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Você é feminista?

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Autor Tópico: Feminismo  (Lida 13652 vezes)

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Offline Gabarito

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Re:Feminismo
« Resposta #325 Online: 27 de Setembro de 2017, 18:40:34 »

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O feminismo não gosta das princesas, das recatadas e das “do lar”
By Vanessa Rodrigues -
20/10/2016

O primeiro lugar onde tive contato com o feminismo foi na universidade pública. Desse período, lembro de uma frase em particular que escutei e li (principalmente em pichações) e que provavelmente é a frase favorita dos militantes desse movimento: “Lugar de mulher é onde ela quiser!”. À primeira vista, parece uma frase muito bonita, não é? Podemos interpretar que denota força, luta por direitos, liberdade ou o tão famoso “empoderamento” da mulher. O problema é que o discurso não condiz com a realidade. Mesmo me formando em um curso essencialmente de humanas, nunca me deixei seduzir por essas palavras que, apesar de aparentemente terem um significado profundo, na verdade são falsas.

Cheguei a duas conclusões a respeito do feminismo. A primeira é que os integrantes do movimento falam bastante em luta contra os padrões impostos pela sociedade “machista e patriarcal”, ao mesmo tempo em que elas mesmas impõem padrões, inclusive estéticos, ao grupo. Sim, porque se vestir mal, escrever utilizando uma linguagem supostamente sem gênero mas que na verdade não passa de um miguxês dos tempos de Orkut adaptado, repetir os mesmos jargões e palavras de efeito como se fosse membro de uma seita religiosa (“machista! fascista! opressão!”), passar a impressão que não cuida de si mesma e mudar completamente a aparência física depois do ingresso na universidade também é uma forma de impor e seguir padrões previamente estabelecidos por um grupo. Até hoje, ainda não vi uma feminista militante que não tenha aquela típica aparência bizarra da antes e depois da federal.

A segunda conclusão é que a frase “lugar de mulher é onde ela quiser” só vale caso essa mulher siga os padrões de uma típica mulher moderna do século XXI. Essa mulher tem que seguir uma carreira, ter mestrado, doutorado, viajar pelo mundo, não saber cozinhar, ter faxineira, não pensar em casamento, fazer sexo com vários homens antes de casar (e se casar, né?), ser politicamente correta, etc. Caso você seja uma mulher que tenha interesses domésticos, siga princípios cristãos ou simplesmente trabalhe no lar, você não é vista por essas supostas defensoras da liberdade feminina como uma mulher livre e que merece ser respeitada pela sua escolha. Sim, escolha! Essas pessoas parecem não entender que existem mulheres que optam por cuidar da casa, que possuem gosto por afazeres domésticos ou cuidar da própria família. É claro que, no discurso do movimento, é sustentada a versão de que o feminismo é para todas, mas sabemos que não é verdade. O mais recente exemplo foi a polêmica renascida das cinzas com o projeto Escola de Princesas, que inclusive abrirá uma filial na cidade de São Paulo.

A Escola de Princesas é um projeto, segundo o site, “criado para levar ao coração de meninas valores e princípios morais e sociais que as ajudarão a conduzir sua própria vida com sabedoria e discernimento”. Dentre os módulos do curso, há aulas de etiqueta, alimentação, educação financeira, culinária básica, primeiros socorros, costura, limpeza, funcionamento de ambientes, etc. Qual o problema de uma menina, por escolha dos pais, aprender a manter uma casa organizada, saber realizar um orçamento doméstico ou cozinhar? Não deveria haver nenhum, visto que essas coisas são extremamente necessárias e úteis na vida adulta, inclusive para homens.

Entretanto, segundo as mesmas supostas defensoras da liberdade da mulher “fazer o que quiser”, o fato dessa escola existir é um retrocesso machista, uma escola de Amélias que perpetua o conservadorismo. Percebem a diferença? Você pode ser o que quiser, menos uma mulher que procure desenvolver prendas domésticas, do lar. Será que haveria toda essa revolta se a escola em questão fosse exclusiva para meninos que querem tornar-se princesas? Duvido. A iniciativa seria louvada por “romper paradigmas de preconceito com crianças transgênero”.

Um dos cursos oferecidos pela escola também fala em “restauração de valores morais e princípios do matrimônio”, mas, novamente, qual o problema de uma menina ter contato com esse tipo de ideia? Independente do que ela escute no curso, não quer dizer necessariamente que irá crescer com a ideia na cabeça e que a leve ao pé da letra na adolescência e idade adulta, ou mesmo que essa mesma menina, que na infância almeja se tornar princesa, cresça, passe no vestibular em um curso qualquer em universidade federal e se torne… feminista.

Nessa mesma semana, a chanceler alemã Angela Merkel ouviu do Presidente da Nigéria, Muhamadu Buhari, que o lugar de sua esposa era na cozinha e nos demais cômodos da casa. A chanceler manteve a pose diplomática e ignorou o comentário. Alguém viu alguma feminista falando que isso é retrógrado? Cadê a Emma Watson, embaixadora da boa vontade da ONU, protestando no Twitter? Até agora não vi absolutamente nenhuma, afinal, quando o discurso machista vem de “minorias” ou é cultural, como no caso do Islã, nenhuma feminista ousa contestar, agindo com a mais pura submissão que tanto dizem combater.

Minha conclusão: lugar de mulher é onde ela quiser, incluindo a Escola de Princesas ou a cozinha, e isso só não é possível quando você é a esposa do presidente da Nigéria ou nasceu num país islâmico onde é obrigada a seguir regras religiosas opressoras.

O atual movimento feminista, além de ser o braço (mimimizento) da esquerda, é sinônimo de hipocrisia e desonestidade. Para as feministas, você só é mulher digna de ser defendida e respeitada caso siga os preceitos defendidos pelo movimento, do contrário, é motivo de chacota.

Offline Skeptikós

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Re:Feminismo
« Resposta #326 Online: 27 de Setembro de 2017, 20:41:03 »
Hehe, agora vai dar treta.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Brienne of Tarth

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Re:Feminismo
« Resposta #327 Online: 28 de Setembro de 2017, 14:28:09 »
Eu concordo com tudo o que ela falou aí, assino embaixo mesmo.

Aliás, estou pensando em montar o inverso, aqui no DF: Escola de Príncipes, com um currículo parecido, mas eu pensava em futuros Rodrigos Hilberts... :hihi:
GNOSE

Offline Lorentz

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Re:Feminismo
« Resposta #328 Online: 28 de Setembro de 2017, 15:24:58 »
Aliás, estou pensando em montar o inverso, aqui no DF: Escola de Príncipes, com um currículo parecido, mas eu pensava em futuros Rodrigos Hilberts...

Se isso ajudar a "pegar mulher" (ui, que machismo), pode ter certeza que será lucrativo.

Tem uma coisa que acho muito engraçado é que no time do Jovem Nerd tem uma cara marombeiro, e ele vive falando que malha pesado pra "pegar mulher". Só que o engraçado é que tem um outro cara amigo deles que também tem a fama de pegador, só que não malha, tem somente 3 dedos em cada mão por defeito genético, é feio e barrigudo, bebe muito (foi alcoólatra) e meio maluco. No fim, chego a conclusão que o marombeiro malha por puro gosto pessoal, talvez um narcisismo, mas tem vergonha de admitir.
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Offline JJ

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Re:Feminismo
« Resposta #329 Online: 30 de Setembro de 2017, 09:03:41 »

Minha conclusão: lugar de mulher é onde ela quiser, incluindo a Escola de Princesas ou a cozinha, e isso só não é possível quando você é a esposa do presidente da Nigéria ou nasceu num país islâmico onde é obrigada a seguir regras religiosas opressoras.




Como  na  amigona    Arábia Saudita   tão amada do amigão  que lhe dá apoio e proteção.

 
« Última modificação: 30 de Setembro de 2017, 09:21:30 por JJ »

Offline JJ

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Re:Feminismo
« Resposta #330 Online: 30 de Setembro de 2017, 09:11:24 »
UMA VIDA SEM DIREITOS


Mulheres na Arábia Saudita: uma vida de opressão


O paradoxo da Arábia Saudita, um dos países que mais oprime as mulheres, ser eleita para a Comissão dos Direitos das Mulheres da ONU
28 maio, 2017



Situação das sauditas não é uma prioridade da comunidade internacional (Foto: King Khalid Foundation)


Em abril deste ano, a Arábia Saudita foi eleita para um mandato de quatro anos na Comissão dos Direitos das Mulheres da ONU. A ascensão ao posto ocorreu apenas uma semana após uma jovem saudita de 24 anos ser capturada em um aeroporto de Manila, nas Filipinas, quando tentava fugir para Austrália. Ela foi levada de volta à força para seu país de origem.


Dina Ali Lasloom fugiu da Arábia Saudita para o vizinho Kuwait. De lá, ela pegou um voo para a Austrália, com escala em Manila. Ela fugia de um casamento forçado imposto pela família e planejava pedir asilo na Austrália para iniciar uma vida nova em Sydney. Os planos, no entanto, foram por água abaixo. Assim que Dina desceu do avião em Manila viu três homens se aproximando. Eles a pegaram a força, confiscaram seu passaporte e a levaram para um hotel, onde ficou confinada até que seus tios chegassem à cidade para levá-la de volta para casa.


Antes de ser pega, Dina pediu o celular emprestado de uma turista canadense e gravou um vídeo desesperado pedindo por ajuda. “Meu nome é Dina Ali e sou uma mulher saudita que fugiu da Arábia Saudita para a Austrália em busca de asilo”, diz ela na gravação, afirmando temer violência por parte de parentes que vieram captura-lá. “Por favor, me ajude. Estou gravando esse vídeo para obter ajuda e provar que sou real, estou aqui”. Em seguida ela é levada por agentes do aeroporto, chorando e argumentando que nenhum dos homens que vieram buscá-la era seu pai e que seria ferida caso retornasse ao país de origem (confira aqui o momento em que ela tenta argumentar). De nada adiantou, ela foi levada para o hotel.


Os tios de Dina chegaram a Manila, buscaram a sobrinha no hotel e a levaram à força para um voo da Saudi Arabia Airlines com destino à capital saudita Riad. Os passageiros do voo relataram à Reuters terem visto uma mulher sendo forçada a entrar no avião enquanto gritava. “Eu escutei uma mulher gritando. Então vi dois ou três homens carregando-a Eles não eram filipinos. Pareciam árabes”, disse à Reuters uma mulher filipina que não quis se identificar. Desde então, Dina não foi mais vista. Ativistas acreditam que ela esteja em uma prisão para mulheres.


Infelizmente, o caso de Dina não é um fato isolado. A Arábia Saudita é um dos países mais rígidos do mundo para mulheres. O sistema patriarcal obriga a uma segregação perversa entre gêneros. As mulheres sauditas são obrigadas a ter um guardião homem (que pode ser o pai, o marido ou até o próprio filho). Neste sistema, ela precisa da autorização do seu guardião para basicamente tudo: estudar, viajar, casar ou ter acesso a serviços públicos. Desta forma, elas são tratadas como “menores de idade permanentes”. Não é a toa que, em média, mil mulheres fogem do país todos os anos.


A Arábia Saudita também proíbe as mulheres de dirigir e caso ela tenha alguma renda própria, esta é controlada, investida e dada de volta a ela em pequenas frações por seu guardião. Além disso, todos os anos, mulheres sauditas são condenadas por crimes relacionados à moral, como, por exemplo, ser flagrada na companhia de um homem que não seja seu parente, ser acusada por um homem da família de tentar fugir de casa ou de desobedecer a família. Este último é um crime passível de encarceramento imediato. “O mais terrível é que, uma vez que uma mulher é presa em alguma instituição, ela só pode ser libertada sob a custódia de um parente homem, do contrário pode ficar a vida inteira na prisão ou em um abrigo do governo”, disse, ao New York Times, a ativista saudita Hala al-Dosari.


O uso das mulheres como moeda de barganha também é comum. No mesmo dia em que Dina foi capturada em Manila, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, desembarcou em Riad para uma visita oficial. Aparentemente, para a Duterte, a liberdade de uma mulher parecia passível de sacrifício para agradar o governo de um país onde trabalham cerca de 760 mil filipinos.


A situação das mulheres sauditas não é uma prioridade da comunidade internacional. Dificilmente, o assunto veio à tona na visita oficial da família Trump ao país. Na visita, Ivanka Trump se reuniu com um grupo de mulheres sauditas e disse a elas ter observado um progresso “encorajador” na questão dos direitos das mulheres sauditas. O encontro foi liderado pela princesa Reema Bint Bandar al-Saud, vice-presidente para assuntos femininos do Ministério dos Esportes. O cargo da princesa é altamente questionável em um país onde as mulheres são proibidas de praticar esportes.


Durante a visita, Trump fechou um acordo de US$ 110 bilhões com o governo saudita para a venda de armas. Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita se comprometeram a doar apenas US$ 100 milhões para o fundo para mulheres criado por Ivanka.


O descaso se torna ainda mais chocante diante a eleição do país para a Comissão dos Direitos das Mulheres da ONU. “A Arábia Saudita provavelmente tem os piores resultados em todo o mundo na área de liberdade religiosa e direitos das mulheres. Eleger a Arábia Saudita para proteger os direitos das mulheres é como escolher um incendiário para chefe dos bombeiros”, criticou o diretor executivo da Ong ONU Watch, Hillel Neuer.


A Arábia Saudita não deve ser tratada apenas como um país conservador, com valores diferentes que devem ser respeitados. Tamanha repressão às mulheres requer uma resposta internacional urgente.


http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/mulheres-na-arabia-saudita-uma-vida-de-opressao/


« Última modificação: 30 de Setembro de 2017, 09:16:47 por JJ »

Offline JJ

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Re:Feminismo
« Resposta #331 Online: 30 de Setembro de 2017, 09:12:08 »


Mas a Arábia Saudita é a ditadura  amigona  do peito.



« Última modificação: 30 de Setembro de 2017, 09:15:06 por JJ »

Offline Lorentz

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« Resposta #332 Online: 30 de Setembro de 2017, 16:59:31 »


Mas a Arábia Saudita é a ditadura  amigona  do peito.





Você queria que os EUA iniciassem uma guerra contra eles?
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Offline JJ

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« Resposta #333 Online: 30 de Setembro de 2017, 17:31:58 »
Você queria que os EUA iniciassem uma guerra contra eles?


Guerra não. Mas que cortasse relações econômicas e diplomáticas.  E talvez sanções econômicas bem amplas. 



Offline Lorentz

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« Resposta #334 Online: 30 de Setembro de 2017, 21:33:01 »
Você queria que os EUA iniciassem uma guerra contra eles?


Guerra não. Mas que cortasse relações econômicas e diplomáticas.  E talvez sanções econômicas bem amplas. 




Você tem noção do que diz? Se seguir por esta linha, todos os países "decentes" (por que só os EUA?) deveriam cortar relações com quase todo o oriente médio, China, Rússia, narco-repúblicas e mais algumas dezenas de países que promovem alguma coisa ruim (Japão caçando baleias, por ex.).

No fim, seria uma bagunça.

Aliás, a melhor maneira de melhorar as condições humanitárias de um país é justamente expô-lo ao mercado e cultura internacional. Acho que não demora pra que essas teocracias mudem. Muitas já estão mudando.
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Offline JJ

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Re:Feminismo
« Resposta #335 Online: 01 de Outubro de 2017, 06:54:22 »
Boa tentativa de tacar um  declive escorregadio. Só que esse país que você está defendendo que se aja com  leniência  é o grande espalhador e financiador do wahabismo no mundo.




O que é o wahabismo, a raiz ideológica do Estado Islâmico


Da BBC Mundo



Era de manhã em Karbala, cidade a cerca de 100 quilômetros ao sul de Bagdá, e o mercado local estava cheio quando todos ouviram gritos.
Um grupo de homens vestidos de preto, levando espadas e bandeiras negras, invadiu o mercado matando crianças, mulheres, idosos e adultos.
Eles, então, avançaram pelas ruas até tomar o controle de toda a cidade. Alguns afirmam que, apenas neste dia, cerca de 4 mil pessoas morreram.


Leia também: Cinco passos necessários para derrotar Estado Islâmico


Os homens vestidos de preto que organizaram esta matança não eram do grupo autodenominado Estado Islâmico.

O massacre ocorreu há mais de 200 anos e o grupo era comandando por um dos primeiros governantes da Arábia Saudita, que acabava de formar um novo movimento religioso: o wahabismo.
O wahabismo, uma forma rígida e conservadora do islamismo e é, nos dias de hoje, a religião oficial da Arábia Saudita. E alguns afirmam que é o "pai ideológico" do Estado Islâmico.


Acordo no deserto


"O wahabismo sempre foi descrito popularmente como a mãe de todos os movimentos fundamentalistas", disse à BBC o professor Bernard Haykel, especialista em teologia e lei islâmica.
"Mas, para encontrar a inspiração ideológica destes movimentos é preciso voltar ao salafismo jihadista".


O Estado Islâmico baseou sua ideologia nos ensinamentos de um clérigo do século 18


Haykel explica que esta é uma corrente ideológica "muito antiga no Islã, extremamente literal na forma como aborda o texto da revelação e tende a condenar outros muçulmanos que não compartilham desta ideologia".


O salafismo remonta ao século 19 e uma das figuras mais influentes foi um homem chamado Muhammad ibn Abd al Wahhab, um pregador nascido em um lugar remoto da Península Árabe em 1703, diz ele.


"Ele acreditava que os muçulmanos tinham se distanciado da verdadeira mensagem do Islã", disse Haykel.


"Ficou horrorizado com o que via em Meca, o lugar sagrado para os muçulmanos, com os nobres vestidos de forma extravagante, fumando haxixe e escutando música."
Al Wahhab era um fundamentalista que queria "purificar" o Islã, voltando aos princípios básicos da fé. E, gradualmente, suas ideias foram se espalhando.
Mas nem todos estavam de acordo e ele acabou expulso do vilarejo onde morava.


Ele encontrou abrigo junto ao homem que governava uma pequena cidade vizinha, Muhammad Ibn Saud, com quem fechou um acordo em 1744.
Com este acordo, foram firmadas as bases para a formação de toda a região: Ibn Saud se comprometeu a apoiar Al Wahhab política e militarmente e, em troca, Al Wahhab daria a Ibn Saud legitimidade religiosa.


"Al Wahhab acreditava que a jihad estava justificada contra os descrentes, incluindo os muçulmanos que não seguiam sua versão da fé", afirmou o estudioso.
Juntos, eles tomaram o controle de muitas cidades na região. Muhammad ibn Saud reinava e Muhammad ibn Abd al Wahhab pregava e colocava em prática o que acreditava ser a prática correta do Islã.


"Tinham listas de todos os membros da comunidade e assim garantiam que todos eles iam à mesquita cinco vezes ao dia para orar. Era uma imposição da fé que aplicavam quase como justiceiros, uma versão intolerante da fé que no Islã tradicional não existe", disse Haykel.


Com um acordo de 1744 foram criadas as bases para a formação da Arábia Saudita


A aliança entre Al Wahhab e Ibn Saud continuou capturando territórios. No final do século 18 controlava quase toda a Península Árabe.
Desta forma foi estabelecida a união entre a Arábia Saudita e o wahabismo.



Globalizado


Nos dias de hoje há um debate acirrado entre os especialistas sobre se realmente Al Wahhab pregava a violência ou se suas ideias foram manipuladas por Ibn Saud e pelos partidários que vieram depois dele.


Madawi al Rasheed é professora saudita de Antropologia e Religião na London School of Economics (LSE) e autora de vários livros sobre a Arábia Saudita.



A aliança de Al Wahhab e Ibn Saud estabeleceu a união entre o whabismo e a Arábia Saudita


A especialista explicou à BBC que em 1932 os wahabistas descendentes de Muhammad ibn Saud conseguiram um ímpeto renovado com um novo acordo e, com isso, conseguiram poder suficiente para fundar o país que hoje é conhecido como Arábia Saudita.


"Com o acordo, foi dado aos wahabistas controle total da vida social e cultural do reino, o que significava que teriam o controle da educação e do sistema judiciário", disse Rasheed.
"A família al Saud tinha controle total das relações internacionais e do gerenciamento da economia. Em troca, os clérigos wahabistas deviam pregar aos cidadãos sauditas que obedecessem seus dirigentes. E isto mantinha os al Saud satisfeitos pois garantia a conformidade no nível doméstico."


Sempre que o governo queria fazer alguma mudança no país, grande ou pequena - como introduzir a televisão no reino ou permitir a educação das mulheres - devia negociar com os clérigos.
Leia também: O estranho caso da mulher que só enxerga quando muda de personalidade

Os primeiros wahabistas do século 18 também se vestiam de preto e carregavam bandeiras negras


"Nos anos 1960 e 1970 começaram a surgir muitas ideias revolucionárias no mundo árabe e, para se proteger, os dirigentes sauditas pensaram que os wahabistas eram um bom antídoto, pois ofereciam uma narrativa alternativa sobre como obedecer aos dirigentes sem interferir na política."


Os dirigentes sauditas investiram milhões de dólares em campanhas educativas, construíram milhares de mesquitas, imprimiram milhões de exemplares do Corão para distribuir de graça, estabeleceram a Universidade de Al Madinah que ensina religião a estudantes do mundo todo para que eles voltem a seus países e espalhem este conhecimento."
Tudo isto para promover o wahabismo no mundo transformando-o em uma ideologia global.


Alguns afirmam que, ao exportar o wahabismo, a Arábia Saudita ajudou voluntariamente a conseguir recrutas para o Estado Islâmico.
"O que vimos foi a propagação de uma linguagem revolucionária que inspirou alguns indivíduos a cometer atrocidades no nome do Islã", afirmou Madawi al Rasheed.

Miles de jóvenes sauditas pelearon en Afganistán, uno de ellos fue Osama bin Laden.


"Quando o Afeganistão foi invadido pela União Soviética, o wahabismo foi utilizado pelo regime saudita para inspirar os jovens a lutar a jihad no Afeganistão contra os infiéis soviéticos."
Foi dito que os sauditas pagaram para enviar milhares de jovens para lutar no Afeganistão, entre eles, Osama bin Laden.

Despertar islâmico

Madawi al Rasheed afirma que é um erro acreditar que o wahabismo como a única influência do Estado Islâmico.


"Se beneficiou com a chegada da Irmandade Muçulmana, que foi exilada de lugares como o Egito, Síria e Iraque nas décadas de 1950 e 1960. A Arábia Saudita os recebeu. Muitos deles se transformaram em professores de religião".


Muitos fatores determinam a formação de um jihadista


"Esta fusão da religião do wahabismo com as capacidades de organização de outros movimentos islamistas levou à criação de uma nova tendência que foi chamada de 'o despertar islâmico'", afirmou.


Esta tendência mudou o tom de muitos clérigos em todo o mundo, segundo Aimen Dean, que foi membro da Al Qaeda no Afeganistão e depois de transformou em um espião para os serviços de inteligência britânicos.


"Isto aconteceu por causa da globalização. Porque muitos clérigos tinham problemas com o que viam como a expansão da cultura americana, com seus filmes de Hollywood e sua televisão por satélite", disse à BBC.


"E os clérigos responderam a isto com o método do medo. Propagando o 'temor a Deus' na mente dos jovens muçulmanos para evitar que os valores ocidentais entrassem em suas casas".
Dean afirma que este "temor a Deus" produziu uma geração de pessoas culpadas que acham que precisam se redimir e acabaram "vulneráveis a grupos como o EI ou a Al Qaeda" que ofereciam algo novo: absolvição total.


"Porque no Islã a recompensa que recebe em troca do martírio é a absolvição total".


Aimen Dean se juntou á Al Qaeda e depois se transformou em espião britânico


Dean afirma que esta culpa comum a muitos muçulmanos não os transforma em extremistas, é apenas a primeira etapa de um longo caminho.
"É preciso perder todo o sentido de identidade, além da fé, e depois se identificar com os mártires do Corão que foram perseguidos."


"Aí é que se entra neste território sombrio que é a ideologia do EI, onde reza, onde jejua e onde não vacila nem um segundo para matar alguém. (...) Assim é como se forma uma jihadista preconceituoso e psicopata", disse.




http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/151222_wahabismo_origens_fn



« Última modificação: 01 de Outubro de 2017, 09:00:24 por JJ »

Offline JJ

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Re:Feminismo
« Resposta #336 Online: 21 de Janeiro de 2018, 09:32:02 »

Surubinha de leve: a música mais viral

que você NÃO respeita

Luisa Rodrigues (https://superela.com/colunista/luisa-rodrigues/) . 17/01/2018

2018 né, mores. Século 21. E sabe qualé o hit que promete “ferver” esse carnaval? Surubinha de leve, de Mc

Diguinho. É mole? Não, pera.. é duro, né (com o perdão do trocadilho)? E aí chegou a hora da gente ouvir aquela frase famosas: “lá vem as feministas e seus mimimis (https://superela.com/meu-corpo-nao-epublico)“.

Bem, tem alguma coisa de MUITO errado aí. Sério. Esse hit já tem (até esse momento) 13 milhões de visualizações. No Spotify ela já ultrapassou um milhão de reproduções, se tornando uma das faixas mais virais da plataforma. De acordo com a Billboard

(https://twitter.com/bchartsnet/status/952885444345303046),

(…)Pode vim sem dinheiro
Mastraz uma piranha, aí!
(Pode vim sem dinheiro) (chama, chama)
(Mastraz uma piranha, aí!) (chama, chama)
Brota e convoca as puta
Brota e convoca as puta
Maistarde tem fervo
Hoje vai rolarsuruba
Só uma surubinha de leve,surubinha de leve
Com essas ×lha da puta
Taca a bebida, depoistaca a pica
E abandona na rua”.
Taca a bebida, depoistaca a pica
Taca a bebida, depoistaca a pica
Ta-taca a bebida, depoistaca a pica
E abandona na rua

Sobre Surubinha de Leve e apologia ao estupro: o perigo mora aí

Pensa comigo em quantas pessoas (homens, mulheres, adolescentes e até mesmo crianças) estão cantando essa música nesse exato momento? E a voz de cada uma dessas pessoas se espalha e contagia cada vez mais gente. Qual será a mensagem que elas estão passando para frente?“Taca a bebida (embebeda a moça), depois taca a pica (se aproveita da situação e abusa dela) e abandona na rua.”

Pois é. Mas e aí, a culpa é do Mc Diguinho?

Não. O Mc não é a primeira (e, infelizmente, nem a última) pessoa a reproduzir a cultura do estupro

Ele é, na verdade, um reflexo dela. É tão reflexo a ponto de fazer uma música com um linguajar tão baixo e perigoso e não enxergar um grande problema nisso. E mais que isso: fazer dela um hit.

O problema é que nós, mulheres que consomem a cultura pop, convivemos diariamente com a dualidade entre música boa e misógina. Enquanto praticamente nenhuma música de sucesso fala sobre abusar de homens e de como eles são putos e merecem mesmo é levar uma surra de pau, temos todo um acervo de hits excelentes e contagiantes que falam isso sobre nós. É o caso de Blurred Lines (Robin Thicke), Covardia (Mc Livinho), Baile de Favela (Mc João) e por aí vai.


Sendo assim, escutar e reproduzir músicas que fazem apologia à cultura do estupro ×cou normal. Coisa do dia-a-dia mesmo. Vai fazer o quê? Ficar sentada na festa enquanto todo mundo tá requebrando até o chão na pista? Bem… talvez. Enquanto hits como Surubinha de Leve continuarem fazendo sucesso entre as pessoas (principalmente entre as mulheres) a tendência é que as coisas permaneçam como estão.


https://superela.com/surubinha-de-leve-viral



Offline Skeptikós

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Re:Feminismo
« Resposta #337 Online: 21 de Janeiro de 2018, 14:35:32 »
Esse "sucesso" todo é justamente por causa da polêmica, eu mesmo fui ouvir a música nessas plataformas somente por causa da polêmica que ela gerou, pra saber se as críticas faziam sentido e não por gostar da música. E a música é ruim, como a maioria das músicas de funk atualmente, mas não creio que a intenção do compositor seja defender o estupro, isso não fica claro sem sombras de dúvida, mas a letra deixa a possibilidade desta interpretação em aberto, então as críticas até fazem sentido.
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"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar

Offline Sdelareza

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Re:Feminismo
« Resposta #338 Online: 21 de Janeiro de 2018, 16:43:46 »
Quer dizer então que todas (a maioria, pelo menos) as mulheres das gerações pregressas que assistiram as animações da Disney, resultaram em mulheres apáticas e que passam as suas vidas esperando por algum 'príncipe encantado'?

Quanta idiotice...

Várias delas, suponho.

Isso na psicologia tem um nome: trata-se do "Complexo de Cinderela". Ele diz que as mulheres tem o
desejo inconsciente de serem protegidas ou cuidadas a todo momento, deixando de lado seus próprios
gostos ou atividades.

Alguns afirmam que esse síndrome surge do medo da mulher de ser independente.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Feminismo
« Resposta #339 Online: 22 de Janeiro de 2018, 13:49:08 »
Atribuir somente a "desenhos Disney" é algo caricato. As pessoas tendem a se conformar ao que é visto como normal na sociedade, ainda que uma ou outra coisa possa ter algum efeito maior.

Lembro de ter lido qualquer coisa sobre um experimento em que meninas brincavam ou com Barbies, ou com um "senhor Batata", e de acordo com isso mais tarde respondiam diferentemente sobre suas possíveis futuras carreiras, com as meninas que brincaram com a Barbie se restringindo bem mais a atividades estereotipicamente femininas.

Offline Lorentz

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Re:Feminismo
« Resposta #340 Online: 22 de Março de 2018, 10:36:28 »
Como eu citei Jordan Peterson num post recente, vou deixar o vídeo mais icônico dele, numa entrevista bizarra para uma TV britânica. Jordan Peterson é o novo herói dos conservadores, está vendendo muito livro, mas de fato tem bons argumentos sobre o fato das mulheres ganharem menos, imposições de grupos LGBT, etc:

Esse vídeo é praticamente um estudo de caso para falácias. A entrevistadora é uma feminista declarada que luta por igualdade, mas ignora muita coisa que leva as mulheres a receberem menos, e ataca apenas o machismo de maneira simplista.

A paciência e os suspiros do entrevistado são hilárias:

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Offline André Luiz

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Re:Feminismo
« Resposta #341 Online: 22 de Março de 2018, 12:32:45 »
Problema de clicar nestes videos de conservadores é que depois o algorítimo do youtube começa a me recomendar todo tipo de maluquice  :hihi:

Offline Lorentz

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Re:Feminismo
« Resposta #342 Online: 22 de Março de 2018, 14:39:56 »
Problema de clicar nestes videos de conservadores é que depois o algorítimo do youtube começa a me recomendar todo tipo de maluquice  :hihi:

meu filho vê vídeos de minecraft pelo meu youtube, então já aprendi a abstrair.
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Offline Lorentz

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Re:Feminismo
« Resposta #343 Online: 22 de Março de 2018, 14:40:42 »
ah, uma sugestão é abrir uma aba no modo anônimo e colar o link
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Offline Skeptikós

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Re:Feminismo
« Resposta #344 Online: 23 de Março de 2018, 13:20:24 »
Ia sugerir essa dica, ou então usar outro navegador onde não haja nenhuma conta do Google conectada.
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Offline Johnny Cash

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Re:Feminismo
« Resposta #345 Online: 25 de Junho de 2018, 20:02:07 »
Como eu citei Jordan Peterson num post recente, vou deixar o vídeo mais icônico dele, numa entrevista bizarra para uma TV britânica. Jordan Peterson é o novo herói dos conservadores, está vendendo muito livro, mas de fato tem bons argumentos sobre o fato das mulheres ganharem menos, imposições de grupos LGBT, etc:

Esse vídeo é praticamente um estudo de caso para falácias. A entrevistadora é uma feminista declarada que luta por igualdade, mas ignora muita coisa que leva as mulheres a receberem menos, e ataca apenas o machismo de maneira simplista.

A paciência e os suspiros do entrevistado são hilárias:

[...]

Esse cara é muito bom!

Acompanho muito coisa dele nas minhas insônias de madrugada. Recentemente descobri um lado religioso dele e uma treta com o Sam Harris que me faz perder um pouco da simpatia pelo Peterson, mas é um dos melhores debatedores que ja vi.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Feminismo
« Resposta #346 Online: 25 de Junho de 2018, 20:14:20 »
Esse cara é a maior bizarrice dos últimos tempos. Uma fraude intelectual comparável a Deepak Chopra.

Mas sem dúvida um gênio em auto-promoção. Conseguiu deslanchar em popularidade ganhando proeminência com umas polêmicas fabricadas em torno de leis anti-discriminação, e está faturando muito alto em cima dos anti-SJWs.

O mais bizarro é a aparente quantidade de seguidores no meio "cético", possibilitada por essa oportunidade única de explorar o nicho anti-SJW, quando era ainda desconhecido. É meio perturbador se dar conta que se William Lane Craig, Deepak Chopra, ou aquela dupla do crocopato não fossem já figuras batidas no meio cético, poderiam ter sido eles a abocanhar esses seguidores todos, se fossem eles a encontrar essa janela de oportunidade, e ter uma legião de "céticos"  rendendo uma boa grana.




<a href="https://www.youtube.com/v/b8AcmzqFdPM" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/b8AcmzqFdPM</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/iIfLTQAKKfg" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/iIfLTQAKKfg</a>

Offline Johnny Cash

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Re:Feminismo
« Resposta #347 Online: 25 de Junho de 2018, 20:20:28 »
 :histeria:

Eu tenho acompanhado de perto esses vídeos dele nas polêmicas com os politicamente corretos e guerreiros da justiça social, tenho achado muito bom e nem vejo muito furo no que ele diz. Não tenho paciência pras coisas com temática de aula de psicologia/macho-alfa/análise de filme, e nisso pode ser onde se esconda esse aspecto Deepak Chopra.

O único ponto mesmo que eu ja vi ele falando realmente bosta foi tentando justificar "pq Sam Harris e Dawkins estão apenas fingindo serem ateus". Coisa de religioso tosco mesmo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Feminismo
« Resposta #348 Online: 25 de Junho de 2018, 20:25:14 »
Para ele, "verdade" depende de ser bom para as pessoas. Quando ele não está defendendo algum ponto meio óbvio e injetando quantidades menores de besteira (liberdade de expressão, por exemplo), ele está falando da conspiração pós-modernista/marxista cultural (ele se refere mais a pós-modernista) para destruir a civilização, OU falando essas pós-modernices toscas ele mesmo, coisa que parece saída do gerador de pós-modernismo.

Eu simplesmente não aguentei ver o episódio do Sam Harris com ele. Depois eu vi uma compilação, ainda assim era algo que tinha que pausar o vídeo, andar, ir beber uma água, e voltar para continuar a ver. Tem algo como ele achar que um cara ser corneado "não é verdade", se ele saber que foi corneado leva ao seu suicídio! Ou seja, acho que na verdade ele não se matou, não é? Bizarro.


<a href="https://www.youtube.com/v/AwXAB6cICG0" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/AwXAB6cICG0</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/upGxmPd_fhI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/upGxmPd_fhI</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/_kktI8-lZw8" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/_kktI8-lZw8</a>

Offline Johnny Cash

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Re:Feminismo
« Resposta #349 Online: 25 de Junho de 2018, 23:45:00 »
É, ele tem esse lado conservador bullshiteiro e um jeito meio cirogômico de falar besteira com uma postura convincente.

Mas continuarei vendo os embates com os guerreiros da justiça social. Ainda não me decepcionou nesse campo.

 

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