Autor Tópico: E se o PT ficar mais quatro anos?  (Lida 4849 vezes)

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Offline Moro

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #25 Online: 08 de Julho de 2014, 22:28:25 »
Mais uma previsão catastrofista pré-eleição...

as nossas previsões da VZ e copa do mundo estavam todas erradas
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

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Offline JJ

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #26 Online: 09 de Julho de 2014, 08:57:22 »
Que Ajustes nos Esperam em 2015?
Por Adolfo Sachsida em 03/07/2014


Acredito que o ano de 2015 reserva quatro grandes ajustes para a economia brasileira: contas públicas, inflação, taxa de câmbio, e preço dos imóveis.

A situação das contas públicas é calamitosa: só em maio o setor público consolidado (governos federal, estadual e municipal, e empresas estatais) apresentou um déficit primário de R$ 11 bilhões. No acumulado dos 12 meses terminados em maio de 2014, o déficit nominal atingiu 3,4% do PIB. Ainda temos um longo ano pela frente, repleto de gastanças governamentais em eleições federais e estaduais bem disputadas. Alguém duvida de que as já combalidas contas públicas irão se deteriorar ainda mais até o final do ano? Anos de irresponsabilidade fiscal, maquiadas com todo tipo de contabilidade criativa, irão cobrar seu preço, e 2015 será um ano de forte ajuste nas contas públicas. O déficit primário em maio mostra que o governo já está raspando a raspa do tacho das contas públicas.

A inflação também terá seu ajuste: preços dos combustíveis e de energia, e uma série outra de preços administrados, terão de ser reajustados, garantindo um belo repique inflacionário. Se preparem, 2015 vai ser um ano com inflação alta.

Alguém acredita que a taxa de câmbio é mesmo de R$ 2,20? Tal taxa só se mantém devido a intervenções do Banco Central no mercado cambial. Se preparem, ano que vem (ou depois da eleições) vem aí um ajuste cambial.

Por fim, temos o mercado imobiliário. Em breve o crédito vai diminuir e as taxas de juros aumentar. Esse será o sinal para o ajuste no preço dos imóveis. Não espero nada radical, não espero grandes quedas de preço. Mas acredito que o preço dos imóveis vão se estabilizar em termos nominais (caindo em valores reais).

A hora da verdade está se aproximando, 2015 vai ser o ano de pagar pelos incontáveis erros de política econômica do governo petista. E que uma coisa fique clara: não existe essa de tempestade perfeita (como alguns técnicos do governo andam divulgando). Tempestade perfeita pressupõe um acaso, um infortúnio que não poderia ter sido antecipado. O que ocorre hoje no Brasil é estupidez econômica mesmo, decisões completamente equivocadas de políticas públicas que estão nos conduzindo, em marcha acelerada, para o precipício. Tão logo o governo americano comece a aumentar suas taxas de juros, e começará o suplício de nossa economia.


Fonte: http://www.institutoliberal.org.br/blog/que-ajustes-nos-esperam-em-2015/


Um monte de previsões  vagas,  vejamos:


"preços dos combustíveis e de energia e uma série outra de preços administrados, terão de ser reajustados"

Uau que incrível previsão!

Para quanto exatamente, com a devida margem de erro,  irá o preço dos combustíveis  gasolina, álcool , diesel , querosene ?  Previsão genérica de aumento sem dar valores e margem de erro é uma tolice adivinhatória, pois basta que aumente um centavo no preço para a tal previsão se confirmar.

Previsão que preste tem que ter números verificáveis e falsificáveis. 


“Tão logo o governo americano comece a aumentar suas taxas de juros, e começará o suplício de nossa economia.”


Esse adivinho deveria dizer exatamente o que ocorrerá , com número verificáveis,  caso contrário deveria  abaixar a cabeça e  por a viola no saco, e ir embora com sua adivinhação.


Esse aí não passa de mais um adivinho  estilo Pai João .



Por fim, temos o mercado imobiliário. Em breve o crédito vai diminuir e as taxas de juros aumentar. Esse será o sinal para o ajuste no preço dos imóveis. Não espero nada radical, não espero grandes quedas de preço. Mas acredito que o preço dos imóveis vão se estabilizar em termos nominais”


Exatamente quanto será esse aumento ? Vai se estabilizar em termos nominais quando e em quanto ? Cadê os números para se verificar ? Cadê a margem de erro ?  Cadê a informação/previsão com  números que possam ser falsificados ?

O cara não tem nada disso para mostrar, mais uma vez não passa de adivinhações estilo Pai João.


Esses adivinhos deveriam apresentar  números verificáveis e falsificáveis, ou  então deveriam por suas violas no saco e irem embora de cabeça abaixada.


.
« Última modificação: 09 de Julho de 2014, 09:02:14 por JJ »

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #27 Online: 09 de Julho de 2014, 10:46:45 »
Mais uma previsão catastrofista pré-eleição...

Você não concorda que o governo está segurando ao máximo este ano só por causa das eleições, e que no ano que vem todos esses problemas vão estourar? Você acha mesmo que o PT não seria nem um pouco influenciado pelo ano eleitoral ao brincar com a economia?

Não, não há descontrole nas contas do Brasil a ponto de catastrofismos. A dívida pública está estável, a inflação dentro da meta, o superávit primário continua alto, as reservas monetárias muito altas, apenas o superávit comercial está em declínio, mas longe de algo grave ainda, os investimentos continuam em alta...

Offline Lorentz

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #28 Online: 09 de Julho de 2014, 11:25:23 »
Mais uma previsão catastrofista pré-eleição...

Você não concorda que o governo está segurando ao máximo este ano só por causa das eleições, e que no ano que vem todos esses problemas vão estourar? Você acha mesmo que o PT não seria nem um pouco influenciado pelo ano eleitoral ao brincar com a economia?

Não, não há descontrole nas contas do Brasil a ponto de catastrofismos. A dívida pública está estável, a inflação dentro da meta, o superávit primário continua alto, as reservas monetárias muito altas, apenas o superávit comercial está em declínio, mas longe de algo grave ainda, os investimentos continuam em alta...

Caramba! Que bom que este país aí que você está descrevendo aí está indo bem. Porque não é o que eu vejo no meu dia-a-dia. Tudo bem que se trata de uma evidência anedótica, mas não consigo ver otimismo. Perdi meu emprego no ano passado numa empresa de fábrica de software porque quase não tivemos novos projetos, e os que já tínhamos foram sendo cortados. Muita gente acabou perdendo emprego, mas praticamente todos que não fossem estagiários conseguiram novos empregos. Minha mulher ficou 6 meses desempregada e o pior é que não conseguiu nada de seguro desemprego que tinha direito.

Onde eu faço compras e almoço eu acompanho a constante subida de preços, no caso de serviços, muitos estão subindo acima da inflação.

E contra tudo isso não vejo absolutamente nenhum esforço por parte do governo em colaborar. Nada de cortes, nada de austeridade. Isso pra mim é revoltante, Juca.
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Offline _Juca_

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #29 Online: 09 de Julho de 2014, 12:40:09 »
Mais uma previsão catastrofista pré-eleição...

Você não concorda que o governo está segurando ao máximo este ano só por causa das eleições, e que no ano que vem todos esses problemas vão estourar? Você acha mesmo que o PT não seria nem um pouco influenciado pelo ano eleitoral ao brincar com a economia?

Não, não há descontrole nas contas do Brasil a ponto de catastrofismos. A dívida pública está estável, a inflação dentro da meta, o superávit primário continua alto, as reservas monetárias muito altas, apenas o superávit comercial está em declínio, mas longe de algo grave ainda, os investimentos continuam em alta...

Caramba! Que bom que este país aí que você está descrevendo aí está indo bem. Porque não é o que eu vejo no meu dia-a-dia. Tudo bem que se trata de uma evidência anedótica, mas não consigo ver otimismo. Perdi meu emprego no ano passado numa empresa de fábrica de software porque quase não tivemos novos projetos, e os que já tínhamos foram sendo cortados. Muita gente acabou perdendo emprego, mas praticamente todos que não fossem estagiários conseguiram novos empregos. Minha mulher ficou 6 meses desempregada e o pior é que não conseguiu nada de seguro desemprego que tinha direito.

Onde eu faço compras e almoço eu acompanho a constante subida de preços, no caso de serviços, muitos estão subindo acima da inflação.

E contra tudo isso não vejo absolutamente nenhum esforço por parte do governo em colaborar. Nada de cortes, nada de austeridade. Isso pra mim é revoltante, Juca.

Lorentz, não estou dizendo que a atividade economica está boa, desde de 2011 ela vem fraquejando, o que eu digo é que as contas do Brasil seguem bem, não há muito o que mudar e não há muito o que fazer quanto à economia, a não ser esperar que o mundo todo volte a crescer. E cortes e austeridades, bem difícil que qualquer político o faça. Não vai ser o Aécio, muito menos a Dilma que vai tentar mexer no vespeiro de uma vez.

Offline Lorentz

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #30 Online: 09 de Julho de 2014, 13:06:54 »
E cortes e austeridades, bem difícil que qualquer político o faça. Não vai ser o Aécio, muito menos a Dilma que vai tentar mexer no vespeiro de uma vez.

Mas por que se trata de um vespeiro? Porque é uma medida impopular? Se sim, vamos mostrar para o governo que gastar demais é que é impopular, e com isso eles mudam por pura pressão das urnas.

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Offline Geotecton

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #31 Online: 09 de Julho de 2014, 13:16:41 »
E cortes e austeridades, bem difícil que qualquer político o faça. Não vai ser o Aécio, muito menos a Dilma que vai tentar mexer no vespeiro de uma vez.
Mas por que se trata de um vespeiro? Porque é uma medida impopular? Se sim, vamos mostrar para o governo que gastar demais é que é impopular, e com isso eles mudam por pura pressão das urnas.

A maior parte da população não tem o menor conhecimento nem sobre Economia e nem sobre as despesas irresponsáveis feitas pelos governos. Para ela, frequentemente, a única coisa que é obscena são os salários de deputados e senadores. E uma outra parte, que é menor mas igualmente significativa, não dá a mínima para isto porque é parte interessada, sob a forma de assistencialismo.

Então, não conte com a "pressão popular".
Foto USGS

Offline Lorentz

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #32 Online: 09 de Julho de 2014, 13:30:19 »
A maior parte da população não tem o menor conhecimento nem sobre Economia e nem sobre as despesas irresponsáveis feitas pelos governos. Para ela, frequentemente, a única coisa que é obscena são os salários de deputados e senadores. E uma outra parte, que é menor mas igualmente significativa, não dá a mínima para isto porque é parte interessada, sob a forma de assistencialismo.

Então, não conte com a "pressão popular".

Pode ter certeza de que estou ciente de tudo isso, mas a mudança de pensamento deve começar de alguma forma. Com os meios de comunicação de hoje e pessoas influentes, é rápido começar a plantar esta semente de um governo mais enxuto de forma que mesmo os mais pobres compreendam.

O que temos que mostrar é que existe sim um público que quer a redução do estado, e se esta minoria for firme e respeitada o suficiente, e com as pessoas famosas certas declarando suas preferências publicamente, logo começará a despertar debates na TV e o interesse nas pessoas.
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Offline Moro

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #33 Online: 09 de Julho de 2014, 14:31:57 »
boa parte das pessoas ainda defendem que o governo gera riqueza e deve ter papel fundamental na economia ainda que para isso ignorem as evidências que todos os dias vemos.  Governo mais enxuto para a esquerda latino americana soa como uma apostasía.  Para a outra parte que irá votar no PT, há o medo de perder os benefícios que sequer foram criados pela petezada, muitos deles foram combatidos pelo PT e gerou um vídeo histórico do Lula falando contra os benefícios sociais.

Não há muito jeito, a parcela esclarecida é menor no Brasil, definitivamente.  Temos que contar com a conversão dos indecisos. A péssima escolha do vice de Aecio (feita para resolver um problema interno e não para alcançar outros eleitores)  já dá uma dica que mais uma vez a oposição estará perdida.
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Offline _Juca_

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #34 Online: 09 de Julho de 2014, 14:57:50 »
E cortes e austeridades, bem difícil que qualquer político o faça. Não vai ser o Aécio, muito menos a Dilma que vai tentar mexer no vespeiro de uma vez.

Mas por que se trata de um vespeiro? Porque é uma medida impopular? Se sim, vamos mostrar para o governo que gastar demais é que é impopular, e com isso eles mudam por pura pressão das urnas.



Vespeiro porque mexe com os interesses de todo o funcionalismo público, com governos estaduais, municipais e principalmente em negociações com o congresso.

Rhyan

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #35 Online: 10 de Julho de 2014, 01:47:50 »
Um monte de previsões  vagas,  vejamos:


"preços dos combustíveis e de energia e uma série outra de preços administrados, terão de ser reajustados"

Uau que incrível previsão!

Para quanto exatamente, com a devida margem de erro,  irá o preço dos combustíveis  gasolina, álcool , diesel , querosene ?  Previsão genérica de aumento sem dar valores e margem de erro é uma tolice adivinhatória, pois basta que aumente um centavo no preço para a tal previsão se confirmar.

Previsão que preste tem que ter números verificáveis e falsificáveis. 


É impossível ter o tipo de previsão que você está exigindo. A previsão é essa, a inflação vai piorar ainda mais, uma hora esses preços vão subir, uma hora a contabilidade criativa para mascarar a inflação vai ficar evidente ou não funcionará.

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“Tão logo o governo americano comece a aumentar suas taxas de juros, e começará o suplício de nossa economia.”


Esse adivinho deveria dizer exatamente o que ocorrerá , com número verificáveis,  caso contrário deveria  abaixar a cabeça e  por a viola no saco, e ir embora com sua adivinhação.


Esse aí não passa de mais um adivinho  estilo Pai João .


Mais do mesmo, choro sem refutações.

Como diz Peter Schiff, uma hora o juros vai subir por lá, e quando isso acontecer, a dívida pública americana vai complicar, a base monetária pode ser injetada no mercado. Isso nos EUA. Aqui no Brasil a situação também não seria nada agradável.


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Por fim, temos o mercado imobiliário. Em breve o crédito vai diminuir e as taxas de juros aumentar. Esse será o sinal para o ajuste no preço dos imóveis. Não espero nada radical, não espero grandes quedas de preço. Mas acredito que o preço dos imóveis vão se estabilizar em termos nominais”


Exatamente quanto será esse aumento ? Vai se estabilizar em termos nominais quando e em quanto ? Cadê os números para se verificar ? Cadê a margem de erro ?  Cadê a informação/previsão com  números que possam ser falsificados ?

O cara não tem nada disso para mostrar, mais uma vez não passa de adivinhações estilo Pai João.


Esses adivinhos deveriam apresentar  números verificáveis e falsificáveis, ou  então deveriam por suas violas no saco e irem embora de cabeça abaixada.


.


Você não está nem um pouco familiarizado com previsões econômicas, espera algo exato tirado de uma bola de cristal.

Como todo petista acha que a situação está uma maravilha e o futuro será ótimo, não refutou nenhum ponto do texto.

Rhyan

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #36 Online: 10 de Julho de 2014, 01:59:49 »
Não, não há descontrole nas contas do Brasil a ponto de catastrofismos.

Não?

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A dívida pública está estável

Dívida pública sobe 5,7% em 2013 e atinge marca inédita de R$ 2,12 tri
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/01/divida-publica-sobe-57-em-2013-e-atinge-marca-inedita-de-r-212-tri.html

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a inflação dentro da meta

Inflação oficial fica em 0,4% em junho, mas estoura a meta em 12 meses
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/07/inflacao-oficial-fica-em-040-em-junho-diz-ibge.html

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o superávit primário continua alto

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,setor-publico-tem-deficit-primario-de-r-11-bilhoes-em-maio-o-2-maior-da-historia,1521037

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os investimentos continuam em alta...

Que investimentos? Estamos numa estagflação.


Eu não sei em que dimensão os petistas vivem...

Offline Gabarito

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #37 Online: 10 de Julho de 2014, 09:22:48 »
Nem precisa ficar mais 4 anos. Antes que isso aconteça, pelo menos outro "cumpanhêro" vai para dentro do STF, ajudar na zaga das maracutaias petistas.
Aparelhamento padrão Venezuela:

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Cardozo trabalha para virar ministro do Supremo
Jul 10th 2014, 03:07, by Redação


Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foto: Wilson Dias/ABr

Como sempre ocorre em indicações para ministro do Supremo Tribunal Federal, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) terá o papel de conversar com os candidatos à vaga de Joaquim Barbosa, para depois aconselhar a presidenta Dilma na escolha. O problema é que Cardozo é um dos candidatos ao STF e tenta convencer Dilma a desistir de fazer a indicação até setembro, antes das eleições, como ela já decidiu.

Dilma sabe que, se não for reeleita, terá dificuldades de aprovar o indigitado no Congresso, por isso quer resolver o assunto logo.

O ministro da Justiça tem apoios importantes para o STF, como José Dirceu e Aloizio Mercadante (Casa Civil), mas ele é detestado por Lula.

Lula detesta Cardozo porque ele agiu com imparcialidade, na comissão que investigou corrupção do PT em prefeituras petistas, nos anos 1980.

Offline Digão

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #38 Online: 10 de Julho de 2014, 10:54:29 »
Se o PT ficar mais 4 anos, Dilma dirá: "Em 2018 teremos jogadores cubanos, no programa Mais Jogadores".  :stunned:

Offline _Juca_

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Rhyan

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #40 Online: 10 de Julho de 2014, 19:06:10 »
Recorde de arrecadação é algo bom? BNDES?

Na inflação, não se persegue a meta, utilizam contabilidade criativa como corte de impostos e controle de preços de serviços/produtos estatais, além do fato da inflação de serviços ser muito maior que o teto da meta:

Inflação de serviços chega a 8,5% em 12 meses, acima do IPCA
http://oglobo.globo.com/economia/inflacao-de-servicos-chega-85-em-12-meses-acima-do-ipca-8909740

Contabilidade criativa que também é usada no superávit primário. Alias, superávit primário é uma forma bonita de chamar o Déficit. Continuam se endividando e rolando e aumentando a dívida. Enquanto não fizerem um superávit de verdade (nominal) vão continuar achando que se combate juros altos com força, como fez a Dilma quando colocou a Selic em 7,5%aa.

Rhyan

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #41 Online: 10 de Julho de 2014, 19:45:07 »
Quem realmente está causando a carestia no Brasil - números atualizados para junho
por Leandro Roque, quinta-feira, 10 de julho de 2014


A percepção da carestia na rotina dos brasileiros é real. Nas filas de supermercados, nos restaurantes a quilo, no comércio em geral e nos serviços contratados, as reclamações já não se restringem a apenas um ou outro bem ou serviço.  A realidade é que a palavra inflação voltou com tudo para o léxico dos consumidores.

De fato, os números da carestia são bastante preocupantes.  No setor de serviços, por exemplo, a inflação de preços acumulada em 12 meses foi de 9,20% em junho.  Esse foi o maior valor desde 1999 — ano em que foram adotados o sistema de metas de inflação e o uso da SELIC como ferramenta básica para a política monetária.

Já a inflação acumulada em 12 meses para os bens não-comercializáveis — ou seja, todos os produtos e serviços que não sofrem concorrência de importados — fechou junho em 7,63%, após chegar ao pico de 9,70% em maio de 2013.

Em todo o governo Dilma, a média da inflação de preços do setor de serviços está, no momento, em 8,48% ao ano.  E a média da inflação de preços dos bens não-comercializáveis está em 8,28%.  Para ambos os casos, trata-se da maior média já observada desde 1999.

Ou seja, esses dois lamentáveis recordes de carestia pertencem ao governo Dilma e à atual equipe do Banco Central, que já se consolidou como a pior da era do real.  Tal incompetência, no mínimo, ajuda a explicar por que as pessoas repentinamente se tornaram preocupadas com a carestia e por que a popularidade da presidente segue em queda.

No entanto, um fenômeno inusitado vem chamando a atenção: no início de abril de 2013, a taxa SELIC estava em 7,25%.  Um ano depois, ela já está em 11%.  A inflação de preços, no entanto, segue impávida.

Esse fenômeno açulou uma controvérsia que até então estava razoavelmente adormecida: afinal, o Banco Central elevar a taxa básica de juros funciona ou não para combater a inflação?

Até mesmo alguns colunistas mais experientes se mostram particularmente atordoados.  Segundo eles, após todo esse "aperto monetário" promovido pelo Banco Central, era para a inflação de preços ter arrefecido.  Mas isso não ocorreu.  Pior ainda: a carestia não apresenta o mais mínimo sinal de folga.  Por quê?

A pergunta que várias pessoas estão fazendo é: se a economia está crescendo pouco — a média do crescimento econômico do governo Dilma só será melhor que a média obtida nos 3 anos do governo Collor — e a criação de empregos está estagnada há um ano, de onde está vindo a pressão para essa carestia?  Por que os preços seguem subindo e não dão sinais de arrefecimento?

Há duas causas.

A primeira causa

A primeira causa — que não é a principal — está ligada às expectativas ruins dos agentes econômicos.

Segundo alguns analistas, a falta de uma política fiscal mais austera e transparente seria o principal motivo de as expectativas de inflação ainda se mostrarem resistentes.  Essas expectativas negativas dos agentes econômicos, que pioram continuamente, estariam estimulando remarcações preventivas nos preços.

Já outros analistas afirmam que o governo errou ao permitir que a inflação se mantivesse longe do centro da meta — de 4,5% ao ano — por tanto tempo.  Isso enviou aos agentes econômicos a mensagem de que o governo é tolerante com a inflação, o que ampliou a onda de pessimismo e desconfiança.

Para piorar, a evidente submissão da atual equipe do Banco Central às pretensões políticas de Dilma — que, junto com Guido Mantega e Arno Augustin, implantou uma malfadada "Nova Matriz Econômica" — jogou a credibilidade do BACEN ao chão.

Empenhada em ter a menor SELIC da história, Dilma pressionou para que o BACEN atuasse nesse sentido. Obediente, o BACEN reduziu a taxa básica de juros para 7,25% em outubro de 2012, o menor nível de sua história.  E nesse valor ela permaneceu por seis meses, mesmo com a carestia já em ascensão.  Ao mostrar essa submissão ao Palácio do Planalto, o Banco Central perdeu toda aquela confiança que usufruía junto ao mercado durante a gestão Henrique Meirelles.

Portanto, para esses analistas, o maior problema da economia brasileira é a desconfiança gerada pelo governo.  Ela estaria inibindo os investimentos produtivos que poderiam aditivar a economia, gerar um aumento da oferta e, com isso, arrefecer um pouco a pressão sobre os preços.

Aquelas distorções que sempre oprimiram a economia brasileira, e com as quais fomos forçados a conviver passivamente — como infraestrutura precária, carga tributária sufocante, burocracia asfixiante e baixa qualidade da mão-de-obra —, não estão, no momento, no topo da lista de reclamações.  Por ora, não são esses os problemas que estão inibindo empresários a aumentar seus investimentos.  O problema realmente é a falta de credibilidade do governo.

Ao colocar em risco os fundamentos mais básicos da economia, ao aceitar a inflação de preços no teto na meta por tanto tempo, ao gastar mais do que arrecada, e ao fazer intervencionismos pontuais — como intervir em contratos no setor de energia, alterar o marco do setor petrolífero, segurar os preços dos combustíveis, e adotar políticas de impostos e de tarifas de importação com o intuito de incentivar alguns setores escolhidos segundo critérios políticos e eleitoreiros —, o governo criou insegurança e se transformou no maior inibidor dos investimentos, cuja ausência restringe a oferta e pressiona os preços para o alto.

Muito bem.

Todos esses argumentos apresentados pelos analistas estão corretos.  Os fatos são verdadeiros e a lógica é impecável.  Com efeito, a questão das expectativas é essencial para o bom funcionamento de uma economia.  O economista americano Robert Higgs, seguidor da Escola Austríaca, cunhou o termo "Incerteza Gerada pelo Regime", e sua obra explica cristalinamente tudo isso que estamos vivenciando na prática aqui no Brasil.

Havendo previsibilidade, regras claras, inflação sob controle e um governo comprometido com um orçamento equilibrado, até mesmo deficiências graves como infraestrutura precária, impostos altos, burocracia soviética e mão-de-obra cara e pouco produtiva não se tornam obstáculos intransponíveis.  Os investimentos ainda ocorrem.  Porém, quando o governo intervém, passa a fazer microgerenciamentos, e deixa claro que questões básicas como inflação de preços e responsabilidade fiscal não mais são importantes, a coisa degringola.  As questões objetivas, como os problemas estruturais do país, deixam de pesar nas decisões empresariais.  Um fator subjacente — a desconfiança — ganha proeminência e se torna o mais influente.

No entanto, ainda há um problema: embora todos esses fatos e argumentos sejam verdadeiros, eles, por si sós, não explicam completamente a carestia.  Há algo mais poderoso por trás de tudo isso, e que está dando sustento a esses contínuos e inabalados aumentos de preços.

A segunda e principal causa da carestia

Poucos sabem, mas, no Brasil, por determinação do governo federal, praticamente metade dos empréstimos feitos pelos bancos cobram juros menores do que a SELIC.

Em outras palavras, isso significa que metade dos empréstimos feitos pelos bancos praticamente não são afetados por aumentos da taxa básica de juros da economia, a qual, supostamente, deveria servir de baliza para todas as outras taxas de juros da economia.

Ou, falando ainda mais claramente, isso significa que o Banco Central pode subir a SELIC o quanto quiser — as taxas de juros destes empréstimos praticamente não serão afetadas.

Esta modalidade de crédito é chamada de "crédito direcionado" ou também de "crédito com recursos direcionados".  Consiste na obrigatoriedade do fornecimento de empréstimos subsidiados para o setor rural, para o setor imobiliário (aquisição de imóveis), para o setor exportador e para grandes barões do setor industrial.

E quem são os bancos que fazem esses empréstimos cujos juros praticamente não são afetados pela SELIC?  Os bancos estatais, majoritariamente Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES.

Veja aqui nesta tabela alguns valores.  Observe na coluna "taxa de juros" os valores cobrados das pessoas físicas e das pessoas jurídicas.  De abril de 2013 a junho de 2014, a SELIC subiu de 7,25% para 11%, quase quatro pontos percentuais.  No entanto, neste mesmo período, a média das taxas de juros do crédito direcionado moveu-se pouco mais de 1 ponto percentual: para as pessoas jurídicas, a média dos juros subiu de 7,2% para 8,7%; e para as pessoas físicas, subiu de 6,7% para 7,9%.  Ambas estão bem abaixo da SELIC.

Quer um exemplo prático do que isso significa?  Um conhecido meu (eu sei, também odeio esse clichê de "conhecido meu", mas juro que o caso é verídico), que é produtor rural, comprou uma Strada de R$40.000 por meio de um programa do governo federal chamado Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).  Esse programa obriga o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a fazerem empréstimos a juros subsidiados para produtores rurais.  A taxa de juros cobrada?  Meros 3% ao ano.  É sério, pode conferir aqui, no item 9.  Essa taxa de juros é simplesmente metade da taxa de inflação anual.  Aliás, como mostra o link, dependendo do preço do maquinário adquirido, a taxa de juros pode ser de mísero 1,5% ao ano.

Outro exemplo: o Banco do Brasil está oferecendo empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 6,22% ao ano, uma taxa que também é menor do que a inflação de preços.  Um banquete para os especuladores imobiliários.  E há também o inefável BNDES, cujos empréstimos para o grande baronato industrial cobram juros de ínfimos 5% ao ano.

E então, você sabia que, para a metade do seu crédito, o Brasil tem um dos menores juros reais do mundo?

A taxa SELIC influencia apenas o chamado "crédito livre" ou "crédito com recursos livres".  Como o próprio nome diz, trata-se dos empréstimos que os bancos podem fazer para quem quiser, cobrando juros de mercado.  Eis aqui a tabela com os juros desta modalidade.  Bem mais altos e variando de acordo com a SELIC.

E qual a consequência de tudo isso?  O gráfico abaixo mostra de maneira translúcida.

A linha azul mostra o total de crédito concedido pelos bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Citibank e outros pequenos).  A linha vermelha mostra o total de crédito concedido pelos bancos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e demais bancos públicos estaduais, como Banrisul, BRB, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Banestes )



Antes de fazermos algumas constatações, tenha em mente que, no nosso atual sistema monetário e bancário, quando uma pessoa ou empresa pega empréstimo, os bancos criam dinheiro do nada — na verdade, meros dígitos eletrônicos — e simplesmente acrescentam esses dígitos na conta do tomador do empréstimo.  Ou seja, todo esse processo de expansão de crédito nada mais é do que um mecanismo que aumenta a quantidade de dinheiro na economia.  (Mesmo o BNDES, que antigamente utilizava apenas recursos do FAT, teve sua operação alterada, e agora também se tornou uma máquina de criar dinheiro, ainda que de maneira indireta)

O gráfico acima, portanto, mostra quanto dinheiro foi criado pelos bancos privados (linha azul) e pelos bancos estatais (linha vermelha) em operações de concessão de empréstimo.

Eis algumas constatações óbvias:

1) O crédito no Brasil já se encontra efetivamente estatizado, pois o volume de crédito fornecido pelos bancos estatais ultrapassou o volume de crédito fornecido pelos bancos privados.

2) A partir de 2008, o crescimento do crédito fornecido pelos bancos estatais assumiu um formato exponencial, e, até a presente data, vem se mostrando totalmente indiferente a alterações na SELIC.  Isso ocorre porque o crédito fornecido pelos bancos estatais é majoritariamente do tipo 'crédito direcionado'.

3) O comportamento dos bancos privados ocorre estritamente de acordo com as expectativas para a economia.  Foi comedido em 2003, eufórico de 2004 a 2008, comedido em 2009, eufórico em 2010, razoavelmente cauteloso em 2011 e desanimado a partir de 2012.

4) Os bancos estatais estão completamente fora de controle, criando dinheiro e jogando esse dinheiro na economia de forma exponencial. De 2008 até hoje, eles sozinhos jogaram mais de R$1 trilhão na economia brasileira.  Estão claramente seguindo ordens políticas.

5) São os bancos estatais os principais causadores da carestia que estamos vivenciando no Brasil.  Quanto mais dinheiro eles jogam na economia, maior é a pressão sobre os preços.

6) Os bancos privados, ao reduzirem substancialmente o ritmo de seus empréstimos, aliviaram um pouco da pressão altista nos preços.

7) As causas desse ritmo mais brando na concessão de crédito pelos bancos privados são várias, mas as duas principais são o alto endividamento da população (o que reduz a demanda por crédito e piora o histórico de crédito dos tomadores) e a deterioração das expectativas quanto ao futuro da economia.

8) Caso os bancos privados estivessem tão descontrolados quanto os estatais, a inflação de preços provavelmente já estaria nos dois dígitos.

Conclusão

Atualmente, a política de juros do Banco Central não afeta aquela linha vermelha.  Ela afeta apenas a linha azul.  Ou seja, a política monetária atua apenas sobre o crédito livre, que é quase todo fornecido pelos bancos privados.  Na prática, os bancos estatais estão fora do âmbito da política monetária do BC.  Isso significa que o combate à carestia via simples aumento da SELIC exigirá um esforço dobrado.

E isso gerou uma sinuca do bico: se o próximo governo quiser realmente atacar a carestia, a SELIC terá de ser elevada a níveis mais fabulosos (em 2003, ela teve de ir a 26,5%).  Só que isso irá asfixiar o crédito dos bancos privados, e consequentemente elevar ainda mais o grau de estatização do crédito.

Portanto, a solução mais óbvia e prática é acabar com esse descontrole dos bancos estatais e enquadrá-los nas mesmas regras vigentes para os bancos privados.  Como disse Edmar Bacha, "Em Brasília, os presidentes dessas instituições dão tchauzinho para o pessoal do BC".   

Em última instância, são os bancos estatais os responsáveis pelos juros e pela inflação de preços serem altos no Brasil.  Dado que eles são imunes à SELIC e dado que eles são responsáveis pela metade dos empréstimos feitos no Brasil, a conclusão óbvia é que a SELIC tem de estar em um nível duplamente mais alto apenas para encarecer os empréstimos feitos pelos bancos privados e, com isso, reduzir um pouco o processo de criação de dinheiro.

Caso os bancos estatais operassem sob as mesmas leis que valem para os bancos privados, a SELIC seria menor e, consequentemente, os juros cobrados pelos bancos privados também seriam menores do que são hoje; por outro lado, os juros cobrados pelos bancos estatais seriam maiores do que são hoje.  No geral, teríamos taxas de juros (do crédito livre) e de inflação de preços um pouco mais civilizadas.

Essa situação anômala que estamos vivenciando é apenas mais um exemplo prático das nefastas consequências do intervencionismo estatal, dessa vez no crucial setor bancário.  Da próxima vez que você vir algo cujo preço aumentou substancialmente nos últimos meses, pense nos logotipos da CEF, do BB e do BNDES.  E lembre-se dos políticos que dão ordens a essas instituições.



Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


Fonte: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854

Offline JJ

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #42 Online: 10 de Julho de 2014, 20:08:56 »
Ainda sobre o texto pseudo científico abaixo;

Que Ajustes nos Esperam em 2015?
Por Adolfo Sachsida em 03/07/2014


Acredito que o ano de 2015 reserva quatro grandes ajustes para a economia brasileira: contas públicas, inflação, taxa de câmbio, e preço dos imóveis.





Você não está nem um pouco familiarizado com previsões econômicas, espera algo exato tirado de uma bola de cristal.


Estou muito bem familiarizado com as pataquadas de muitos  economistas.  Economistas são ótimos em errar previsões ou em fazer previsões pseudo científicas vagas,  genéricas e/ou não falsificáveis.

Previsões pseudo científicas não tem elementos precisos, detalhados e com magnitudes verificáveis.  Eu espero uma previsão que tenha caráter científico, que seja precisamente quantificada, que tenha uma margem de erro explicitada e adequada.  Que tenha uma descrição precisa e detalhada dos fenômenos supostamente previstos. E que assim seja falsificável.   E não crenças vagas, genéricas e elásticas jogadas num texto pseudo científico esperando um dia qualquer e um valor qualquer  para que pareçam ter cumprido.  Essas pseudo previsões científicas de pseudo cientistas devem ser desmacaradas e mostradas seu caráter  não científico.

 

Citar
Como todo petista acha que a situação está uma maravilha e o futuro será ótimo, não refutou nenhum ponto do texto.

Desafio você a mostrar onde escrevi isso. Jamais escrevi isso, isso não passa de um espantalho grosseiro.  E crenças pseudo científicas não são refutáveis, pois faltam-lhes os elementos necessários para que possam ser falsificadas, exatamente como ocorre nesse  texto  pseudo científico. Os supostos fenômenos previstos não tem um tempo certo para ocorrer, não tem valores precisos,  tampouco tem margem de erro explicitada e adequada, para que possam serem comparados com a realidade futura, e que assim possam passar pelos testes de falsificação.   Enfim não passa de mais uma pataquada pseudo científica.



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« Última modificação: 11 de Julho de 2014, 10:17:18 por JJ »

Offline Gabarito

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #43 Online: 10 de Julho de 2014, 20:23:10 »
Quem realmente está causando a carestia no Brasil - números atualizados para junho
por Leandro Roque, quinta-feira, 10 de julho de 2014

[...]

Fonte: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854

Excelente artigo. Desmonta com-ple-ta-men-te qualquer tentativa de argumentar de que a nossa economia vai bem, de que não há descontrole nas contas do Brasil, etc, etc.

E sem falar na administração catastrófica do setor energético, citada no tópico correspondente, aqui e aqui, do CC.

Rhyan

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #44 Online: 10 de Julho de 2014, 21:20:36 »
Desafio você a mostrar onde escrevi isso. Jamais escrevi isso, isso não passa de um espantalho grosseiro.  E crenças pseudo científicas não são refutáveis, pois faltam-lhes os elementos necessários para que possam ser falsificadas, exatamente como ocorre nesse  texto  pseudo científico. Os supostos fenõmenos previstos não tem um tempo certo para ocorrer, não tem valores precisos,  tampouco tem margem de erro explicitada e adequada, para que possam serem comparados com a realidade futura, e que assim possam passar pelos testes de falsificação.   Enfim não passa de mais uma pataquada pseudo científica.

Tá certo, então liste aqui todos os problemas dos governos Lula-Dilma na sua opinião. Se nenhum desses problemas óbvios são considerados, então fiquei curioso pra saber quais os problemas verdadeiros.

Offline JJ

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #45 Online: 10 de Julho de 2014, 23:06:17 »
Desafio você a mostrar onde escrevi isso. Jamais escrevi isso, isso não passa de um espantalho grosseiro.  E crenças pseudo científicas não são refutáveis, pois faltam-lhes os elementos necessários para que possam ser falsificadas, exatamente como ocorre nesse  texto  pseudo científico. Os supostos fenõmenos previstos não tem um tempo certo para ocorrer, não tem valores precisos,  tampouco tem margem de erro explicitada e adequada, para que possam serem comparados com a realidade futura, e que assim possam passar pelos testes de falsificação.   Enfim não passa de mais uma pataquada pseudo científica.

Tá certo, então liste aqui todos os problemas dos governos Lula-Dilma na sua opinião. Se nenhum desses problemas óbvios são considerados, então fiquei curioso pra saber quais os problemas verdadeiros.



Todos não faz sentido, mesmo porque o que é problema de acordo com alguma ideologia política, é solução em outra ideologia.   O que é valor negativo em uma, é valor positivo em outra. Mas  restrigindo-se  à questão econômica podemos dizer que no governo Dilma o problema mais relevante é a baixa taxa de crescimento econômico. 



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Offline _Juca_

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #46 Online: 11 de Julho de 2014, 08:37:31 »
Recorde de arrecadação é algo bom? BNDES?

Na inflação, não se persegue a meta, utilizam contabilidade criativa como corte de impostos e controle de preços de serviços/produtos estatais, além do fato da inflação de serviços ser muito maior que o teto da meta:

Inflação de serviços chega a 8,5% em 12 meses, acima do IPCA
http://oglobo.globo.com/economia/inflacao-de-servicos-chega-85-em-12-meses-acima-do-ipca-8909740

Contabilidade criativa que também é usada no superávit primário. Alias, superávit primário é uma forma bonita de chamar o Déficit. Continuam se endividando e rolando e aumentando a dívida. Enquanto não fizerem um superávit de verdade (nominal) vão continuar achando que se combate juros altos com força, como fez a Dilma quando colocou a Selic em 7,5%aa.

Libertário, a diferença entre nós é que eu sustento meus argumentos com números sólidos. Não há explosão da dívida pública, pois em todo o governo petista a relação dívida/PIB vem diminuindo, inclusive nos períodos de baixo crescimento ( esse ano deve aumentar um pouco) e a arrecadação acompanha o crescimento nominal da dívida. A inflação, desde que essa política de metas foi implementada, atingiu várias vezes um pico, e outras tantas baixas, nenhuma novidade. Sem o superávit primário não é possível diminuir a dívida pública, isso se chama ECONOMIA de dinheiro público e os investimentos programados para os próximos anos são os maiores que nossa economia já viu, mesmo num momento ruim para a economia mundial e nacional.

Offline Gabarito

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #47 Online: 11 de Julho de 2014, 09:19:42 »
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Dilma consegue o inédito: a possibilidade de reeleição é que é vista como risco de instabilidade

A presidente Dilma Rousseff (PT) está logrando um feito verdadeiramente inédito. Nunca antes na história deste país, a possibilidade de reeleição do governo de turno gerou turbulências no mercado. Acontecia justamente o contrário: era a perspectiva de mudança que gerava intranquilidade. Negociantes, no melhor sentido da palavra, aceitam correr riscos, sim. Mas gostam de regras — e de regras conhecidas. A suspeita de que qualquer coisa pode acontecer e de que tudo é possível tem preço — para baixo.

Em 1994 e 1998, quem despertava temores no mercado era o PT de Lula, que perdeu as duas disputas no primeiro turno. A reeleição das forças governistas representava estabilidade. Em 2002, a possibilidade de o petista vencer a disputa custou caro ao país. A especulação passou a comer solta, a inflação disparou, e o país teve de recorrer ao FMI — uma solução negociada com os companheiros, diga-se. Por quê?

Mesmo com a “Carta ao Povo Brasileiro”, em que o partido prometia seguir as regras de mercado, respeitar contratos e não dar calote em ninguém, havia uma grande e justificada desconfiança. Afinal, o PT passara 21 anos prometendo intervir na economia com mão forte — e não se descartava calote por lá nem da dívida interna nem da externa. Antonio Palocci se encarregou de evidenciar, no primeiro ano de sua gestão, que aquela conversão à realidade era para valer. A tensão passou.

Nas eleições de 2006 e 2010, esse era um não assunto. Vencesse Dilma, Alckmin ou Serra, ninguém antevia grandes problemas pela frente. Aliás, se vocês recuperarem o noticiário da disputa em 2010, encontrarão alguns cretinos, fingindo-se de fundamentalistas de mercado, mas atuando como esbirros do PT, a falar, creiam, de um tal “risco Serra”.

Ou por outra: nas disputas de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, o governismo nunca foi encarado como risco pelo mercado. Ela era sempre a solução — porque, reitero, os agentes econômicos preferem a certeza de turbulência às incertezas da escuridão.

Nesta quinta, acreditem, o mercado reagiu bem à derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 a 1 porque considerou que isso eleva a possibilidade de Dilma perder a eleição. A Bolsa no Brasil se descolou do mercado internacional, que teve um mau dia: no fim da sessão, o Ibovespa fechou em alta de 1,79%, aos 54.592,75 pontos, maior patamar desde 20 de junho (54.638,19 pontos).

E olhem que o Ibovespa resistiu até a indicadores ruins. Segundo o IBGE, a produção industrial recuou em sete dos 14 locais pesquisados de abril para maio. Os destaques foram as retrações verificadas no Amazonas (-9,7%), Bahia (-6,8%) e Região Nordeste (-4,5%).

Nunca antes na história “destepaiz”, a possibilidade de reeleição do governo foi encarada como um risco.

Offline Lorentz

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #48 Online: 11 de Julho de 2014, 16:06:29 »
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Dilma consegue o inédito: a possibilidade de reeleição é que é vista como risco de instabilidade

A presidente Dilma Rousseff (PT) está logrando um feito verdadeiramente inédito. Nunca antes na história deste país, a possibilidade de reeleição do governo de turno gerou turbulências no mercado. Acontecia justamente o contrário: era a perspectiva de mudança que gerava intranquilidade. Negociantes, no melhor sentido da palavra, aceitam correr riscos, sim. Mas gostam de regras — e de regras conhecidas. A suspeita de que qualquer coisa pode acontecer e de que tudo é possível tem preço — para baixo.

Em 1994 e 1998, quem despertava temores no mercado era o PT de Lula, que perdeu as duas disputas no primeiro turno. A reeleição das forças governistas representava estabilidade. Em 2002, a possibilidade de o petista vencer a disputa custou caro ao país. A especulação passou a comer solta, a inflação disparou, e o país teve de recorrer ao FMI — uma solução negociada com os companheiros, diga-se. Por quê?

Mesmo com a “Carta ao Povo Brasileiro”, em que o partido prometia seguir as regras de mercado, respeitar contratos e não dar calote em ninguém, havia uma grande e justificada desconfiança. Afinal, o PT passara 21 anos prometendo intervir na economia com mão forte — e não se descartava calote por lá nem da dívida interna nem da externa. Antonio Palocci se encarregou de evidenciar, no primeiro ano de sua gestão, que aquela conversão à realidade era para valer. A tensão passou.

Nas eleições de 2006 e 2010, esse era um não assunto. Vencesse Dilma, Alckmin ou Serra, ninguém antevia grandes problemas pela frente. Aliás, se vocês recuperarem o noticiário da disputa em 2010, encontrarão alguns cretinos, fingindo-se de fundamentalistas de mercado, mas atuando como esbirros do PT, a falar, creiam, de um tal “risco Serra”.

Ou por outra: nas disputas de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, o governismo nunca foi encarado como risco pelo mercado. Ela era sempre a solução — porque, reitero, os agentes econômicos preferem a certeza de turbulência às incertezas da escuridão.

Nesta quinta, acreditem, o mercado reagiu bem à derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 a 1 porque considerou que isso eleva a possibilidade de Dilma perder a eleição. A Bolsa no Brasil se descolou do mercado internacional, que teve um mau dia: no fim da sessão, o Ibovespa fechou em alta de 1,79%, aos 54.592,75 pontos, maior patamar desde 20 de junho (54.638,19 pontos).

E olhem que o Ibovespa resistiu até a indicadores ruins. Segundo o IBGE, a produção industrial recuou em sete dos 14 locais pesquisados de abril para maio. Os destaques foram as retrações verificadas no Amazonas (-9,7%), Bahia (-6,8%) e Região Nordeste (-4,5%).

Nunca antes na história “destepaiz”, a possibilidade de reeleição do governo foi encarada como um risco.

Ou seja, o PT por si só é visto como um risco, independente de estar no poder ou não.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Moro

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Re:E se o PT ficar mais quatro anos?
« Resposta #49 Online: 11 de Julho de 2014, 20:26:11 »
Recorde de arrecadação é algo bom? BNDES?

Na inflação, não se persegue a meta, utilizam contabilidade criativa como corte de impostos e controle de preços de serviços/produtos estatais, além do fato da inflação de serviços ser muito maior que o teto da meta:

Inflação de serviços chega a 8,5% em 12 meses, acima do IPCA
http://oglobo.globo.com/economia/inflacao-de-servicos-chega-85-em-12-meses-acima-do-ipca-8909740

Contabilidade criativa que também é usada no superávit primário. Alias, superávit primário é uma forma bonita de chamar o Déficit. Continuam se endividando e rolando e aumentando a dívida. Enquanto não fizerem um superávit de verdade (nominal) vão continuar achando que se combate juros altos com força, como fez a Dilma quando colocou a Selic em 7,5%aa.

Libertário, a diferença entre nós é que eu sustento meus argumentos com números sólidos. Não há explosão da dívida pública, pois em todo o governo petista a relação dívida/PIB vem diminuindo, inclusive nos períodos de baixo crescimento ( esse ano deve aumentar um pouco) e a arrecadação acompanha o crescimento nominal da dívida. A inflação, desde que essa política de metas foi implementada, atingiu várias vezes um pico, e outras tantas baixas, nenhuma novidade. Sem o superávit primário não é possível diminuir a dívida pública, isso se chama ECONOMIA de dinheiro público e os investimentos programados para os próximos anos são os maiores que nossa economia já viu, mesmo num momento ruim para a economia mundial e nacional.

desculpe mas  :histeria:

Tirou os dados do mesmo lugar que tirou os dados da BR?
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

Faisal Saeed Al Mutar


"To claim that someone is not motivated by what they say is motivating them, means you know what motivates them better than they do."

Peter Boghossian

Sacred cows make the best hamburgers

I'm not convinced that faith can move mountains, but I've seen what it can do to skyscrapers."  --William Gascoyne

 

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