Autor Tópico: Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo  (Lida 1417 vezes)

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Offline 4 Ton Mantis

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Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Online: 04 de Novembro de 2011, 16:46:20 »
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1000954-homem-chegou-a-europa-5000-anos-mais-cedo.shtml


Novas datações feitas para fósseis da Itália e do Reino Unido fazem recuar em mais de 5.000 anos a presença de membros da nossa espécie, Homo sapiens, na Europa.

 De acordo com as novas pesquisas, coordenadas por cientistas da britânica Universidade de Oxford, humanos modernos já estavam no continente há 45 mil anos.

 A descoberta, que será publicada na revista "Nature", indica um longo período de convivência entre humanos modernos e neandertais na Europa Ocidental. Os primos atarracados da humanidade só sumiriam do planeta por volta de 30 mil anos atrás.

 Os pesquisadores analisaram um maxilar, descoberto nos anos 1920 em Kent's Cavern, Reino Unido, e dois dentes de leite (molares), achados na Grotta del Cavallo, sul da Itália.

 Análises morfológicas detalhadas deixaram claro que são fósseis de humanos modernos, e não de neandertais.

 O caso da Grotta del Cavallo é interessante porque, antes dessa pesquisa, acreditava-se que os artefatos do sítio teriam sido feitos por neandertais.

 Agora, fica mais forte a ideia de que os neandertais aprenderam a criar esse tipo de objeto mais tarde, por influência do H. sapiens.
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Offline André Luiz

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #1 Online: 11 de Novembro de 2011, 10:37:22 »
Acharam alguma coisa na ilha de Creta, acho que era até mais antigo, nao lembro a fonte, mas vi em alguma revista de historia

Offline Pagão

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Offline Pedro Reis

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #3 Online: 13 de Dezembro de 2017, 04:03:08 »


Homo Sapiens: saída de África há 120.000 anos...

Segundo um estudo patrocinado pela Bradshaw Foundation, que se dizia o mais completo até hoje  sobre as origens da nossa espécie, os descendentes desse grupo que teria deixado a África há 120 mil anos pereceram devido a um resfriamento do planeta por volta de 90 mil anos atrás. A esse período teriam sobrevivido apenas humanos no continente africano e um novo grupo partiu em direção a Àsia entre 90 e 85 mil anos atrás.

Grande parte dos homens que se estabeleceram fora da África desapareceram em decorrência da erupção do super vulcão do monte Toba, por volta de 74 mil anos atrás. Esta erupção teria causado um chamado "inverno nuclear", quando a fuligem e os gases expelidos bloqueiam a luz solar causando um abrupto resfriamento no planeta. É chamado de inverno nuclear porque por hipótese seria uma das consequências de um conflito nuclear global.

Foram os poucos sobreviventes dessa catástrofe climática que se espalharam pela Ásia, chegaram a Oceania, um pouco mais tarde na Europa e por fim povoaram o mundo inteiro.

Bom, pelo menos estas são as conclusões desse estudo.

Você pode acessar no site http://www.bradshawfoundation.com/stephenoppenheimer/index.php

Clique no botão BEGIN YOUR JOURNEY para ver a animação em Flash. Vale a pena: o site e a apresentação em Flash.

« Última modificação: 13 de Dezembro de 2017, 04:16:10 por Pedro Reis »

Offline Gigaview

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #4 Online: 18 de Dezembro de 2017, 12:29:20 »
Não passei no teste da MENSA mas completei o 2o. Grau.

Offline Pedro Reis

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #5 Online: 19 de Dezembro de 2017, 16:48:15 »
Passei 15 minutos achando que esse cara acreditava mesmo nessa história de tribos de gente branca espalhadas pelo mundo e em como seria fácil demonstrar essa tese como pouco crível, pra ele concluir no final que as pessoas apenas estavam achando que viam algo que gostariam de ver.

Na verdade eu acho mais provável que esses tipos de histórias e teorias estapafúrdias fizessem parte da construção da ideologia pró-colonialista do século 19, assim como o próprio racismo.

Pra mim esse cara é um trouxa comparável aos idiotas que sobem o monte Ararat a procura da arca de Noé. Ele também se deu ao trabalho de subir a montanha para "ver o que Stanley viu" mas... conseguiu encontrar algum africano lá que pudesse ser confundido com um norueguês?

Meu avô tinha em sua biblioteca algumas enciclopédias muito, muito antigas. Não saberia dizer quando teriam sido publicadas, mas me lembro que havia muitos artigos fascinantes sobre Geografia e lugares distantes e exóticos. Eram produto de um interesse palpitante que existiu, principalmente na Europa mas também nos Estados Unidos, por Geografia e explorações durante o século 19 e que se estendeu até o início do século 20.

Houve dezenas, talvez centenas, de "clubes de geografia" e clubes de "exploradores" criados em muitos países. Mas estimulando essa paixão pelo descobrimento havia muitas vezes um patrocínio estatal que financiava veladamente expedições caríssimas. O objetivo era esconder das potências concorrentes a prospecção de recursos econômicos, disfarçando essa atividade como um interesse amador de entusiastas da Geografia.

No século 19 a corrida colonial estava a todo vapor:

Citação de: Wikipedia
A abertura da África à exploração ocidental havia começado no final do séc. XVIII. Até 1835, os europeus já haviam traçado mapas da parte do noroeste africano. Entre os exploradores europeus mais famosos estavam David Livingstone, quem traçou os planos do vasto interior, e Alexandre Serpa Pinto, quem a cruzou numa complicada expedição e traçou mapas de seu interior. Árduas expedições nas décadas de 1850 e 1860 por Richard Burton, John Speke e James Augustus Grant descobriram os grandes lagos centrais e a nascente do Rio Nilo. No final do século, os europeus haviam cartografado o Nilo desde seu nascimento, o percurso do Rio Niger, e o traçado dos rios Congo e Zambeze.

De qualquer maneira, logo no início dos conflitos pela posse da África, as nações ocidentais controlavam apenas 10% do continente. Em 1875 os territórios mais importantes tanto pela sua extensão quanto pela sua riqueza eram Argélia, sob domínio francês; Colônia do Cabo, controlado pelo Reino Unido e Angola, que estava sob o domínio português.

Citação de: História Universal. Vol. IV, Círculo de Leitores, sd.
A conquista de colónias africanas e asiáticas teve a intervenção da Inglaterra, França, Holanda, assim como da Alemanha e Itália. (…) a conquista destes territórios tinha como fim assegurar a produção de matérias-primas ou a sua reserva, assim como isolar mercados para colocar os produtos fabricados na metrópole e garantir a estabilidade do emprego. (…) muitos bancos e empresas se formaram para organizar a exploração dos novos territórios. (…)

A corrida às colónias africanas e asiáticas não serviu apenas para assegurar matérias-primas e mercados para os seus produtos. Para os Estados europeus aquela conquista envolvia várias outras funções: por um lado, os êxitos coloniais entusiasmavam a opinião pública e facilitavam decerto a garantia de emprego e da solução das dificuldades económicas. Por outro lado, por esse mesmo facto tornavam aceitáveis as despesas militares, o que, no conjunto, era também favorável ao emprego, o grande problema social do século XIX.

O antigo pretexto de "salvar almas" que desconheciam o cristianismo começa a ser substituído por um discurso mais afeito ao século 19. Muitas teorias pseudo-científicas atestam a "raça branca" como a mais evoluída, e claro, tendo como direito tutelar outros povos e como missão levar o desenvolvimento a não brancos biologicamente incapazes de alcança-lo por conta própria.

Porém os europeus estavam encontrando maravilhas supreendentes, e o mais desconcertante para o discurso ideológico conveniente ao neo-colonialismo, é que algumas destas conquistas da arte, do engenho e da ciência "não branca", já haviam sido desenvolvidas quando caucasianos ainda viviam no barbarismo.







Civilização egípcia.



Reino de Axum. Contando com uma poderosa frota naval dominou o mar vermelho até o século 7.



Império de Benin. Prósperos devido a atividade comercial, avançados em metalurgia e engenharia naval foram dizimados pelos britânicos.



Império de Gana.



Império de Mali.




Reino de Cuxe. Se situava onde hoje é o atual Sudão e se estabeleceu por volta de 1.700 A.C. Dá pra notar que sua engenharia se equiparava à egípcia. Desenvolveram a escrita meroítica.




Império Songai.

Considerando o fato do Homo Sapiens ter surgido há mais de 160 mil anos e a prevalência da cultura europeia ter seu início apenas nos últimos 500, o que é 1/6 do tempo que durou a civilização egípcia e menos ainda da chinesa, fica mesmo difícil explicar como durante a maior parte da História humana raças inferiores pareceram estar bastante à frente dos brancos.

Não é a toa que, com exceção da egípcia, nada se conheceu na Europa destas e de outras civilizações e suas maravilhas com que certamente estes exploradores se deparavam vez por outra. Nas enciclopédias do meu avô nada aprendi sobre elas, porém li muito sobre negrinhos nus que ainda viviam na idade da pedra. Se os exploradores europeus do século 19 eram motivados por uma curiosidade de conhecer este nosso mundo desvinculada de outros interesses, por que não descreviam descobertas tão relevantes como o Império de Benin e várias outras na Àsia e África?

Em vez disso Mr. Stanley escrevia:

Citar
"Há 40 milhões de pessoas nuas do outro lado das cataratas e as indústrias têxteis em Manchester estão à espera de os vestir... as fábricas de Birmingham estão a fulgurar com o metal vermelho que será transformado em objectos metálicos de todos os tipos e aspectos que os irão decorar... e os ministros de Cristo estão zelosos de trazer estas pobres almas para a fé cristã."

E este foi o homem contratado pelo Rei Leopoldo para organizar uma empresa de exploração do Congo que resultaria em um dos grandes genocídios da História.

Ah, mas o Stanley encontrou homens brancos lá no lago Vitória, um americano viu esquimós loiros e de olhos azuis... sei... De todas as partes do mundo vinham relatos de exploradores europeus descobrindo tribos de pessoas que se pareciam com eles mesmos, os "brancos" europeus. Então surge a "hipótese Hamítica", que o próprio palestrante nos ensina que foi MUITO POPULAR durante todo o século 19 (por que será?), como que querendo sugerir que levas de homens brancos teriam se espalhado pelo mundo em um passado longínquo.

E claro, isso poderia explicar porque se encontrava sinais de avanços impressionantes fora da Europa: talvez essas tribos brancas tivessem ensinado tudo aos primitivos. Só não explicaria como os europeus poderiam ter passado conhecimentos que muitas vezes eles ainda nem possuíam.

Mas vejam que interessante...

Já havia fotografia na época das expedições do Stanley e a imagem abaixo prova que ele levou um equipamento fotográfico à África.



A foto é de 1872, mesma época em que ele teria encontrado um povo grego perdido bem no coração da África subsaariana. Mas engraçado... apesar do homem ter ficado compreensivelmente impactado por essa surpreendente descoberta, ninguém na expedição se lembrou de fazer um registro fotográfico destes africanos brancos!

Além disso Henry Morton Stanley ( que dizia em suas palestras ser "necessário despejar a civilização europeia no barbarismo africano" ) era jornalista e levava ilustradores em suas expedições. Mas há alguma gravura desses homens brancos?

Assim como ninguém fotografou os esquimós loiros, e como não deve haver uma só fotografia destes tais "povos hamíticos" que os exploradores subsidiados por interesses coloniais diziam estar encontrando por todo o mundo! Porque creio que se tais imagens houvesse, o palestrante em suas pesquisas teria encontrado alguma.

Ironicamente o cara aí do vídeo é o verdadeiro Mister Magoo e não enxerga o óbvio a um palmo do nariz. Pensa que o inglês ficou com tanta saudade de casa que olhou pro Idi Amin Dada e viu alguém como a Gisele Bundchen na frente dele. É patético!

E o sem noção ainda escala uma montanha pra ver se acha algum negão que possa ser confundido com um Davi de Michelangelo.

Bom, eu prefiro usar a navalha de Occam e presumir que essa gente estava apenas mentindo e por motivos bastante óbvios.

Offline Pagão

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #6 Online: 19 de Dezembro de 2017, 18:16:30 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...
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Offline Geotecton

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #7 Online: 19 de Dezembro de 2017, 18:23:29 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...

Ser descendente dos cidadãos de Roma e ou da civilização greco-romana não garante nenhuma qualidade, seja ética, seja cultural, seja tecnológica.
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Offline Pagão

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #8 Online: 19 de Dezembro de 2017, 18:27:13 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...

Ser descendente dos cidadãos de Roma e ou da civilização greco-romana não garante nenhuma qualidade, seja ética, seja cultural, seja tecnológica.


Exatamente o mesmo para os descendentes dos povos exaltados por Pedro Reis..., mas aí não há resposta crítica imediata...
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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #9 Online: 19 de Dezembro de 2017, 18:40:33 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...

Ser descendente dos cidadãos de Roma e ou da civilização greco-romana não garante nenhuma qualidade, seja ética, seja cultural, seja tecnológica.


Exatamente o mesmo para os descendentes dos povos exaltados por Pedro Reis..., mas aí não há resposta crítica imediata...

E quais foram os povos exaltados pelo Pedro Reis?

Eu não consegui identificá-los.
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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #10 Online: 19 de Dezembro de 2017, 18:52:17 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...

Ser descendente dos cidadãos de Roma e ou da civilização greco-romana não garante nenhuma qualidade, seja ética, seja cultural, seja tecnológica.


Exatamente o mesmo para os descendentes dos povos exaltados por Pedro Reis..., mas aí não há resposta crítica imediata...

E quais foram os povos exaltados pelo Pedro Reis?

Eu não consegui identificá-los.

Desde que não fossem brancos europeus... Enfim, cada um tem o direito de denunciar o "racismo" histórico que bem entende... Pedro Reis prefere o dos brancos europeus em geral, eu preferi o de certos brancos europeus... Deixei o "racismo" doutros povos de fora...
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Offline Geotecton

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #11 Online: 19 de Dezembro de 2017, 19:16:01 »
... E o pior de tudo foi (ou é?) a pretensão de superioridade rácica dos herdeiros dos antigos bárbaros sebentos germânicos ante povos do sul europeu descendentes dos cidadãos de Roma e da Civilização greco-romana...
Ser descendente dos cidadãos de Roma e ou da civilização greco-romana não garante nenhuma qualidade, seja ética, seja cultural, seja tecnológica.
Exatamente o mesmo para os descendentes dos povos exaltados por Pedro Reis..., mas aí não há resposta crítica imediata...
E quais foram os povos exaltados pelo Pedro Reis?

Eu não consegui identificá-los.
Desde que não fossem brancos europeus... Enfim, cada um tem o direito de denunciar o "racismo" histórico que bem entende... Pedro Reis prefere o dos brancos europeus em geral, eu preferi o de certos brancos europeus... Deixei o "racismo" doutros povos de fora...

O racismo foi um tema secundário na análise do Pedro Reis. O foco principal foi desmontar a versão eurocentrista de 'um mundo civilizado', que não resistiria a uma análise científica mesmo no século XIX.

Não custa lembrar que por exemplo, no século X a cidade de Bagdá tinha mais de um milhão de habitantes, possuía rede de esgoto, iluminação pública, água canalizada e ruas pavimentadas e com uma população cujo índice de analfabetismo era próximo do zero.

Nesta mesma época, não havia nada sequer remotamente parecido na Europa, com vilas e pequenas cidades que não tinham coleta de esgoto, nem iluminação pública e nem pavimentação. A imensa maioria da população era analfabeta.
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Offline Pagão

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #12 Online: 19 de Dezembro de 2017, 19:28:49 »

Não custa lembrar que por exemplo, no século X a cidade de Bagdá tinha mais de um milhão de habitantes, possuía rede de esgoto, iluminação pública, água canalizada e ruas pavimentadas e com uma população cujo índice de analfabetismo era próximo do zero.

Nesta mesma época, não havia nada sequer remotamente parecido na Europa, com vilas e pequenas cidades que não tinham coleta de esgoto, nem iluminação pública e nem pavimentação. A imensa maioria da população era analfabeta.

Bagdade? Não há razão para ir tão longe, exatamente no mesmo século aqui mesmo ao lado havia Córdova com pretensões semelhantes de 1 milhão de habitantes etc... E se quisermos ir para os cristãos, esquecer Constantinopla é excessivo...

De facto, os beduínos analfabetos do deserto sempre aprenderam muito com o mundo clássico e também com a Pérsia... para sermos justos. 
« Última modificação: 19 de Dezembro de 2017, 19:31:07 por Pagão »
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Offline Pedro Reis

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #13 Online: 19 de Dezembro de 2017, 21:13:30 »

O racismo foi um tema secundário na análise do Pedro Reis. O foco principal foi desmontar a versão eurocentrista de 'um mundo civilizado', que não resistiria a uma análise científica mesmo no século XIX.



Claro que isso é verdade e os europeus estavam subvertendo a Ciência e a Ciência Histórica em favor de suas ideologias e propaganda.

Mas o foco principal foi apenas ficar espantado com a ingenuidade do palestrante, que levanta a hipótese de que um monte de gente viu um crioulo e confundiu com um branco, viu um esquimó e confundiu com um branco, viu um índio e achou que era um branco, viu um chinês e achou que era um descendente de europeus...

Acho que o Pagão não viu o vídeo ou não leu o post, e está debatendo com ele mesmo.

Mas sim, ele tem uma relação muito pouco objetiva e tendenciosa com a verdade histórica. Pois já declarou aqui que TODOS OS POVOS do mundo ficariam estagnados PARA SEMPRE na condição em que se encontravam no século XV não fosse pela expansão europeia.

Eu só gostaria de saber como, ele como historiador, prova essa tese e ainda explica porque os povos do mundo não ficaram estagnados antes.

Offline Pagão

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #14 Online: 20 de Dezembro de 2017, 05:28:14 »

Mas sim, ele tem uma relação muito pouco objetiva e tendenciosa com a verdade histórica. Pois já declarou aqui que TODOS OS POVOS do mundo ficariam estagnados PARA SEMPRE na condição em que se encontravam no século XV não fosse pela expansão europeia.


Não vejo onde é que há verdade ou falsidade histórica numa afirmação desse tipo... Não sei onde foi feita, mas seria sempre uma mera opinião não verificável e não historiografia.
 
Exemplo: os ameríndios deixados a si mesmo estariam hoje na idade da pedra..., ou os ameríndios deixados a si mesmo estariam hoje na era espacial... não são considerações de natureza histórica..., apenas opiniões mais ou menos fundamentadas e baseadas em SES...

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Offline Pagão

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Homem chegou à Europa 5.000 anos mais cedo
« Resposta #16 Online: 09 de Fevereiro de 2018, 01:39:38 »


Citar
https://istoe.com.br/ha-10-mil-anos-britanicos-tinham-pele-escura-e-olhos-azuis-diz-estudo/

[...]

“Até recentemente, sempre se supunha que os humanos se adaptaram rapidamente para ter uma pele mais clara depois de sua entrada na Europa há 45 mil anos. A pele mais clara é mais eficiente para absorver a luz ultra-violeta e isso ajuda os humanos a evitar a deficiência de vitamina D em climas com menos luz solar”, explicou um dos autores do estudo, Tom Booth, do Museu de História Natural do Reino Unido.

O Homem de Cheddar, porém, tem marcadores genéticos de pigmentação da pele normalmente associados ao biotipo das populações sub-saharianas, segundo o cientista. A descoberta, de acordo com ele, é coerente com várias outras descobertas relacionadas a fósseis humanos do Mesolítico em toda a Europa.

“Ele é apenas um indivíduo, mas também é um indicativo da população europeia naquela época. Eles tinham pele escura e a maior parte deles tinha olhos bem claros – azuis ou verdes – e cabelos castanhos escuros. O Homem de Cheddar subverte as expectativas sobre os tipos de traços genéticos que ocorrem juntos”, afirmou Booth.

De acordo com o cientista, o estudo indica que os olhos azuis se tornaram comuns na Europa muito antes da pele clara e do cabelo loiro – características que só começaram a se generalizar depois do advento da agricultura.

“Ele (o Homem de Cheddar) nos lembra que não podemos fazer suposições sobre a aparência das pessoas do passado com base em como elas se parecem hoje – e que as associações entre características físicas às quais nos acostumamos não são algo fixo”, declarou Booth.

[...]


Outra pesquisa também recente ainda descobriu que alelos para a pele clara em alguns casos são mais antigos que alelos para pele mais escura, e de origem africana mesmo assim:


Citar
http://www.sciencemag.org/news/2017/10/new-gene-variants-reveal-evolution-human-skin-color

[...] While the dark skin of some Pacific Islanders can be traced to Africa, gene variants from Eurasia also seem to have made their way back to Africa. And surprisingly, some of the mutations responsible for lighter skin in Europeans turn out to have an ancient African origin.

[...]

Until recently, researchers assumed that after human ancestors shed most body hair, sometime before 2 million years ago, they quickly evolved dark skin for protection from skin cancer and other harmful effects of UV radiation. Then, when humans migrated out of Africa and headed to the far north, they evolved lighter skin as an adaptation to limited sunlight. (Pale skin synthesizes more vitamin D when light is scarce.)

Previous research on skin-color genes fit that picture. For example, a “depigmentation gene” called SLC24A5 linked to pale skin swept through European populations in the past 6000 years. But Tishkoff ’s team found that the story of skin color evolution isn’t so black and white. Her team, including African researchers, used a light meter to measure skin reflectance in 2092 people in Ethiopia, Tanzania, and Botswana. They found the darkest skin in the Nilo-Saharan pastoralist populations of eastern Africa, such as the Mursi and Surma, and the lightest skin in the San of southern Africa, as well as many shades in between, as in the Agaw people of Ethiopia.

[...]

The team also found variants of two neighboring genes, HERC2 and OCA2, which are associated with light skin, eyes, and hair in Europeans but arose in Africa; these variants are ancient and common in the light-skinned San people. The team proposes that the variants arose in Africa as early as 1 million years ago and spread later to Europeans and Asians. “Many of the gene variants that cause light skin in Europe have origins in Africa,” Tishkoff says.

The most dramatic discovery concerned a gene known as MFSD12. Two mutations that decrease expression of this gene were found in high frequencies in people with the darkest skin. These variants arose about a half-million years ago, suggesting that human ancestors before that time may have had moderately dark skin, rather than the deep black hue created today by these mutations.

These same two variants are found in Melanesians, Australian Aborigines, and some Indians. These people may have inherited the variants from ancient migrants from Africa who followed a “southern route” out of East Africa, along the southern coast of India to Melanesia and Australia, Tishkoff says. That idea, however, counters three genetic studies that concluded last year that Australians, Melanesians, and Eurasians all descend from a single migration out of Africa. Alternatively, this great migration may have included people carrying variants for both light and dark skin, but the dark variants later were lost in Eurasians.

[...]


Curiosa essa ligação genética entre os bosquímanos san e europeus, que, são contudo mais distantes deles do que dos demais africanos, muito mais. Diferentes populações de bosquímanos podem ser mais distantes entre si do que um iorubá e um europeu.

 

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