Autor Tópico: Problemas do SUS  (Lida 103174 vezes)

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Offline _Juca_

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Problemas do SUS
« Online: 18 de Janeiro de 2010, 10:38:30 »
Acredito que os admiradores do Governo atual somente terão uma idéia da dimensão do rombo uns seis meses após às eleições presidênciais.

Não é previsão não, mas hora de fazer o plano orçamentário para 2011, o próximo Governo terá que fornecer muitas explicações. Exemplo: Cadê o dinheiro? Cadê o PAC?

Censurar a mídia é uma idéia brilhante. Eu, se fosse governante que tenho muito à esconder (e preciso esconder), faria a mesma coisa.

Fica marcado para junho de 2011... Mas hoje mesmo já da pra ter um idéia do "rombo" e da penúria da qual o país está passando.

Bom, Juca,

É difícil debater com você, já que seus posts são muito tendenciosos e carregados de sarcásmo. Parece-me que qualquer um que questione o Governo atual se torna alvo seu. É de se espantar uma postura destas.

Eu resolvi postar neste tópico porque da forma como os recursos hoje, são repardidos pela União, fica claro que haverá um rombo futuramente e eu não sei se o Governo atual tem trabalhado para mudar este cenário.

Eu já disse aqui outras vezes que político brasileiro pensa em "mandato" e não no futuro, então seja já o que "Alá" quiser. Volto a dizer, se para você a situação é boa, tudo bem. Eu não acho a situação boa e não vou postar todas as fontes novamente.

Em junho de 2011 abrimos um tópico para falarmos de orçamento.

Tendências todos temos Mustard. Mas se o rombo ao qual você se referiu é o da dívida pública, posso adiantar que ela é praticamente a mesma do início do governo se fizer a relação dívida x pib. Hoje por volta dos 43% com tendência de baixa esse ano, e no início do governo por volta de 41%. Não é uma dívida baixa mas também não é alta. A sua rolagem é facilmente aplicada com o programa de metas de inflação e superávit primário. Na minha opinião poderiamos fazer um esforço um pouco maior para baixá-la mais uns 5 pontos, talvez, e ter mais liberdade orçamentária.

Offline Mr. Mustard

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Problemas do SUS
« Resposta #1 Online: 18 de Janeiro de 2010, 10:48:33 »
A dívida pública é um deles, mas temos:

a) INSS;
b) IRRF;
c) Os projetos sociais;
d) PAC;
e) Câmbio;
f) Juros.

E por aí vai. Eu não vou falar da saúde. Quem acredita que ela está boa é no mínimo, alienado. Eu não posso jamais concordar que o Governo atual (e o anterior, e o anterior, e o anterior, etc.) sejam bons governos. Isto é papo de quem vê o lado bom até quando está no fundo do poço.

O único mérito mesmo, ante todos estes Governos, é do Banco Central.

Offline _Juca_

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« Resposta #2 Online: 18 de Janeiro de 2010, 11:55:00 »
A dívida pública é um deles, mas temos:

a) INSS;
b) IRRF;
c) Os projetos sociais;
d) PAC;
e) Câmbio;
f) Juros.

E por aí vai. Eu não vou falar da saúde. Quem acredita que ela está boa é no mínimo, alienado. Eu não posso jamais concordar que o Governo atual (e o anterior, e o anterior, e o anterior, etc.) sejam bons governos. Isto é papo de quem vê o lado bom até quando está no fundo do poço.

O único mérito mesmo, ante todos estes Governos, é do Banco Central.

Não entendi o fundo do poço, mas se está se referindo a pobreza que reina em boa parte da população ainda concordo que muitos estejam realmente no fundo do poço, mas não é o caso da situção macroeconôminca do Brasil. Em quase todos os quesitos que você mencionou houve significativas melhoras ao longo desse governo e do anterior menos mas também houve. O governo é gestão, dentro de um período. Pode governar um país desenvolvido e deixá-lo numa situação pior, mais ainda muito confortável do ponto de vista do bem estar da população, e vai ser classificado como um governo ruim.

Quanto a saúde, sinceramente não vi piora na situação de um modo geral, me falta parâmetros concretos, se bem que muito está a cargo de munícipios e estados, mas no caso da educação de nível primário e secundário, nessa sim, a coisa ta no fundo do poço, realmente esse governo foi uma merda como os outros.

Offline Mr. Mustard

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« Resposta #3 Online: 18 de Janeiro de 2010, 12:02:23 »
A dívida pública é um deles, mas temos:

a) INSS;
b) IRRF;
c) Os projetos sociais;
d) PAC;
e) Câmbio;
f) Juros.

E por aí vai. Eu não vou falar da saúde. Quem acredita que ela está boa é no mínimo, alienado. Eu não posso jamais concordar que o Governo atual (e o anterior, e o anterior, e o anterior, etc.) sejam bons governos. Isto é papo de quem vê o lado bom até quando está no fundo do poço.

O único mérito mesmo, ante todos estes Governos, é do Banco Central.

Não entendi o fundo do poço, mas se está se referindo a pobreza que reina em boa parte da população ainda concordo que muitos estejam realmente no fundo do poço, mas não é o caso da situção macroeconôminca do Brasil. Em quase todos os quesitos que você mencionou houve significativas melhoras ao longo desse governo e do anterior menos mas também houve. O governo é gestão, dentro de um período. Pode governar um país desenvolvido e deixá-lo numa situação pior, mais ainda muito confortável do ponto de vista do bem estar da população, e vai ser classificado como um governo ruim.

Quanto a saúde, sinceramente não vi piora na situação de um modo geral, me falta parâmetros concretos, se bem que muito está a cargo de munícipios e estados, mas no caso da educação de nível primário e secundário, nessa sim, a coisa ta no fundo do poço, realmente esse governo foi uma merda como os outros.

Você não viu piora na saúde porque não há o que piorar mais. Parece-me que se tornou quase que uma obrigação um cidadão assinar um contrato com um plano de saúde. Algo que soa como: "Há sim um setor da Saúde no Brasil, mas você não vai querer contar com isto, vai?".

A mesma pergunta eu transfiro para a Educação.

E o que adianta dizer que administrações são do Estado e/ou do Município? Está ruim do mesmo jeito. Eu não encontro uma desculpa cabível para a estas situações.

A população brasileira está alcançando o patamar de ignorantes sem saúde bem alimentados.

Offline Derfel

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« Resposta #4 Online: 18 de Janeiro de 2010, 15:17:25 »
Na verdade a saúde é gestada no município, assim há municípios com uma saúde pública razoável e outros não. Somente na área da odontologia, por exemplo, em Parnamirim/RN, existe um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde se faz atendimentos especializados que, antes, não havia condições de serem feitos na rede pública. Se faz desde tratamento de canal a cirurgias de média complexidade. Conta também com um serviço de atendimento a portadores de necessidades especiais. Há um prontossocorro odontológico 24 horas por dia, com um atendimento de 40 a 60 pessoas/dia. Já atendi muita gente do Rio ou São Paulo que passavam férias por aqui e perguntavam por que não havia isso (o prontossocorro) lá também. Existem, é claro, dois gargalos: endodontia (canal), que conta com uma grande demanda reprimida, e prótese, que também conta com uma grande demanda reprimida e com um agravante: o valor que o SUS repassa por prótese é de R$60,00, o que dificulta o trato com os laboratórios terceirizados. Existe agora o projeto de uma segunda unidade do CEO e a inserção de unidades de pronto-atendimento, onde também constará odontologia. Existem também problemas com equipes de PSB, mas são pontuais. Outra coisa: uma palavra-chave é demanda. De qualquer forma, compare a situação de hoje com a dos anos 80, por exemplo, e diga que hoje está pior.

Offline _Juca_

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« Resposta #5 Online: 18 de Janeiro de 2010, 15:38:05 »
Na verdade a saúde é gestada no município, assim há municípios com uma saúde pública razoável e outros não. Somente na área da odontologia, por exemplo, em Parnamirim/RN, existe um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde se faz atendimentos especializados que, antes, não havia condições de serem feitos na rede pública. Se faz desde tratamento de canal a cirurgias de média complexidade. Conta também com um serviço de atendimento a portadores de necessidades especiais. Há um prontossocorro odontológico 24 horas por dia, com um atendimento de 40 a 60 pessoas/dia. Já atendi muita gente do Rio ou São Paulo que passavam férias por aqui e perguntavam por que não havia isso (o prontossocorro) lá também. Existem, é claro, dois gargalos: endodontia (canal), que conta com uma grande demanda reprimida, e prótese, que também conta com uma grande demanda reprimida e com um agravante: o valor que o SUS repassa por prótese é de R$60,00, o que dificulta o trato com os laboratórios terceirizados. Existe agora o projeto de uma segunda unidade do CEO e a inserção de unidades de pronto-atendimento, onde também constará odontologia. Existem também problemas com equipes de PSB, mas são pontuais. Outra coisa: uma palavra-chave é demanda. De qualquer forma, compare a situação de hoje com a dos anos 80, por exemplo, e diga que hoje está pior.

Por isso eu disse que me falta parâmetros. Em minha cidade posso dizer que o serviço público de saúde é bem razoável, com vacinação gratuita, muitos postos de saúde, pronto socorro bem cuidado, distribuição gratuita de remédios, hospital conveniado ao SUS. Claro,nenhum serviço que se possa dizer que seja excelente, mas muito razoável, mesmo que comparado aos planos particulares, que também não são lá essas coisas. Comparado aos anos 80, com certeza está numa situação muito melhor.

Offline Mr. Mustard

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« Resposta #6 Online: 18 de Janeiro de 2010, 16:25:19 »
Bom, vocês devem bem saber que, Segundo a ANS, dos 190 milhões de brasileiros, aproximadamente 40 milhões, ou 44% do total, têm seguro médico privado.

Fonte: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/planos-saude/planos-saude.shtml#8

Certamente, na visão de quem não precisa de SUS, o saúde melhorou, já todos aqui e/ou a grande maioria utiliza planos para se cuidarem.

E pior, dizer que um serviço básico melhorou é ser muito otimista. Apesar de eu não ser nenhum referência, eu já utilizei os serviços de saúde pública em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e confesso que voltei a pagar pelo plano de saúde.

Bom, os números não mentem: Se a saúde deste país fosse boa mesmo, não teríamos a festa do plano de saúde, que me parece, ser a única alternativa de tratamento razoável para quem pode pagar.

Offline Derfel

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« Resposta #7 Online: 18 de Janeiro de 2010, 19:15:01 »
E que tal a opinião de quem trabalha no serviço público de saúde? Não digo que o sistema seja perfeito ou que você não deva ter um plano de saúde privado. O que quero dizer é que o sistema é municipalizado, existindo diferenças de qualidade por município (e não estado), e que em municípios mais bem estruturados na gestão o serviço consegue suprir as necessidades da clientela.
Outra coisa, TODO mundo tem condição de ter um plano de saúde? Durante uma aula, pedi para os alunos do curso de TSB para fazer um levantamento na Ficha A do SIAB. Um dos itens era plano de saúde. De um total de 80 famílias, apenas 2 tinham plano de saúde. Isso em 4 microáreas diferentes.

Offline Mr. Mustard

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« Resposta #8 Online: 18 de Janeiro de 2010, 21:21:20 »
E que tal a opinião de quem trabalha no serviço público de saúde? Não digo que o sistema seja perfeito ou que você não deva ter um plano de saúde privado. O que quero dizer é que o sistema é municipalizado, existindo diferenças de qualidade por município (e não estado), e que em municípios mais bem estruturados na gestão o serviço consegue suprir as necessidades da clientela.
Outra coisa, TODO mundo tem condição de ter um plano de saúde? Durante uma aula, pedi para os alunos do curso de TSB para fazer um levantamento na Ficha A do SIAB. Um dos itens era plano de saúde. De um total de 80 famílias, apenas 2 tinham plano de saúde. Isso em 4 microáreas diferentes.

Perfeito. Você acaba de confirmar o que eu disse:

a) Nem todos possuem condições de um plano de saúde, então fica à mercê da saúde pública;
b) Por ser municipalizada, então eu posso presumir que o serviço do Norte-Nordeste deve ser caótico;
c) Ser municipalizada não onera a responsabilidade de nosso governantes federais de resolver o problema. Isto inclui o Presidente também e principalmente Senadores;
d) O meu exemplo e o seu não são referências. Me baseio nos números: Se mais de 40% tem que apelar a um plano de saúde, então este percentual pode pagar por um plano, os outros 50 e poucos por cento não pode pagar e ainda tem viver em constante roleta russa do serviço de saúde público.

Volto a repetir: Se a saúde neste país fosse boa, não teríamos tantos usuários de planos. Obviamente que há um posto aqui, um hospital acolá, ambos públicos e que podem ser bons, mas não são a regra, somente exceções.

Offline Fabi

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« Resposta #9 Online: 18 de Janeiro de 2010, 22:36:41 »
E que tal a opinião de quem trabalha no serviço público de saúde? Não digo que o sistema seja perfeito ou que você não deva ter um plano de saúde privado. O que quero dizer é que o sistema é municipalizado, existindo diferenças de qualidade por município (e não estado), e que em municípios mais bem estruturados na gestão o serviço consegue suprir as necessidades da clientela.
Se você trabalha no serviço público e não vê como é ruim, então estamos todos perdidos.

Sério, você é dentista, você sabe como equipamentos odontológicos são caros, conhece o que pode acontecer nos dentes. Duvido, que você nunca encontrou um caso que você não podia resolver porque você não tinha equipamentos e recomendou um dentista particular. Isso acontece em Curitiba que também tem Centro de Especialidades Odontológicas do SUS.
Difficulter reciduntur vitia quae nobiscum creverunt.

“Deus me dê a serenidadecapacidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar o que posso, e a sabedoria para saber a diferença” (Desconhecido)

Offline _Juca_

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« Resposta #10 Online: 18 de Janeiro de 2010, 22:44:20 »
E que tal a opinião de quem trabalha no serviço público de saúde? Não digo que o sistema seja perfeito ou que você não deva ter um plano de saúde privado. O que quero dizer é que o sistema é municipalizado, existindo diferenças de qualidade por município (e não estado), e que em municípios mais bem estruturados na gestão o serviço consegue suprir as necessidades da clientela.
Outra coisa, TODO mundo tem condição de ter um plano de saúde? Durante uma aula, pedi para os alunos do curso de TSB para fazer um levantamento na Ficha A do SIAB. Um dos itens era plano de saúde. De um total de 80 famílias, apenas 2 tinham plano de saúde. Isso em 4 microáreas diferentes.

Perfeito. Você acaba de confirmar o que eu disse:

a) Nem todos possuem condições de um plano de saúde, então fica à mercê da saúde pública;
b) Por ser municipalizada, então eu posso presumir que o serviço do Norte-Nordeste deve ser caótico;
c) Ser municipalizada não onera a responsabilidade de nosso governantes federais de resolver o problema. Isto inclui o Presidente também e principalmente Senadores;
d) O meu exemplo e o seu não são referências. Me baseio nos números: Se mais de 40% tem que apelar a um plano de saúde, então este percentual pode pagar por um plano, os outros 50 e poucos por cento não pode pagar e ainda tem viver em constante roleta russa do serviço de saúde público.

Volto a repetir: Se a saúde neste país fosse boa, não teríamos tantos usuários de planos. Obviamente que há um posto aqui, um hospital acolá, ambos públicos e que podem ser bons, mas não são a regra, somente exceções.

A relação não me parece ser bem essa. Plano particular de saúde tem que ser melhor que plano público e gratuito, por que senão vai a falência. Muitos países não tem como fazer essa comparação, incluso muitos desenvolvidos, porque não tem atendimento gratuito público.
A segurança social de um atendimento gratuito, atende toda a população, incluso aqueles que não usam. O atendimento público no Brasil, não me parece um caos por conta do uso em grande numero do privado, parece que atende satisfatoriamente a população, vide o programa nacional contra a Aids, como exemplo. O privado proporcionará mais conforto para o usuário, mas o público mesmo deficiente não deixa de atender a população.
gostaria de dizer o mesmo sobre as escolas...

Offline Derfel

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« Resposta #11 Online: 18 de Janeiro de 2010, 23:10:47 »


b) Por ser municipalizada, então eu posso presumir que o serviço do Norte-Nordeste deve ser caótico;

Até onde me lembrava o Rio Grande do Norte ainda pertencia ao nordeste...
Citar
c) Ser municipalizada não onera a responsabilidade de nosso governantes federais de resolver o problema. Isto inclui o Presidente também e principalmente Senadores;

Não onera, por isso existem certas metas e obrigações que os municípios devem cumprir sob pena de corte na verba do SUS, que é transferida fundo a fundo.
Citar
d) O meu exemplo e o seu não são referências. Me baseio nos números: Se mais de 40% tem que apelar a um plano de saúde, então este percentual pode pagar por um plano, os outros 50 e poucos por cento não pode pagar e ainda tem viver em constante roleta russa do serviço de saúde público.

O fato de 40% das pessoas possuírem um plano de saúde não significa uma apelação. As pessoas escolhem um plano de saúde por diversos motivos e uma falência do sistema público pode ser um, mas também por uma liberdade de escolha de profissional, do local a ser atendido, comodidade, espera e mesmo desconhecimento do próprio serviço que existe em seu município. A Rede Sarah é um exemplo. É referência em reabilitação e é pública.

Offline FxF

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« Resposta #12 Online: 18 de Janeiro de 2010, 23:59:28 »
Citar
d) O meu exemplo e o seu não são referências. Me baseio nos números: Se mais de 40% tem que apelar a um plano de saúde, então este percentual pode pagar por um plano, os outros 50 e poucos por cento não pode pagar e ainda tem viver em constante roleta russa do serviço de saúde público.
O fato de 40% das pessoas possuírem um plano de saúde não significa uma apelação. As pessoas escolhem um plano de saúde por diversos motivos e uma falência do sistema público pode ser um, mas também por uma liberdade de escolha de profissional, do local a ser atendido, comodidade, espera e mesmo desconhecimento do próprio serviço que existe em seu município. A Rede Sarah é um exemplo. É referência em reabilitação e é pública.
Não é por "mais comodidade", as pessoas veêm quem usa o serviço público de saúde como quem não tem nenhum serviço de saúde...

Offline Fabi

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« Resposta #13 Online: 19 de Janeiro de 2010, 08:21:51 »
A relação não me parece ser bem essa. Plano particular de saúde tem que ser melhor que plano público e gratuito, por que senão vai a falência. Muitos países não tem como fazer essa comparação, incluso muitos desenvolvidos, porque não tem atendimento gratuito público.
A segurança social de um atendimento gratuito, atende toda a população, incluso aqueles que não usam. O atendimento público no Brasil, não me parece um caos por conta do uso em grande numero do privado, parece que atende satisfatoriamente a população, vide o programa nacional contra a Aids, como exemplo. O privado proporcionará mais conforto para o usuário, mas o público mesmo deficiente não deixa de atender a população.
gostaria de dizer o mesmo sobre as escolas...
Eu queria saber em que país tá esse atendimento público tão maravilhoso.... Vou explicar pra vocês a diferença básica entre o SUS e o Plano de Saúde.  No SUS a pessoa morre esperando atendimento, e com plano de saúde talvez isso não aconteça. 

Meu primo foi no maravilhoso SUS quando tava tendo problemas no coração, marcaram uma consulta com o cardiologista, e ele morreu 5 dias antes dessa consulta. Meu pai não tava nem reclamando, foi para o hospital... mediram a pressão dele, que tava alta, ele foi internado, fizeram exames, descobriram que ele tava tipo... infartando, foi internado na UTI (no SUS não tem UTI disponível nunca). E hoje ele tá aí vivo. Sabe... essa é a diferença. A comodidade da pessoa estar viva.

Eu queria ver se alguém tipo que fez quimioterapia, e está com os dentes moles... fosse no SUS o que aconteceria? Pelo que eu vejo,do maravilhoso atendimento do SUS, provavelmente extrairiam* todos os dentes e dariam uma dentadura pra essa pessoa. Porque uma cirurgia que "consertaria" isso é extremamente cara, complicada, e exige recursos que o SUS não tem(e deveria ter porque pagamos muitos impostos).

*Não to dizendo que o Derfel faria isso. É só uma situação hipotética que acontece com quem não tem dinheiro e depende do SUS.
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Offline Mr. Mustard

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« Resposta #14 Online: 19 de Janeiro de 2010, 08:49:07 »
A relação não me parece ser bem essa. Plano particular de saúde tem que ser melhor que plano público e gratuito, por que senão vai a falência. Muitos países não tem como fazer essa comparação, incluso muitos desenvolvidos, porque não tem atendimento gratuito público.
A segurança social de um atendimento gratuito, atende toda a população, incluso aqueles que não usam. O atendimento público no Brasil, não me parece um caos por conta do uso em grande numero do privado, parece que atende satisfatoriamente a população, vide o programa nacional contra a Aids, como exemplo. O privado proporcionará mais conforto para o usuário, mas o público mesmo deficiente não deixa de atender a população.
gostaria de dizer o mesmo sobre as escolas...

Quer dizer que o plano de saúde tem que ser melhor que o público? Então posso pressupor que o público sempre será pior? Ah! Faça-me o favor... Então todo o Governo deste país é maravilhoso, já que joga a responsabilidade para a iniciativa privada! Em que país que você vive rapaz?

Offline Mr. Mustard

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« Resposta #15 Online: 19 de Janeiro de 2010, 08:54:03 »
Não onera, por isso existem certas metas e obrigações que os municípios devem cumprir sob pena de corte na verba do SUS, que é transferida fundo a fundo.

Que nunca são cumpridas, diga-se de passagem. Então se fazem cortes e mais cortes e ainda tem gente que acredita que a rede pública é boa... Mais uma furada do Governo, de todos os âmbitos.

O fato de 40% das pessoas possuírem um plano de saúde não significa uma apelação. As pessoas escolhem um plano de saúde por diversos motivos e uma falência do sistema público pode ser um, mas também por uma liberdade de escolha de profissional, do local a ser atendido, comodidade, espera e mesmo desconhecimento do próprio serviço que existe em seu município. A Rede Sarah é um exemplo. É referência em reabilitação e é pública.

Eu já disse antes, Cases de Sucesso na administração pública é exceção. E por favor, não tente se enganar, não existe comodidade nenhuma em pagar CARO para ser razoavelmente atendido, pois para ser EXCELENTEMENTE atendido, você vai pagar MUITO, mas MUITO caro mesmo. Vide as contas de internação de políticos, que podem passar dos 20 à 100 mil reais.

Offline Spitfire

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« Resposta #16 Online: 19 de Janeiro de 2010, 15:11:05 »
Pelo amor de Odim... quem disser que a saúde pública neste país funciona é porque não depende dela. Dizer que a responsabilidade é dos municípios é inocentar de responsabilidade a quem compete então garantir que as diretrizes básicas de saúde pública são corretamente aplicadas. Dizer que a saúde pública funciona perfeitamente é porque não precisa puxar fila as desde as 3:00AM para conseguir uma consulta para, no mínimo, daqui 6 meses... é não enxergar o nítido estado de sucateamento dos postos de atendimento.


Francamente, façam-me o favor, não abusem da inteligencia alheia... isto é um desrespeito.  :no: :hmph:

Offline Diegojaf

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« Resposta #17 Online: 19 de Janeiro de 2010, 15:21:51 »
Minha tia, antes de minha mãe pagar um plano de saúde para ela, esperou pouco mais de 1 ano (isso... mais de 12 meses) para uma consulta quanto ao reumatismo dela.

Minha mãe torrou R$30.000 pra tratar a meningite de outra tia que, após o diagnóstico, ficou pra morrer no hospital. Depois disso, ela decidiu pagar um plano pra cada um dos 6 irmãos dela. Fica mais barato...
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Derfel

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« Resposta #18 Online: 19 de Janeiro de 2010, 17:46:03 »
Eu queria saber em que país tá esse atendimento público tão maravilhoso.... Vou explicar pra vocês a diferença básica entre o SUS e o Plano de Saúde.  No SUS a pessoa morre esperando atendimento, e com plano de saúde talvez isso não aconteça. 

Meu primo foi no maravilhoso SUS quando tava tendo problemas no coração, marcaram uma consulta com o cardiologista, e ele morreu 5 dias antes dessa consulta. Meu pai não tava nem reclamando, foi para o hospital... mediram a pressão dele, que tava alta, ele foi internado, fizeram exames, descobriram que ele tava tipo... infartando, foi internado na UTI (no SUS não tem UTI disponível nunca). E hoje ele tá aí vivo. Sabe... essa é a diferença. A comodidade da pessoa estar viva.

Eu queria ver se alguém tipo que fez quimioterapia, e está com os dentes moles... fosse no SUS o que aconteceria? Pelo que eu vejo,do maravilhoso atendimento do SUS, provavelmente extrairiam* todos os dentes e dariam uma dentadura pra essa pessoa. Porque uma cirurgia que "consertaria" isso é extremamente cara, complicada, e exige recursos que o SUS não tem(e deveria ter porque pagamos muitos impostos).

*Não to dizendo que o Derfel faria isso. É só uma situação hipotética que acontece com quem não tem dinheiro e depende do SUS.

Quanto a isso eu tenho um exemplo pratico comigo. Tenho uma paciente na rede de outro municipio onde atendo que esta em controle pos-operatorio de CA de mama com quimio e radio (tudo feito pelo SUS), que agora encontra-se com periodontite avançada (que ja tinha antes da quimio). Vamos fazer a cirurgia periodontal, algumas extraçoes dos elementos perdidos e vou tentar a reabilitaçao dela no PPI. Tudo dentro do SUS em um municipio do tamanho de um ovo. Olha, o MAIOR problema do SUS e de gestao. Dinheiro tem e e repassado pelo MS, mas quem gere esses recursos e decide onde vai aplica-los e o municipio. Outro problema sao alguns profissionais do sistema, que consideram o emprego publico apenas uma fonte de dinheiro, mas nao sao todos nao. No PSO eu entro as 7h e deveria sair as 19h, mas acabo saindo umas 20h, mesmo depois do colega ter chegado, por causa de um atendimento, e nao sou o unico assim, na verdade a maioria e. No outro municipio em que atendo, no PSB, sao marcadas um numero X de fichas e SEMPRE atendemos umas 2X, fora atendimentos na casa do paciente, quando ele nao pode se locomover, tenho uma assim com sequela de AVC e uma outra com sindrome do panico. Fora que se for ao meu consultorio ou no posto, seria atendida do mesmo jeito, e nao sou a excessao aqui. Conheço, contudo, colegas que nao fazem nada no serviço publico e so querem sair logo para ir logo para o seu consultorio, mas esses estao se tornando minoria. Quanto ao financiamento, acesse esse site www.datasus.gov.br, e veja quanto seu municipio recebe pelos blocos de atençao, depois cobre dos gestores.

Offline Derfel

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« Resposta #19 Online: 19 de Janeiro de 2010, 17:48:04 »
Desculpem a falta de acentos... postando do celular.

Offline Spitfire

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« Resposta #20 Online: 19 de Janeiro de 2010, 21:02:13 »
Tá Derfel, a esquiva esta boa... mas no frigir dos ovos, de quem é a responsabilidade de orientar e fiscalizar a aplicação dos recursos da saúde? Papai Noel?
Que há prefeitos que usam estes recursos para outras coisas e que adotam a ambulancioterapia, isto estamos todos carecas de saber... e quem é que deve coibir este tipo de situação?

Acho que é muito fácil empurrar o pickles (o pepino em conserva) para os municípios e depois lavar as mãos como se isto, a merreca que mandam, já é mais que suficiente. Não é assim que deveria funcionar.

Offline Derfel

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« Resposta #21 Online: 20 de Janeiro de 2010, 09:50:17 »
Tá Derfel, a esquiva esta boa... mas no frigir dos ovos, de quem é a responsabilidade de orientar e fiscalizar a aplicação dos recursos da saúde? Papai Noel?
Que há prefeitos que usam estes recursos para outras coisas e que adotam a ambulancioterapia, isto estamos todos carecas de saber... e quem é que deve coibir este tipo de situação?

Acho que é muito fácil empurrar o pickles (o pepino em conserva) para os municípios e depois lavar as mãos como se isto, a merreca que mandam, já é mais que suficiente. Não é assim que deveria funcionar.

Mas aí existem alguns órgãos. O MS repassa o dinheiro fundo-a-fundo a partir dos programas implantados nos municípios e exige certas contrapartidas dos municípios que são fornecidas mensalmente. Os principais dados são o SIA e o SIAB, mas existem outros sistemas que devem ser preenchidos, como o CNES, o SIS-COLO e outros. É formada uma base de dados que são cruzados entre si, entre as informações dos estados e entre as dos outros municípios (mais ou menos como a Receita Federal faz). Se houver alguma inconsistência eles cortam a verba primeiro e depois esperam a justificativa. Mas antes mesmo de chegar ao MS existem outras instâncias. Aqui no RN, por exemplo, cada grupo de município é subordinado a uma regional (as USARP's), que fiscalizam os municípios e fornecem apoio técnico e de pessoal, essas, por sua vez, são subordinadas à Secretaria Estadual de Saúde. Existem ainda dois órgãos fiscalizadores (ou que deveriam fiscalizar), o Ministério Público de Defesa da Saúde e o Conselho Municipal de Saúde (que é formado por representantes dos gestores, profissionais da saúde e usuários). Existe ainda uma força tarefa que é formada algumas vezes para fazer uma devassa nas contas dos municípios (no ano passado estavam fazendo nos municípios do interior do estado). É claro que com tudo isso ainda há desvio de verbas, fraudes, notas frias... Mas está um pouco mais difícil que antes. É um sistema ainda em construção e aprimoração.
O sistema de alta complexidade é operado pelo estado e aí, a pouco quantidade de hospitais de referência, é um outro problema aqui. Havia um PS e um hospital referência em infectologia, concentrados na capital, o que causava superlotação. Ultimamente foram construídos Hospitais Regionais para desafogar os hospitais da capital (que ainda estão cheios). Esses hospitais regionais funcionam em áreas para atender um certo número de municípios. Mas, acho, que deveriam ser construídos mais alguns e ampliados os existentes. Em Parnamirim, por exemplo, o problema era a Ortopedia, mas não sei se já foi resolvido.
Um outro serviço muito bom é o SAMU, não sei como é nos outros estados, mas aqui, nas áreas cobertas, funciona muito bem - mas deve-se aumentar a área de cobertura.

Se quiser saber quanto seu município recebeu consulte aqui: http://www.fns.saude.gov.br/Consultafundoafundo.asp

Olha, a saúde pública não é uma maravilha, longe disso, mas ela ainda está construção e já melhorou muito, apesar de parecer que não. Existe um livro muito bom chamado "Distrito Sanitário" de Eugênio Vilaça Mendes, que conta a trajetória da saúde pública no Brasil, desde a saúde nos portos até os anos 90, se não me engano. É um começo. Quem estiver na universidade e com acesso a outros departamentos e puder ter contato com o pessoal da saúde coletiva pode dar uma pesquisada. Na USP sugiro procurar o Prof. Paulo Capel e na UFRGS o Prof Botazzo. No RN eu mesmo dou um tour.
« Última modificação: 20 de Janeiro de 2010, 09:54:06 por Derfel »

Offline Fabi

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« Resposta #22 Online: 23 de Janeiro de 2010, 15:27:45 »
Vamos fazer a cirurgia periodontal, algumas extraçoes dos elementos perdidos e vou tentar a reabilitaçao dela no PPI.
Ou seja, vai tirar alguns dentes e raspar até tirar a placa nos que sobraram. E depois? Dentadura? Ou implante? Você vai usar laser na cirurgia?
Tudo dentro do SUS em um municipio do tamanho de um ovo.
Em dezembro de 2006 o governo repassou para o RN 1.784.152,05* e o RN tem 3.137.541, ou seja, ele investiu R$1,75 em saúde por habitante (Nossa, aí quase ninguém deve ficar doente) Sabe quanto eu pago pelo meu plano de saúde? + de 100,00 reais por mês.

E tem mais, todo brasileiro dá 4 meses de salário para o governo por ano. Se você ganha mil reais por mês, você dá 4 mil por ano, e o governo investe 21,00 na sua saúde por ano.

No Paraná o governo repassou 7.597.062,05 por mês e a população é de 10.686.247 habitantes. Ou 1,40 por pessoa (menos que o seu estado).
É sério essa história de que o SUS é bom? Como pode ser bom se o governo investe menos de 2,00 reais por mês? 

Olha, o MAIOR problema do SUS e de gestao. Dinheiro tem e e repassado pelo MS, mas quem gere esses recursos e decide onde vai aplica-los e o municipio.
A gestão de R$1,75 por pessoa, tem que fazer um malabarismo enorme pra poder atender a população. não sei como conseguem... ou as pessoas devem morrer antes de ser atendidas, e as que tem sorte recebem esse tratamento "excelente", ou sei lá... deve ser um milagre.

Outro problema sao alguns profissionais do sistema, que consideram o emprego publico apenas uma fonte de dinheiro, mas nao sao todos nao.
Eu sei que não são todos, são quase todos. No posto de saúde, os atendentes, auxiliares de enfermagem e etc... tratam as pessoas como se fossem cachorros ratos (cachorros recebem tratamento muito melhor). Tem médicos que até tentam ajudar, mas com tanta gente grossa, tratando mal as pessoas, não dá pra fazer milagre (ou talvez dá, se o sus é maravilhoso com 2,00 reais por mês).
No PSO eu entro as 7h e deveria sair as 19h, mas acabo saindo umas 20h, mesmo depois do colega ter chegado, por causa de um atendimento, e nao sou o unico assim, na verdade a maioria e.
Talvez só os médicos e odontologistas fazem isso. Aqui tem médicos que "atendem" ::) uma pessoa por hora, e na verdade a pessoa é atendida em 10 minutos e o médico fica lá batendo papo, tomando cafézinho, até resolver chamar outro paciente. (eu já ví isso, minha irmã não tem plano de saúde).
No outro municipio em que atendo, no PSB, sao marcadas um numero X de fichas e SEMPRE atendemos umas 2X, fora atendimentos na casa do paciente, quando ele nao pode se locomover, tenho uma assim com sequela de AVC e uma outra com sindrome do panico. Fora que se for ao meu consultorio ou no posto, seria atendida do mesmo jeito, e nao sou a excessao aqui.
Isso é excessão. E parece até mito popular, porque eu nunca ví isso acontecer (nem com médico particular, imagine do SUS). :hein: Nem o SAMU, que só tem auxiliar de enfermagem que perguntam porque a pessoa tá sufocando, de tão preparados que são. ::)

Conheço, contudo, colegas que nao fazem nada no serviço publico e so querem sair logo para ir logo para o seu consultorio, mas esses estao se tornando minoria.
Minoria? As vezes parece que você não tá falando do SUS.
Quanto ao financiamento, acesse esse site www.datasus.gov.br, e veja quanto seu municipio recebe pelos blocos de atençao, depois cobre dos gestores.
Eu pesquisei, e fiquei frustrada. 1,40 por mês? Por que o seu estado recebe 1,75? Por que eu pago 4 meses só em impostos pro governo usar só 1,40 por mês no SUS?

O SUS não é bom, e não é só a gestão não. E tudo que você falou aí, mais parece mito popular do que verdade. Não tem como o SUS ser bom, é economicamente impossível, o governo só repassa uns 2,00 reais por habitante no máximo. Você já viu plano de saúde custando 2,00 reais por mês? É inviável.

*Pesquisei no datasus.
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Offline _Juca_

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Problemas do SUS
« Resposta #23 Online: 23 de Janeiro de 2010, 22:22:24 »


O SUS não é bom, e não é só a gestão não. E tudo que você falou aí, mais parece mito popular do que verdade. Não tem como o SUS ser bom, é economicamente impossível, o governo só repassa uns 2,00 reais por habitante no máximo. Você já viu plano de saúde custando 2,00 reais por mês? É inviável.

*Pesquisei no datasus.

Desculpe, mas esse número aponta uma falha de cálculo e análise.

Bem, pelo que entendi, devemos multiplicar 2 por 190.000.000, não é mesmo?
Assim é preciso calcular quantas dessas pessoas usam o SUS. Já foi dito aqui que 40% dos brasileiros pagam plano particular. Não sei se o número é correto, mas tomando por base, da mais ou menos,  114 milhões (60%) de potenciais usuários. Desses é preciso ver quantos deles em média usam o sistema mensalmente. Sei lá, eu arriscaria menos de 3% por cento, mas acho que é bem menos. Desse modo teríamos um total de 380 milhões de reais, para cerca de 3,5 milhões de pessoas, o que daria mais ou menos 110 reais por usuário efetivo.

Veja bem, não acho isso muito, para se ter uma idéia, o Brasil gasta em média por ano cerca 280 dólares per capita em saúde, mas não chega nem a métade da média mundial, que é de 800 dólares. A relação investimento em saúde x pib é de 3,5 % quando o recomendado é de cerca de 6%. Mas também é preciso ver se nesse cálculo está empregado o que cada brasileiro investe em caráter particular com planos de saúde e consultas e procedimentos particulares, que também é investimento em saúde e deveria ser calculado no PIB.

Eu penso que, se a mentalidade de que a saúde é um gasto, for trocada pela de que o investimento no setor de sáude pode ser uma oportunida grande de gerar empregos e renda, a coisa poderia mudar de figura.
« Última modificação: 23 de Janeiro de 2010, 22:31:04 por jucavini »

Offline Fabi

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« Resposta #24 Online: 23 de Janeiro de 2010, 23:09:46 »
Não importa quantas pessoas usam o SUS porque TODOS pagam impostos, e o governo gasta menos de 2,00 reais por pessoa desses impostos.

Não adianta tentar diminuir o número de usuários do SUS pra que a conta dê mais alto, eu não caio nessa. Eu sei que o SUS tem que atender a todos os brasileiros. Quer diminuir o número de brasileiros só pra não dar 1,75?

Fato: somos 180 milhões de habitantes. Se quer diminuir esse número de verdade, é só matar 175 milhões de habitantes, aí sua conta vai estar certa.* Sério mesmo que você, jucavani, tentou diminuir o número de brasileiros só pro investimento parecer maior?  :histeria: **

Todas as pessoas pagam impostos, portanto todos tem direito de usar o SUS.

*Mas vai continuar dando menos de 2,00 reais porque a arrecadação de impostos seria menor e o governo diminuiria proporcionalmente o investimento :umm:. E iria investir a "fortuna" de 4 milhões de reais. :histeria:
 
**É engraçado porque eu fico imaginando a situação... 4 milhões só é uma fortuna quando uma pessoa tem 4 milhões, e não quando tem que dividir em 10 milhões de pessoas. Tipo... vira uma fortuna de alguns centavos pra cada um :histeria: :histeria:  :histeria:
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