Autor Tópico: Liberalismo  (Lida 8769 vezes)

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Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #125 Online: 04 de Novembro de 2017, 21:33:16 »
O Neoliberalismo já vem sendo estudado desde quando ele foi implantado em alguns países, e os resultados não foram bons para os países de terceiro e segundo mundo, tem muitas criticas ao Neoliberalismo.  Dai vem alguns e dizem que Neoliberalismo não existe, sendo que o termo neo (novo) é usado para indicar a diferença entre o liberalismo antigo do Adam Smith com o do Hayek e Friedman.
Mas não existe mesmo. Mostre uma fonte que não seja Marxista ou Pós-Keynesiana que utilize esse termo. Até os Neokeynesianos são chamados de "Neoliberais".
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #126 Online: 04 de Novembro de 2017, 21:51:47 »
Me parece que os países que adotam as medidas liberais são os que mais enriquecem e sustentam a riqueza. O Brasil no regime militar promoveu um crescimento baseado em estatismo, adotando todas essas ideias keynesianas, enquanto no regime do Pinochet no Chile adotaram o modelo da escola austríaca.

Apenas compare os dois países e veja o que funciona. Não tem credibilidade maior que constatar o que funciona e o que não funciona, mas os economistas desenvolvimentistas não entendem isso, e é por isso que após não conseguirem prever a crise de 2008, dentre outras, que cada vez menos gente levam eles à sério.
O Chile é bem menor que o Brasil, até em população, e mesmo com o crescimento econômico eles ainda têm pobreza e uma grande desigualdade. Além disso, existiram vários países que tiveram crescimento econômico com estatismo, Alemanha nazista, União Soviética por um tempo, A Rússia quando Putin assumiu o poder, etc. Sempre o estado teve um papel importante no crescimento dos países, até em Hong Kong.
[...]
Qual o problema em haver desigualdade no Chile? Desigualdade econômica é algo completamente natural no sistema capitalista e eliminá-la é simplesmente uma utopia socialista. Os pobres chilenos têm uma boa educação pública? A Segunda Melhor da América Latina. Saúde? Uma das mais eficientes do mundo. Crime? Menor taxa de homicídios intencionais da AL.

A diferença do crescimento econômico do Chile ou da Nova Zelândia em relação aos países que você citou, é que o crescimento econômico por lá é durável justamente por não depender de fatores que possam envolver os problemas estatais, principalmente a corrupção ou conflitos que possam alterar os planejamentos do governo central. Da mesma forma que o estado foi importante para o crescimento econômico da URSS ou da Alemnha Nazista, o mesmo foi o responsável pelo seu colapso.

É indiscutível o estatismo exacerbado da Rússia, mas o crescimento econômico sob Putin se deve justamente às desestatizações econômicas e cortes de impostos promovidos por ele.
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Offline Tirn Aill

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Re:Liberalismo
« Resposta #127 Online: 05 de Novembro de 2017, 02:35:02 »
Mas não existe mesmo. Mostre uma fonte que não seja Marxista ou Pós-Keynesiana que utilize esse termo. Até os Neokeynesianos são chamados de "Neoliberais".
Qual o problema deles serem marxistas ou pós-keynesianos? Isso não significa que o termo está errado. O termo foi criado por Alexander Rüstow: https://www.infoescola.com/historia/neoliberalismo/
                                                                                                                                                                                                                                  https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_R%C3%BCstow
Ele era pós-keynesiano também?

O FMI usa: http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm
                  http://www.politize.com.br/neoliberalismo-o-que-e/
E é citado em vários países: https://www.google.com.br/search?q=neoliberalism&ie=utf-8&oe=utf-8&client=firefox-b&gws_rd=cr&dcr=0&ei=mmj-WeSmOYakwATos6-ICQ
https://www.google.com.br/search?q=neoliberismo&ie=utf-8&oe=utf-8&client=firefox-b&gws_rd=cr&dcr=0&ei=7Wj-WYyfMoWVwgSBsK-ICg
https://www.google.com.br/search?client=firefox-b&dcr=0&ei=S2r-WaVKw6rCBNbimKgJ&q=+%D8%A7%D9%84%D9%86%D9%8A%D9%88%D9%84%D9%8A%D8%A8%D8%B1%D8%A7%D9%84%D9%8A%D8%A9&oq=+%D8%A7%D9%84%D9%86%D9%8A%D9%88%D9%84%D9%8A%D8%A8%D8%B1%D8%A7%D9%84%D9%8A%D8%A9&gs_l=psy-ab.3..0i7i30k1l9j0i7i10i30k1.3618.3974.0.4460.2.2.0.0.0.0.293.457.0j1j1.2.0....0...1.1.64.psy-ab..0.1.289....0.BYbQ6yB9R8g
https://www.google.com.br/search?q=%E6%96%B0%E8%87%AA%E7%94%B1%E4%B8%BB%E7%BE%A9&client=firefox-b&dcr=0&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwixnpm1pabXAhUJIpAKHXKvDMMQ_AUICSgA&biw=1920&bih=971&dpr=1

É um termo usado no mundo inteiro, o mundo está errado, quem está certo é a escola austríaca? Igual o Lair Ribeiro está certo e a medicina mundial errada?
Qual o problema em haver desigualdade no Chile? Desigualdade econômica é algo completamente natural no sistema capitalista e eliminá-la é simplesmente uma utopia socialista. Os pobres chilenos têm uma boa educação pública? A Segunda Melhor da América Latina. Saúde? Uma das mais eficientes do mundo. Crime? Menor taxa de homicídios intencionais da AL.

A diferença do crescimento econômico do Chile ou da Nova Zelândia em relação aos países que você citou, é que o crescimento econômico por lá é durável justamente por não depender de fatores que possam envolver os problemas estatais, principalmente a corrupção ou conflitos que possam alterar os planejamentos do governo central. Da mesma forma que o estado foi importante para o crescimento econômico da URSS ou da Alemnha Nazista, o mesmo foi o responsável pelo seu colapso.

É indiscutível o estatismo exacerbado da Rússia, mas o crescimento econômico sob Putin se deve justamente às desestatizações econômicas e cortes de impostos promovidos por ele.

Todo mundo sabe que no capitalismo sempre vai existir classes, até no socialismo real existe. Quando falamos de desigualdade estamos falando de uma anomalia em que uma minoria desfruta muitos bens que a maioria não possui, como aqui no Brasil, onde uma minoria tem a mesma riqueza da metade dos mais pobres, onde pagam bem menos imposto que nós, onde eles compram o estado e o usa ao seu favor. Quanto mais pessoas se aproximam da classe alta melhor.


Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #129 Online: 05 de Novembro de 2017, 08:18:52 »
NORUEGA: CONHEÇA OS FATORES QUE PERMITIRAM SEU DESENVOLVIMENTO


A Noruega alcançou sucesso econômico e social em diversas áreas por ter seguido uma agenda de desenvolvimento totalmente inversa da qual é imposta atualmente no Brasil.

Por Leandro  Em 18 de dez de 2016

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A Noruega é um país gelado localizado no extremo norte da Europa e considerado por alguns o mais próspero do mundo.


Esse título é comumente atribuído a essa nação devido aos diversos indicadores econômicos invejáveis, estando sistematicamente entre os melhores do mundo em itens como PIB per capita [1] (indicador de geração de riqueza, maior = melhor), IDH [2] (indicador de desenvolvimento social, maior = melhor), índice GINI [3] (indicador de desigualdade social, menor = melhor), índice de homicídios [4] (menor = melhor), desemprego [5], dentre diversos outros (praticamente qualquer indicador de desenvolvimento tem a Noruega entre as primeiras posições).


Um país com tamanho êxito em áreas tão distintas é um caso importante a ser estudado por aqueles que desejam o sucesso econômico e social de sua própria nação e este texto se propõe a compreender o que tornou e mantém a Noruega numa posição destacada entre todos os países do mundo.


 
Serão levantados os principais pontos que tornaram a Noruega um caso de sucesso, dentre tantos outros países que encontraram grandes reservas de recursos naturais, dado que muitos acabam permanecendo no atraso dependendo unicamente da extração da matéria prima encontrada.


A Noruega se tornou um país independente da Coroa Sueca em 1905 e permaneceu com pouco destaque na economia europeia até o início da exploração de petróleo no Mar do Norte, na década de 60, cujo período deve ser resumido antes de se aprofundar em outros aspectos da economia norueguesa.


Centro financeiro no bairro de Bjørvika, em Oslo.


Isso se faz necessário pelo fato desse país, apesar de possuir uma pequena população,  de apenas 5 milhões de habitantes, ter se tornado o 13º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção de 2 milhões de barris por dia, além de ser a origem de diversas companhias relevantes em nível mundial do setor (como a Statoil, a Aker Solutions, a Subsea 7, a Seadrill e a DOF). Essa relevância é visível na composição das exportações do país, na qual produtos relacionados ao petróleo chegam a quase 65% do valor exportado.


Alguns poderiam dizer que isso é consequência do petróleo fácil, como o do Oriente Médio, mas isso não é verdade. O petróleo norueguês está em alto mar e sempre precisou de tecnologia de ponta para ser devidamente extraído. Sua situação se aproxima muito mais com a do Brasil, México, Nigéria, Guiné Equatorial e Namíbia do que dos países do Oriente Médio que possuem óleo de altíssima qualidade e extremamente acessível logo abaixo de seus desertos. Não é necessário se estender para concluir que o ouro negro não trouxe prosperidade similar para os outros países em situação análoga à norueguesa.


Está gostando deste artigo sobre o desenvolvimento da Noruega? Então confira também o nosso artigo que explica como a Inglaterra se desenvolveu clicando aqui.


O Modelo Norueguês de Exploração de Petróleo


Durante a década de 60, a exploração de petróleo na Noruega era quase completamente feita por empresas privadas estrangeiras. No governo de Trygve Bratteli (do Partido Trabalhista Norueguês, que governou nos períodos de 1971-1972 e 1973-1976), foram tomadas decisões que muito influenciaram no destino da Noruega: A criação da Statoil (petrolífera 100% estatal), a definição de que o governo norueguês teria no mínimo 50% de todos os campos explorados a serem licenciados no país e a obrigatoriedade dos estrangeiros desenvolverem fornecedores locais (chegando ao ponto de forçar a contratação de fornecedores específicos para que sua operação fosse autorizada).


A partir da 4ª rodada de licenciamento (1978-1979) foi introduzida a obrigatoriedade de investimento em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas interessadas. Desse investimento, 50% obrigatoriamente teria que ser feito em instituições norueguesas.


A sede da Statoil, em Oslo, Noruega.


Em 1985, houve alteração no sistema: O Estado Norueguês passou a ter uma participação variável em cada projeto, definida para cada licença, sendo essa participação do Estado executada através da Statoil (ou seja, a todos os campos a serem licitados teriam a Statoil como sócia, com essa porcentagem variando em cada projeto).


No ano de 1990, foi criado o atual fundo soberano norueguês: o Government Pension Fund Global. Fundo esse que se tornaria o maior fundo soberano do planeta, responsável por investir a receita do governo norueguês como consequência de sua participação na exploração de petróleo do país.


As políticas de conteúdo local foram abolidas em 1994, como consequência de um acordo de livre comércio com a União Européia.


Em 2001, foram vendidas parte das ações da Statoil, que se tornou uma empresa de economia mista, mas tendo como maior acionista o Estado norueguês (que permaneceu como único controlador da empresa). Com essa venda, a participação estatal nos campos passou a ser administrada através da recém fundada Petoro (100% estatal), a qual, porém, não opera nenhum campo.


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Pode-se dizer que o regime de partilha que tentou se estabelecer para o pré-sal brasileiro foi inspirado no regime norueguês em diversas de suas fases, como:

1- Possuir uma participação estatal variável para cada campo licitado, administrada por uma empresa 100% estatal (Pré-Sal Petróleo S/A), com participação obrigatória da operadora de economia mista (Petrobras), de uma forma que também varia em cada projeto;

2- Criação de um fundo soberano para a investimento das receitas do Estado provenientes da extração petrolífera;

3- Obrigatoriedade de conteúdo local para os empreendimentos.

O Fundo Soberano e o Estado Empresário Norueguês


Pode-se dizer que a principal herança do modelo de exploração de petróleo norueguês é o seu fundo soberano, o Government Pension Fund Global que por si só é uma demonstração do gigantismo do Estado norueguês.


O valor de mercado do fundo soberano no dia de elaboração desse artigo ultrapassava 7 trilhões de coroas norueguesas (mais de 800 bilhões de dólares), sendo que todo o mercado de ações da Noruega estava avaliado em pouco mais de 2 trilhões de coroas norueguesas (menos de 1/3 do tamanho do fundo soberano do país). A dívida pública norueguesa se encontrava em um pouco mais de 1 trilhão de coroas norueguesas, o que significa que o fundo soberano poderia comprar todas as ações e toda a dívida pública norueguesa 2 vezes que ainda assim sobraria dinheiro.


Como o PIB da Noruega está um pouco acima de 3 trilhões de coroas norueguesas (menos de 400 bilhões de dólares), isso significa que toda a riqueza produzida no país em dois anos é menor que o valor de mercado do fundo soberano norueguês.

No entanto, mesmo sem considerar o Government Pension Fund Global, o governo é o principal player econômico do país, controlador de todas as 5 maiores empresas da Noruega em valor de mercado (já excluindo dessa lista as empresas totalmente estatais, que não possuem valor de mercado bem definido para serem avaliadas), que estão listadas abaixo:


A participação do Estado na economia norueguesa


 ANT 1 de 5 PRÓX

 Statoil ASA (67% diretamente do Estado, 3% do Estado via fundos. Controlada pelo Estado)
 Norsk Hydro ASA (35% do Estado, 1% dela mesma. Controlada pelo Estado)
 Telenor SA (54% diretamente do Estado. Controlada pelo Estado)


Dentre essas empresas se encontram a maior petrolífera do país (Statoil), a maior empresa de telecomunicações (Telenor), o maior banco (DNB), além da maior empresa de alumínio (Norsk Hydro), mas a participação do governo em setores estratégicos não se resume a essas companhias.


No setor de energia elétrica, por exemplo, praticamente não há espaço para a inciativa privada. Toda a transmissão e distribuição de energia elétrica em alta tensão é controlada por uma empresa 100% estatal chamada Statnett, que também é a operadora do sistema.


Na geração de energia, além da Norsk Hydro (segunda maior geradora de energia do país), o Estado está presente através da Statkraft (maior geradora de energia do país) e da TrønderEnergi, dentre outras empresas públicas.

Com geração quase totalmente estatal, a Noruega é um dos líderes mundiais no uso de energia limpa e renovável, com mais de 99% de suas necessidades energéticas geradas através de usinas hidrelétricas. Também lidera no uso de carros elétricos e se destaca mundialmente com planos agressivos de redução das emissões de gases poluentes (o que parece irônico vindo de um país que tem nos derivados de petróleo o principal produto de exportação).


Antes da criação da Statnett e Statkraft, a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica era tratada diretamente pelo Norges vassdrags- og energiverk, que é algo como um Ministério das águas e energia. O que significa que o modelo estatal na área de energia elétrica é bastante antigo.


Outro ponto que deve ser destacado é o baixíssimo nível de corrupção (entre os menores do mundo), tanto no serviço público quanto no privado, que está fortemente ligado à transparência quase irrestrita. Diferentemente de outros países, onde o sigilo fiscal é inviolável e um valor defendido de forma apaixonada, na Noruega a renda e os impostos pagos por qualquer cidadão está disponível a quem estiver interessado desde o ano de 1814 (época em que era unida com a Suécia), quando essas informações já podiam ser obtidas nas prefeituras. Hoje, com a internet, os habitantes da Noruega conseguem facilmente descobrir quanto ganham e os impostos que pagam cada um de seus compatriotas, o que simplifica enormemente o combate à sonegação fiscal e enriquecimento ilícito.


Carga Tributária e o Estado de Bem-Estar Social Norueguês


Outro ponto em que a Noruega se destaca é quanto a seus altos impostos. O sistema de taxação norueguês é todo construído de acordo com a ideia de que cada um deve pagar impostos de acordo com suas capacidades, ou seja, o imposto é progressivo: quem ganha mais, paga mais. Pode-se dizer que os impostos noruegueses são altos porque, desde 1970, o peso dos mesmos está entre 35% e 45% do PIB, com pequenas variações no período, sempre figurando entre as maiores entre os países membros da OCDE.


Os noruegueses usufruem dos melhores indicadores sociais do mundo.

Sobre o Estado de Bem-Estar Social, pode-se dizer que a Noruega é referência no mundo, sendo utilizada como exemplo clássico de Estado que propicia tudo que um cidadão pode desejar de um governo, o que um (neo)liberal consideraria um entrave para o desenvolvimento de uma nação.


Os direitos trabalhistas são muito extensos. A lei permite trabalho até 40h semanais, mas todos os acordos coletivos vigentes são de até 37,5h semanais. Além disso, funcionários tem direito a redução de carga horária por motivos sociais, de saúde ou bem-estar. Os que não possuem cargo de chefia devem receber no mínimo 40% de adicional em caso de horas extras.

Todos os funcionários tem direito a 5 semanas de férias, sendo que aqueles com mais de 60 anos possuem o direito de uma semana adicional (totalizando 6 semanas). 3 dessas semanas devem ser tiradas de forma consecutiva, enquanto as outras 2 semanas podem ser divididas em dias ou semanas separadas.


Um funcionário tem direito a 10 dias por ano para cuidar de seus filhos doentes, aumentando para 15 no caso de ter mais de um filho. Pais (ou mães) solteiros tem esse benefício dobrado (20 dias no caso de um filho e 30 no caso de mais de um). Em caso de gravidez, são disponibilizadas 43 semanas (algo próximo de 10 meses) de folga a serem compartilhadas pelo pai e mãe (sendo que as primeiras 6 semanas necessariamente devem ser da mãe e 14 dessas semanas necessariamente do pai).


O seguro-desemprego é bastante generoso. O desempregado recebe 62,4% de sua renda bruta por até 1 ou 2 anos, dependendo de sua faixa de renda. Caso você não tenha dinheiro o suficiente para sua subsistência, o governo irá complementar sua renda no valor que considerar necessário (o valor depende do município).


O hospital público Østfold, em Oslo, Noruega.


O sistema de saúde norueguês é universal, gratuito, descentralizado e financiado pelos impostos. A maior parte dos hospitais é estatal, com uma quantidade muito pequena de hospitais privados. Além disso, mesmo os hospitais privados normalmente recebem dinheiro do Estado.


A Noruega possui um sistema educacional público bem estruturado, que abrange desde a infância até a universidade. Apenas o jardim de infância é pago, mas o governo tem como objetivo torna-lo acessível para todos que tenham interesse em colocar seus filhos no jardim de infância. Quanto ao tamanho do sistema público em relação ao privado, se encontram fora do sistema estatal de educação 45% das crianças no jardim de infância, 2,2% dos usuários da educação primária e secundária baixa (10 primeiras séries, dos 6 aos 16 anos), 6% dos alunos da educação secundária superior (16-19 anos) e 13% dos alunos universitários.


 
Conclusões


Reine, no arquipélago de Lofoten, no norte da Noruega.


Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Também salta aos olhos que a corrupção não é combatida com retórica simplista que responsabiliza o Estado e ignora a corrupção privada. Na Noruega as contas dos indivíduos são expostas e isso é utilizado para inibir a corrupção pública e privada simultaneamente.


Tudo isso leva a um sério questionamento acerca da ideologia que está sendo vendida como solução para o Brasil.

Referências:

• [1] Knoema – GDP per capita ranking 2016
• [2] PNUD – Relatório do Desenvolvimento Humano 2015
• [3] The World Bank – World Development Indicators: Distribution of income or consumption
• [4] UNODC Statistics
• [5] The World Bank Data – Unemployment, total (% of total labor force)
• OEC – Norway
• Norsk Petroleum – Everything you need to know about Norwegian petroleum activities
• Norges Bank
• Forbes – The World’s Biggest Public Companies: Norway
• Statoil – Major shareholders
• Telenor Group – Major Shareholdings
• DNB – Shareholders
• Yara – Shareholders
• Hydro – Main Shareholders
Our Power Plants
• Oslo Bors – Norwegian Indices
• National Debt Clocks – National Debt of Norway
• Statista – The world’s leading primary aluminum producing companies in 2015, based on production output (in 1,000 metric tons)
• Statkraft – Hydropower
• Statnett – Legislation
• The Guardian – Norway pledges to become climate neutral by 2030
• Skatteetaten – Tax in Norway
• OECD – Revenue Statistics – OECD countries: Comparative tables
• NHO – Basic Labour Law
• NAV – Unemployment benefits
Information about NAV’s services and benefits
Pensions and pension applications from outside Norway
• Transparency International – CORRUPTION PERCEPTIONS INDEX 2014: RESULTS
• BBC – Tax transparency: Could the UK take a leaf out of Norway’s book?
• G1 – A Noruega pode ter o segredo para acabar com a sonegação de impostos?
• Statens legemiddelverk – The Norwegian health care system and pharmaceutical system
• Utdanningsdirektoratet – Education in Norway: from Kindergarten to Adult Education


https://voyager1.net/economia/o-livre-mercado-e-chave-para-prosperidade-noruega-prova-que-nao/


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Re:Liberalismo
« Resposta #130 Online: 05 de Novembro de 2017, 11:27:44 »
Mas não existe mesmo. Mostre uma fonte que não seja Marxista ou Pós-Keynesiana que utilize esse termo. Até os Neokeynesianos são chamados de "Neoliberais".
Qual o problema deles serem marxistas ou pós-keynesianos? Isso não significa que o termo está errado. O termo foi criado por Alexander Rüstow: https://www.infoescola.com/historia/neoliberalismo/
                                                                                                                                                                                                                                  https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_R%C3%BCstow
Ele era pós-keynesiano também?
Não. O termo "neoliberalismo" na época de Rüstow descrevia o "Ordoliberalismo" alemão. Somente na década de 1980 o termo ganhou a conotação atual.


Citar
O FMI usa: http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm               
O FMI é justamente o órgão considerado mais "neoliberal" pela esquerda. Os três cidadãos que escreveram esse artigo são justamente da Escola de Chicago e citam Milton Friedman, que rejeitava o termo. Admito que é o único artigo não enviesado que li sobre esse tópico.

Citar
É um termo usado no mundo inteiro, o mundo está errado, quem está certo é a escola austríaca? Igual o Lair Ribeiro está certo e a medicina mundial errada?
A Escola Austríaca, Milton Friedman, George Stigler, Hayek...

Citar
Todo mundo sabe que no capitalismo sempre vai existir classes, até no socialismo real existe. Quando falamos de desigualdade estamos falando de uma anomalia em que uma minoria desfruta muitos bens que a maioria não possui, como aqui no Brasil, onde uma minoria tem a mesma riqueza da metade dos mais pobres, onde pagam bem menos imposto que nós, onde eles compram o estado e o usa ao seu favor. Quanto mais pessoas se aproximam da classe alta melhor.
No Brasil é algo mais peculiar. A nossa elite é composta basicamente por poderosos donos de terras, altos funcionários públicos (como juízes, promotores...) e políticos (sendo que estes geralmente já são os dois primeiros). Nosso problema é justamente o tamanho e a organização do Estado. Você confia em um estado governado por marajás? Você quer aumentá-lo ainda mais para praticar caridade com o dinheiro dos mais pobres que já pagam mais impostos? Ou você prefere reduzir impostos, aumentando seu poder de consumo sobre bens e serviços, reduzir os gastos estatais e aumentar sua eficiência, reduzindo-se aos setores essenciais (saúde, educação, segurança, justiça e defesa)? Eu prefiro a segunda opção "neoliberal". :hihi:

Quanto a isso:
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Quando falamos de desigualdade estamos falando de uma anomalia em que uma minoria desfruta muitos bens que a maioria não possui[...]
Na verdade, o Coeficiente Gini não leva o poder de consumo em consideração. Ele apenas faz uma média sem considerar os salários e quanto cada indivíduo pode consumir, apenas faz um cálculo de distribuição de riqueza. Se você separa um grupo de 100 indivíduos, onde o primeiro gana 1 milhão e o centésimo ganha 100 milhões, e todos ganham entre 1 milhão e 100 milhões, o seu coeficiente será altíssimo. Mas isso quer dizer que os mais pobres não t~em poder de consumo? Não.
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« Resposta #131 Online: 05 de Novembro de 2017, 11:44:53 »

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Não vejo a hora do nosso Estado passar a controlar setores chave da economia para fazer o Brasil prosperar como a Noruega. Acho que quando o governo controlar energia, petróleo, serviços básicos, saúde, educação, bancos, etc, vamos virar uma Noruega.

Estamos quase lá. Se não está dando certo, é porque ainda temos pouco Estado. Precisamos de mais Estado.
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Re:Liberalismo
« Resposta #132 Online: 05 de Novembro de 2017, 20:42:45 »
“A matemática é a rainha das ciências.”
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Offline JJ

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« Resposta #133 Online: 06 de Novembro de 2017, 08:09:33 »

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Não vejo a hora do nosso Estado passar a controlar setores chave da economia para fazer o Brasil prosperar como a Noruega. Acho que quando o governo controlar energia, petróleo, serviços básicos, saúde, educação, bancos, etc, vamos virar uma Noruega.

Estamos quase lá. Se não está dando certo, é porque ainda temos pouco Estado. Precisamos de mais Estado.


Não vejo a hora do Estado ser bastante reduzido de modo que possamos ter o progresso que o interior do Afeganistão tem tido. E de modo que os Capitalistas possam ter a liberdade de  produzir e de  vender drogas a vontade, como os Capitalistas do interior do Afeganistão tem.



« Última modificação: 06 de Novembro de 2017, 08:12:16 por JJ »

Offline JJ

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« Resposta #134 Online: 06 de Novembro de 2017, 08:16:27 »
AFEGANISTÃO

Produção afegã de ópio aumenta 43%, diz ONU


Novos dados das Nações Unidas mostram um forte acréscimo da produção de ópio no Afeganistão. O aumento se deve à crescente insegurança no país como resultado da insurgência dos talibãs, dizem autoridades.



Colheita de ópio no Afeganistão



Neste ano, foram produzidas por volta de 4,8 mil toneladas de ópio no Afeganistão, um aumento de 43% em relação ao ano passado, declarou neste domingo (23/10) o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC, na sigla em inglês).


Segundo a ONU, a superfície de cultivo da droga atingiu 201 mil hectares, um aumento de 10% em relação à última pesquisa divulgada no ano passado. De acordo com o documento, esse acréscimo se deve à crescente insegurança no país como resultado da insurgência dos talibãs.


"O aumento de 10% no cultivo de ópio se deve à insegurança. A maior parte das plantações se concentra em áreas controladas pelos talibãs e zonas inseguras e de difícil acesso", disse o ministro afegão responsável pelo combate a drogas, Salamat Azimi, na apresentação do estudo em Cabul.


A região norte do país, onde os insurgentes ganharam terreno nos últimos meses, registrou um forte aumento no cultivo da planta, de acordo com a Pesquisa de Ópio no Afeganistão 2016, realizada pelo ministério afegão e UNODC.


Apesar disso, a maior parte da produção, 59%, se concentrou na região sul, berço do movimento talibã e tradicionalmente a principal zona de domínio insurgente.


Como já antecipou no começo do mês o diretor do UNODC, Yury Fedotov, durante uma conferência em Bruxelas para arrecadar fundos para o Afeganistão, a erradicação desta substância ficou praticamente paralisada em 2016.


"Devido à insegurança, a maioria das forças de segurança esteve ocupada em operações antiterroristas. Neste ano não pudemos destruir mais plantações de ópio", explicou o vice-ministro de combate a drogas, Baath Muhammad Ahmadi.


A erradicação caiu 91%, de 3.760 hectares destruídos em 2015 para apenas 350 neste ano. O Afeganistão é o principal produtor de ópio do mundo e, em 2012, 75% da heroína mundial procedeu deste país, no qual segundo dados da ONU os ingressos gerados pela produção da droga financiam 15% das atividades dos talibãs.



http://www.dw.com/pt-br/produ%C3%A7%C3%A3o-afeg%C3%A3-de-%C3%B3pio-aumenta-43-diz-onu/a-36127684




Um viva para o Estado pequeno e fraco.  :biglol:


Outro viva para a liberdade para os  capitalistas.   :biglol:





Offline -Huxley-

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Re:Liberalismo
« Resposta #135 Online: 06 de Novembro de 2017, 10:57:21 »
É difícil não rir das definições de liberalismo clássico do JJ. Se eu pudesse usar um dispositivo para identificar uma pessoa que nunca leu um livro de um liberal clássico, eu citaria que ela diz isso: "Liberais clássicos defendem que o Estado seja fraco". E, agora, essa de dizer que o Afeganistão é um exemplo de Estado liberal é coisa típica de quem quer desesperadamente criar uma caricatura. 

« Última modificação: 06 de Novembro de 2017, 11:01:40 por -Huxley- »

Offline Lorentz

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« Resposta #136 Online: 06 de Novembro de 2017, 11:22:25 »

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Não vejo a hora do nosso Estado passar a controlar setores chave da economia para fazer o Brasil prosperar como a Noruega. Acho que quando o governo controlar energia, petróleo, serviços básicos, saúde, educação, bancos, etc, vamos virar uma Noruega.

Estamos quase lá. Se não está dando certo, é porque ainda temos pouco Estado. Precisamos de mais Estado.


Não vejo a hora do Estado ser bastante reduzido de modo que possamos ter o progresso que o interior do Afeganistão tem tido. E de modo que os Capitalistas possam ter a liberdade de  produzir e de  vender drogas a vontade, como os Capitalistas do interior do Afeganistão tem.





Comparar com Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Canadá, Chile, nem pensar, né? Já pensa do Afeganistão, que obviamente não tem o estado pequeno como problema, pois uma teocracia como o Irã também tem seus inúmeros problemas.

Quando nós aqui defendemos um Estado mais enxuto, não estamos pensando no Afeganistão, mas no Canadá. Ok? Não dá pra defender nosso país com juízes recebendo salários quase milionários.
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Offline JJ

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« Resposta #137 Online: 06 de Novembro de 2017, 12:04:37 »
É difícil não rir das definições de liberalismo clássico do JJ. Se eu pudesse usar um dispositivo para identificar uma pessoa que nunca leu um livro de um liberal clássico, eu citaria que ela diz isso: "Liberais clássicos defendem que o Estado seja fraco". E, agora, essa de dizer que o Afeganistão é um exemplo de Estado liberal é coisa típica de quem quer desesperadamente criar uma caricatura. 





Repare na resposta do Lorentz que eu quotei, eu só respondi  de forma semelhante ao estilo que ele usou.




Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #138 Online: 06 de Novembro de 2017, 12:06:57 »

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Não vejo a hora do nosso Estado passar a controlar setores chave da economia para fazer o Brasil prosperar como a Noruega. Acho que quando o governo controlar energia, petróleo, serviços básicos, saúde, educação, bancos, etc, vamos virar uma Noruega.

Estamos quase lá. Se não está dando certo, é porque ainda temos pouco Estado. Precisamos de mais Estado.


Não vejo a hora do Estado ser bastante reduzido de modo que possamos ter o progresso que o interior do Afeganistão tem tido. E de modo que os Capitalistas possam ter a liberdade de  produzir e de  vender drogas a vontade, como os Capitalistas do interior do Afeganistão tem.

Comparar com Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Canadá, Chile, nem pensar, né? Já pensa do Afeganistão, que obviamente não tem o estado pequeno como problema, pois uma teocracia como o Irã também tem seus inúmeros problemas.

Quando nós aqui defendemos um Estado mais enxuto, não estamos pensando no Afeganistão, mas no Canadá. Ok? Não dá pra defender nosso país com juízes recebendo salários quase milionários.



O Afeganistão é um exemplo de quase anarquia capitalista,  em boa parte do território o Estado praticamente não existe. E o Afeganistão como um todo tem um Estado enxuto, bem enxuto.


E também lá os  capitalistas tem a preciosa liberdade para fazer o que bem entendem (não tem um Estado grande oprimindo os capitalistas), inclusive atenderem o importante (no conceito dos libertários) mercado de drogas, e esta liberdade é defendida pelos anarco capitalistas.


« Última modificação: 06 de Novembro de 2017, 12:19:09 por JJ »

Offline Lorentz

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Re:Liberalismo
« Resposta #139 Online: 06 de Novembro de 2017, 12:32:44 »

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.


Não vejo a hora do nosso Estado passar a controlar setores chave da economia para fazer o Brasil prosperar como a Noruega. Acho que quando o governo controlar energia, petróleo, serviços básicos, saúde, educação, bancos, etc, vamos virar uma Noruega.

Estamos quase lá. Se não está dando certo, é porque ainda temos pouco Estado. Precisamos de mais Estado.


Não vejo a hora do Estado ser bastante reduzido de modo que possamos ter o progresso que o interior do Afeganistão tem tido. E de modo que os Capitalistas possam ter a liberdade de  produzir e de  vender drogas a vontade, como os Capitalistas do interior do Afeganistão tem.

Comparar com Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Canadá, Chile, nem pensar, né? Já pensa do Afeganistão, que obviamente não tem o estado pequeno como problema, pois uma teocracia como o Irã também tem seus inúmeros problemas.

Quando nós aqui defendemos um Estado mais enxuto, não estamos pensando no Afeganistão, mas no Canadá. Ok? Não dá pra defender nosso país com juízes recebendo salários quase milionários.



O Afeganistão é um exemplo de quase anarquia capitalista,  em boa parte do território o Estado praticamente não existe. E o Afeganistão como um todo tem um Estado enxuto, bem enxuto.


E também lá os  capitalistas tem a preciosa liberdade para fazer o que bem entendem (não tem um Estado grande oprimindo os capitalistas), inclusive atenderem o importante (no conceito dos libertários) mercado de drogas, e esta liberdade é defendida pelos anarco capitalistas.




Qual o problema de haver mercado de drogas? E o que o Estado está fazendo para impedir o maior produtor e maior mercado de cocaína do mundo (Américas)?
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Offline Gauss

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Re:Liberalismo
« Resposta #140 Online: 06 de Novembro de 2017, 18:14:43 »
Vontade de responder o JJ, mas não terei paciência e receberei cartão.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline MarceliNNNN

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« Resposta #141 Online: 07 de Novembro de 2017, 14:37:09 »
Só espantalho... haja paciência.

Offline EuSouOqueSou

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Re:Liberalismo
« Resposta #142 Online: 07 de Novembro de 2017, 20:27:07 »
Vontade de responder o JJ, mas não terei paciência e receberei cartão.

Não vale a pena, bons foristas já tomaram cartão por causa dessas jjotices, ignore.
Qualquer sistema de pensamento pode ser racional, pois basta que as suas conclusões não contrariem as suas premissas.

Mas isto não significa que este sistema de pensamento tenha correspondência com a realidade objetiva, sendo este o motivo pelo qual o conhecimento científico ser reconhecido como a única forma do homem estudar, explicar e compreender a Natureza.

Offline JJ

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« Resposta #143 Online: 23 de Novembro de 2017, 08:49:50 »
Mundo tenta se unir contra enxurrada de aço da China

Com informações da Agência Brasil -  16/05/2016


 
Excesso de aço       


Dez associações da indústria do aço dos Estados Unidos, Canadá, México, América Latina, Europa e Turquia endossaram comunicado global sobre excesso de capacidade de produção de aço no mundo.


O documento reconhece que os desafios enfrentados pela indústria siderúrgica têm dimensão global e, por essa razão, precisam ser tratados por meio de um diálogo também em nível mundial e de caráter permanente.

O manifesto foi lançado após reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em abril, assinado pelos governos do Canadá, Estados Unidos, Japão, México, União Europeia, República da Coreia, Suíça e Turquia.


Houve consenso na avaliação de que, apesar de esses desafios do setor resultarem, muitas vezes, de problemas econômicos ou estruturais, há medidas que vêm sendo tomadas por alguns países que acabam contribuindo para o aumento do excedente de produção e distorções nos fluxos de comércio, além de práticas de concorrência desleal.


Braço de aço contra a China


O documento explicita uma queda de braço entre a China e o resto do mundo no campo da indústria siderúrgica.


O excesso de capacidade na produção mundial de aço alcança hoje cerca de 700 milhões de toneladas de aço, dos quais 400 milhões são da China. A OCDE prevê que, em 2017, o excesso de capacidade de produção siderúrgica chegará a 800 milhões de toneladas no mundo.


Segundo o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, a situação no Brasil é muito delicada, porque o mercado interno continua muito fraco.



Lopes disse que todos os países estão tomando providências de fechamento dos seus mercados para a exportação de aço da China. "E nós aqui, não", lamentou. No momento, acrescentou, é importante que o Brasil esteja atento e tenha capacidade de, "ao identificar um novo surto de exportação siderúrgica para cá, consiga reagir a tempo de evitar maiores danos".




Há 15 anos, a China entrou com protocolo de acesso na Organização Mundial do Comércio (OMC) e entende que esse acesso é automático ao fim desse prazo, que termina no dia 12 de dezembro próximo. O IABr e as demais entidades internacionais do setor entendem que o acesso não é automático. Caberá à OMC resolver essa disputa.


Crise no setor siderúrgico brasileiro


O IABr aponta que o setor siderúrgico brasileiro vive a pior crise de sua história. Essa crise vem se agravando devido a fatores estruturais, como custo de energia, custo tributário, cumulatividade de impostos, juros e câmbio.


Dados do instituto mostram que a produção siderúrgica brasileira, acumulada nos três primeiros meses deste ano, somou 7,4 milhões de toneladas de aço bruto e 5,1 milhões de toneladas de laminados, com redução, respectivamente, de 12,3% e 17,5% em comparação a igual trimestre de 2015.


As vendas de laminados no mercado interno caíram 23,3% entre janeiro e março e a de semiacabados, 7,3%. Do mesmo modo, o consumo aparente nacional atingiu 4,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, revelando queda de 29,3% em relação aos três primeiros meses de 2015.



http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mundo-tenta-se-unir-contra-producao-aco-china&id=010175160516#.WhajndKnGM8


« Última modificação: 23 de Novembro de 2017, 09:05:19 por JJ »

Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #144 Online: 30 de Novembro de 2017, 12:42:55 »

Dono de Ferrari de R$ 3,9 milhões pagará maior IPVA de SP: R$ 159 mil


IPVA corresponde a 4% do preço estimado da F12 tdf. Já o menor valor é de R$ 10,44 para moto Hero Stream 50, ano 1999.


fim do ano está chegando, e alguns já começam a fazer as contas para as despesas do início de 2018, incluindo o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, o famoso IPVA.


Se você acha o tributo do seu carro um absurdo, imagine o dono de uma Ferrari F12 tdf, ano 2016, que pagará R$ 159 mil de IPVA em 2018.
O esportivo foi avaliado em R$ 3.982.466, conforme a tabela de valores venais divulgada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo nesta quinta-feira (30).
Aplicando-se a alíquota de 4% sobre o valor venal, chegamos a R$ 159.298,64 de IPVA 2018 para o dono desta Ferrari. Com este valor é possível
Com motor de 780 cavalos de potência e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos, a F12 tdf é uma versão especial da F12 Berlinetta com apenas 799 unidades fabricadas no mundo.


O menor valor de IPVA 2018 no estado será de R$ 10,44, para uma moto Brandy Hero Stream 50, ano 1999.


https://g1.globo.com/carros/noticia/dono-de-ferrari-de-r-39-milhoes-pagara-maior-ipva-de-sp-r-159-mil.ghtml



Offline Geotecton

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« Resposta #145 Online: 30 de Novembro de 2017, 13:18:54 »
Muitas vezes eu penso que o IPVA e o IPTU são uma forma de roubo ou extorsão.
Foto USGS

Offline JJ

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« Resposta #146 Online: 30 de Novembro de 2017, 15:23:44 »


E além de pagarmos um preço mais elevado pelos automóveis ainda existe um imposto anual em cima da propriedade do automóvel. Já nos Estados Unidos o imposto na aquisição é bem mais baixo e não existe imposto anual sobre a propriedade de veículo automotor (existe apenas o licenciamento que é em torno de US$60,00, que é o equivalente ao nosso licenciamento para transitar com o veículo).

Deve ser por isso que as estradas nos Estados Unidos são tão ruins.   ::)


Realmente eu dou a razão para quem pensa em mudar para um país de primeiro mundo como os Estados Unidos.  :|



Offline JJ

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« Resposta #147 Online: 02 de Dezembro de 2017, 07:30:00 »

E o grande líder dá o exemplo de como ser liberal e defender o livre comércio: 


 8-)


EUA impõem tarifas contra importações de aço plano de oito países

Reuters  ECONOMIA  por REUTERS 30/03/2017 - 17H51



WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira pela imposição de tarifas antidumping de 3,62 a 148 por cento contra certos tipos de aço carbono laminado importados de oito países, afirmou o secretário de Comércio, Wilbur Ross.


As determinações se aplicam a importações de chapa grossa de tipo CTL da Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, disse Ross.


Além disso, houve uma decisão final de que as importações de produtos sul-coreanos são subsidiadas, o que gerou imposição de tarifa de 4,31 por cento.


Em 2015, as importações de chapas grossas CTL pelos Estados Unidos vindas dos oito países somaram 732 milhões de dólares.


https://noticias.r7.com/economia/eua-impoem-tarifas-contra-importacoes-de-aco-plano-de-oito-paises-30032017




Offline JJ

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Re:Liberalismo
« Resposta #148 Online: 02 de Dezembro de 2017, 07:35:02 »
E vem mais dose de liberalismo do grande líder :


Trump reitera plano de restringir importação de aço dos EUA

AE Agência Estado
postado em 13/07/2017 19:31


Washington, 13 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu plano de impor novas restrições à importação de aço, embora não tenha dado detalhes sobre como pode proceder. "O aço é um grande problema", disse Trump a repórteres durante um voo para a França. Trump reclamou que os EUA sofreriam com suposto dumping no setor. "E eu estou acabando com isso."

Questionado sobre que tipo de medidas ele usaria, o presidente respondeu: "Há duas maneiras - cotas e tarifas. Talvez eu use as duas."



As declarações foram dadas por Trump na quarta-feira, mas não foram tornadas públicas até a tarde desta quinta-feira. Elas foram respostas a questões de repórteres que viajavam com ele a Paris para um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, nas celebrações do Dia da Bastilha.

No fim de abril, Trump e o secretário de Comércio, Wilbur Ross, anunciaram que estudariam a possibilidade de impor novos limites à importação de aço em nome da "segurança nacional". O presidente disse várias vezes que pretendia fazer isso até o fim de junho. O processo, porém, atrasou em meio a debates com assessores, bem como pela forte pressão de parceiros comerciais do país e de consumidores americanos de aço.


Em suas declarações da quarta-feira, Trump não disse quando pode impor novas medidas, nem como elas devem ser aplicadas. O presidente disse que o problema "não é apenas a China, mas outros", sem especificar. Fonte: Dow Jones Newswires.


https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/07/13/internas_economia,883716/trump-reitera-plano-de-restringir-importacao-de-aco-dos-eua.shtml




É liberalismo demais,  é liberalismo para dar e vender. :biglol:



 8-)




Offline Euler1707

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Re:Liberalismo
« Resposta #149 Online: 02 de Dezembro de 2017, 15:50:47 »
Você gosta de espantalhos, não?

 

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