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A participação de transexuais nos esportes femininos preserva a igualdade de condições nas disputas?

Sim, uma vez que o nível de testosterona seja observado, as disputas continuam sendo justas
Não, porque quem nasceu homem tem musculatura, ossos, capacidade pulmonar e cardíaca de homem

Autor Tópico: Transexuais nos esportes femininos  (Lida 2029 vezes)

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Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #25 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:16:50 »
Eu acho interessante refletir que não se deve considerar que mulheres tenham desempenho esportivo inferior aos homens. O que ocorre é que a maioria dos esportes foram inventados por homens, e por isso se adequam mais à fisiologia do corpo masculino.

No entanto um homem também teria desvantagem se fosse competir contra mulheres na ginástica rítmica ou artistica. Há modalidades exclusivamente femininas, como o nado sincronizado, onde os homens talvez não se saíssem tão bem. Nos quesitos de leveza e graciosidade de movimento, certamente estariam em desvantagem.

Mas o esporte na verdade discrimina o homem! Vejam que as mulheres podem competir em todas as modalidades, mas para os homens isso não é possível.

Não existe ginástica rítmica feminina para homens e nem nado sincronizado. Existem modalidades esportivas nas quais os homens estão proibidos de competir, não podem nem se inscrever como atletas na federação.

Mas imagine se em algum outro lugar senão na Arábia Saudita, ocorresse a mesma coisa em relação às mulheres. Imagine se mulheres não pudessem jogar futebol ou lutar no MMA...

Nós homens somos somos discriminados na sociedade, precisamos nos unir para conquistar direitos iguais.
« Última modificação: 17 de Janeiro de 2018, 20:20:32 por Pedro Reis »

Offline Donatello

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #26 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:18:33 »
Não precisa ter uma categoria especial para trans, assim como não precisa ter uma categoria especial para obesos mórbidos ou asmáticos ou portadores de amputamento bilateral dos MMIISS.

E, se houver, não é necessário que sejam lucrativos: as ligas de futebol para cegos, futebol para amputados e futebol para mulheres existem, mas não fazem tanto sucesso quanto as ligas de futebol masculinas.

O fato é: transexualismo é uma doença (transtorno, caso tenha um médico preciosista quanto aos termos técnicos) mental (se a OMS mudar de opinião contra isso só estarão com certeza assumindo um erro, restará ainda saber qual erro, mas por enquanto sequer mudaram, ao contrário do que dizem o ativismo e a imprensa pelos quatro cantos).

Um dos tratamentos possíveis (extremamente discutível quanto à eficácia a curto prazo e aos efeitos a longo prazo) para tal transtorno inclui o uso de terapia hormonal.

O tratamento igualitário e respeitoso aos transexuais deveria se limitar a: submeta-se aos tratamentos compatíveis com o esporte ou... monte você também um salão de cabelereiro.

Ponto final.


Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #27 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:19:10 »
E quando a competição for em um país islâmico onde até tomar uma cerveja é crime? Um daqueles países onde matam sem dó?

Levarão o cara junto?

Offline Donatello

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #28 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:23:59 »
Eu acho interessante refletir que não se deve considerar que mulheres tenham desempenho esportivo inferior aos homens. O que ocorre é que a maioria dos esportes foram inventados por homens, e por isso se adequam mais à fisiologia do corpo masculino.

No entanto um homem também teria desvantagem se fosse competir contra mulheres na ginástica rítmica ou artistica. Há modalidades exclusivamente femininas, como o nado sincronizado, onde os homens talvez não se saíssem tão bem. Nos quesitos de leveza e graciosidade de movimento, certamente estariam em desvantagem.

Mas o esporte na verdade discrimina o homem! Vejam que as mulheres podem competir em todas as modalidades, mas para os homens isso não é possível.

Não existe ginástica rítmica feminina para homens e nem nado sincronizado. Existem modalidades esportivas nas quais os homens estão proibidos de competir, não podem nem se inscrever como atletas na federação.

Mas imagine se em algum outro lugar senão na Arábia Saudita, ocorresse a mesma coisa em relação às mulheres. Imagine se mulheres não pudessem jogar futebol ou lutar no MMA...

Nós homens somos somos discriminados na sociedade, precisamos nos unir para conquistar direitos iguais.
Não entendi se foi ironia ou a sério, mas em ambos os casos, discordo (quase vide meu último comentário).

Se foi um argumento a sério: basta que os homens se disponibilizem a praticar estes esportes, montem ligas, et cetera e tal. Esperar que as pessoas se interessem por homens rebolando efeminadamente de baixo d'água da mesma forma que se interessam por adolescentes gostosas fazendo o mesmo é outra coisa.

Se foi uma ironia reduzindo ao absurdo o 'discurso masculinista', ...

Offline Brienne of Tarth

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #29 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:30:48 »
Não há precedentes de competições unissex na história do esporte, homens e mulheres sempre estiveram correndo em pistas diferentes, e não vou entrar no mérito do "porquê", por ser outro assunto, mas sabe que essa proposta até que é interessante?

" UMA SAÍDA

Para Roslyn, a inspiração para solucionar esse impasse está nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias respeita as habilidades do corpo e não as condições médicas. "Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer".

De modo prático, a socióloga propõe que sejam eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura.

"Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também", conclui. "

GNOSE

Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #30 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:33:21 »

Não entendi se foi ironia ou a sério, mas em ambos os casos, discordo (quase vide meu último comentário).



Obviamente foi uma tentativa de ironia. Mas também poderia ser algo a se refletir.

Pense em outro exemplo: uma mulher pode competir no campeonato mundial de xadrez, se assim quiser.

Judith Polgar já fez isso. Mas se preferir, pode competir apenas entre mulheres.

Para um homem não existe essa possibilidade, ele não pode pensar: "bom, eu acho que não vou ganhar muito dinheiro aqui, então esse ano vou me inscrever no campeonato feminino".

Isso também ocorre em torneis de poker e sinuca.

Offline Brienne of Tarth

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #31 Online: 17 de Janeiro de 2018, 20:57:05 »
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).

GNOSE

Offline Donatello

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #32 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:09:26 »
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).



Hahahaha, eu nem pisei em ovos nem pensei que fosse fazer ninguém pisar. (Os homens cis em questão era só eu né? ). Pra falar a verdade também não entendi bem onde está sua ressalva, mas.

1. Sim, eu estava mais me remetendo mentalmente aos movimentos suaves e sorrisonhos das meninas. De fato (acho que faz parte do que você disse, desculpa se não faz) poderia haver uma versão masculina mais "máscula".

2. Dia destes vi um grupo de dançarinos de algum país eslavo que faziam uns movimentos bem "efeminados" (abriam as pernas, rodopiavam, rebolavam batendo palminhas) mas em nenhum momento vendo o vídeo achei que fossem um bando de baitolas, pelo contrário, achei que lá na Croácia ou Bósnia ou que raios for aquilo aqueles caras deviam ser os passa-vara oficiais do bairro. Vou tentar achar o vídeo ou algum parecido depois.

3. Feitas as duas considerações acima, minha consideração maior continuava sendo a mesma: basta que um monte de homens (efeminados ou não, abrindo as pernas enquanto sorriem ou fazem cara de mau) se reúnam, decidam criar uma versão masculina dos tais esportes, e as tentem emplacar: não é proibido, só ainda não aconteceu.

« Última modificação: 17 de Janeiro de 2018, 21:12:41 por Donatello »

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #33 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:11:50 »
Os caras viram uma caricatura quando tentam imitar uma mulher, ficam cheios de trejeitos exagerados que nenhuma mulher tem.

Até o tom de voz fica exagerado.

Eu vi um trabuco traveco passando com uns caras em uma estação de trem, o cara ficava jogando os cabelos para todo lado.

Nunca vi mulher se comportar assim, falando do movimento corporal apenas.


Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #34 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:13:12 »
Entendo a aversão de alguns homens cis aqui sobre nado sincronizado e ginástica rítmica, até pela referência aos movimentos femininos, incompatíveis num corpo de homem como um Davi de Michelângelo, porém nem todo bailarino possui movimentos corporais ditos como femininos, então acho (do verbo achar, mesmo  :hihi:) que nos esportes acima citados as coreografias podem ser referentes à movimentos mais "másculos". Credo, escrevi esse parágrafo pisando em ovos (perdão pelo trocadilho).



Mas eu não vou pisar em ovos não, vou chutar o pau da barraca.

A observação do Donatello peca em um ponto: ninguém proíbe homens de organizarem suas próprias competições de nada sincronizado e talvez até atraía bom público nas boites GLS mundo a fora. E claro, se quiserem podem até formar ligas e federações.

Porém, no entanto, contudo, todavia... ninguém tampouco proibia mulheres de jogarem futebol, de organizarem campeonatos e até ligas ( a não ser que estas mulheres estivessem por acaso na Arábia Saudita ). Mas a gritaria feminista reclamava que a CBF e a FIFA e o Comitê Olímpico não organizava para elas uma competição, da mesma forma como fazia para os homens.

Sendo que na verdade, assim como provavelmente aconteceria com homens de maiô, havia muito pouco interesse por futebol feminino. E até hoje pouco interesse há. ( Não por serem masculinizadas, mas porque o jogo é ruim de doer mesmo! )

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.

Ora, qual a exata diferença entre este caso e o futebol feminino, que quando foi incluído nos Jogos tinha interesse zero de público??

A diferença está na situação de opressão e discriminação a que os homens estão submetidos, vivendo em uma cultura femista que lhes nega os mesmos direitos que concede às mulheres, tratando-os como cidadãos de segunda classe.

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #35 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:13:59 »
Os caras viram uma caricatura quando tentam imitar uma mulher, ficam cheios de trejeitos exagerados que nenhuma mulher tem.

Até o tom de voz fica exagerado.

Eu vi um trabuco traveco passando com uns caras em uma estação de trem, o cara ficava jogando os cabelos para todo lado.

Nunca vi mulher se comportar assim, falando do movimento corporal apenas.

Mas eles não são mulheres.
É por isso que se costuma se referir ao 3º sexo.
É uma categoria à parte, em todos os sentidos.
Têm atitude e características específicas.

Mas são muitas categorias hoje em dia.
Falei no travesti de um modo geral.

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #36 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:20:26 »

Mas eles não são mulheres.
É por isso que se costuma se referir ao 3º sexo.
É uma categoria à parte, em todos os sentidos.
Têm atitude e características específicas.

Mas são muitas categorias hoje em dia.
Falei no travesti de um modo geral.

Um travesti das antigas que sempre está na minha playlist: Sylvester.

<a href="https://www.youtube.com/v/Ifr13Upytb4" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Ifr13Upytb4</a>

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #37 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:27:34 »

Um travesti das antigas que sempre está na minha playlist: Sylvester.


Fica claro que quem canta não pode ser homem nem mulher.
Seus movimentos amplos, seu olhar escorregadio, seu jeito de cantar.
É um pessoal muitíssimo interessante.

Também gostei muito do filme sobre o pianista Liberace.
É outra coisa bonita de ver, o glamour, a empáfia.
Divinas divas.

É o 3º sexo claríssimo e em cores.

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #38 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:33:31 »

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.


Acho que o que pode ter faltado (ou estar faltando), Pedro, é aquela coisa da audiência, do interesse do público em pagar para assistir.
Acho que é mais coisa de mercado.
Não creio que seja falta de pressão social ou de ativismo.

Offline Brienne of Tarth

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #39 Online: 17 de Janeiro de 2018, 21:44:33 »
É que eu não sou feminista, não queria que o texto parecesse uma defesa ideológica, estou é achando interessantíssimo os rumos que tudo isso está tomando, eu não tenho nada a ver com quem dá o quê, mas vejo como as pessoas estão procurando expandir os horizontes do que nós humanos entendemos sobre gênero e sexo, e apesar de alguns percalços é um processo que não tem mais volta.

Gostaria apenas de ver o fim da distinção entre gêneros, etnias, países, e considerar, para o bom e para o mau, sermos "apenas" seres humanos.
GNOSE

Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #40 Online: 17 de Janeiro de 2018, 22:02:34 »

Mas nós não vemos o mesmo interesse nas entidades esportivas, e nem a mesma pressão social e da imprensa, para que a confederação de esportes aquáticos inclua a modalidade masculina de nado sincronizado.


Acho que o que pode ter faltado (ou estar faltando), Pedro, é aquela coisa da audiência, do interesse do público em pagar para assistir.
Acho que é mais coisa de mercado.
Não creio que seja falta de pressão social ou de ativismo.

Mas foi exatamente por isso que eu usei este exemplo.

O mercado pro futebol feminino não existia. Quando a Fifa organizou a primeira Copa do Mundo as partidas eram tão ruins que parecia que aquelas mulheres não sabiam o que estavam fazendo em campo.

E até hoje, apesar de ter melhorado anos luz, o futebol feminino ainda não é bom. E não tenho dados sobre isso, mas não acho impossível que essa competição dê prejuízo.

Então não foi uma questão de mercado, foi uma questão política, uma demanda da sociedade. Por quê as mulheres não tinham a sua Copa do Mundo?

Quando a CBF organizou o primeiro campeonato brasileiro foi a falência por falta de público, mas todo mundo culpou a CBF, reclamou da falta de apoio, disseram que era discriminação e tal... Bom, em vez de reclamar da CBF, seria melhor que estas pessoas fossem aos estádios e pagassem ingresso para ver os jogos. Mas ver ninguém queria, porque era uma porcaria mesmo.

Agora, não se vê o mesmo interesse, nem ninguém reivindicando, que o COI inclua nado sincronizado masculino nos próximos Jogos.

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #41 Online: 17 de Janeiro de 2018, 22:07:17 »
Perfeito.
Agora entendi seu ponto e concordo inteiramente com ele.
Não querem arriscar outro investimento que corra o grande risco de não ter público que pague.
Isso mesmo!

Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #42 Online: 17 de Janeiro de 2018, 22:10:28 »
É que eu não sou feminista, não queria que o texto parecesse uma defesa ideológica, estou é achando interessantíssimo os rumos que tudo isso está tomando, eu não tenho nada a ver com quem dá o quê, mas vejo como as pessoas estão procurando expandir os horizontes do que nós humanos entendemos sobre gênero e sexo, e apesar de alguns percalços é um processo que não tem mais volta.

Gostaria apenas de ver o fim da distinção entre gêneros, etnias, países, e considerar, para o bom e para o mau, sermos "apenas" seres humanos.

Ótimo, confraternizo com você.

Mas eu estou apenas observando que existem certas contradições sutis nestes discursos e demandas por igualdade. Especialmente no discurso feminista, ou talvez não de feministas, mas das mulheres que reclamam da sociedade machista mas não parecem estar dispostas a abrir mão dos muitos privilégios que uma sociedade machista propicia à mulheres.

E essas minhas provocações são porque as pessoas nem sequer parecem perceber, ou querer perceber, que estes muitos privilégios existem. E não só isso, não percebem que os homens também estão sobrecarregados com muitas obrigações nesta sociedade. Eu acho que na verdade o homem não perderia nada nesta sociedade sem gêneros, apenas de "seres humanos". Creio que o sexo que mais ganharia com isso seria o masculino.

Já para as mulheres talvez venha a ser menos vantajoso do que as feministas imaginam.

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #43 Online: 17 de Janeiro de 2018, 22:16:07 »
Quem foi aqui que falou que tem coisa só pra mulher e que homem não entra?
Foi você, Pedro?

Pois eu encontrei um vídeo de Pole Dance masculino bem curioso.
Veja esses rapazes vigorosos mostrando como se pega no mastro:

<a href="https://www.youtube.com/v/0BDC3qm_UR4" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/0BDC3qm_UR4</a>

 :lol:

Offline JJ

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #44 Online: 18 de Janeiro de 2018, 09:24:58 »
Então, já que um homem trans pode tomar hormônios femininos e competir com mulheres cis, estas mulheres não poderiam tomar testosterona para, digamos, "equilibrar" as forças ao jogar contra esse homem?  :doutor:

Ideia interessante.
A se pensar a respeito.


Veja o que já se está debatendo: acabar com as diferenças e competir todos contra todos, sem olhar se é homem ou mulher.   :stunned:

Citar
Especialista defende fim da divisão entre homens e mulheres no esporte
Roslyn Kerr propõe reprodução do modelo usado nos Jogos Paralímpicos

por O Globo
15/01/2018 15:45

No Brasil, o debate sobre questões de gênero no esporte eferveceu desde que Tifanny se tornou a primeira mulher trans a competir na Superliga de vôlei. Médicos e atletas questionam se é justo que ela dispute partidas no naipe feminino, enquanto a ciência ainda discute como mensurar a vantagem que um corpo de formação masculina levaria em casos como esse. Neste cenário, uma especialista em sociologia do esporte aparece com uma proposta: dar fim às divisões de gênero e reproduzir o modelo vigente nas competições paralímpicas.

Em um artigo publicado no site "The Conversation", Roslyn Kerr argumenta que, diferentemente do que ocorre em outras áreas, no esporte, não existe um movimento no sentido de reduzir as diferenças entre os gêneros. Ela relembra episódios nos quais mulheres foram suspensas por não serem femininas o suficiente para defender que outros critérios sejam usados para determinar quem deve competir contra quem.

"Mulheres não são o único grupo para o qual o esporte é um mau negócio. Embora existam, em algumas modalidades, divisão por peso, isso não acontece com a altura, por exemplo. O que significa que atletas baixos nunca têm chances no salto em altura, no vôlei ou no basquete", argumenta.

Da mesma maneira, a especialista questiona o fato de algumas características que efetivamente representariam vantagens sobre o adversário (como uma maior capacidade aeróbica) não obrigarem a uma subdivisão de categorias: "Não é considerado injusto que elas disputem com outras atletas, o que aconteceria se elas fossem muito pesadas ou homens, em vez de mulheres".

UMA SAÍDA

Para Roslyn, a inspiração para solucionar esse impasse está nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias respeita as habilidades do corpo e não as condições médicas. "Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer".

De modo prático, a socióloga propõe que sejam eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura.

"Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também", conclui.


Acho que a turma viajou muito.
Não tem como acabar com as divisões Masculino vs Feminino nos esportes.



O esporte competitivo é uma invenção social.  Qualquer invenção social pode ser acabada ou mudada (até mesmo de forma drástica). 






Offline Horacio

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #45 Online: 18 de Janeiro de 2018, 21:09:43 »
Nessa entrevista à BBC, os 3 primeiros minutos oferecem uma base indispensavel para qualquer discussão sobre transgeneros.


Offline Gauss

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #46 Online: 18 de Janeiro de 2018, 22:21:41 »
Futura seleção olímpica feminina do Brasil.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #47 Online: 19 de Janeiro de 2018, 15:13:15 »
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Médico de federação de vôlei quer regra mais rígida para transexuais

FÁBIO ALEIXO
DE SÃO PAULO
19/01/2018 02h00

No momento em que a transexual Tifanny Abreu, 33, se destaca na Superliga feminina defendendo o time de Bauru, a FIVB (Federação Internacional de Vôlei) discute na próxima quarta-feira (24) durante reunião da sua comissão médica na Suíça a presença na modalidade de atletas que mudaram de sexo.

Neste encontro, o médico brasileiro Bruno Borges, um dos seis integrantes da junta, vai sugerir controle mais rígido e diminuição do nível de testosterona no sangue para a liberação destas atletas.

Resolução do COI (Comitê Olímpico Internacional) de 2015 diz que uma transexual não precisa fazer cirurgia de mudança de sexo para competir entre as mulheres. Só é necessário que seja constatada a presença de no máximo 10 nanomol de testosterona por litro de sangue em dois exames feitos nos últimos 12 meses antes da liberação. Também é necessário realizar um controle periódico.

"Considero o valor do COI muito elevado, e dois exames em um ano é pouco. Vou pedir algumas mudanças e isso será discutido. Mas, ainda que aprovado, não será para agora, pois precisa também passar por aval do conselho de administração da FIVB", disse Borges à Folha.

Em nota, o COI afirmou que publicará novas diretrizes sobre e que caberá exclusivamente à federação internacional de cada modalidade definir as regras de elegibilidade de atletas transexuais.

Segundo o Bauru, os exames de Tifanny sempre apontaram valores abaixo de 1, algumas vezes chegando a 0,25.

Borges é um dos integrantes da comissão nacional de médicos de vôlei, órgão subordinado à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) que deu a liberação à Tifanny.

"A liberação é baseada estritamente na regra do COI, pois é o único parâmetro que temos. Mas ao meu ver não é só isso que deveria determinar", disse o médico João Grangeiro, que também faz parte da comissão.

"A FIVB está comprometida a estabelecer um sistema justo, harmonioso e transparente para a participação universal de atletas em competições indoor e no vôlei de praia, como também a nivelação do jogo", disse a entidade, que exige de transexuais a apresentação de documentos com o novo sexo.

O caso de Tifanny não é único no mundo, a transexual Alessia Ameri, 31, joga na segunda divisão italiana. Na Espanha, Omaira Perdomo, 18, recebeu autorização para jogar na categoria feminina.

TIFANNY

Tifanny começou sua transição de gênero em 2012, com tratamento para diminuição do nível de testosterona. O processo foi concluído em 2014, quando passou pela cirurgia de mudança de sexo.

Antes disso, tinha carreira de pouco destaque no vôlei masculino. No Brasil, ainda como Rodrigo atuou só em times da 2ª divisão nacional. Hoje, Tifanny é a maior pontuadora da Superliga feminina, com média de 23,3 pontos por jogo, à frente de Tandara, do Osasco e da seleção brasileira, que tem média de 20.

"Claro que a Tifanny mudou bastante quando optou por trocar de sexo. Mas ainda hoje, os parâmetros são muito mais perto dos de um homem do que os de uma mulher", disse Grangeiro.

"Como a mudança ocorreu muito tarde [depois da puberdade], todo o desenvolvimento dela foi como homem. Isso envolve a parte óssea, muscular e frequência cardíaca", afirma Karen Faggioni de Marca Seidel, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

"Há estudos que apontam que para haver a perda desta estrutura pode levar até 15 anos", disse a médica.

Sua presença no torneio e o desempenho têm gerado insatisfação de dirigentes, técnicos e jogadoras. Situação idêntica aconteceu quando atuou na Itália em 2017.

Uma das supostas vantagens que Tifanny teria é a de ter feito a formação no vôlei em condições diferentes das outras jogadoras. A atleta de 1,94 m jogou a maior parte da carreira no masculino, cuja rede tem 2,43 m de altura. No feminino, ela fica a 2,24 m.

As atletas, por receio de se exporem e serem vítimas de ataques nas redes sociais, não estão falando sobre o tema.

"As jogadoras não estão contentes. Eu já percebi isso. Só que elas têm medo de falar. Sabem que a Tifanny ataca mais forte. Elas sentem a diferença", disse Sérgio Negrão, técnico de Brasília, equipe que sofreu 24 pontos da jogadora em derrota por 3 sets a 1 no último dia 9.

"Ela faz diferença sim. Mas não tem muito o que falar. Ela está autorizada É uma novidade para todos", disse Renato Tavolari, supervisor do Sesi-SP.

Afeita a entrevistas e sem problemas de falar sobre sua mudança de sexo, Tifanny optou por se calar à medida que a polêmica em torno do seu nome aumentou. Segundo a assessoria do Bauru, quer se concentrar nos treinos e jogos.

"Esta repercussão não nos surpreende em nada. Era de se esperar. Mas não estamos infringindo nenhum regulamento. Estamos muito satisfeitos, inclusive com o seu desempenho, que têm feito a diferença em prol do nosso time. ", disse Livia Mayra Garcia, supervisora do Bauru.

Desde a chegada de Tifanny, o time ganhou três das cinco partidas disputadas. Antes, tinha só três vitórias com o dobro de jogos realizados.

"Não acho que ela tenha uma força descomunal, fora da realidade, como estão dizendo por aí. Eu treino todo dia com ela e posso dizer isso. Claro que um ou outro ataque sai mais pesado mesmo. Mas na Superliga temos atacantes semelhantes, como a Tandara e a Thaisinha, que pegam forte na bola também", disse Angélica, capitã de Bauru.

"Ela foi muito bem recebida. O que eu tinha um pouco de receio era como seria a recepção das outras torcida. Até agora não tivemos problemas, só no jogo contra o Fluminense que teve bastante xingamento", disse a capitã.

O técnico da seleção brasileira feminina José Roberto Guimarães, foi procurado para falar sobre Tifanny, mas não quis se manifestar. Anteriormente, disse que poderia considerar sua convocação.




Offline Gabarito

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #48 Online: 19 de Janeiro de 2018, 15:22:18 »
Comentário no Twitter sobre as conquistas do feminismo:


Offline Pedro Reis

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Re:Transexuais nos esportes femininos
« Resposta #49 Online: 19 de Janeiro de 2018, 20:24:49 »
Bom, se ela já é a maior pontuadora isso é uma evidência de que não é justo esse transexual estar inscrito na Super Liga.

Porque o Tiffany quando jogava como homem era um jogador inexpressivo. Então, se ela tá pontuando mais que a Tandara, que é uma baita oposta, não é por talento porque talento ele não tem. São outros atributos que estão fazendo a diferença.

Lembrando que eu não tenho nada contra os transexuais fazerem o que bem quiserem com a própria vida, incluindo mudar o nome, mudar os documentos, casar no civil... Para mim, qualquer sociedade que se ache no direito de tolher qualquer pessoa em qualquer circunstância que diga respeito apenas à vida dessa própria pessoa, está sendo fascista.

Essa caso não tem nada a ver com direitos LGBTXYZ. Seria mais como a Federação Internacional de Boxe permitindo a um peso pesado lutar na categoria peso pena, alegando que a divisão por pesos é uma discriminação aos gordos.

E o pior é que pontuando assim, se o Zé Roberto convoca para a seleção e ela é bem sucedida, vai atrair todo tipo de crítica para o time, manchando como anti-esportiva qualquer conquista que elas possam ter. E pontuando assim, se o Zé Roberto não convoca, como ele vai se justificar? Ele também vai receber toneladas de acusações de homofóbico e preconceituoso.

Certamente técnico de volei feminino não é homofóbico. O que mais tem nesse esporte é lésbica.



 

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