Autor Tópico: Crer ou não crer, eis a questão  (Lida 22303 vezes)

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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #500 Online: 12 de Maio de 2016, 11:06:13 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Só pode estar de sacanagem.

Qual é a razão para alguém continuar debatendo com o Criaturo? Passar o tempo?
vá discutir isso com os neurocientistas, depois volte para acrescentar alguma coisa.
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Johnny Cash

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #501 Online: 12 de Maio de 2016, 11:14:14 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Só pode estar de sacanagem.

Qual é a razão para alguém continuar debatendo com o Criaturo? Passar o tempo?
vá discutir isso com os neurocientistas, depois volte para acrescentar alguma coisa.

Primeiro eu deveria encontrar estudos no campo da neurologia que indicam a "armazenagem de vivências anteriores no hemisfério direito".

Você é um troll clássico, cara.

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #502 Online: 12 de Maio de 2016, 11:16:40 »

Em alguns casos, pela misericórdia divina, o cético apresenta o que hoje chamamos "mediunidade"; ou seja, não conseguirá negar aquilo com que convive diariamente, muitas vezes até com grande sofrimento, pois atribui-se às manifestações, algum desequilíbrio mental.
conheci um cético em outro fórum que preferiu iniciar um tratamento psiquiátrico a ter que acreditar que estava vendo espíritos no quarto.
moral da história: " louco sim, crente não! "
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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #503 Online: 12 de Maio de 2016, 11:20:13 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Só pode estar de sacanagem.

Qual é a razão para alguém continuar debatendo com o Criaturo? Passar o tempo?
vá discutir isso com os neurocientistas, depois volte para acrescentar alguma coisa.

Primeiro eu deveria encontrar estudos no campo da neurologia que indicam a "armazenagem de vivências anteriores no hemisfério direito".

Você é um troll clássico, cara.
recomendo se informar sobre Michael Gazzaniga
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Offline Johnny Cash

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #504 Online: 12 de Maio de 2016, 11:26:31 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Só pode estar de sacanagem.

Qual é a razão para alguém continuar debatendo com o Criaturo? Passar o tempo?
vá discutir isso com os neurocientistas, depois volte para acrescentar alguma coisa.

Primeiro eu deveria encontrar estudos no campo da neurologia que indicam a "armazenagem de vivências anteriores no hemisfério direito".

Você é um troll clássico, cara.
recomendo se informar sobre Michael Gazzaniga

Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #505 Online: 12 de Maio de 2016, 11:29:56 »

Em alguns casos, pela misericórdia divina, o cético apresenta o que hoje chamamos "mediunidade"; ou seja, não conseguirá negar aquilo com que convive diariamente, muitas vezes até com grande sofrimento, pois atribui-se às manifestações, algum desequilíbrio mental.
conheci um cético em outro fórum que preferiu iniciar um tratamento psiquiátrico a ter que acreditar que estava vendo espíritos no quarto.
moral da história: " louco sim, crente não! "


Acho que sofrer de alucinações não constitui necessariamente "loucura", se por esse termo estiver implícito desequilíbrio comportamental. Ou seja, a pessoa pode estar "em sã consciência de suas alucinações".

De fato há algumas condições psiquiátricas/neurológicas que causam alucinações de ver pessoas que não estão lá, dentre outras coisas, sem outros efeitos patológicos.



Acho que já devo ter comentado que acho o enunciado um pouco "sem sentido" ou mal escrito para o sentido que poderia ter, isso é, de alguns problemas mentais poderem ser mascarados sob a aparência de fenômenos sobrenaturais (e não tanto as crenças desengatarem doenças mentais, como o enunciado sugere).



Uma coisa relacioanda que fiquei sabendo apenas recentemente é de pessoas perdendo a visão poderem ter alucinações apesar de estarem totalmente lúcidas, e não terem esquizofrenia. Vi nesse vídeo do Oliver Sachs onde ele levanta a possibilidade de que talvez muitas pessoas tenham esse problema mas o mantenham oculto por medo de serem tidas como "loucas". Imagino que também algumas pessoas possam identificar isso em si mesmas como mediunidade.

<a href="http://www.youtube.com/v/SgOTaXhbqPQ" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/SgOTaXhbqPQ</a>


Aqui há o mesmo vídeo com opções de legenda:

http://www.ted.com/talks/oliver_sacks_what_hallucination_reveals_about_our_minds.html



Offline Brienne of Tarth

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #506 Online: 12 de Maio de 2016, 11:57:41 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações genéticas e de vivências anteriores. É ali que o cérebro pegaria o atalho para fazer a escolha, baseado em padrões existentes. “Quando interpretamos os fatos, acreditamos que fomos nós que pensamos ou que decidimos aquilo. Quando, de fato, não fomos — ao menos não em nível consciente”.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334301-17773,00-VOCE+NAO+ESTA+NO+COMANDO.html

Você ao menos leu na íntegra o texto que postou? Não notou que ele embasaria a tese de que somos influenciados por nossas vontades, sem nenhuma evidência, como crer em deuses, por exemplo?

Mais, considerou que é um texto de um periódico de entretenimento, e não um peer review?

Vou pedir novamente (embora já saiba o que vai acontecer): por favor, envie um link de um estudo com publicações indexadas e revisão de pares afirmando que as memórias de vidas passadas são armazenadas no hemisfério direito do cérebro.

Grata.
GNOSE


Offline Alquimista

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #508 Online: 12 de Maio de 2016, 14:25:10 »

Em alguns casos, pela misericórdia divina, o cético apresenta o que hoje chamamos "mediunidade"; ou seja, não conseguirá negar aquilo com que convive diariamente, muitas vezes até com grande sofrimento, pois atribui-se às manifestações, algum desequilíbrio mental.
conheci um cético em outro fórum que preferiu iniciar um tratamento psiquiátrico a ter que acreditar que estava vendo espíritos no quarto.
moral da história: " louco sim, crente não! "


Moral da história, segundo Erasmo de Roterdã no seu ''Elogia da loucura'': antes ser louco, do que ser burro.  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Recomendo aos crentes deste tópico (o romântico e o alucinado) lerem o seguinte artigo, mui interessante, chamado Paranormalidade ou Manifestações Psicóticas?

Realmente meus queridos, vcs se equivocam e dão destaque aos próprios enganos.
Não há qualquer pessoa neste universo que deteste a Ciência, mas sim aqueles que, num debate como este, se vêem defrontados por um único argumento: provas científicas..
Interessante que a tese reencarnacionista explica este comportamento cético. Por inúmeras existência, entrando e saindo na vida espiritual, pressentem que existe algo além da matéria,após essa vida. Mas neste embate ciência x fé, em que sempre se postam contra as manifestações do espírito, por razões que já expliquei anteriormente - vítimas do obscurantismo religioso - alcançam o mundo físico com entranhada aversão às religiões não obstante o conhecimento que subjaz nos refolhos da mente.
Talvez estejam se perguntando: e como isto termina?
Simples; o equipamento neuro-cerebral evolui a cada existência e os registros da memória se tornam mais vivos e este antagonismo desaparece.
Em alguns casos, pela misericórdia divina, o cético apresenta o que hoje chamamos "mediunidade"; ou seja, não conseguirá negar aquilo com que convive diariamente, muitas vezes até com grande sofrimento, pois atribui-se às manifestações, algum desequilíbrio mental.

Vejam, meus caros, as colocações tranquilas e esclarecedoras que acrescento a cada post, embora a virulência com que as recebem.
Faz parte... é minha sina. No passado fui destes céticos chatos, igual o Alquimio. Este sim, é dose p'ra leão. :histeria: :histeria:

Spencer, ninguém aguenta mais ficar debatendo ''pontos de vista'', que é só o que tem feito com seus textos tolos e recheados de falácias.
Estamos num fórum cético e sugiro que apresente argumentos sólidos e inteligentes, ao invés de meros ''pontos de vista'', achismos e semântica, ou cale-se para sempre!!! hahahahahahahahaha
Faça um favor aos homens e mulheres sensatos e de boa vontade. 

Ah, o Alquimista, em relação aos crentes chatinhos, não é dose pra leão... É dose pra Mosassauro.  hahahahahahahahahaha
« Última modificação: 12 de Maio de 2016, 14:35:10 por Alquimista »
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #509 Online: 12 de Maio de 2016, 14:47:42 »
Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações genéticas e de vivências anteriores. É ali que o cérebro pegaria o atalho para fazer a escolha, baseado em padrões existentes. “Quando interpretamos os fatos, acreditamos que fomos nós que pensamos ou que decidimos aquilo. Quando, de fato, não fomos — ao menos não em nível consciente”.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334301-17773,00-VOCE+NAO+ESTA+NO+COMANDO.html

Você ao menos leu na íntegra o texto que postou? Não notou que ele embasaria a tese de que somos influenciados por nossas vontades, sem nenhuma evidência, como crer em deuses, por exemplo?
na verdade o autor do texto é o Rafael Tonon comentando sobre os estudos do Gazzaniga, é ele quem afirma que "Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações genéticas e de vivências anteriores. "

li na integra e entendi que o autor do texto baseado nas experiências da laterização  do cérebro feitas por Gazziniga fala sobre o dualismo do ser humano, onde da razão cogita-se a inexistência do livre arbítrio, criando a partir disso, mitos.
Vou pedir novamente (embora já saiba o que vai acontecer): por favor, envie um link de um estudo com publicações indexadas e revisão de pares afirmando que as memórias de vidas passadas são armazenadas no hemisfério direito do cérebro.

Grata.
Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

creio esta havendo um equivoco, postem onde foi que eu argumentei "memórias de vidas passadas"?

mesmo por que se existirem seriam de uma  improvável essência espiritual
« Última modificação: 12 de Maio de 2016, 14:55:28 por Criaturo »
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #510 Online: 12 de Maio de 2016, 14:53:25 »
Esse texto da Galileu está bem ruinzinho.
este texto da autoria do Sr. Rafael Tonon de fato é bem pobre de informação o que induz a erros de interpretação.
creio que achará este mais interessante:

O processador humano é do tipo dual core!



O cérebro dividido revisitado

http://www.methodus.com.br/artigo/257/o-cerebro-dividido-revisitado.html

Nossas habilidades humanas únicas podem ser produzidas por redes neurais minúsculas - e ainda assim nosso cérebro cria a sensacão de que somos integrados e unificados. Como isso é possível?

Revista Scientific American - por Michael S. Gazzaniga

Conceitos-chave

- Quando os hemisférios esquerdo e direito do cérebro não se comunicam, as informações visuais deixam de transitar entre os dois lados. O direito registra a imagem e pode mobilizar uma resposta não verbal a ela, mas é incapaz de falar sobre o que vê; e a mesma coisa ocorre com o tato, olfato e audição.
- Lesões no hemisfério esquerdo são mais prejudiciais à linguagem, mas há uma enorme plasticidade neste caso, além de variação individual.
- Enquanto pesquisadores se empenharam em decifrar como o cérebro atinge seus objetivos e como é organizado, a lateralização, evidenciada por estudos sobre a secção cerebral, levou ao chamado modelo modular.
- Evidências sugerem que em cérebros divididos o hemisfério esquerdo tem experiência consciente diferente do direito.

Há quase 40 anos, escrevi um artigo para a Scientific American sobre estudos inovadores a respeito do cérebro. Três pacientes que sofriam de epilepsia haviam se submetido à cirurgia de secção do corpo caloso - a supervia de neurônios que conecta as duas metades do cérebro. Roger W. Sperry, Joseph E. Bogen, P. J. Vogel e eu pudemos observar o que acontece quando os hemisférios esquerdo e direito são incapazes de se comunicar.

Tornou-se evidente que as informações visuais deixam de transitar entre os dois lados. Quando projetamos uma imagem no campo visual direito - ou seja, para o hemisfério esquerdo, onde as informações do campo direito são processadas - os pacientes conseguem descrever o que vêem. Entretanto, quando a mesma imagem é apresentada ao campo visual esquerdo, eles afirmam não ver coisa alguma. Mas se pedimos que apontem para um objeto similar ao projetado, conseguem fazê-lo sem problemas. O hemisfério direito vê a imagem e, apesar de poder mobilizar uma resposta não-verbal, é incapaz de falar sobre o que vê.

O mesmo acontece com o tato, o olfato e a audição. Além disso, cada metade do cérebro é capaz de controlar os músculos superiores de ambos os braços, porém os músculos responsáveis pelo movimento das mãos são orquestrados apenas pelo hemisfério contralateral. Em outras palavras: o hemisfério direito consegue controlar apenas a mão esquerda, e o esquerdo, a direita. No final, descobrimos que os dois hemisférios controlam aspectos muito diferentes do pensamento e da ação. Cada metade tem sua especialização e, portanto, suas próprias limitações e vantagens. A esquerda é dominante no controle da fala e da linguagem; a direita sobressai em tarefas visuomotoras.

Nas décadas seguintes, a pesquisa sobre a secção do cérebro continuou. Aprendemos mais a respeito das diferenças entre os hemisférios, e conseguimos compreender como se comunicam uma vez separados. Fizemos descobertas sobre a linguagem, os mecanismos da percepção e atenção e a organização cerebral, bem como o sítio potencial de memórias falsas. O mais fascinante é que ampliamos nossa compreensão sobre consciência e evolução. Os estudos originais sobre a secção do cérebro levantaram muitas questões interessantes, incluindo algumas a respeito da capacidade das metades distintas de "conversarem" entre si e sobre o papel desta comunicação no pensamento e na ação. Existem diversas pontes de neurônios, denominadas comissuras, que conectam os hemisférios; o corpo caloso é a maior delas e aquela normalmente seccionada durante cirurgias para epilepsia. Mas, e as muitas outras comissuras menores?

Esta questão foi abordada com estudos sobre o sistema atencional. A atenção envolve diversas estruturas no córtex e no sub-córtex - a porção mais antiga e primitiva de nosso cérebro. Na década de 80, Jeffrey D. Holtzman, da Cornell University Medical College, descobriu que cada hemisfério é capaz de direcionar a atenção espacial não somente para a sua própria esfera sensorial, mas também para certos pontos na esfera sensorial do hemisfério oposto desconectado. Isso sugere que o sistema atencional seja comum aos dois hemisférios - pelo menos no que diz respeito às informações espaciais - e ainda consegue operar através de algumas conexões inter-hemisféricas remanescentes.

O trabalho de Holtzman foi particularmente fascinante por levantar a possibilidade da existência de "recursos" atencionais finitos. Ele postulou que alguns tipos de tarefas utilizam certos recursos cerebrais; quanto mais complexa a tarefa, mais desses recursos são necessários - e maior é a necessidade desta metade do cérebro de solicitar o auxílio do subcórtex ou do outro hemisfério. Em 1982, Holtzman mais uma vez abriu novos caminhos, descobrindo que, de fato, quanto mais arduamente uma metade do cérebro dividido trabalhasse, mais difícil se tornaria para a outra metade realizar outra tarefa simultaneamente.

Steve J. Luck, da University of Iowa, Steven A. Hillyard e colegas da University of California em San Diego e G. Ronald Mangun, atualmente na Duke University School of Medicine, estudaram o que acontece quando uma pessoa examina um campo visual em busca de um padrão ou de um objeto. Descobriram que pacientes com o cérebro dividido apresentam desempenho superior em algumas tarefas de busca visual. Aparentemente, o cérebro intacto inibe os mecanismos de busca que cada um dos hemisférios naturalmente possui.

O hemisfério esquerdo, em particular, pode exercer um forte controle sobre esse tipo de tarefa. Alan Kingstone, da University of British Columbia, descobriu que o lado esquerdo apresenta estratégias de busca "inteligentes", ao contrário do cérebro direito. Em testes nos quais um indivíduo pode deduzir como procurar de forma eficiente um elemento diferente entre uma série de itens similares, o hemisfério esquerdo tem desempenho superior. Assim, aparentemente, o hemisfério esquerdo, mais competente, é capaz de seqüestrar o sistema atencional intacto.

Apesar de este e de outros estudos sugerirem que os hemisférios divididos mantêm alguma comunicação entre si, outras aparentes conexões inter-hemisféricas provaram ser ilusórias. Realizei uma experiência em conjunto com Kingstone que quase nos conduziu a conclusões errôneas. Mostramos duas palavras para um paciente e então pedimos que desenhasse o que havia visto. A palavra "arco" foi mostrada para um dos hemisférios, e a palavra "flecha" para o outro. Para nossa surpresa, o paciente desenhou um arco-e-flecha! Achamos que houvesse integrado as informações internamente em um hemisfério, que então guiara a resposta desenhada. Estávamos enganados. A integração ocorrera no papel, e não no cérebro. Um dos hemisférios havia desenhado seu item - o arco - e então o outro havia assumido o controle da mão, desenhando seu estímulo - a flecha. Descobrimos isso ao usar pares de palavras cuja integração era menos imediata, como "céu" e "arranha". O paciente não fez um edifício, mas desenhou o céu sobre uma raspadeira (em inglês, "arranha" é scraper, ou raspadeira).

Além de auxiliar os neurocientistas na determinação dos sistemas que continuam funcionais e daqueles que são seccionados junto com o corpo caloso, os estudos da comunicação entre os hemisférios levaram a uma importante descoberta sobre as limitações de pesquisas em animais. Durante muitos anos, neurocientistas examinaram o cérebro de macacos e de outros animais, pois acreditava-se que o cérebro deles apresentasse organização e função muito similares, se não idênticas, às nossas.

Essa conjectura pode ser falsa. Apesar de algumas estruturas e funções serem notavelmente similares, existem também muitas diferenças. Por exemplo: quando a comissura anterior, pequena estrutura que se localiza um pouco abaixo do corpo caloso, fica intacta no cérebro dividido, os macacos mantêm a capacidade de transferir informações visuais de um hemisfério para o outro. As pessoas, no entanto, não transferem informações visuais. A mesma estrutura desempenha, portanto, diferentes funções em diferentes espécies.

Mesmo a extrapolação entre seres humanos pode ser perigosa. Uma de nossas primeiras descobertas foi a de que o hemisfério esquerdo processa livremente a linguagem e falar sobre suas experiências. Apesar de não ser tão livre, o direito processa a linguagem até certo ponto. Entre outras habilidades, associa palavras a imagens, soletra e rima, além de separar objetos em categorias. Apesar de nunca termos descoberto nenhuma habilidade para realizar sintaxes sofisticadas naquela metade do cérebro, achávamos que esse conhecimento léxico fosse bastante extenso.

Nossos três casos provaram ser exceções. O hemisfério direito da maioria das pessoas não consegue lidar sequer com os rudimentos mais básicos da linguagem. Isso é consistente com outros dados neurológicos, particularmente aqueles referentes a vítimas de acidentes vasculares cerebrais. Lesões no hemisfério esquerdo são muito mais prejudiciais à função da linguagem que no direito. Todavia, existe grande plasticidade e variação individual. Um paciente, J. W., desenvolveu a capacidade de falar a partir do hemisfério direito - 13 anos após ter se submetido à cirurgia, e consegue às vezes verbalizar informações apresentadas tanto à metade esquerda quanto à metade direita de seu cérebro.

Kathleen B. Baynes, da University of California em Davis, relata outro caso único. Uma paciente canhota falou a partir de seu cérebro esquerdo após uma cirurgia de secção do cérebro - uma descoberta não tão surpreendente por si só. Entretanto, a paciente era capaz de escrever apenas a partir do hemisfério direito, em geral incapaz de falar. Essa dissociação confirma a idéia de que a capacidade de escrita não precisa estar necessariamente associada à capacidade de representação fonológica, ou seja, parece ser um sistema independente, uma invenção da espécie humana, e não precisa fazer parte do sistema de linguagem verbal hereditário.

Módulos cerebrais
Apesar de numerosas exceções, a maior parte das pesquisas sobre a secção do cérebro revelou um nível enorme de lateralização, ou seja, de especialização em cada hemisfério. Enquanto os pesquisadores se empenhavam em compreender como o cérebro atinge seus objetivos e como é organizado, a lateralização revelada pelos estudos sobre a secção do cérebro levou ao chamado modelo modular. Pesquisas nas áreas da ciência cognitiva, inteligência artificial, psicologia evolutiva e neurociência nos direcionaram para a idéia de que o cérebro e a mente são constituídos de unidades discretas, ou módulos. Tais módulos realizam funções específicas, trabalhando em conjunto para suprir as necessidades de processamento de informações da mente.

Nesse sistema, o hemisfério esquerdo mostrou-se bastante dominante em relação a atividades cognitivas importantes, tais como a solução de problemas aparentemente não afetados pela secção do cérebro. É como se o hemisfério esquerdo não precisasse do vasto poder computacional da outra metade para desenvolver atividades complexas. Por outro lado, o hemisfério direito apresenta deficiências graves na solução de problemas complicados.

Joseph E. LeDoux, da New York University, e eu descobrimos esta habilidade do lado esquerdo do cérebro há quase 25 anos. Queríamos saber como esse hemisfério responde aos comportamentos produzidos pelo silencioso direito. Apresentamos a cada hemisfério uma imagem relacionada a uma de quatro imagens posicionadas na frente do paciente com cérebro dividiido. Ambos os hemisférios selecionaram a imagem correta com facilidade. A mão esquerda apontou para a escolha do hemisfério direito, e a direita, para a escolha do esquerdo. Perguntamos então ao hemisfério esquerdo, o único capaz de falar, por que a mão esquerda apontava para o objeto. Ele não sabia, pois a decisão havia sido tomada no hemisfério direito. No entanto, rapidamente criou uma explicação. Chamamos este talento narrativo criativo de mecanismo de interpretação.

Esta fascinante habilidade vem sendo estudada a fim de determinar como a interpretação do hemisfério esquerdo afeta a memória. Elizabeth A. Phelps, atualmente na New York University,Janet Metcalfe, da Columbia University, e Margaret Funnell, do Dartmouth College, descobriram que os dois hemisférios diferem no processamento de novos dados. Quando apresentadas a novas informações, as pessoas geralmente se lembram de muito do que vivenciaram. Quando questionadas, geralmente afirmam lembrar-se de coisas que não fizeram realmente parte da experiência. Quando pacientes que sofreram secção do cérebro são submetidos a testes como esse, o hemisfério esquerdo gera muitos relatórios falsos. Já o direito fornece um relato muito mais verídico.

Essa descoberta pode auxiliar a determinar onde e como as memórias falsas se desenvolvem. Existem diversas hipóteses sobre quando, no ciclo de processamento das informações, essas memórias são formuladas. Alguns pesquisadores sugerem que seja no início; que relatos errôneos sejam codificados no momento em que se dá o evento. Outros acreditam que a memória falsa seja um reflexo de um erro na reconstrução de experiências passadas.

O hemisfério esquerdo exibe certas características que apóiam esta última visão. A especialidade do intérprete do hemisfério esquerdo é desenvolver esquemas como esse. Em seguida, Funnell descobriu que o hemisfério esquerdo possui a capacidade de determinar a fonte de uma memória, com base no contexto ou nos eventos circundantes. O hemisfério esquerdo coloca as experiências em um contexto maior, enquanto o direito lida com os aspectos intuitivos do estímulo.

O mecanismo de interpretação do hemisfério esquerdo pode estar sempre trabalhando, procurando o significado dos acontecimentos. Ele busca constantemente a ordem e a razão, mesmo quando elas não existem - o que faz com que continuamente crie erros. Ele tende a generalizar em excesso, freqüentemente construindo um passado potencial, em vez de um passado verdadeiro.

A perspectiva evolutiva
Os estudos de George L. Wolford, do Dartmouth, contribuíram para reforçar esta hipótese. Em um teste simples, em que é preciso adivinhar se uma luz aparecerá na parte superior ou inferior de uma tela de computador, as pessoas são criativas. O estímulo é manipulado de modo que a luz apareça na parte superior da tela 80% das vezes, mas em seqüência aleatória. Apesar de logo ficar evidente que o botão superior se ilumina mais vezes, as pessoas invariavelmente tentam determinar um padrão ou seqüência - e realmente acreditam que são capazes de fazê-lo. Adotando esta estratégia, acertam apenas 68% das vezes. Se apertassem sempre o botão superior, acertariam 80% das vezes.

Ratos e outros animais apresentam maior propensão a "aprender a maximizar", apertando apenas o botão superior. O hemisfério direito age da mesma maneira: não tenta interpretar a experiência e descobrir um significado mais profundo. Vive apenas no presente - acertando 80% das vezes. O esquerdo, entretanto, quando questionado por que tenta desvendar a seqüência completa, sempre cria uma teoria, não importa quão descabida seja.

A teoria da evolução pode explicar melhor esse fenômeno narrativo. O cérebro humano, como qualquer cérebro, é uma coleção de adaptações neurológicas estabelecidas através da seleção natural. Cada uma dessas adaptações tem sua própria representação - isto é, podem ser lateralizadas para redes ou regiões específicas no cérebro. No reino animal, no entanto, as capacidades geralmente não são lateralizadas. Pelo contrário, tendem a ser encontradas em ambos os hemisférios, em níveis mais ou menos iguais. Apesar de os macacos apresentarem alguns sinais de especialização lateral, estes são raros e inconsistentes.

Por isso, a lateralização vista no cérebro humano aparentava ser uma conquista evolutiva - mecanismos ou habilidades criados em apenas um dos hemisférios. Recentemente topamos com uma incrível dissociação hemisférica que nos força a especular que alguns fenômenos lateralizados podem surgir da perda de uma habilidade em um hemisfério, e não de um ganho. No que deve ter sido uma feroz competição por espaço cortical, o cérebro do primata em evolução teria sofrido grande pressão para adquirir novas faculdades, sem perder as antigas - e a lateralização pode ter sido sua salvação. Uma vez que os dois hemisférios estão conectados, um "jeitinho" para um ajuste com uma região cortical homóloga poderia criar uma nova função, sem perdas para o animal, já que o outro lado permaneceria inalterado.

Paul M. Corballis e Robert Fendrich, do Dartmouth, Robert M. Shapley, da New York University, e eu estudamos a percepção daquilo que chamamos de contornos ilusórios em vários pacientes com cérebro dividido. Trabalhos anteriores haviam sugerido que a visualização dos conhecidos contornos ilusórios estudados pelo falecido Caetano Kanizsa, da Universidade de Trieste, fosse especialidade do hemisfério direito. Nossos exprimentos revelaram que não. Descobrimos que ambos os hemisférios podiam perceber contornos ilusórios, mas que o hemisfério direito era capaz de perceber certos agrupamentos perceptuais que o esquerdo não conseguia. Assim, enquanto os dois hemisférios de uma pessoa com o cérebro dividido conseguem julgar se os retângulos ilusórios são largos ou estreitos quando não existem linhas desenhadas ao redor das figuras, por exemplo, apenas o direito consegue continuar a discernir após o contorno ser feito. Esse arranjo é conhecido como versão amodal do teste.

Nossas habilidades humanas únicas podem muito bem ser produzidas por redes neurais minúsculas e limitadas - e ainda assim nosso cérebro, altamente modular, cria a sensação, em todos nós, de que somos integrados e unificados. Como isso é possível? A resposta pode ser que o hemisfério esquerdo busca explicações sobre o porquê dos eventos. Indo além da simples observação e perguntando por que ocorreram, o cérebro consegue lidar melhor com os eventos, caso se repitam no futuro.

A compreensão dos pontos fortes e fracos de cada hemisfério nos levou a indagar acerca da base da mente, desta organização abrangente. Depois de vários anos de pesquisas fascinantes com cérebros divididos, parece que o hemisfério esquerdo, criativo e interpretativo, tem uma experiência consciente muito diferente daquela do direito, verdadeiro e literal. Apesar de ambos os hemisférios poderem ser vistos como conscientes, a consciência do cérebro esquerdo ultrapassa em muito a do direito. E isso levanta uma outra série de questões que devem nos manter ocupados pelos próximos 30 anos, mais ou menos.

Para conhecer mais

Hemispheric specialization and interhemispheric integration. M. J. Tramo, K. Bayynes, R. Fendrich, G. R. Mangun, E. A. Phelps, P. A. Reuter·Lorenz e M. S. Gazzaniga, em Epilepsy and the corpus callosum. 2' edição. Plenum Press, 1995.
Como a mente funciona. Steven Pinker. Companhia das Letras, 1998.
The mind's pasto Michael S. Gazzaniga. University of California Press, 1998.
The two sides of perception. Richard B. Ivry e Lynn C. Robertson. MIT Press, 1998.
Cerebral specialization and interhemispheric communication: does the corpus callosum enable the human condition? Michael S. Gazzaniga, em Brain, vol. 123, nº 7, págs. 1293-1326, julho de 2000.
The left hemisphere's role in hypothesis formation. George Wolford, Michael Miller e Michael S. Gazzaniga, em Journal of Neuroscience, vol. 20, nº6, RC64, págs. 1-4, 15 de março de 2000.

MICHAELS. GAZZANIGA é professor de neurociência cognitiva e diretor do Center for Cognitive Neuroscience no Dartmouth College. Recebeu o título de doutor no California Institute of Technology, onde, junto com Roger W. Sperry e Joseph E. Bogen, iniciou as pesquisas sobre o cérebro dividido. Desde então, já publicou artigos em várias áreas e é tido como o responsável pelo lançamento do campo da neurociência cognitiva no início da década de 8O.
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #511 Online: 12 de Maio de 2016, 15:04:59 »
Sr. Alquimistico
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Moral da história, segundo Erasmo de Roterdã no seu ''Elogia da loucura'': antes ser louco, do que ser burro.  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

o que tem haver burrice com visões de espíritos ?
mais provável um pouco de cada coisa.
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Offline Spencer

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #512 Online: 13 de Maio de 2016, 00:04:38 »
Engraçado, como fazem um rodízio, e no entanto falam as mesmas coisas.
Que aquilo que foi provado era fraude... as evidências de reencarnação foram refutadas, que Kardec falou bobagens... etc. etc. ad nauseam
Observaram que suas refutações são simples links de internet, leituras paralelas, etc. e que cada um de per si, não apresenta qualquer argumento para debate.

Então,vamos botar os pingos nos i's.
O que vim fazer no fcc?
Entre várias coisas, compreender as verdadeiras razões pelas quais, ante as inúmeras evidências da existência de um criador, alguém, culto e inteligente, não consegue ter essa percepção.
Essas verdadeiras razões nunca foram mencionadas por nenhum cético, exceto, a única: cadê prova científica????
Não percebem que pessoas muito mais cultas e inteligentes creem sem pedir provas?  - Estes, leem nas entrelinhas do livro da natureza a prova de que algo, fora do mundo material criou tudo o que existe. - Consultam sábios e filósofos, sempre arregimentando dados que fortalecem suas crenças. Mas, principalmente, observam com atenção a vida ao derredor.
concluímos que não basta ser culto e inteligente para afirmar ou negar... precisa-se algo mais, e entre estes requisitos está a humildade para compreender que os homens ainda se encontram a enorme distância da verdadeira civilização e da grande ciência. Muito do que é hoje não estará aqui; um devir. cheio de possibilidades.
Por enquanto somos como os parasitas  que sequer sabem que sobrevivem a custa de seu hospedeiro e por vezes o matam, quando não simbiontes.

Constatando que a mesmice já estava aborrecida, vi com curiosidade que meus interlocutores apresentavam comportamento sui generis  quando contrariados ou desafiados. Durante um tempo me deleitei com as várias observações que pude fazer; mas isto igualmente se tornou tedioso. Sempre mostrando-me fleugmático ante as pirraças de alguns, a truculência de outros e chocarrices generalizadas.
Faltam com o respeito sem se darem conta disso.

Para se aprovisionar de uma crença em algo sublime e que esteja fora da matéria é necessário maturidade psicológica e isto não se consegue na escola.
Alguns homens, grisalhos, obesos, cheios de responsabilidades e importância não passam de crianças crescidas devido a essa imaturidade psicológica.
As crianças trazem em si mesmas uma crueldade natural devido ao egoísmo próprio da idade, mas as limitações físicas impedem que essa crueldade chegue a molestar os que com elas convivem.
Mas o mesmo não se dá com o homem crescido, que ocupa alguma posição importante nas empresas, governos, e sociedade em geral. Estes matam, ferem, caluniam, corrompem, em desenfreada ignorância aos direitos do semelhante, sempre se espelhando no comportamento dos seus iguais, que proliferam a seu lado.
De certo modo, o cético que não se esforça, seja na pp convicção, seja na busca de outras verdades, mas que se basta, orgulhosamente ostentando o título de cético, é também, em ponto de menor gravidade como aqueles homens, adultos com mentalidade psicologicamente deficiente. Há que se percorrer um caminho de sangue, suor, lágrimas, e muita reflexão; só então.../
Este caminho, todos percorremos ou percorreremos, sem exceção.
Leiam a fábula do peixinho vermelho. È bem escrita e tem muito material para reflexão.
Bye.
« Última modificação: 13 de Maio de 2016, 00:18:00 por Spencer »

Offline Alquimista

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #513 Online: 13 de Maio de 2016, 01:46:48 »
Ahhhhhhhh, então é isso??? Esse é o questionamentozim que anda te tirando tanto o sono???

Então,vamos botar os pingos nos i's.
O que vim fazer no fcc?
Entre várias coisas, compreender as verdadeiras razões pelas quais, ante as inúmeras evidências da existência de um criador, alguém, culto e inteligente, não consegue ter essa percepção.
Essas verdadeiras razões nunca foram mencionadas por nenhum cético, exceto, a única: cadê prova científica????

Essa é muito fácil!!! Xá cumigu!!!

A simples razão porque EU descreio de qualquer tipo de entidade criadora ou sobrenatural é que nenhuma delas até o momento conseguiu me convencer. Muito simples, não?!
Nenhum credo, seita, religião organizada, deus, enfim, tudo isso aí que podemos enfiar dentro da panelinha religiosa, teve êxito em me convencer, muito pelo contrário. E olha que já li muito, muito e muito texto religioso.

Tá... daí tu me preguntias: por que você está vivo?

Achas que a religião é a única que responde isso? É claro que não. Pois saiba que a Ciência me respondeu todos esses questionamentos. E o melhor, me convenceu. A Ciência sim me convenceu. As respostas por Ela oferecidas me satisfez. Já a religião, não. A meu ver, é tudo bobagem.

Todavia, estou disposto à desafios. Me mostrem um deus que me convença. Isso mesmo, me convençam!!! Até agora só encontrei bobagens xaroporíferas. EU acatei a linguagem científica porque somente ela logrou responder com consistência e coerência as minhas indagações.

Vou dar um exemplo: temos o raio. Existem duas abordagens para explicar esse fenômeno meteorológico, a religiosa e a científica.
Primeiro acharam que o raio era derivado da fúria de um deus, seja Zeus, Thor ou Tupã, não importa. Hodiernamente, todo mundo sabe que é ridículo atribuir ao raio uma causa sobrenatural. Ninguém vai sair falando por aí que o raio é Zeus querendo punir os humanos... hahahahahaha... convenhamos, né?! Isso porque sabemos que houve um cara, um tal de Benjamin Franklin, que, numa experiência científica, arriscando a própria vida, provou definitivamente que o raio nada tem de divino ou sobrenatural. Bom, qual explicação convence mais, pô??? Matéria básica de primeiro grau, né?

Então, pode se entregar tranquilamente nos braços de Hypnos agora, Spencer.
Comigo é porque nenhuma religião e nenhum deus me convenceram de sua veracidade.
Quanto às suas tentativas, saiba que tudo o que falastes até agora EU abomino completamente e coloco tudo numa mesma bobajaiada só.
Tu não me convences, só fracassas... pior ainda após o vexame do... Almeidinha.

Simples, não?!
« Última modificação: 13 de Maio de 2016, 01:50:58 por Alquimista »
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #514 Online: 13 de Maio de 2016, 07:29:20 »

Acho que sofrer de alucinações não constitui necessariamente "loucura", se por esse termo estiver implícito desequilíbrio comportamental. Ou seja, a pessoa pode estar "em sã consciência de suas alucinações".

De fato há algumas condições psiquiátricas/neurológicas que causam alucinações de ver pessoas que não estão lá, dentre outras coisas, sem outros efeitos patológicos.



hipnose tambem não é loucura.
mas, me explique como alguem pode ver algo que não esta lá, é possível ver coisas totalmente inexistentes ?
o cerebro pode criar coisas que nunca tenha visto ?
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Offline Johnny Cash

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #515 Online: 13 de Maio de 2016, 07:40:53 »
Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

creio esta havendo um equivoco, postem onde foi que eu argumentei "memórias de vidas passadas"?

mesmo por que se existirem seriam de uma  improvável essência espiritual

Nope.

Quando você diz "informações de vivências anteriores", você não quer dizer "memória comum regular". Seja honesto, troll.

Offline Johnny Cash

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #516 Online: 13 de Maio de 2016, 07:43:28 »
Entre várias coisas, compreender as verdadeiras razões pelas quais, ante as inúmeras evidências da existência de um criador, alguém, culto e inteligente, não consegue ter essa percepção.
Essas verdadeiras razões nunca foram mencionadas por nenhum cético, exceto, a única: cadê prova científica????

Conforme dito diversas vezes: o que você diz é mentira.

Repeti-la não vai torná-la verdade.

Isso não é uma coisa do tipo a que você faz com fantasmas, que pode se convencer que existem e depois sair escrevendo livros sobre isso e enganando os clientes. Está escrito e registrado aqui, em alguns tópicos.

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #517 Online: 13 de Maio de 2016, 07:58:40 »

Tá... daí tu me preguntias: por que você está vivo?

Achas que a religião é a única que responde isso? É claro que não. Pois saiba que a Ciência me respondeu todos esses questionamentos. E o melhor, me convenceu. A Ciência sim me convenceu. As respostas por Ela oferecidas me satisfez. Já a religião, não. A meu ver, é tudo bobagem.

crente na ciência

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Todavia, estou disposto à desafios. Me mostrem um deus que me convença. Isso mesmo, me convençam!!! Até agora só encontrei bobagens xaroporíferas. EU acatei a linguagem científica porque somente ela logrou responder com consistência e coerência as minhas indagações.

mais crenças




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Vou dar um exemplo: temos o raio. Existem duas abordagens para explicar esse fenômeno meteorológico, a religiosa e a científica.
Primeiro acharam que o raio era derivado da fúria de um deus, seja Zeus, Thor ou Tupã, não importa. Hodiernamente, todo mundo sabe que é ridículo atribuir ao raio uma causa sobrenatural. Ninguém vai sair falando por aí que o raio é Zeus querendo punir os humanos... hahahahahaha... convenhamos, né?! Isso porque sabemos que houve um cara, um tal de Benjamin Franklin, que, numa experiência científica, arriscando a própria vida, provou definitivamente que o raio nada tem de divino ou sobrenatural. Bom, qual explicação convence mais, pô??? Matéria básica de primeiro grau, né?

a ciência limita-se a observar as forças existentes a filosofia a essência da existência


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Então, pode se entregar tranquilamente nos braços de Hypnos agora, Spencer.
Comigo é porque nenhuma religião e nenhum deus me convenceram de sua veracidade.
Quanto às suas tentativas, saiba que tudo o que falastes até agora EU abomino completamente e coloco tudo numa mesma bobajaiada só.
Tu não me convences, só fracassas... pior ainda após o vexame do... Almeidinha.

Simples, não?!

se houvesse duvidas também não haveriam céticos
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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #518 Online: 13 de Maio de 2016, 08:04:04 »
Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

creio esta havendo um equivoco, postem onde foi que eu argumentei "memórias de vidas passadas"?

mesmo por que se existirem seriam de uma  improvável essência espiritual

Nope.

Quando você diz "informações de vivências anteriores", você não quer dizer "memória comum regular". Seja honesto, troll.

rapido para ofender e lento para interpretar, post onde eu disse isso?
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Johnny Cash

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #519 Online: 13 de Maio de 2016, 08:56:41 »
Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

creio esta havendo um equivoco, postem onde foi que eu argumentei "memórias de vidas passadas"?

mesmo por que se existirem seriam de uma  improvável essência espiritual

Nope.

Quando você diz "informações de vivências anteriores", você não quer dizer "memória comum regular". Seja honesto, troll.

rapido para ofender e lento para interpretar, post onde eu disse isso?

Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Deixa de ser troll, cara.

Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #520 Online: 13 de Maio de 2016, 09:53:48 »
Cadê o estudo do Michael Gazzaniga demonstrando a vida passada de alguém como um Rei no hemisfério direito do cérebro?

creio esta havendo um equivoco, postem onde foi que eu argumentei "memórias de vidas passadas"?

mesmo por que se existirem seriam de uma  improvável essência espiritual

Nope.

Quando você diz "informações de vivências anteriores", você não quer dizer "memória comum regular". Seja honesto, troll.

rapido para ofender e lento para interpretar, post onde eu disse isso?

Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações [...] de vivências anteriores.

Deixa de ser troll, cara.

tá difícil pra você , heim?  em consideração a sua burrice vou tentar desenhar o que eu postei:

imagine se pudesse escrever na integra todos seus atos a partir do nascimento,seria muitas teramemórias.
o cérebro não consegue processar tanta informações aos mesmo tempo, então a maior parte da memorias ficam em stand by,
sob hipnose vitimas conseguem lembrar com maior riqueza de detalhes
em algum lugar do cérebro.
memória fisica hemisfério direito

disse apenas que as memorias físicas estão localizadas no hemisfério direito do cérebro

"informações de vivencias anteriores" fica por conta do autor do texto  abaixo Rafael Tonon :

" Essa função ficaria com o hemisfério direito, onde estão gravadas as informações genéticas e de vivências anteriores. É ali que o cérebro pegaria o atalho para fazer a escolha, baseado em padrões existentes. “Quando interpretamos os fatos, acreditamos que fomos nós que pensamos ou que decidimos aquilo. Quando, de fato, não fomos — ao menos não em nível consciente”.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334301-17773,00-VOCE+NAO+ESTA+NO+COMANDO.html
« Última modificação: 13 de Maio de 2016, 10:00:18 por Criaturo »
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Alquimista

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #521 Online: 13 de Maio de 2016, 14:02:22 »
hipnose tambem não é loucura.
mas, me explique como alguem pode ver algo que não esta lá, é possível ver coisas totalmente inexistentes ?
o cerebro pode criar coisas que nunca tenha visto ?

Perfeitamente, tranquilamente, sossegadamente!!!
Um grande hipnólogo já até conseguiu uma hipnose coletiva onde os sujeitos alucinaram e viram OVNIs, o que torna cada vez mais óbvio que essa mesquinharia de visões de espíritos é uma das maiores idiotices que existem.

Conhece o conto ''A roupa nova do Imperador''? A chave está lá. Tem tudo o que você precisa saber. 


crente na ciência

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mais crenças

Nada a ver. Deixa de ser troll, Criatroll.
É facim distorcer os textos dos outros, né? Mas do Alquimista tu não consegues não. Tá lá nas entrelinhas pra todo mundo ler que a Ciência me convenceu justamente porque não é uma crença
Crença é coisinha fajuta, necessidade dos fracos que precisam dela para justificar para si mesmos a burrice de afirmar que coisas impossíveis de existir existem. 

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a ciência limita-se a observar as forças existentes a filosofia a essência da existência

Fala isso para os darwinistas, biólogos, cosmólogos e psicólogos. Eles vão morrem de rir dessas anedotas que, sabe-se lá de onde você as tira. Deve ser de algum livrinho de autoajuda. hahahahahahahaha 

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se houvesse duvidas também não haveriam céticos

O quê??? Cumu é??? Hã???

hahahahahahahaha
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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #522 Online: 13 de Maio de 2016, 14:58:53 »
hipnose tambem não é loucura.
mas, me explique como alguem pode ver algo que não esta lá, é possível ver coisas totalmente inexistentes ?
o cerebro pode criar coisas que nunca tenha visto ?

Perfeitamente, tranquilamente, sossegadamente!!!
Um grande hipnólogo já até conseguiu uma hipnose coletiva onde os sujeitos alucinaram e viram OVNIs, o que torna cada vez mais óbvio que essa mesquinharia de visões de espíritos é uma das maiores idiotices que existem.

Conhece o conto ''A roupa nova do Imperador''? A chave está lá. Tem tudo o que você precisa saber. 


você conhece interpretação  de algo que seja totalmente inexistente?
tente hipnotizar um cego de nascença para que ele descreva imagens, cores e luz! e os seus OVNIS!  :alien:


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Nada a ver. Deixa de ser troll, Criatroll.
É facim distorcer os textos dos outros, né? Mas do Alquimista tu não consegues não. Tá lá nas entrelinhas pra todo mundo ler que a Ciência me convenceu justamente porque não é uma crença
Crença é coisinha fajuta, necessidade dos fracos que precisam dela para justificar para si mesmos a burrice de afirmar que coisas impossíveis de existir existem. 

Sr. Alquimistico
se crê que a ciência é capaz de te esclarecer porque se encontra aqui neste planeta com vida  , és  um simplório crente da ciência!

a ciência limita-se a observar as forças existentes a filosofia a essência da existência
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Fala isso para os darwinistas, biólogos, cosmólogos e psicólogos. Eles vão morrem de rir dessas anedotas que, sabe-se lá de onde você as tira. Deve ser de algum livrinho de autoajuda. hahahahahahahaha

A ciência humana esta a comprovar atuação de forças ja existentes, chamo isso de lógica Divina.

Darwinismo é o estudo do divinismo :hihi:

« Última modificação: 13 de Maio de 2016, 15:00:55 por Criaturo »
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Offline Alquimista

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #523 Online: 13 de Maio de 2016, 15:35:47 »
Compensa responder tamanhas desinformações??? Compensa???

Melhor naum. Xá pra lá.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (Brincando! É divertido divertir com o Criatroll)

você conhece interpretação  de algo que seja totalmente inexistente?
tente hipnotizar um cego de nascença para que ele descreva imagens, cores e luz! e os seus OVNIS!  :alien:

Perfeitamente possível. Sem problemas.

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Sr. Alquimistico
se crê que a ciência é capaz de te esclarecer porque se encontra aqui neste planeta com vida  , és  um simplório crente da ciência!

Putz!!! A você não esclareceu não??? Nem sabe porque está aqui, CriaFuro??? Lamento... hahahahahahahahaha 

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A ciência humana esta a comprovar atuação de forças ja existentes, chamo isso de lógica Divina.

Darwinismo é o estudo do divinismo :hihi:

Lógica DiBovina...  hahahahahahahahaha
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Offline Criaturo

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Re:Crer ou não crer, eis a questão
« Resposta #524 Online: 13 de Maio de 2016, 19:21:13 »

você conhece interpretação  de algo que seja totalmente inexistente?
tente hipnotizar um cego de nascença para que ele descreva imagens, cores e luz! e os seus OVNIS! 
Perfeitamente possível. Sem problemas.


prove

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Putz!!! A você não esclareceu não??? Nem sabe porque está aqui, CriaFuro??? Lamento... hahahahahahahahaha 

e não sei mesmo! quando dei por mim ja estava aqui!
E se voce tivesse sido criado por uma mula , cá estaria relinchando e dando coices.

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