Autor Tópico: Piadinhas  (Lida 236029 vezes)

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Offline Gigaview

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Re:Piadinhas
« Resposta #3700 Online: 22 de Agosto de 2017, 19:33:07 »
O casal estava com a parte sexual afetada e a mulher resolveu inovar : comprou uma fantasia de Tiazinha ... adentrou o quarto onde o marido estava deitado e lendo um jornal, deu uma chicotada no ar, colocou a perna em cima da cama e perguntou : e então Tigrão , com quem eu pareço ? O marido respondeu : da cabeça pra cima com o Zorro e da cabeça pra baixo com o Sargento garcia ! KKKKKKKKKKKKKKK
Gossip is a sort of smoke that comes from the dirty tobacco-pipes of those who diffuse it: it proves nothing but the bad taste of the smoker. George Eliot





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Re:Piadinhas
« Resposta #3701 Online: 21 de Setembro de 2017, 20:23:31 »
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POLÍCIA POLITICAMENTE CORRETA
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Publicado em 20 de set de 2017 · 1 dia atrás

Era uma vez, num reino distante, um departamento de polícia que aliado à anistia internacional, aos direitos humanos e à deputada Maria do Rosário, acabaram com os malfeitores daquele reino...

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Re:Piadinhas
« Resposta #3702 Online: 23 de Outubro de 2017, 16:39:46 »
Na universidade tenho um professor russo que juntou-se a outros e criou um perfil no Facebook para desmistificarem o que era a União Soviética e revelar a crueza da vida lá. Recentemente ele postou piadinhas da era soviética, que revelam como era visto o regime pelas pessoas.


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'ANEKDOTY' - PIADAS SOVIÉTICAS (Parte 1 de 3)

Marx dizia que a humanidade ri para se despedir do seu passado. Na União Soviética, ríamos para aguentar o presente, com todos os seus problemas surreais, inimagináveis em uma sociedade livre.
Uma das formas mais populares do folclore soviético eram histórias curtas chamadas "anekdoty", uma espécie de piada. Em línguas ocidentais a palavra 'anedota' normalmente significa um episodio real que aconteceu à margem de eventos mais importantes, mas que ajuda a compreender o espírito de uma época ou o caráter de um personagem. Em russo, um "anekdot" se refere a uma situação fictícia, mas cuja função é a mesma: fazer um comentário jocoso acerca de um processo histórico ou de um líder político.
Contar piadas era um dos passatempos preferidos em todas as camadas da sociedade soviética. Contávamos piadas com colegas de trabalho durantes os intervalos, ríamos junto com amigos nas cozinhas das nossas casas, usávamos as piadas para quebrar gelo com pessoas pouco conhecidas nas colônias de férias e nas viagens.
Os assuntos eram bastante variados. Havia piadas sobre vida conjugal e amorosa, sobre trabalho, sobre problemas cotidianos, havia piadas existências e piadas nonsense. Mas de longe, as mais populares (e mais perigosos de contar) eram piadas políticas que buscavam desconstruir a interpretação oficial da realidade imposta pelo governo.
"Anekdoty" começaram a surgir logo depois da revolução, com a introdução da censura, atingindo picos de popularidade nos anos 60-80. Vários estudiosos se interessaram em registrar e analisar essa peculiaridade da cultura oral soviética utilizando todos os registros escritos disponíveis: jornais, coletâneas clandestinas compostas por entusiastas, anotações de folcloristas profissionais, diários, filmes, e até relatórios internos da KGB (más línguas diziam que uma parte das piadas foi inventada pelos próprios agentes da KGB).
O livro mais completo sobre o assunto possui mais de mil páginas e descreve as fontes de registros de cerca de 6000 piadas: M. Melnichenko, Anekdot Soviético (indicador de temas), em russo, М. Мельниченко, Советский анекдот (указатель сюжетов), 2014. Para preparar esse post, usei a famosa coletânea “1001 anedotas políticas soviéticas” (http://lib.ru/ANEKDOTY/anec1001.txt), organizada por Julius Telesin e publicada em 1986 nos EUA. No final dos anos 80, com o surgimento dos computadores, a coletânea circulava impressa em um único rolo de papel de 50 metros que líamos em busca de piadas novas, para poder passar rapidamente para a próximo amigo na fila de leitura.
Traduzi e organizei por assunto cerca de 60 piadas clássicas. A primeira parte do post contém piadas sobre o comunismo, o regime soviético e propaganda oficial. A segunda parte reúne piadas sobre a falta de liberdade na União Soviética, sobre os órgãos de repressão e problemas de abastecimento. A terceira parte será dedicada aos lideres comunistas específicos (Lenin, Stalin etc).
Provavelmente, os leitores brasileiros não acharão engraçadas muitas dessas piadas. O humor é sensível à língua e ao contexto cultural. As melhores piadas usam jogos de palavras que muitas vezes são impossíveis de se traduzir. Além disso, "anekdoty" foram criadas para serem contadas ao vivo, e perdem parte de sua graça quando registradas na forma de texto escrito. Bons piadistas tinham talentos artísticos e usavam 'anekdoty' para fazer pequenas sessões de stand up comedy diante dos amigos. No entanto, há mais uma peculiaridade importante: muitos "anekdoty" não eram feitas para arrancar gargalhadas dos ouvintes. No fundo, eram convites para refletirmos sobre aspectos da realidade soviética que, frequentemente, eram mais tristes de que engraçados.
Hoje, "anekdoty" devem ser lidos como um registro histórico do espirito da época e como documentos da resistência popular ao totalitarismo. Eram pequenas ilhas de bom senso no meio do oceano surreal da propaganda oficial.

COMUNISMO

Ao conquistar o poder, os bolcheviques não tinham a mínima ideia de como organizar o estado. Marx havia previsto o advento de uma nova sociedade sem exploradores, mas não havia deixado receitas para construção dessa sociedade comunista futura. Para justificar a extrema violência do estado soviético, os teóricos do bolchevismo criaram uma narrativa segundo a qual a sociedade deveria passar por várias fases no caminho para o comunismo. Os nomes dessas fases foram inventadas de forma bastante aleatória: a fase de construção do socialismo, o próprio socialismo, o socialismo desenvolvido, e só depois era prometida a chegada do comunismo.
A população tinha dificuldades para absorver esses detalhes “teóricos” e respondia com piadas sarcásticas sobre construção do comunismo.
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Na época de Brejnev, Karl Marx aparece na URSS e pede permissão para fazer um pronunciamento no rádio. Brejnev nega: “O senhor é fundador do comunismo mas, mesmo assim, não posso tomar essa decisão sozinho. Vamos incluir o seu pedido na pauta da próxima reunião do Comitê Central”. Marx insiste: “Só uma frase, camarada Brejnev!” Brejnev cede e permite. Marx pega o microfone e grita: “Proletários de todo o mundo! Perdoem-me...”
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- Comunismo é uma ciência?
- Não. Se fosse ciência, seria testado antes nos cachorros.
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- Qual a diferença entre capitalismo e socialismo?
- No capitalismo, o homem explora o homem. No socialismo é o contrário.
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Brejnev pergunta ao Papa:
- Por que as pessoas acreditam no paraíso católico e se recusam a acreditar no paraíso comunista?
- Porque não mostramos o nosso paraíso.
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Palestrante explica que o comunismo já está no horizonte. Alguém da plateia pergunta:
- O que é horizonte?
- É uma linha imaginária onde o céu se junta com a terra, e que se afasta toda vez que tentamos nos aproximar dela.
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- Por favor, isso já é comunismo ou ainda vai piorar?
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Um jurista, um cirurgião, um construtor civil e um comunista discutem qual profissão é a mais antiga.
Jurista: “Quando o Deus condenou o Adão e Eva, foi um ato jurídico!”.
Cirurgião: “Mas, anteriormente, Deus criou a Eva da costela do Adão. Foi uma cirurgia!”
Construtor: “Mas, primeiramente, Deus construiu o mundo. Antes disso, só havia caos!”
Comunista: “E quem criou o caos? Nós, comunistas!”
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- Vai ter dinheiro no comunismo?
- Conforme explica a dialética marxista, alguém vai ter e alguém não.
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Brejnev negocia com Carter, o presidente dos EUA.
Brejnev: Nos próximos anos, pretendemos comprar trigo nos EUA em grandes quantidades.
Carter: Sem problemas!
- Também gostaríamos de adquirir computadores americanos.
- Ok!
- Vocês também nos venderiam algumas patentes tecnológicas?
- Por que não?
- Senhor presidente, podemos vincular todos esses acordos dentro de um programa mais abrangente?
- Excelente! Assinaremos um contrato: os EUA se comprometem a construir o comunismo na URSS.
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REGIME SOVIÉTICO

Nas discussões sobre semelhanças e diferenças entre o bolchevismo e o nazismo, muitas vezes um detalhe importante escapa à atenção. Antes de Hitler efetuar um golpe de estado, o partido nazista havia chegado ao poder pelo voto popular. E a sociedade alemã, portanto, tem boa parte de responsabilidade pela sua acensão. Por outro lado, os comunistas na Rússia nunca passaram pelo crivo popular. O partido bolchevique tomou o poder pela força e exterminou logo em seguida todos os outros partidos.
O regime soviético sempre foi visto pelo povo como algo alheio imposto ao pais. As piadas abaixo representam uma pequena amostra desta atitude popular.
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O primeiro dia depois do fim do regime soviético. Um homem se aproxima de uma banca de jornal:
- Me dê o Pravda, por favor.
- Não temos jornais soviéticos.
- Por que?
- O regime soviético acabou.
O homem vai embora, mas logo volta:
- Me dê o Pravda...
- Acabei de dizer para o senhor: não temos mais jornais soviéticos!
- Por que?
- O regime soviético acabou! Quantas vezes devo repetir?
- Ah, repita... Por favor, repita...
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- O regime soviético é bom?
- É bom... mas é longo demais!
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Um judeu pede permissão para emigrar a Israel e explica na policia que tem duas razões para fazer isso:
- Primeiro, meu vizinho vive me ameaçando: “Aguarde, seu porco avarento, quando o regime soviético acabar vou te esfaquear no mesmo dia!”
- Mas por que o senhor tem medo? O regime soviético não vai acabar nunca!
- Exatamente! Essa é a segunda razão.
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Um homem explica que seu tio milionário, que mora nos EUA, ficou cego e pede permissão para sair do país para poder cuidar do tio. Um funcionário do departamento de vistos questiona:
- Mas por que o senhor quer ir para lá? O seu tio pode transferir seu dinheiro e vir morar aqui.
- Desculpe, acho que o senhor não entendeu. O meu tio ficou cego, mas não ficou demente.
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Em uma escolinha infantil, professora explica às crianças:
- A União Soviética é o melhor pais do mundo! Todos na União Soviética comem bem e se vestem bem. As pessoas moram em excelentes apartamentos. Todas as crianças têm muitos brinquedos...
De repente, um menino começa a chorar:
- Eu quero! Eu quero!
- Você quer o que, querido?
- Quero ir morar na União Soviética!
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PROPAGANDA

O estado soviético buscava controlar todos os aspectos da vida dos seus súditos criando para isso narrativas totalmente fantasiosas. No Ocidente, George Orwell foi o primeiro grande intelectual que conseguiu capturar a essência da propaganda totalitária com sua 'novilíngua' e com o Ministério da Verdade, cuja função era mentir. As piadas sobre a máquina de propaganda focavam esse caráter totalitário e mentiroso.
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Em um clube, anunciaram uma palestra intitulada “O povo e o Partido estão unidos”. Ninguém compareceu. Em uma semana, anunciaram outra palestra: “Sobre o amor”. O auditório ficou lotado.
- Há três tipos de amor, - começou o palestrante. - O primeiro
tipo é um amor normal, entre homem e mulher. É um tipo bem conhecido e não há nada interessante para falar sobre ele. O segundo tipo é um amor patológico, entre duas pessoas do mesmo sexo. Na União Soviética, ele é proibido por lei e, portanto, não posso falar dele. O terceiro tipo é o amor entre o povo e o partido comunista. Na palestra de hoje, falaremos sobre ele.
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Alexandre o Grande, Júlio César e Napoleão foram convidados para assistir uma parada militar na Praça Vermelha.
- Se eu tivesse tanques soviéticos, - diz Alexandre, - eu seria invencível!
- Se eu tivesse aviões soviéticos, - fala Júlio César, - eu conquistaria o mundo inteiro!
- Se eu tivesse o jornal Pravda, - comenta Napoleão, - ninguém saberia sobre o resultado da batalha de Waterloo...
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Professora pergunta a um aluno por que ele veio para escola de roupa toda amassada.
- Ligamos ontem a televisão, explica o aluno, e lá estava passando o discurso “Os feitos de Lenin continuam vivos”. Desligamos a televisão e ligamos o rádio, mas lá estava passando o mesmo discurso. Depois disso, já ficamos com medo de ligar o ferro...
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Uma turma de crianças vai passear com uma professora e vê um coelho ao lado da estrada. A professora pergunta:
- Alguém lembra como se chama esse animal? Não? Ninguém?
As crianças ficam em silêncio.
- Tentem lembrar! Sobre quem a gente canta tantas musiquinhas?
Crianças: - Vovozinho Lenin!
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Uma competição de atletismo entre a USSR e os USA. Correm dois atletas, e o americano vence. Os jornais soviéticos relatam: “O atleta soviético completou a corrida entre os primeiros. O atleta americano ficou em penúltimo lugar”.
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Na reunião de kolkhoz [fazenda coletiva]:
- Pelo excelente trabalho na lavoura, a camarada Ivanova é premiada com um saco de trigo! (aplausos)
- Pelo excelente trabalho no curral, a camarada Petrova é premiada com um saco de batata! (aplausos)
- Pelo excelente trabalho público, a camarada Sidorova é premiada com uma coleção completa de obras de Lenin! (Aplausos, risos, gritos: "Bem feito, sua piranha!")
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No exame final do curso de medicina o professor mostra para um aluno dois esqueletos, um masculino e um feminino.
- O que pode me dizer sobre os esqueletos?
- Nâo sei...
- Que vergonha! Você passou cinco anos estudando o que?
- Não acredito! São Marx e Engels?
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Um inglês, um francês e um russo exaltam as qualidades das suas esposas.
- Quando minha esposa anda de cavalo, começa o inglês, ela alcança o chão com as pernas. Não é que o cavalo seja muito baixo, as pernas dela é que são muito compridas!
- Eu abraço minha esposa pela cintura apenas com dois dedos de uma mão, continua o francês. Não é que minha mão seja muito grande, mas porque sua cintura é muito fina!
- Antes de sair para o trabalho, diz o russo, eu dou uma tapa na bunda da minha esposa. E quando eu volto do trabalho, a sua bunda ainda está tremendo. Não é que ela seja muito flácida, mas porque na URSS temos o jornada de trabalho mais curta do mundo!
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"ANEKDOTY" - PIADAS SOVIÉTICAS (Parte 2 de 3)

FALTA DE LIBERDADE

A falta de liberdade era o tema principal das piadas soviéticas. Piadas políticas como os "anekdoty" são uma característica de sociedades autoritárias e existem exatamente porque opções de criticas no espaço público são reduzidas ou inexistentes.
Uma observação interessante encontra-se no prefácio do livro de D. Shturman, S. Tictin, "The Soviet Union in the Prism of the Political Anecdote", em russo, "Д. Штурман, С. Тиктин, Советский Союз в зеркале политического анекдота", de 1985. O folclore, como forma de cultura oral, dizem os autores, normalmente precede o surgimento de escrita na sociedade. As piadas antitotalitárias, pelo contrário, florescem nos países com altos índices de alfabetização. Ou seja, o que produzia os "anekdoty" não era a falta de tradição escrita, de modo geral, mas a proibição de um tipo específico de escrita, da escrita que pudesse expressar ideias e temas críticos ao regime.
Além dos lideres soviéticos, as piadas também usavam personagens recorrentes que representavam pessoas comuns. Um deles, que aparece na amostra abaixo, era um tal de Rabinovitch, um judeu melancólico e desiludido que não perdia uma oportunidade para desconstuir as narrativas oficiais com seus comentários sarcásticos.
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- Qual a diferença entre democracia comum e democracia socialista?
- A mesma que entre cadeira comum e cadeira elétrica.
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- Nos Estados Unidos temos liberdade - diz um americano. Eu posso sair para rua e gritar: “Fora Reagan!”
- Grande coisa! - responde um russo. Eu também posso sair para rua e gritar: “Fora Reagan!”
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Em um vilarejo na Sibéria, visitantes estrangeiros perguntam aos moradores locais:
- Como vocês viviam antes da Revolução?
- Sentindo frio e fome.
- E como vivem agora?
- Sentindo frio, fome e profunda gratidão ao partido comunista.
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Rabinovitch viaja para um país capitalista e manda um telegrama para sua empresa: “Eu escolhi a liberdade!”. A organização comunista da empresa convoca uma assembleia para condenar publicamente o traidor da pátria. De repente, no meio da assembleia, entra Rabinovitch. Silêncio.
- Só queria ver – diz ele - como vocês iam interpretar o meu telegrama.
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Um pássaro soviético voa para o Ocidente. Um pássaro capitalista o pergunta:
- Falta comida lá na Rússia?
- Que nada! Em nenhum outro país eles desperdiçam tanto trigo pelas estradas...
- Veio por que, então?
- Quero piar um pouquinho.
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Um homem quer se filiar ao partido comunista e é interpelado pela banca de admissão:
- Camarada, o que você acha sobre a política econômica do Partido?
- Eu a compartilho e apoio totalmente.
- Então, fale um pouco da política externa do Partido.
- Eu a compartilho e apoio totalmente.
- Camarada, não fique repetindo a mesma coisa. Você não tem sua própria opinião?
- Tenho. Mas eu não a compartilho, nem apoio.
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MAQUINA REPRESSIVA

O regime soviético se sustentava em dois pilares: propaganda ideológica e a maquina repressiva. A época mais conhecida pelo seu caráter repressivo foi a década de 1930, quando Stalin organizou um dos programas de extermínio mais amplos da história. No entanto, a perseguição das pessoas que não concordavam com o governo começou nos primeiros dias depois da Revolução e nunca parou até o fim da União Soviética. Nas universidades, dizia-se que havia pelo menos um informante da KGB em cada turma, e nos intevalos entre as aulas, nos divertíamos tentando especular quem dos presentes seria o informante da nossa turma.
Nos anos mais sombrios, não apenas quem contava as piadas ia para cadeia acusado de “propaganda anti-sovética”, mas até pessoas que deixavam de informar os orgãos repressivos sobre colegas contadores corriam risco de serem presos.
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- O KGB vai existir no comunismo?
- Não. Até lá, as pessoas vão aprender a se colocar na prisão sozinhas.
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- Isso é insuportável! - diz um homem na rua em um dia de inverno com 40 graus de frio.
- Surge ao seu lado um agente a paisana: "Por favor, me acompanhe. O senhor disse que o regime soviético é insuportável!"
- O que isso tem a ver com o regime? O frio que é insuportável!
- Isso não é verdade. O frio dá para aguentar.
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- Qual prédio mais alto de Moscou?
- O prédio da KGB. Dos seus porões, enxerga-se a Sibéria.
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Em uma palestra sobre a política, Rabinovitch questiona:
- O senhor diz que está tudo maravilhoso, então, para onde sumiu manteiga no país?
- Eu vou pensar e respondo na próxima palestra, - promete o palestrante.
Na próxima palestra, um outro homem na plateia levanta a mão.
- Provavelmente, você quer perguntar para onde sumiu manteiga?
- Não, eu quero perguntar para onde sumiu Rabinovitch?
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Um funcionário chegou cinco minutos antes do começo do trabalho. Foi preso por espionagem. Um outro funcionário chegou cinco minutos atrasado. Foi preso por sabotagem. O terceiro chegou pontualmente. Foi preso por propaganda anti-soviética: ele usava um relógio suíço.
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Em cela de prisão:
- Pegou quantos anos?
- Vinte e cinco.
- Fez o que?
- Nada.
- Mentira! Por nada dão dez anos.
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Durante escavações no Egito, foi encontrado um sarcófago com uma múmia. Os arqueólogos não conseguem identificar sua origem e convidam peritos da URSS. Três soviéticos chegam, arregaçam as mangas e pedem às outras pessoas para sairem e deixarem eles sozinhos. Depois de um tempo, eles aparecem limpando o suor das suas testas:
- Amenhotep XXIII.
- Fantástico! Como vocês conseguiram?
- Ele próprio confessou, aquele filho da puta...
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Além dos três canais tradicionais da televisão, foi inaugurado um quarto. Um homem liga o primeiro canal: passa um discurso de Brejnev. O homem troca para o segundo: também o mesmo discurso. Troca para o terceiro: Brejnev, novamente. No quarto canal, um coronel da KGB aponta o dedo e diz para o homem: “Pare de trocar os canais, cidadão!”
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Um americano, um inglês e um russo se gabam de que vão conseguir fazer um gato comer mostarda. O americano pega o gato e empurra mostarda na sua boca.
- Isso é violência! - protesta o russo. Inglês coloca mostarda entre duas fatias de pão e o gato come.
- Não, isso é fraude! - reclama o russo. Ele pega o gato e esfrega mostarda embaixo do seu rabo. Uivando, o gato lambe toda mostarda.
- Reparem, - declara o russo, - foi tudo voluntariamente e ainda com música!
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PROBLEMAS COM ABASTECIMENTO

Toda tentativa de um governo centralizar a distribuição ou produção de alimentos e outros produtos leva a alguma forma de escassez. Na União Sovética, a centralização era absoluta, e até durante anos relativamente tranquilos sempre faltavam alguns produtos básicos. Um ano sumia manteiga dos supermercados, outro ano era impossível achar papel higiênico ou shampoo. Filas quilométricas se formavam quando, de repente, esses produtos apareciam em algum local da cidade.
Para ter uma vida mais ou menos abastada, havia dois caminhos: fazer parte da burocracia comunista, com suas lojas exclusivas, ou trabalhar no setor de distribuição e usar o seu acesso pessoal aos protudos escassos. Deste ponto de vida, um dos grupos socias mais prejudicados era o dos engenheiros, que depois de anos de estudo não ganhavam bem e nem tinham acesso privilegiado aos bens de consumo.
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- Qual era nacionalidade de Adão e Eva?
- Eram russos! Quem mais pode andar pelado e descalço, não ter teto, compartilhar uma única maça entre os dois e ainda gritar que eles estão no paraíso?
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- Nosso presidente Hoover acabou com o hábito das pessoas de beber - diz americano [referindo-se à lei seca dos anos 30].
- Grande coisa! - responde o russo. Nosso Stalin acabou com o hábito das pessoas de comer!
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Na escola as crianças falam das profissões dos seus pais:
- Meu pai é gerente de vendas.
- O meu é chefe de um depósito.
- O meu é diretor de supermercado.
- O meu pai é engenheiro...
A turma explode com uma gargalhada. A professora chama à atenção:
- Crianças, parem! A gente não pode rir da desgraça aleia!
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Um socialista, um capitalista e um comunista marcaram um encontro. O socialista chega atrasado.
- Me desculpem! Fiquei horas na fila para comprar presunto.
- O que é fila? - pergunta o capitalista.
- O que é presunto? - pergunta comunista.
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- Quais são as principais dificuldades da agricultura soviética?
- São quatro: primavera, verão, outono e inverno.
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Em um kolhoz mostram um documentário sobre a Africa.
- Ivan, olhe, eles andam todos pelados! Os kolhozes lá devem ter aparecido bem antes do que aqui!
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Dois meninos conversam através do Muro de Berlim.
- Tá vendo? Eu tenho uma laranja! - gaba-se o menino do lado ocidental.
- E a gente tem socialismo!
- Grande coisa! A gente, se quiser, também pode fazer socialismo.
- Mas aí você não vai ter laranja!
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Combatendo escassez de papel higiênico, o governo baixa um decreto: para poder comprar papel, o cidadão deve apresentar um documento que comprove que ele já tenha comido hoje.
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Um trabalhador chega em casa e vê sua esposa na cama com um amante:
- Você aqui perdendo tempo com bobagens enquanto que no mercadinho do lado estão vendendo laranjas!
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- Depois da realização do plano quinquenal teremos dez quilos de carne por pessoa! - explica o palestrante. Rabinovitch o interrompe, do fundo da plateia:
- Me desculpe, não dá para escutar bem daqui... O senhor disse “por” ou “em”?
- Não entendi a pergunta.
- “Por pessoa” ou “em pessoa”?
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Antes da Olimpíada de Moscou, todos os funcionários no comércio foram proibidos de dizer “não” aos clientes. Em uma loja, uma mulher pergunta se há luvas:
- Quais? De couro? De tecido? De lã?
- De lã, por favor.
- Claras? Escuras?
- Escuras.
- Mais compridas? Mais curtas?
- Mais curtas, se for possível.
- Sabe, senhora, traga aqui o seu sobretudo, e nós escolhemos luvas certas para combinar com ele.
- Não acredite neles! - se intromete um outro cliente. - Eu já trouxe o vaso sanitário, mostrei a bunda, mas mesmo assim não me vendem papel higiênico!
-------
VÌDEO: O presidente americano Ronald Reagan era um grande divulgador de piadas soviéticas no ocidente. Na época, Gorbatchev já começava o seu programa de "perestroika" que, além das reformas internas, buscava aproximação com os países ocidentais. Reagan usava piadas nos seus discursos para parecer mais simpático com o cidadão comum da URSS e, ao mesmo tempo, para provocar os lideres soviéticos que ainda oscilavam entre democratização e autoritarismo.

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And when I'm dead and gone
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Re:Piadinhas
« Resposta #3703 Online: 23 de Outubro de 2017, 16:39:59 »
"ANEKDOTY" - PIADAS SOVIÉTICAS
Parte 3 de 3: PIADAS SOBRE LÍDERES COMUNISTAS


Nenhum líder da URSS escapou dos contadores de "anekdoty". No entanto, a quantidade e a qualidade das piadas variava conforme o grau de liberdade da vida pública no pais. Houve uma tendência bastante clara: quanto mais fechado e repressivo ficava o regime, mais numerosas e criativas eram as piadas. Os campeões, neste sentido, eram Stalin e Brejnev, enquanto as épocas de Kruschev e de Gorbachev deixaram piadas bem menos interessantes.

LENIN

As piadas sobre Lenin destacavam a contradição gritante entre sua imagem supostamente humanista divulgada pela propaganda oficial e os fatos históricos sobre a sua crueldade como idealizador e grande entusiasta da máquina repressiva soviética.
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Krupskaya, esposa de Lenin, dá uma palestra:
- Queridas crianças! Todos sabemos como Lenin era bondoso. Vou contar para vocês apenas um caso. Uma vez, ele estava acampado ao lado de um lago e saiu da barraca para fazer a barba. Por lá passava um menino local. Vladimir Ilich amola a navalha e só olha para o menino. Fez a barba, lavou a escova e, de novo, amola a navalha e só olha para o menino. Secou a navalha e guardou tudo. E não fez nada com o rapaz - poderia ter navalhado o pirralho!
------
Um camponês vai ao Kremlin para conversar com Lenin sobre seus problemas.
- Bom dia, camarada camponês! Sente-se, por favor. O camarada deve ser 'bednyak'? [camponês pobre]
- Bom, Vladimir Ilich, acho que não... Tenho um cavalo e tal...
- Ah, quer dizer, o camarada é 'serednyak'? [camponês médio]
- Então, Vladimir Ilich... Não passamos fome, e as crianças têm roupa, sapatos... Tenho dois cavalos, na verdade.
- Entendi... Então, o camarada é “kulak”? [camponês abastado]
- Depende, Vladimir Ilich... Comemos carne todo dia, e as crianças estão bem... Então, os vizinhos até as vezes brincam, “Afanásio, cê é 'kulak'!”
- Ah, então, é 'kulak'. Entendi... Hum... Dois cavalos, crianças com sapatos... Muito bem! Camarada Dzerjinsky! Fuzile, por favor, este camarada.
- Vladimir Ilich, está na hora de almoço. Vamos fuzilar depois.
- Não, agora! Tem que ser antes do almoço! E o almoço, doem o almoço para crianças! Há muitas crianças passando fome no país!
Nota: Dzerjinsky chefiou a Cheka, a temível polícia secreta soviética responsável por execuções sumárias em massa durante o Terror Vermelho e a Guerra Civil Russa.
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STALIN
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Na manifestação de 1 de maio um grupo de velhos decrépitos carrega um cartaz: “Agradecemos o camarada Stalin pela nossa infância feliz!”. Surge um agente à paisana:
- Vocês estão de sacanagem, né? Stalin nem tinha nascido quando vocês eram crianças!
- Exatamente por isso o agradecemos!
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No inferno:
- Por que Hitler está mergulhado em bosta até o pescoço e Stalin apenas até a cintura?
- Porque Stalin está sobre os ombros de Lenin.
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No inferno, o capeta recebe Stalin e joga ele aos pés de Karl Marx:
- Receba dividendos do seu capital!
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Sumiu o cachimbo de Stalin. Dez suspeitos de roubo foram presos. No dia seguinte, Stalin achou o cachimbo embaixo do seu sofá e manda soltar os suspeitos.
- Impossível, camarada Stalin. Todos já confessaram!
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Em 1940, um homem grita na Praça Veremelha: “Morte ao tirano bigodudo!”. Agentes secretos prendem o homem e o levam diretamente a Stalin. Stalin pergunta:
- Quem você chamou de tirano bigodudo?
- Hitler, é claro!
- E vocês, camaradas - pergunta Stalin aos agentes - pensaram que fosse quem?
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BREJNEV

Leonid Brejnev ocupou o cargo máximo da hierarquia soviética de 1964 a 1983. O começo deste período foi marcado pelo fim das reformas liberais iniciadas pelo seu antecessor Kruschev, e as piadas da época refletiam esse fato. Nos últimos anos, Brejnev estava muito doente e senil, e mal conseguia ler seus discursos nos congressos do partido. Suas dificuldades cognitivas passaram a ser o assunto principal das "anekdoty". O período rendeu as piadas mais engraçadas e sofisticadas da história do país. Infelizmente, muitas delas usavam peculiaridades da língua russa e, portanto, são impossível de se traduzir.
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“Acabaram as brincadeiras” - disse Brejnev - tirando as sobrancelhas e as colocando embaixo do nariz.
[Brejnev tinha sobrancelhas muito grandes e a piada sugere sua transformação em Stalin]
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Brejnev lê o pronunciamento de abertura na Olimpíada de Moscou:
- O! O! O! O! O!
Um conselheiro cochicha no seu ouvido:
- Camarada Brejnev, são anéis olímpicos! O texto começa embaixo.
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Brejnev visita uma república soviética asiática, onde a maioria da população é muçulmana.
- Salaam Aleikum! - cumprimentam ele os trabalhadores locais.
- Alaikum As-Salaam! - responde Brejnev, bem treinado antes da viagem pelos conselheiros.
- Salaam Aleikum! - gritam as pessoas na rua.
- Alaikum As-Salaam! - continua Brejnev, todo contente.
- Arquipélago Gulag! - de repente grita um dissidente da multidão.
- Gulag arquipélago! - prontamente responde Brejnev.
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LÍDERES MENORES

Além dos secretários gerais do Partido, as piadas zoavam também dos personagens menores da burocracia comunista. Os funcionários da famosa "nomenclatura" comunista eram escolhidos mais pela fidelidade ao partido do que por suas qualidades intelectuais. O baixo nível cultural dos burocratas de alto e de baixo escalão não era perdoado nos "anekdoty".
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Depois da invasão de 1968, a Checoslováquia pede à União Soviética permissão de criar um Ministério de Assuntos Marítimos.
- Para que vocês precisam disso? Nem mar vocês têm!
- E para que vocês precisam do Ministério de Cultura, então?
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O ministro de agricultura da União Soviética visita a Grã-Bretanha. Em uma recepção oficial, ele fica ao lado da rainha, mas nem abre a boca. O cônsul soviético cutuca o ministro e pede a ele que diga algo à rainha, só para manter o protocolo. O ministro se concentra, vira para a rainha e pergunta: - Do you speak English?
[Boatos diziam que este caso, de fato, aconteceu na vida real]
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Abertura de uma exposição de arte em Paris. Picasso esqueceu seu convite e é barrado na entrada:
- Como o senhor pode provar que é Picasso?
Com um movimento de lápis, Picasso desenha a famosa pomba de paz e entra. Logo, chega a ministra da cultura soviética, que também esqueceu seu convite.
- Sou ministra de cultura da URSS!
- Como a senhora pode provar isso? Picasso também esqueceu o convite e teve que fazer um desenho.
- Quem é Picasso?
- Perfeito, senhora ministra da cultura. Pode entrar!
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Um diretor de kolhoz [fazenda coletiva soviética] explica em uma assembleia como o regime soviético tem sido bom para pessoas comuns:
- Olhem para Maria Petrovna: era uma simples camponesa, e agora é gerente do nosso clube! Olhem para Pelagueia Fedorovna: era uma simples camponesa, e agora é chefe da nossa biblioteca! Olhem para Stepan Mitrofanovich: era um idiota completo, e agora é secretário local do partido comunista!
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Re:Piadinhas
« Resposta #3704 Online: 23 de Outubro de 2017, 21:29:50 »
Before anyone knows it, the three men found themselves standing before the pearly gates of Heaven, where St. Peter and the Devil were standing nearby.
"Gentlemen," the Devil started, "Due to the fact that Heaven is now overcrowded, St. Peter has agreed to limit the number of people entering Heaven.
If anyone of you can ask me a question which I don't know or cannot answer, then you're worthy enough to go to Heaven; if not, then you'll come with me to Hell."
The philosopher then stepped up, "OK, give me the most comprehensive report on Socrates' Socrates' teachings."
With a snap of his finger, a stack of paper appeared next to the Devil.
The philosopher read it and concluded it was correct.
"Then, go to Hell!"
With another snap of his finger, the philsopher disappeared.
The mathematician then asked,"Give me the most complicated formula ever theorized!"
With a snap of his finger, another stack of paper appeared next to the Devil.
The mathematician read it and reluctantly agreed it was correct.
"Then, go to Hell!" With another snap of his finger, the mathematician disappeared too.
The idiot then stepped forward and said, "Bring me a chair!"
The Devil brought forward a chair. "Drill 7 holes on the seat."
The Devil did just that.
The idiot then sat on the chair and let out a very loud fart.
Standing up, he asked, "Which hole did my fart come out from?"
The Devil inspected the seat and said,"The third hole from the right."
"Wrong," said the idiot, "it's from my asshole."
And the idiot went to heaven.
Gossip is a sort of smoke that comes from the dirty tobacco-pipes of those who diffuse it: it proves nothing but the bad taste of the smoker. George Eliot





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