Autor Tópico: Cientista explica porque a vida após a morte é impossível  (Lida 4760 vezes)

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Offline Gigaview

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Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Online: 11 de Novembro de 2017, 01:25:58 »
A scientist claims there is no life after death because the laws of physics make it impossible. After extensive studies, physicist Sean Carroll says for there to be an afterlife, our consciousness would need to be entirely separated from our physical body – which it is not.

Consciousness is a series of atoms and electrons which give us our mind, he says. The laws of the universe do not allow these atoms and electrons to continue to operate after our bodies have died.

Dr Carroll, a cosmologist and professor at the California Institute of Technology, explained: ‘Claims that some form of consciousness persists after our bodies die and decay into their constituent atoms faces one huge insuperable obstacle: the laws of physics underlying everyday life are completely understood.

‘There’s no way within those laws to allow for the information stored in our brains to persist after we die,’ he wrote in the Scientific American. There’s no way information stored in our brains can persist after we die, says Dr Carroll.

Dr Carroll says that Quantum Field Theory (QFT) suggests there is one field for each type of particle. So all photons in the universe are on one level, all electrons in the universe are on another level and so on. For life to be able to continue after death, he says tests on the quantum field would have revealed ‘spirit particles’ and ‘spirit forces’ – which they have not. ‘If it’s really nothing but atoms and the known forces, there is clearly no way for the soul to survive death. ‘Believing in life after death, to put it mildly, requires physics beyond the standard model,’ he said.

Read more: http://metro.co.uk/2017/11/09/scientist-explains-why-life-after-death-is-impossible-7065838/?ito=cbshare


« Última modificação: 11 de Novembro de 2017, 01:29:19 por Gigaview »

Offline Gigaview

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #1 Online: 11 de Novembro de 2017, 01:47:01 »
Essa argumentação enterra de vez as tolices espiritóides que incluem o resgate (impossível) de toda a informação acumulada durante uma existência para o "além", incluindo a personalidade da "alma" do defunto.

Offline -Huxley-

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #2 Online: 12 de Novembro de 2017, 13:15:50 »
"Como é estar morto?" Essa foi uma das perguntas sobre os mistérios da psicologia que Steven Pinker fez no final de sua obra Como a Mente Funciona. Se conhecer algo depende da existência mental, como é que a suposta inexistência mental que viria com a morte física poderia ser conhecida? Os pacientes comatosos índice 3 de Glasgow (estado vegetativo) que voltaram à auto-consciência experimentaram a inexistência mental para nos contar? Como podemos ter certeza disso? Esse tópico demonstrou casos de pacientes que cientistas acreditavam estar nessa situação de inexistência mental, mas um teste simples acabou por refutar a classificação em que eles estavam:

http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=25783.0

Um quote de um site de filosofia que me inspirou a fazer os questionamentos do parágrafo acima:

Citar
(...) tanto o pressuposto de um mundo místico transcendente quanto o de um mundo materialista redutivo são apenas duas possibilidades de escape do Solipsismo, ambas apoiadas apenas na escolha subjetiva prévia de não se conformar à possibilidade de estar sozinho num universo mental próprio. Independente disso, ambas são realistas e pensam descrever o universo como ele o é, fazendo assunções arbitrárias baseadas na pressuposição de que o invisível explique o que se vê, e outra que o que se vê permite negar o invisível.

No entanto, não há, absolutamente, nenhuma garantia de que há um mundo espiritual para o qual nossas mentes escapam após a morte física, e menos ainda a garantia de que nossa existência mental irá cessar com a morte física. Digo “menos ainda” porque ainda é possível, se for o caso, experimentar a existência transcendente, ao passo que a inexistência está eternamente condenada à total impossibilidade de conhecimento.

Assim, basear toda uma estrutura conceitual na premissa de uma certeza essencial é, como já foi dito, apenas apostar numa possibilidade tão provável quanto qualquer outra, e que a derivação do desvalor da existência é no máximo hipotética. Mesmo o apelo à autoridade científica é inútil porque embora a ciência naturalista tenha demonstrado além de qualquer dúvida sua competência para entender e gerenciar o mundo fenomênico, nada pode dizer sobre o que estiver além dos fenômenos.

Autor: Marcus Valério XR
Fonte: http://www.xr.pro.br/monografias/OTIMISMOXPESSIMISMO.HTML (p.12)
 
« Última modificação: 12 de Novembro de 2017, 13:18:35 por -Huxley- »

Offline Leafar

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #3 Online: 12 de Novembro de 2017, 14:52:17 »
O dogmatismo tem mesmo muitas faces, rsrsrs....

Eu acho que você deveria prestar um pouco mais de atenção em Kant, pois isso me fez até rever alguns pontos em relação ao próprio Espiritismo.

Alguns remarks sobre o vídeo.

Primeiramente, vemos um mau uso da Navalha de Occam, pois a hipótese mais simples não necessariamente é a verdadeira. A Navalha de Occam é para cortar variáveis irrelevantes e melhorar a forma de exposição de uma mesma hipótese, mas não um meio de decidir entre hipóteses concorrentes dizendo: a mais simples é a verdadeira. Isso é falácia.

Será que só deveria aceitar aquilo que é falseável? Pois bem, concordo que a tese da existência e imortalidade da minha alma não são falseáveis. Mas a tese da inexistência e/ou mortalidade da minha alma também não são. E aí? Qual das duas não falseáveis eu devo escolher? Porque uma delas eu deverei obrigatoriamente escolher, e neste caso, a falta de capacidade de encontrar as evidências para a resposta não é justificativa para não escolher. Qual o critério?

É falsa também a afirmação de que eu devo presumir antes a inexistência de algo até provas em contrário, e não o oposto. Isso vai depender muito do objeto considerado e meu interesse prático. Eu concordo que é ingenuidade pressupor a existência de um dragão invisível na minha garagem antes de ter uma evidência contundente disso. Mas digo isso porque não tenho nenhum interesse prático em presumir a existência desse dragão, e então digo para mim mesmo que ele não existe até provas em contrário.

Mas há outras coisas que devemos antes presumir a realidade do que a irrealidade do objeto. Por exemplo, não lhe conheço e não sei da sua vida, de modo que não sei se você é honesto ou desonesto. Prefiro afirmar que você é honesto até que provem o contrário, do que o oposto.

No caso da existência de minha própria alma e sua imortalidade, vou presumi-la inexistente até provas em contrário, ou será que deveria presumi-la existente até provas em contrário?

Bem, dizer que não tenho uma alma é a mesma coisa que dizer que sou um mero aglomerado de átomos que um dia vai se dispersar. E isso é dizer para mim mesmo que sou uma mera “coisa” e não uma “pessoa”. Na dúvida, devo me assumir como "pessoa" ou como "coisa"? Na dúvida, devo considerar as outras pessoas como “pessoa” ou como “coisa”? Devo lhe considerar uma pessoa ou uma coisa?

Neste caso, eu não tenho muitas dúvidas em me afirmar uma pessoa até provas em contrário, e não o oposto (como querem os materialistas).

Afirmar que a minha alma não existe é, portanto, uma afirmação que produz um alto impacto negativo em minha própria dignidade (porque me reduz ao estado de um mero objeto), e é, por conseguinte, uma afirmação extraordinária, que demanda uma evidência extraordinária. Do contrário, vou admitir a minha alma, sua imortalidade (assim como a existência de Deus) até provas em contrário, para não cair no fatalismo.

O Sean Caroll apresentou alguns argumentos. Mas são provas capazes de me fazer renunciar à minha própria dignidade?

Uma coisa que parece incompreensível para ele é como algo imaterial (minha alma) poderia mover algo material (o meu braço, por exemplo). Bem, primeiramente, acho que devemos elucidar o que se deve entender por “imaterial” no nosso contexto.

Quando recorremos a Kant, vemos que existe uma grande diferença entre o mundo como ele é em si mesmo, e o mundo como ele nos aparece, depois deter interagido com os nossos sentidos e ganhar a forma que o processamento do nosso cérebro lhe dá.

E se começarmos a avançar (ou regredir, dependendo do ponto de vista) na divisão da matéria, não é difícil perceber que a estrutura mais simples da matéria é e sempre será, para nós, suprassensível. O que a torna sensível é justamente a sua aglomeração e formação de compostos. Mas a conclusão disso é que mesmo o mundo que entendemos como material (ou fenomênico) é totalmente suprassensível em essência (em si).

A alma é definida como sendo de natureza simples e autodeterminada (livre). Nada disso pode ser fenômeno para nós, pois nada de simples é concebível pela nossa mente (tudo é em princípio divisível) e também, para nós, não há efeitos sem causas (a despeito das bizarrices e extravagâncias da física quântica que afirma que há e que já detectou), de modo que nunca encontraremos um efeito sem causa (ou que tenha causa em si mesma) em um laboratório.

Desse modo, a alma, se existir, nunca pode ser para nós um fenômeno. Se existir, para nós ela será sempre suprassensível, o que remete ao conceito de imaterialidade, ou seja, algo que existe, mas que não pode ser para nós um fenômeno.

Como a própria matéria em si é também suprassensível, com a única diferença de que não é livre, não é inviável que exista algo como uma alma no domínio do suprassensível. Esse argumento não prova a existência da alma, mas prova ao menos a sua possibilidade.

E como as matérias não livres conseguem interagir externamente entre si, porque um objeto livre (como a alma) não poderia afetar exteriormente a matéria e dirigi-la?

O Sean Carroll também fala das memórias. Mas quem disse que a nossa memória precisa estar gravada apenas no cérebro? Por quê não também no perispírito, que é também uma espécie de corpo material suprassensível? E por que não na própria alma? Porque embora a alma deva ser pensada como simples (indivisível, individual), a sua consciência pode variar segundo graus que vão desde o quase zero até o infinito. Em outras palavras: deve haver bastante espaço para guardar tudo.

Desse modo, essa crítica do Sean Carroll simplesmente não tem objeto, porque ele está tratando de coisas que "ultrapassam os limites da natureza para entrar numa região onde nada existe que as suas garras dogmáticas possam agarrar e deter" (KANT, CRPura).

E a cereja do bolo é quando ele afirma categoricamente que não há vida após a morte do nosso corpo. Isso simplesmente não pode ser provado (pelas razões acima expostas), e por outro lado todos nós temos um direito inalienável de acreditar em nossa alma, com coerência perante a nossa própria razão, e de manter as nossas esperanças de futuro, até que uma evidência contrária irrefutável nos seja apresentada. Só que sabemos que essa evidência nunca virá, porque é tão impossível provar que a nossa alma (e sua imortalidade) não existem quanto é impossível provar que existem.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline Leafar

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #4 Online: 12 de Novembro de 2017, 15:20:01 »
Uma palavrinha sobre a ciência, a crença e o dogma.

Uma legítima Ciência provê uma certeza absoluta e objetiva, ou seja, que vale para todos nós, gostemos ou não do que nos é revelado.

A crença surge justamente na impossibilidade da Ciência em prover a certeza absoluta e objetiva, e mesmo assim precisamos de um método de orientação subjetiva para decidir a questão incerta. É evidente que o que quer que eu decida a respeito da questão ainda incerta no âmbito da crença só terá um valor subjetivo, válido apenas para mim mesmo, e não posso ter a pretensão de querer fazer isso valer para todo mundo (até porque o que eu creio pode mais tarde se revelar falso).

Quando temos de fato uma Ciência (um conhecimento), dizemos "Eu sei...". Mas quando não temos, podemos dizer apenas "Eu acho..." (que caracteriza a opinião), ou então "Eu creio..." (que caracteriza a crença).

Convém observar que a Ciência tem um caráter de autoridade, de modo que uma vez que uma Ciência (um conhecimento) é revelada, perdemos a nossa liberdade de nos opor ao que ela revela por um autoridade irresistível que se chama evidência (que pode ser empírica ou a priori). Quando Galileu apontou o seu telescópio para Júpiter e evidenciou empiricamente que lá existiam satélites que circundavam o planeta, ninguém mais pôde se opor a isso, e mesmo a Igreja, com todo o poder que tinha na época, nada pôde fazer que não aceitar a revelação do fato após um período de inútil resistência. Hoje não há mais o direito de dizer "eu não acredito que haja satélites em Júpiter", exceto se quisermos representar um papel de tolos.

Talvez um outro exemplo torne mais claro o caráter de autoridade de uma Ciência mediante demonstrações ou provas empíricas. Suponha que um filho meu se torne suspeito de cometer um crime. Por enquanto existe somente a suspeita, ninguém ainda provou nada, não há ainda um conhecimento do que realmente ocorreu. Eu pergunto ao meu filho se ele é culpado e ele alega inocência, diz que as suspeitas são infundadas e que sua inocência será provada. Enquanto não houver provas finais e cabais de que o meu filho cometeu esse crime, enquanto não houver uma "ciência" do fato, enquanto o que realmente aconteceu não for conhecido, eu mantenho o meu direito de continuar acreditando no meu filho e de sustentar que ele é inocente. E como a crença é subjetiva, outros poderiam de mim discordar e acreditar que o meu filho é culpado.

O Estado de Direito também só pune mediante provas cabais e finais da culpabilidade. Um autêntico Estado de Direito não pune com base em crenças, não importando a quantidade de pessoas que acreditem que o meu filho é culpado. Não bastam convicções, é necessário provas. O direito de punir surge apenas com a "ciência" (com as provas, com o conhecimento) de que o suspeito realmente cometeu o crime.

Vamos supor então que no meio das investigações apareça uma filmagem de uma câmera de segurança de um posto de gasolina, ou de um prédio nas redondezas, ou mesmo de um celular de um transeunte, que mostre claramente o meu filho cometendo aquele crime. Ora, neste momento adquiriremos uma ciência do fato e o meu direito de continuar acreditando na inocência do meu filho desaparece num piscar de olhos. Não importa se eu quero ou não aceitar, não importa que o meu mundo irá desabar, não importa o quanto eu ainda queira continuar acreditando que o meu filho não só não é um criminoso como também não é um mentiroso, pois a autoridade da evidência vai me forçar a aceitar aquilo que eu jamais na minha vida gostaria de me ver obrigado a aceitar. O Estado também, neste mesmo momento, ganha legitimidade para punir o meu filho pelo crime que Ele agora sabe (e não mais apenas crê) que ele cometeu.

A verdadeira Ciência, portanto, nos obriga a todos à adesão ao que ela nos revela, e por isso é preciso o máximo de cuidado, responsabilidade e discrição antes de chamar qualquer coisa de "científica", porque isso provavelmente vai afetar a liberdade e o direito dos outros homens. Quando há a Ciência, o direito à crença (no caso específico) desaparece. Mas onde a Ciência ainda não se fez ou não se fará presente como conhecimento, temos liberdade para preencher as lacunas com nossas crenças e convicções subjetivas, desde que tenhamos consciência e um discurso de que são somente crenças.

Mas e o dogma? Onde é que ele entra nisso?

Há várias formas de definições equivalentes para dogma. Mas uma definição que representa bem a ideia que quero transmitir aqui é a de que dogma é a crença que quer se disfarçar de Ciência.

O dogmático tem muita convicção sobre o ponto que defende e entende que se fosse universalmente aceito isso seria um grande bem para a humanidade como um todo. Mas infelizmente a natureza não colabora e não fornece a ele a prova ou a demonstração necessária para, com autoridade, obrigar a humanidade à adesão ao ponto defendido. O que faz então o dogmático? Por meios sofísticos e subtis, ele dá uma "forçadinha" na argumentação para disfarçar de Ciência aquilo que nada mais é do que sua crença subjetiva. E com qual objetivo? Obrigar a humanidade a aceitar os seus postulados.

Portanto, enquanto que a verdadeira Ciência tem um caráter de autoridade, o dogma tem um caráter autoritário, ou seja, ele quer ilegitimamente dobrar a humanidade à adesão aos seus pontos de vista, seja por imposições legais, seja por constrangimentos morais (ao fazer, por exemplo, uma crença passar por ridícula).

Dessa forma, por exemplo, quando alguns cientistas falam na mídia que a seleção puramente natural seria cientificamente comprovada, ou que experimentos científicos comprovariam que o livre-arbítrio do homem é uma mera ilusão, o que esses cientistas na verdade querem? Ora, a teoria da seleção puramente natural é uma teoria que, se for realmente verdadeira, seria a derradeira refutação do livre-arbítrio do homem e da existência de Deus (como inteligência). O que esses digníssimos homens querem, de fato, com essas pseudoevidências científicas é forçar a humanidade a abandonar a sua fé em Deus e no livre-arbítrio do homem, porque esses são postulados básicos da Religião, eles já se convenceram que a Religião faz mal à humanidade e por isso querem forçá-la, em nome e com a autoridade da Ciência, a renunciar à Religião. É apenas esse desejo autoritário que move essas pessoas. Não fosse por isso eles se contentariam em simplesmente não crer em Deus ao invés de disfarçar as suas crenças de Ciência.

Os filósofos teístas e espiritualistas não fazem melhor. Quando vemos, por exemplo, o Dr. William Craig em seus debates tentando demonstrar a existência de uma primeira causa do mundo (Deus), ou quando vemos os adeptos do design inteligente (os chamados "inteligentistas") tentando arranjar evidências de uma finalidade em certos artefatos na natureza, ou quando vemos espíritas (e olha que eu sou espírita) tentando provar cientificamente a reencarnação e a imortalidade da alma, o que todos eles querem afinal? Ora, a teoria do design inteligente, se verdadeira, seria a derradeira prova da existência de Deus (como inteligência) e do livre-arbítrio do homem. O mesmo se pode dizer dos argumentos do Dr. Craig. E uma prova da reencarnação pretende ser uma prova da existência e da sobrevivência da alma. O que esses digníssimos filósofos e cientistas querem então, de fato, com essas pseudoevidências científicas ou filosóficas, é forçar a humanidade a aceitar a existência de Deus, o livre-arbítrio do homem, a imortalidade da alma, a reencarnação, etc., e a renunciar ao ateísmo e ao materialismo, porque, ao contrário dos ateus e materialistas, esses homens se convenceram que esses postulados (da Religião) são bons para a humanidade e por isso não querem aguardar a adesão livre do povo como fé, mas querem apressar o processo e forçá-la, em nome da Ciência, a aceitar esses postulados como se fossem descobertas científicas ou filosóficas. É apenas esse desejo autoritário que move essas pessoas. Não fosse por isso eles se contentariam em simplesmente crer em Deus e no livre-arbítrio do homem, etc., ao invés de tentarem disfarçar a sua fé de Ciência.

Vemos, portanto, que não há diferença, em essência, do dogmatismo teísta/espiritualista para o dogmatismo ateísta/materialista, pois ambos compartilham o mesmo caráter autoritário. E ambos têm o interesse de favorecer certas teses em detrimento de outras, primeiro procurando pelas evidências legítimas que os permitiriam forçar as consciências humanas à adesão. E quando não encontram essas evidências legítimas, inventam pseudoevidências, ou sejam, criam uma pseudociência, um dogma, a fim de tentarem levar a cabo esse objetivo de forçar, agora ilegitimamente, as consciências humanas em direção àquilo que eles já julgaram e decidiram que seria "justo e bom".

O Sean Carroll deveria tomar um pouco mais de cuidado quando falar em nome da ciência, e talvez preferir uma posição mais humildade, do tipo “eu não creio em Deus, na alma ou em sua imortalidade”, ou ainda “eu creio que Deus não existe, nem alma, nem imortalidade”, ao invés de dizer tão categoricamente (e falaciosamente) que “Deus, alma e imortalidade não existem”.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

visite: http://conviccao-espirita.blogspot.com/2013/08/apresentacao-deste-blog.html

Offline -Huxley-

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #5 Online: 12 de Novembro de 2017, 20:06:42 »
Eu andei fazendo uns questionamentos sobre as opiniões-padrão dos céticos de fóruns a essa questão...Fiz isso em outro fórum:

http://religiaoeveneno.com.br/discussion/615/ateus-agnosticos-e-ceticos-a-morte-e-o-fim-do-sofrimento#latest

Fiquem à vontade para respondê-los também.
« Última modificação: 12 de Novembro de 2017, 20:38:17 por -Huxley- »

Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #6 Online: 13 de Novembro de 2017, 07:44:39 »
Por isso sempre digo que a posição correta é o "não sabemos".
Agora, tendo-se zero evidências de que se sobreviva à morte física, ou se inicializa a variável
bool acho_que_existe_afterlife; // implícito valor null
ou se poda com a navalha e põe nela
existe_afterlife = False; 
Sempre aberto a fatos, que é a única mentalidade cientificamente aceitável.
Mas, claro: Crer ou imaginar é atitude perfeitamente legítima. O que não é é tentar por "ciência" pra justificar dogmas religiosos e tentar fazer com que seus concidadãos se comportem conforme desejaríamos que eles se comportassem usando essa "técnica".
Essa maravilhosa passagem resume tudo
Citação de: Sr. Leafar
e por isso não querem aguardar a adesão livre do povo como fé, mas querem apressar o processo e forçá-la, em nome da Ciência, a aceitar esses postulados como se fossem descobertas científicas ou filosóficas. É apenas esse desejo autoritário que move essas pessoas. Não fosse por isso eles se contentariam em simplesmente crer em Deus e no livre-arbítrio do homem, etc., ao invés de tentarem disfarçar a sua fé de Ciência.
« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 10:04:25 por Gorducho »

Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #7 Online: 13 de Novembro de 2017, 07:54:30 »
Eu andei fazendo uns questionamentos sobre as opiniões-padrão dos céticos de fóruns a essa questão...Fiz isso em outro fórum:

http://religiaoeveneno.com.br/discussion/615/ateus-agnosticos-e-ceticos-a-morte-e-o-fim-do-sofrimento#latest

Fiquem à vontade para respondê-los também.
Respondo que já na pergunta tem um certo interesse :muleta: -%5Cpsi de "consolo": "fim-do-sofrimento".
Então a pergunta não se aplica à questão SE a morte existe ou não — o que NÃO SABEMOS;
mas como GOSTARÍAMOS de que fossem as coisas "depois" que morrermos.
Pra fins de entendimento do mundo real — axioma anti-solipsismo implícito cá, claro :!: — a utilidade da postura é zilch.

Citação de:  -Huxley- no RéV
Como é que uma pessoa que se extinguiu mentalmente pode oferecer relato sobre a morte? Se o fato científico depende da experiência, e a extinção mental elimina qualquer relato de experiência, como alguém que se extinguiu pode apresentar "experiência de morte"?
Não pode: não oferece nem apresenta.
Os relatos de mortos que temos são os obtidos via canalizações espíritas.
« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 10:15:15 por Gorducho »

Offline JJ

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #8 Online: 13 de Novembro de 2017, 13:48:19 »
Uma palavrinha sobre a ciência, a crença e o dogma.

Uma legítima Ciência provê uma certeza absoluta e objetiva, ou seja, que vale para todos nós, gostemos ou não do que nos é revelado.



Isso está muito errado, não existe conhecimento científico que provê certeza absoluta e objetiva, o máximo que se pode ter é uma boa teoria que dê a melhor explicação até o momento,  pois mais para frente pode surgir dados e observações que contradigam essa melhor teoria.  E pode ser elaborada uma nova teoria, que inclusive seja bem diferente e dê explicações bem diferentes da teoria anterior.






Offline JJ

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #9 Online: 13 de Novembro de 2017, 13:57:41 »

A crença surge justamente na impossibilidade da Ciência em prover a certeza absoluta e objetiva, e mesmo assim precisamos de um método de orientação subjetiva para decidir a questão incerta. É evidente que o que quer que eu decida a respeito da questão ainda incerta no âmbito da crença só terá um valor subjetivo, válido apenas para mim mesmo, e não posso ter a pretensão de querer fazer isso valer para todo mundo (até porque o que eu creio pode mais tarde se revelar falso).


A crença existe quando estamos referindo a um conhecimento sobre algum fenômeno,  inclusive no que chamamos de conhecimento científico  (que aliás ninguém conseguiu demarcar realmente).  Crer é acreditar que uma determinada proposição (que se relaciona a algum fenômeno)  ou é falsa ou é verdadeira ( e também acreditar que determinada percepção seja falsa ou verdadeira). Normalmente temos que a diferença entre uma proposição dita científica e outros tipos de  proposições  é  a fundamentação nas chamadas  (boas) evidências reprodutíveis ou pelo menos observáveis.  Mas esta diferença de fundamentação não implica que este conhecimento  esteja livre da ação de acreditar. 


« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 14:18:25 por JJ »

Offline JJ

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #10 Online: 13 de Novembro de 2017, 14:10:45 »

O dogmático tem muita convicção sobre o ponto que defende e entende que se fosse universalmente aceito isso seria um grande bem para a humanidade como um todo. Mas infelizmente a natureza não colabora e não fornece a ele a prova ou a demonstração necessária para, com autoridade, obrigar a humanidade à adesão ao ponto defendido. O que faz então o dogmático? Por meios sofísticos e subtis, ele dá uma "forçadinha" na argumentação para disfarçar de Ciência aquilo que nada mais é do que sua crença subjetiva. E com qual objetivo? Obrigar a humanidade a aceitar os seus postulados.



A chamada ciência é dogmática.  E ser dogmático significa considerar que algo é verdadeiro. É, por exemplo, considerar que uma determinada teoria apresenta proposições verdadeiras.

Não ser dogmático implica em não considerar qualquer proposição, e por extensão qualquer teoria, como verdadeira.

Se alguém considera que alguma teoria apresenta proposições verdadeiras, então já está sendo dogmático.




Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #11 Online: 13 de Novembro de 2017, 14:23:23 »
"Ciência" consiste em se elaborarem modelos que simulem da melhor forma que o cientista conseguiu conceber, o comportamento da realidade externa, impessoal.
Importante :!: não-solipsismo implícito...
Se alguém dogmatizar que seu modelo É O "verdadeiro" pra sempre, não estará tendo postura de cientista — ainda que tenha carteirinha de e recolha pontualmente impostos sindicais pro Sindicato dos Cientistas, &c.
Ciência é anti-dogmatismo quintessenciado (pra usar vocabulário espírita em homenagem ao Sr. Leafar).
« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 15:07:38 por Gorducho »

Offline Fabrício

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #12 Online: 13 de Novembro de 2017, 14:50:07 »
Rapaz, o Leafar voltou... agora acredito em ressurreição!  :biglol:

Brincadeira Leafar, não leve a mal, seja bem vindo de volta.
"Deus prefere os ateus"

Offline JJ

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #13 Online: 13 de Novembro de 2017, 15:20:37 »
Ciência é anti-dogmatismo quintessenciado (pra usar vocabulário espírita em homenagem ao Sr. Leafar).


O  anti-dogmatismo "quintessenciado" é o ceticismo absoluto. Pois é esta a posição filosófica que mais se opõe  ao dogmatismo.

A posição  de considerar alguma proposição como verdadeira (mesmo que provisória (e que na prática parece que muitos fãs consideram permanente)) me parece estar bem mais para uma posição dogmática.

« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 15:26:08 por JJ »

Offline Gigaview

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #14 Online: 13 de Novembro de 2017, 15:24:41 »
Rapaz, o Leafar voltou... agora acredito em ressurreição!  :biglol:

Brincadeira Leafar, não leve a mal, seja bem vindo de volta.

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Bem vindo de volta Rafael. Esperava a volta de um ex-espírita, mas parece que você só prestou um pouco mais de atenção em Kant, o que, aliás, me deixa bastante curioso sobre a sua revisão do espiritismo. E aí? Vai compartilhar?

Offline Gigaview

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #15 Online: 13 de Novembro de 2017, 15:57:01 »
Sean Caroll não foi dogmático, nem acho que abusou da falácia da autoridade baseado numa interpretação equivocada da falseabilidade da Ciência. Ele apenas tentou ser realista quando disse que não é possível considerar a hipótese do afterlife utilizando o framework da física moderna. E cá entre nós, alguém aqui acha que depois de tantos estudos e experimentos existe alguma possibilidade de a física moderna estar equivocada por não ter ainda detectado a "alma", o "perispírito", "fantasminhas", etc?

Brian Cox foi ainda mais realista quando diz que se os espíritos existem, já deveriam ter dado a graça de suas presenças em algum experimento do LHC.

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There are countless conspiracy theories surrounding ghosts and paranormal activity, and while it shouldn't need explaining to anyone who has a scientific mind, Brian Cox has stressed why such apparitions are "inconceivable."

Speaking on his BBC Radio 4 show The Infinite Monkey Cage, the University of Manchester professor explained that if ghosts existed, CERN's Large Hadron Collider would have found them by now.

"If we want some sort of pattern that carries information about our living cells to persist, then we must specify precisely what medium carries that pattern, and how it interacts with the matter particles out of which our bodies are made,” Cox said.

"We must, in other words, invent an extension to the Standard Model of Particle Physics that has escaped detection at the Large Hadron Collider. That's almost inconceivable at the energy scales typical of the particle interactions in our bodies."

Neil deGrasse Tyson, an astrophysicist who was a guest on the episode, responded, "if I understand what you just declared, you just asserted that CERN, the European Centre for Nuclear Research, disproved the existence of ghosts." Cox agreed.

The Standard Model of Particle Physics describes everything we know about the fundamental building blocks of nature. It says fundamental particles are governed by four forces: gravity, electromagnetic, weak nuclear and strong nuclear. It is the best description of the fabric of reality we have so far, but it is not perfect.

Scientists are constantly searching for new particles that do not fit the model. This is because they hope to break free of its strict guidelines, which have so far been unable to explain things like how classical and quantum physics can fit together.

While particle physicists are battling with discrepancies in the incomplete theory, Cox says there is no way ghosts are another one of these mysteries, because they defy the laws of thermodynamics.

His explanation for this is simple: if ghosts existed, they would be made purely of energy, because they contain no matter – allowing them to pass through walls and do other "spooky" things. The second law of thermodynamics says the overall entropy, or disorder, in a system always increases with time and this means energy is always lost to heat.

The only way a ghost could continue to haunt Earth is if they had a constant incoming source of energy – otherwise they would not last very long at all.

The LHC is the world’s largest particle accelerator, used by physicists to get a glimpse of the tiniest parts of our Universe. It can see how our own cells are driven by energy, and if there was a strange force driving ghosts’ cells, we would have seen it by now.
http://www.wired.co.uk/article/the-lhc-proves-ghosts-do-not-exist

Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #16 Online: 13 de Novembro de 2017, 16:21:52 »
A posição  de considerar alguma proposição como verdadeira (mesmo que provisória (e que na prática parece que muitos fãs consideram permanente)) me parece estar bem mais para uma posição dogmática.
Aquece-se um determinado gás de partículas subatômicas num "forno" e abre um furo (nele "forno");
@ determina distância; diâmetros dos furos; campos magnéticos pelo caminho...
("condições de contorno" pra eq.-modelo).
Se prevê a distribuição estatística com variâncias &c... das partículas numa tela @ determinada posição. 
Se não corresponde ao resultado previsto pela eq. com as respectivas cc. do experimento, muda-se o modelo (as equações).
Qual dogmatismo cá :?:

Idem pra "seleção natural" só que os "experimentos" têm que serem imaginados dedutivamente pois que envolveriam milhões de anos.
I.e.: dado determinado habitat espécies vivas iriam de modificando de sorte a melhor sobreviverem a aproveitando todos nichos possíveis de sustentação (i.e.: algumas se adaptariam pra viver em cavernas escuras se houverem nesse lugar; outras se alimentarima de excrementos...).
Organismos outros ficariam mais complexos de forma a aproveitarem determinados recursos. Coisa que muitas vezes é confundida por certos religiosos ou místicos como "evolução" não no correto sentido termodinâmico de modificação do estado de qq. sistema (no causo o habitat hipotético) ao longo do tempo, mas como uma "melhoria" teleológica dos seres vivos.     
Se isso não se verificar, tem que serem mudadas os modelos acerca da biologia dos seres ao longo do tempo e das condições de contorno (que agora são dadas pelo habitat).
« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 16:36:46 por Gorducho »

Offline JJ

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #17 Online: 13 de Novembro de 2017, 18:11:30 »
A posição  de considerar alguma proposição como verdadeira (mesmo que provisória (e que na prática parece que muitos fãs consideram permanente)) me parece estar bem mais para uma posição dogmática.
Aquece-se um determinado gás de partículas subatômicas num "forno" e abre um furo (nele "forno");
@ determina distância; diâmetros dos furos; campos magnéticos pelo caminho...
("condições de contorno" pra eq.-modelo).
Se prevê a distribuição estatística com variâncias &c... das partículas numa tela @ determinada posição. 
Se não corresponde ao resultado previsto pela eq. com as respectivas cc. do experimento, muda-se o modelo (as equações).
Qual dogmatismo cá ❓

Uma teoria não cai tão facilmente como você sugere neste cenário hipotético,  é preciso um conjunto de anomalias persistentes e de que surja uma teoria que explique mais e melhor, e que seja apresentada por cientistas influentes, para que talvez a teoria antiga seja substituída.


« Última modificação: 13 de Novembro de 2017, 18:13:57 por JJ »

Offline -Huxley-

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #18 Online: 13 de Novembro de 2017, 21:21:40 »
ou se poda com a navalha e põe nela
existe_afterlife = False; 

Refere-se a Navalha de Ockham? Nenhuma Navalha de Ockham consegue contestar o argumento simples de que uma hipótese não confirmada potencialmente confirmável (hipótese da continuidade mental após a morte) não é inferior a uma hipótese permanentemente impossível de ser confirmada (hipótese da extinção mental após a morte).

Citar
Como é que uma pessoa que se extinguiu mentalmente pode oferecer relato sobre a morte? Se o fato científico depende da experiência, e a extinção mental elimina qualquer relato de experiência, como alguém que se extinguiu pode apresentar "experiência de morte"?

Offline Gigaview

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #19 Online: 13 de Novembro de 2017, 21:52:13 »
ou se poda com a navalha e põe nela
existe_afterlife = False; 

Refere-se a Navalha de Ockham? Nenhuma Navalha de Ockham consegue contestar o argumento simples de que uma hipótese não confirmada potencialmente confirmável (hipótese da continuidade mental após a morte) não é inferior a uma hipótese permanentemente impossível de ser confirmada (hipótese da extinção mental após a morte).

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Como é que uma pessoa que se extinguiu mentalmente pode oferecer relato sobre a morte? Se o fato científico depende da experiência, e a extinção mental elimina qualquer relato de experiência, como alguém que se extinguiu pode apresentar "experiência de morte"?

Não se extinguiu e isso parece óbvio. As pessoas que relatam sobre a morte e NDE (near-death experiences) não estavam de fato mortas, só estavam alucinando.

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Why a Near-Death Experience Isn’t Proof of Heaven
Did a neurosurgeon go to heaven?





In Eben Alexander's best-selling book Proof of Heaven: A Neurosurgeon's Journey into the Afterlife (Simon & Schuster), he recounts his near-death experience (NDE) during a meningitis-induced coma. When I first read that Alexander's heaven includes “a beautiful girl with high cheekbones and deep blue eyes” who offered him unconditional love, I thought, “Yeah, sure, dude. I've had that fantasy, too.” Yet when I met him on the set of Larry King's new streaming-live talk show on Hulu, I realized that he genuinely believes he went to heaven. Did he?

Not likely. First, Alexander claims that his “cortex was completely shut down” and that his “near-death experience ... took place not while [his] cortex was malfunctioning, but while it was simply off.” In King's green room, I asked him how, if his brain was really nonfunctional, he could have any memory of these experiences, given that memories are a product of neural activity? He responded that he believes the mind can exist separately from the brain. How, where, I inquired? That we don't yet know, he rejoined. The fact that mind and consciousness are not fully explained by natural forces, however, is not proof of the supernatural. In any case, there is a reason they are called near-death experiences: the people who have them are not actually dead.


Second, we now know of a number of factors that produce such fantastical hallucinations, which are masterfully explained by the great neurologist Oliver Sacks in his 2012 book Hallucinations (Knopf). For example, Swiss neuroscientist Olaf Blanke and his colleagues produced a “shadow person” in a patient by electrically stimulating her left temporoparietal junction. “When the woman was lying down,” Sacks reports, “a mild stimulation of this area gave her the impression that someone was behind her; a stronger stimulation allowed her to define the ‘someone’ as young but of indeterminate sex.”
Sacks recalls his experience treating 80 deeply parkinsonian postencephalitic patients (as seen in the 1990 film Awakenings, which starred Robin Williams in a role based on Sacks), and notes, “I found that perhaps a third of them had experienced visual hallucinations for years before l-dopa was introduced—hallucinations of a predominantly benign and sociable sort.” He speculates that “it might be related to their isolation and social deprivation, their longing for the world—an attempt to provide a virtual reality, a hallucinatory substitute for the real world which had been taken from them.”
Migraine headaches also produce hallucinations, which Sacks himself has experienced as a longtime sufferer, including a “shimmering light” that was “dazzlingly bright”: “It expanded, becoming an enormous arc stretching from the ground to the sky, with sharp, glittering, zigazgging borders and brilliant blue and orange colors.” Compare Sacks's experience with that of Alexander's trip to heaven, where he was “in a place of clouds. Big, puffy, pink-white ones that showed up sharply against the deep blue-black sky. Higher than the clouds—immeasurably higher—flocks of transparent, shimmering beings arced across the sky, leaving long, streamerlike lines behind them.”

In an article in the Atlantic last December, Sacks explains that the reason hallucinations seem so real “is that they deploy the very same systems in the brain that actual perceptions do. When one hallucinates voices, the auditory pathways are activated; when one hallucinates a face, the fusiform face area, normally used to perceive and identify faces in the environment, is stimulated.” Sacks concludes that “the one most plausible hypothesis in Dr. Alexander's case, then, is that his NDE occurred not during his coma, but as he was surfacing from the coma and his cortex was returning to full function. It is curious that he does not allow this obvious and natural explanation, but instead insists on a supernatural one.”

The reason people turn to supernatural explanations is that the mind abhors a vacuum of explanation. Because we do not yet have a fully natural explanation for mind and consciousness, people turn to supernatural explanations to fill the void. But what is more likely: That Alexander's NDE was a real trip to heaven and all these other hallucinations are the product of neural activity only? Or that all such experiences are mediated by the brain but seem real to each experiencer? To me, this evidence is proof of hallucination, not heaven.
https://www.scientificamerican.com/article/why-near-death-experience-isnt-proof-heaven/

Offline -Huxley-

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #20 Online: 13 de Novembro de 2017, 21:52:48 »
A posição  de considerar alguma proposição como verdadeira (mesmo que provisória (e que na prática parece que muitos fãs consideram permanente)) me parece estar bem mais para uma posição dogmática.

A proposição de que "considerar alguma proposição como verdadeira está bem mais para uma posição dogmática" é verdadeira? Ceticismo absoluto é uma ideia auto-refutatória:

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Philosophical skeptics state that "nothing can be known".[25] This has caused some to ask if nothing can be known then can that statement itself be known, or is it self-refuting.[26] One very old response to this problem is academic skepticism:[27] an exception is made for the skeptic's own statement. This leads to further debate about consistency and special pleading. Another response is to accept that nothing can be known cannot itself be known, so that it is not known whether anything is knowable or not. This is Pyrrhonic skepticism. However, the issue can be pressed further. To state that nothing can be known is itself unknowable, is to state that it is a fact that nothing can be known is unknowable. This admits at least one form of knowledge, and the metaphysical proposition I can discern truth. It is therefore self-refuting; only justified through an infinite regress of not knowing knowledge claims and not knowing that one can know them ad infinitum.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Self-refuting_idea



Offline -Huxley-

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #21 Online: 13 de Novembro de 2017, 21:58:40 »
ou se poda com a navalha e põe nela
existe_afterlife = False; 

Refere-se a Navalha de Ockham? Nenhuma Navalha de Ockham consegue contestar o argumento simples de que uma hipótese não confirmada potencialmente confirmável (hipótese da continuidade mental após a morte) não é inferior a uma hipótese permanentemente impossível de ser confirmada (hipótese da extinção mental após a morte).

Citar
Como é que uma pessoa que se extinguiu mentalmente pode oferecer relato sobre a morte? Se o fato científico depende da experiência, e a extinção mental elimina qualquer relato de experiência, como alguém que se extinguiu pode apresentar "experiência de morte"?

Não se extinguiu e isso parece óbvio. As pessoas que relatam sobre a morte e NDE (near-death experiences) não estavam de fato mortas, só estavam alucinando.

Citar

Why a Near-Death Experience Isn’t Proof of Heaven
Did a neurosurgeon go to heaven?





In Eben Alexander's best-selling book Proof of Heaven: A Neurosurgeon's Journey into the Afterlife (Simon & Schuster), he recounts his near-death experience (NDE) during a meningitis-induced coma. When I first read that Alexander's heaven includes “a beautiful girl with high cheekbones and deep blue eyes” who offered him unconditional love, I thought, “Yeah, sure, dude. I've had that fantasy, too.” Yet when I met him on the set of Larry King's new streaming-live talk show on Hulu, I realized that he genuinely believes he went to heaven. Did he?

Not likely. First, Alexander claims that his “cortex was completely shut down” and that his “near-death experience ... took place not while [his] cortex was malfunctioning, but while it was simply off.” In King's green room, I asked him how, if his brain was really nonfunctional, he could have any memory of these experiences, given that memories are a product of neural activity? He responded that he believes the mind can exist separately from the brain. How, where, I inquired? That we don't yet know, he rejoined. The fact that mind and consciousness are not fully explained by natural forces, however, is not proof of the supernatural. In any case, there is a reason they are called near-death experiences: the people who have them are not actually dead.


Second, we now know of a number of factors that produce such fantastical hallucinations, which are masterfully explained by the great neurologist Oliver Sacks in his 2012 book Hallucinations (Knopf). For example, Swiss neuroscientist Olaf Blanke and his colleagues produced a “shadow person” in a patient by electrically stimulating her left temporoparietal junction. “When the woman was lying down,” Sacks reports, “a mild stimulation of this area gave her the impression that someone was behind her; a stronger stimulation allowed her to define the ‘someone’ as young but of indeterminate sex.”
Sacks recalls his experience treating 80 deeply parkinsonian postencephalitic patients (as seen in the 1990 film Awakenings, which starred Robin Williams in a role based on Sacks), and notes, “I found that perhaps a third of them had experienced visual hallucinations for years before l-dopa was introduced—hallucinations of a predominantly benign and sociable sort.” He speculates that “it might be related to their isolation and social deprivation, their longing for the world—an attempt to provide a virtual reality, a hallucinatory substitute for the real world which had been taken from them.”
Migraine headaches also produce hallucinations, which Sacks himself has experienced as a longtime sufferer, including a “shimmering light” that was “dazzlingly bright”: “It expanded, becoming an enormous arc stretching from the ground to the sky, with sharp, glittering, zigazgging borders and brilliant blue and orange colors.” Compare Sacks's experience with that of Alexander's trip to heaven, where he was “in a place of clouds. Big, puffy, pink-white ones that showed up sharply against the deep blue-black sky. Higher than the clouds—immeasurably higher—flocks of transparent, shimmering beings arced across the sky, leaving long, streamerlike lines behind them.”

In an article in the Atlantic last December, Sacks explains that the reason hallucinations seem so real “is that they deploy the very same systems in the brain that actual perceptions do. When one hallucinates voices, the auditory pathways are activated; when one hallucinates a face, the fusiform face area, normally used to perceive and identify faces in the environment, is stimulated.” Sacks concludes that “the one most plausible hypothesis in Dr. Alexander's case, then, is that his NDE occurred not during his coma, but as he was surfacing from the coma and his cortex was returning to full function. It is curious that he does not allow this obvious and natural explanation, but instead insists on a supernatural one.”

The reason people turn to supernatural explanations is that the mind abhors a vacuum of explanation. Because we do not yet have a fully natural explanation for mind and consciousness, people turn to supernatural explanations to fill the void. But what is more likely: That Alexander's NDE was a real trip to heaven and all these other hallucinations are the product of neural activity only? Or that all such experiences are mediated by the brain but seem real to each experiencer? To me, this evidence is proof of hallucination, not heaven.
https://www.scientificamerican.com/article/why-near-death-experience-isnt-proof-heaven/

Se ninguém pode experimentar a inexistência, então significa que ela está eternamente condenada à total impossibilidade de conhecimento. Então, como pode existir uma "hipótese da extinção mental após a morte" que pode ser confirmada? Essa é a minha dúvida.

Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #22 Online: 14 de Novembro de 2017, 06:57:46 »
Não pode.
Mas na ausência de qq. coisa p/confirmar que a mente siga andando por aí depois da morte, e como todos dados de que dispomos indicam que tudo depende do cérebro — e.g. Alzheimer &c... como, se bem me lembro, lhe foi mostrado lá no RéV — me parece a hipótese mais econômica supor que se exinga.
 
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hipótese não confirmada potencialmente confirmável (hipótese da continuidade mental após a morte) não é inferior a uma hipótese permanentemente impossível de ser confirmada (hipótese da extinção mental após a morte).
Ótimo argumento. Mas como até agora todas tentativas do espiritismo pra confirmarem fracassaram dramaticamente...
Mas: sim :!:
Depois que morrermos poderemos confirmar que nossa consciência sobreviveu; mas jamais nem nosotros mismos nem ninguém outro que ela se extinga.
É um bom argumento esse seu :ok:
« Última modificação: 14 de Novembro de 2017, 07:08:13 por Gorducho »

Offline Gorducho

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #23 Online: 14 de Novembro de 2017, 07:11:43 »
Uma teoria não cai tão facilmente como você sugere neste cenário hipotético,  é preciso um conjunto de anomalias persistentes e de que surja uma teoria que explique mais e melhor, e que seja apresentada por cientistas influentes, para que talvez a teoria antiga seja substituída.
Até porque caso não haja anomalias não terá a priori por que substituir ela. Aí quem estará sendo dogmático é aquele que quiser substituir uma teoria que funciona bem bom outra só por razões ideológicas.
É uma das críticas — não que eu concorde com ela :!:— que religiosos fizeram ao Galileo: a teoria do Copérnico não tinha naquele momento base empíririca. Tanto que os objetos em órbita não se movem em círculos e a teoria do Copérnico também requeria epiciclos, certo :?:
Claro: menos epiciclos — a navalha...
« Última modificação: 14 de Novembro de 2017, 07:23:10 por Gorducho »

Offline Gabarito

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Re:Cientista explica porque a vida após a morte é impossível
« Resposta #24 Online: 14 de Novembro de 2017, 09:22:02 »
Serviços de criogenia já estão à venda, mesmo sem garantia de volta à vida


Diante da reportagem acima que li hoje e, em vista dos questionamentos que trazem o debate do presente tópico, achei que podia contribuir trazendo as seguintes perguntas:
  • Supondo que se alcance, no futuro, uma técnica realmente eficaz de manipular o corpo congelado e fazê-lo descongelar sem nenhum dano à estrutura das células;
  • que se atinja uma excelência em tecnologia para se curar o mal que levou aquele cidadão à morte e efetivamente traga a cura total dessa enfermidade;
  • que todas as dificuldades relacionadas à técnica e à tecnologia sejam superadas;
Diante disso, a nível de questionamento teórico, a consciência daquele cidadão estaria preservada quando acordasse daqui a, digamos, mil anos?
Ele seria a mesma pessoa que era quando foi congelado?
Com sua mesma personalidade, memórias, aptidões, talentos, ética e moral?

Enfim, seria a verdadeira ressuscitação?
A volta à vida de alguém que esteve "inexistente"?

 

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