Autor Tópico: Oligarquia  (Lida 133 vezes)

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Offline JJ

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Oligarquia
« Online: 02 de Janeiro de 2018, 09:34:52 »

Oligarquia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Na ciência política, oligarquia ("oligarkhía" do grego ολιγαρχία,[1] literalmente, "governo de poucos") é a forma de governo em que o poder político está concentrado num pequeno número pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico ou corporação.


A oligarquia é caracterizada por pequeno grupo de interesse ou lobby que controla as políticas sociais e econômicas em benefício de interesses próprios.[2] O termo é também aplicado a grupos sociais que monopolizam o mercado econômico, político e cultural de um país, mesmo sendo a democracia o sistema político vigente.[3] Em sua configuração original, a palavra oligarquia indica o “governo” (archein) “de poucos” (oligos). Contudo, o pensamento político ligado à oligarquia não esteve rigidamente submetido a essa única forma de compreensão.


Apesar dessa acepção, o termo oligarquia pode ser muito bem empregado em outras situações políticas. Quando observamos, por exemplo, que um mesmo partido político ocupa os mais altos escalões de um governo, podemos identificar o desenvolvimento de uma oligarquia. Em geral, a presença das práticas oligárquicas impede que amplas parcelas da população participem do debate político. Dessa forma, podemos ver que a oligarquia diverge do atual sentido dedicado à democracia.


Na Grécia Antiga, a expressão oligarquia era negativamente empregada para se fazer referência a todo o regime que fosse comandado por pessoas com alto poder aquisitivo. Desta forma, os governos oligárquicos foram confundidos com o governo das elites econômicas.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Oligarquia



Offline JJ

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Re:Oligarquia
« Resposta #1 Online: 02 de Janeiro de 2018, 09:36:24 »
Lei de ferro da oligarquia


A Lei de Ferro da Oligarquia é uma teoria política, primeiramente desenvolvida pelo sociológo alemão Robert Michels no seu livro de 1911, Partidos Políticos. Ele alega que o mando por uma elite, ou oligarquia, é inevitável como uma ''lei de ferro'' dentro de qualquer organização democrática como parte das ''necessidades táticas e técnicas'' da organização. Michels usou anedotas de partidos políticos e sindicatos que apoiavam reformas democráticas para construir seu argumento em 1911. Michels particularmente direcionou a aplicação desta lei a democracia representativa, e atestou: ''É a organização que dá lugar ao dominio dos eleitos sobre os eleitores, dos mandatários sobre os mandantes, dos delegados sobre os delegantes. Que diz organização, diz oligarquia.'' Ele chegou a atestar que ''A evolução histórica zomba de todas as medidas profiláticas que foram adotadas para a prevenção da oligarquia. '' Michels atestou que o objetivo oficial da democracia de eliminar o mando da elite é impossível, e que a democracia representativa é uma fachada legitimando o mando de uma elite particular, e que o mando da elite, que ele se refere como oligarquia, é inevitável. Michels posteriormente emigrou para a Itália e ingressou no Partido Fascista de Mussolini, visto que acreditava ser este o legitímo novo passo das sociedades modernas. A sua tese se tornou popular novamente nos EUA do pós guerra com a publicação de Democracia Sindical: A Política Interna da União Tipográfica Internacional, e durante o Medo Vermelho trazido pelo Macartismo.


História


Em 1911 Robert Michels argumentou que paradoxalmente os partidos socialistas da Europa, a despeito de sua ideologia democrática e provisões para a participação de massa, aparentavam ser dominados por seus líderes da mesma forma que os partidos conservadores. A conclusão de Michels foi de que o problema estava na própria natureza das organizações. A era moderna, mais democrática e liberal, permitiu a formação de organizações com objetivos inovadores e revolucionários, mas enquanto tais organizações se tornavam mais complexas, elas se tornavam menos e menos democráticas e revolucionárias. Michels formulou a ''Lei de Ferro da Oligarquia'': ''Quem diz organização, diz oligarquia.''


Na época que formulou sua Lei, Michels era um anarco-sindicalista. Depois se tornou um importante ideológo do regime fascista de Mussolini na Itália, ensinando economia na Universidade de Perúgia.


Razões


Michels destacou variados fatores que subjazem a Lei de Ferro da Oligarquia. Darcy K. Leach as sumarizou brevemente como: ''A burocracia ocorre. Se a burocracia ocorre, o poder se ergue. O poder corrompe.'' Qualquer grande organização, Michels apontou, tem de criar uma burocracia de forma a manter sua eficiencia enquanto se torna maior—muitas decisões tem de ser tomadas diariamente que não podem mais ser tomadas por grandes números de pessoas desorganizadas. Para a organização funcionar efetivamente, a centralização tem de ocorrer e o poder acaba nas mãos de poucos. Esses poucos—a oligarquia—irão usar todos os meios necessários para preservar e aumentar ainda mais o seu poder.


Este processo é agravado devido a delegação ser necessária em qualquer grande organização, visto que — as vezes centenas de milhares—de membros não podem tomar decisões atráves da democracia participativa. Isso é ditado pela falta de meios tecnológicos para grandes números de pessoas se verem e debaterem, e também por questões que emergem da psicologia de massa, visto que Michels alegou que as pessoas sentem uma necessidade de serem lideradas. A delegação, porém, leva a especialização— ao desenvolvimento de bases de conhecimentos, habilidades e recursos entre a liderança— que alienam ainda mais a liderança dos correligionários e entrincheiram a liderança no poder.


Burocratização e especialização são os processos motrizes atrás da Lei de Ferro. Elas resultam na ascensão de um grupo de admnistradores profissionais numa organização hierárquica, o que em turno leva a racionalização e rotineirização da autoridade e do processo de decisão, algo descrito pela primeira e talvez da melhor forma por Max Weber, depois por John Kenneth Galbraith, e de uma forma menos intensa e mais cínica pelo Princípio de Peter.


A burocracia por desígnio leva a centralização do poder pelos líderes. Os líderes também tem controle sob sanções e recompensas. Eles tendem a promover aqueles que compartilham de suas opiniões, o que inevitávelmente leva a uma oligarquia auto-perpetuante. Pessoas alcançam posições de liderança devido a sua habilidade política além da média(ver autoridade carismática). Enquanto elas avançam em suas carreiras, seu poder e prestígio aumentam. Líderes controlam a informação que flui até os círculos mais baixos de comunicação, censurando o que eles não querem que os militantes não saibam. Os líderes também dedicam recursos significativos para persuadirem a militância da justeza de suas posições. Isso é compatível com a maioria das sociedades: as pessoas são ensinadas a obedecer aqueles em posições de autoridade. Portanto os militantes mostram pouca iniciativa, e esperam pelos líderes exercerem seu julgamento e definirem as diretivas a serem seguidas.


Implicações


A "lei de ferro da oligarquia" atesta que todas as formas de organização, independente de quão democráticas tenham sido no começo, irão eventualmente e inevitavelmente desenvolver tendências oligárquicas, assim fazendo a verdadeira democracia praticamente e teoricamente impossível, especialmente em grandes grupos e organizações complexas. A relativa fluidez estrutural na democracia de pequena escala sucumbe a ''viscosidade social'', numa organização de grande escala. De acordo com a Lei de Ferro, democracia e organização de grande escala são incompatíveis.



https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_ferro_da_oligarquia


« Última modificação: 02 de Janeiro de 2018, 09:41:28 por JJ »

Offline JJ

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Re:Oligarquia
« Resposta #2 Online: 02 de Janeiro de 2018, 09:43:35 »


Pelo visto a  democracia em média ou grande escala não passa de uma ilusão.

Offline JJ

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Re:Oligarquia
« Resposta #3 Online: 02 de Janeiro de 2018, 09:49:56 »
Artigo (em PDF)  sobre a oligarquia do  PT:


Robert Michels e a oligarquia do Partido dos Trabalhadores 1


Pedro Floriano Ribeiro é doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de São
Carlos. Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de
Goiás.

Endereço para correspondência: Faculdade de Ciências Sociais / Universidade Federal de
Goiás, Campus II, FCS – Caixa Postal 131 – CEP: 74.001-970, Goiânia, GO.
e-mail: pedrorib@hotmail.com

Recebido em 11/2009. Aceito em 12/2009


Introdução


O Partido dos Trabalhadores (PT) é a agremiação mais estudada do atual quadro partidário brasileiro. A atuação de seus parlamentares, as experiências governativas, a transformação das campanhas eleitorais, a pragmatização e moderação do discurso, do projeto e dos programas de governo, o lento e constante processo de capilarização eleitoral do partido rumo ao interior do país – são alguns dos temas mais recorrentes na vasta bibliografia sobre a legenda2 . Embora a estrutura interna do PT seja mais conhecida que as dos demais partidos brasileiros, esta continua sendo uma área negligenciada nessa bibliografia, quando comparada ao conhecimento acumulado nas demais temáticas – algo que se repete, de resto, quando se leva em conta o panorama geral das pesquisas, em que as organizações partidárias constituem a “caixapreta” do funcionamento de nossas instituições democráticas.

[...]


http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/bitstream/handle/bdtse/2957/robert_michels_oligarguia_ribeiro.pdf?sequence=1
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