Autor Tópico: Libertação masculina  (Lida 1135 vezes)

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Offline Pedro Reis

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Re:Libertação masculina
« Resposta #25 Online: 05 de Fevereiro de 2018, 23:33:03 »
É claro que o feminismo não deixaria de problematizar a criação de bonecas-robôs sexuais voltadas para o público masculino: Os robôs sexuais simbolizam o patriarcado e oferecem aos homens uma solução para a ameaça da independência feminina. Feministas alegam que estes robôs reforçam o machismo e o patriarcalismo opressor, bem como objetificação da mulher e abusos sexuais.

Mas do vibrador elas não reclamam.

Hahaha! Esse tipo de incoerência é coisa de feminista ou será das fêmeas em geral?

Eu sou feminista. Acho que as reivindicações genuinamente feministas são justas.

Mas duas coisas que me incomodam profundamente são autoritarismo e incoerência. Seja incoerência moral ( dois pesos e duas medidas ), ou um problema de lógica na argumentação.

Algumas mulheres que se dizem feministas estão cheias disso. Ora, como você pode ir pra rua gritar "meu corpo, minhas regras", ou, "eu me visto como quiser, isso é problema meu", e ao mesmo tempo pretender ser uma nazistinha que se acha no direito de determinar o que os outros ( no caso, homens ) podem ou não podem fazer na própria vida? É contraditório e autoritário ao mesmo tempo.

Mas acho que autoritarismo e incoerência fazem parte da natureza feminina. Ser feminista talvez só exacerbe um pouco.

** Aí vem uma feminista e diz que eu estou sendo machista com esse tipo de generalização. Em seguida ela despeja um compêndio de generalizações sobre o homem.

Offline Lorentz

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Re:Libertação masculina
« Resposta #26 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 09:31:47 »
É claro que o feminismo não deixaria de problematizar a criação de bonecas-robôs sexuais voltadas para o público masculino: Os robôs sexuais simbolizam o patriarcado e oferecem aos homens uma solução para a ameaça da independência feminina. Feministas alegam que estes robôs reforçam o machismo e o patriarcalismo opressor, bem como objetificação da mulher e abusos sexuais.

Mas do vibrador elas não reclamam.

Hahaha! Esse tipo de incoerência é coisa de feminista ou será das fêmeas em geral?

Eu sou feminista. Acho que as reivindicações genuinamente feministas são justas.

Mas duas coisas que me incomodam profundamente são autoritarismo e incoerência. Seja incoerência moral ( dois pesos e duas medidas ), ou um problema de lógica na argumentação.

Algumas mulheres que se dizem feministas estão cheias disso. Ora, como você pode ir pra rua gritar "meu corpo, minhas regras", ou, "eu me visto como quiser, isso é problema meu", e ao mesmo tempo pretender ser uma nazistinha que se acha no direito de determinar o que os outros ( no caso, homens ) podem ou não podem fazer na própria vida? É contraditório e autoritário ao mesmo tempo.

Mas acho que autoritarismo e incoerência fazem parte da natureza feminina. Ser feminista talvez só exacerbe um pouco.

** Aí vem uma feminista e diz que eu estou sendo machista com esse tipo de generalização. Em seguida ela despeja um compêndio de generalizações sobre o homem.

Eu acho que o problema não é o feminismo, o nazismo, o conservadorismo, progressismo, etc. É o fanatismo.

Eu acho que existe um comportamento mais abaixo desses, que é esse desejo de controlar a vida dos outros para se adequar àquilo que você acredita. E todo mundo tem isso. Mas para um certo grupo de pessoas, esse desejo é incontrolável. Essas pessoas viram fanáticas naquilo que elas seguem, e tentam impor irracionalmente isso aos outros.

Aí temos feministas querendo ditar as regras de como tratar as mulheres, os muçulmanos e a imposição violenta via sharia de seus costumes, os conservadores que não suportam a ideia de que alguém é livre até para fumar maconha (só pode charuto, inclusive cubano/comunista).

E nisso entra essas contradições, por ser algo irracional. As feministas defendem o "meu corpo minhas regras" só para as coisas que elas aprovam. Os conservadores defendem o individualismo acima de qualquer coletivismo e ainda são contra o governo gigante, mas se você quiser se matar ou fumar maconha, eles tacam o governo em você.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #27 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 13:23:58 »
As feministas defendem o "meu corpo minhas regras" só para as coisas que elas aprovam

Hein?

Isso não é já implícito, inerente a frase?

Você tem que estar tentando dizer alguma coisa aí que simplesmente não captei, como esses mesmos feministos e feministas serem contra mulheres fazerem o que quiserem com seus corpos (como por exemplo?).... é isso?

Offline Skeptikós

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Re:Libertação masculina
« Resposta #28 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 14:45:11 »
Não existe "o feminismo".

Uns 99,999%±1,0037% das pessoas vão dizer "ser feminista" num sentido fundamentalmente sinônimo de dizer "ser uma pessoa decente", que não acredita que a mulher é um ser inferior, e que merecem ser cidadãs de segunda ou terceira categoria.

Dentre uma vasta maioria de posições perfeitamente racionais e morais, vão haver aquelas mais debatíveis, umas absurdas, umas completamente insanas.

A maior parte da porcentagem das pessoas que se diz "não-feminista"/"anti-feminista" estará se focando mais nessas coisas mais ridículas para se rotular assim, ainda que as coisas mais debatíveis e mesmo razoáveis possam acabar também sofrendo por associação. Sofrendo de um lado, ou se popularizando por outro.
Quando digo "feminismo" falo do feminismo militante, e não de pessoas comuns, seduzidas pelo belo slogam de igualdade de gênero. O feminismo militante defende igualdade de gênero partindo de premissas que eu discordo, como a de que vivemos em uma sociedade patriarcal onde a mulher é oprimida e o homem privilegiado. É com base nesta premissa que justificam não lutar por direitos dos homens, pois estes não estariam em desvantagem suficiente ao ponto de precisarem de um movimento lutando pela ampliação de seus direitos ou de seus interesses. Eu penso que homens e mulheres sofrem com os papéis de gênero impostos pela sociedade, que em algumas situações homens estão em desvantagem enquanto em outras são as mulheres (não sei ao certo qual dos dois gêneros sofre mais com isso, mas definitivamente não existe uma grande disparidade). A maioria das feministas militantes não pensam assim, e é por isso que me classifico como anti-feminista.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Lorentz

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Re:Libertação masculina
« Resposta #29 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 15:08:54 »
As feministas defendem o "meu corpo minhas regras" só para as coisas que elas aprovam

Hein?

Isso não é já implícito, inerente a frase?

Você tem que estar tentando dizer alguma coisa aí que simplesmente não captei, como esses mesmos feministos e feministas serem contra mulheres fazerem o que quiserem com seus corpos (como por exemplo?).... é isso?

Mais ou menos assim:

-Vou abortar (feminista)
-isso é pecado! (conserva)
-meu corpo, minhas regras! (feminista)

-------

- vou alisar o cabelo (afro-descendente)
- mas isso é se vender ao patriarcado sis-europeu colonialista! (feminista)
- meu corpo minhas regras! (afro-descendente)
- você está fora do nosso grupo porque não toleramos vendidas!  (feminista)
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Offline Brienne of Tarth

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Re:Libertação masculina
« Resposta #30 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 15:19:55 »
Pode até parecer apenas semântica, e eu não costumo atentar muito pra isso, mas "igualdade de gêneros" soa como se houvesse uma pretensão de que houvesse somente um gênero, o qual nem ouso imaginar qual seria; tenho mais apreço para "equidade de gêneros", não havendo neste caso nenhum privilégio ou exclusão por pertencer a qualquer gênero, bastando apenas sua posição de cidadão no tocante a diretos e deveres civis, e o respeito à sua pessoa enquanto ser humano, considerados todos os seus antecedentes, atenuantes e agravantes.
GNOSE

Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #31 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 15:39:45 »
As feministas defendem o "meu corpo minhas regras" só para as coisas que elas aprovam

Hein?

Isso não é já implícito, inerente a frase?

Você tem que estar tentando dizer alguma coisa aí que simplesmente não captei, como esses mesmos feministos e feministas serem contra mulheres fazerem o que quiserem com seus corpos (como por exemplo?).... é isso?

Mais ou menos assim:

-Vou abortar (feminista)
-isso é pecado! (conserva)
-meu corpo, minhas regras! (feminista)

-------

- vou alisar o cabelo (afro-descendente)
- mas isso é se vender ao patriarcado sis-europeu colonialista! (feminista)
- meu corpo minhas regras! (afro-descendente)
- você está fora do nosso grupo porque não toleramos vendidas!  (feminista)

Entendi perfeitamente o que você quis dizer Lorentz. "Meu corpo minhas regras" só vale se estiver de acordo com o que as feministas pensam.
Exemplo:
"Sou gorda e sou feliz" (empoderada)
"Quero ser musa fitness" (idiota)
Vejam esse vídeo:
Em um determinado momento, a gorda do vídeo fala "tem mulheres que chegam a tirar costela pra ficar com cintura fina". Ou seja, um homem ou mulher se mutilar pra "mudar" de sexo, tá certo. Tirar uma costela pra ter o corpo que deseja, errado

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #32 Online: 06 de Fevereiro de 2018, 16:28:14 »
Entendi. É por aí mesmo. Já vi até umas colocações contrárias ao "feminismo individualista", ou algum termo assim, sob a noção de que algum comitê feminista seria melhor sabedor do que é o melhor para cada mulher do que ela mesma.


Pode até parecer apenas semântica, e eu não costumo atentar muito pra isso, mas "igualdade de gêneros" soa como se houvesse uma pretensão de que houvesse somente um gênero, o qual nem ouso imaginar qual seria; tenho mais apreço para "equidade de gêneros", não havendo neste caso nenhum privilégio ou exclusão por pertencer a qualquer gênero, bastando apenas sua posição de cidadão no tocante a diretos e deveres civis, e o respeito à sua pessoa enquanto ser humano, considerados todos os seus antecedentes, atenuantes e agravantes.

Acho que etimologicamente essas palavras são sinônimas (equidade e igualdade). Imagino que a maioria das pessoas tenha um pensamento similar ao seu, mesmo aquelas que se colocam como feministas(os) mais engajadas(os).

Embora uma parte dessas e mesmo dos "não engajados" ("feminismo = igualdade/não-misoginia") vá também ver desigualdades sociais de gênero como tendo sempre origens em discriminação sexista que precisa ser combatida, nunca considerando uma estratificação de gostos e aspirações (o que nem requer cogitar bases biológicas para isso). Exemplo recente é a Natalie Portman "alfinetando" quando apresentava uma premiação, "e agora, os unicamente homens indicados a melhor diretor".

Mas uma minoria parece de fato ser meio que "pós-gênero" da vida e acreditar que na verdade todo mundo gostaria de ser meio andrógino(a) hermafroditóide, só não sendo por opressão capitalista cis-patriarcal européia.

Offline André Luiz

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Re:Libertação masculina
« Resposta #33 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 12:12:34 »
As feministas foram muito zoadas no recente rolo das modelos na Fórmula 1, foi divertido ver elas dando tela azul
« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2018, 15:26:28 por André Luiz »

Offline Brienne of Tarth

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Re:Libertação masculina
« Resposta #34 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 12:34:50 »
As feministas foram muito zoadas no recente rolo das modelos na Fórmula 1, foi divertido ver eles dando tela azul

"Seu corpo, nossas regras"   :P
GNOSE


Offline Lorentz

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Re:Libertação masculina
« Resposta #36 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 16:35:41 »
Algumas pessoas, homens inclusive, estavam aplaudindo o fim das grid girls porque "basta desse negócio de mostrar mulheres de bikini ou semi-nuas no esporte de maneira objetificada".

Aí foram ridicularizados por fãs do esporte porque claramente nunca tinham assistido a uma corrida sequer para poderem opinar:

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #37 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 16:58:17 »




Eu não acho que é uma tragédia humanitária, mas também não questiono os questionamentos, ou a decisão dos produtores do evento em darem a imagem que acharem mais adequada ao que supõem ser a audiência.

Offline Lorentz

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Re:Libertação masculina
« Resposta #38 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 17:24:47 »



Vai extinguir uma profissão inteira em 2018 por causa de como elas se vestiam há 40 anos?
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Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #39 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 17:31:23 »
Eu acredito que esse excesso de homens sensíveis atualmente (desses que aplaudem o fim das gris girls) não é uma questão puramente cultural não. Estudos demonstram que o nivel de testosterona tem caído ao longo das décadas. Agora não sei qual a causa e qual o efeito. Não sei se a sensibilização dos homens está levando ao declínio da testosterona ou se o declínio desta está transformando homens em ladies...
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/965798-homens-tem-niveis-de-testosterona-cada-vez-mais-baixos.shtml

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #40 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 17:34:02 »
Se você acredita que promove melhor o seu evento assim, por mudanças nas preferências da audiência, deve ser livre para fazê-lo.

Dificilmente você terá o poder de "extinguir uma profissão" assim, a menos que tenha um monopólio muito ferrado.



Eu acredito que esse excesso de homens sensíveis atualmente (desses que aplaudem o fim das gris girls) não é uma questão puramente cultural não. Estudos demonstram que o nivel de testosterona tem caído ao longo das décadas. Agora não sei qual a causa e qual o efeito. Não sei se a sensibilização dos homens está levando ao declínio da testosterona ou se o declínio desta está transformando homens em ladies...
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/965798-homens-tem-niveis-de-testosterona-cada-vez-mais-baixos.shtml

Não deve ser um fenômeno com um motor "hormonal", mas simplesmente mudanças de valores culturais mesmo.

Ainda que mesmo coisas como ter um filho ou filha altere o perfil hormonal mesmo dos homens, e isso também contribua para mudanças de perspectiva políticas, mais "esquerdistas". Mas acho que a parte hormonal deve ter uma correlação muito pequena  (o efeito de testosterona no comportamento é altamente não-linear), e talvez no sentido oposto, sendo mais conseqüência de não ter isso como um ideal para as filhas e etc.

Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #41 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 17:52:02 »
Se você acredita que promove melhor o seu evento assim, por mudanças nas preferências da audiência, deve ser livre para fazê-lo.

Dificilmente você terá o poder de "extinguir uma profissão" assim, a menos que tenha um monopólio muito ferrado.



Eu acredito que esse excesso de homens sensíveis atualmente (desses que aplaudem o fim das gris girls) não é uma questão puramente cultural não. Estudos demonstram que o nivel de testosterona tem caído ao longo das décadas. Agora não sei qual a causa e qual o efeito. Não sei se a sensibilização dos homens está levando ao declínio da testosterona ou se o declínio desta está transformando homens em ladies...
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/965798-homens-tem-niveis-de-testosterona-cada-vez-mais-baixos.shtml

Não deve ser um fenômeno com um motor "hormonal", mas simplesmente mudanças de valores culturais mesmo.

Ainda que mesmo coisas como ter um filho ou filha altere o perfil hormonal mesmo dos homens, e isso também contribua para mudanças de perspectiva políticas, mais "esquerdistas". Mas acho que a parte hormonal deve ter uma correlação muito pequena  (o efeito de testosterona no comportamento é altamente não-linear), e talvez no sentido oposto, sendo mais conseqüência de não ter isso como um ideal para as filhas e etc.

  Pode não ser linear comparando indivíduos, mas comparando populações é provável que sim. Mulheres e homens têm escolhas diferentes inclusive por causa disso. É só pensar no paradoxo da igualdade (na Noruega, se não me engano)

Offline Skeptikós

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Re:Libertação masculina
« Resposta #42 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 18:20:59 »
A maioria das pessoas que aplaudiram a decisão da empresa que controla a F1, não são consumidores deste esporte e muito provavelmente não virarão consumidores depois disso (assim como os críticos da falta de investimento no futebol feminino não foram aos estádios quando o primeiro campeonato brasileiro de futebol feminino foi organizado, mesmo com entradas gratuitas para os jogos). As críticas ao uso das grid girls para promoverem o esporte eram em sua maioria sem nexo, como estas de que elas andavam semi-nuas, prova que os críticos não consomem o esporte ou são desonestos ao ponto de mentirem descaradamente. A justificativa de que as grid girls são dispensáveis para a promoção do esporte é evidente, o fato da empresa tomar uma decisão como essa ser um direito é mais do que evidente, já a afirmativa de que seu uso fortalece a objetificação e inferiorização da mulher é no mínimo discutível.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #43 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 19:27:11 »
Se você acredita que promove melhor o seu evento assim, por mudanças nas preferências da audiência, deve ser livre para fazê-lo.

Dificilmente você terá o poder de "extinguir uma profissão" assim, a menos que tenha um monopólio muito ferrado.



Eu acredito que esse excesso de homens sensíveis atualmente (desses que aplaudem o fim das gris girls) não é uma questão puramente cultural não. Estudos demonstram que o nivel de testosterona tem caído ao longo das décadas. Agora não sei qual a causa e qual o efeito. Não sei se a sensibilização dos homens está levando ao declínio da testosterona ou se o declínio desta está transformando homens em ladies...
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/965798-homens-tem-niveis-de-testosterona-cada-vez-mais-baixos.shtml

Não deve ser um fenômeno com um motor "hormonal", mas simplesmente mudanças de valores culturais mesmo.

Ainda que mesmo coisas como ter um filho ou filha altere o perfil hormonal mesmo dos homens, e isso também contribua para mudanças de perspectiva políticas, mais "esquerdistas". Mas acho que a parte hormonal deve ter uma correlação muito pequena  (o efeito de testosterona no comportamento é altamente não-linear), e talvez no sentido oposto, sendo mais conseqüência de não ter isso como um ideal para as filhas e etc.

  Pode não ser linear comparando indivíduos, mas comparando populações é provável que sim. Mulheres e homens têm escolhas diferentes inclusive por causa disso. É só pensar no paradoxo da igualdade (na Noruega, se não me engano)

Mesmo populações. Não acho que seja bem estabelecido que são diferenças hormonais influenciando significativamente escolhas diferentes entre homens e mulheres. E mesmo isso de paradoxo de igualdade é bobagem. Historicamente, homens e mulheres foram preferindo profissões cada vez menos "másculas", menos exigentes, sempre que acessíveis.


Citar
Testosterone rules: it takes more than just a hormone to make a fellow's trigger finger itch

Discover, March, 1997
Robert Sapolsky. Professor of Biological Sciences, Neurology and Neurological Sciences at
Standford University

[...]
Difficult though scientists with physics envy find it to believe, interindividual differences in
testosterone levels don't predict subsequent differences In aggressive behavior among
individuals. Similarly, fluctuations in testosterone levels within one individual over time don't
predict subsequent changes in the levels of aggression in that one individual -- get a hiccup
in testosterone secretion one afternoon and that's not when the guy goes postal.
Look at our confusing state: normal levels of testosterone are a prerequisite for normal
levels of aggression. Yet if one male's genetic makeup predisposes him to higher levels of
testosterone than the next guy, he isn't necessarily going to be more aggressive. Like
clockwork, that statement makes the students suddenly start coming to office hours in a
panic, asking whether they missed something, in their lecture notes.
Yes, its going to be on the final, and it's one of the more subtle points in endocrinology --
what's referred to as a hormone having a permissive effect." Remove someones testes and,
as noted, the frequency of aggressive behavior is likely to plummet. Reinstate pre-castration
levels of testosterone by injecting the hormone, and pre-castration levels of aggression
typically return. Fair enough. Now, this time, castrate an individual and restore testosterone
levels to only 20 percent of normal. Amazingly, normal pre-castration levels of aggression
come back. Castrate and now introduce twice the testosterone levels from before castration,
and the same level of aggressive behavior returns. You need some testosterone around for
normal aggressive behavior. Zero levels after castration, and down it usually goes@
quadruple levels (the sort of range generated in weight filters abusing anabolic steroids), and
aggression typically increases. But anywhere from roughly 20 percent of normal to twice
normal and its all the same. The brain can't distinguish among this wide range of basically
normal values.

If you knew a great deal about the genetic makeup of a bunch of males, enough to
understand how much testosterone they secreted into their bloodstream, you still couldn't
predict levels of aggression among those individuals. Nevertheless, the subtraction and
reinstatement data seem to indicate that, in a broad sort of way, testosterone causes
aggressive behavior. But that turns out not to be true either, and the implications of this are
lost on most people the first 30 times they hear about it. Those implications are important,
however -- so important that its worth saying 31 times.
Round up some male monkeys. Put them in a group together and give them plenty of time to
sort out where they stand with each other -- grudges, affiliative friendships. Give them
enough time to form a dominance hierarchy, the sort of linear ranking in which number 3, for
example, can pass his day throwing around his weight with numbers 4 and 5, ripping off
their monkey chow, forcing them to relinquish die best spots to sit in, but numbers 1 and 2
still expect and receive from him the most obsequious brownnosing.
Hierarchy in place, its time to do your experiment. Take that third-ranking monkey and give
him some testosterone. None of this within-the-normal-range stuff. Inject a ton of it, way
higher than what you normally see in rhesus monkeys, give him enough testosterone to
grow antlers and a beard on every neuron in his brain. And, no surprise, when you check the
behavioral data, he will probably be participating in more aggressive interactions than
before.
So even though small fluctuations in the levels of the hormone don't seem to matter much,
testosterone still causes aggression, right? Wrong. Check out number 3 more closely. Is he
raining aggressive terror on everyone in the group, frothing with indiscriminate violence? Not
at all. He's still judiciously kowtowing to numbers I and 2 but has become a total bastard to
numbers,1 and 5. Testosterone isn't causing aggression, its exagerating the aggression
that's already there.
Another example, just to show we're serious. There's a part of your brain that probably has
lots to do with aggression, a region called the amygdala. Sitting near It is the Grand Central
Station of emotion-related activity in your brain, die hypothalamus. The amygdala
communicates with the hypothalamus by way of a cable of neuronal connections called the
stria terminals. (No more argon, promise.) The amygdala influences aggression via that
pathway, sending bursts of electrical excitation that ripple down the stria terminalis to the
hypothalamus and put it in a pissy mood.
Once again, do your hormonal intervention: flood die area with testosterone. You can inject
the hormone into the bloodstream, where it eventually makes its way to the amygdala. You
can surgically microinject the stuff directly into the area. In a few years, you may even be
able to construct animals with extra copies of the genes that direct testosterone synthesis,
producing extra hormone that way. Six of one, half a dozen of the other. The key thing is
what doesn't happen next. Does testosterone make waves of electrical excitation surge down
the stria terminalis? Does it turn on that pathway? Not at all. If and only if the amygdala is
already sending an excited volley down the stria terminalis, testosterone Increases the rate
of such activity by shortening the resting time between bouts. It's not turning on the
pathway, its increasing the volume of signaling if it is already turned on. Its not causing
aggression, its exaggerating the pre-existing pattern of it, exaggerating the response to
environmental triggers of aggression.
In every generation, it is the duty of behavioral biologists to try to teach this critical point,
one that seems a maddening cliche once you get it. You take that hoary old dichotomy
between nature and nurture, between intrinsic factors and extrinsic ones, between genes and
environment, and regardless of which behavior and underliving biology you're studying, the
dichotomy is a sham. No genes. No environment. just the interaction between the two.
Do you want to know how important environment and experience are in understanding
testosterone and aggression? Look back at how the effects of castration are discussed
earlier. There were statements like Remove the source of testosterone in species after
species and levels of aggression typically plummet." Not remove the source... and aggression
always goes to zero." On the average it declines, but rarely to zero, and not at all in some
individuals. And the more social experience an individual had being aggressive prior to
castration, the more likely that behavior persists sans cojones. In the right context, social
conditioning can more than make up for the complete absence of the hormone.
A case in point. the spotted hyena. These animals are fast becoming the darlings of
endocrinologists, sociobiologists, gynecologists, and tabloid writers because of their wild sex
reversal system. Females are more muscular and more aggressive than males, and are
socially dominant to them, rare traits in the mammalian world. And get this@ females
secrete more of certain testosterone-related hormones than the males do, producing
muscles, aggression, and masculinized private parts that make it supremely difficult to tell
the sex of a hyena. So high androgen levels would seem, again, to cause aggression and
social dominance. But that's not the whole answer.
High in the hills above the University of California at Berkeley is the worlds largest colony of
spotted hyenas, massive bone-crunching beasts who fight each other for the chance to have
their ears scratched by Laurence Frank, the zoologist who brought them over as infants from
Kenya. Various scientists are studying their sex reversal system. The female hyenas are
bigger and more muscular than the males and have the same weirdo genitals and elevated
androgen levels as their female cousins back in the savanna. Everything is just as it is m the
Wild -- except the social system. As those hyenas grew up, there was a very significant delay
in the time it took for the females to begin socially dominating the males, even though the
females were stoked on androgens. They had to grow up without the established social
system to learn from.
When people first realize that genes have a great deal to do with behavior -- even subtle,
complex, human behavior they are often struck With an initial evangelical enthusiasm,
placing a converts faith in the genetic components of the story. This enthusiasm is typically
reductivity because of physics envy, because reductionism is so impressive, because it would
be so nice if there were a single gene (or hormone or neurotransmitter or part of the brain)
responsible for everything. But even if you completely understood how genes regulate all the
important physical factors involved in aggression-testosterone synthesis and secretion, the
brains testosterone receptors, the amygdala neurons and their levels of transmitters, the
favorite color of the hypothalamus -- you still wouldn't be able to predict levels of aggression
accurately in a group of normal individuals

[...]

"Testosterone equals aggression" is inadequate for those who would offer a simple biological
solution to die violent male. And "testosterone equals aggression" is certainly inadequate for
those who would offer the simple excuse that boys will be boys. Violence is more complex
than a single hormone, and it is supremely rare that any of our behaviors can be reduced to
genetic destiny. This is science for the bleeding-heart liberal: the genetics of behavior is
usually meaningless outside the context of the social factors and environment in which it
occurs.

www.elcervellsocial.net/backend/imagenes_panel/almacen_documentos/Sapolsky.pdf










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Ecological variability of hormonal concentrations in modern humans.

V Bets L.

Department of Anthropology, Faculty of Biology, Moscow State University, Moscow, Russia. bets@soil.msu.ru
Abstract

In a sample of 53 groups of adult males the regularity of spatial variability of hormonal concentrations (testosterone, estradiol, E/T index) was determined. The range of normal biochemical variations of sex hormones in different ethnic-geographical groups was revealed. The hormonal status of different ethnic groups was compared from the point of view of adaptation. The research results present new information on biological individuality and the factors defining it. The hormonal activity optimum depends on ecological factors and serves as a basis for the ecological monitoring of human health.




http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16079596




Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #44 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 21:33:45 »
Homens, muito mais que mulheres, se envolvem em brigas e situações de risco. Aliás, agressões são a segunda causa de morte nos homens e quinta causa nas mulheres. Em homens jovens as agressões são a primeira causa de morte.  Aquele primeiro estudo que você mostrou, pelo que entendi, mostra que não houve diferença de agressividade nos indivíduos em si em relação ao nível de testosterona. Mas em nível populacional há sim (vide homens e mulheres). E o paradoxo da igualdade não é bobagem. É um fato

Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #45 Online: 07 de Fevereiro de 2018, 22:03:32 »
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/019188699400177T Este artigo mostra que prisioneiros mais violentos tinham maiores níveis de testosterona quando comparados com prisioneiros menos violentos. Ou seja, comparando populações, e não indivíduos, existe relação entre testosterona e comportamento

Offline Pedro Reis

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Re:Libertação masculina
« Resposta #46 Online: 08 de Fevereiro de 2018, 01:16:03 »
Mais uma vez feministas restringindo o mercado de trabalho para as mulheres.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Libertação masculina
« Resposta #47 Online: 08 de Fevereiro de 2018, 01:24:45 »
Homens, muito mais que mulheres, se envolvem em brigas e situações de risco. Aliás, agressões são a segunda causa de morte nos homens e quinta causa nas mulheres. Em homens jovens as agressões são a primeira causa de morte.  Aquele primeiro estudo que você mostrou, pelo que entendi, mostra que não houve diferença de agressividade nos indivíduos em si em relação ao nível de testosterona. Mas em nível populacional há sim (vide homens e mulheres).

É mais complicado.

Eu não pretendi sugerir que não haja diferenças de comportamento entre homens e mulheres, machos e fêmeas; elas existirem contudo não coloca a diferença de níveis hormonais automaticamente como causa; mulheres violentas não terão níveis hormonais masculinos, e homens não violentos não têm níveis hormonais de mulher.

A direção causal não é só "hormônio -> comportamento". Se o seu time de futebol para o qual você torce ganha, o seu nível de testosterona aumenta; se ele perde, o nível abaixa. O mesmo se aplica com outros perfis de atividade, como ser mais ou menos violento. É necessário um aumento muito grande, artificial, de testosterona para este ter um efeito mensurável.

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<a href="https://www.youtube.com/v/LpdNEd8fWcw" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/LpdNEd8fWcw</a>

[...] testosterone is needed for the normal expression the behavior but it is not necessary or sufficient, and your brain your limbic system, can't tell the difference between moderate medium and very high levels of testosterone. There's no way you could look at an individual's testosterone levels and because it's two units higher than it was last week or higher than the person sitting next to them to make any sort of prediction about who is going to be more aggressive.

When you see a correlation between levels of aggression and levels of testosterone it's the behavior driving the testosterone not the other way around. [...]






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E o paradoxo da igualdade não é bobagem. É um fato

É fato como "paradoxo da igualdade", a observação em si de mulheres (e homens) evitarem trabalhos mais pesados/másculos sempre que possível, mas não a conclusão de que o observado é a manifestação de um comportamento puramente genético, dissociado de socialização diferenciada, pois isso não existe. Mesmo nos países mais igualitários, meninos e meninas são criados diferentemente desde o berço, mesmo por pais igualitaristas.





http://www.edge.org/3rd_culture/debate05/spelke.slides.html


Quando a cultura é diferente, se observam até inversões de padrões típicos:

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http://freakonomics.com/podcast/women-are-not-men-a-new-freakonomics-radio-podcast/

...

LECHTENBERG: They started with two opposing hypotheses.

GNEEZY: The first one is that culture is not really important. It’s the same story as my kids. We are born differently and we just react to this. And the alternative hypothesis is that when women are brought up in a culture in which dealing with money, making decisions is part of the daily routine and that’s what they observe as girls, they’re going to be just as competitive as men.

LECHTENBERG: And what did they find?

GNEEZY: And that’s what we found. We found that culture was extremely important.

LECHTENBERG: Before we delve into the results, remember how the game worked: players had two options. They could get paid x amount for every time they made a basket. Or, they could pick the more competitive option and get paid three times that amount if they did better than their anonymous opponent. So how did the Khasi people do? Fifty-four percent of Khasi women picked the more competitive option. Thirty-nine percent of Khasi men made the same choice. Khasi women were more likely to choose to compete than even the super-patriarchal Masai men we heard about earlier.

GNEEZY: So the implications are clear. It’s not that men and women are not born differently. I’m sure they are. And you can come up with good evolutionary stories about why men are more competitive than women. What we showed is that’s not the only factor that goes in, which again is not a big surprise, but the other factor, the culture is so big, can be so big that it can just overturn the results. So if you grow up in a matrilineal society, women are actually more competitive than men. So it can completely override any evolutionary explanation, any nature kind of reason. Nurture could be that big. And I think that’s the main result of this study is that in the right environment, women are going to be just as competitive as men.

...



Então essas diferenças de níveis de testosterona nos homens ao longo das décadas não devem estar sendo a origem de mudanças de valores tangentes ao respeito às mulheres, e provavelmente, tampouco vice-versa.

Offline Gigaview

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Re:Libertação masculina
« Resposta #48 Online: 08 de Fevereiro de 2018, 02:32:58 »
Quanto tempo ainda vai demorar para assumirem o automobilismo como esporte gay dos gays "machos"? O autódromo sempre foi um imenso armário.

Offline Marcel

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Re:Libertação masculina
« Resposta #49 Online: 08 de Fevereiro de 2018, 11:16:46 »
Mais uma vez feministas restringindo o mercado de trabalho para as mulheres.
.  Se continuar desse jeito, sério mesmo, vai voltar a ser proibido mulheres serem atrizes, e os homens vão interpretar papéis femininos, igual nos tempos de Shakespeare (ouvi dizer que era assim)

 

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