Autor Tópico: MBL - Movimento Brasil Livre  (Lida 23984 vezes)

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Offline JJ

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1200 Online: 27 de Maio de 2018, 07:53:50 »


Em política é importante parecer ser o que a maioria dos  eleitores  querem  ver.




Offline JJ

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1201 Online: 27 de Maio de 2018, 07:56:55 »
Até o  B  está tentando  seguir conselhos de marqueteiros:



BOLSONARO PAZ & AMOR? Para amenizar imagem de extremista, equipe prepara documentário sobre Bolsonaro


Publicado por: Amara Alcântara em 15/05/2017 às 10:00

Com que roupa? De olho na eleição de 2018, a equipe de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está produzindo um documentário, a princípio para a internet, sobre sua carreira política. A ideia é construir um vestal de estadista para o deputado, amenizando o extremismo que o projetou. Assessores garimpam cenas em que ele aparece, por exemplo, carregando bandeiras de arco-íris, símbolo do movimento gay, e arquivos da Câmara com discursos ponderados, especialmente aqueles em ele que ataca a corrupção.


Paz e amor Bolsonaro tem sido orientado a baixar o tom de seus discursos, evitando falas raivosas contra determinados grupos ou colegas da Câmara. Em seu gabinete, brincam que a meta é que ele consiga passar 2017 sem novos processos no Conselho de Ética da Casa.

[...]


http://www.polemicaparaiba.com.br/politica/bolsonaro-paz-amor-para-amenizar-imagem-de-extremista-equipe-prepara-documentario-sobre-bolsonaro/





Offline Skeptikós

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1203 Online: 28 de Maio de 2018, 15:37:30 »
Na minha opinião, mais uma vez, acredito que o Arthur exagerou na chamada que fez sobre o pescotapa que tomou, ele se vitimizou realmente. Mas a atitude do Ciro, ainda mais vinda de um candidato a presidência, é injustificável. Um pescopata como resposta a uma provocação verbal é completamente desproporcional, ainda mais quando essa provocação se resumiu apenas a questionar sobre citações infelizes feitas pelo próprio Ciro Gomes (que no máximo deveria argumentar que foram colocadas fora de contexto, e não, dar um pescopata como resposta).
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1204 Online: 28 de Maio de 2018, 17:15:50 »
Não seria um pesco-Tapa, se isso é mesmo uma palavra que existe?

Porque pescopata sugere algo como uma pata pesqueira ou com pescoço mais longo. Ou talvez alguém que pesque patologicamente.

Offline JJ

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1205 Online: 28 de Maio de 2018, 18:51:32 »
Não seria um pesco-Tapa, se isso é mesmo uma palavra que existe?

Porque pescopata sugere algo como uma pata pesqueira ou com pescoço mais longo. Ou talvez alguém que pesque patologicamente.


 :biglol:

Offline Skeptikós

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1206 Online: 29 de Maio de 2018, 01:40:39 »
 :biglol:

Você está correto.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline FZapp

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1207 Online: 30 de Maio de 2018, 10:10:45 »
Cadê a mesma histeria que fizeram no caso de Ayan-Marielle a uma notícia com uma acusação dessa?

"Em vídeo, Lula acusa Moro de ter 'mente doentia'"

http://m.jb.com.br/pais/noticias/2018/04/08/em-video-lula-acusa-moro-de-ter-mente-doentia/

Onde estão as pessoas para acusar os jornalistas do JB de espalhar Fake News? Onde estão as pessoas para dizer que o JB foi antiético ao não ser ativo na defesa da presunção de inocência da acusação da sanidade mental de Sérgio Moro?

Na minha terra Ceticolândia (uma região idílica onde convivem anões, elfos mas doninados por um FaceSauron que tudo vê) chamam isto de 'tu quoque'. Deve ser uma expressão de um idioma perdido no tempo.

O JB publicou a opinião de ainda um homem público, político, tentando desvalorizar quem considera um oponente político. Já conhecemos as idas e vindas do líder do PT, mas o MBL quer pagar de defensor da verdade, moral e justiça, e quando utiliza os mesmos meios tortos que seus oponentes obviamente perde credibilidade, até na direita.
--
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Offline -Huxley-

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1208 Online: 30 de Maio de 2018, 10:39:02 »
Cadê a mesma histeria que fizeram no caso de Ayan-Marielle a uma notícia com uma acusação dessa?

"Em vídeo, Lula acusa Moro de ter 'mente doentia'"

http://m.jb.com.br/pais/noticias/2018/04/08/em-video-lula-acusa-moro-de-ter-mente-doentia/

Onde estão as pessoas para acusar os jornalistas do JB de espalhar Fake News? Onde estão as pessoas para dizer que o JB foi antiético ao não ser ativo na defesa da presunção de inocência da acusação da sanidade mental de Sérgio Moro?

Na minha terra Ceticolândia (uma região idílica onde convivem anões, elfos mas doninados por um FaceSauron que tudo vê) chamam isto de 'tu quoque'. Deve ser uma expressão de um idioma perdido no tempo.

O JB publicou a opinião de ainda um homem público, político, tentando desvalorizar quem considera um oponente político. Já conhecemos as idas e vindas do líder do PT, mas o MBL quer pagar de defensor da verdade, moral e justiça, e quando utiliza os mesmos meios tortos que seus oponentes obviamente perde credibilidade, até na direita.


Não é tu quoque, pois qualquer observador imparcial não vê qualquer difamação anti-Moro na matéria do JB.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1209 Online: 30 de Maio de 2018, 11:31:59 »
É diferente uma desavença te chamar de maluco, e alguém fazer algum outro tipo de acusação (criminal), especialmente se a desavença não calha de ser um psiquiatra, pelo menos.

Acusação a uma pessoa assassinada, que nem pode se defender pessoalmente, mais diferente ainda.

Offline -Huxley-

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1210 Online: 30 de Maio de 2018, 11:43:37 »
Como se vê na matéria do JB, Lula CLARAMENTE acusou Sérgio Moro de ser criminoso também. Pois, segundo ele, a responsabilidade de Moro na sua prisão representava obsessão pela "mentira" e "vaidade pessoal".

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1211 Online: 30 de Maio de 2018, 13:36:07 »
Como se vê na matéria do JB, Lula CLARAMENTE acusou Sérgio Moro de ser criminoso também. Pois, segundo ele, a responsabilidade de Moro na sua prisão representava obsessão pela "mentira" e "vaidade pessoal".

Ele fala como se o Moro fosse o Maduro que acorda mal humorado pela manhã e manda prender alguém,  como se não houvesse o trabalho de investigação envolvendo centenas de pessoas e documentos fornecidos por bancos, empresários e entidades estrangeiras.

Está todo mundo contra o operário pobre que voa de jatinho particular e mora de favor nas mansões dos amigos.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1212 Online: 30 de Maio de 2018, 14:21:23 »
Como se vê na matéria do JB, Lula CLARAMENTE acusou Sérgio Moro de ser criminoso também. Pois, segundo ele, a responsabilidade de Moro na sua prisão representava obsessão pela "mentira" e "vaidade pessoal".

A comparação começaria a ficar um pouco próxima se Lula tivesse dito algo como que "Moro me confessou em sigilo que, para eles, provas não importavam, que eu iria para a cadeia de qualquer jeito."

Mas é só o velho "golpismo judiciário" com um foco individual. Talvez até já haja alguma espécie de difamação criminal aí por parte de Lula, mas não é como se ele estivesse se passando por fonte confiável de informações até então ignoradas, é só choradeira mesmo. Só os petistas mais fanáticos serão levados à conclusão, "se Lula falou que Moro é doente, então ele é mesmo doente." E os petistas em geral já devem achar que é tudo golpismo/mentira desde muito antes da coisa chegar ao Lula.

"Moro deve apresentar seu atestado de sanidade mental! Até lá o julgamento deve ser ANULADO".

Nem os petistas vão vir com essa.

Offline -Huxley-

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1213 Online: 30 de Maio de 2018, 16:39:57 »
...
« Última modificação: 30 de Maio de 2018, 17:08:54 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1214 Online: 30 de Maio de 2018, 17:05:34 »
Agir por "uma obsessão em que a mentira não tem limite" e "vontade de tirar uma fotografia de Lula preso" já dá para descartar equívoco e por observação de alegação de deliberação no lugar. E Lula alegar insanidade mental de Moro não torna o juiz da Lava Jato incapaz de ser responsável pelos atos jurídicos supostamente falhos de forma deliberada, pois transtorno de personalidade narcisista e psicopatia também coexistem com atos deliberados, por exemplo.
« Última modificação: 30 de Maio de 2018, 17:15:37 por -Huxley- »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1215 Online: 30 de Maio de 2018, 18:09:02 »
Moro está vivo e em condições de se defender, talvez inclusive de processá-lo.

Só pessoas com considerável limitação intelectual veriam estas declarações de Lula como uma fonte confiável de informações sobre algo além do próprio Lula.

Offline JJ

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1216 Online: 27 de Junho de 2018, 09:12:13 »
As milícias em benefício próprio descobriram como barganhar com a vida dos brasileiros e ganhar adeptos manipulando o medo e o ódio




ELIANE BRUM

18 SET 2017 - 22:11   CEST


O fechamento da mostra Queer Museum – Cartografia da Diferença na Arte Brasileira aponta a crescente articulação entre setores da política tradicional e milícias como o Movimento Brasil Livre (MBL). Essa articulação está desenhando o Brasil deste momento – e poderá ter muita influência na eleição de 2018. Nesta coligação não formalizada, velhas táticas ganham aparência de novidade pelo uso das redes sociais, com enorme eficiência de comunicação. É velho e novo ao mesmo tempo. A vítima maior não é a arte ou a liberdade de expressão, mas os mesmos de sempre: os mais frágeis, os primeiros a morrer.



A exposição era exibida desde 15 de agosto, em Porto Alegre, no Santander Cultural. Contava com obras de artistas brasileiros de diversas gerações, como Cândido Portinari, Alfredo Volpi, Ligia Clark, Leonilson e Adriana Varejão. É justamente de Varejão uma das obras mais atacadas: “Cenas do interior 2” tem quatro imagens de atos sexuais, incluindo sexo com um animal. Outra obra demonizada foi a de Bia Leite, que expôs desenhos baseados em frases e imagens do Tumblr “Criança Viada”, que reúne fotos enviadas por internautas deles mesmos na infância. Liderados por milícias como o MBL, pessoas começaram a ofender o público da mostra e a acusar os artistas de promover a “pedofilia”, a “zoofilia” e a “sensualização precoce de crianças”. As milícias também promoveram um boicote ao banco. O Santander recuou, e a exposição, que deveria se estender até outubro, foi encerrada.


O MBL, uma das milícias que lideraram os ataques à exposição, foi um dos principais articuladores das manifestações contra o PT e pelo impeachment de Dilma Rousseff, que levaram às ruas milhões de brasileiros vestidos de amarelo. Na ocasião, sua bandeira era a luta contra a “corrupção”. E propagavam ideias “liberais”. Como bem apontou Pablo Ortellado, em sua coluna na Folha de S. Paulo, o MBL descobriu que “as chamadas ‘guerras culturais’ eram um ótimo instrumento de mobilização e que por meio do discurso punitivista e contrário aos movimentos feminista, negro e LGBTT podiam atrair conservadores morais para a causa liberal”. Passaram então a gritar contra as cotas raciais, o aumento do encarceramento (num país em que a maioria dos presos é composta por negros) e um projeto que espertamente foi batizado de “Escola Sem Partido”.


Mas qual é o contexto e o que o MBL e outras milícias semelhantes defendem? Se este tipo de grupo se formou erguendo a bandeira da “anticorrupção” e não promove nenhuma manifestação nas ruas contra um presidente denunciado duas vezes e um dos governos mais corruptos da história do Brasil, é possível levantar a hipótese bastante óbvia de que a “corrupção” nunca foi o alvo.


Quando são citados na imprensa, MBL e assemelhados são tachados de “conservadores” e “liberais”. Isso os coloca sempre num polo contra outro polo, o que é essencial para este tipo de milícia sobreviver, se replicar e agir em rede. E dá a estas milícias uma consistência que não condiz com a realidade de seu conteúdo. Liberais de fato jamais tentariam fechar uma mostra de arte, para ficar apenas num exemplo. Nem faz sentido dizer que são “conservadores” ou mesmo de “direita”. Eles são o que lhes for conveniente ser.


A dificuldade de nomear o que são, é importante perceber, os favorece. E acabam se beneficiando de rótulos aos quais lhes interessa estar associados num momento ou outro e que lhes emprestam um conteúdo que não possuem, mas do qual sempre podem escapar quando lhes convêm. Neste sentido, apesar de exibirem como imagem um corpo compacto, essas milícias são fluidas. Embora ajam sobre os corpos, não há corpo algum. Isso lhes facilita se moverem, por exemplo, da luta anticorrupção para as bandeiras morais, agora que não lhes interessa mais derrubar o presidente.



A força de milícias como MBL é sua capacidade de influenciar tanto eleitores quando odiadores, num momento histórico em que estas duas identidades se confundem



O que se pode afirmar sobre milícias como o MBL é que elas têm um projeto de poder – ou têm um poder que pode servir a determinados projetos de poder. O poder destas milícias está em mostrar que são capazes de se comunicar com as massas e, portanto, de influenciar tanto eleitores quando odiadores, num momento histórico em que estas duas identidades se confundem. E este é um enorme poder, que claramente tem sido colocado a serviço de políticos e de partidos tradicionais. Além e principalmente, claro, de a serviço de seu próprio benefício.



A descoberta de que temas “morais” são uma excelente moeda de barganha não é prerrogativa do MBL e de seus assemelhados. Esta moeda sempre esteve em circulação. Na Nova República, que se seguiu à ditadura civil-militar (1964-1985), ela esteve na primeira eleição presidencial da redemocratização, quando Fernando Collor de Mello, que depois se tornaria o primeiro presidente a sofrer impeachment, usou fartamente contra Lula o fato de que ele tinha uma filha de uma relação anterior ao seu casamento com Marisa Letícia e que teria sugerido um aborto à então namorada.


Mas o marco fundador do que vivemos hoje pode ser localizado bem mais tarde, na eleição de 2010. Naquele momento, ao perceber o potencial eleitoral do crescimento dos evangélicos no Brasil, em especial dos neopentecostais, alguns oportunistas perceberam que jogar o tema do aborto no palanque poderia ser conveniente. Tanto para conquistar o voto religioso quanto para derrubar opositores.


No final do primeiro turno de 2010, a internet e as ruas foram tomadas por uma campanha anônima, na qual se afirmava que Dilma Rousseff era “abortista” e “assassina de fetos”. Rousseff começou a perder votos entre os evangélicos e parte dos bispos e padres católicos exortou os fiéis a não votar nela. José Serra (PSDB) empenhou-se em tirar proveito do ataque vindo das catacumbas, determinando o rumo da campanha dali em diante. E Rousseff correu a buscar o apoio de religiosos, acabando por escrever uma carta declarando-se “pessoalmente contra o aborto”. Nela, comprometia-se, em caso de vencer a eleição, a não propor nenhuma medida para alterar a legislação sobre o tema.


Quem peregrinou por templos evangélicos defendendo Rousseff e garantindo que ela era contra o aborto foi justamente Eduardo Cunha (PMDB), que depois lideraria o processo de impeachment da presidente eleita e hoje está preso. Naquele momento, o debate político, que nas eleições anteriores tinha se mantido dentro de certos parâmetros éticos, foi rebaixado. E os oportunistas religiosos e não religiosos farejaram que estes eram o temas com que poderiam garantir vantagens para si mesmos e para seus grupos, traficando-os no balcão de negócios de Brasília. Quando os limites são superados, mesmo aqueles que promoveram a sua superação não são capazes de prever até onde isso pode chegar. Desde então, o corpo de mulheres e de gays, lésbicas, travestis e transexuais tornou-se uma das principais moedas de barganha eleitoral.


As milícias rapidamente compreenderam esse potencial. Seu trunfo é comprovar que podem levar as massas para onde quiserem, o que as torna valiosas para políticos com grandes ambições eleitorais e valiosas para seus líderes com ambições eleitorais. Mas só podem levá-las porque se comunicam com uma população que se sente cada vez mais insegura e desamparada e que é a primeira a sofrer com a crise econômica e a crescente dureza dos dias sem saúde, sem escola, sem serviços básicos, enquanto assiste a um noticiário que é quase todo ele sobre malas de dinheiro da corrupção. Uma população que há anos tem sido treinada por programas policialescos/sensacionalistas na TV que atribuem todas as dificuldades a facínoras à solta, adestrando-a a ver as mazelas da vida cotidiana como culpa de alguém que pode e deve ser eliminado – e não a uma estrutura mais complexa que a mantém cimentada no lugar dos explorados.



As milícias encontraram o canal de comunicação com o medo e com o ódio de uma população acuada e, assim, o inimigo pode ser mudado conforme a conveniência



As milícias compreendem o potencial desse medo e desse ódio. E sabem se comunicar com esse medo e esse ódio. Encontraram o canal, o ponto a ser tocado. Encontrado o canal, o inimigo pode ser mudado conforme a conveniência. Se agora não interessa derrubar o presidente denunciado por corrupção, há que se encontrar um outro alvo para canalizar esse ódio e esse medo e manter o número de seguidores cativos e, de preferência, crescendo, atingindo públicos mais amplos. E, principalmente, manter o valor de mercado das milícias em alta, em especial às vésperas de uma campanha eleitoral das mais imprevisíveis.



Assim, testemunhamos um fenômeno de ilusão na semana passada. O problema do Brasil já não era a desigualdade nem a pobreza que voltou a crescer. Nem mesmo o desemprego. Nem a crescente violência no campo e nas periferias promovidas em grande parte pelas próprias forças de segurança do Estado a serviço de grupos no poder. Nem o desinvestimento na saúde e na educação. Nem a destruição da floresta amazônica e o ataque aos povos indígenas e quilombolas pelos chamados “ruralistas”. Nem projetos que mexem em direitos conquistados na área trabalhista e da previdência sendo levados adiante sem debate por um governo corrupto. Não.


De repente, na semana passada, o problema do Brasil tornou-se, para milhões de brasileiros, a certeza de que o país é dominado por pedófilos e defensores do sexo com animais. Agora, são artistas que devem ser perseguidos, presos e até, como se viu em algumas manifestações nas redes sociais, mortos. E não só artistas, mas também quadros e peças de teatro. O problema do Brasil é que pedófilos querem corromper as crianças e transgêneros querem destruir as famílias.


Assim como pouco antes o problema do Brasil era o fato de os negros, maioria da população, passarem a ter o acesso à universidade ampliado por ações afirmativas. E o problema do Brasil seria uma suposta doutrinação partidária nas escolas – e não a falta de investimento em educação e o salário de fome dos professores e as escolas caindo aos pedaços. Com esse truque de ilusionismo coletivo se desvia da necessidade de mudar algo muito mais estrutural em um dos países mais desiguais do mundo.


O prejuízo causado pelo ataque à exposição é menos a questão da liberdade de expressão e mais o apagamento dos massacres reais


O prejuízo causado pelo ataque à exposição de arte é menos a questão da censura e do cerceamento da liberdade de expressão, como foi colocado por parte dos que reagiram contra o fechamento da mostra, e mais o apagamento que ataques como este ajudam a produzir e a perpetuar. Como o número assombroso de homossexuais assassinados e de estupros de mulheres no país. Para lembrar: segundo o Grupo Gay da Bahia, que documenta a violência produzida por homofobia, só neste ano 251 pessoas foram assassinadas por sua orientação sexual. No ano passado, ocorreram 343 assassinatos. Os crimes por homofobia vêm crescendo: entre 2005 e 2014 foram 2181 homicídios e, apenas entre 2015 e 2017, já são 3093. Em 2014, metade dos casos registrados de transfobia letal no mundo ocorreu no Brasil. Este massacre, este que é real, este que se dá sobre os corpos de pessoas, este não produz nenhum protesto ou comoção.


A cada hora, no Brasil, cinco mulheres são estupradas. Isso significa que, enquanto você lê este texto, pelo menos uma mulher já sofreu ou está sofrendo um estupro. E isso são apenas os casos documentados. A estimativa, segundo estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), é de que apenas 10% dos estupros são registrados pela polícia. Assim, o número verdadeiro seria de mais de meio milhão de estupros por ano no Brasil. Este massacre, este que é real, este que se dá sobre os corpos de pessoas, este não produz comoção no país.


Ao denunciar a arte e os artistas como “pedófilos”, o que se produz é o apagamento de um fato bastante incômodo: o de que a maioria das crianças violadas é violada por familiares e conhecidos


Ao denunciar a arte e os artistas como “pedófilos”, o que se produz é o apagamento de um fato bastante incômodo: o de que a maioria das crianças violadas é violada por familiares e conhecidos. Pelo menos um quarto dos casos de violação de crianças tem como autor pais e padrastos. Ocorre, portanto, naquilo que a bancada da Bíblia tenta vender como a única família possível, formada por um homem e por uma mulher.


Essa mesma estratégia faz com que a guerra contra as cotas raciais torne ainda mais invisível o horror concreto: o genocídio da juventude negra e pobre. E o “Escola Sem Partido” desloca o problema real, o desinvestimento na escola pública, justamente a que abriga os mais pobres, para um falso problema, a suposta doutrinação política. E assim, com os males reais sendo invisibilizados e apagados, tudo continua como está. E aqueles que gritam seguem cimentados na mesma posição na pirâmide social.


Para que as milícias sigam arregimentando odiadores é preciso que a compreensão do mundo seja cada vez mais literalizada, por isso é tão importante atingir a cultura, aquela que amplia as subjetividades


O fato de que as mais recentes ofensivas sejam contra a cultura não é um dado qualquer. É também por movimentos culturais surgidos nas periferias do país e apoiados por programas públicos, especialmente nas gestões de Gilberto Gil e de Juca Ferreira, que uma juventude politizada fortaleceu sua atuação. É também nas artes e na literatura que se encontra a maior possibilidade de ampliação das subjetividades. E é a subjetividade que nos ajuda a compreender o mundo em que vivemos para além do que nos é dado para ver.


E isso também não é um detalhe: para as milícias seguirem arregimentando eleitores e odiadores é preciso que a compreensão do mundo siga literalizada – ou seja, sem a possibilidade de recursos como metáforas, ironias e invenções de linguagem. Nesse ritmo, daqui a pouco, quando alguém disser coisas como “boca da noite”, um outro vai rebater com a afirmação de que “noite não tem boca”. É também isso que aconteceu quando muitos olharam para a exposição e só literalizaram o que viram lá, bloqueados em qualquer outra possibilidade de entrar em contato com seus próprios sentidos e realidades inconscientes.


Se os programas policialescos/sensacionalistas colaboraram para a compreensão unidimensional do Brasil, as novas igrejas evangélicas cumpriram o papel de literalizar a linguagem de parte dos brasileiros


Se os programas policialescos/sensacionalistas de TV desempenharam e desempenham um papel fundamental para a compreensão simplista do Brasil e dos problemas do Brasil, ao eleger um “culpado” individualizado, sem tocar em questões de desigualdade racial e social e questões de acesso a direitos básicos como a própria justiça, as igrejas evangélicas neopentecostais cumpriram e cumprem o papel de literalizar a linguagem. Há gerações sendo formadas na interpretação literal da Bíblia, para muitos o único livro que leem. O que milícias como MBL perceberam é a possibilidade de manipular essa mesma matéria-prima, arregimentando massas já bem treinadas em enxergar inimigos e literalizar a linguagem.


Há um ponto nesse episódio que é revelador de onde milícias como MBL querem chegar. É o ponto de encaixe. As milícias sempre vociferaram contra os “vândalos” e “desordeiros” que quebravam fachadas de bancos em protestos contrários à sua bandeira de ocasião. Desta vez, aparentemente investiram contra o Santander, um dos maiores bancos do mundo, ao pregar um boicote. Mas não era contra o Santander, e sim contra o fato de uma exposição que afirmaram ser de “apologia à pedofilia e à zoofilia” ter sido financiada por dinheiro de renúncia fiscal via lei Rouanet. O verdadeiro alvo do ataque é o investimento de dinheiro público em cultura. Se a lei Rouanet tem problemas e pode ser aprimorada, ela significou um investimento importante numa área sempre relegada e que tem sofrido enormemente no atual governo.


Neste ponto, vale a pena perceber quais são os candidatos que apoiam e são apoiados por milícias como o MBL. Em São Paulo, João Doria Jr (PSDB), o político cuja política é se dizer não político. Volta e meia são postadas nos sites das milícias as fotos de Doria serelepando pelo Brasil em seu jatinho particular. Nestes posts, é enaltecido o fato de que ele não gasta dinheiro público para se locomover “a serviço de São Paulo”.


Os milhares que apertam a tecla de “curtir” esse tipo de mensagem podem não perceber que se propagam ali duas ideias que prejudicam a maioria da população: 1) que só ricos podem ser eleitos; 2) que o investimento de dinheiro público é ruim para o Brasil, quando justamente é fundamental para combater a desigualdade e garantir o acesso a direitos básicos que se invista em saúde, educação e transporte público, entre outros temas prioritários. A ideia de que todo investimento público é suspeito ou será desviado para a corrupção é bastante conveniente para políticos e candidatos da política tradicional a serviço do mercado. Quanto menos o Estado atuar e investir em áreas estratégicas para a vida cotidiana e a qualificação da população, há mais espaço para negócios que só crescem pela sua ausência.


Outro exemplo é o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, também do PSDB, notório apoiador e apoiado pelo MBL. A nota do Santander Brasil foi publicada na página oficial do prefeito, com a afirmação de que “a exposição mostrava imagens de pedofilia e zoofilia”. Horas depois, foi apagada. A milícia desempenhou um papel importante em sua vitória na última eleição. E é para a eleição de 2018 que o MBL vem ensaiando lances cada vez mais ousados, como o da exposição, que pode ter levado alguns de seus apoiadores e apoiados a um afastamento temporário. Mas o que importa é e sempre será o poder das milícias de influenciar eleitores/odiadores.


Um grita: “Pedófilo!”. O outro responde: “Nazista!”. O que muda?


De nada adianta chamar as pessoas que se manifestaram contra a mostra de “ignorantes”, “fascistas” e “nazistas”. É também preciso escutá-los para além do óbvio. E para além do que é dado a ver. Do contrário, aqueles que “entendem a arte” se colocam no melhor lugar para as milícias, o de um polo oposto que iguala a todos no patamar do rebaixamento e produz o apagamento das diferenças. Um grita: “Pedófilo!”. O outro responde: “Nazista!”. O que muda? Se estes são “os que entendem”, há que usar esse entendimento para não fazer o jogo das milícias.


Também não adianta gritar que as pessoas não compreendem o que é arte. Se parte significativa da população não teve e não tem acesso à arte é também porque os privilégios se mantêm intactos neste país graças a muita gente que entende de arte. E nada, muito menos a arte, deve estar protegida do debate. O ataque é abusivo. O debate é necessário.


Há diferenças entre as milícias que lideram os ataques e aqueles que elas conseguem arregimentar para os ataques: é essencial compreender essas diferenças e aprender a dialogar com elas


Há diferenças entre as milícias que lideram os ataques e aqueles que elas conseguem arregimentar para os ataques. É importante compreender essas diferenças e aprender a dialogar com elas. Durante a semana passada, por exemplo, evangélicos replicaram mensagens enviadas por seus pastores contra a mostra e a “apologia à pedofilia”. Mas algumas destas pessoas, com quem conversei, estavam replicando a mensagem ao mesmo tempo que participavam ativamente de debates públicos sobre direitos humanos e maior investimento no SUS. Estas, por exemplo, são pessoas com quem é possível conversar. E este é apenas um exemplo. É um erro confundir os líderes das milícias com aqueles que ocasionalmente lideram. Assim como é um erro colocar o complexo mundo evangélico brasileiro no mesmo escaninho.


A crise, como não custa repetir, é também de palavra. Ou principalmente de palavra. E o esvaziamento das palavras é algo poderoso. Como o “livre” do Movimento Brasil Livre (MBL). Ou como “Escola Sem Partido”, um projeto que toma vários partidos. Mas as palavras que os confrontam já se esvaziaram. Como “fascista”, que já pouco ou nada diz. E agora também “nazista” já se desidrata. Para uma parte significativa da população, os conceitos de “direita” e “esquerda” pouco significam. E “pedófilo” agora pode ser alguém que pintou um quadro. Assim como as gentes na internet vão virando fantasmagorias, as palavras também.


A literalização da linguagem é apenas uma das faces da crise da palavra. Os brasileiros sempre tiveram uma linguagem riquíssima, complexa, de invenção, povoada por subjetividades. Guimarães Rosa, um dos maiores ícones da literatura brasileira, bebeu nesta fonte – e não o contrário. Alguns dos melhores momentos da música brasileira foram paridos por essa inventividade ousada. É o teatro quem tem melhor dado conta do atual momento do Brasil.


É nesta resistência que é preciso apostar. E para isso é preciso investir muito no fortalecimento dos movimentos culturais. E é preciso fazer a disputa também ou principalmente pela linguagem. Quando tantos gritam “pedófilo” é preciso escutar e responder de forma que o diálogo seja possível. Quem ganha com o esvaziamento das palavras já sabemos. Quem perde nem sempre percebe que perde.


Aqueles que investem no terror sabem apenas como começa. Mas como ignoram a história e apostam na desmemória, não aprenderam uma lição básica: quando se manipula medos e ódios, o controle é apenas uma ilusão. Nunca se sabe até onde pode chegar nem como acaba.


Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes - o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos, e do romance Uma Duas. Site: desacontecimentos.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum/ Facebook: @brumelianebrum



https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/18/opinion/1505755907_773105.html



« Última modificação: 27 de Junho de 2018, 09:17:44 por JJ »

Offline Zero

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1217 Online: 25 de Julho de 2018, 20:50:57 »
A página do MBL no Facebook criticando a "censura" por Fake News e utilizando fake news para isso :?:  :hein:



Ainda há indicação de uma notícia para "comprovar" tal queda.

O fato é que na indicação é relatado que a queda não tem haver com a retirada dessas páginas e perfis.
https://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/7534862/por-que-facebook-perdeu-151-bilhoes-valor-duas-horas

Postagem no Facebook: https://www.facebook.com/mblivre/photos/a.204296283027856.1073741829.204223673035117/1036950149762461/?type=3&theater




Offline 3libras

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1218 Online: 25 de Julho de 2018, 21:01:40 »
https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,facebook-retira-do-ar-rede-de-contas-ligadas-ao-mbl-antes-das-eleicoes-2018,70002414717

O Facebook retirou do ar nesta quarta-feira, 25, uma rede de páginas e contas ligadas a coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL) como parte da política de combate a notícias falsas. Também foram alvos outras páginas como a do Movimento Brasil 200, ligado ao ex-pré-candidato à Presidência Flávio Rocha (PRB). De acordo com a rede social, os perfis foram removidos após uma investigação que apontou violações à política de autenticidade da plataforma.

Pelo comunicado, a empresa diz que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. O comunicado não identifica as páginas ou usuários envolvidos.

O Facebook citou o seguinte trecho de sua política de privacidade para justificar a investigação:

"Não envolva-se em comportamento não autêntico, que inclui criar, gerenciar ou perpetuar:

- Contas falsas

- Contas com nomes falsos

- Contas que participam de comportamentos não autênticos coordenados, ou seja, em que múltiplas contas trabalham em conjunto com a finalidade de:

- Enganar as pessoas sobre a origem do conteúdo

- Enganar as pessoas sobre o destino dos links externos aos nossos serviços (por exemplo, fornecendo uma URL de exibição incompatível com a URL de destino)

- Enganar as pessoas na tentativa de incentivar compartilhamentos, curtidas ou cliques

- Enganar as pessoas para ocultar ou permitir a violação de outras políticas de acordo com os Padrões da Comunidade."

O MBL e Rocha divulgaram, em suas redes sociais, posicionamentos contrários à medida."É inaceitável a retirada da página do Brasil 200 do ar pelo Facebook. Uma violência! A que pretexto? Conclamo a bancada do Brasil 2000 no Congresso Nacional a tomar posição sobre essa arbitrariedade. Nem no tempo da ditadura se verificava tamanho absurdo", reagiu Rocha por meio de seu perfil pessoal no Facebook.
If you don't live for something you'll die for nothing.

Offline André Luiz

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1219 Online: 25 de Julho de 2018, 21:10:38 »
Vai faltar tarja preta pros alucinados do MBL.

Eles não são os liberalzao?  Que vão lá e criem sua própria rede social uai, livre mercado

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1220 Online: 25 de Julho de 2018, 21:13:42 »
Nos EUA, o Facebook é bem tênue com o que considera digno de censura, tendo até mesmo sites conspiracionistas como infowars (talvez um dos principais veículos de coisas como pizzagate e que as matanças nas escolas são farsas, com atores posando de vítima) como fontes válidas de opinião e análise:

Citar
https://www.independent.co.uk/life-style/gadgets-and-tech/news/facebook-hoax-conspiracy-theories-free-speech-infowars-page-fake-news-a8445431.html
[...]

FACEBOOK DEFENDS HOAX STORIES AND CONSPIRACY THEORIES, LABELLING THEM ‘FREE SPEECH’ IN INFOWARS DISPUTE
The InfoWars page on Facebook promotes conspiracy theories that include Nasa setting up a slave colony on Mars

ANTHONY CUTHBERTSON
@ADCuthbertson
Friday 13 July 2018 12:24

Facebook has suggested a controversial page that spreads radical conspiracy theories online represents valid "opinion and analysis."

The InfoWars media outlet, headed by right-wing provocateur Alex Jones, has previously reported that the Sandy Hook Elementary School shooting in 2012 – in which 20 students and six staff members were massacred – was completely fake. The Trump-endorsed organisation has also accused Nasa of setting up a child slave colony on Mars.

[...]





Vai faltar tarja preta pros alucinados do MBL.

Eles não são os liberalzao?  Que vão lá e criem sua própria rede social uai, livre mercado

Até você ter uma agência jornalística e se propor a fazer verificação de fatos de fatos é "censura", segundo eles. A opressão começa pedindo para que forneçam fonte de uma afirmação feita anteriormente. A resposta merecida é um vídeo aos berros, em que sugerem que enfiem um pênis gigante (que por algum motivo eles têm) em algum lugar, e "pesquisem no google" qual seria a fonte do MBL.

Offline Cinzu

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1221 Online: 25 de Julho de 2018, 21:31:29 »
Vai faltar tarja preta pros alucinados do MBL.

Eles não são os liberalzao?  Que vão lá e criem sua própria rede social uai, livre mercado

Será que eles vão recorrer ao estado pra punir a empresa?  :hihi:
« Última modificação: 25 de Julho de 2018, 21:40:06 por Cinzu »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1222 Online: 25 de Julho de 2018, 21:59:14 »
Lá nos EUA parece que o Trump, de quem eles devem ser fãs, está sempre dando uns passos para uma "democratização da mídia". Isso apesar da Fox e do conglomerado Sinclair estarem do seu lado.

https://www.wired.com/2017/02/trump-made-media-survey-thats-rant-science/

Se você traduzir as questões, só precisa adaptar minimamente para fazer parecer algo vindo do PT.

Offline JJ

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1223 Online: 26 de Julho de 2018, 10:34:18 »
PROCURADOR QUE COBROU FACEBOOK NO CASO MBL JÁ DISSE QUE NAZISTAS ERAM DE ESQUERDA


O procurador Ailton Benedito, do MPF de Goiás, que deu 48 horas para o Facebook explicar a retirada de 196 páginas e 87 perfis de fake news ligados ao MBL, já afirmou no Twitter que o nazismo era de esquerda; "Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães, conhecido como NAZISTA. Os próprios nazistas se declaravam SOCIALISTAS", escreveu; além disso, ele organizou evento de direita, com participação de Kim Kataguiri


25 DE JULHO DE 2018 ÀS 21:09 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube


247 - O procurador Ailton Benedito, do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), que deu 48 horas para o Facebook explicar a retirada de 196 páginas e 87 perfis de fake news ligados ao MBL, organizou em Goiânia uma audiência chamada "Segurança Pública e Manifestações Sociais".


Entre os convidados, Kim Kataguiri, do MBL. "MBL e Vem pra Rua foram chamados porque organizaram grandes manifestações nos últimos anos. Coincidentemente, elas não descambaram para a violência generalizada. Pretendo ouvi-los justamente para entender por quê", disse o procurador à revista Piauí, como lembra o jornalista Kiko Nogueira, do DCM.


Em agosto do ano passado, depois da manifestação fascista em Charlottesville, nos EUA, que terminou na morte de uma mulher atropelada, ele publicou no Twitter que o nazismo era de esquerda. "Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães, conhecido como NAZISTA. Os próprios nazistas se declaravam SOCIALISTAS", escreveu.


Ailton Benedito também mandou investigar banheiros 'unissex' da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás por falta de identificação entre masculino e feminino e defendeu o Escola Sem Partido, dizendo "tratar-se apenas do exercício da cidadania".


https://www.brasil247.com/pt/247/goias247/363031/Procurador-que-cobrou-Facebook-no-caso-MBL-j%C3%A1-disse-que-nazistas-eram-de-esquerda.htm?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical


Offline Geotecton

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Re:MBL - Movimento Brasil Livre
« Resposta #1224 Online: 26 de Julho de 2018, 10:39:13 »
Um idiota como o tal do Kiko Nogueira, de uma fonte da 'esgotosfera', escrevendo bobagens ideológicas sobre algumas excrescências da direita.

É um esquerdalha típico.
Foto USGS

 

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