Autor Tópico: Os heróis do capitalismo  (Lida 4176 vezes)

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Offline Ricardo RCB.

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #25 Online: 03 de Março de 2008, 16:00:49 »
QUANTO AO QUIZ, QUALQUER QUE SEJA SUA RESPOSTA NO QUIZ, O RESULTADO VAI SEMPRE RESPONDER A MESMA COISA..
PREFIRO NAO ME ATER EM REVISTAS DESTINADAS AO GRANDE PUBLICO E ESTUDAR POLITICA E ECONOMIA NA BIBLIOTECA.

dica : desligue o caps lock.
“The only place where success comes before work is in the dictionary.”

Donald Kendall

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #26 Online: 03 de Março de 2008, 16:04:44 »

Offline Só sei que nada sei

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #27 Online: 03 de Março de 2008, 16:33:59 »
eu estava trabalhando e o programa que estava usando me exigia o caps lock :ok:
hehe
nao quis impressionar..
descurpe
Por um mundo sem religiões!!!

Por um mundo de tolerancia etnica e cultural!

Por um mundo, ao menos, racionalista!

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #28 Online: 07 de Março de 2008, 18:35:13 »

Arcanjo, acho que está me confundindo:

- eu não estou 'defendendo o comunismo', vc fez uma crítica leviana a melhorias na URSS, mas eu defendi a social-democracia
- estou criticando a postura de quem só vê um lado das coisas, dos que deram certo e dizendo que ainda que são heróis
- para mim herói em última instância seria o motorista de ônibus que junta dinheiro para pagar a geladeira nas casas Bahia.
- A China é um exemplo de quem conseguiu sair do feudalismo para o mundo moderno em um século. Mesmo não aprovando muita coisa que acontece na China, é um fato.
- E antes de falar mal da URSS melhor lembrar que foi quem deu o golpe certeiro no nazismo, que se não estávamos até hoje falando em alemão (isso quem sobrasse vivo).
--
Si hemos de salvar o no,
de esto naides nos responde;
derecho ande el sol se esconde
tierra adentro hay que tirar;
algun día hemos de llegar...
despues sabremos a dónde.

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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #29 Online: 07 de Março de 2008, 19:16:15 »
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- eu não estou 'defendendo o comunismo', vc fez uma crítica leviana a melhorias na URSS, mas eu defendi a social-democracia

Não  me leve a mal, mas sou do tempo em que a URSS ainda era um país fechado e o dinheiro dela só valia dentro de suas próprias fronteiras. Lembro que tudo lá era racionado e da longa fila que se formou quando abriram um McDonald´s por lá...

Melhoria na URSS só aconteceu depois que abriram as portas ao capital estrangeiro, antes disso o cara tinha direito a uma barra de sabão a cada três meses, então não vejo sistema melhor que o capitalista,  seja lá que nome coloquem no outro sistema.

Citar
estou criticando a postura de quem só vê um lado das coisas, dos que deram certo e dizendo que ainda que são heróis

Pelo que entendi vc acha que só vemos o lado bom do capitalismo e ignoramos que tb existe corrupção e miséria. Só que  vc tb  não pode levar em consideração só o que divulgam de bom sobre os outros sistemas, será mesmo que  em países onde   existe um sistema diferente não existe corrupção ou miséria?


Por que será que  as maiores ditaduras que existiram no mundo começaram em países socialistas? Não tem nada de errado nisso?


Citar
A China é um exemplo de quem conseguiu sair do feudalismo para o mundo moderno em um século. Mesmo não aprovando muita coisa que acontece na China, é um fato.

A China só saiu do feudalismo porque de uns anos para cá passou a aceitar investimentos estrangeiros , antes era um país mais atrasado que o Brasil e o que não faltava era notícia de genocidios e multidões que morreram de fome no governo Mao.

Fome tb existe no capitalismo, mas  vc já viu racionamento por aqui?

Estou errado?

Citar
E antes de falar mal da URSS melhor lembrar que foi quem deu o golpe certeiro no nazismo, que se não estávamos até hoje falando em alemão (isso quem sobrasse vivo).


A Segunda Guerra começou porque o Stalin assinou um pacto de não agressão com Hitler e foi isso que permitiu que ele invadisse a Polônia sem medo  de represália.

A URSS  só entrou em guerra contra Hitler DEPOIS de ter suas fronteiras invadidas, lembra?

E não se esqueça que foram os Americanos  e a eficiência de sua indústria que contribuiram com a maior parte das aeronaves , navios e veículos usados contra os nazistas.

 Uma certa empresa russa produzia  somente TRÊS aeronaves por mês enquanto a Republic  produzia dezenas de P47 no mesmo tempo.

A propósito, a maior parte das baixas alemãs na URSS foi causada pelo clima de inverno...
« Última modificação: 07 de Março de 2008, 19:20:14 por Arcanjo Lúcifer »

Offline FZapp

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #30 Online: 08 de Março de 2008, 12:39:50 »
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Por que será que  as maiores ditaduras que existiram no mundo começaram em países socialistas? Não tem nada de errado nisso?

Olha, Arcanjo Lúcifer, o Rhyan tudo bem que é jovem, mas você estava bem vivo quando tinha ditadura de direita aqui mesmo, assim como no lingíquo país onde nasci.

Então vc não tem nem a desculpa de ser jovem, hehehe....

Como assim que as maiores ditaduras começaram em países socialistas ? Aliás, vc diria que Noruega é uma monarquia ou um país socialista ? Eu diria que é as duas coisas.

E, novamente, não estou defendendo o comunismo. Se defendo algum governo de esquerda, seria uma social-democracia.
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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #31 Online: 08 de Março de 2008, 12:49:28 »

E não se esqueça que foram os Americanos  e a eficiência de sua indústria que contribuiram com a maior parte das aeronaves , navios e veículos usados contra os nazistas.

Cheque suas referências. Aliás, pelo número de mortos e de batalhas vc pode ver como isso é enganoso; os aliados conseguiram furar o bloqueio a partir da avançada russa.

Como se chama o fusil usado até hoje até em guerrilha? AK-47 ? K é de Kherningham ou de Kalishnikov ? Ah, tá bom ...

Quer dizer que a culpa da guerra foi Stálin ? geralmente vc entra numa guerra quando invadido. EUA entrou na guerra com Pearl Harbor, lembra ? É sempre assim, não sei o que quer provar com isso.

Mas se a URSS não tivesse vencido na sua frente, o dia D não ia servir para a conquista da França, é um fato. Não porque russos sejam geniais estretegas , se defenderam bem e tinham o maior contingente da época. O que eu quis dizer é que se converteram numa 'ameaça' a partir da queda do nazismo, daí pasaram a ser o cuco dos EUA.

Depois foram os vietcongs.
Depois os russos pós-perestroika.
Agora os árabes.

O seu desprezo a URESS foi 'programado' pela propaganda americana.

Se estivéssemos do outro lado da cortina de ferro, provavelmente seus argumentos seriam contrários (e vice-versa). Como estamos num foro de ceticismo, é quase a minha obrigação o lembrar disso. E aliás é isso que originou a minha crítica a essa postura ultra-positivista em ver milionários como herís do capitalismo.
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #32 Online: 08 de Março de 2008, 12:57:37 »
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Olha, Arcanjo Lúcifer, o Rhyan tudo bem que é jovem, mas você estava bem vivo quando tinha ditadura de direita aqui mesmo, assim como no lingíquo país onde nasci.

Houve uma intervenção militar porque existiam grupos armados atuando aqui dentro, ANTES  dos militares tomarem uma atitude.

Por coincidencia, os integrantes desses grupos são os mesmo que estão afundados em todo tipo de  corrupção governamental hoje.


Não acho que  se pode chamar de ditadura o que aconteceu no Brasil onde  apagaram não mais que 400 vagabundos de guerrilha.

Citar
Como assim que as maiores ditaduras começaram em países socialistas ? Aliás, vc diria que Noruega é uma monarquia ou um país socialista ? Eu diria que é as duas coisas.

Sabe quanta gente morreu lá na China na época do Mao?

Quantos a "ditadura" brasileira matou?

E quanto a Noruega, toda regra  tem uma excessão... o que não apaga da história o monte de gente que mataram  em vários países socialistas que viraram ditaduras.

Citar
E, novamente, não estou defendendo o comunismo. Se defendo algum governo de esquerda, seria uma social-democracia.


Me fale de um país em que tenha dado certo, sem racionamento ou algum reizinho querendo governar sem eleição.

« Última modificação: 08 de Março de 2008, 13:19:32 por Arcanjo Lúcifer »

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #33 Online: 08 de Março de 2008, 13:16:43 »
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Cheque suas referências. Aliás, pelo número de mortos e de batalhas vc pode ver como isso é enganoso; os aliados conseguiram furar o bloqueio a partir da avançada russa.


É mesmo? E a invasão da Normandia em 06/06/1944 teve participação dos Russos?

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Como se chama o fusil usado até hoje até em guerrilha? AK-47 ? K é de Kherningham ou de Kalishnikov ? Ah, tá bom ...

Esse fuzil só começou a ser produzido em massa APÓS a guerra.

Citar
Quer dizer que a culpa da guerra foi Stálin ? geralmente vc entra numa guerra quando invadido. EUA entrou na guerra com Pearl Harbor, lembra ? É sempre assim, não sei o que quer provar com isso.



Quero dizer que se não tivesse assinado um pacto com Hitler, ele pensaria melhor antes de começar algo.

Ele invadiu a Polônia porque sabia que não sofreria represália por parte dos Russos.

E se Hitler não tivesse invadido a Russia, com certeza Stalin estaria do lado do Hitler até o fim.

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Mas se a URSS não tivesse vencido na sua frente, o dia D não ia servir para a conquista da França,


Quando os aliados invadiram a França, os Russos estavam bem longe de lá.

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Depois foram os vietcongs.
Depois os russos pós-perestroika.
Agora os árabes.

O seu desprezo a URESS foi 'programado' pela propaganda americana.

Se estivéssemos do outro lado da cortina de ferro, provavelmente seus argumentos seriam contrários (e vice-versa). Como estamos num foro de ceticismo, é quase a minha obrigação o lembrar disso. E aliás é isso que originou a minha crítica a essa postura ultra-positivista em ver milionários como herís do capitalismo.


Não sei como meus argumentos  sriam contrários se eu vivesse sob eterno racionamento e impedido de sair do país por um muro  vigiado por guardas armados.

Reparou que  a saída  da URSS era proibída, da Alemanha Oriental era proíbida, de Cuba é proíbida e vc ainda acha que  o Brasil tinha uma ditadura?

Nunca te passou pela cabeça questionar por qual  motivo esses países eram cercados por muros e minas terrestres e o pessoal saia de lá fugindo  sob o risco de ser fuzilado?

Ou será que o relato de gente que saiu de lá dessa forma é tudo mentira de americanos?

Nunca te passou pela cabeça  questionar por que alguém fugia da URSS , da Alemanha ou de Cuba  deixando para trás familia e bens materiais que conseguiu durante a vida toda?

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #34 Online: 08 de Março de 2008, 13:29:41 »
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Cheque suas referências. Aliás, pelo número de mortos e de batalhas vc pode ver como isso é enganoso; os aliados conseguiram furar o bloqueio a partir da avançada russa.

Como se chama o fusil usado até hoje até em guerrilha? AK-47 ? K é de Kherningham ou de Kalishnikov ? Ah, tá bom ...

http://www.natalpress.com/index.php?Fa=aut.inf_mat&MAT_ID=3408&AUT_ID=17

""...Semana que passou escrevi um artigo sobre a violência. Nele eu falava sobre o AK-47. O AK vem de Avtomatni Kalashnikova (Automática de Kalashinikov) e o 47 tem a ver com o ano (1947) em que a arma, desenhada por Mikhail Kalashnikov, ganhou uma competição de design de armas para o exercito vermelho. ""


O tal AK-47 foi inventado e começou a ser produzido apenas após a guerra que acabou em 1945.


http://www.cacb.org.br/Revista/Site/bibliotecanto.htm


"... Esse objeto do desejo (de atiradores e amantes de armas em todo mundo) é o fuzil de assalto AK47 (automatov kalashinikov 1947).
Mikail Kalachinikov, oficial do exército vermelho e projetista de armas, criador do instrumento fatal que leva seu nome como marca...""


 Os Russos não poderiam ter ganho uma guerra com um fuzil que só foi inventado dois anos após o fim dela.

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #35 Online: 08 de Março de 2008, 13:30:06 »
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Olha, Arcanjo Lúcifer, o Rhyan tudo bem que é jovem, mas você estava bem vivo quando tinha ditadura de direita aqui mesmo, assim como no lingíquo país onde nasci.

Houve uma intervenção militar porque existiam grupos armados atuando aqui dentro, ANTES  dos militares tomarem uma atitude.

Por coincidencia, os integrantes desses grupos são os mesmo que estão afundados em todo tipo de  corrupção governamental hoje.

Não acho que  se pode chamar de ditadura o que aconteceu no Brasil onde  apagaram não mais que 400 vagabundos de guerrilha.

Bom, primeiro teriamos que saber a qual ditadura está se referindo, se à varguista, se a de pós-Jango ou qual. Estamos falando de um intervalo de mais de 40 anos, então fica dicífil.
E se houve uma ditadura de 40 anos para terminar com 400 vagabundos... que militarzinhos ineficientes são esses !

Por outro lado, não pode simplesmente catalogar de vagabundos a todos os que eram contra o regime, como Vladimir Herzog, por exemplo.
Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.
E por outro ainda, no governo Collor e FHC também havia corrupção. Cada vez menor porque os controles ao estado melhoraram ao longo do tempo, triunfo aliás da sociedade, independente do governo (incluído este).

E por outro mais importante, na ditadura a roubalheira era maior aliás. O caso é que não havia uma coisa chamava LIBERDADE DE IMPRENSA. Sabemos que foi maior pelo tamanho do rombo (que aliás terminou faz pouco tempo, com o pagamento da dívida externa), mas sabemos dos casos mais gritantes como PauliPetro e coisas assim.

E por outro mais mais ainda, quem está no poder é parte de um partido de esquerda, que não tem representação nem mesmo dentro do PT, apenas um barbudo carismático. O PT flrteou com Maquiavel e perdeu.

E ainda com outros do PMDB (que eram do PFL quando o PFL era governo com FHC). Para começar Romero Jucá, hoje líder do governo no senado... e foi líder do governo no senado com FHC !

Agora, se quiser ficar nessa posição simplista de culpar o barbudo (como era posição simplista culpar FHC de tudo), esteja à vontade.


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Como assim que as maiores ditaduras começaram em países socialistas ? Aliás, vc diria que Noruega é uma monarquia ou um país socialista ? Eu diria que é as duas coisas.

Vc citou a China, sabe quanta gente morreu lá na época do Mao?

Quantos a "ditadura" brasileira matou?



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E quanto a Noruega, toda regra  tem uma excessão... o que apaga da história o monte de gente que mataram  em vários países socialistas que viraram ditaduras.

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E, novamente, não estou defendendo o comunismo. Se defendo algum governo de esquerda, seria uma social-democracia.

O que vc não entendeu é que mataram por ser ditaduras (como aqui), não por ser comunistas. Me parece que está confuncindo comunismo com socialismo, ou não ?

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A Itália; a França... não entendi
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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #36 Online: 08 de Março de 2008, 13:40:19 »
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Bom, primeiro teriamos que saber a qual ditadura está se referindo, se à varguista, se a de pós-Jango ou qual. Estamos falando de um intervalo de mais de 40 anos, então fica dicífil.

Vargas mandou fuzilar alguém no paredão?

Então não se pode chamar o governo dele de "ditadura".

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Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.

Tem provas disso?

Citar
E por outro ainda, no governo Collor e FHC também havia corrupção. Cada vez menor porque os controles ao estado melhoraram ao longo do tempo, triunfo aliás da sociedade, independente do governo (incluído este).


Collor e FHC eram trombadinhas perto do governo atual, ou será que vc está tão mal informado?

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E por outro mais importante, na ditadura a roubalheira era maior aliás. O caso é que não havia uma coisa chamava LIBERDADE DE IMPRENSA. Sabemos que foi maior pelo tamanho do rombo (que aliás terminou faz pouco tempo, com o pagamento da dívida externa), mas sabemos dos casos mais gritantes como PauliPetro e coisas assim.

Liberdade de imprensa...não foi o PT que tentou implantar uma lei logo no primeiro mandato do Lullalá que  acabava com isso? Chegava até a ameaçar jornalistas com demissão e o Lullalá tentou até   expulsar do país um jornalista americano ..ou vc tb nunca soube disso?

Citar
Agora, se quiser ficar nessa posição simplista de culpar o barbudo (como era posição simplista culpar FHC de tudo), esteja à vontade.


Quem vive falando de FHC é o Lullalá e simplista é achar que governo esquerdista não é corrupto tb.

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #37 Online: 08 de Março de 2008, 14:36:27 »
Na época de Vargas havia liberdade de imprensa ? Vários partidos ? Podia se fazer oposição ao governo ? Não. E foi um golpe de estado. Então, era uma ditadura.

Bom, a menos que queira começar a reescrever a Historia.

Se Collor e FHC eram ou não 'trombadinhas' isso é um juízo de valor.

Lula não foi votado entre outras coisas pela corrupção do governo FHC w Ou onde você estava se escondendo nestes anos, que não lembra disso.

No caso foi um fiasco (anunciado, aliás). Mas é inegável que corrupção existia, como aliás em qualquer governo, inclusive naqueles onde você não pode falar disso.

Mas enfim, durma na sua nuvem 'capitalista' pró-americana e seja feliz.

Você está parecendo o Adriano, mas ao invés de vender conscienciologia está invadido de propaganda pró-EUA.

Enfim, não vou ficar aqui ensinando Historia a um cafra da minha idade, fica feio...
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #38 Online: 08 de Março de 2008, 15:03:46 »
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Na época de Vargas havia liberdade de imprensa ? Vários partidos ? Podia se fazer oposição ao governo ? Não. E foi um golpe de estado. Então, era uma ditadura.


Em se falando da esquerda, quantos partidos existem em Cuba, na Venezuela, ou existiam na URSS?

Democracia esquerdista tb é isso aí... um único partido, com um único candidato .

E viva la revolucion!

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Se Collor e FHC eram ou não 'trombadinhas' isso é um juízo de valor.


Não tem juizo de valor em um caso assim, o cara é ladrão ou não é, é hétero ou não é...certas coisa não tem meio termo porque não existe meio ladrão e meio gay.

A propósito, o PT ajudou a depor o Collor e hoje ele é aliado politico do Lulla, junto com o Maluf a quem o PT passou os últimos 25 anos chamando de corrupto...

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Lula não foi votado entre outras coisas pela corrupção do governo FHC w Ou onde você estava se escondendo nestes anos, que não lembra disso.

Lullalá foi votado pelo baixo nível de cultura do brasileiro que elege qualquer artista de tv ou jogador de futebol para ocupar um cargo público.

Qualquer idiota que coloque o focinho numa tela de tv acaba recebendo voto.


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No caso foi um fiasco (anunciado, aliás). Mas é inegável que corrupção existia, como aliás em qualquer governo, inclusive naqueles onde você não pode falar disso.

Então concordamos que até governo de esquerda tem o pé na merda e por falar em censura,o que vc achou do Lulla tentar expulsar um jornalista americano sem tem  base jurídica para tal? :hihi:

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Mas enfim, durma na sua nuvem 'capitalista' pró-americana e seja feliz.


E continue dormindo em sua nuvem  socialista onde um mundo perfeito será implantado  do nada e todo mundo viverá feliz para sempre longe da corrupção governamental já que todo esquerdista é extremamente honesto.

Veja por exemplo o desapego material que alguns deles demonstram  quando se fala em  usar o próprio patrimonio pessoal conseguido no mundo capitalista para ajudar os menos favorecidos por essa sociedade exploradora em que eles ganham muita grana....
 :hihi:

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Enfim, não vou ficar aqui ensinando Historia a um cafra da minha idade, fica feio...

Não está ensinando, acabei de provar a vc que o AK47 só existiu após a guerra...

E procure saber por qual motivo fugiam da URSS, o mundo maravilhoso dos esquerdistas..quem sabe vc aprenda alguma coisa e quando te falarem que lá tudo é perfeito vc não acreditará em conto de fadas .



Offline Rodion

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #39 Online: 08 de Março de 2008, 16:39:28 »
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Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.
hein?
"Notai, vós homens de ação orgulhosos, não sois senão os instrumentos inconscientes dos homens de pensamento, que na quietude humilde traçaram freqüentemente vossos planos de ação mais definidos." heinrich heine

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #40 Online: 08 de Março de 2008, 16:49:35 »
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Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.
hein?


O JCatino disse que a ditadura militar brasileira não matou só 400 vagabundos e que na verdade foram 120.000 (!) guerrilheiro mortos na ditadura.

Perguntei onde ele arrumou esses números e fiquei sem resposta...



Offline FZapp

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #41 Online: 09 de Março de 2008, 10:00:31 »
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Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.
hein?


O JCatino disse que a ditadura militar brasileira não matou só 400 vagabundos e que na verdade foram 120.000 (!) guerrilheiro mortos na ditadura.

Perguntei onde ele arrumou esses números e fiquei sem resposta...





Estamos falando de coisas diferentes. Para você a ditadura no Brasil só 'matou 400 vagabundos'.

Mas você está esquecendo que houve 5 Atos Institucionais, cada um com seu conjutno de exilados, presos, atividades ilegais, etc.

E principalmente porque você está contando os mortos ou desaparecidos. Mas eu estou me referindo à estimativa de pessoas exiladas, perseguidas (que eram membros de sindicatos, associações gremiais ou de bairro, movimentos no campos, etc), além das universisdades fechadas (como a de Brasília) e das pessoas que se exilaram nessa época por motivos políticos (ou de profissão como no caso do jornalismo).

E a discussão começou quando você disse que ditadura só a esquerda, assim como Ryhan. Eu não sei como, mas vc apagou parte de sua memória ou para você não houve ditadura no Brasil !
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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #42 Online: 09 de Março de 2008, 10:22:58 »
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Na época de Vargas havia liberdade de imprensa ? Vários partidos ? Podia se fazer oposição ao governo ? Não. E foi um golpe de estado. Então, era uma ditadura.


Em se falando da esquerda, quantos partidos existem em Cuba, na Venezuela, ou existiam na URSS?

Democracia esquerdista tb é isso aí... um único partido, com um único candidato .

E viva la revolucion!


AL, novamente perdeu o fio da meada.

Eu nunca disse que , por exemplo, na URSS não havia uma ditadura. Claro que havia.

Você disse que ditaduras começam na esquerda, e eu lhe apontei esse dramático erro histórico, onde está inclusive negando fatos históricos do seu país de nascimento (que não é o meu).

Para você a era Vargas não foi uma ditadura porque não perseguiu ninguém.

Eu lhe apontei outras caracterísitcas de uma ditadura: a impossibilidade de fazer oposição, a mordaça na imprensa.

Eu não vou responder de novo se não ler o que escrevemos antes.



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Se Collor e FHC eram ou não 'trombadinhas' isso é um juízo de valor.


Não tem juizo de valor em um caso assim, o cara é ladrão ou não é, é hétero ou não é...certas coisa não tem meio termo porque não existe meio ladrão e meio gay.

A propósito, o PT ajudou a depor o Collor e hoje ele é aliado politico do Lulla, junto com o Maluf a quem o PT passou os últimos 25 anos chamando de corrupto...

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Lula não foi votado entre outras coisas pela corrupção do governo FHC w Ou onde você estava se escondendo nestes anos, que não lembra disso.


De novo está confundindo tudo! Estou lhe apontando seu juízo de valor! Se Collor era ladrão ou não, porquê para você Collor é 'trombadinha' perto de Lula ?

Citação de: Arcanjo Lúcifer
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No caso foi um fiasco (anunciado, aliás). Mas é inegável que corrupção existia, como aliás em qualquer governo, inclusive naqueles onde você não pode falar disso.

Então concordamos que até governo de esquerda tem o pé na merda e por falar em censura,o que vc achou do Lulla tentar expulsar um jornalista americano sem tem  base jurídica para tal? :hihi:

Eu não estou defendendo o governo Lula. Estou dizendo que ele não inventou a corrupção no Brasil. Ele foi votado para manter e acelerar o crescimento, evitando a corrupção do Estado. Nesse sentidoque foi um fiasco.

Citação de: Arcanjo Lúcifer
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Mas enfim, durma na sua nuvem 'capitalista' pró-americana e seja feliz.


E continue dormindo em sua nuvem  socialista onde um mundo perfeito será implantado  do nada e todo mundo viverá feliz para sempre longe da corrupção governamental já que todo esquerdista é extremamente honesto.

Veja por exemplo o desapego material que alguns deles demonstram  quando se fala em  usar o próprio patrimonio pessoal conseguido no mundo capitalista para ajudar os menos favorecidos por essa sociedade exploradora em que eles ganham muita grana....
 :hihi:

Você continua fazendo uma dicotomia comunista vs capitalista, que aliém de não existir mais, desorienta. Eu estou defendendo o capitalismo que há no Brasil, social-democrata.

Como foi com FHC e como é com Lula. Aliás, mérito da sociedade brasileira. Apesar dos erros dos dois, olhe para os lados na A Lat e verá que o Brasil tem o governo menos problemático politicamente falando (com exceção do Chile, que tem uma historia beeeem diferente, e que em todo caso após uma ditadura, adotou a democracia e governa um partido social-democrata).



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Enfim, não vou ficar aqui ensinando Historia a um cafra da minha idade, fica feio...

Não está ensinando, acabei de provar a vc que o AK47 só existiu após a guerra...

E procure saber por qual motivo fugiam da URSS, o mundo maravilhoso dos esquerdistas..quem sabe vc aprenda alguma coisa e quando te falarem que lá tudo é perfeito vc não acreditará em conto de fadas .





Nooooovamente... cara, releia as mensagens antes de responder com a bile ! Eu não disse que o AK-47 foi usado na 2da Guerra, afinal ele se chama 47, não é mesmo ? Dããããã ! :)

Você valorizou o poderio bélico dos aliados ocidentais. Eu expliquei que, além de ter uma pesquisa bélica boa (resultado disso foi que a AK-47 tenha sido largamente utilizada), a URSS tinha um contingente maior de tropas.

Se falar em armas, vários bons exemplos estavam do lado alemão, começando pela cobiçada Lüger, e continuando por aquele tanque que era mais bem um trator, o Panzer.

Enfim, se responder de novo com a bile, converse com o seu espelho primeiro. Cansei de ficar explicando o que houve 10 tópicos atrás para obrigar vc a ler...

URSS não foi o mundo maravilhoso dos esquerdistas. Sempre fui de esquerda, e sempre abominei o que foi feito na URSS. E não estou sozinho.
« Última modificação: 09 de Março de 2008, 10:27:15 por JCatino »
--
Si hemos de salvar o no,
de esto naides nos responde;
derecho ande el sol se esconde
tierra adentro hay que tirar;
algun día hemos de llegar...
despues sabremos a dónde.

"Why do you necessarily have to be wrong just because a few million people think you are?" Frank Zappa

Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Os heróis do capitalismo
« Resposta #43 Online: 09 de Março de 2008, 13:30:42 »
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E se houve uma ditadura de 40 anos para terminar com 400 vagabundos... que militarzinhos ineficientes são esses !

Por outro lado, não pode simplesmente catalogar de vagabundos a todos os que eram contra o regime, como Vladimir Herzog, por exemplo.
Por outro ainda, está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000.

"...40 anos para terminar com 400 vagabundos..."   "...está mal informado, não foram 400. Foram perto de 120 000..."

"Terminar com 400 vagabundos" dá a entender quie foram eliminados de forma definitiva.

Se não é o caso, gostaria das estatisticas e fontes confirmando que houve 120.000 pessoas perseguidas e quero saber como é que  diferenciam quem fugiu do Brasil com nome falso como Dirceu fez e quem desapareceu mesmo.

As estatisticas mostram isso ou enfiaram todo mundo no mesmo bolo?

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E a discussão começou quando você disse que ditadura só a esquerda
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Disse que as maiores ditaduras foram as da esquerda, basta vc ver  quantos foram fuzilados só em Cuba.


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Nooooovamente... cara, releia as mensagens antes de responder com a bile ! Eu não disse que o AK-47 foi usado na 2da Guerra, afinal ele se chama 47, não é mesmo ? Dããããã !


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Cheque suas referências. Aliás, pelo número de mortos e de batalhas vc pode ver como isso é enganoso; os aliados conseguiram furar o bloqueio a partir da avançada russa.

Como se chama o fusil usado até hoje até em guerrilha? AK-47 ? K é de Kherningham ou de Kalishnikov ? Ah, tá bom ...

Então se expresse melhor, esse trecho dá a entender que foi usado no avanço russo.

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Como foi com FHC e como é com Lula. Aliás, mérito da sociedade brasileira. Apesar dos erros dos dois, olhe para os lados na A Lat e verá que o Brasil tem o governo menos problemático politicamente falando

Menos problemático em que sentido , se o PT se relaciona com Farcs e movimentos de guerrilha do mesmo modo que os outros da AL?

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Você disse que ditaduras começam na esquerda, e eu lhe apontei esse dramático erro histórico, onde está inclusive negando fatos históricos do seu país de nascimento (que não é o meu).

Eu disse que AS MAIORES DITADURAS FORAM AS DA ESQUERDA e tb já disse que não considero o governo militar que existiu aqui como uma "ditadura".

Não existiram campos de trabalho forçado como na URSS e em Cuba, existiram?

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Eu lhe apontei outras caracterísitcas de uma ditadura: a impossibilidade de fazer oposição, a mordaça na imprensa.

E eu já mostrei que essa caracteristica está presente no governo Lullalá, os será que expulsar jornalista estrangeiro e  enfiar grana pública nos meios de comunicação  para não falarem mal do anunciante  não é censura?

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Para você a era Vargas não foi uma ditadura porque não perseguiu ninguém.



No tempo de Vargas  a URSS já era uma ditadura ferrada e existiam pessoas que defendiam   a adoção do mesmo sistema por aqui.

Vc queria que o Vargas tratasse esse pessoal com  florzinhas?




Offline Gabarito

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #44 Online: 29 de Setembro de 2017, 21:59:53 »
Não costumo usar a tal "Pá de Ouro" para desencavar tópicos antigos, mas esse texto que vai abaixo me fez mudar de ideia e procurar onde cavar.
Merece ser lido.

O autor, um artista plástico que costuma escrever para o Ilisp, tem enorme habilidade com as palavras e consegue segurar a leitura de quem se aventura nas suas primeiras linhas.

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João César de Melo
Ontem às 07:58 ·

CAPITALISMO E GRATIDÃO

Uma das primeiras coisas que os pais ensinam aos filhos é dizer “obrigado”. Uma simples palavra que representa a gratidão a alguém que nos dá alguma coisa. As crianças aprendem, mas crescem...

Logo, a obediência aos pais é substituída pela arrogância. Mal deixam a adolescência, ingressam na universidade. Nos cursos da área de humanas, os jovens são instruídos a enxergar o mundo de forma lúdica, o que impede a compreensão da rede que possibilita que eles tenham uma vida tão confortável ao ponto de poderem se dedicar a filosofar sobre como deveria ser a vida dos outros.

Participando do mercado apenas como consumidores, ignoram as responsabilidades e os riscos que inúmeras pessoas e empresas assumem diariamente para viabilizar as tecnologias, os produtos e os serviços que chegam até eles.

Entre uma cerveja e outra no buteco da “facu”, concluem que o mercado é a grande desgraça da humanidade, pois faz as pessoas só pensarem no dinheiro, no lucro e em bens materiais. Passam a odiar o “sistema” do qual desfrutam. Como resultado do capitalismo, só enxergam poluição e desigualdade.

Eu sempre levei muito a sério o princípio da gratidão.

Duzentos anos atrás, uma pessoa como eu, na minha idade, ou já teria morrido devido a alguma doença que nem consta mais nas estatísticas, ou estaria lutando diária e bravamente para sobreviver, para conseguir qualquer coisa que o estômago pudesse digerir.

Hoje, minha maior preocupação é se levo ou não minha bicicleta para Paris.

Quem sou eu?

Um artista quase anônimo que vive e trabalha num pequeno apartamento de 45 m2, sem carro, sem qualquer patrimônio, sem qualquer fonte de renda que me garanta mais do que três ou quatro meses de aluguel e plano de saúde.

Eu e bilhões de pessoas no mundo temos acesso a uma imensa variedade de alimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e tecnologias inimagináveis para alguém de poucos séculos atrás. Rainhas de outros tempos trocariam potes de ouro por pacotes de absorventes.

Eu vivo de pintar e vender quadros para milionários?

Longe disso. Meus clientes são pessoas comuns, que juntam dinheiro para decorar a casa com objetos e artes que lhes transmitem bons sentimentos.

Provavelmente poucos entenderão o que direi: sou extremamente grato por viver numa época em que a maior parte da indústria e dos serviços existem para suprir as necessidades das pessoas que não são ricas.

O fato é que, se há duzentos anos a miséria era o padrão de vida de 90% da população mundial, hoje ocorre o contrário.

As duas perguntas que as pessoas deveriam se fazer:

A quem devemos isso?

Como poderíamos agradecer?

No Brasil atual, é comum a afirmação de que os pobres têm acesso a coisas que não tinham antes graças a Lula. Uma falácia ridícula.

A redução da pobreza é um fenômeno que vem desde a revolução industrial, com o acúmulo de capital privado fomentando o desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços a preços cada vez mais baixos.

Outro fato é que o nível de diminuição da pobreza acelerou a partir do final da década de 1980, quando o bloco comunista liderado pela União Soviética desmoronou e a China abriu seu mercado. De uma hora para outra, centenas de milhões de pessoas tiveram liberdade para trabalhar, lucrar e acumular riqueza.

Outro bom exemplo é a África, onde também se registra queda na miséria, mas não graças às ditaduras socialistas do continente. Dezenas de milhões de africanos vem melhorando de vida graças aos “malditos” capitalistas que fazem chegar aos cantos mais esquecidos coisas como motores, geradores de energia, geladeiras, telefones celulares, computadores, internet, motocicletas, carros e barcos; e são essas “coisas” – não os discursos da esquerda − que incrementam diversos empreendimentos de pessoas comuns que, também visando o lucro, tecem a rede da prosperidade.

Até mesmo as dezenas de organizações humanitárias que atuam na África indicam o sucesso do capitalismo, já que elas são sustentadas por doações de pessoas e empresas que desfrutam um nível tão grande de conforto, que se dispõem a financiar projetos em lugares e para o benefício de pessoas com as quais não têm a mínima relação.

Os programas sociais dos países desenvolvidos e os altos salários de certas categorias do funcionalismo público brasileiro – incluindo o do professor comunista − são sustentados pelo capitalismo, pelos impostos cobrados de pessoas e empresas que lucram trabalhando, produzindo.

A pessoa que se dedica a causas sociais só o faz porque ela não está na mesma condição de seus antepassados não muito distantes: lutando diariamente para sobreviver.

Portanto, a erradicação da miséria – que ainda continua – e a consequente qualificação até do que é identificado como pobre, não foi obra de nenhum governo, tampouco fruto de alguma ideologia ou religião. A humanidade vem erradicando a miséria graças ao trabalho de bilhões de pessoas, cada uma a sua maneira e em função de seus interesses particulares que, em conjunto, convergem em benefícios coletivos, como já esclareceu Mandeville, Bastiat, Mises, Hayek, Rand e até Giannetti da Fonseca.

O fato é que vivemos num mundo onde a grande maioria das pessoas tem um nível de conforto que nem os nobres do passado recente desfrutavam. A expectativa de vida foi duplicada. Hoje, o pobre faz churrasco nos finais de semana, acumula dezenas de peças de roupas, faz regime, tem ar-condicionado no quarto e utiliza as mesmas tecnologias utilizadas pelos ricos, como cartões de crédito e smartphones.

Enquanto os “malditos” capitalistas − visando o lucro − se esforçam para tornar seus produtos e serviços acessíveis ao maior número de pessoas, os governos trabalham − sob a justificativa de “promover a justiça social” − para tornar a vida dessas pessoas mais cara e complicada; e ainda não entregam os serviços que obriga a população a pagar, como saneamento, saúde e segurança.

Mas, então, como podemos expressar nossa gratidão ao capitalismo, já que ele não é uma pessoa ou instituição?

Cumprindo com retidão nossos compromissos comerciais e defendendo incansavelmente a liberdade de as pessoas trabalharem para saciar suas necessidades e seus desejos particulares.

Ao pagar por cada produto ou serviço, estamos premiando os esforços de inúmeras pessoas. Premiando, inclusive, a opção delas pelo trabalho.

Apesar de as pessoas, num ambiente de mercado, sempre nos cobrar pelo que nos oferecem, devemos nos lembrar que elas poderiam simplesmente não querer fazer aquilo. Qualquer atividade econômica exige coragem e responsabilidade. Assim como a vida, o mercado não garante nada a ninguém. Não há “direitos adquiridos”. Diante disso, uma pessoa pode simplesmente evitar o trabalho, optando pelo crime, ou pelo ócio, ou pela sombra do estado. Porém, a grande maioria das pessoas assume os riscos do mercado, se esforça para nos oferecer bons produtos e serviços em troca algum pagamento.

Aos que dizem que o mercado é injusto, eu digo que não serão homens nem governos formados por homens que promoverão a justiça. O que a história conta é que, por meio da liberdade, as coisas se ajustam.

A miséria e a liberdade foram nossas condições originais enquanto seres humanos. Porém, foi a liberdade que venceu a miséria, não o contrário.

Qualquer manifestação contra o capitalismo – ou seja, contra a liberdade − é uma grande manifestação de ingratidão às bilhões de pessoas.

O combate ao capitalismo é o combate à própria civilização humana.

A pessoa que cospe no capitalismo está cuspindo no prato onde come, na cama onde dorme e na cara de seus pais que, seja qual tenha sido a atividade deles, só conseguiram criá-lo graças ao capitalismo.

Offline JJ

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #45 Online: 30 de Setembro de 2017, 08:32:58 »
Não costumo usar a tal "Pá de Ouro" para desencavar tópicos antigos, mas esse texto que vai abaixo me fez mudar de ideia e procurar onde cavar.
Merece ser lido.

O autor, um artista plástico que costuma escrever para o Ilisp, tem enorme habilidade com as palavras e consegue segurar a leitura de quem se aventura nas suas primeiras linhas.

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João César de Melo
Ontem às 07:58 ·

CAPITALISMO E GRATIDÃO

Uma das primeiras coisas que os pais ensinam aos filhos é dizer “obrigado”. Uma simples palavra que representa a gratidão a alguém que nos dá alguma coisa. As crianças aprendem, mas crescem...

Logo, a obediência aos pais é substituída pela arrogância. Mal deixam a adolescência, ingressam na universidade. Nos cursos da área de humanas, os jovens são instruídos a enxergar o mundo de forma lúdica, o que impede a compreensão da rede que possibilita que eles tenham uma vida tão confortável ao ponto de poderem se dedicar a filosofar sobre como deveria ser a vida dos outros.

Participando do mercado apenas como consumidores, ignoram as responsabilidades e os riscos que inúmeras pessoas e empresas assumem diariamente para viabilizar as tecnologias, os produtos e os serviços que chegam até eles.

Entre uma cerveja e outra no buteco da “facu”, concluem que o mercado é a grande desgraça da humanidade, pois faz as pessoas só pensarem no dinheiro, no lucro e em bens materiais. Passam a odiar o “sistema” do qual desfrutam. Como resultado do capitalismo, só enxergam poluição e desigualdade.

Eu sempre levei muito a sério o princípio da gratidão.

Duzentos anos atrás, uma pessoa como eu, na minha idade, ou já teria morrido devido a alguma doença que nem consta mais nas estatísticas, ou estaria lutando diária e bravamente para sobreviver, para conseguir qualquer coisa que o estômago pudesse digerir.

Hoje, minha maior preocupação é se levo ou não minha bicicleta para Paris.

Quem sou eu?

Um artista quase anônimo que vive e trabalha num pequeno apartamento de 45 m2, sem carro, sem qualquer patrimônio, sem qualquer fonte de renda que me garanta mais do que três ou quatro meses de aluguel e plano de saúde.

Eu e bilhões de pessoas no mundo temos acesso a uma imensa variedade de alimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e tecnologias inimagináveis para alguém de poucos séculos atrás. Rainhas de outros tempos trocariam potes de ouro por pacotes de absorventes.

Eu vivo de pintar e vender quadros para milionários?

Longe disso. Meus clientes são pessoas comuns, que juntam dinheiro para decorar a casa com objetos e artes que lhes transmitem bons sentimentos.

Provavelmente poucos entenderão o que direi: sou extremamente grato por viver numa época em que a maior parte da indústria e dos serviços existem para suprir as necessidades das pessoas que não são ricas.

O fato é que, se há duzentos anos a miséria era o padrão de vida de 90% da população mundial, hoje ocorre o contrário.

As duas perguntas que as pessoas deveriam se fazer:

A quem devemos isso?

Como poderíamos agradecer?

No Brasil atual, é comum a afirmação de que os pobres têm acesso a coisas que não tinham antes graças a Lula. Uma falácia ridícula.

A redução da pobreza é um fenômeno que vem desde a revolução industrial, com o acúmulo de capital privado fomentando o desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços a preços cada vez mais baixos.

Outro fato é que o nível de diminuição da pobreza acelerou a partir do final da década de 1980, quando o bloco comunista liderado pela União Soviética desmoronou e a China abriu seu mercado. De uma hora para outra, centenas de milhões de pessoas tiveram liberdade para trabalhar, lucrar e acumular riqueza.

Outro bom exemplo é a África, onde também se registra queda na miséria, mas não graças às ditaduras socialistas do continente. Dezenas de milhões de africanos vem melhorando de vida graças aos “malditos” capitalistas que fazem chegar aos cantos mais esquecidos coisas como motores, geradores de energia, geladeiras, telefones celulares, computadores, internet, motocicletas, carros e barcos; e são essas “coisas” – não os discursos da esquerda − que incrementam diversos empreendimentos de pessoas comuns que, também visando o lucro, tecem a rede da prosperidade.

Até mesmo as dezenas de organizações humanitárias que atuam na África indicam o sucesso do capitalismo, já que elas são sustentadas por doações de pessoas e empresas que desfrutam um nível tão grande de conforto, que se dispõem a financiar projetos em lugares e para o benefício de pessoas com as quais não têm a mínima relação.

Os programas sociais dos países desenvolvidos e os altos salários de certas categorias do funcionalismo público brasileiro – incluindo o do professor comunista − são sustentados pelo capitalismo, pelos impostos cobrados de pessoas e empresas que lucram trabalhando, produzindo.

A pessoa que se dedica a causas sociais só o faz porque ela não está na mesma condição de seus antepassados não muito distantes: lutando diariamente para sobreviver.

Portanto, a erradicação da miséria – que ainda continua – e a consequente qualificação até do que é identificado como pobre, não foi obra de nenhum governo, tampouco fruto de alguma ideologia ou religião. A humanidade vem erradicando a miséria graças ao trabalho de bilhões de pessoas, cada uma a sua maneira e em função de seus interesses particulares que, em conjunto, convergem em benefícios coletivos, como já esclareceu Mandeville, Bastiat, Mises, Hayek, Rand e até Giannetti da Fonseca.

O fato é que vivemos num mundo onde a grande maioria das pessoas tem um nível de conforto que nem os nobres do passado recente desfrutavam. A expectativa de vida foi duplicada. Hoje, o pobre faz churrasco nos finais de semana, acumula dezenas de peças de roupas, faz regime, tem ar-condicionado no quarto e utiliza as mesmas tecnologias utilizadas pelos ricos, como cartões de crédito e smartphones.

Enquanto os “malditos” capitalistas − visando o lucro − se esforçam para tornar seus produtos e serviços acessíveis ao maior número de pessoas, os governos trabalham − sob a justificativa de “promover a justiça social” − para tornar a vida dessas pessoas mais cara e complicada; e ainda não entregam os serviços que obriga a população a pagar, como saneamento, saúde e segurança.

Mas, então, como podemos expressar nossa gratidão ao capitalismo, já que ele não é uma pessoa ou instituição?

Cumprindo com retidão nossos compromissos comerciais e defendendo incansavelmente a liberdade de as pessoas trabalharem para saciar suas necessidades e seus desejos particulares.

Ao pagar por cada produto ou serviço, estamos premiando os esforços de inúmeras pessoas. Premiando, inclusive, a opção delas pelo trabalho.

Apesar de as pessoas, num ambiente de mercado, sempre nos cobrar pelo que nos oferecem, devemos nos lembrar que elas poderiam simplesmente não querer fazer aquilo. Qualquer atividade econômica exige coragem e responsabilidade. Assim como a vida, o mercado não garante nada a ninguém. Não há “direitos adquiridos”. Diante disso, uma pessoa pode simplesmente evitar o trabalho, optando pelo crime, ou pelo ócio, ou pela sombra do estado. Porém, a grande maioria das pessoas assume os riscos do mercado, se esforça para nos oferecer bons produtos e serviços em troca algum pagamento.

Aos que dizem que o mercado é injusto, eu digo que não serão homens nem governos formados por homens que promoverão a justiça. O que a história conta é que, por meio da liberdade, as coisas se ajustam.

A miséria e a liberdade foram nossas condições originais enquanto seres humanos. Porém, foi a liberdade que venceu a miséria, não o contrário.

Qualquer manifestação contra o capitalismo – ou seja, contra a liberdade − é uma grande manifestação de ingratidão às bilhões de pessoas.

O combate ao capitalismo é o combate à própria civilização humana.

A pessoa que cospe no capitalismo está cuspindo no prato onde come, na cama onde dorme e na cara de seus pais que, seja qual tenha sido a atividade deles, só conseguiram criá-lo graças ao capitalismo.




Alguns observações básicas: 


1)Numa análise mais geral certamente podemos concordar que o capitalismo   ( inserido em um regime realmente democrático, isto é algo importantíssimo que não foi  informado no texto )   é melhor do que o feudalismo ou do que o mercantilismo, ou outros sistemas anteriores que utilizavam mão de obra escrava ou servil.  Entretanto,  não é o melhor sistema que possa ser imaginado e implementado,  é apenas o melhor até o momento de nossa atual evolução tecnológica.


2)Ninguém tem que ser grato a algum empresário pelo fato dele ter aberto um empreendimento e de trabalhar para mantê-lo funcionando,  pois nenhum empresário  trabalhou pensando primordialmente  na  pessoa que precisava de alguma coisa, a maioria esmagadora dos empresários simplesmente trabalha pensando no lucro  que possa obter para si mesmo, ou seja pensando no próprio interesse,  este é o motivo primordial e real que o faz trabalhar,  não é a necessidade e o interesse do outro que o faz abrir um empreendimento. 

No texto  em  certo  ponto  o  próprio autor reconhece isso, que a motivação é o lucro e o interesse pessoal do empresário.

Apesar disso,  próximo do final do texto  o cara propõe uma imbecilidade: demonstrar gratidão a um sistema econômico…  :o

E o cara propõe algumas ações que segundo  ele  demonstrariam essa bizarra “gratidão a um sistema”

Enfim, o texto quotado é um texto simplório,  uma apologia simplória  de um sistema econômico, e que propõe ao final uma esdrúxula gratidão a um sistema econômico…




« Última modificação: 30 de Setembro de 2017, 09:24:08 por JJ »

Offline Peter Joseph

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #46 Online: 03 de Outubro de 2017, 19:47:10 »
Não costumo usar a tal "Pá de Ouro" para desencavar tópicos antigos, mas esse texto que vai abaixo me fez mudar de ideia e procurar onde cavar.
Merece ser lido.

O autor, um artista plástico que costuma escrever para o Ilisp, tem enorme habilidade com as palavras e consegue segurar a leitura de quem se aventura nas suas primeiras linhas.

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João César de Melo
Ontem às 07:58 ·

CAPITALISMO E GRATIDÃO

Uma das primeiras coisas que os pais ensinam aos filhos é dizer “obrigado”. Uma simples palavra que representa a gratidão a alguém que nos dá alguma coisa. As crianças aprendem, mas crescem...

Logo, a obediência aos pais é substituída pela arrogância. Mal deixam a adolescência, ingressam na universidade. Nos cursos da área de humanas, os jovens são instruídos a enxergar o mundo de forma lúdica, o que impede a compreensão da rede que possibilita que eles tenham uma vida tão confortável ao ponto de poderem se dedicar a filosofar sobre como deveria ser a vida dos outros.

Participando do mercado apenas como consumidores, ignoram as responsabilidades e os riscos que inúmeras pessoas e empresas assumem diariamente para viabilizar as tecnologias, os produtos e os serviços que chegam até eles.

Entre uma cerveja e outra no buteco da “facu”, concluem que o mercado é a grande desgraça da humanidade, pois faz as pessoas só pensarem no dinheiro, no lucro e em bens materiais. Passam a odiar o “sistema” do qual desfrutam. Como resultado do capitalismo, só enxergam poluição e desigualdade.

Eu sempre levei muito a sério o princípio da gratidão.

Duzentos anos atrás, uma pessoa como eu, na minha idade, ou já teria morrido devido a alguma doença que nem consta mais nas estatísticas, ou estaria lutando diária e bravamente para sobreviver, para conseguir qualquer coisa que o estômago pudesse digerir.

Hoje, minha maior preocupação é se levo ou não minha bicicleta para Paris.

Quem sou eu?

Um artista quase anônimo que vive e trabalha num pequeno apartamento de 45 m2, sem carro, sem qualquer patrimônio, sem qualquer fonte de renda que me garanta mais do que três ou quatro meses de aluguel e plano de saúde.

Eu e bilhões de pessoas no mundo temos acesso a uma imensa variedade de alimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e tecnologias inimagináveis para alguém de poucos séculos atrás. Rainhas de outros tempos trocariam potes de ouro por pacotes de absorventes.

Eu vivo de pintar e vender quadros para milionários?

Longe disso. Meus clientes são pessoas comuns, que juntam dinheiro para decorar a casa com objetos e artes que lhes transmitem bons sentimentos.

Provavelmente poucos entenderão o que direi: sou extremamente grato por viver numa época em que a maior parte da indústria e dos serviços existem para suprir as necessidades das pessoas que não são ricas.

O fato é que, se há duzentos anos a miséria era o padrão de vida de 90% da população mundial, hoje ocorre o contrário.

As duas perguntas que as pessoas deveriam se fazer:

A quem devemos isso?

Como poderíamos agradecer?

No Brasil atual, é comum a afirmação de que os pobres têm acesso a coisas que não tinham antes graças a Lula. Uma falácia ridícula.

A redução da pobreza é um fenômeno que vem desde a revolução industrial, com o acúmulo de capital privado fomentando o desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços a preços cada vez mais baixos.

Outro fato é que o nível de diminuição da pobreza acelerou a partir do final da década de 1980, quando o bloco comunista liderado pela União Soviética desmoronou e a China abriu seu mercado. De uma hora para outra, centenas de milhões de pessoas tiveram liberdade para trabalhar, lucrar e acumular riqueza.

Outro bom exemplo é a África, onde também se registra queda na miséria, mas não graças às ditaduras socialistas do continente. Dezenas de milhões de africanos vem melhorando de vida graças aos “malditos” capitalistas que fazem chegar aos cantos mais esquecidos coisas como motores, geradores de energia, geladeiras, telefones celulares, computadores, internet, motocicletas, carros e barcos; e são essas “coisas” – não os discursos da esquerda − que incrementam diversos empreendimentos de pessoas comuns que, também visando o lucro, tecem a rede da prosperidade.

Até mesmo as dezenas de organizações humanitárias que atuam na África indicam o sucesso do capitalismo, já que elas são sustentadas por doações de pessoas e empresas que desfrutam um nível tão grande de conforto, que se dispõem a financiar projetos em lugares e para o benefício de pessoas com as quais não têm a mínima relação.

Os programas sociais dos países desenvolvidos e os altos salários de certas categorias do funcionalismo público brasileiro – incluindo o do professor comunista − são sustentados pelo capitalismo, pelos impostos cobrados de pessoas e empresas que lucram trabalhando, produzindo.

A pessoa que se dedica a causas sociais só o faz porque ela não está na mesma condição de seus antepassados não muito distantes: lutando diariamente para sobreviver.

Portanto, a erradicação da miséria – que ainda continua – e a consequente qualificação até do que é identificado como pobre, não foi obra de nenhum governo, tampouco fruto de alguma ideologia ou religião. A humanidade vem erradicando a miséria graças ao trabalho de bilhões de pessoas, cada uma a sua maneira e em função de seus interesses particulares que, em conjunto, convergem em benefícios coletivos, como já esclareceu Mandeville, Bastiat, Mises, Hayek, Rand e até Giannetti da Fonseca.

O fato é que vivemos num mundo onde a grande maioria das pessoas tem um nível de conforto que nem os nobres do passado recente desfrutavam. A expectativa de vida foi duplicada. Hoje, o pobre faz churrasco nos finais de semana, acumula dezenas de peças de roupas, faz regime, tem ar-condicionado no quarto e utiliza as mesmas tecnologias utilizadas pelos ricos, como cartões de crédito e smartphones.

Enquanto os “malditos” capitalistas − visando o lucro − se esforçam para tornar seus produtos e serviços acessíveis ao maior número de pessoas, os governos trabalham − sob a justificativa de “promover a justiça social” − para tornar a vida dessas pessoas mais cara e complicada; e ainda não entregam os serviços que obriga a população a pagar, como saneamento, saúde e segurança.

Mas, então, como podemos expressar nossa gratidão ao capitalismo, já que ele não é uma pessoa ou instituição?

Cumprindo com retidão nossos compromissos comerciais e defendendo incansavelmente a liberdade de as pessoas trabalharem para saciar suas necessidades e seus desejos particulares.

Ao pagar por cada produto ou serviço, estamos premiando os esforços de inúmeras pessoas. Premiando, inclusive, a opção delas pelo trabalho.

Apesar de as pessoas, num ambiente de mercado, sempre nos cobrar pelo que nos oferecem, devemos nos lembrar que elas poderiam simplesmente não querer fazer aquilo. Qualquer atividade econômica exige coragem e responsabilidade. Assim como a vida, o mercado não garante nada a ninguém. Não há “direitos adquiridos”. Diante disso, uma pessoa pode simplesmente evitar o trabalho, optando pelo crime, ou pelo ócio, ou pela sombra do estado. Porém, a grande maioria das pessoas assume os riscos do mercado, se esforça para nos oferecer bons produtos e serviços em troca algum pagamento.

Aos que dizem que o mercado é injusto, eu digo que não serão homens nem governos formados por homens que promoverão a justiça. O que a história conta é que, por meio da liberdade, as coisas se ajustam.

A miséria e a liberdade foram nossas condições originais enquanto seres humanos. Porém, foi a liberdade que venceu a miséria, não o contrário.

Qualquer manifestação contra o capitalismo – ou seja, contra a liberdade − é uma grande manifestação de ingratidão às bilhões de pessoas.

O combate ao capitalismo é o combate à própria civilização humana.

A pessoa que cospe no capitalismo está cuspindo no prato onde come, na cama onde dorme e na cara de seus pais que, seja qual tenha sido a atividade deles, só conseguiram criá-lo graças ao capitalismo.

Agora pergunte a uma das 800 milhões pessoas que passam fome todos os dia no mundo o que ela acha do capitalismo ou do enorme poder tecnológico existente.

E quem combatia o sistema feudal, percebendo que era possível algo diferente, também cuspia na civilização por que o escravismo era pior que o feudalismo?

Devemos é evoluir sempre que possível, e não ser grato por que não passo fome.

Outra bobagem que muitos defendem e que está também neste texto, é que o capitalismo é que alavancou a evolução tecnológica humana. Isto é bobagem por que a tecnologia sempre cresceu de forma exponencial, nunca saindo deste mesmo ritmo, independente do sistema econômico vigente, desde a pré-história. O certo é afirmar que a evolução tecnológica constante humana é que tornou possível o capitalismo. E agora já esta tornando possível um outro sistema pós-capitalista.
« Última modificação: 03 de Outubro de 2017, 20:47:01 por Peter Joseph »
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente."

Offline JJ

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #47 Online: 04 de Outubro de 2017, 08:05:37 »

Agora pergunte a uma das 800 milhões pessoas que passam fome todos os dia no mundo o que ela acha do capitalismo ou do enorme poder tecnológico existente.



Capitalistão responde:


Mas é que nesses lugares onde tem gente passando fome é porque  não foi implantado o capitalismo escocês de verdade.



Offline JJ

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #48 Online: 04 de Outubro de 2017, 08:12:20 »

E quem combatia o sistema feudal, percebendo que era possível algo diferente, também cuspia na civilização por que o escravismo era pior que o feudalismo?

Devemos é evoluir sempre que possível, e não ser grato por que não passo fome.

Outra bobagem que muitos defendem e que está também neste texto, é que o capitalismo é que alavancou a evolução tecnológica humana. Isto é bobagem por que a tecnologia sempre cresceu de forma exponencial, nunca saindo deste mesmo ritmo, independente do sistema econômico vigente, desde a pré-história. O certo é afirmar que a evolução tecnológica constante humana é que tornou possível o capitalismo. E agora já esta tornando possível um outro sistema pós-capitalista.




Capitalistão responde:


Já chegamos no fim da História, nada pode ser melhor do que o maravilhosos capitalismo.  Na verdade só podemos melhorar se tivermos ainda mais capitalismo,  de preferência um capitalismo totalmente livre do Estado. 


Um capitalismo onde os  nobres proprietários de meios de produção tenham a liberdade total de contratar  trabalhadores  em troca de um prato de comida (de acordo com a oferta e a procura). Um capitalismo onde o proprietário de meio de produção poderá negociar livremente um contrato de 16 horas de trabalho por dia com o trabalhador desempregado e esfomeado. Um capitalismo onde não existam nenhum direito trabalhista imposto pelo maldito Estado.  Aí sim o mundo conhecerá a plena prosperidade.


Um capitalismo onde proprietários de meios de produção tenham todo o poder e liberdade em suas mãos.


Viva a liberdade para o Capital $$$$$$$$$$$.


 :biglol:

« Última modificação: 04 de Outubro de 2017, 09:08:03 por JJ »

Offline Pasteur

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Re:Os heróis do capitalismo
« Resposta #49 Online: 04 de Outubro de 2017, 08:20:24 »
Não consegui encontrar nas respostas qual é a alternativa melhor ao capitalismo.

 

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