Autor Tópico: Vitimismo  (Lida 494 vezes)

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Offline Gabarito

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Vitimismo
« Online: 30 de Setembro de 2017, 09:05:52 »
Não havia tópico apropriado, razão pela qual foi necessário criar este aqui.

Caso de uma mulher que foi abordada numa blitz de Lei Seca.
Transtornada e afoita para intimidar o policial, ela própria bateu a cabeça numa árvore próxima para alegar depois que havia sido agredida pela autoridade.

Eis o vídeo:

<a href="https://www.youtube.com/v/-91o_JW2Gjo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/-91o_JW2Gjo</a>
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Mulher parada em Blitz da lei seca bate a cabeça na arvore para simular agressão de agentes
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Ta louco Mano ?
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Publicado em 25 de set de 2017 · 4 dias atrás

ACESSE http://taloucomano.blogspot.com.br/

 disse ela "Só quem é preso é pobre nesse Estado.
"vocês querem me prender?", deixa a bolsa no chão e segue em direção a uma árvore, onde bate o rosto no tronco. Ela retorna e começa a acusar os agentes e policiais de agressão.
"Filma! Agora filma! Filma a hora que ele bateu na minha cara! Filma a hora que ele enfiou a mão na minha cara", diz. "Olha aqui como é que tá a minha cara!" O agente do Detran responde que ela havia acabado de "passar o rosto na árvore", ao que a jovem rebate: "É mentira."
o episodio aconteceu no Distrito federal
Motorista de 21 anos foi parada em blitz e se recusou a fazer bafômetro. Ao receber voz de prisão por desacato, bateu rosto em árvore e acusou agentes de agressão.



Offline Gabarito

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Re:Vitimismo
« Resposta #1 Online: 30 de Setembro de 2017, 09:06:31 »
Agora, um excelente texto de Alexandre Garcia que cita esse caso no contexto do Estatuto do Desarmamento e a crise de Segurança Pública do Rio, que não deixa de ser também do restante do país.

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As vítimas
27/09/2017 - 16:20
Autor: Alexandre Garcia

Viralizou esta semana nas redes sociais o vídeo que mostra uma motorista em Brasília, abordada pela fiscalização de trânsito da PM, jogando a bolsa no chão e se dirigindo a uma árvore, na qual, por várias vezes, arremessa seu rosto contra o tronco, de casca grossa. Depois ela se volta, pedindo para os acompanhantes dela gravarem: “olha aqui, ele me agrediu, filme aqui”. Insistia em que fora agredida pelo PM, sem saber que havia sido filmada batendo o rosto na árvore. A tentativa era inverter a condição de agressora da lei para a de agredida pelo agente da lei. Isso é mais comum do que se imagina, contou-me um delegado da Polícia Federal, que um detido no compartimento de trás da viatura havia sucessivamente golpeado o nariz com o joelho, para se mostrar como vítima ao juiz da audiência de custódia. Em outra ocasião, já dentro do fórum, o detido se feriu jogando-se na quina da porta por onde passariam. A Mariana, que jogou o rosto na árvore, já estava formada em vitimização.
               
Bandidos devem ter aprendido esse argumento com intelectuais que defendem a tese de que todos são vítimas. Em geral, vítimas da sociedade opressora, burguesa e fascista. Vítimas do preconceito, das desigualdades sociais. Por isso, a idosa de Caxias do Sul atirou e matou um ladrão que invadira sua casa, acabou indiciada por usar um velho revólver com munição ultra-vencida. Defensores de bandidos aplaudiram: afinal, ele só queria roubar. Logo vão defender o livre exercício da profissão de assaltante, ou de vendedor de cocaína. Vão justificar que o latrocida apenas atirou e matou porque o assaltado não seguiu recomendação da polícia para não resistir. A velhinha de Caxias não cumpriu a lei do desarmamento, pois tinha revólver em casa. Ora já se viu ter o direito de se preparar para defender seu refúgio, seu abrigo, sua caverna, sua cidadela que é seu lar? Ou reagir ante o ladrão que quer apenas equilibrar uma injustiça social, tirando de quem tem?
               
No Rio, essa cultura é soberana. Com isso, as vítimas reais dessa criminosa ideologia estão enjauladas em casa, onde, mesmo assim, são vítimas de balas perdidas. Todos foram desarmados, menos os bandidos, que usam ostensivamente  fuzis, metralhadoras e granadas. Tudo gente boa, que sofre da síndrome de não dar valor à vida dos outros. Nem se importam de vender drogas em torno de escolas. Assim como os que sustentam os bandos de criminosos, não se sentem constrangidos em fazer passeatas pedindo paz. A cocaína não os deixa pensar que são eles que sustentam a guerra.
               
Defensores de bandidos, felizmente, são minoria. Fico observando a reação das pessoas quando a Polícia Civil de São Paulo elimina um bando de assaltantes de residência, todos bem armados; ou, quando aconteceu esta semana em Brasília, um Cabo PM à paisana, reage a um assalto em ônibus e mata os dois assaltantes armados. A maioria aplaude, mas nos meios de informação teme-se encorajar a morte de nossos queridos bandidos de estimação. No Congresso, os que querem representar maioria estão reagindo. Embora o jornalista os chame pejorativamente de “bancada da bala”, a maioria torce por mudanças no Estatuto do Desarmamento e nos direitos dos que nos aprisionam pelo medo ou nos fazem chorar a perda de bens e, principalmente de amigos e parentes.


Offline Skeptikós

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Re:Vitimismo
« Resposta #2 Online: 30 de Setembro de 2017, 19:22:55 »
Vitimismo feminista:
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Zero

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Re:Vitimismo
« Resposta #3 Online: 17 de Maio de 2018, 21:30:21 »
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Mulher desmente a própria denúncia de estupro em condomínio na Barra; ela foi indiciada por falsa comunicação
Jeniffer Andrade desmentiu versão de que tinha sido estuprada no Condomínio Novo Leblon no último sábado (29). Ela foi até 16ª DP nesta quinta fazer o desmentido.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/mulher-e-indiciada-por-falsa-comunicacao-de-crime-apos-denunciar-em-delegacia-que-sofreu-estupro-em-condominio-na-barra-da-tijuca.ghtml

"O que importa é o que interessa, que se dane as consequências"

No mínimo sequer pensou nas consequências dessa falsa denúncia, ao menos voltou atrás, relatando a verdade.





Offline Buckaroo Banzai

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Re:Vitimismo
« Resposta #4 Online: 07 de Junho de 2018, 10:03:14 »
<a href="https://www.youtube.com/v/25lTTfZP0wo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/25lTTfZP0wo</a>

Acho que mais do que "vitimismo" essas coisas são fraude criminosa mesmo.

Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #5 Online: 08 de Junho de 2018, 12:49:55 »
<a href="https://www.youtube.com/v/25lTTfZP0wo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/25lTTfZP0wo</a>

Acho que mais do que "vitimismo" essas coisas são fraude criminosa mesmo.

Tá de brincadeira? Esse é um daqueles tipos de crime que deve ser apenado com execução. Aliás, pôr a vida dos outros em risco por dirigir em estado de embriaguez também.

Mas desculpe, esqueci que pena de morte é "coisa de retrógrados"... :vergonha:
"Et quæ tanta fuit Romam tibi causa videndi?"
"Libertas, quæ sera tamen, respexit inertem,"


Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #7 Online: 08 de Junho de 2018, 13:03:12 »


Desculpe novamente, mas receio que houve um pequenino errinho no título do mapinha que não sei o que estaria querendo dizer. Permita-me corrigir:

"Death penalty: a punishment For a crime?"

Creio que falharam no F. E então a resposta é SIM! :ok:
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Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #8 Online: 08 de Junho de 2018, 13:05:20 »
E que interessante ver que a Venezuela foi a primeira nesse "progressismo"! Liderança é isso! :)
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Vitimismo
« Resposta #9 Online: 08 de Junho de 2018, 17:47:48 »
Em 1863.

https://en.wikipedia.org/wiki/Juan_Crisóstomo_Falcón

Portugal foi o primeiro país Europeu, em 1867, seguido de diversos outros até o século XX, embora tenha sido reintroduzida depois pelos fascistas.

Offline Gauss

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Re:Vitimismo
« Resposta #10 Online: 09 de Junho de 2018, 14:11:54 »
Lei penal boa é a do Texas, o resto é perfumaria.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Muad'Dib

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Re:Vitimismo
« Resposta #11 Online: 09 de Junho de 2018, 15:09:55 »
E que interessante ver que a Venezuela foi a primeira nesse "progressismo"! Liderança é isso! :)

Interessante porquê?

Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #12 Online: 09 de Junho de 2018, 20:27:53 »
E que interessante ver que a Venezuela foi a primeira nesse "progressismo"! Liderança é isso! :)

Interessante porquê?

Pra dizer a verdade, eu mesmo não sei muito bem além de que é interessante ver a "casualidade" da condição atual da Venezuela em "contraste" com sua "história progressista pioneira" num aspecto "humanístico tão importante" nessa ruptura com os "velhos valores" em prol de valores nenhum, ou valores benéficos a criminosos. Minha intenção foi mesmo tentar me nivelar à argumentatividade do Buckaroo Banzai, que apresentou um "mapa argumentativo" que estou certo de que deve "dizer algo" embora eu me admita incapaz de enxergar. Eu só queria agradá-lo com isso (dizem que a imitação é uma forma de elogio...). :)

Eu tenho gostado muito do forista Buckaroo Banzai porque ele costumeiramente inclui umas mensagens subliminares ou quase do tipo assim:


Em 1863.

https://en.wikipedia.org/wiki/Juan_Crisóstomo_Falcón

Portugal foi o primeiro país Europeu, em 1867, seguido de diversos outros até o século XX, embora tenha sido reintroduzida depois pelos fascistas.

Que eu tenho certeza de que querem dizer algo, muito embora não seja sempre claro para minha capacidade de decodificar a mensagem... ::)
« Última modificação: 09 de Junho de 2018, 20:31:46 por pehojof »
"Et quæ tanta fuit Romam tibi causa videndi?"
"Libertas, quæ sera tamen, respexit inertem,"

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Vitimismo
« Resposta #13 Online: 09 de Junho de 2018, 21:06:42 »
As "mensagens" são apenas declarações de fatos históricos ou atuais. :hein:

Os países em que há pena de morte, e aqueles nos quais foi abolida. Você aparentemente achou curioso que a Venezuela tivesse sido o primeiro a oficializar essa ruptura dos padrões persistentes ainda no mundo subdesenvolvido, apesar de ser um país também ainda subdesenvolvido, e muito violento. O que talvez enxergasse como uma invalidação de abolição da pena de morte como valor mais altamente civilizado.

Enfatizei a distância do presente em que isso ocorreu, o que deve enfraquecer algo essa tentativa de contra-associação, com a Venezuela de então talvez sendo um lugar comparativamente melhor, não "o melhor", mas melhor num "ranking mundial" comparativamente ao que é hoje. Essa situação inclusive me pareceu análoga a de Portugal com relação à Europa em geral.

O desenrolar da história posterior também reforça a opinião geralmente aceita de pena de morte como um valor humanitário mais elevado do que sua adoção, tendo voltado atrás justamente através de ideologias que largamente são consideradas retrocessos na civilização, para dizer o mínimo, apesar de seus adeptos terem a visão oposta, naturalmente.

Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #14 Online: 10 de Junho de 2018, 13:38:24 »
As "mensagens" são apenas declarações de fatos históricos ou atuais. :hein:

É que eu sempre pensei que deve ou deveria existir um correspondente àquela diferença entre mentir e omitir para o caso de expor um fato ou omiti-lo... Quando alguém faz questão de expor um fato, sempre penso que quer dizer algo mais que apenas "ser impessoal em expor um fato", assim como quando alguém "omite" um fato que sabe que interessa ou interessaria ao outro saber mas que não interessa a si mesmo que o outro saiba e depois ele só diz em defesa de si mesmo: "eu não menti, você que não perguntou...". E a resposta só pode ser: "tem razão, não foi ISSO mesmo o que perguntei...". :)

Mas sou partidário daquela do Voltaire de defender seu direito à sua ideologia, mesmo sob alguns... "métodos"; é do jogo, creio eu... :wink:



Os países em que há pena de morte, e aqueles nos quais foi abolida.

Isso esteve bem claro desde o início. Aliás, a única coisa clara!



Você aparentemente achou curioso que a Venezuela tivesse sido o primeiro a oficializar

No atual instante histórico, é no mínimo uma cômica ironia do destino olhar para esse dado no contexto de uma ideologia "progressista civilizacional".



essa ruptura dos padrões persistentes ainda no mundo subdesenvolvido, apesar de ser um país também ainda subdesenvolvido, e muito violento.

Eu chamo de "padrões civilizacionais saudáveis". :)

A mesma definição de "mundo subdesenvolvido (e muito violento, talvez "terceiro-mundista, bárbaro, sanguinário...")" vale para EUA e Japão, por exemplo?



O que talvez enxergasse como uma invalidação de abolição da pena de morte como valor mais altamente civilizado.

Não me pauto por esses fatores externos para avalizar "civilização". Minha espiritualidade me determina por princípios internos à moralidade humana o que deve ser "civilizacional". Para mim, nada dirá se a Islândia ou o mundo todo abolir a pena de morte, além de que vivem em barbarismo.

Cada um com sua ideologia... :P




Enfatizei a distância do presente em que isso ocorreu, o que deve enfraquecer algo essa tentativa de contra-associação, com a Venezuela de então talvez sendo um lugar comparativamente melhor, não "o melhor", mas melhor num "ranking mundial" comparativamente ao que é hoje. Essa situação inclusive me pareceu análoga a de Portugal com relação à Europa em geral.

O desenrolar da história posterior também reforça a opinião geralmente aceita de pena de morte como um valor humanitário mais elevado do que sua adoção, tendo voltado atrás justamente através de ideologias que largamente são consideradas retrocessos na civilização, para dizer o mínimo, apesar de seus adeptos terem a visão oposta, naturalmente.

Naquele mapa eu só vi uma salada de frutas, legumes, sementes, raízes e carnes, muito bem heterogênea e sortida, embora sem sorte, de culturas, desenvolvimentos em todos os sentidos e políticas diversas.

Mas eu respeito muito o viés óptico seletivo ideologista como uma visão particular de mundo totalmente válida! Para mim, por exemplo, a União Socialista da Europa é um antro em franca decadência com suas crises de refragmentação dando dor de cabeça em muita gente por aí...


Esse "largamente" é mais algum "argumento" de algo? Do tipo "ao número populacional (grande, portanto obviamente correto)" em contrapartida a um secto minoritário de "adeptos (fascistas, terceiromundistas, incivilizados...) da oposição (portanto definitivamente errados por serem minoria)"?...

Aliás...

Desculpe mais uma vez... Agora entendi que "pena de morte é coisa de fascistas", ou melhor "de retrógrados fascistas", talvez, por que não? É isso, para você "pena de morte = fascismo" e quem defende pena de morte é fascista ou pelo menos algo "fascista-like"?


Há uns dias vi no noticiário uma sulafricana carregando drogas pra dentro do Brasil, em conluio com um nigeriano e sabe-se lá mais quem. Me lembrei da Indonésia e dos traficantes brasileiros lá... Dá até tristeza e vontade de chorar... :'(
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Offline pehojof

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Re:Vitimismo
« Resposta #15 Online: 11 de Junho de 2018, 00:17:25 »
O desenrolar da história posterior também reforça a opinião geralmente aceita de pena de morte como um valor humanitário mais elevado do que sua adoção

Só para ressaltar mais o detalhe de que isso me pareceu contraditório.
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