Autor Tópico: Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...  (Lida 16855 vezes)

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Offline Sergiomgbr

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #50 Online: 19 de Junho de 2015, 22:06:24 »
.

Que aflição de ver essas rua sem saída. Principamente essa à esquerda do lago...

Offline Moro

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #51 Online: 19 de Junho de 2015, 22:14:46 »
tenho outro amigo morando lá, em Frisco TX, sofrendo situação semelhante, o que esses americanos tem que se submeter.
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

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Offline Moro

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #52 Online: 19 de Junho de 2015, 22:16:10 »
o interessante é que isso lá é classe média mesmo.. não é grandes coisas morar assim no TX
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Offline Sergiomgbr

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #53 Online: 19 de Junho de 2015, 22:18:04 »
tenho outro amigo morando lá, em Frisco TX, sofrendo situação semelhante, o que esses americanos tem que se submeter.
Tendo o suficiente onde estou não quereria nem de graça isso aí.

Offline Moro

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #54 Online: 19 de Junho de 2015, 22:37:15 »
bom.. cada um tem direito a sua opinião.

Eu podendo, vou. Dei um passo esse ano, vamos ver.
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Offline Geotecton

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #55 Online: 20 de Junho de 2015, 01:05:37 »
tenho outro amigo morando lá, em Frisco TX, sofrendo situação semelhante, o que esses americanos tem que se submeter.
Tendo o suficiente onde estou não quereria nem de graça isso aí.

Concordo.

Que lugar horrível.  ::)

Bom é morar em... onde é que você mora mesmo?  :)
Foto USGS

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #56 Online: 20 de Junho de 2015, 17:42:47 »
Esquerdismo. No Texas tudo deveria ser rústico, com ruas de areia, e todo mundo andando pelas ruas com arma no coldre. Carros e garagens, em vez de cavalos e estábulos, meu deus! O mundo está perdido.

Rhyan

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #57 Online: 20 de Junho de 2015, 19:35:42 »
Buckaroo sempre muda os temas dos tópicos com espantalhos.

Sobre o artigo do direito de dirigir bêbado, que ele provavelmente não leu nem ninguém aqui. Diz que uma pessoa que toma uma quantidade de álcool e não comete infrações de trânsito, nem vítimas ou seja que dirige normalmente, não deveria ser criminalizada. A pessoa que toma um copo num restaurante ou experimenta uma cerveja com moderação e dirige normalmente ou com o cuidado necessário não deveria ser considerado autor de um crime ou infração. Não é uma defesa de quem não consegue nem andar em linha reta dirigir. O ponto principal é que não se pode criminalizar algo antes de acontecer, antes de ter vítimas. E nem todo libertário concorda com essa posição.

É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Offline Diegojaf

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #58 Online: 20 de Junho de 2015, 19:49:06 »
É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Você foi avisado sobre esse comportamento. Cartão. Se o ambiente é tão cheio de gente estúpida, vaza.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #59 Online: 20 de Junho de 2015, 23:04:08 »
Buckaroo sempre muda os temas dos tópicos com espantalhos.

Sobre o artigo do direito de dirigir bêbado, que ele provavelmente não leu nem ninguém aqui. Diz que uma pessoa que toma uma quantidade de álcool e não comete infrações de trânsito, nem vítimas ou seja que dirige normalmente, não deveria ser criminalizada. A pessoa que toma um copo num restaurante ou experimenta uma cerveja com moderação e dirige normalmente ou com o cuidado necessário não deveria ser considerado autor de um crime ou infração. Não é uma defesa de quem não consegue nem andar em linha reta dirigir. O ponto principal é que não se pode criminalizar algo antes de acontecer, antes de ter vítimas. E nem todo libertário concorda com essa posição.

É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Eu só citei o texto que você mesmo citou antes (e outro no mesmo assunto), e como complemento ao ponto que você havia feito. E isso é espantalho? Que variante estranha da lei de Poe.

Offline Lorentz

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #60 Online: 20 de Junho de 2015, 23:13:20 »
É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Os artigos são grandes demais e postados numa quantidade grande demais. O Buck já vem corretamente alertando que seria melhor quotar partes interessantes do texto e ter sim a paciência de explicá-los.

Algumas das provocações dele não são para você também. São discursos esquerdistas engraçados contra o avanço capitalista.
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Offline JJ

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #61 Online: 21 de Junho de 2015, 11:22:40 »
Voltando ao tema inicial do tópico, segue o trecho de um relatório/parecer do  CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA (de Portugal)  que discute o tema:


RELATÓRIO-PARECER  17/CNECV/96

SOBRE LIBERALIZAÇÃO DA “DROGA”  E DESPENALIZAÇÃO DO SEU CONSUMO



Citação de: http://www.cnecv.pt/

c) A defesa do abolicionismo e da liberalização


 Os defensores do abolicionismo e da liberalização argumentam, em primeiro lugar,
que o mercado negro propicia toda uma economia clandestina, com grandes cartéis do
narcotráfico explorando um avultado negócio à custa de vidas humanas, um sub-mundo de
ilegalidade, criminalidade e corrupção, e que, por conseguinte, a simples legalização
acabaria com todo o cortejo de malefícios que deriva desta clandestinidade.


 Para além disso, a ilegalidade do comércio de drogas leves elevaria e encareceria os
preços dos produtos, propiciando grandes margens de lucro a quem comercializa e
provocando em cadeia a criminalidade por parte dos que procuram a sua aquisição. Com o
abaixamento dessas margens de lucro, por via da legalização, conseguir-se-ia uma
diminuição do montante do negócio, com efeitos indirectos no próprio consumo.
 Consumo esse que acabaria também por beneficiar com a legalização, pois a falta
de transparência favoreceria a adulteração criminosa da qualidade das drogas,
possibilitando misturas que provocam a mais rápida e vasta perda de vidas humanas. A
legalização possibilitaria o mais fácil controlo da genuidade e qualidade do que se
comercializa. Pelo contrário, a clandestinidade impediria a fácil identificação do fenómeno e
resolução do problema, nas suas várias manifestações.


 A ilegalidade, aliás, argumentam os abolicionistas, para além de inflaccionar os
preços, estimularia a atracção pelo “fruto proibido”; a liberalização, pelo contrário,
banalizaria não apenas em termos de preço mas também em termos simbólicos, a
importância da “droga”, cujo consumo, aliás, é antigo na história da humanidade, e não deve
ser nem exorcizado nem mistificado.

 Mas nem todos os abolicionistas entendem da mesma maneira a liberalização, que
muitos circunscrevem às drogas leves, que consideram inofensivas. A proibição total do uso,

argumentam, sem diferenciar drogas “leves” e “duras”, acaba por favorecer o abuso das
mais prejudiciais. Aliás, sublinham a incongruência entre a admissibilidade legal do consumo
do tabaco e do álcool e a proibição das demais drogas.


 Defendem ainda os defensores da liberalização que, com a abolição das estruturas
proibicionistas, se libertariam meios humanos e financeiros para o combate à “droga” de
uma forma mais eficaz.


 Por último, os liberalizadores sustentam o princípio de que as pessoas devem ter o
direito de tomar o que quiserem desde que não prejudiquem terceiros. A “droga” é, para
eles, um problema de liberdade e de responsabilidade individual, sobre o qual o Estado não
deve ser chamado a intervir.


 Outros há ainda que defendem a liberalização do consumo, socialmente integrado,
ou seja do consumo moderado por sanções sociais, o que pressuporia uma educação para
um consumo socialmente regrado, distinto do abuso, esse sim socialmente (mas não
juridicamente) a punir. Confiam na liberdade e responsabilidade individual, e na educação
para a auto-contenção, para controlar o abuso das drogas, e alegam mesmo as vantagens
individuais de um consumo assim socialmente auto-limitado.


d) A crítica proibicionista


 Em resposta a estes argumentos, os defensores da manutenção da proibição legal
quer do tráfico quer do consumo, tanto de drogas leves como de drogas pesadas,
respondem que a abolição da proibição não diminuiria nem o tráfico nem o consumo, tal
como evidenciam as experiências já realizadas nalguns países europeus, que, por isso
mesmo, regrediram em relação ao que haviam admitido. Pelo contrário, as experiências de
liberalização teriam feito aumentar o tráfico, não conseguindo por esse meio diminuir os
lucros e o montante do negócio e o consumo, facilitando a iniciação e a propagação. E
mesmo quando se pretendia aplicável apenas às drogas “leves”, teria acabado também por
favorecer o desenvolvimento das drogas “duras”, dando razão aos defensores da “teoria da
escalada”, para quem o uso de umas leva necessariamente ao abuso também das
segundas. Além disso, seria altamente questionável a própria distinção entre drogas “leves”
e “duras”, do ponto de vista científico, bem como a sua diferenciação do ponto de vista
comercial: a maior parte dos toxicodependentes não entra directamente nas drogas “duras”,
mas sim através da iniciação nas “leves”.

 A legalização e liberalização do tráfico e do consumo não resolveria afinal nenhum
dos graves problemas que andam associados à “droga”, antes os agravaria. E não seria
lícita a comparação com o tabaco e o álcool, cujos efeitos na saúde individual e pública não
se assemelham aos das outras drogas ilícitas, que são muito mais toxicomanogénicas.
 Nem seria legítimo sustentar o fracasso da estratégia proibicionista, pois este modelo
estaria longe de estar esgotado, já que não tem sido levado a sério, nem aplicado suficiente
e coerentemente. Para além de que a ineficácia de luta contra o crime não seria razão para
passar a admiti-lo como norma aceitável. Nem o que se gasta nessa luta seria razão para
ajuizar da bondade moral ou jurídica do que está em causa.


 Isto sem falar dos tremendos problemas que poria a liberalização do tráfico e do
consumo da “droga”, como os de saber quem controlaria a qualidade e quem venderia e a
quem.

http://www.cnecv.pt/admin/files/data/docs/1273059221_P017_Droga.pdf






O relatório conclui contra a descriminalização da drogas, entretanto é interessante notar que os mesmos argumentos usados para manter  as atuais drogas ilícitas como ilícitas, também poderiam ser aplicadas as atuais drogas lícitas.  E assim ao seguir estes argumentos  a sociedade e os seus legisladores deveriam por coerência proibir o consumo de álcool e de  tabaco !


Sem falar que o documento é de 1996 e de lá pra cá qual o sucesso que pode ser apresentado na manutenção da criminalização e na guerra às outras drogas ?




« Última modificação: 21 de Junho de 2015, 11:56:07 por JJ »

Offline JJ

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #62 Online: 21 de Junho de 2015, 11:53:45 »
Já nesta monografia o autor conclui afirmando que a questão permanece envolta num emaranhado ideológico, e que se deve fazer uma escolha, regulamentar a produção e o comércio das drogas ou continuar na política repressiva que jamais alcançou resultados concretos e que propicia a existência de um ramo do crime organizado.


http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K211115.pdf

PS. Não foi possível copiar trechos do texto.



Também muito interessante este trabalho:


Citação de: Regina Mª Mac Dowell de Figueiredo e  Rosana Gregori


Prevenção ao Abuso de Drogas em Ações de Saúde e Educação Tratamento adequado ao abuso de drogas
(uma abordagem sócio-cultural e de redução de danos)


---------------

Somente se levados em conta esse tripé e os múltiplos fatores que nele se juntam, é possível chegar-se a uma
compreensão adequada – condição indispensável para criar meios de intervenção judiciosa ( ver também unidade nº3)
embora, mesmo assim, de eficácia ainda limitada. É que não se elimina o consumo de drogas, nem os seus abusos: elas
estão aí, se oferecem a quem quiser, e recorrer a elas corresponde a uma possibilidade humana pela qual cada um pode
optar, mas pela qual tem que aprender a se responsabilizar.

Não existe, pois, panacéia para eliminar as drogas da sociedade, porque elas fazem parte da cultura
humana. E àquelas que pregam a mera condenação, total e absoluta, de todo e qualquer consumo de drogas,
lembramos que essa condenação além de ser desumana e antropologicamente factícia, é ineficiente, porque condena
não somente o uso de drogas, mas com ele o ser humano e as suas aspirações ao prazer, à felicidade e à beleza.
Tais aspirações, como já frisamos,são legítimas e fazem parte da “condição humana”. Esta, infelizmente, permite
deslizes, abusos e falhas, implica em desequilíbrios, dramas, conflitos e angústias – mas querendo eliminá-los, elimina-se o
que há de mais humano no homem, a sua liberdade e os riscos que tem que assumir em sua existência.
 Lembramos ainda, aos defensores intransigentes da condenação do consumo das drogas e da sua própria repressão
incondicional, que, não há muito tempo, consumidores de café e de tabaco foram condenados à morte. Aconteceu no século
XVIII, em vários condados da Alemanha e na Rússia czarista ( ver Volger, G e v. Welck, 1982).

(página 16 , antes da bibliografia)


http://www.usp.br/nepaidsabia/images/BIBLIOTECA/PDF/cartilhas/preven%C3%A7%C3%A3o%20ao%20abuso%20de%20drogas.pdf






« Última modificação: 21 de Junho de 2015, 12:15:38 por JJ »

Offline Sergiomgbr

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #63 Online: 21 de Junho de 2015, 16:44:54 »
tenho outro amigo morando lá, em Frisco TX, sofrendo situação semelhante, o que esses americanos tem que se submeter.
Tendo o suficiente onde estou não quereria nem de graça isso aí.

Concordo.

Que lugar horrível.  ::)

Bom é morar em... onde é que você mora mesmo?  :)
Moro em uma residência comum, em bairro com infraestrutura considerada mediana.

Acredite, pois eu estou sendo sincero, pra mudar do lugar que estou hoje, mesmo que seja pra uma casa dessas da imagem(naquele país) postada pelo Bahadur/Agnóstico, teria que ser à força. Eu consideraria degredo.

Offline Pedro Reis

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #64 Online: 21 de Junho de 2015, 23:05:36 »
Buckaroo sempre muda os temas dos tópicos com espantalhos.

Sobre o artigo do direito de dirigir bêbado, que ele provavelmente não leu nem ninguém aqui. Diz que uma pessoa que toma uma quantidade de álcool e não comete infrações de trânsito, nem vítimas ou seja que dirige normalmente, não deveria ser criminalizada. A pessoa que toma um copo num restaurante ou experimenta uma cerveja com moderação e dirige normalmente ou com o cuidado necessário não deveria ser considerado autor de um crime ou infração. Não é uma defesa de quem não consegue nem andar em linha reta dirigir. O ponto principal é que não se pode criminalizar algo antes de acontecer, antes de ter vítimas. E nem todo libertário concorda com essa posição.

É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Se ele não leu o artigo então cometeu um equívoco. Se leu e citou da forma como o fez então foi desonesto, porque passou uma ideia completamente diferente, distorcida.

No entanto, ainda assim, não concordo com sua posição. Em primeiro lugar ninguém está sendo  "condenado a priori". O código de trânsito proíbe que se dirija depois de beber, se alguém o fizer é punido por esta infração e apenas por esta infração, e não pelo que poderia acontecer como resultado de se dirigir embriagado.

Se um motorista alcoolizado provoca um acidente com vitima fatal então ele responde por esse crime, com o agravante de estar conduzindo o veículo em estado de embriaguez. Portanto a lei não se configura como uma punição para um crime ainda não cometido, ela só pune as infrações e os crimes efetivamente tipificados na lei.

Mas talvez você não tenha sabido se expressar. Na verdade, eu acho, o que você quer dizer é que, por exemplo, se alguém toma uma taça de vinho e essa pessoa tem boa tolerância ao álcool, então ela não representa um risco só por pegar no volante de um automóvel. Logo, na sua visão, estaria sendo punida injustamente.

Acontece que nenhuma lei é perfeita no sentido de se aplicar perfeitamente a todos os casos. O que existe são leis boas e leis ruins, e uma lei é boa quando existir a lei serve melhor á sociedade do que a ausência da lei.

Quando se trata de dirigir e beber não se pode deixar a critério da própria pessoa decidir até que ponto ela pode beber e ainda assim dirigir com segurança. Porque a primeira coisa que o álcool afeta é o discernimento, especialmente a auto-crítica.

Além disso, na prática, em muitos casos é difícil determinar se alguém que ingeriu álcool em quantidade moderada está ou não com seus reflexos comprometidos, porque isso varia de pessoa para pessoa. Por essa razão ou a lei pune qualquer traço de ingestão de álcool ou na prática se torna inefetiva.

Acontece o mesmo em muitas outras situações, é a figura do "crime presumido". Por exemplo, se um adulto faz sexo com um menor a lei considera estupro de vulnerável, não importando as circunstâncias. E alguém pode argumentar que nem sempre é o estupro de um vulnerável o que ocorre. Caetano Veloso tinha 40 anos quando fez sexo com a Paula Lavigne - que tinha apenas 13 - e se casaram, tiveram filhos, foram felizes e até hoje são maiores amigos. Mas mesmo com estas exceções o código penal, sabiamente, define este tipo de relação como um crime presumido, justamente porque é uma relação desigual e em termos práticos em muitos casos pode ser difícil determinar ( em um tribunal ) se o menor foi efetivamente lesado, abusado por um adulto. O que abriria uma brecha jurídica indesejável para uma infinidade de pedófilos.

Compreende? Sob esse aspecto e análogo a beber e dirigir. Se você acha que o mais justo seria poder encher a cara o quanto quiser desde que a pessoa, de alguma forma, ainda esteja apta para pegar um carro e sair por ai então como a lei, nestes termos, poderia ser efetiva sem deixar brecha para que milhares de infratores alcoolizados não fossem penalizados pelos seus atos irresponsáveis?


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #65 Online: 22 de Junho de 2015, 01:25:27 »
Se ele não leu o artigo então cometeu um equívoco. Se leu e citou da forma como o fez então foi desonesto, porque passou uma ideia completamente diferente, distorcida.

Por que? Que idéia você teve?

Offline Agnoscetico

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #66 Online: 22 de Junho de 2015, 01:57:04 »
Citar
1) A GUERRA ÀS DROGAS É A PRINCIPAL RESPONSÁVEL POR CRIAR AS SUBSTÂNCIAS MAIS PERIGOSAS DE NOSSO TEMPO.

   Eu pensava q eram os laboratorios quimicos.

   Pessoas se viciam por influencia de "amigos", pela glamourização da droga, etc. Mas o combate em si nao torna causa do vicio e do mercado sobre ela.
Se ninguém fosse influenciado de terceiros e/ou curiosidade pra experimentar não haveria vicio.

   Mas na sua postagem você afirmou "AS SUBSTÂNCIAS MAIS PERIGOSAS DE NOSSO TEMPO" então pra que usar? Você já disse são perigosas, logo são ruins.


Citar
2) OLHE AO SEU REDOR, QUEM VOCÊ ACHA QUE PAGA A CONTA MAIS CARA POR ISSO TUDO?

   O viciado, os familiares, amigos e mais pessoas envolvidas com ele. Q vai ter sua saúde danificada (se não a curto, a longo prazo).

Citar
3) AINDA NÃO INVENTAMOS UMA MÁQUINA QUE FAÇA NASCER UM POLICIAL DO CHÃO A CADA VEZ QUE UM CRIME É COMETIDO.

   Ok, a policia nao é perfeita. Entao vamo experimentar tirar elas das ruas?

   Se quer ver uma amostra, olha aqui: <a href="http://www.youtube.com/v/fTSd6s5OgxA" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/fTSd6s5OgxA</a>

Citar
4) TRAFICANTES NÃO SÃO DIVINDADES COM PODERES SUPERNATURAIS QUE OS PROTEGEM DAS CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS.

   Divindades não, mas tem uns envolvidos com uma divindade bem intolerante e muito conhecida por aqui, por mais contraditorio que se pareça.

   FÉ + TRAFICO =
<a href="http://www.youtube.com/v/4afLG1Hyfa0" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/4afLG1Hyfa0</a>


Citação de: Pedro Reis
A demanda, e é a realidade que mostra, existe independentemente de as drogas serem proibidas ou não. O exemplo da Lei Seca nos Estados Unidos é clássico: os americanos não passaram a beber mais porque a lei foi abolida. A única diferença foi que a indústria do álcool não financiava mais quadrilhas de criminosos como as de Al Capone.

   E passaram a beber menos? Fim da lei seca nao diminui consumo só tornou legal o q era ilegal.

   Mas em vez de se falar só do trafico em si porque não falar das consequências pra quem consome e quem vive ao redor independente de ser liberada ou não? Vamo supor que a venda seja liberada e muitos apresentem tendencia ao vicio e contraia dividas por querer compra mais e mais.
Ex: Caso do Rafael Ilha, ele não era um traficante mas um que era famoso e se tornou um marginal assaltando até vale transporte pra compra drogas. Nesse caso não era um favelado, era um ex-elite que entrou em decadência.
Poderia haver ai também surgimento de marginais

   E é bom não se confundir causa com consequência. Ex:

   Os ingleses e americanos introduziram o trafico do opio porque os chineses não consumiam muita coisa que Inglaterra produzia e essa tava em deficit com a China. A Inglaterra puritana e conservadora tentando reverter isso criou um narcotráfico de estado.

   Muitos chineses começaram consumir opio a ponto da situação ficar muito ruim e o governo chinês fez proibição do consumo de opio. A Inglaterra contestou, as consequência disso foi a Guerra do opio. Mas veja que nesse caso não havia uma situação econômica (pros padrões da época) desfavorável nem pra Inglaterra (que apesar do deficit era maior potencia de época). Aí o combate ao narcotráfico foi consequência do próprio trafico e não a causa. Usar mesmo argumento da Lei seca já ta virando clichê. Então se pode usar argumento da Guerra do opio como argumento também mesmo que vire clichê.

   Sobre consumo de tabaco ter diminuído, não sei, mas que eu vejo é que não dá pra se notar de forma absoluta quando se anda por aí que o consumo de cigarro, bebida, etc. tenha diminuída.


Citação de: Pedro Reis
Repare que você não encontra nenhum paralelo com isso ( nem um caso sequer ) nas campanhas e ações para reduzir o uso de substâncias ilícitas. É um dado de realidade que todas estas iniciativas sempre se mostram inócuas.

   Seria como uma campanha do tipo "Ministerio da saude adverte: drogas fazem mal ao cerebro e fazem pele envelhecer mais rapido" ou coisa assim?
 
Citação de: Pedro Reis
Pense: o que aconteceu com a máfia de Chigaco com o fim da Lei Seca?

   A mafia sofreu golpe mas nao morreu de vez.

Citação de: Pedro Reis
4 - Há razão para crer que o fim do narcotráfico irá conduzir a um nível muito maior de consumo, ou, mais importante, de dependentes químicos? O que ocorreu com o fim da Lei Seca nos EEEUU sugere que não.

   Também não dá pra sugerir que diminua. Consumo de álcool ainda continua. Por exemplo em baladas, festas, etc. Se diminuiu nao é uma coisa visivel nas ruas, e em outros lugares a ponto das pessoas dizerem "Nossa faz tempo que nao vi um bar aberto e gente bebendo!"

   E os EUA mesmo com liberação (em 2 estados até onde sei) ainda são os maiores consumidores de drogas. Muito cedo pra dizer que liberação de drogas vai diminuir consumo:

Citação de: Buckaroo Banzai
Então, se a legalização fosse rumo para uma redução do consumo problemático, o álcool deveria ser o "garoto propaganda". Mas é o maior vilão da história, deveria servir é de exemplo contrário, do que JAMAIS queremos fazer com as outras drogas.

   Isso que falei até no tópico sobre o brasileiro traficante morto na Indonesia.

   Como eu respondi tambem acima.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI310829-17770,00-ONU+DIVULGA+RELATORIO+ANUAL+SOBRE+CONSUMO+DE+DROGAS.html


Citação de: Buckaroo Banzai
Na verdade a não-estigmatização tanto ajuda quanto atrapalha (bem, pode ajudar mais do que atrapalhar em algumas coisas, e vice versa em outras, seja lá qual for o total).

Ajuda muito a formar o vício, a droga ser socialmente aceitável, como são produtos legais, industrializados, vendido em qualquer padaria ou bar. Também ajuda em algo a manter, já que é algo "normal", algo divertido, ou charmoso, ou másculo, que sempre se fez antes de tudo ser politicamente correto, ou só não se faz mais por que a sociedade é politicamente correta.

   Ja vi relato (quem quiser pode duvidar mas eu nao pois ja vi coisa bem parecido) de gente que fingiu usar drogas pra nao ser excluido do grupo de "amigos". Ja teve caso de dizerem "Quem nao fuma é viado" [nesse caso relativo a cigarro, mas se fosse com drogas nao duvidaria tambem].

   Então a questão é o glamour: No mundo do rock isso se consagrou; a pressão social dos "amigos", entre outras que nao lembro agora.

Offline Agnoscetico

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #67 Online: 22 de Junho de 2015, 02:05:22 »
   Mas para aumentar mais ainda a confusão tem essas informações dúbias (prós e contras) sobre a questao na Holanda:


Citar
http://smkbd.com/legalizacao-cultivo-da-maconha-gera-nova-polemica-na-holanda/

Legalização do cultivo da maconha gera nova polêmica na Holanda

Após Amsterdam dar sinal verde para regulação do cultivo, prefeituras holandesas se somaram à iniciativa. Regulamentação preencherá um vazio legal, já que a lei holandesa é tolerante com a venda de drogas leves nos coffeeshops, mas penaliza o cultivo obrigando os proprietários a adquirirem seus produtos do tráfico.

Rotterdam (Holanda) – O sinal verde que a prefeitura de Amsterdam deu para a regulação do cultivo de maconha na cidade produziu uma nova polêmica, pois a decisão se choca com as políticas mais restritivas do governo holandês.

No entanto, não são apenas as autoridades da capital que desafiaram as políticas do governo nesta questão, já que 55 prefeituras holandesas se somaram à iniciativa que pede a regulação do cultivo da cannabis.

O prefeito de Heerlen, Paul Depla, afirmou à Agência Efe que “55 prefeituras holandesas” apoiam a iniciativa e classificou como “fracassada” a política de drogas do governo central.

Depla defendeu a regulação do cultivo pois acredita que desta forma será possível “solucionar os problemas que existem em função dos coffeeshops”.

Para a líder do partido liberal (VVD) em Amsterdã, Marja Ruigrok, existe um vazio legal entre a forma de venda dos coffeeshops e o fato do cultivo da maconha ser ilegal, segundo afirmou para a emissora “NRC”.

A coalizão que governa a prefeitura de Amsterdam, formada por democratas, socialistas e liberais, aprovou nesta semana a regulação, com o apoio do Partido do Trabalho e da Esquerda Verde.

A lei holandesa sobre drogas, conhecida como a Lei do Ópio, é tolerante com a venda de drogas leves nos coffeeshops e a posse de produtos de cannabis em pequenas quantidades, não superiores a cinco gramas por pessoa, mas penaliza o cultivo que não for destinado a uso científico ou médico.

Na Holanda, além disso, desde 2013 vigora uma lei que limita o acesso a esses estabelecimentos aos residentes nos municípios, medida que procura combater o chamado “turismo da droga”.

Além disso, a lei obrigou os coffeeshops a se transformarem em clubes privados com um máximo de dois mil sócios, que devem comprovar que são residentes legais na Holanda.

Segundo dados do governo, 80% da cannabis produzida na Holanda se exporta.

“Quando se regula a produção de maconha, se pode criar um sistema fechado. Um sistema desde a produção até a venda e finalmente, de compra de maconha. Aí então não se necessita mais de um mercado ilegal”, disse o prefeito Depla à Efe.

Em sua opinião, os estabelecimentos de venda de maconha deveriam “comprar a substância de companhias com licença legal para produzir, e estas companhias só poderiam vender para os coffeeshops”.

Em uma linha similar, o tribunal de Groningen emitiu em outubro uma sentença favorável ao cultivo de maconha.

“Que se tolere a venda de droga branda nos coffeeshops implica que estes necessitem serem abastecidos e que se pratique o cultivo, sempre e quando se faça em favor desse abastecimento. A política não esclarece como deve ser essa provisão“, afirmou o veredicto do juiz.

“Trata-se de um assunto muito complexo de analisar porque não é apenas a lei que determina o consumo em um país”, disse à Efe Marije Wouters, pesquisadora do Instituto Bonger de criminologia da Universidade de Amsterdam e uma das autoras do estudo “Controle da Cannabis: consequências para o consumo e cultivo”.

A especialista explicou que “a história, a cultura, a economia e também as leis são aspectos determinantes”. Segundo os estudos de Wouters, “a relação entre uma política pública de drogas e o uso em um país não estão relacionados de maneira direta”.

“Os resultados que obtivemos indicam que a queda do consumo de maconha é algo generalizado desde meados dos anos 90 e ocorre em outros países também, portanto a relação direta com normas mais rígidas não é a única razão pelas quais o consumo diminuiu na Holanda”, acrescentou.


Wouters argumentou que desde 2002, com a “intensificação de medidas em relação à política do cultivo, também aumentaram as organizações criminosas”.

A especialista, no entanto, disse que não é “a favor da sentença de Groningen” e explicou que aposta por mais por uma regulação do cultivo do que pela legalização.

“Acho que é mais interessante regular o cultivo para obter um produto de maior qualidade e evitar o crime organizado. Ou, por exemplo, que os coffeeshops não só vendam, também informem sobre o uso e consumo de drogas“, opinou.


Offline Agnoscetico

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #68 Online: 22 de Junho de 2015, 02:42:40 »
   Isso foi publicada no Carta Capital, uma revista de esquerda, que em teoria seria a favor da liberação de drogas já que direita (mais especificamente a ala evangelica) seria contra:


Citar
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-destravar-o-debate-sobre-legalizacao-das-drogas-1836.html


Às vésperas de mais uma eleição, o Brasil caminha a passos largos para a manutenção de uma política descalibrada e desajustada da realidade em relação ao consumo de drogas – as lícitas e as ilícitas. Entre os candidatos à Presidência com chance de vitória nas urnas, a estratégia é evitar discursos sobre descriminalização da maconha, um debate que espanta eleitores conservadores em qualquer país do mundo. Apenas quem tem baixa probabilidade de vitória entra no debate de “peito aberto”. Ainda assim, de maneira simplista, segundo o médico psiquiatra do Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da USP Hercílio Pereira de Oliveira Júnior.

Para o especialista, o tema é evitado pelos principais postulantes da disputa porque não rende votos. Ele critica, no entanto, o discurso pró-liberação da maconha feito por Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL). O psiquiatra diz que é errado pensar que a legalização acabaria naturalmente com o tráfico e a violência, como pregam os postulantes. “Não acaba. O álcool e o tabaco são legalizados e ainda assim existe contrabando”, diz.

Oliveira Júnior será um dos palestrantes do Café Filosófico CPFL de setembro sobre “Do Hedonismo à Adicção - As drogas no mundo contemporâneo”. O ciclo de debates, promovido pela CPFL Cultura, em Campinas (SP), acontece entre os dias 05/09 e 03/10. Sob curadoria do psiquiatra especialista em dependência química Arthur Guerra, o módulo abordará questões relativas ao uso de quatro tipos de substâncias: “Álcool: a droga legalizada”, “Maconha: entre a ciência e a sociedade”, “Das folhas às pedras: perigos da cocaína e do crack” e “Cigarro: de símbolo de status à condenação”. Os encontros acontecem sempre às sextas-feiras e terão transmissão ao vivo.

Para Oliveira Júnior, o ciclo será uma oportunidade de desmistificar soluções simplistas apresentadas sobre o tema em época de eleição: o encarceramento, de um lado, e a simples liberação, de outro. ““Sou contra o encarceramento e a favor de uma política de prevenção com redução da demanda por drogas através do tratamento adequado dos indivíduos que apresentam transtornos associados. É um engano acreditar que, como a política de guerra às drogas fracassou, podemos liberar todas as drogas que tudo estará resolvido. Isso não aconteceu em nenhum país.”

Segundo ele, algumas especificidades da experiência uruguaia, que recentemente decidiu regular a produção e consumo da maconha, ainda não estão bem definidas. “Algumas premissas, como a de que legalizar pequenas quantidades vai acabar com o tráfico, não têm embasamento. Em Washington e no Colorado, nos EUA, a legislação permite a compra de maconha para uso recreativo. Nesses lugares, o tráfico não foi debelado. Ele se reinventou e hoje oferece maconha com preços mais baratos, misturas mais fortes ou drogas que seguem proibidas.”

Oliveira Júnior diz que a presunção de que o acesso à maconha vai diminuir a procura por outras drogas não tem fundamento cientifico. “Uma pessoa dependente de cocaína, mesmo tendo maconha facilitada, procura cocaína”, diz. “O conceito é semelhante ao álcool e outras drogas lícitas: uma vez legalizada, o consumo tende a aumentar. Se você chega em casa e tem lata de cerveja disponível na geladeira, você toma. As experiências que observamos demonstram que o aumento da disponibilidade aumenta também o consumo.”

Ao mesmo tempo, afirma, estudos mostram que um adolescente que usa maconha antes dos 15 anos corre um risco cinco vezes maior de consumir outro tipo de drogas, como a cocaína. “Comprando drogas ilícitas, ele fica vulnerável à oferta de cocaína pelos traficantes, por exemplo.”

Segundo o especialista, não é possível debater a legalização de qualquer droga sem deixar claros os seus malefícios para a saúde. “O consumo da droga na adolescência piora o desempenho escolar. As consequências podem ser danosas. Mas temos estudos que demonstram o álcool e o tabaco aparecem antes em uma escala de danos à sociedade.
Se tivéssemos uma lei mais calibrada, seriamos mais tolerante ao uso de drogas hoje ilícitas. E controlaríamos o uso e a venda das lícitas, que são mais baratas e acessíveis aqui do que em outros países.”



Offline Pedro Reis

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #69 Online: 22 de Junho de 2015, 08:28:29 »
Se ele não leu o artigo então cometeu um equívoco. Se leu e citou da forma como o fez então foi desonesto, porque passou uma ideia completamente diferente, distorcida.



Por que? Que idéia você teve?

Desnecessária a pergunta. Você sabe muito bem que isto:

Pelo direito de dirigir alcoolizado
 

Por Lew Rockwell


IMB - Pelo direito de dirigir alcoolizado
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=115




Não poder dirigir um caminhão com carga explosiva, drogado, em velocidade máxima, com olhos vendados, é escravidão, simples assim.



Não transmite a mesma mensagem disto:

.

Sobre o artigo do direito de dirigir bêbado, que ele provavelmente não leu nem ninguém aqui. Diz que uma pessoa que toma uma quantidade de álcool e não comete infrações de trânsito, nem vítimas ou seja que dirige normalmente, não deveria ser criminalizada. A pessoa que toma um copo num restaurante ou experimenta uma cerveja com moderação e dirige normalmente ou com o cuidado necessário não deveria ser considerado autor de um crime ou infração. Não é uma defesa de quem não consegue nem andar em linha reta dirigir. O ponto principal é que não se pode criminalizar algo antes de acontecer, antes de ter vítimas. E nem todo libertário concorda com essa posição.

É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Há um nome para isso: chama-se citação em falso. É quando a pessoa cita algo fora do contexto, ou cita parcialmente, omitindo o verdadeiro sentido da citação.

Se não leu o arquivo foi um equívoco. Se leu foi uma distorção.

Offline JJ

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #70 Online: 22 de Junho de 2015, 09:46:09 »
   Isso foi publicada no Carta Capital, uma revista de esquerda, que em teoria seria a favor da liberação de drogas já que direita (mais especificamente a ala evangelica) seria contra:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-destravar-o-debate-sobre-legalizacao-das-drogas-1836.html


Às vésperas de mais uma eleição, o Brasil caminha a passos largos para a manutenção de uma política descalibrada e desajustada da realidade em relação ao consumo de drogas – as lícitas e as ilícitas. Entre os candidatos à Presidência com chance de vitória nas urnas, a estratégia é evitar discursos sobre descriminalização da maconha, um debate que espanta eleitores conservadores em qualquer país do mundo. Apenas quem tem baixa probabilidade de vitória entra no debate de “peito aberto”. Ainda assim, de maneira simplista, segundo o médico psiquiatra do Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da USP Hercílio Pereira de Oliveira Júnior.

Para o especialista, o tema é evitado pelos principais postulantes da disputa porque não rende votos. Ele critica, no entanto, o discurso pró-liberação da maconha feito por Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL). O psiquiatra diz que é errado pensar que a legalização acabaria naturalmente com o tráfico e a violência, como pregam os postulantes. “Não acaba. O álcool e o tabaco são legalizados e ainda assim existe contrabando”, diz.



Será que o cara sabe que a CAUSA do descaminho de álcool e cigarro é a brutal carga tributária que o Estado  IMPÕE sobre  a bebida e o cigarro ?

Se o Estado pusesse uma carga tributária baixa sobre a bebida e o cigarro automaticamente estaria praticamente eliminado o incentivo ao descaminho destes produtos.

O Estado é mais uma vez o culpado na história, é o Estado que gera o incentivo para o descaminho. E  pessoas reagem a incentivos. Mas a ignorância econômica do cara o impede de enxergar  este fato.



PS. Parece que o cara não sabe a diferença entre contrabando e descaminho.

« Última modificação: 22 de Junho de 2015, 09:53:39 por JJ »

Offline JJ

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #71 Online: 22 de Junho de 2015, 10:03:35 »
   Isso foi publicada no Carta Capital, uma revista de esquerda, que em teoria seria a favor da liberação de drogas já que direita (mais especificamente a ala evangelica) seria contra:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-destravar-o-debate-sobre-legalizacao-das-drogas-1836.html

Segundo o especialista, não é possível debater a legalização de qualquer droga sem deixar claros os seus malefícios para a saúde. “O consumo da droga na adolescência piora o desempenho escolar. As consequências podem ser danosas. Mas temos estudos que demonstram o álcool e o tabaco aparecem antes em uma escala de danos à sociedade.[/b] Se tivéssemos uma lei mais calibrada, seriamos mais tolerante ao uso de drogas hoje ilícitas. E controlaríamos o uso e a venda das lícitas, que são mais baratas e acessíveis aqui do que em outros países.”



Pois é,  e até parece que o adolescente que quer  tomar bebida álcoolica deixa de fazê-lo porque burocratas do Estado acham que ele não deve tomar...  ::)



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #72 Online: 22 de Junho de 2015, 15:07:11 »
Se ele não leu o artigo então cometeu um equívoco. Se leu e citou da forma como o fez então foi desonesto, porque passou uma ideia completamente diferente, distorcida.



Por que? Que idéia você teve?

Desnecessária a pergunta. Você sabe muito bem que isto:

Pelo direito de dirigir alcoolizado
 

Por Lew Rockwell


IMB - Pelo direito de dirigir alcoolizado
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=115




Não poder dirigir um caminhão com carga explosiva, drogado, em velocidade máxima, com olhos vendados, é escravidão, simples assim.



Não transmite a mesma mensagem disto:

.

Sobre o artigo do direito de dirigir bêbado, que ele provavelmente não leu nem ninguém aqui. Diz que uma pessoa que toma uma quantidade de álcool e não comete infrações de trânsito, nem vítimas ou seja que dirige normalmente, não deveria ser criminalizada. A pessoa que toma um copo num restaurante ou experimenta uma cerveja com moderação e dirige normalmente ou com o cuidado necessário não deveria ser considerado autor de um crime ou infração. Não é uma defesa de quem não consegue nem andar em linha reta dirigir. O ponto principal é que não se pode criminalizar algo antes de acontecer, antes de ter vítimas. E nem todo libertário concorda com essa posição.

É cansativo ter que explicar tudo por aqui, se lessem os artigos não fariam perguntas e afirmações idiotas.

Há um nome para isso: chama-se citação em falso. É quando a pessoa cita algo fora do contexto, ou cita parcialmente, omitindo o verdadeiro sentido da citação.

Se não leu o arquivo foi um equívoco. Se leu foi uma distorção.

Ou, eu questionava a extensão dessa lógica, ainda que com um lado caricatural -- utilizando o exagero libertário característico de equiparar toda intervenção estatal a uma forma de "escravidão".

O texto sugere que "andar em zigue-zague" talvez fosse o que já pode ser penalizado. Mas ainda não há vítima, então não deveria ser penalizado. Qualquer um pode andar em zigue-zague, se quiser, sem oferecer risco a si (não que isso importe, na filosofia da coisa) ou a outros. Para praticar, se tornando um motorista mais hábil. (Mas claro, os defensores do estado babá choram histericamente contra a Liberdade de alguém aprimorar suas habilidades sem a supervisão dos burocratas, que só tornam tudo mais ineficiente e corrupto) Não vejo isso como dramaticamente diferente do que o texto mesmo sugere, que "algumas pessoas" são dirigem melhor após beber, por se preocuparem mais com os reflexos reduzidos.

Então, pelo príncípio de não haver punição preventiva, sim, o que eu disse, é perfeitamente coerente. Para se prevenir "acidentes" é necessário penalizar comportamento de risco. A tendência deve ser que, "quanto antes, melhor" (com algum bom senso, antes de se chegar aos espantalhos libertários), não esperar o zigue-zague de um bêbado para então, torcer que haja alguém que possa parar o carro e evitar um acidente. Não tem nenhuma linha óbvia entre isso e dirigir bêbado em alta velocidade um caminhão com material inflamável. Na autobahn alemã, não existe limite de velocidade em vários trechos (e não deveria existir em lugar algum -- pelo mesmo princípio). Vão proibir caminhões transportando material inflamável lá? Ou é mais prático proibir beber e dirigir? E ter limites de velocidade? Carteira de habilitação?

O irônico é que tudo isso, e muito mais, seria visto como legítimo, se fosse iniciativa privada...

Offline Agnoscetico

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #73 Online: 22 de Junho de 2015, 21:18:50 »
   Isso foi publicada no Carta Capital, uma revista de esquerda, que em teoria seria a favor da liberação de drogas já que direita (mais especificamente a ala evangelica) seria contra:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-destravar-o-debate-sobre-legalizacao-das-drogas-1836.html


Às vésperas de mais uma eleição, o Brasil caminha a passos largos para a manutenção de uma política descalibrada e desajustada da realidade em relação ao consumo de drogas – as lícitas e as ilícitas. Entre os candidatos à Presidência com chance de vitória nas urnas, a estratégia é evitar discursos sobre descriminalização da maconha, um debate que espanta eleitores conservadores em qualquer país do mundo. Apenas quem tem baixa probabilidade de vitória entra no debate de “peito aberto”. Ainda assim, de maneira simplista, segundo o médico psiquiatra do Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da USP Hercílio Pereira de Oliveira Júnior.

Para o especialista, o tema é evitado pelos principais postulantes da disputa porque não rende votos. Ele critica, no entanto, o discurso pró-liberação da maconha feito por Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL). O psiquiatra diz que é errado pensar que a legalização acabaria naturalmente com o tráfico e a violência, como pregam os postulantes. “Não acaba. O álcool e o tabaco são legalizados e ainda assim existe contrabando”, diz.



Será que o cara sabe que a CAUSA do descaminho de álcool e cigarro é a brutal carga tributária que o Estado  IMPÕE sobre  a bebida e o cigarro ?

Se o Estado pusesse uma carga tributária baixa sobre a bebida e o cigarro automaticamente estaria praticamente eliminado o incentivo ao descaminho destes produtos.

O Estado é mais uma vez o culpado na história, é o Estado que gera o incentivo para o descaminho. E  pessoas reagem a incentivos. Mas a ignorância econômica do cara o impede de enxergar  este fato.



PS. Parece que o cara não sabe a diferença entre contrabando e descaminho.

Mas entao caras como Libertario iam chiar, pois ele é contra interferencia do estado, etc. o Estado taxando alcool e fumo ia ser como interferencia do estado na economia.


Offline Johnny Cash

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Re:Se esses 4 motivos não te convencerem quão estúpida é a guerra às drogas...
« Resposta #74 Online: 24 de Junho de 2015, 07:47:54 »
Com Lei de Drogas, presos por tráfico passam de 31 mil para 138 mil no país

Tráfico é crime que mais encarcera; aumento foi de 339% desde lei de 2006.
Para especialistas, aplicação é falha e teve efeito perverso sobre usuários.


A aplicação falha da lei é apontada como a causa da superlotação dos presídios na última década. Presos por tráfico de drogas já superam os de todos outros crimes no país, segundo dados do Ministério da Justiça.

Um desses processos está no STF e deve ser julgado ainda este ano. O caso é o de um presidiário de Diadema (SP) condenado como usuário de maconha, que quer derrubar essa decisão.

Em razão da grande quantidade de processos parecidos, o STF reconheceu a repercussão geral. A decisão adotada deverá ser a mesma em todos os demais. Se aceito o recurso, na prática, o porte de drogas para consumo próprio deixa de ser crime no Brasil.
Crescimento vertiginoso
Em 2006, quando a Lei 11.343 começou a valer, eram 31.520 presos por tráfico nos presídios brasileiros. Em junho de 2013, esse número passou para 138.366, um aumento de 339%. Nesse mesmo período, só um outro crime aumentou mais dentro das cadeias: tráfico internacional de entorpecentes (446,3%).

Nesta terça (23), o Ministério da Justiça divulgou dados de 2014 sobre o sistema carcerário brasileiro, mas nem todos os estados informaram a estatística sobre os crimes cometidos. O levantamento mostra, no entanto, que proporção dos presos por tráfico se manteve também no ano passado. Eram 25% do total entre os homens e 63% entre as mulheres.

Só em São Paulo, posse e tráfico de drogas motivaram 25,27% das prisões de incluídos no sistema prisional entre 15 de abril e 14 de maio deste ano. Foram 837 novos presos de um total de 3.311 no período de um mês, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Outros 10,72% (355 presos) entraram por outros crimes praticados em função do vício em substância tóxica.









http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/06/com-lei-de-drogas-presos-por-trafico-passam-de-31-mil-para-138-mil-no-pais.html

 

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