estatal, vão ficando cada vez maiores que os estatais:


<a href="https://www.youtube.com/v/uIo-_xRsjis&amp;list=PLmJ2lebZPkH0UrO9Z_Bitm-bDwWiTdH7D" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/uIo-_xRsjis&amp;list=PLmJ2lebZPkH0UrO9Z_Bitm-bDwWiTdH7D</a>

Queria que um CQC da vida viralizasse uma série de reportagens contrastando essas com a situação brasileira, poderiam chamar de "Brasil: país dos políticos sem vergonha".


Citar
[...] Alguns dos serviços que se transformaram em alvos principais das críticas durante as manifestações do ano passado sofrem com falta de profissionais. É o caso da saúde. Mesmo após o início do Mais Médicos, que contratou 14 mil profissionais, uma auditoria feita em março pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falta de médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais visitados do Sistema Único de Saúde. Faltam também policiais federais, fiscais ambientais, analistas tributários e professores. Outro levantamento do TCU mostra que, só no ensino médio da rede pública, há 32 mil vagas a preencher.

“A perspectiva não pode ser contra ou a favor de funcionário público. Tem de ser a favor do cidadão e da melhoria dos serviços”, afirma Regina Pacheco, especialista em gestão de políticas públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV). “E, para aumentar a força de trabalho, teremos de segurar os custos.” O cidadão só contará com serviços melhores se o governo parar de fazer contratações e promoções inúteis, para se concentrar nas que realmente importam [...]



http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html

Citar

[...]

http://porque.uol.com.br/existe-desigualdade-entre-funcionarios-publicos-e-privados/













[...]

Conclusão

Há um duplo desafio em jogo: reduzir os privilégios do setor público na comparação com o trabalhador do setor privado, e também os privilégios existentes dentro do setor público,entre as diversas profissões.

Ao mesmo tempo, é necessário um Estado eficiente para propiciar o desenvolvimento econômico. Dessa forma, é essencial estabelecermos mecanismos que alinhem os salários do setor público com a produtividade dos trabalhadores. As idéias de bônus para professores, já tratadas aqui no site, são um bom exemplo.

Além disso, não podemos olhar para os privilégios do setor público e afirmar todo servidor como um sanguessuga do Estado. Existem funcionários que têm um verdadeiro senso de comprometimento com o Brasil e se esforçam para realizar seu trabalho da melhor maneira possível.

Nós do Por Quê? incentivamos o debate pautado nas ideias e nos fatos, e não nos preconceitos.




Um elemento que teoricamente poderia ajudar a justificar alguma disparidade é a de se poupar custos de repor funcionários perdidos para o setor privado, mas isso tem que ser acompanhado de cobrança por desempenho e etc.



Citar

http://mercadopopular.org/2017/11/funcionarios-publicos-ganham-mais-do-que-trabalhadores-do-setor-privado-veja-dados/

http://www.brasil-economia-governo.org.br/2017/11/21/monteiro-lobato-e-a-diferenca-salarial-publico-privada/












Offline Euler1707

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1563 Online: 01 de Junho de 2018, 15:15:17 »
Citação de: O jogo dos 47 erros de Ciro Gomes
O jogo dos 47 erros de Ciro Gomes
por Lucas Baqueiro (31/05/2018)

A metralhadora de inverdades de Ciro Gomes, em economia, segurança pública, geopolítica...

Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da República, esteve no Roda Viva no último dia 28. Resenhar sua entrevista foi um imenso desafio, ao contrário de outros presidenciáveis como Guilherme Boulos e João Dionísio Amoedo: ao longo de 1 hora e 19 de minutos de fala, Ciro disparou mais de cinquenta dados e opiniões contundentes – em sua grande maioria, dados exagerados ou falsos, e opiniões fundamentadas nesses mesmos dados – entre arroubos explosivos e ofensas dirigidas a algumas personalidades da política.

A bancada foi extremamente morna e condescendente com o candidato, salvo em poucos momentos em que afirmações muito afastadas da realidade foram trazidas à baila por Ciro Gomes. Os únicos momentos em que o candidato foi colocado contra a parede foram proporcionados por Bernardo Mello Franco, d’O Globo, e Brad Hynes, da Reuters. Estiveram presentes também José Roberto de Toledo, da revista Piauí; Débora Freitas, da CBN; e André Perfeito, economista-chefe da corretora de valores Spinelli — e que recentemente se demitiu da Gradual Investimentos, depois da prisão de seu presidente e poucos dias antes desta ser posta em liquidação extrajudicial.

O presidenciável mostrou-se muito afiado em sua retórica nacional-desenvolvimentista, lembrando inclusive o desempenho de Leonel Brizola. Às vezes, parecia estar lendo um manifesto bolivariano, não tendo se furtado, inclusive, de defender a ditadura de Nicolás Maduro. Todavia, fugiu de responder muitas perguntas e visivelmente lançou mão de números inexistentes e hipóteses não-verificáveis, porém pouco prováveis, buscando sair pela tangente nas poucas perguntas onde foi encurralado.

1. Eixo econômico

O eixo econômico dominou o primeiro bloco do Roda Viva, muito em razão da greve dos caminhoneiros, que já chegou à segunda semana e tem imposto substancial paralisação das atividades a nível nacional. Tratou-se a priori da Petrobras, sua política de preços, a gestão de Pedro Parente, e o modal logístico do Brasil.

Logo nos primeiros momentos, veio a primeira afirmação improvável:

  "O governo brasileiro impôs ao povo brasileiro, através da Petrobras, uma política de preços absolutamente fraudulenta. Esta política
   desconsidera o custo do barril de petróleo do Brasil e passa a cobrar como se o barril de petróleo brasileiro, que custa ao redor de 17
   dólares, como se tivesse o custo do barril de petróleo negociado no mercado especulativo do estrangeiro, que hoje está perto de 90
   dólares".


Ciro Gomes estaria parcialmente correto ao afirmar que a política de custos da Petrobras desconsidera o valor do custo do barril de petróleo extraído no país, que segundo ele gira em torno de US$17 por barril. O presidente da Petrobras estabelece como custo de extração do petróleo no pré-sal algo em torno de US$8. Somado aos demais custos para a produção após a extração, alcançaria a razão de US$33 por barril – duas vezes mais, portanto, do que o estabelecido por Ciro como parâmetro.

Desconsidera o presidenciável, porém, que o petróleo brasileiro é inviável financeiramente para o refino e transformação em gasolina, posto que é muito denso, precisando ser misturado a petróleo leve, indisponível em território nacional e importado de outros lugares, como a Arábia Saudita, responsável por 35,3% do petróleo importado pelo Brasil, e a Nigéria, responsável por 34,2% desse total. Por isso, inclusive, o petróleo brasileiro não é inteiramente consumido na produção de combustíveis e de derivados em território nacional, sendo exportado em grande volume para a China. Isso elevaria substancialmente o preço do combustível, haja vista de importamos petróleo para o refino em combustível, como a gasolina e o óleo diesel.

Ademais, devido às dimensões continentais do país e ao alto custo logístico de transportar o petróleo e seus derivados desde as refinarias mais centrais até os pontos mais extremos do território nacional, o Brasil importa diretamente petróleo, gasolina e óleo diesel. É mais barato, por exemplo, importar petróleo e combustíveis já refinados, desde o Golfo do México, para a região Norte do Brasil, do que transportá-lo. Essa é uma das razões pelas quais o Maranhão é o estado que tem a gasolina mais barata do Brasil.

Portanto, não se pode levar em consideração exclusivamente o valor do barril de petróleo bruto extraído em solo ou águas territoriais brasileiras para fixar o preço da gasolina, posto que não é inteiramente dele que se produz o combustível.

À sequência, Ciro afirmou:

  "O que serve a uma empresa como a Petrobras é praticar uma matriz de custos absolutamente transparente. Ou seja: quanto custa
   produzir um litro de gasolina? De quanto é o custo de produção? Mais, a remuneração do investimento? Mais, a depreciação? Mais,
   (pôr) o lucro em linha com os competidores equivalentes do estrangeiro".


Está o candidato Ciro Gomes equivocado ao deixar subentendido que a Petrobras não é transparente em sua matriz de custos. Aliás, ela deixa clara a resposta às questões de Ciro, em sua própria página institucional. De acordo com empresa, com relação à gasolina, o custo da realização do produto é de 34% do seu valor no posto de gasolina, correspondendo o restante a 16% em impostos federais, 29% em impostos estaduais, 12% no custo do etanol obrigatoriamente adicionado à composição por força de lei, e 9% na distribuição e revenda. Não há, com relação ao seu processo de produção – pelo menos desde o início da gestão de Pedro Parente à frente da empresa – falta de transparência com relação à matriz de custos.

Cumpre lembrar, todavia, que não é tão simples pôr o lucro estabelecido da Petrobras em linha com seus competidores equivalentes estrangeiros, em solo nacional. A empresa, aquando da posse definitiva de Michel Temer à frente da presidência da República, tinha uma dívida líquida de US$100,3 bilhões (aproximadamente R$ 374 bilhões). Era a empresa mais endividada do mundo quando Pedro Parente assumiu sua gestão, vencendo em débitos até a falimentar PDVSA, símbolo da incompetência administrativa do regime venezuelano. Previa a empresa, antes do canetaço imposto pelo presidente Temer sobre o valor do óleo diesel, reduzir a sua dívida líquida a US$77 bilhões (aproximadamente R$ 287 bilhões) até o fim do ano.

A empresa deve tanto por conta de três fatores: primeiro, e mais chocante, graças à corrupção na estatal praticada durante os governos Lula e Dilma, estimada em R$42 bilhões; segundo, pela má-gestão, que fez a estatal dispender imensos volumes em investimentos inviáveis, como o da refinaria de Pasadena, ativo recentemente posto à venda; terceiro, pela política imposta à Petrobras de 2008 a 2016, que impedia o repasse do custo da aquisição e produção do combustível ao consumidor, para controlar a inflação do país. Essa última política, aliás, representou a maior parte da grande dívida que hoje tem a petrolífera estatal, e é justamente o que o candidato do PDT defende que o Brasil retome.

Logo adiante, Ciro disse que “(praticar essa estrutura de custos) significaria que o óleo diesel poderia estar hoje a, no máximo, uns R$3,00, R$2,80, e essa é a fraude”. Mas, a qual custo se reduziria o valor do óleo diesel para esse patamar? Foi justamente essa política, de populismo fiscal represando o custo dos combustíveis, que representa hoje a razão da maior fatia da dívida líquida que a petrolífera tem. E é essa política, como fica subentendido, que o candidato do PDT defende que o Governo Federal retome.

Não obstante seu prejuízo, a Petrobras, que é uma empresa de capital misto, precisa recuperar a confiança do investidor. É o dinheiro do investidor que vai possibilitar à empresa – sem gerar ônus para o tesouro e, portanto, para o cidadão – investir em tecnologia e infraestrutura. O investimento em infraestrutura, mais à frente, permitirá à empresa extrair petróleo por custo ainda menor, otimizar o custo do refino e oferecer um preço menor do combustível. Reduzir lucros significaria minar a capacidade de investimento da empresa, reduzir seu valor de mercado e, pouco a pouco, sucateá-la.

Disparou Ciro, em continuação:

  "O que o senhor Pedro Parente faz, para servir aos interesses estrangeiros, ele deixa um terço da capacidade de produção de gasolina
   e óleo diesel e de lubrificantes do Brasil ociosos e passa a abrir espaço para que grandes importadores brasileiros comprem gasolina
   lá fora, aproveitando a peculiaridade da Petrobras que é deter o monopólio. (…) Portanto, um importador de gasolina pode empurrar
   esse preço absurdo, criminoso, sem contestação do verdadeiro mercado concorrencial. E nós não podemos cair nesse mercado
   concorrencial porque nós temos uma companhia estatal que tem padrões de custo e eficiência importantes, em comparação com o
   mundo, e pode e deve transferir essa eficiência para o interesse público brasileiro".


O que Ciro não parece capaz de perceber é que essa política adotada por Pedro Parente foi uma das responsáveis pela revalorização das ações da Petrobras, com efeitos substanciais na capacidade da empresa conseguir reduzir a sua dívida e recuperar fôlego.Ademais, a abertura da Petrobras à concorrência nacional permitiu que importadoras brasileiras, como a Raízen, a Ipiranga e a BR Distribuidora – aliás, pertencente à Petrobras – adquirissem imensos lotes de combustível pronto para uso no exterior, reduzindo substancialmente o preço para o consumidor final, e a valores diferentes, para baixo em números absolutos, do praticado aquando do regime em que a Petrobras era a única importadora de derivados de petróleo do país.

Ainda com relação à política de preços, Ciro desconsidera a inflação ao classificar tal política de criminosa. Corrigida, o preço é menor do que o praticado 17 anos atrás, que nominalmente custava R$1,50, o que em valores atualizados representaria R$5,19; o valor atual médio da gasolina está em R$4,43. Portanto, ou é insustentável que o preço é absurdo e criminoso, com relação ao que tem sido praticado ao longo de 17 anos, ou o presidenciável considera a política de preços da Petrobras criminosa desde sempre.

Cumpre, inclusive, apontar: o preço da gasolina durante a gestão de Ciro Gomes no ministério da Fazenda, entre 1º de setembro de 1994 e 1º de janeiro de 1995, é rigorosamente equivalente ao preço de hoje.
Dúvidas? Basta usar uma calculadora de correção monetária, disponível em qualquer canto da internet, e aplicar o índice IGP-M da Fundação Getúlio Vargas sobre o preço médio da gasolina na data (em torno de R$0,60) e corrigi-lo para hoje. Seria Ciro, portanto, cúmplice do crime e da fraude que imputa a Pedro Parente? Ou estaria apenas bravateando?

Em um ponto, Ciro concorda com o senso comum: a de que o modal quase que exclusivamente rodoviário para a logística nacional não se sustenta. Todavia, hiperbolizou, dizendo:

   "Nos últimos 20 anos o Brasil destruiu sua marinha mercante, e o Brasil destruiu sua estratégia de ferrovias mais recentemente, e já
    foi agora com o governo golpista do Temer. Eu, por exemplo, estava afastado da política e dirigindo, em nome da CSN, a
    Transnordestina, construindo mais de um quilômetro por dia, ali numa área de grande potencialidade produtiva, (…) essa obra tinha
    cinco mil pessoas trabalhando, o Temer assumiu e parou; assim a Leste-Oeste na Bahia parou; assim a ideia de uma Transoceânica,
    em parceria estratégica com os chineses, parou; assim a construção da Norte-Sul parou, apesar de estar praticamente pronta".


O presidenciável começa a fala sobre o modal com uma mentira: a de que nos últimos 20 anos o Brasil destruiu sua marinha mercante. A marinha mercante brasileira, em 1998, possuía 188 navios, de acordo com o The World Factbook 1998, da CIA (Central Intelligence Agency), órgão de inteligência americano. Em 2018, em contrapartida ampliou-se para 766 navios, quatro vezes mais do que há 20 anos.

Mente também Ciro Gomes ao dizer que, durante a sua gestão na presidência da Ferrovia Transnordestina, as obras avançaram um quilômetro por dia. No momento de sua posse, em fevereiro de 2015, a ferrovia possuía 423 quilômetros de extensão. Quando de sua saída, em junho de 2016, um ano e quatro meses depois, a Transnordestina possuía pouco mais de 600 quilômetros. Portanto, é matematicamente impossível que, durante sua gestão, tenha se construído mais de um quilômetro por dia.

É falsa também a afirmativa de que o Brasil destruiu sua estratégia de ferrovias sob o governo Temer. Em verdade, depois da Companhia Siderúrgica Nacional ter parado a construção da Transnordestina, o Governo Federal passou a buscar um investidor estrangeiro para continuá-la, assim como continuar as outras obras inacabadas.


Continua.

Offline Euler1707

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1564 Online: 01 de Junho de 2018, 15:15:37 »
Continuação:

Citação de: O jogo dos 47 erros de Ciro Gomes
O jogo dos 47 erros de Ciro Gomes
por Lucas Baqueiro (31/05/2018)

Ciro culpou a falta de concessão de crédito da União pela paralisação das obras da Transnordestina. Pressionado por Brad Hynes a responder se o dinheiro deveria sempre vir do Estado, respondeu:

   "Nenhum país do mundo constrói sua infraestrutura com dinheiro do capital próprio de empresas privadas, stricto sensu. (…) Agora,
    infraestrutura no mundo inteiro se lança com ferramentas de financiamento, como na Europa, nos Estados Unidos; ninguém faz
    ferrovia com dinheiro do caixa de empresa nenhuma, isso não existe nenhum precedente no planeta Terra. Vamos deixar claro isso.


Erro grosseiro e desconhecimento da própria história do Brasil. A primeira ferrovia brasileira, a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, foi construída com o dinheiro do Visconde de Mauá.  A Great Western Railway Company também construiu mais de 1.600 quilômetros de malha ferroviária em território brasileiro – parte dela, passando pelo próprio traçado da Transnordestina – com dinheiro exclusivamente da iniciativa privada.

Precedentes de ferrovias financiadas com dinheiro privado superabundam, não só no Brasil. Nos Estados Unidos, mais recentemente, uma ferrovia de alta velocidade – o que se convencionaria chamar de trem-bala -, a Florida East Coast Railway, foi inaugurada com financiamento privado. Aliás, parte considerável da malha ferroviária do país também foi financiada de forma privada, assim como em outros países.

À sequência de lançar mão do falso expediente de dizer que não existe financiamento privado do modal ferroviário em lugar nenhum do mundo, Ciro Gomes optou por mentir sobre um tema novo: gasto público.

A partir desse ponto, as coisas começam a se tornar interessantes. Ciro Gomes mente, inventa números e se mostra despreparado quando o tema é gasto público:

Citação de: O jogo dos 47 erros de Ciro Gomes
Ciro disse que:

   "(O teto de gastos) não tem precedente em lugar nenhum do mundo. (…) Não há esse precedente. (…) O que existe como
     precedente, sem status constitucional, é uma norma norte-americana que determina um congelamento, um limite para todos os
     gastos, inclusive dívida".


A verdade: existem inúmeros precedentes pelo mundo. Um relatório do Fundo Monetário Internacional é bastante esclarecedor ao estabelecer que inúmeros países, como a Dinamarca, os Países Baixos e Singapura, fixaram tetos de gasto, como o Brasil fez. A Dinamarca possui o teto de gastos fixado em sua carta magna.

Em segundos, o pedetista disparou outra afirmação questionável:

   "Qual é o país do mundo que tabela por 20 anos os seus gastos com saúde, educação, desconsiderando que dois milhões de bebês
    brasileiros nascem todo ano? Se eu congelo por 20 anos os gastos com saúde, quem vai cuidar dessas crianças? (…) hoje o Brasil
    está proibido de expandir o gasto com saúde, com educação e com segurança".


A afirmação é inteiramente mentirosa, o que podemos perceber ao analisar a própria Emenda Constitucional nº 95, que fixa o teto de gastos por 20 anos. Ela não tabelou os gastos com saúde, educação e segurança. Na verdade, ela proibiu que todas as despesas primárias do governo fossem maiores do que as do exercício anterior, considerando devidamente o montante corrigido pela inflação do período. Isso não impediu que o governo aumentasse seus gastos com saúde, segurança e educação: o governo pode remanejar de outras áreas, como, hipoteticamente, a pesca ou agricultura, para elevar a despesa com as áreas onde supostamente seria defensável expandir gastos.

No ano sequencial à aprovação do teto de gastos, o gasto orçamentário com a saúde e a educação se ampliou, o que faz cair por terra completamente a cantilena repetida à exaustão por Ciro Gomes durante sua participação no Roda Viva.

O desconhecimento do presidenciável a respeito das contas públicas, tal como a prontidão com que sub ou superestima, exagera ou inventa números, ficou demonstrada muito claramente. Para quem se propôs a checar e corrigir os dados lançados ao vento por Ciro Gomes, o trabalho foi sofrível, dado o imenso volume de besteiras proferido.

Aqui vai outra mentira:

   "O déficit da previdência é real, mas ele não é de R$180 bilhões. Ele é de R$25,3 bilhões".

De fato, o déficit da previdência estimado pelo Governo Federal não é de R$180 bilhões — é de R$268,8 bilhões. R$182 bilhões é o rombo previsto apenas para o ano de 2018, desconsiderando a previdência dos servidores públicos e dos servidores militares, que somam à conta, chegando aos R$268,8 bilhões mencionados. O número de R$25,3 bilhões foi uma invenção do ex-governador do Ceará, sem base em qualquer fonte fiável.[/u]

Tentou o presidenciável minimizar ainda mais o déficit da previdência:

   "Não é tão relevante (o déficit da previdência). Basta dizer que o Temer acabou de entregar R$14 bilhões para as transportadoras".

Mas, ao tentar associar uma questão com a outra, Ciro Gomes mente outra vez. Primeiro, mente ao afirmar que o subsídio sobre o óleo diesel – isso, sim, criminoso, e até muito a par com as demandas levantadas pelo candidato no primeiro bloco, a respeito dos preços dos derivados de petróleo – geraria uma conta de R$14 bilhões, quando se avalia o prejuízo em R$9,5 bilhões. Em segundo lugar, mente ao imputar que o dinheiro será entregue às transportadoras, quando, em verdade, essas se beneficiarão indiretamente do subsídio, na condição de consumidores diretos do produto.

Disparou ainda:

   "Metade do que se arrecada no Brasil é (gasto com) despesa financeira, (pagamento de) juro e rolagem de dívida".

O balanço geral da União mostra o tamanho dessa mentira. A despesa financeira com base no quanto é arrecadado está fixada, para este exercício, em 40% (R$986,1 bilhões). É mais uma informação falsa, disparada na tentativa de gerar a falsa sensação de que, basicamente, a maior parte do dinheiro do orçamento é gasto no pagamento da dívida pública.

Ainda a respeito da dívida:

   "R$5,5 trilhões. Em números brutos, essa é a dívida brasileira. Por que o tesouro só reconhece R$3,5 trilhões? Porque tem quase
    R$1,2 trilhão clandestinos que o Banco Central emite como operação compromissada.


Depois:

   "Em 1º de janeiro, a dívida já terá alcançado R$5 trilhões".

Os números são absolutamente aleatórios e contraditórios, com exceção do montante da dívida pública reconhecido pelo Governo Federal, que é realmente de R$3,5 trilhões. Ciro, num primeiro momento, estabelece a dívida pública brasileira em R$5,5 trilhões, somando o montante reconhecido à operação compromissada emitida pelo Banco Central, de R$1,2 trilhão; só que essa soma, por si só, está errada, dando uma razão de 4,7, jamais 5,5. A seguir, em outro bloco – esquecendo-se que disparou um número certamente tirado da própria cabeça -, diz Ciro que, no início do ano que vem, a dívida ainda vai alcançar R$5 trilhões, 500 bilhões abaixo do que ele afirmou como a dívida alcançada hoje pelo Brasil. Confuso, no mínimo.

Por acaso, no livro de cabeceira do Dória que o JJ gosta de citar, o "As 48 Leis do Poder", tem alguma lei que recomenda inventar números e dizer mentiras de maneira tão boçal como o Ciro fez?

O restante do texto vocês podem acessar aqui.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1565 Online: 28 de Junho de 2018, 13:24:35 »
<a href="https://www.youtube.com/v/OddrJm99vJI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/OddrJm99vJI</a>
 :susto:

Offline Fernando Silva

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1566 Online: 29 de Junho de 2018, 12:41:22 »
Lula em campanha se fazendo de vítima e prometendo que, se eleito, vai reverter as privatizações e devolver o Brasil aos brasileiros.
Citar
Lula: ‘O Brasil voltará a ser dos brasileiros’

Em carta exclusiva ao JORNAL DO BRASIL, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que é pré-candidato ao Palácio do Planalto e anunciou que, voltando ao governo, vai “reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país”. Segundo ele, o Brasil vai eleger um governo democrático, “com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo, do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país”.
[...]
A carta ao JB também ataca a política externa do governo Temer, que hoje tem o PSDB à frente. “Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. “Mas o tempo deles acaba em outubro”, adverte Lula. O novo governo,  prevê, vai acabar com “a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional”.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2018/06/29/lula-o-brasil-voltara-a-ser-dos-brasileiros/

Offline Lorentz

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1567 Online: 29 de Junho de 2018, 14:01:42 »
https://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/amoedo-do-novo-define-christian-lohbauer-como-seu-vice/

Citar
Amoêdo, do Novo, define Christian Lohbauer como seu vice

O presidenciável João Amoêdo, do Partido Novo, acaba de bater o martelo sobre o vice de sua chapa. É Christian Lohbauer, cientista político pela USP — e que já foi executivo de empresas como Bayer e CitrusBR, além de secretário de relações internacionais da Prefeitura paulistana  –, que ele deve confirmar neste início de tarde, em São Paulo. Lohbauer era, desde maio, o indicado para a candidatura ao Senado.

A pouco mais de três meses da eleição, Amoêdo é o primeiro dos candidatos ao Planalto a definir seu vice. Nomes de peso como Ciro, Alckmin, Bolsonaro e Marina ainda não chegaram a acordo com suas equipes e aliados a respeito do companheiro de chapa.

Mudança de planos para os paulistas do fórum que iam votar no Lohbauer pra senador. O candidato a senador pelo Novo será Diogo da Luz.

https://novo.org.br/processo_seletivo/diogo-da-luz/
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1568 Online: 01 de Julho de 2018, 16:14:42 »

Notícias  "das"  Minas Gerais:



PSDB TENTA NOVO GOLPE CONTRA DILMA


Minas 247 - O PSDB, que não reconheceu a quarta derrota nas eleições presidenciais consecutivas e articulou um golpe parlamentar para derrubar a presidente Dilma Rousseff, tenta agora um novo golpe contra Dilma.


O presidente do PSDB no Estado, Domingos Sávio, afirmou que irá à Justiça para impedir que Dilma seja candidata ao Senado por Minas. Segundo ele, o acordo feito no Senado no dia da cassação, que vetou essa parte da punição, não seria suficiente para garantir sua candidatura.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) rebate. Para ele, a impugnação é a tentativa de dar outro golpe, impedindo que Dilma seja candidata.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/360245/PSDB-tenta-novo-golpe-contra-Dilma.htm?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical




Online JJ

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1569 Online: 01 de Julho de 2018, 16:16:46 »

DILMA AO SENADO


"Acho que posso dar uma grande contribuição para o país do ponto de vista de Minas Gerais", disse Dilma Rousseff em uma entrevista na noite de sexta-feira. "Acima de tudo, quero ser uma voz defendendo a expansão da democracia no Brasil".

30 DE JUNHO DE 2018 ÀS 07:45 // INSCREVA-SE NA TV 247


Por Ernesto Londoño, no New York Times – Quase dois anos depois que a ex-presidenta Dilma Rousseff foi impedida pelo Congresso em uma das quedas políticas mais impressionantes da história do país, a primeira líder feminina brasileira espera voltar à capital como senadora.

Dilma Rousseff anunciou formalmente sua intenção de concorrer a uma cadeira no Senado representando o estado de Minas Gerais, onde ela nasceu. É provável que a corrida a coloque contra o atual titular, o senador Aécio Neves, que ela derrotou por pouco na eleição presidencial de 2014.

Se ela vencer, Dilma se tornará a mais recente polêmica ex-presidente da região a retornar à política como senadora.

Os ex-presidentes Álvaro Uribe Vélez, da Colômbia, e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina, tornaram-se figuras da oposição de alto perfil no Congresso após terem servido por dois mandatos presidenciais.

"Acho que posso dar uma grande contribuição para o país do ponto de vista de Minas Gerais", disse Rousseff em uma entrevista na noite de sexta-feira. "Acima de tudo, quero ser uma voz defendendo a expansão da democracia no Brasil".

Leia a íntegra no NYT


https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/360180/NYTimes-destaca-volta-de-Dilma-ao-Senado.htm


Offline Gaúcho

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1570 Online: 03 de Julho de 2018, 11:49:34 »
Boa sorte, BH! :lol:
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Geotecton

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1571 Online: 03 de Julho de 2018, 13:41:46 »
Será que os mineiros votarão nesta imbecil a ponto de elege-la?
Foto USGS


Offline Geotecton

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1573 Online: 03 de Julho de 2018, 14:05:12 »
Ou a Aécio, de novo, com a força do povo?

Eu acho que o Aécio não se reelege.
Foto USGS

Offline Gaúcho

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Re:Eleições 2018
« Resposta #1574 Online: 03 de Julho de 2018, 17:01:54 »
Será que os mineiros votarão nesta imbecil a ponto de elege-la?

Eu tenho quase certeza que os gaúchos votariam, de forma que tivemos sorte dela ir para BH.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

 

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