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Qual a relevância que você dá à beleza ao arrumar um parceira(o)?

Nenhuma, a beleza interior é a que importa.
2 (3.8%)
Pequena, a pessoa precisa pelo menos ser arrumada.
14 (26.9%)
Média, não costumo me relacionar com pessoas feias.
16 (30.8%)
Alta.
13 (25%)
Altíssima, a beleza é a primeira coisa que eu olho.
7 (13.5%)

Votos Totais: 46

Autor Tópico: Qual a relevância que você dá à beleza ao arrumar um parceira(o)?  (Lida 9492 vezes)

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Offline -Huxley-

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Re:Qual a relevância que você dá à beleza ao arrumar um parceira(o)?
« Resposta #150 Online: 13 de Dezembro de 2015, 19:50:52 »
O psicólogo e economista comportamental israelense Dan Ariely estudou o "mercado" da beleza. Numa série de estudos descrito no livro Positivamente Irracional, ele constatou que os feios não usam a “estratégia da uva verde”. Feios e bonitos tem percepções similares sobre quem é feio e quem é bonito (foi feita análise através das notas dadas no site Hot or Not). E, em termos do que buscavam parceiro romântico, os participantes mais atraentes se importavam mais com atratividade, enquanto os menos atraentes se interessavam mais por outras características (inteligência, senso de humor e bondade). Isso significa que as pessoas com deficiências estéticas reformulam suas prioridades nos relacionamentos amorosos.

É engraçado a maneira como ele descreve as três possíveis maneiras de lidar com nossas limitações físicas. As pessoas com limitações físicas geralmente usam a segunda estratégia:


Alterar percepção estética (gosto de homens carecas)

Reconsiderar a hierarquia dos atributos (Não gosto de homens carecas, mas procuro outras qualidades)

Não se adaptar (Nunca gostei de homens carecas. Não me adaptarei à minha posição na hierarquia de namoro).


A conclusão de Ariely também é interessante: “Independentemente de nossos juízos de valor quanto à real importância da beleza, é claro que o processo de reformulação das prioridades nos ajuda a adaptação. No fim das contas, todos temos de fazer as pazes com quem somos e com o que temos a oferecer. Em última instância, a boa adaptação e o bom ajustamento são a chave da felicidade.”

Eu evitaria dizer que os indivíduos com deficiência estética são "mais profundos" por se importarem menos com a beleza e mais com outros atributos. E quando uma pessoa de aparência mediana diz ter um apego à beleza de forma intermediária, é preciso desconfiar de sua atitude, pois isso pode ser apenas mero discurso. Como quase todos os feios, talvez tenham feito com que sua narrativa se adaptasse às circunstâncias.

Da minha parte, acho fundamental dizer que quem é rico nesse aspecto é quem demonstra a preferência pela beleza, sem deixar-se abater pela passagem do acesso à beleza ao não acesso à beleza. Quando alguém tem acesso à beleza de um(a) parceiro(a), o sofrimento diante de perder aquela beleza excede o ganho emocional obtido com aquela beleza, de modo que o indivíduo passa a viver sob contínuo risco emocional. A dependência das circunstâncias induz a uma forma de escravidão. Portanto, acho importante fazer exercícios mentais para desconsiderar a beleza, e, assim quando sobrevier a perda, o golpe não ser sentido - uma maneira de recuperar a liberdade diante as circunstâncias. Nenhuma desvantagem diante à Dona Sorte, mas muitas vantagens. Assim, pensando desse modo, a beleza é a escrava dos homens sábios e a mestre dos tolos (aqui estou adaptando uma frase de Sêneca feita para a riqueza; aliás, esse parágrafo foi inspirado nele e na sua filosofia estóica).   
« Última modificação: 13 de Dezembro de 2015, 19:56:42 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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Re:Qual a relevância que você dá à beleza ao arrumar um parceira(o)?
« Resposta #151 Online: 13 de Dezembro de 2015, 21:11:02 »
A beleza não é uma questão meramente superficial, mesmo que ela só provocasse inicialmente o desejo sexual:

"A natureza criou 3 mecanismos cerebrais que controlam o amor nos seres humanos: luxúria, paixão/romance e ligação. O mecanismo da luxúria (desejo sexual) está ligado à quantidade do hormônio testosterona - tanto em homens quanto em mulheres. Já o impulso da paixão e do romance é alimentado pela dopamina. E o terceiro sistema, da ligação e do companheirismo, é alimentado pela ocitocina (na mulher) e pela vasopressina (no homem). Os 3 sistemas são independentes. Ou seja: uma mulher pode amar o marido, estar apaixonada pelo vizinho e sentir atração pelo Johnny Depp, tudo ao mesmo tempo. Uma confusão só. "É como se houvesse uma reunião de comitê na sua cabeça", brinca Helen Fisher. E, para complicar ainda mais as coisas, esses sistemas interferem uns com os outros. Uma coisa leva a outra, principalmente quando as pessoas vão para a cama. O sexo pode aumentar os níveis de dopamina - que provoca paixão e romance. E o orgasmo provoca a descarga de ocitocina e vasopressina - os hormônios da ligação."

Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/amor-o-inicio

Porém, não levantar barreira excessiva quanto à intolerância à imperfeição estética a uma pessoa que merece ser amada romanticamente é algo que está ligado à beleza moral: senso de propósito, honradez, grandeza, etc.
« Última modificação: 13 de Dezembro de 2015, 22:59:24 por -Huxley- »

 

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