Autor Tópico: Estados Unidos da América  (Lida 21737 vezes)

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #325 Online: 17 de Dezembro de 2017, 14:53:07 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo. Pena que presidentes estatistas republicanos e democratas já tenham quebrado grande parte deste pacto federalista através de intervenção federal.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #326 Online: 18 de Dezembro de 2017, 10:12:56 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.


Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.



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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #327 Online: 18 de Dezembro de 2017, 10:57:33 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.


Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Geotecton

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #328 Online: 18 de Dezembro de 2017, 10:58:32 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Foto USGS

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #329 Online: 18 de Dezembro de 2017, 11:01:53 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?
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Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #330 Online: 18 de Dezembro de 2017, 14:30:22 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?


Sei que foi brincadeira, mas apenas para refletir segue uma conta simples: o Acre tem 164.123,04 Km² , o que dá 16.412.304 ha, estimando um valor (só da terra em si) em cerca de R$500,00 por ha temos um valor total de R$8.206.152.000,00 de valor (sem contar possíveis recursos florestais e minerais). Então, só aí já temos 8,2 bilhões de reais de valor.

Nada mal para um  "nada no fim do mundo".  :D



« Última modificação: 18 de Dezembro de 2017, 15:14:12 por JJ »

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #331 Online: 18 de Dezembro de 2017, 15:24:09 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo.
Isto é algo que deveria ser melhor pensado no Brasil.  Pois,  só para exemplificar, até mesmo a competência para legislar sobre direito penal é centralizada a nível federal (Congresso e Presidência da República),  os estados não tem autonomia nem para isso.
O que é um absurdo, pois cada estado vive uma realidade diferente em relação à segurança. Não dá para aplicar a mesma política jurídica e de segurança no Acre e em São Paulo, por exemplo.

Sem dúvida.

Mesmo porque o Acre não existe.
Lutamos por uns pés de seringueira contra a Bolívia e você desvaloriza tal estado dessa maneira?


Sei que foi brincadeira, mas apenas para refletir segue uma conta simples: o Acre tem 164.123,04 Km² , o que dá 16.412.304 ha, estimando um valor (só da terra em si) em cerca de R$500,00 por ha temos um valor total de R$8.206.152.000,00 de valor (sem contar possíveis recursos florestais e minerais). Então, só aí já temos 8,2 bilhões de reais de valor.

Nada mal para um  "nada no fim do mundo".  :D

E você acha quem pague R$ 500,00 por hectare em áreas nas regiões mais remotas do Acre?

Você pagaria?
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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #332 Online: 18 de Dezembro de 2017, 17:06:40 »
Você pagaria?


A princípio eu prefiro o Pará, e o Maranhão. Mas,  não seria impensável comprar propriedade rural  lá. E é capaz que ainda consegue encontrar por um preço mais em conta.





« Última modificação: 19 de Dezembro de 2017, 07:42:26 por JJ »

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #333 Online: 31 de Dezembro de 2017, 15:52:10 »
Um esboço da

História Americana


Departamento de Estado dos Estados Unidos
Escritório de Assuntos Públicos
2012

CAPÍTULO 1 Período Inicial da América . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
CAPÍTULO 2 Período Colonial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
CAPÍTULO 3 O Caminho para a Independência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  55
CAPÍTULO 4 A Formação de um Governo Nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
CAPÍTULO 5 A Expansão para Oeste e Diferenças Regionais . . . . . . . . . . . .119
CAPÍTULO 6 Conflito Seccional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139
CAPÍTULO 7 A Guerra Civil e a Reconstrução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
CAPÍTULO 8 Crescimento e Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .169
CAPÍTULO 9    Descontentamento e Reforma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
CAPÍTULO 10 Guerra, Prosperidade e Depressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .225
CAPÍTULO 11 O “New Deal” e a Segunda Guerra Mundial . . . . . . . . . . . . . .237
CAPÍTULO 12 A América do Pós-Guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .283
CAPÍTULO 13 Décadas de Mudança: 1960-1980 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .303
CAPÍTULO 14 O Novo Conservadorismo e uma
 Nova Ordem Mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .335
CAPÍTULO 15 Ponte para o Século XXI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 353
CAPÍTULO 16 As Políticas de Esperança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  375
Perfis das imagens
Tornando-se uma Nação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Transformando uma Nação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .97
Monumentos e Memoriais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .175
Agitação e Mudança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .255
País do Século XXI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .323
Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 381
Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .384


https://photos.state.gov/libraries/amgov/30145/publications-portuguese/OutlineofUSHistory_Portuguese.pdf


Offline Geotecton

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #334 Online: 21 de Março de 2018, 08:56:08 »
Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 

Cadê a direita amante de armas ?

 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:

Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?

 :hihi:

Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.
Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento.  Mas, não sou a favor de liberar rifles e fuzis (e similares), e mesmo revólveres e munições com alto poder de matar (tipo munições de alta energia e outras) devem ser restringidas.

Caro JJ.

Vide as suas duas postagens supra. A primeira é uma ironia que beira o trollismo e a segunda é uma opinião consistente.

Quando você fizer ironias, eu sugiro que logo em seguida faça um comentário analítico ou expresse a sua opinião para que não fique a impressão de trollismo.

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #335 Online: 25 de Março de 2018, 12:45:46 »
Cadê os admiradores e defensores da liberdade de comprar e portar armas  de maior poder de fogo ? 

Cadê a direita amante de armas ?

 :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?: :?:

Estão sumidos. Alguém sabem em qual toca se esconderam ?

 :hihi:

Conclusão que o estatuto do desarmamento só dificulta a vida de quem respeita a lei e não serve para desarmar quem comete crime rotineiramente.
Eu sou a favor da revogação do estatuto do desarmamento.  Mas, não sou a favor de liberar rifles e fuzis (e similares), e mesmo revólveres e munições com alto poder de matar (tipo munições de alta energia e outras) devem ser restringidas.

Caro JJ.

Vide as suas duas postagens supra. A primeira é uma ironia que beira o trollismo e a segunda é uma opinião consistente.

Quando você fizer ironias, eu sugiro que logo em seguida faça um comentário analítico ou expresse a sua opinião para que não fique a impressão de trollismo.




Ok.



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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #336 Online: 25 de Março de 2018, 12:54:38 »
sim concordo.

Não sei propriamente se o interesse bélico é onipresente como querem os anti-americanos (aí incluindo o caso dos contratos perdidos para a china), mas sem dúvida se o interesse bélico pega um Bush pela frente, a conjunção de fatores certamente vai gerar problemas para os outros.



O interesse primordial é de controlar  (em graus variados) o acesso (e/ou  posse e/ou propriedade) à recursos econômicos.  Guerra é basicamente uma extensão da política,  e política é  manutenção e/o ampliação do  poder.  E o poder ou capacidade de fazer o que se deseja está fortemente ligado ao acesso e controle e/ou propriedade e/ou posse de recursos econômicos.


Para os políticos senhores do mundo a capacidade bélica é uma ferramenta  para  garantir  o poder político e econômico.  Para a maioria deles  é um meio e não um fim em si mesmo (para uma minoria que tem grande prazer em ter e ver armas e homens armados pode até ser um fim em si mesmo).




« Última modificação: 25 de Março de 2018, 13:06:23 por JJ »

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #337 Online: 25 de Março de 2018, 13:13:11 »
mas como são uma democracia republicana, estado laico, maiores provedores da ciência e tecnologia, etc... muito de seus interesses são bem vindos e ajudam o mundo a se tornar melhor.

Sem dúvidas, mas continuam sendo apenas interesses.

Seus avanços tecnológicos são em prol das patentes, e não do bem mundial (como às vezes parece desejar que pensemos).

Suas intervenções contra ditadores, terroristas e etc; são visando sua segurança, e não a paz mundial (como suas misses dizem).



Segurança coisa nenhuma, o motivo primordial é algum grau de  controle político e econômico (de preferência um grau elevado), e/ou posse e/ou propriedade, de recursos econômicos  (seja sozinho, ou junto com outro aliado forte (como por exemplo os fiéis ingleses), e também  geralmente em alianças com alguma elite poderosa local (se houver).


 

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #338 Online: 26 de Março de 2018, 09:46:45 »


Os Estados Unidos nunca foram imunes ao fascismo.Nem antes, nem agora.


03/03/2018 BarretoLeite

Por David Motadel, originalmente publicado no Guardian

tradução João Barreto Leite


Os EUA estão experimentando uma onda de ativismo agressivo de extrema direita e neo-fascista. Os observadores têm rotineiramente considerado o fascismo uma ideologia alienígena da sociedade americana. No entanto, tem raízes mais profundas na história americana do que a maioria de nós tem querido reconhecer.


Considere o período de entreguerras. Os anos de crise dos anos 1920 e 1930 não só deram origem a movimentos fascistas em toda a Europa – um momento capturado no clássico de Ernst Nolte The Three Faces of Fascism – mas ao redor do globo. Os Estados Unidos não foram uma exceção.


Em todo o país surgiram grupos fascistas e proto-fascistas. O mais proeminente deles foi o movimento paramilitar Silver Shirts, fundado por William Dudley Pelley, jornalista radical de Massachusetts, em 1933.


Obcecado com fantasias sobre uma conspiração mundial judeu-comunista e temores de uma corrupção afro-americana da cultura americana, seus seguidores promoveram racismo, nacionalismo extremo, violência e o ideal de uma masculinidade agressiva. Eles competiram contra vários outros grupos marginais militantes, do movimento Khaki Shirt, que visava construir uma força paramilitana de veteranos do exército para encenar um golpe, à Legião Negra paramilitar, temida por seus assassinatos, bombardeios e atos de incêndio.


Um papel importante nesta história foi desempenhado por partes radicalizadas da comunidade italiana e alemã americana. Inspirados pela ascensão de Mussolini, alguns italianos americanos fundaram numerosos grupos fascistas, que finalmente foram unidos sob a Liga Fascista da América do Norte.


Ainda maior foi a organização alemã-estadunidense de Fritz Julius Kuhn, fundado em 1936. Seus membros se consideravam americanos patriotas. Em suas reuniões, a bandeira americana estava ao lado da suástica. Em uma reunião no Madison Square Garden, em Nova York, em 20 de fevereiro de 1939, 20 mil pessoas ouviram Kuhn atacar o presidente Franklin D Roosevelt, referindo-se a ele como “Frank D Rosenfeld” e chamando seu New Deal de “Jew Deal”.


A reunião terminou em confrontos violentos entre manifestantes e participantes. Tumultos similares ocorreram na costa oeste. O jornal The New York Times informou: “As vítimas de transtornos dos comícios nazistas em Nova York e Los Angeles desta vez voltaram a focar o movimento nazista nos Estados Unidos e inspiraram conjecturas quanto à sua força e influência”.


Com certeza, a maioria desses grupos era periférica. E, no entanto, os historiadores mostraram que o apelo do fascismo entre muitos americanos nos anos de entreguerras não deve ser subestimado. A ideologia encontrou partidários proeminentes, do escritor Ezra Pound, que da Itália chamou os americanos de uma aliança com Mussolini, ao aviador Charles Lindbergh, que na década de 1940 fez campanha contra a entrada de Washington na guerra.


Os agitadores fascistas publicaram jornais amplamente difundidos e programas de rádio a fio, que chegaram a milhões, pregando o anti-semitismo virulento, o nativismo e o anticomunismo. Muitos deles não tinham vínculos óbvios com suas contrapartes fascistas na Europa e amorteciam sua mensagem com o nativismo americano e a piedade cristã.


“Quando e se o fascismo chegar à América não será rotulado como” feito na Alemanha “; não será marcado com uma suástica “, advertiu um repórter dos EUA com urgência em 1938.” Nem se chamará de fascismo; Será chamado, é claro, “americanismo”. O romance de Sinclair Lewis, que não pode acontecer aqui, publicado alguns anos antes, tinha feito um ponto parecido.


 
Durante a segunda guerra mundial, os fascistas americanos sofreram um sério golpe. No grande julgamento de sedição de 1944, alguns dos principais defensores do movimento foram acusados ​​de traição. Nos anos do pós-guerra, no entanto, surgiram vários novos grupos. Alguns se viram na tradição do período de entreguerras, como o partido nazista americano, fundado em 1959 pelo veterano guerreiro George Lincoln Rockwell, que copiou sua ideologia e iconografia do partido nazista da Alemanha.


No entanto, muitos desses grupos se transformaram e começaram a parecer muito diferentes dos seus predecessores da década de 1930. Nem todos usavam armadilhas, braçadeiras e uniformes. Nem todos reunidos em manifestações de tocha. Eles abraçaram novos discursos de globalização, migração e multiculturalismo. Hoje, o neo-fascismo tem muitos rostos, com movimentos que variam de neonazis a neo-confederados para segmentos da alt-right.


Os Estados Unidos nunca foram imunes ao fascismo. Mas muitos comentaristas ainda se sentem incomodados falando sobre o fascismo na América. Eles ainda consideram o fascismo fora da sociedade americana. Eles geralmente assumem que o excepcionalismo americano torna o país imune a qualquer ameaça fascista. O fascismo não tem lugar em nossa narrativa mestra da história americana. Por outro lado, na maioria das histórias globais do fascismo, a América não passa de uma nota de rodapé.


E, no entanto, nunca foi mais importante reconhecer a história do fascismo e do neofascismo na América do que é hoje. Nos últimos cinco anos, de acordo com um estudo recente da Universidade George Washington, os movimentos nacionalistas e neofascistas brancos nos EUA cresceram em 600% no Twitter, superando Isis em quase todas as categorias, desde números de seguidores até números de tweets.


Embora permaneçam grupos marginais, a vitória de Trump lhes deu uma nova confiança. Nunca na história eles se sentiram mais capacitados. Muitos deles viram sua eleição como sua vitória. O coro de apoio varia desde o supremo do partido nazista americano, Rocky Suhayda, que vê Trump como uma “verdadeira oportunidade”, ao líder da supremacia branca David Duke, que disse que estava “por trás de Trump”.


Eles aclamaram quando falhou em mencionar os judeus no Dia da Memória do Holocausto. Eles aplaudiram quando ele se recusou a condenar o ataque da mesquita de Minnesota. Eles aclamaram quando relativizou a violência de direita culpando “todos os lados” após o assassinato em Charlottesville. É talvez a primeira vez na história americana que o racista de extrema-direita vê as elites na Casa Branca como seus aliados.


Trump faz pouco para se distanciar desses grupos. Na verdade, muitas vezes ele também usou descaradamente seus discursos, usando assobios de cães, e continua a manter uma aliança tácita, embora cada vez mais instável.


Mais de uma década atrás, o historiador Robert Paxton, bem versado na longa história do fascismo e do neofascismo na América, advertiu em seu importante livro The Anatomy of Fascism sobre os “contratempos catastróficos e a polarização” que “os Estados Unidos teriam sofrer “se” esses grupos marginais “fossem” encontrar aliados poderosos e entrar no mainstream “da política americana“.


http://elcoyote.org/os-estados-unidos-nunca-foram-imunes-ao-fascismo-nem-antes-nem-agora/


Offline Muad'Dib

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #339 Online: 14 de Abril de 2018, 09:00:17 »
Eu tava vendo a "cobertura" da FOX News sobre os ataques americanos na Síria e, como de costume, metade do programa é composto de comerciais. E os comerciais americanos são um show a parte. No melhor estilo "Better Call Saul".

Agora eu vi o Jordan Belfort (do filme O Lobo de Wall Street) fazendo um comercial de clínica de reabilitação de drogas e álcool. Engraçado como ele passou que o álcool e as drogas tiraram o sucesso dele. Ele disse e repetiu isso algumas vezes. Ainda hoje os americanos não o veem como um vilão, não o veem como um ladrãozinho barato, eles o veem como um homem que foi, de fato, um sucesso. E que a queda foi por causa de problemas pessoais com drogas.

Eles têm valores muito deturpados por lá. Não é um modelo de sociedade saudável e apto a prosperar.


Offline Gorducho

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #340 Online: 14 de Abril de 2018, 09:08:56 »
Não é um modelo de sociedade saudável e apto a prosperar.
Bom... "prosperar" prosperou  :hehe:
Mas de fato como modelo de sociedade não me agrada nem um pouco.

Offline Muad'Dib

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #341 Online: 14 de Abril de 2018, 09:13:25 »
Pegar do pós guerra até agora pode ser que tenha prosperado, mas no contexto histórico é somente um período muito curto para análise. Se for ver, eles tiveram uma crise monstro em 2008, que só não quebrou o país por que houve uma socialização do problema e o fardo mesmo caiu nas costas da classe menos privilegiada; eles têm, nesse momento, uma dívida astronômica, que depende de confiança externa e interna para se manter sustentável, confiança essa que os EUA estão perdendo;  e eles têm um presidente que tá afundando o país.

Vamos ver se eles conseguem se manter.

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #342 Online: 26 de Maio de 2018, 06:34:02 »

Com nomeação de ultraconservador, Trump coroa sua guinada à direita


O moderado McMaster foi substituído por John Bolton, um falcão da era Bush, na Segurança Nacional


JAN MARTÍNEZ AHRENS

Washington 23 MAR 2018 - 15:34   CET


Os expurgos continuam. O presidente Donald Trump demitiu o assessor de Segurança Nacional, general Herbert Raymond McMaster, e o substituiu por John Bolton, um falcão da era Bush. O anúncio, a dois meses das negociações diretas com a Coreia do Norte, completa a vertiginosa crise de Governo que começou em meados do mês com a saída do assessor econômico Gary Cohn e a demissão fulminante do secretário de Estado, Rex Tillerson. Os três formavam a ala moderada da Casa Branca e eram o principal freio à política ultranacionalista de Trump. Com o afastamento do trio, o presidente agora tem mãos livres para realizar seu programa mais radical.


A saída do tenente-general McMaster era dada como certa. Incapaz de segurar a língua, esse antigo herói de guerra era uma voz respeitada dentro e fora da Casa Branca, mas se indispôs desde o início com Trump, que o achava muito rebuscado e distante de suas propostas mais radicais. Apenas a admiração que o presidente sente em relação aos militares de alta patente e com experiência no campo de batalha deteve seus impulsos e, finalmente, lhe proporcionou uma saída suave comparada com a sofrida por Tillerson, demitido sem aviso prévio por um tuíte humilhante.

 
Donald J. Trump

@realDonaldTrump


 I am pleased to announce that, effective 4/9/18, @AmbJohnBolton will be my new National Security Advisor. I am very thankful for the service of General H.R. McMaster who has done an outstanding job & will always remain my friend. There will be an official contact handover on 4/9.

19:26 - 22 mar. 2018



A Casa Branca afirmou que a saída de McMaster, a segunda de um assessor de Segurança Nacional em 14 meses, foi feita de comum acordo com o presidente. Mas não especificou qual será seu futuro. O general também não esclareceu, embora tenha adiantado que também abandona a carreira militar. “Depois de 35 anos de serviço à nossa nação, pedi minha exoneração do exército”, disse em um comunicado fornecido pela Casa Branca.


“H.R. McMaster venceu muitas batalhas e ajudou a desenvolver nossa estratégia de segurança, revitalizar nossas alianças no Oriente Médio e levar a Coreia do Norte à mesa de negociações”, disse o presidente.


O substituto de McMaster se encaixa na nova agenda de Trump. Em um ano de eleições legislativas, o presidente quer dar uma guinada à direita e levar adiante sua grande aposta nacionalista. O fim do multilateralismo, as guerras comerciais, a ruptura de tratados como o do Irã e o uso de ameaças militares compõem esse programa.


Ex-embaixador na ONU no mandato de George W. Bush, Bolton é conhecido por suas teses extremas em política internacional. Alinhado com o diretor da CIA e futuro secretário de Estado, Mike Pompeo, o novo assessor de Segurança Nacional exigiu a saída do acordo com o Irã e não descarta, por exemplo, a intervenção militar na Coreia do Norte. Um fator de enorme relevância nas conversas cara a cara que Trump aceitou em manter em maio com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.


Eliminados McMaster, Tillerson e Cohn, o último sobrevivente da ala moderada é o secretário de Defesa, o tenente-general Jim Mattis. Protegido por seu prestígio, Trump não teria ousado demiti-lo. Mas ficou em minoria em um Executivo controlado pelos falcões e no qual a liderança é de Mike Pompeo, de quem se espera que seu primeiro gesto depois de assumir a Secretaria de Estado seja a saída do acordo nuclear com o Irã.


A crise também permitiu a ascensão do conservador e televisivo Larry Kudlow, em substituição a Cohn, e o retorno à arena do assessor Comercial, Peter Navarro, um ultranacionalista que incentiva a guerra tarifária contra a China e defende a ruptura do Tratado de Livre Comércio com a América do Norte.



https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/22/internacional/1521757760_209595.html



Offline Buckaroo Banzai

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #343 Online: 26 de Maio de 2018, 22:55:15 »
A autonomia dos estados é algo exemplar para o resto do mundo. Pena que presidentes estatistas republicanos e democratas já tenham quebrado grande parte deste pacto federalista através de intervenção federal.

Curiosamente, parece que muita legislação federal na prática só existe justificada como algo que favoreça a eficiência do mercado, mesmo que algo relativamente indireto, como proibir discriminação racial de clientes.

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https://www.wnycstudios.org/story/radiolab-presents-more-perfect-one-nation-under-money

An unassuming string of 16 words tucked into the Constitution grants Congress extensive power to make laws that impact the entire nation. The Commerce Clause has allowed Congress to intervene in all kinds of situations — from penalizing one man for growing too much wheat on his farm, to enforcing the end of racial segregation nationwide. That is, if the federal government can make an economic case for it. This seemingly all-powerful tool has the potential to unite the 50 states into one nation and protect the civil liberties of all. But it also challenges us to consider: when we make everything about money, what does it cost us?

[...]

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Offline Gauss

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #344 Online: 27 de Maio de 2018, 15:54:14 »
A segregação que ocorria nos estados sulistas americanos contrariava a própria Constituição dos EUA.
“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Gauss

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #345 Online: 05 de Julho de 2018, 18:20:34 »
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Carl Friedrich Gauss.

 

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