Autor Tópico: Cantadas e Assédio Sexual  (Lida 57400 vezes)

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Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #25 Online: 21 de Julho de 2014, 14:59:34 »
Para se ter a noção exata da procedência ou improcedência de uma queixa qualquer por parte de outrem é só se colocar no lugar deste. Emular a perpectiva do outro. Simular o seu contexto. Ao imaginar, por exemplo, sua irmã ou filha, passando em frente à portaria de um prédio
Isso não é se colocar no lugar do outro, é colocar uma pessoa próxima a você no lugar de outra.

Não, filho, o exemplo é para propor empatia.
Além disso, o fato de uma pessoa se sentir mal com uma situação não quer dizer que outras também se sintam assim. ma diferenciada mesmo em situações semelhantes.

É o mesmo caso para fumantes. É direito dos fumantes se entupir de veneno prazeirosamente, mas isso entre eles. Ninguém é obrigado a fumar fumaça dos outros.
Não é a mesma coisa que com fumantes, o fumo comprovadamente faz mal a saúde, e é quase que um consenso que quase todos não fumantes se sentem mal quando próximos de fumantes em plena ação de fumar seu cigarro. Não cabe esta analogia como uma comparação ao caso das cantadas, que não só não fazem mal a saúde, como também não é um caso de consenso de que elas sejam ruins entre aqueles que se sentem incomodados com elas, visto os exemplos apresentados acima por mim, onde num momento a mulher se mostrava incomodada por uma cantada, e num momento futuro se mostrava aberta a mesma cantada, só que dita por um cara diferente ou até pelo mesmo cara, quando este demonstrava uma posição sócio-econômica superior.

e o porteiro lá de dentro dizer que quer te sentir por dentro, não é difícil, se indignar, muito menos reagir por empatia do mesmo modo que ela reagiria com medo e insegurança.
Irrelevante, o fato de você ou a mulher não gostar de um comentário não lhes dá o direito de criminaliza-lo. Se assim o fosse não seria permitido existir divergência de opiniões, visto que muitas pessoas se sentem ofendidas simplesmente por terem sua opinião confrontada, mas não sendo isso motivo suficiente para tornar esta pessoa uma vitima.

Abraços!
Há um princípio de respeito mútuo indelével tácito aí. Você, por exemplo, o que acha de um vizinho que coloca funk alto de madrugada quando você quer dormir? Por favor, diga que o exemplo é improcedente.
E de fato é, pois ele não compartilha nenhum fator relevante com o caso das cantadas. Um vizinho que coloca o som alto de madrugada esta infringindo a lei do silêncio, que vai das 22 as 6 horas, ele ai claramente fere os direitos constitucionais do outro, perturbando claramente a paz e tranquilidade pública, diferentemente do caso das cantadas.

As palavras tem poder transfador meu caro, não há só a defesa dos direitos numa sociedade.
De fato as palavras tem um poder transformador, bastou associar catanda com assédio sexual que cantada logo se tornou um "crime" condenável, e tal atitude de repulsa das cantadas pode ser percebido aqui, neste debate, nos mais variados comentários improcedentes que defendem a ação feminista infundada de tentar criminalizar as cantadas.

Abraços!
« Última modificação: 21 de Julho de 2014, 15:02:39 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Diegojaf

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #26 Online: 21 de Julho de 2014, 15:28:28 »
Se colocar no lugar do outro, e perceber a experiência da forma como o outro percebe, não é pretexto para validar como correto a forma como ele percebe tal experiência.

Não é o que você está fazendo sobrepondo o direito de um desconhecido abordar mulheres na rua com palavras de baixo calão e em momentos inconvenientes/inadequados? Errado é o cara que está invadindo o espaço pessoal de uma pessoa que não lhe deu liberdades para tal..

Se assim o fosse todos os psicopatas, estupradores e demais criminosos deveriam serem inocentados, pelo fato de eu ter sentido empatia por eles ao me colocar no lugar dos mesmos.

Um estupro, um homicídio, para tipificação, não carecem de caráter subjetivo como o de injúria (honra pessoal). Não há espaço pro julgador diante do fato concreto de observar se subjetivamente houve um homicídio. O tipo penal não abre essa ressalva. Algumas das causas qualificadoras e atenuantes, bem como de aumento e diminuição são as unicas que serão avaliadas nesse caso e não afastam o fato típico.

Agora, sobre opiniões pessoais, que julgamento esta a prova de opiniões pessoais? Você considerar uma cantada de pedreiro como um ato de injúria é na minha opinião uma interpretação extremamente subjetiva do que seja injúria e cantadas. Opinião mais pessoal do que isso, impossível.

Abraços!

Por isso o crime de injuria se refere à honra subjetiva, ao contrário da difamação e da calúnia. Na dúvida se sua ação completamente sem noção vai ofender, não faça. Se mais de 80% delas acham ruim, falta de noção é de homem continuar pensando que isso é maneira de se aproximar de alguém.

Pior ainda, você me vir com essa de "as mulheres se ofendem com cantadas só quando são de homens pobres/feios" e vem com vídeos toscos que mal mal podem ser considerados como evidência anedótica, já que a qualidade das cantadas não é sequer próxima às que vem de pedreiros. 
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Gaúcho

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #27 Online: 21 de Julho de 2014, 15:31:08 »
*Como o Jaf falou, o contexto é importante. A situação é bem diferente se se está numa boate numa sexta-feira à noite.

Eu acho que o contexto do ambiente é o menos importante. "Eu te chupava toda" vai ser ofensivo em qualquer lugar, seja em uma danceteria sexta á noite, seja na rua. Por outro lado, um comentário para tentar puxar conversa, por exemplo, pode ser algo saudável em qualquer ambiente. Acho que todos concordam que, nesta questão, o mais importante é o bom senso. Infelizmente, é artigo raro hoje em dia.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #28 Online: 21 de Julho de 2014, 16:13:47 »
Se colocar no lugar do outro, e perceber a experiência da forma como o outro percebe, não é pretexto para validar como correto a forma como ele percebe tal experiência.

Não é o que você está fazendo sobrepondo o direito de um desconhecido abordar mulheres na rua com palavras de baixo calão e em momentos inconvenientes/inadequados? Errado é o cara que está invadindo o espaço pessoal de uma pessoa que não lhe deu liberdades para tal..
A maneira como ele supostamente "invadiu" o espaço pessoal da pessoa deve ser analisado levando-se em conta ambos os lados, até agora você supervalorizou a palavra das mulheres na mesma medida que ignorou a dos homens, formando desta forma um julgamento parcial desde o início.

Além disso, como eu já disse, quando homens são chamados de gostosos ou delicias estes parecem não terem o direito de se sentirem ofendidos, enquanto o inverso é sumariamente defendido pelos vídeos que você nos apresentou aqui, além dos que eu próprio passei. Atitude esta que por si só já mostra quem de fato esta a ser discriminado nesta situação. Ou seja, os homens.

Também apresentei vários exemplos de mulheres verdadeiramente assediando homens destacados sem serem disso acusadas, enquanto você me apresentou evidências de mulheres recebendo cantadas, sem nem mesmo contato físico ou tentativa de injúria evidente por parte do autor, sendo ele no entanto assim acusado, como dito por você mesmo, com base apenas numa opinião subjetiva da acusadora.

Também apresentei exemplos de mulheres sendo abordadas por homens na rua com cantadas, reagindo de forma diferentes não a cantadas, mais aqueles que as faziam, na forma como as faziam, e você me fala que são evidências anedóticas, como se isso fosse suficiente para refutar o fato de que as mulheres reagem de forma diferente, dependendo mais daquele que a aborda do que aquilo que lhe é dito.

Sim, mulheres destacas são frequentemente abordadas por homens, elas dispensam aqueles de que não gostam, e ficam com aqueles que gostam. E sim, muitas vezes elas se sentem ofendidas pela atitude de um dos que não gostou, na mesma medida que se sentiria contente com a mesma atitude, caso fosse um homem destacado a faze-la, como mostrado por mim nos exemplos citados.

E o mesmo acontece com os homens destacados, quando estes são frequentemente assediados por mulheres, rejeitando algumas, ficando com outras, se sentindo ofendidos por algumas, enquanto se sente contente com outras. Coisas da vida, natural, não ha necessidade de tornar isso um crime, para nenhum dos lados.

Agora, é evidente que estou falando de cantadas, e não de injúria, difamação, calúnia, estupro, ou assédio sexual de fato, estas coisas eu também sou contra, mas não sou contra o uso de simples cantadas. Isso não.

Se assim o fosse todos os psicopatas, estupradores e demais criminosos deveriam serem inocentados, pelo fato de eu ter sentido empatia por eles ao me colocar no lugar dos mesmos.

Um estupro, um homicídio, para tipificação, não carecem de caráter subjetivo como o de injúria (honra pessoal). Não há espaço pro julgador diante do fato concreto de observar se subjetivamente houve um homicídio. O tipo penal não abre essa ressalva. Algumas das causas qualificadoras e atenuantes, bem como de aumento e diminuição são as unicas que serão avaliadas nesse caso e não afastam o fato típico.
Neste caso o homem acusado de injúria pode igualmente acusar a sua acusadora do mesmo crime, visto que ele entendendo acusação desta como falsa e improcedente, estando a manchar a imagem dele como homem honesto, ele estaria no direito de se sentir ofendido, e acusa-la neste sentido. Assim seria a palavra de um contra a do outro, e como você mesmo disse que o que impera é subjetividade da acusação, mas se tu optasse por dar maior valor para a mulher ao invés do homem, seria no minimo um exemplo de discriminação.

Agora, sobre opiniões pessoais, que julgamento esta a prova de opiniões pessoais? Você considerar uma cantada de pedreiro como um ato de injúria é na minha opinião uma interpretação extremamente subjetiva do que seja injúria e cantadas. Opinião mais pessoal do que isso, impossível.

Abraços!

Por isso o crime de injuria se refere à honra subjetiva, ao contrário da difamação e da calúnia. Na dúvida se sua ação completamente sem noção vai ofender, não faça. Se mais de 80% delas acham ruim, falta de noção é de homem continuar pensando que isso é maneira de se aproximar de alguém.
Desaprovação de minhas ações por parte dos outros não prova que estou errado, além disso não acredito nesta estatística ai apresentada por você, pois já estou cansado de ver como estes resultados são manipulados a bel prazer dos pesquisadores. Não obstante, eu apresentei exemplos de como uma mesma cantada é interpretada de forma diferente por uma mulher, dependendo de quem a realiza, evidência esta, que de certa forma desafia a sua defesa. Agora, se você a entende como anedótica, apesar de ser um vídeo comprobatório, e não somente um simples relato, ai eu já não posso fazer nada.

Pior ainda, você me vir com essa de "as mulheres se ofendem com cantadas só quando são de homens pobres/feios" e vem com vídeos toscos que mal mal podem ser considerados como evidência anedótica, já que a qualidade das cantadas não é sequer próxima às que vem de pedreiros.
Você apresentou seus exemplos e eu apresentei os meus, os meus consistiam de reações reais de mulheres ao receberem cantadas reais de homens reais na rua, e os seus de relatos imaginários de como as mulheres reagiriam ao receberem cantadas colhidas em grupos do facebook supostamente ditas por homens, além claro das cantadas serem passadas da internet para a vida "real" numa encenação hiperbólica. No entanto, segundo você, são os meus exemplos que são falácias. Ok.

Abraços!
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Offline Diegojaf

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #29 Online: 21 de Julho de 2014, 16:17:48 »
Ahan.... tá "serto".
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #30 Online: 21 de Julho de 2014, 16:25:09 »
*Como o Jaf falou, o contexto é importante. A situação é bem diferente se se está numa boate numa sexta-feira à noite.

Eu acho que o contexto do ambiente é o menos importante. "Eu te chupava toda" vai ser ofensivo em qualquer lugar seja em uma danceteria sexta á noite, seja na rua.
Eu não apostaria tanto. Já disse coisas semelhantes para mulheres com as quais eu já tinha uma certa intimidade sexual, e não me pareceu que ela tenha se sentido ofendida por isso. Logo, me parece uma aposta alta dizer que a frase "Eu te chupava toda" seria sempre entendida como uma ofensa por parte da mulher que a ouviu.

Mas agora, um exercício mental interessante que propus é, como seria a reação das pessoas a um homem que se dissesse ofendido e assediado por uma mulher que na rua dissesse que lhe chuparia todo?

Dificilmente este homem seria levado a sério, isso caso não rissem dele, e digo tanto mulheres quanto homens. Enquanto o inverso, como atestado aqui nos comentários dos senhores, me parece que jamais aconteceria, o próprio Diego disse que homens que digam coisas como essas merecem apanhar. Mas não imagino ele dizendo o mesmo em casos inversos, onde a mulher cantasse um homem na rua.

Por outro lado, um comentário para tentar puxar conversa, por exemplo, pode ser algo saudável em qualquer ambiente. Acho que todos concordam que, nesta questão, o mais importante é o bom senso. Infelizmente, é artigo raro hoje em dia.
Sim, claro, é uma abordagem educada. No entanto, mesmo na bordagem "grosseira", acho melhor dizer, mais sexual e direta, eu não a consideraria um crime. Pra falar a verdade, fazer isso é na minha opinião um ataque a liberdade de expressão.

Abraços!
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Offline Gaúcho

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #31 Online: 21 de Julho de 2014, 16:46:48 »
Citar
Eu não apostaria tanto. Já disse coisas semelhantes para mulheres com as quais eu já tinha uma certa intimidade sexual, e não me pareceu que ela tenha se sentido ofendida por isso. Logo, me parece uma aposta alta dizer que a frase "Eu te chupava toda" seria sempre entendida como uma ofensa por parte da mulher que a ouviu.

Veja bem, estamos falando de desconhecidos. Ninguém está querendo lhe reprimir se você diz para sua esposa que vai chupar ela todinha ou se diz para sua namorada que está louco para comer o brioco dela.

Citar
Sim, claro, é uma abordagem educada. No entanto, mesmo na bordagem "grosseira", acho melhor dizer, mais sexual e direta, eu não a consideraria um crime. Pra falar a verdade, fazer isso é na minha opinião um ataque a liberdade de expressão.

Você está com dificuldade para acompanhar o assunto. E a liberdade de expressão não garante a ninguém o direito de falar o que quiser sem quaisquer consequências. Você tem todo o direito de falar para uma completa desconhecida na rua que gostaria de arrombar ela todinha, e ela tem todo o direito de lhe processar por assédio sexual. Pronto. Todo mundo com seus direitos e todo mundo feliz.
« Última modificação: 21 de Julho de 2014, 16:50:32 por Gaúcho »
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Geotecton

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #32 Online: 21 de Julho de 2014, 17:04:36 »
[...]
Segundo a Sara Winter, ser chamada de gostosa por um homem na rua é um assédio sexual, mas se um homem é chamado de gostoso por uma mulher na rua, o mesmo não acontece.
[...]

Se um homem se sentir constrangido, ele pode reagir como se assédio sexual fosse.
Foto USGS

Offline Geotecton

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #33 Online: 21 de Julho de 2014, 17:23:21 »
[...]
e o porteiro lá de dentro dizer que quer te sentir por dentro, não é difícil, se indignar, muito menos reagir por empatia do mesmo modo que ela reagiria com medo e insegurança.
[...]
Irrelevante, o fato de você ou a mulher não gostar de um comentário não lhes dá o direito de criminaliza-lo.

O que você escreveu não faz o menor sentido. Quem criminaliza (ou não) um dado comportamento social são os legisladores, como reflexo (ou não) de um anseio da população.


Citação de: Skeptikós
Eu não apostaria tanto. Já disse coisas semelhantes para mulheres com as quais eu já tinha uma certa intimidade sexual, e não me pareceu que ela tenha se sentido ofendida por isso. Logo, me parece uma aposta alta dizer que a frase "Eu te chupava toda" seria sempre entendida como uma ofensa por parte da mulher que a ouviu.

Não interessa a sua opinião e sim a da mulher que foi 'alvo' do seu "galanteio". Se ela considerou inadequado, você deve parar e se retratar. E a mulher que levou a sua "cantada" provavelmente nada falou porque era sua conhecida.
Foto USGS

Offline Barata Tenno

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #34 Online: 21 de Julho de 2014, 17:47:22 »
Interessante é que o que as mulheres reclamam ser produto do machismo, como ser cantada na rua, o argumento dos homens pra rebater isso, dizendo que homens são cantados também e não podem reclamar, também é produto do mesmo machismo, homens deveriam poder reclamar, mas seriam vistos como fracos, pouco machos, que não cumprem sua função de homem. Acabando-se com a cultura machista as coisas melhoram para os dois lados.

E outra coisa, a mulher gostar de levar cantada de um cara bonito não ameniza o fato de que cantadas são grotescas e devem ser evitadas a todo custo. Se o patrão for o clone do Brad Pitt e ele cantar uma funcionária e a cantada colar, isso não quer dizer que assédio sexual em ambiente de trabalho deva ser descriminalizado. E sempre se lembre, se você não é o Brad Pitt tenha bom senso.
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #35 Online: 21 de Julho de 2014, 18:32:34 »
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Eu não apostaria tanto. Já disse coisas semelhantes para mulheres com as quais eu já tinha uma certa intimidade sexual, e não me pareceu que ela tenha se sentido ofendida por isso. Logo, me parece uma aposta alta dizer que a frase "Eu te chupava toda" seria sempre entendida como uma ofensa por parte da mulher que a ouviu.

Veja bem, estamos falando de desconhecidos. Ninguém está querendo lhe reprimir se você diz para sua esposa que vai chupar ela todinha ou se diz para sua namorada que está louco para comer o brioco dela.
Obrigado, mas eu também apresentei exemplos em vídeos, de casos reais onde homens abordam mulheres desconhecidas na rua com a mesma cantada, mudando apenas o homem que a faz, a forma como ele a faz e os bens que ele ostentava quando assim a fazia.

E algumas das cantadas que se passam nos vídeos envolviam sugestões sexuais diretas, semelhantes a de cima, onde no entanto, as mulheres reagiram bem em muitos dos casos, quando os homens a proferir tais comentários, se apresentavam como socialmente destacados.

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Sim, claro, é uma abordagem educada. No entanto, mesmo na bordagem "grosseira", acho melhor dizer, mais sexual e direta, eu não a consideraria um crime. Pra falar a verdade, fazer isso é na minha opinião um ataque a liberdade de expressão.

Você está com dificuldade para acompanhar o assunto. E a liberdade de expressão não garante a ninguém o direito de falar o que quiser sem quaisquer consequências.
Claro, se não violar os direitos do outro, no entanto eu não consigo interpretar uma simples cantada como violando os direitos da outra pessoa.

Você tem todo o direito de falar para uma completa desconhecida na rua que gostaria de arrombar ela todinha, e ela tem todo o direito de lhe processar por assédio sexual. Pronto. Todo mundo com seus direitos e todo mundo feliz.
Vocês estão extrapolando cada vez mais, de "gostosa" chegamos a "Arrombada".

As mulheres nos sites que denunciei e nos vídeos que apresentei consideram como assédio casos como o simples fato do homem olhar com desejo em direção a elas, de fazer comentários sobre elas, a distância, ou de simplesmente chama-la de gostosa enquanto ela passa, mesmo sem fazer nenhuma aproximação física, mantendo o minimo de distância entre eles. Além de não insistirem na cantada após serem rejeitados, e apesar de tudo isso, estão sendo absurdamente acusados de assédio sexual, será que somente eu consegui enxergar o absurdo dessas acusações.

Eu apresentei exemplos inversos de mulheres tentando agarrar homens a força, sem nenhuma acusação de assédio contra elas ser apresentada, apesar destes serem casos que saíram na mídia. Já homens que gritam gostosa do outro lado da rua enquanto uma linda mulher passa, sendo sumariamente rejeitados em seguida, e indo embora logo após a rejeição, estão sendo acusados de assédio sexual. Somente eu consigo enxergar o absurdo deste tratamento desigual que homens e mulheres vem recebendo nestes casos?

Veja bem, pelo que li na Wikipédia, assédio sexual envolve propostas sexuais em meio a coerção e ameaças constantes. E no Código Penal brasileiro, Artigo 216-A. o assédio sexual é definido como uma ação que usa-se da estratégia de constranger o outro com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual deste.

Ou seja, o objetivo do autor é constranger o outro, a partir chantagem, ameaça e/ou coerção constantes, para conseguir dele vantagens sexuais. não vejo logo, como uma simples cantada, e a simples rejeição desta, culminando no cada um seguindo a sua direção, sem ameaça, coerção ou chantagens CONSTANTES, possa de alguma forma se enquadrar como um crime de assédio sexual.

E apesar disso, alguns grupos feministas aqui supracitados, vem tentando de maneira sexista (visto que elas deixam implícito que são as únicas vitimas enquanto os homens sempre os agressores) desvirtuar o significado de assédio sexual, que não mais envolveria propostas sexuais em meio a ameaças, coerção e chantagens constantes a fim de conseguir sexo, mas sim o simples e sumário julgamento da mulher de que a cantada que ela recebeu, mesmo que não envolvendo nenhum destes fatores acima, o é segundo ela, assédio. Onde tal lei não se aplicaria igualmente aos homens, visto estes serem citados nas campanhas nunca como vitimas, mas sempre como autores.

É só eu mesmo que percebo o absurdo disso tudo?

E não me admiraria se a lei de fato for mudada no futuro, pois percebo que a opinião popular já esta em massa com tal proposta de criminalizar simples cantadas, e não me surpreenderia se fosse também no futuro, criminalizado o simples fato de olhar em direção a uma mulher, pois os movimentos supramencionados já consideram um simples olhar como exemplo da opressão masculina exercendo seu poder sobre as mulheres, chamando a isso de assédio.

Abraços!



[...]
Segundo a Sara Winter, ser chamada de gostosa por um homem na rua é um assédio sexual, mas se um homem é chamado de gostoso por uma mulher na rua, o mesmo não acontece.
[...]

Se um homem se sentir constrangido, ele pode reagir como se assédio sexual fosse.
O problema é que quando homens relatam caso de assédio praticado contra eles, as reações comumente observadas é a de serem ignorados ou receberem risos em troca de sua confissão, como nos casos aqui por mim relatados. Na verdade, nem eles mesmo interpretam como assédio, mesmo quando as mulheres tentam agarra-los a força, enquanto mulheres interpretam com assédio um simples e único comentário desferido por um homem a alguns metros de distância.

Como eu disse, quando é um homem o autor e também o acusado de cometer assédio, mesmo que tenha sido apenas um comentário, todos se revoltam e o julgam como tal, "criminoso". Enquanto nos casos inversos, esta jamais é a reação observada, mesmo em casos de assédio de fato, como nos exemplos que apresentei, onde mulheres se jogam em cima dos homens, que não as desejam.


[...]
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[...]
Irrelevante, o fato de você ou a mulher não gostar de um comentário não lhes dá o direito de criminaliza-lo.

O que você escreveu não faz o menor sentido. Quem criminaliza (ou não) um dado comportamento social são os legisladores, como reflexo (ou não) de um anseio da população.
Perante a lei sim, mas a opinião do vulgo costuma fazer a sua própria lei, através de militâncias como essas apresentadas por mim, que pretendem através da pressão social criminalizar perante a atitude social, o ato de cantar MULHERES, que por limitar-se as mulheres como vitimas e os homens como agressores já é discriminatória e sexista por si só.

Não obstante, como dito por você, pode em alguns casos, as leis decretadas pelos legisladores serem reflexo de anseios da população. E de fato é o que acontece em muitos casos, como por exemplo no caso da "Lei Maria da Penha", outro exemplo de lei sexista, que apresentava somente a mulher como vitima, deixando desta maneira, de forma explicita, os homens desemparados em casos de violência doméstica praticada contra eles.

Logo, a pressão e opinião social criminaliza a seu modo muitas ações, que para influenciarem legisladores mais a frente a coloca-la em prática, não é muito difícil.


Citação de: Skeptikós
Eu não apostaria tanto. Já disse coisas semelhantes para mulheres com as quais eu já tinha uma certa intimidade sexual, e não me pareceu que ela tenha se sentido ofendida por isso. Logo, me parece uma aposta alta dizer que a frase "Eu te chupava toda" seria sempre entendida como uma ofensa por parte da mulher que a ouviu.

Não interessa a sua opinião e sim a da mulher que foi 'alvo' do seu "galanteio". Se ela considerou inadequado, você deve parar e se retratar. E a mulher que levou a sua "cantada" provavelmente nada falou porque era sua conhecida.
E se eu achei inadequado a maneira como ela reagiu a meu "galanteio", teria ela por este motivo, o dever de se retratar perante a mim? Simplesmente por eu subjetivamente ter considerada a sua reação exagerada e ofensiva?

Abraços!
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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #36 Online: 21 de Julho de 2014, 18:53:31 »
Como eu imaginei, esta pressão sexista praticada por esta militância feminista já esta surtindo efeito nos relatórios do governo, veja, a definição desta cartilha sobre Assédio Moral e Sexual no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego de 2013:

"O que é assédio sexual?

Assédio sexual é uma das muitas violências que a mulher sofre no seu dia-a-dia. De modo geral, acontece quando o homem, principalmente em condição hierárquica superior, não tolera ser rejeitado e passa a insistir e pressionar para conseguir o que quer.

A intenção do assediador pode ser expressa de várias formas. No ambiente de trabalho, atitudes como piadinhas, fotos de mulheres nuas, brincadeiras consideradas de macho ou comentários constrangedores sobre."
(p.33)

Ou seja, segundo a definição acima, esta implícito a ideia de o significado de assédio sexual é a mulher como vitima e o homem como autor.

Em 40 páginas falando sobre assédio no ambiente de trabalho, numa única linha, compreendendo exatamente três palavras, é aludido para o fato de que as mulheres também podem assediar homens:

"Pode haver assédio de homens contra mulheres; mulheres contra homens; homens contra homens; e mulheres contra mulheres." (p.34).

Mas logo abaixo, onde cada uma dessas formas deveria serem relatadas individualmente, por decorrência de suas particularidades, novamente os homens como vitimas são esquecidos, e todo o foco volta para as mulheres como vitimas e os homens como autores novamente, não valendo de nada a menção aos homens acima como possíveis vítimas, visto que estes como vitimas são totalmente ignorados em todo o restante do texto, lembrados somente nos casos onde é aludido sobre eles o seu papel de autores:

"Mesmo com todos os avanços que ocorreram no campo da sexualidade nas últimas décadas, o assédio sexual ainda é um tabu. Por ser oculto, passa a ser interpretado de forma solitária por quem o sofreu, e não raras são as vezes em que as mulheres adotam a postura de “culpadas”, isto é, questionam-se se suas ações foram adequadas, provocadoras ou insinuadoras. É a culpabilização da vítima que se acrescenta, sentimento que se soma ao seu sofrimento de assediada. Essas  hipóteses descaracterizam a condição de vítima e a conduzem à posição de culpada." (p.34)

Abaixo várias sugestões de como evitar o assédio são dadas, todas focando nas mulheres como vitimas e nos homens como autores.

Se este sexismo unilateral e discriminatório já chegou as esferas do governo, transfigurados em cartilhas por este distribuídas, não me assustaria que novas leis sexistas que privilegiam as mulheres na medida em que prejudicam os homens sejam no futuro aprovadas e postas em vigor.

Por isso eu continuo dizendo meus amigos, vocês não acham que esta havendo um exagero nestas reclamações femininistas não, isso para não falar, uma atitude sexista de fato?

Abraços!
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #37 Online: 21 de Julho de 2014, 19:00:43 »
Interessante é que o que as mulheres reclamam ser produto do machismo, como ser cantada na rua, o argumento dos homens pra rebater isso, dizendo que homens são cantados também e não podem reclamar, também é produto do mesmo machismo, homens deveriam poder reclamar, mas seriam vistos como fracos, pouco machos, que não cumprem sua função de homem. Acabando-se com a cultura machista as coisas melhoram para os dois lados.

E outra coisa, a mulher gostar de levar cantada de um cara bonito não ameniza o fato de que cantadas são grotescas e devem ser evitadas a todo custo. Se o patrão for o clone do Brad Pitt e ele cantar uma funcionária e a cantada colar, isso não quer dizer que assédio sexual em ambiente de trabalho deva ser descriminalizado. E sempre se lembre, se você não é o Brad Pitt tenha bom senso.
Machismo antigamente se referia a qualidades masculinas. No entanto as representantes do movimento feministas atribuíram ao conceito um significado depreciativo e pejorativo, significando a atitude discriminatória e criminosa de inferiorizar a mulher perante o homem.

Não obstante esta demonização das qualidades masculinas, as feministas também usam agora do termo pejorativo para culpabilizar os homens de todas as consequências negativas das relações sociais, quando mulheres são vitimas, a culpa é do machismo, ou seja, do homem, e quando o homem é vitima, a culpa também é do machismo, ou seja, a mulher quando vitima, a culpa é do homem, o homem quando vitima, a culpa também é do homem, isentando as mulheres por tanto de qualquer responsabilidade, mesmo quando esta é a autora evidente da agressão, sendo o homem simplesmente vitima.

Então, Barata, eu terei que cordialmente discordar de você, o fato de homens serem tratados de forma desigual quando vitimas de ações cometidas por mulheres, semelhantes a que estas vez ou outra são cometidas contra as mulheres, não é culpa do machismo, que é por si só um insulto sexista contra os homens, mas sim, do sexismo puro e simples, hora cometido contra mulheres, hora contra homens, devendo este ser combatido de frente, na raiz humana, e não culpabilizando um único gênero, como é feito sobre a acusação sexista de que o machismo é o responsável por todas as mazelas da sociedade.

Abraços!
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Offline Sergiomgbr

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #38 Online: 21 de Julho de 2014, 19:07:38 »
O "pedido"que eu tenho a fazer é,

Não mexam com nossa mulheres, ou...

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #39 Online: 21 de Julho de 2014, 20:28:40 »
Bom galera, o Barata Tenno afirmou em certo momento que os direitos dos homens quando não são respeitados, isso acontece por decorrência de atitudes machistas, ou seja, o homem próprio é culpado de seu direito não ser respeitado, e pejorativamente rotulado como machista, mesmo quando ele é a vitima.

Abaixo, eu apresentarei a opinião de uma mulher feminista sobre o que ela pensa dos direitos dos homens.

MAS E OZOMI?

Por Anna Carolina Soares | março 12, 2014 | Destaque, Feminismo, Sociedade | 10 Comentários

Ultimamente, tenho presenciado virtual e fisicamente, embates cada vez mais constantes quando o assunto é a participação masculina no feminismo. É chato pra caramba ter que escrever um texto sobre isso, uma vez que o foco do feminismo é a mulher e pelo amor de deus a gente nem deveria se dar ao trabalho de ter que ficar discutindo esse tipo de coisa e eu sinceramente não tenho muita paciência pra ficar me explicando nesse sentido, mas senti a necessidade de esclarecer alguns, enquanto mulher e enquanto militante do movimento feminista, até pra que nós sejamos um pouco menos incomodadas dentro dessa discussão, porque insistem em bater na mesma tecla repetidamente e, caras, isso cansa. Isso cansa pra caramba até porque é uma forma bem babaca de quererem mudar as nossos debates pra algo que está minando o nosso protagonismo, ocupando o nosso tempo com algo que deveria ser entendido por uma simples questão de empatia. Mas vamos lá.
A participação do homem no feminismo, na realidade, a coisa é bem mais simples do que parece, gente. Na luta do oprimido não há lugar para a voz do opressor.

No caso do feminismo, não há – e nem deve haver – espaço para a voz masculina, nesse sentido de ditar como deve-se fazer o feminismo, nem em outro sentido. Por quê? Porque o homem é privilegiado, porque as mulheres precisam do espaço exclusivo do feminismo para se articularem, para dialogarem entre si e entenderem as formas de combater o patriarcado. Querer invadir um dos únicos espaços onde a mulher pode ter segurança sem ser silenciada é uma coisa extremamente leviana. Querer se colocar como “vítima de opressão das feministas” por elas se colocarem nessa questão, é mais leviano ainda.  é muito desonesto você colocar esse tipo de argumento.
Voltando a um tópico de discussão que eu comecei ali em cima: Os homens são privilegiados. Isso não é uma questão de escolha, é uma questão de passabilidade (ou seja, a leitura social que fazem de você). A partir do momento em que você é lido como um homem, você é privilegiado e exerce opressão. Como eu disse, não é o tipo de coisa que você escolhe, porque é algo enraizado no sistema.

Eu vejo muitos homens se colocando como ofendidos quando acusados de opressores, então deixa eu dizer uma coisa aqui pra vocês: Gente, isso não quer dizer que você é uma pessoa ruim, odiosa, babaca, não. Só estamos te dizendo que você nos oprime porque estamos inseridos num sistema onde você é o cara que tem privilégios e em nível social não é algo que você possa evitar. Parem de se doer porque aqui nos estamos falando de um esquema sistemático que implica não somente na individualidade, mas em leituras enraizadas – tô repetindo bastante isso mesmo, pra ver se todo mundo entende.



Mas e então, o que os homens podem fazer no feminismo?
Como eu disse, há muita discussão acerca da participação de homens, sendo que algumas mulheres não a admite. E não, essa não admissão não é sexista. É uma defesa do espaço exclusivo do feminismo que deriva, entre outras coisas, do medo de ser silenciada, medo de “ah, mas você está exagerando”.  O nosso espaço não deve ser questionado ou desrespeitado em nenhum nível, e se ocorre uma exclusão masculina em agendas feministas, o que o homem deve fazer é calar-se e entender que está sendo excluído por conta do seu privilégio, por representar ameaça à voz feminina. Ou seja: escute. Você quer dialogar sobre feminismo, expor dúvidas, chegue com cautela, sem querer impôr nada, porque, repetindo, o espaço não é seu. Você pode ler muito sobre feminismo, buscar atentar-se pro movimento, mas nunca tentar ensinar o feminismo para uma mulher. “Ah, mas como eu vou deixar uma mulher ter uma atitude machista?” e eu respondo: Você deve ter amigas feministas, deixe que elas falem pra outras mulheres, porque isso, além de tudo, incentiva a sororidade. Não se aproprie. Eu digo isso porque vejo muito isso de homens querendo ser professores de feminismo e não me desce. Por mais que você entenda de feminismo, a sua experiência é no máximo de empatia, não é uma relação direta com a opressão. E meu amigo, a experiência com a opressão é muito mais significativa do que o academicismo. Então se vocês querem ser traidores do patriarcado, comecem por entender os protagonismos. Tomem cuidado com o mansplaining, e não coloquem o ego de vocês em busca de uma carteirinha de feministo que isso não ajuda a gente.

Uma coisa muito importante que eu acho interessante os caras que apóiam o feminismo fazerem é se colocar dentro dos círculos que frequentam que não tem espaço para mulheres, ou onde elas são extremamente hostilizadas e silenciadas, para que elas tenham voz. Isso mesmo, ajudar no processo de empoderamento.  Chegar na mesa de bar onde os amigos começam a fazer piadas machistas e mandar todo mundo calar a boca, discutir com as agendas dos movimentos de esquerda para que se entenda que não existe mais lugar na luta para machistas. Abrir espaço onde só homens tem voz, convergir as agendas e respeitar. Ouvir, calar. Entender que as mulheres tem que fazer o movimento e que ele nos pertence. Ele é a nossa via de empoderamento.

Usem a empatia de vocês pra entender isso e não para pagar de feministos ou para se doerem que nem idiotas porque não são permitirmos que vocês entrem no nosso espaço. A insistência de vocês não passará.

Reitero que eu realmente não queria ter que escrever sobre isso, especialmente porque eu não acho que tenhamos que nos justificar nesses termos. Nós temos que lutar.

No mais, nós não devemos e nem vamos pedir licença para isso.

Autora: Anna Carolina Soares
Fonte:




Depois de ler este discurso muito igualitário e justo, decide dar o meu humilde feedback, escrevendo que, apesar do movimento feminista se dizer igualitário, visando o bem de todos, a autora do artigo inicia seu discurso afirmando que os direitos dos homens devem serem ignorados pelo movimento, “uma vez que o foco do feminismo é a mulher.”

Ainda, segundo ela, até mesmo “A participação [do homem no feminismo deve ser limitada, visto] que na realidade, a coisa é bem mais simples do que parece, gente. Na luta do oprimido não há lugar para a voz do opressor.”

Ou seja, somos sumariamente rotulados como opressores através de um processo de pré-conceito que é justificado da seguinte maneira, “Eu vejo muitos homens se colocando como ofendidos quando acusados de opressores, então deixa eu dizer uma coisa aqui pra vocês: Gente, isso não quer dizer que você é uma pessoa ruim, odiosa, babaca, não. Só estamos te dizendo que você nos oprime porque estamos inseridos num sistema onde você é o cara que tem privilégios.”

Ou seja, parte-se do pressuposto auto-imposto como uma verdade auto-evidente e inquestionável, de que homens são privilegiados e que por isso não tem direitos de livre expressão.

E qualquer critica a esta alegação, bem como ao movimento em si, mesmo que bem fundamentada, é interpretada como uma heresia ao dogma do patriarcado opressor auto-imposto pelo movimento feminista, como demonstrado pelas próprias palavras da autora, nesta passagem: “O nosso espaço não deve ser questionado ou desrespeitado em nenhum nível, e se ocorre uma exclusão masculina em agendas feministas, o que o homem deve fazer é calar-se e entender que está sendo excluído por conta do seu privilégio, por representar ameaça à voz feminina.”

Segundo ela, “o espaço não é seu[homem]. Você pode ler muito sobre feminismo, buscar atentar-se pro movimento, mas nunca tentar ensinar o feminismo para uma mulher.” Ou seja, mesmo que você possua formação especializada, conhecimento de campo, estudos consistentes, e demais características necessárias para produzir um bom estudo (trabalho) sobre o tema, de nada valerá a sua palavra se você for homem, onde novamente tu é vitima de discriminação simplesmente por causa do seu gênero.

Ela ainda diz que esta não é uma atitude sexista e discriminatória, “algumas mulheres não a admite [opiniões masculinas no movimento]. E não, essa não admissão não é sexista.” Enquanto sabemos que o inverso sempre seria interpretado como uma atitude sexista e discriminatória, mesmo que o direito a opinião de uma mulher fosse vetado por circunstâncias não relacionadas ao seu gênero, como a de ela não possuir qualificação comprovada para tal.

Ou seja, não há uma congruência ai com o principio de igualdade, pois segundo elas homens podem serem discriminados simplesmente por serem homens, enquanto mulheres merecem primazia simplesmente por serem mulheres.

Em outro momento a autora afirma categoricamente que “Uma coisa muito importante que eu acho interessante os caras que apoiam o feminismo fazerem é se colocar dentro dos círculos que frequentam que não tem espaço para mulheres, ou onde elas são extremamente hostilizadas e silenciadas, para que elas tenham voz. Isso mesmo, ajudar no processo de empoderamento. ”

Ou sejam, é vetado ao homem o direito deste manifestar opiniões dentro de espaços feministas, mesmo que estas sejam relevantes e consistentes, simplesmente por ele ser homem, enquanto é exigido dele na mesma medida, que se esforce para dar voz as mulheres nos ambientes onde elas são pouco presentes. Muito igualitário e justo, não? Além disso, nem um pouco sexista.

Segundo ela, o papel do homem é o de simplesmente “Ouvir [e se] calar.”, quando mulheres estão a falar, no entanto agir com rispidez e agressividade quando outros homens fazem comentários que desagradem o movimento, como explicitado nas próprias palavras da autora nesta passagem: “Chegar na mesa de bar onde os amigos começam a fazer piadas machistas e mandar todo mundo calar a boca.” Novamente uma atitude nem um pouco sexista e evidentemente muito igualitária. (Irônico)

E então ela finaliza dizendo que “Usem a empatia de vocês pra entender isso e não para pagar de feministos ou para se doerem que nem idiotas porque não são permitirmos que vocês entrem no nosso espaço. A insistência de vocês não passará.”

Ou seja, nós devemos ajudar, mas não merecemos crédito algum, devemos nos calar e somente ouvir, como escravos, mesmo que tenhamos boas opiniões, além claro, de aceitar tudo que elas dizem como verdades absolutas incontestáveis, enquanto reagimos com rispidez a toda teoria contrária a causa pseudo-igualitária delas.

Há, e para lembrar, todos estes comentários da garota acima estão escritos num texto que trata sobre a alegação que pede atenção para os direitos dos homens, apesar de seu discurso poder ser resumido na ideia de diminuir os já poucos direitos que dispomos, sem que possamos nos opor a isso, na medida em que os delas são aumentados incontestavelmente.



Então amigo Barata Teno e demais foristas participantes do debate, evidentemente a atitude de privar os direitos dos homens não pode ser resumida como uma atitude machista, onde tal acusação coloca-se sobre o homem um estigma envolto num conceito que antes significava características de macho, e hoje significa simplesmente uma ofensa ao homem, o culpabilizando por todas as mazelas dos relacionamentos sociais, sendo tal acusação somente mais um exemplo de sexismo, que como visto, é cometido por mulheres, ditas adeptas do movimento feminista, criador do sentido pejorativo de "machismo".

E antes que vocês venham com o discurso de que estas mulheres representam uma minoria do movimento, façam o favor de ler os comentários do artigo acima, lá no blog da moça, onde todas as mulheres feministas que comentaram, concordaram incondicionalmente com os comentários sexistas da autora.

É por estes e outros motivos que devo discordar do Barata e dos demais foristas que insistem em culpabilizar o homem, e sempre ele, nos atos criminosos cometidos tanto por homens quanto por mulheres, colocando na balança do "machismo" em sentido pejorativo, termo extremamente sexista e que mancha a imagem os homens de todo o mundo.

Abraços, e abram os olhos para a verdadeira discriminação de gênero, e não para estas pseudo-discriminações pintadas por este movimento pseudo-igualitário, que se tornou o movimento feminista em sua maioria.

Abraços!
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Offline Barata Tenno

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #40 Online: 21 de Julho de 2014, 20:52:41 »
Interessante é que o que as mulheres reclamam ser produto do machismo, como ser cantada na rua, o argumento dos homens pra rebater isso, dizendo que homens são cantados também e não podem reclamar, também é produto do mesmo machismo, homens deveriam poder reclamar, mas seriam vistos como fracos, pouco machos, que não cumprem sua função de homem. Acabando-se com a cultura machista as coisas melhoram para os dois lados.

E outra coisa, a mulher gostar de levar cantada de um cara bonito não ameniza o fato de que cantadas são grotescas e devem ser evitadas a todo custo. Se o patrão for o clone do Brad Pitt e ele cantar uma funcionária e a cantada colar, isso não quer dizer que assédio sexual em ambiente de trabalho deva ser descriminalizado. E sempre se lembre, se você não é o Brad Pitt tenha bom senso.
Machismo antigamente se referia a qualidades masculinas. No entanto as representantes do movimento feministas atribuíram ao conceito um significado depreciativo e pejorativo, significando a atitude discriminatória e criminosa de inferiorizar a mulher perante o homem.

Não obstante esta demonização das qualidades masculinas, as feministas também usam agora do termo pejorativo para culpabilizar os homens de todas as consequências negativas das relações sociais, quando mulheres são vitimas, a culpa é do machismo, ou seja, do homem, e quando o homem é vitima, a culpa também é do machismo, ou seja, a mulher quando vitima, a culpa é do homem, o homem quando vitima, a culpa também é do homem, isentando as mulheres por tanto de qualquer responsabilidade, mesmo quando esta é a autora evidente da agressão, sendo o homem simplesmente vitima.

Então, Barata, eu terei que cordialmente discordar de você, o fato de homens serem tratados de forma desigual quando vitimas de ações cometidas por mulheres, semelhantes a que estas vez ou outra são cometidas contra as mulheres, não é culpa do machismo, que é por si só um insulto sexista contra os homens, mas sim, do sexismo puro e simples, hora cometido contra mulheres, hora contra homens, devendo este ser combatido de frente, na raiz humana, e não culpabilizando um único gênero, como é feito sobre a acusação sexista de que o machismo é o responsável por todas as mazelas da sociedade.

Abraços!

Cultura machista não quer dizer que a culpa é do homem. Pare de escutar só os espantalhos de feministas que voce acha por ai. Cultura machista é culpa dos homens machistas e das mulheres machistas. Por exemplo, cortar o clítoris de meninas em tribos africanas é um exemplo de cultura machista, mas é um costume local que é mais imposto de mulher sobre mulher do que de homem sobre mulheres. Mulheres que taxam outras de vagabundas pela roupa que usam, são mulheres tão machistas quanto os homens que fazem isso. Mulheres que acham que homem deve pagar contas são mais machistas que homens que preferem dividir. O fim da cultura machista é bom para homens e mulheres, sem dúvida nenhuma.


 
He who fights with monsters should look to it that he himself does not become a monster. And when you gaze long into an abyss the abyss also gazes into you. Friedrich Nietzsche

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #41 Online: 21 de Julho de 2014, 21:09:45 »
Interessante é que o que as mulheres reclamam ser produto do machismo, como ser cantada na rua, o argumento dos homens pra rebater isso, dizendo que homens são cantados também e não podem reclamar, também é produto do mesmo machismo, homens deveriam poder reclamar, mas seriam vistos como fracos, pouco machos, que não cumprem sua função de homem. Acabando-se com a cultura machista as coisas melhoram para os dois lados.

E outra coisa, a mulher gostar de levar cantada de um cara bonito não ameniza o fato de que cantadas são grotescas e devem ser evitadas a todo custo. Se o patrão for o clone do Brad Pitt e ele cantar uma funcionária e a cantada colar, isso não quer dizer que assédio sexual em ambiente de trabalho deva ser descriminalizado. E sempre se lembre, se você não é o Brad Pitt tenha bom senso.
Machismo antigamente se referia a qualidades masculinas. No entanto as representantes do movimento feministas atribuíram ao conceito um significado depreciativo e pejorativo, significando a atitude discriminatória e criminosa de inferiorizar a mulher perante o homem.

Não obstante esta demonização das qualidades masculinas, as feministas também usam agora do termo pejorativo para culpabilizar os homens de todas as consequências negativas das relações sociais, quando mulheres são vitimas, a culpa é do machismo, ou seja, do homem, e quando o homem é vitima, a culpa também é do machismo, ou seja, a mulher quando vitima, a culpa é do homem, o homem quando vitima, a culpa também é do homem, isentando as mulheres por tanto de qualquer responsabilidade, mesmo quando esta é a autora evidente da agressão, sendo o homem simplesmente vitima.

Então, Barata, eu terei que cordialmente discordar de você, o fato de homens serem tratados de forma desigual quando vitimas de ações cometidas por mulheres, semelhantes a que estas vez ou outra são cometidas contra as mulheres, não é culpa do machismo, que é por si só um insulto sexista contra os homens, mas sim, do sexismo puro e simples, hora cometido contra mulheres, hora contra homens, devendo este ser combatido de frente, na raiz humana, e não culpabilizando um único gênero, como é feito sobre a acusação sexista de que o machismo é o responsável por todas as mazelas da sociedade.

Abraços!

Cultura machista não quer dizer que a culpa é do homem. Pare de escutar só os espantalhos de feministas que voce acha por ai. Cultura machista é culpa dos homens machistas e das mulheres machistas. Por exemplo, cortar o clítoris de meninas em tribos africanas é um exemplo de cultura machista, mas é um costume local que é mais imposto de mulher sobre mulher do que de homem sobre mulheres. Mulheres que taxam outras de vagabundas pela roupa que usam, são mulheres tão machistas quanto os homens que fazem isso. Mulheres que acham que homem deve pagar contas são mais machistas que homens que preferem dividir. O fim da cultura machista é bom para homens e mulheres, sem dúvida nenhuma.


 
Não, o machismo, como a própria etimologia nos diz, vem de macho, que por sua vez deriva do Latim MASCULUS, diminutivo de MAS, que significa simplesmente: “macho, ser pertencente ao gênero masculino”. Como consta no dicionário online etimológico. Ou seja, machismo em seu início era um conceito para descrever características tipicamente masculinas, e nada mais do que isso.

Somente depois, com o apogeu do movimento feminista, é que tal conceito ganhou conotações pejorativas.

E pelo fato da palavra estar diretamente associada a ideia de macho, ou seja, homem, sempre que uma atitude considerada inadequada e discriminatória é rotulada como machista, mesmo sendo esta atitude praticada por duas mulheres, a imagem que sai manchada é a do próprio homem, visto que é este que é diretamente associada a palavra.

Logo meu amigo, não se trata de um espantalho criado contra o feminismo, e sim de uma definição muito anterior a pseudo-definição pejorativa criada bem posteriormente por movimentos feministas, com o intuito de manchar a imagem masculina, sendo este o verdadeiro espantalho que deve ser extinto.

A forma correta de se referir a reações de ódio e inferioridade direcionadas ao outro gênero sexual humano oposto ao seu, deve ser corretamente chamada de "sexismo", e jamais, "machismo", como vem sendo incorretamente usado pelo público leigo, desconhecedor da história do significado de tal conceito.

Abraços!
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Offline Sergiomgbr

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #42 Online: 21 de Julho de 2014, 21:37:32 »
Interessante é que o que as mulheres reclamam ser produto do machismo, como ser cantada na rua, o argumento dos homens pra rebater isso, dizendo que homens são cantados também e não podem reclamar, também é produto do mesmo machismo, homens deveriam poder reclamar, mas seriam vistos como fracos, pouco machos, que não cumprem sua função de homem. Acabando-se com a cultura machista as coisas melhoram para os dois lados.

E outra coisa, a mulher gostar de levar cantada de um cara bonito não ameniza o fato de que cantadas são grotescas e devem ser evitadas a todo custo. Se o patrão for o clone do Brad Pitt e ele cantar uma funcionária e a cantada colar, isso não quer dizer que assédio sexual em ambiente de trabalho deva ser descriminalizado. E sempre se lembre, se você não é o Brad Pitt tenha bom senso.
Machismo antigamente se referia a qualidades masculinas. No entanto as representantes do movimento feministas atribuíram ao conceito um significado depreciativo e pejorativo, significando a atitude discriminatória e criminosa de inferiorizar a mulher perante o homem.

Não obstante esta demonização das qualidades masculinas, as feministas também usam agora do termo pejorativo para culpabilizar os homens de todas as consequências negativas das relações sociais, quando mulheres são vitimas, a culpa é do machismo, ou seja, do homem, e quando o homem é vitima, a culpa também é do machismo, ou seja, a mulher quando vitima, a culpa é do homem, o homem quando vitima, a culpa também é do homem, isentando as mulheres por tanto de qualquer responsabilidade, mesmo quando esta é a autora evidente da agressão, sendo o homem simplesmente vitima.

Então, Barata, eu terei que cordialmente discordar de você, o fato de homens serem tratados de forma desigual quando vitimas de ações cometidas por mulheres, semelhantes a que estas vez ou outra são cometidas contra as mulheres, não é culpa do machismo, que é por si só um insulto sexista contra os homens, mas sim, do sexismo puro e simples, hora cometido contra mulheres, hora contra homens, devendo este ser combatido de frente, na raiz humana, e não culpabilizando um único gênero, como é feito sobre a acusação sexista de que o machismo é o responsável por todas as mazelas da sociedade.

Abraços!

Cultura machista não quer dizer que a culpa é do homem. Pare de escutar só os espantalhos de feministas que voce acha por ai. Cultura machista é culpa dos homens machistas e das mulheres machistas. Por exemplo, cortar o clítoris de meninas em tribos africanas é um exemplo de cultura machista, mas é um costume local que é mais imposto de mulher sobre mulher do que de homem sobre mulheres. Mulheres que taxam outras de vagabundas pela roupa que usam, são mulheres tão machistas quanto os homens que fazem isso. Mulheres que acham que homem deve pagar contas são mais machistas que homens que preferem dividir. O fim da cultura machista é bom para homens e mulheres, sem dúvida nenhuma.


 
Não, o machismo, como a própria etimologia nos diz, vem de macho, que por sua vez deriva do Latim MASCULUS, diminutivo de MAS, que significa simplesmente: “macho, ser pertencente ao gênero masculino”. Como consta no dicionário online etimológico. Ou seja, machismo em seu início era um conceito para descrever características tipicamente masculinas, e nada mais do que isso.

Somente depois, com o apogeu do movimento feminista, é que tal conceito ganhou conotações pejorativas.

E pelo fato da palavra estar diretamente associada a ideia de macho, ou seja, homem, sempre que uma atitude considerada inadequada e discriminatória é rotulada como machista, mesmo sendo esta atitude praticada por duas mulheres, a imagem que sai manchada é a do próprio homem, visto que é este que é diretamente associada a palavra.
Preciosismo tipicamente subjetivador o seu. A língua é dinâmica, mesmo a culta. O importante nesse caso aquí é a comunicação, que até o momento tem sido eficiente com a adoção da palavra machismo compreendida por todos aquí, talvez à exceção da sua pessoa, da mesma forma como é emitida no tópico.

Não é o homem que é para o sábado e sim, o sábado para o homem, assim como a língua é para o homem, e não o inverso.

[/quote]

Offline Rocky Joe

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #43 Online: 22 de Julho de 2014, 09:49:05 »
Sérgio, é offtopic, mas fica meu apreço a seus posts. Você escreve de forma peculiar - "preciosismo tipicamente subjetivador" foi ótimo. :P

Para escrever algo ontopic, eu normalmente uso "misoginia", que tem a vantagem de me fazer parecer inteligente.

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #44 Online: 22 de Julho de 2014, 11:27:41 »
Citação de:  sergiomgbr
Preciosismo tipicamente subjetivador o seu. A língua é dinâmica, mesmo a culta.
Primeiramente, o apreço pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo. Assim como recorrer a uma autoridade da linguagem, como um dicionário etimológico, é evidentemente uma atitude objetiva, que fixa o significado de uma palavra a partir de uma autoridade capacitada para tal, pondo desta forma fim ao subjetivismo de cada um entender o significado da palavra da maneira como quiser. Isso que é subjetivismo, diferentemente de basearmos nosso discurso de uma palavra na definição fixada por uma autoridade no assunto. Isso é objetivismo.

Citação de:  sergiomgbr
O importante nesse caso aquí é a comunicação, que até o momento tem sido eficiente com a adoção da palavra machismo compreendida por todos aquí, talvez à exceção da sua pessoa, da mesma forma como é emitida no tópico.
O fato da maioria concordar com o uso da palavra machismo da maneira que ela vem sendo usada aqui não transforma tal maneira correta por consequência. Sendo esta estratégia argumentativa uma evidente falácia da afirmação do consequente, estratégia falaciosa esta, frequentemente utilizada por nosso colega sergio nos debates dos quais ele participa.

Além disso, eu já expliquei o porque do uso da palavra "machismo" para se referir a discriminação de gênero é incorreta, como também o é depreciadora, sexista e pejorativa ao homem, o que por si só já desaconselha o uso desta. Sendo muito mais correto, o uso da palavra sexista, que abrange a discriminação de gênero de maneira mais ampla e correta.


Citação de:  Rocky Joe
Para escrever algo ontopic, eu normalmente uso "misoginia", que tem a vantagem de me fazer parecer inteligente.
"Misoginia" é uma patologia assinada pela psicologia, como a atitude de odiar as mulheres. Sendo correta o uso dela para indicar este cenário, enquanto a atitude de odiar os homens é uma patologia chamada "Misandria", sendo esta a palavra correta para indicar este cenário.

Uma pessoa pode ser sexista sem ser misógina ou misândrica. Alguém pode dar primazia para um sexo em detrimento do outro, assim como considerar um sexo superior ao outro, sem no entanto odiar as pessoas pertencentes a este sexo. Isso seria sexismo, mas não misandria e/ou misoginia.

Abraços!
« Última modificação: 22 de Julho de 2014, 12:54:00 por Skeptikós »
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
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Offline Laura

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #45 Online: 22 de Julho de 2014, 11:59:51 »
Primeiramente, o preso pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo.

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Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #46 Online: 22 de Julho de 2014, 12:24:02 »
Primeiramente, o preso pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo.

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Offline Sergiomgbr

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #47 Online: 22 de Julho de 2014, 12:27:33 »
Primeiramente, o preso pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo.

Prezo, prezado forista.
Pois é, isso é que é ter rigor. Lembrando ao forista Sképtikós, para examinar a ortografia e a gramática de seus textos de forma mais crítica.

Offline Sergiomgbr

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #48 Online: 22 de Julho de 2014, 12:31:21 »
Primeiramente, o preso pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo.

Prezo, prezado forista.
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E seria melhor, prezando pelo rigor, (e aquí não cabe preciosismo), usar a forma, " o apreço pelo uso adequado da língua"

Offline Skeptikós

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Re:Cantadas e Assédio Sexual
« Resposta #49 Online: 22 de Julho de 2014, 12:42:42 »
Primeiramente, o preso pelo uso adequado da língua é denominado rigor, e não preciosismo.

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E seria melhor, prezando pelo rigor, (e aquí não cabe preciosismo), usar a forma, " o apreço pelo uso adequado da língua"
Neste caso vou aproveitar para corrigir o "tanks" por "thanks". sergio, quando suas criticas e sugestões são construtivas, é sempre bom atende-las.  :ok:
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