Autor Tópico: Português x Inglês e estrangeirismos  (Lida 22593 vezes)

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Offline 3libras

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #100 Online: 26 de Janeiro de 2006, 17:18:34 »
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descobri que português também é um estrangeirismo que foi imposto ao Brasil há uns bons aninhos atrás.


Na verdade não. Os colonos que formam o brasil atual, nós somos os filhos dele, o português nunca foi imposto aos colonos portugueses.
durante algum tempo tivemos uma chamada lingua geral, mas a maioria dos falantes dela também falavam português.

abraços.
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Offline Hendrik Van Dingenen

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #101 Online: 26 de Janeiro de 2006, 17:21:21 »
Por isso eu disse "ao Brasil" e não "à nós"...
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Offline uiliníli

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #102 Online: 26 de Janeiro de 2006, 17:49:57 »
Citação de: Agnostic
"Don't blue pin me" não tem pessoa especificada. A quem está se referindo? Singular ou plural? 1ª, 2ª ou 3ª? Além do fato de eu não ter certeza que essa construção está correta. "To blue pin"? Gramaticalmente isso não me parece correto no inglês formal.


Como o bruno já respondeu, no inglês não existe essa frescura de concordar o verbo imperativo com a pessoa a quem a ordem é dirigida. Se eu digo "Don't mess with me" a alguém fica subentendido que ordem se dirige a ela. E não há nada de errado com "to blue pin". Hoje mesmo, aliás, eu vi outro exemplo de liberdade morfológica na televisão: "to antique" sendo usado no contexto de comprar antiguidades.

Citar
A mesma frase no português não gera sentido ambíguo: "Não ponha o pino azul em mim". Imperativo negativo, terceira pessoa do singular (você).


Quem disse que não há ambigüidade na terceira pessoa do singular no português? Ponha é o imperativo para "você" ou para "ele"? Mas, assim como no inglês, o contexto é suficiente para o interlocutor entender e a flexão do verbo se mostra desnecessária.

Citar
Eu poderia citar vários exemplos de como o português é mais rico para expressar, mas não precisa. Já temos um Vinícius, um Drummond, um Camões, uma Cecília Meireles, um Saramago.


Já respondido pelo bruno.

Citar
Sobre a praticidade eu acho muito mais pratico falar "vão"(imperativo afirmativo, 3ª pessoa do plural) do que a mesma frase no inglês "I want they go". E existem muitos outros exemplos assim, que já escrevi em outros tópicos e não pretendo ficar repetindo.


Também já respondido pelo bruno. Além do mais, com "vão" você quer dizer vão vocês ou vão eles? "Vai" é vai você ou vai ele? Nas duas línguas é o contexto que deixa claro a quem o vai/vão e o go se dirigem.

Citação de: GCF
Se William Shakespeare tivesse escrito em português, sua obra teria sido ainda muito mais genial e muito mais rica, mas ninguém é perfeito. ;-)


Prove!  :P

Offline Euzébio

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #103 Online: 27 de Janeiro de 2006, 11:16:43 »
Citação de: Hendrik Van Dingenen
BWAHAHAHAHAHAHA!!!

Não precisa ficar nervoso, burguês vendido. Vamos esclarecer alguma coisa, OK, Pio:


Ei, Hendrix! (ou deveria dizer Hey, bem ao costume de brasileiros frustrados?)

Seu pai era roqueiro? (ou deveria dizer rocker, como faria um brasileiro frustrado?)

Hendrix era um grande guitarrista (ou deveria dizer guitarman, como adorariam fazer os brasileiros frustrados?)

PS - Brasileiro frustrado é aquele que gostaria de ter nascido acima da linha do equador, de preferência num país de língua anglo-saxônica, mas que infelizmente nasceu neste país de merda com este idioma de merda.

Pelo que estou vendo e percebendo, a carapuça serviu bem em você, né? Burguês vendido, hehehehe...

 :)


Citação de: Hendrik Van Dingenen
Citação de: Euzébio
Crise de identidade? Pio?

Que dizes?!


Rapaz tão entendido em intrigas e teorias conspiratórias e não consegue ver o óbvio? ou não vê porque não lhe interessa? ou tá se fazendo de sonso?


Apenas surpreso. Não lembro de ter baixado o nível a este ponto.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
O nome Euzébio não é português. É uma adaptação de uma adaptação de uma adaptação de uma adaptação do grego, que, oh traição ao amado português, nem de longe pode ser classificado como sendo "latino".


Pode ser que a origem do nome seja esta mesma, mas qualquer um que se chame "Eusébio" lembra imensamente um lusitano. O "z" surgiu de algum engano de cartório, mas eu gosto dele assim, Hendrix.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Você, como cara esperto e iluminado, deveria ter profundos problemas em andar por aí se idendificando com um vocábulo, eca, extrangeiro.


Extrangeiro ficou até cômico.

 :)

Faça uma enquete para ver com que nacionalidade o nome "Eusébio" está associado. Na época em que eu nasci, num país europeu havia um grande futebolista, o Pantera Negra (se fosse no Brasil ia ser chamado de Black Panther, aff!). Pesquise sobre ele e descubra de que país estou falando.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
A não ser, claro, que essa pirraça toda contra o inglês seja só coisa de burguesinho desocupado, maria vai-com-as-outras, que na falta de coisa melhor prá fazer fica pegando no pé de ratinhos e deixando passar os elefantes.


Putz, a carapuça serviu...

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Já que sua repulsa à sites em inglês é mais forte que sua vontade de deixar de ser um pouco menos ignorante e já que prefere ser ignorante que encarar uma verdade só por ela estar escrita em inglês, eu esclareço que "Pio" seria a tradução para português de Eusebes, que é grego.


Não se preocupe, eu LI o sítio - oops, digo site! - e não vi problema algum de meu nome, com 's', significar Pio (piedoso - do latim piu). Como disse, apenas estou ADMIRADO pela sua reação agressiva (olha a carapuça!).

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Se você ama tanto assim o português, deveria é estar muito feliz de ser chamado em bom português de "Pio", ao invés do extrangeirismo Euzébio.

Né não, Pio?


"Extrangeirismo", tá querendo dar o tiro de misericórdia no nosso (meu?) idioma, Hendrix?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Cara, ser absolutamente anti-americano já foi moda. Agora é "demodé" (oeps, outro extrangeirismo).


Não sou absolutamente anti-americano, mas temos que concordar que eles são sim, imperialistas.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ao invés de ficarmos pondo a culpa nos EUA por todas as mer*** que passamos, que tal olharmos pros própios umbigos e passamos a limpar nossas bundas, hein, Pio?


Excelente idéia, Hendrix! Podemos começar evitando o uso de termos estrangeiros em nosso idioma toda vez que houver um termo similar em português. Que tal? Muito difícil? Você se sente virtualmente incapacitado de fazer um esforço hercúleo como este?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Se ainda não conseguimos fazer isso e a expressão máxima que nossa intelectualidade estundantil consegue produzir é "é tudo culpa dos EUA", então náo há diferença alguma entre vocês e bebês chorões e o Brasil merece bem estar como estar.


Ah, concordo! Por isso que eu disse que tenho vergonha de ser brasileiro. Estamos sempre transferindo para os nossos colonizadores a responsabilidade pela nossa incompetência em nos mantermos fielmente brasileiros. Isto já aconteceu no passado e pelo jeito continua a acontecer até os dias de hoje. Penso que se os Inconfidentes nos ouvirem, se revirarão em suas tumbas!

Citação de: Hendrik Van Dingenen
E prá sua informação, até mesmo em Portugal os filhos de extrangeiros com portugueses podem ter nomes extrangeiros, desde que seja um nome válido na terra natal do pai extrangeiro. Então meu Hendrik é perfeitamente OK.


E o português, ó...

 :no:

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ué, não é o ato que valida o fato? agora é o tempo, é? e quanto tempo é necessário para que o ato seja validado? 499 anos e 364 dias é bom ou tem de ser 500 redondinho?

BWAHAHAHAHAHAHA!!!!


Ilógico...

 :nao:

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Então não tem problema algum. Deixamos passar 500 anos até que "mouse" seja considerado vocábulo pátrio.


No passo que andamos, em 500 anos estaremos falando um novo idioma, algo como uma horrorosa mescla de inglês com português.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Como eu disse: burguês vendido.


Olha a carapuça...

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Olha só todo esse discursso imperialista. Noooooossa, gente, tou cho-ca-do. Essa frase bem poderia ter sido dita por Bush.


Penso que você, sendo filho de 'extrangeiros' não tem uma boa noção do que seja patriotismo. Nascido em terras brasileiras, não é brasileiro, pois seus pais são 'extrangeiros'. E, nascendo em terras brasileiras, não pertence à nação de seus pais.

Sinto muito.

 :triste:

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Claro que é nossa língua. Só que é imposta, resultado de uma... como é que vocês inteletualóides gostam de dizer mesmo...?


Se eu tivesse origem indígena, eu ia ficar mesmo indignado. No entanto, tenho origens européias, mesmo que distante! Meus bisavós são de Portugal - por parte de mãe, e de Holanda, por parte de pai. Durante séculos, estas terras foram posses portuguesas, não há como negar isto.

Assim sendo, não me sinto imposto a nada, creio sim que minha língua é naturalmente minha. Se nossos descobridores tivessem sido anglo-saxônicos, e falássemos o inglês, eu me sentiria naturalmente anglo-saxônico. E me revoltaria se estivéssemos sob assédio latino, ou de qualquer outra natureza, pode ter certeza!

Citação de: Hendrik Van Dingenen
"Creio que isso se deve a uma absurda invasão silenciosa de um certo [portuguesismo] a que estamos sujeitos, por infelicidade."

E eu achando que Pio era nacionalista...

Oh, desilusão! oh, vergoonha! oh mágoa!

Pio tá traindo sei-lá-qual-das-170-línguas nativas que temos em preferência ao invasor português.

[]'s


Olha, a carapuça tá servindo!

 :paladino:

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Hendrik, que não é fresco e diz "mouse" mesmo.


Hendrix, seu ponto de vista está invertido. Frescura é falar mouse, em lugar de rato...

 :)
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Offline Barata Tenno

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #104 Online: 28 de Janeiro de 2006, 08:07:55 »
Euzébio, muda seu avatar pra um do Saci, ou da Mula sem cabeça, ou do Curupira, essa sua imagem é uma apologia ao cinema imperialista americano....... |(
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Offline Hendrik Van Dingenen

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #105 Online: 28 de Janeiro de 2006, 10:07:12 »
Acho que lhe devo algumas "apologies", Pio. Mas é tão fácil lhe tirar do sério, que não resisto. Tem sido cômico vê-lo fazer um "fool" de você mesmo, isso tenho de adimitir, mas certamente a culpa não é sua. Deve estar tão acostumado ao estilo "copy-paste" que o fato de ter de escrever posts sem recorrer a esse expediente deve ter sido doloroso, prá'lém do obviamente vexante.

Como interpretação de texto não deve ser seu forte, uma vez que limita-se a copiar e colar, então ainda não deve ter se dado conta que uma das características minhas em discussões não é só o sarcasmo, mas sim também pegar a linha de pensamento do oponente e usa-lo para tecer idéias que lhes sejam desconfortáveis. Geralmente isso leva à "caída de nível" na conversa, para usar as imortais palavras de um forista da ex-STR(?), mas "what a heck", não vejo "nível" alguns em suas teorias conspiratóias e cruzadas ridículas prá começo de conversa, só um "boy" achando-se muito iluminado.

Então, como diria o Renato: "se a via crux virou circo, estou aqui". Se não dá prá discutir de forma séria com você, então prefiro bater palma prá ver o maluco dançar. Isso de ficar querendo discutir com o "copy-pasteman" não tem graça. Ou tem tanta graça quanto falar com portas.

Agora, tira-lo do sério, isso é 'funny". Lol...

Então, ao palco:

Pio, Piozinho do Brasil-resultado-de-uma-invasão-imperialista, "Hendrix" não é o equivalente inglês do escandinavo "Hendrik". Esse seria "Henry", mas isso não importa muito, pelo menos prá mim. Só que como boa pessoa que sou, tenho pena de ver gente passando vexame, então acho melhor lhe avisar que a brincadeira que estou fazendo com você simplesmente não cola comigo. Essas preocupações pseudo-nacionalistas que gente como você têm não fazem parte de minhas prioridades nem muito menos acho que estaremos traindo seja lá qual "soul" do nosso povo ou cultura se adotarmos e empregarmos nomenclatuta estrangeira (vê, eu tento me corrigir, e você?), mesmo porque aquilo que você ama tanto de defende com tanta indignação como sendo nossa "soul", prá mim não é nada diferente de qualquer outra "soul" que venha a surgir da evolução da atual em outra, seja naturalmente mantendo-se isolada, ou misturando-se com outras.

Piozito, "brother", você deveria alargar um pouco seus horizontes "apercepcionais". Sair dessa rotinazinha medíocre de copiar e colar teoriazinhas de pé-de-chinelo que fica catanto em sites e fóruns. Se continuar achando que detalhes são o todo, esses espetáculos ridículos que fica dando nunca vão ter fim.

Claro que isso pode ser assustador, mas é bem melhor que ficar achando que o "here-and-now" é o estado último e correto, e como tal deverá ser preservado e ter sua integridade defendidos à qualquer custo. Por que? porque essa coisinha que você defende tanto, Pio, não foi assim desde sempre. Já foi outra coisa, já foi misturada com outras coisas, já evoluiu de outras coisas. Não há "pureza" alguma em nossa cultura, língua incluso, à que se prender e defender.

Seu "problem" com uso de termos estrangeiros no cotidiano só porque existem termos similares na língua pátria é mesquinharia. O grande mérito da Linguagem é poder ser usada como meio de comunicação e expressão, de forma que seus utilizadores consigam se entender. E creio que até em Portugal, se eu disser "mouse", vão me entender. Mas na minha realidade eu tenho de lidar com brasileiros e estrangeiros, e é isso que conta. Se eu falhar em comunicar-me com essa realidade que me cerca de forma clara e inequívoca, por adotar uma linguagem desconhecida à realidade, então, Pio, minha linguagem falhou na função mesma para à qual foi desenvolvida.

Eu adoraria que todo brasileiro falasse inglês, pelo menos inglês. Você, com toda sua reclusão besta à uma realidade individual, talvez vá chamar isso de traição, mas ora bolas, o que me importa a opinião de um cara como você? menos que 1/pi de uma titica de mosca , então pode me adicionar à sua lista de "burguês vendido". Fique à vontade. Isso não mexe comigo da mesma forma como mexeu com você. Pode juntar isso às correções gramaticais e sua ridícula tentativa de "tease" me com o trocadilho "Hendrik=Hendrix" (que por sinal é trocadilho velho como cag** de costas. Seja mais original da próxima vez). Isso tudo junto deve somar uns 90% de sua suposta contra-argumentação. Infelizmente os fatos ficaram de forae não foram comentados, mas o que podemos esperar de alguém que só sabe copiar e colar seus textos. Não muito mais que isso, creio eu.

Talvez se eu escrever meus textos entre aspas você vai pensar que são "copy-paste" e lhes preste atenção e, esperança das esperanças, consiga se concentrar no que importa e ignorar a periferia.

É assim: sua encrenca é que nós, busrgueses vendidos, estamos traindo o idioma local ao empregar vocábulos estrangeiros, se já existem termos locais para os termos estrangeiros.

Presta atenção que é isso que eu gostaria que você comentasse.

Fato 1: seu próprio nome não é português. É adaptação do grego. O  vocábulo local para seu nome já existe e é "Pio". Seguindo a sua própria atitude, há de fato um paradoxo em sua forma de pensar, que eu atribuo à superficialidade com que você pensa nas coisas, mas isso são outros quinhentos. Se você de fato é contra o uso de termos estrangeiros na existência de termos locais para o termo estrangeiro, então, logicamente (sabe o que é isso?) sua aceitação e, pior, defesa, em ser "Euzébio" quando deveria ser "Pio" é prova que você não faz idéia do ridículo de sua cruzada.

Fato 2: você defende o uso de termos locais ao invés de estrangeiros, caso  haja equivalência. Suspeito que, à semelhança dos puristas de Portugal, também prefira que o termo seja aportuguesado caso não se encontre equivalente. Mas isso não importa. Importa que ao ser confrontado com a realidade "Euzébio não é português", você mudou seu raciocínio, sugerindo que tempo e uso também justificam a adoção do termo. "Euzébio" então passou a ser bom português não por ser português, mas pelo tempo e uso que tem na língua portuguesa. Sem se dar conta, o que não me admira em nada pois sei como sua visão é seletiva, você nega sua primeira e base de sua argumentação. Já não se trata de não ser português. Sem se dar conta, você se auto-refutou.

Aí entra eu-gaiato e pego nessa nova lógica e pergunto então quantos anos de uso são necessários prá justificar o uso de um termo estrangeiro. Claro que você não sabe do que falo, mas isso seria esperar de mais de você, talvez. Uma pena. Só que então o pobre do "mouse"já tem o uso, faltando então que cheguemos à um acordo para quanto tempo deva se passar para que ele seja admitido como expressão válida em nossa linguagem.

Por favor, repare que esses não são meus critérios. São seus, expostos aqui, embora a contradição entre dois deles seja esquisita. Prá mim basta que a linguagem me permita comunicar e expresar com meu meio. Se ela atinge essas metas, não tenho problemas com "mouses". Foi por isso que eu disse que não tinha frescuras com esse termo. Você obviamente tem e por razões que eu considero "frescura" porque fogem ao escopo da Linguagem e dizem respeito à babaquices intelectualoídes, como discurssos neo-pseudo-comunistas contra os EUA.

Fato 3: Seu motivo para fazer frente à estrangeirismos é que os mesmos sejam a manifestação perceptível de uma "invasão" estrangeira. Isso prá mim é besteira também, porque se você alargar um pouco seu campo de vista histórico, talvez vá se dar conta que o idioma que tanto defende não foi como é desde sempre e, pior dos piores, nós com nosso idioma somos o produto de uma ação mais imperialista quanto àquela que você insiste em combater.

É aí que eu menciono as línguas indígenas e Troncos. Mas claro que você não sabe do que tou falando. Tá tão distraído caçando formigas que não percebe o elefante na sua frente. Aí entra mais um paradoxo em sua lógica: se é tão contra ações imperialistas invadindo culturas locais, como pode estar defendendo o produto de... invasões imperialistas? por ser um deles?

Fato 4: Você manifestou orgulho pelo Tupi. Mas então se acha Tupi muito bom e merecedor de defesa, sua defesa ao Português, elemento invasor imperialista, é pura contradição e permite-me classifica-lo com seu próprio rótulo de "busrguês vendido". Afinal, se você é pelo Tupi mas aceita o Português, então você está se vendendo ao elemento invasor imperialista.

Fora isso tem o fato de haverem muitas línguas indígenas. O você ter eleito o Tupi é bastante pessoal, sem ter nada a ver com o essa língua ser mais natural que as outras. E se está defendendo essa acima das outras está, outra vez, sendo imperialista.

Fato 5: Sua aparente ignorância ao fato que o Português é uma mistura de termos e ele mesmo é uma linguagem mestiça e produto da evolução dessa mistura. Se é contra estrangeirismo, é contra o Português em si.

[]'s

Hendrik

P.S.: Tente comentar as idéias desta vez, não os erros ortográficos, tá bão, Pio?
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Offline Euzébio

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #106 Online: 28 de Janeiro de 2006, 15:09:43 »
Hendrix (ou prefere Jimmy? Acho que sim, né?), Jimmy, acho que você surtou de vez.

Fato único: Não mate a nossa (minha?) língua-pátria, está bem? Eu sei, eu sei, você não sabe o que é isso, esse troço de pátria, pois não a tem.

Está bem, então, Jimmy, eu te perdôo...
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Offline Hendrik Van Dingenen

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #107 Online: 28 de Janeiro de 2006, 16:20:04 »
Típico...

Quando a saia é justa, o que faz o Pio? foge...

Goodbye, Pio. Volte à sua rotinazinha de copiar e colar que só nisso que você é bom.

[]'s

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Offline Euzébio

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #108 Online: 29 de Janeiro de 2006, 09:49:06 »
Citação de: Lord Barata
Euzébio, muda seu avatar pra um do Saci, ou da Mula sem cabeça, ou do Curupira, essa sua imagem é uma apologia ao cinema imperialista americano....... |(


Não tenho nada contra a Arte, Lord. A Arte é universal, não tem fronteiras.

No entanto, se eu encontrasse uma imagem de um desses personagens folclóricos, que você citou acima, com a mesma expressão cínica deste meu avatar, imediatamente eu o trocaria. Mas, como as coisas do Brasil NÃO são divulgadas na Rede com a mesma abundância das coisas estrangeiras (em especial as americanas), fico lhe devendo esta.
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Offline Euzébio

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #109 Online: 29 de Janeiro de 2006, 09:54:46 »
Citação de: Hendrik Van Dingenen
Típico...

Quando a saia é justa, o que faz o Pio? foge...

Goodbye, Pio. Volte à sua rotinazinha de copiar e colar que só nisso que você é bom.

[]'s

Hendrik


A cegueira que leva à ignorância me causa repulsa, Jimmy. A ignorância que leva à arrogância me dá náuseas. A arrogância que leva ao desrespeito me entristece.

Sendo assim, não vejo por que dar continuidade às suas provocações.

Passar bem, Jimmy...

 :wink:
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Offline Barata Tenno

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #110 Online: 29 de Janeiro de 2006, 10:46:51 »
Citação de: Euzébio
Citação de: Lord Barata
Euzébio, muda seu avatar pra um do Saci, ou da Mula sem cabeça, ou do Curupira, essa sua imagem é uma apologia ao cinema imperialista americano....... |(


Não tenho nada contra a Arte, Lord. A Arte é universal, não tem fronteiras.

No entanto, se eu encontrasse uma imagem de um desses personagens folclóricos, que você citou acima, com a mesma expressão cínica deste meu avatar, imediatamente eu o trocaria. Mas, como as coisas do Brasil NÃO são divulgadas na Rede com a mesma abundância das coisas estrangeiras (em especial as americanas), fico lhe devendo esta.


Arte é uma expressão da cultura.......O cinema americano é uma expressão da cultura americana, se vc quer valorizar o seu país sugiro que fique com a cultura nacional.Mas pelo que vc disse , vc só usa quando lhe é conveniente.....Isso pra mim é hipocrisia
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Offline uiliníli

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #111 Online: 29 de Janeiro de 2006, 10:49:02 »
Que nada, o Euzébio não gosta de cultura nacional. Ele não gosta de futebol, carnaval, novela, churrasco... Só de Saci e mula-sem-cabeça.

Offline Hendrik Van Dingenen

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #112 Online: 29 de Janeiro de 2006, 10:57:33 »
Bul's eye, Lord Barata!

Euzébio, the guy who hasn't a portuguese name and who do apologies of imperialist invasion. Right on!

Pio, Piozinho, porque continua prestando mais atenção às provocações? porque a carapuça serviu? BWAHAHAHAHAHA!!!

Comentar as idéias que é bom, nicas, né não, Pio?

Fala aí:

Pio é o equivalente português de Euzébio. Por que continua usando Euzébio?

Nossa pátria e sua língua é o resultado de uma enorme e antiga mistura de línguas e deve seu estado atual graças à ações imperialistas muito piores que as norte-americanas. Por que tem orgulho disso, se você mesmo disse  ser contra o imperialismo?

Se o uso de vocábulos estrangeiros são justificados por tempo e uso no português, como Euzébio, por que mouse não pode, já que tem seu uso bastante enraizado na população brasileira, tal como Euzébio?

Euzébio não é seguer adaptação correta da adaptação portuguesa do nome Eusebes. A adaptação correta é Eusébio. Como se sente propagando erros com seu nome?

Vai nessa, Pio!

[]'s

Hendrik
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Offline Hendrik Van Dingenen

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #113 Online: 29 de Janeiro de 2006, 11:00:15 »
Citação de: Euzébio
No entanto, se eu encontrasse uma imagem de um desses personagens folclóricos, que você citou acima, com a mesma expressão cínica deste meu avatar, imediatamente eu o trocaria. Mas, como as coisas do Brasil NÃO são divulgadas na Rede com a mesma abundância das coisas estrangeiras (em especial as americanas), fico lhe devendo esta.


Desculpa mais esfarrapada!!!

BWAHAHAHAHAHAHA!!! Pio, o fujão! Pio, o pinão!

BWAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Tem aqui toneladas de imagens:

http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&q=mula-sem-cabe%C3%A7a&btnG=Pesquisa+Google&sa=N&tab=wi

E isso só da mula-sem-cabeça...
Agora cumpra sua palavra e troque de avatar, Pio!

[]'s

Hendrik
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Offline Barata Tenno

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #114 Online: 29 de Janeiro de 2006, 11:01:54 »
Fora que o portugues vem do latim, de um imperialismo bem mais antigo........"Veni Vide Vici"
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Offline Euzébio

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #115 Online: 30 de Janeiro de 2006, 10:55:29 »
Citação de: Lord Barata
Arte é uma expressão da cultura.......O cinema americano é uma expressão da cultura americana, se vc quer valorizar o seu país sugiro que fique com a cultura nacional.Mas pelo que vc disse , vc só usa quando lhe é conveniente.....Isso pra mim é hipocrisia


Arte não é unicamente a expressão da cultura. A cultura sim, pode se expressar através não só da arte, mas de outras formas também  (por exemplo, através da guerra).

Eu adoraria usar como avatar um personagem do folclore brasileiro, mas o cinismo estampado no meu avatar não faz parte da nossa cultura.

 8-)
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Offline Barata Tenno

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #116 Online: 30 de Janeiro de 2006, 11:00:19 »
Em muitas culturas a guerra é considerada uma arte.......

E sobre o avatar, é como eu disse antes, usa quando lhe convém.............
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Offline Euzébio

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #117 Online: 30 de Janeiro de 2006, 11:03:25 »
Citação de: Willy Nilly
Que nada, o Euzébio não gosta de cultura nacional. Ele não gosta de futebol, carnaval, novela, churrasco... Só de Saci e mula-sem-cabeça.


Não sou obrigado a gostar de tudo o que é manifestação popular, lembrando que a cultura de uma nação não é somente aquilo que o povo manifesta.
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Offline uiliníli

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #118 Online: 30 de Janeiro de 2006, 11:15:52 »
Para mim é principalmente aquilo qe o povo manifesta. Carnaval é muito mais cultura brasileira do que Monteiro Lobato e Carlos Gomes. Eu também não gosto de carnaval, mas não sou eu quem está defendendo a cultura brasileira da invasão estrangeira.

BTW, Euzébio, sobre seu avatar, eu tanho uma sugestão também:

Offline Barata Tenno

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #119 Online: 30 de Janeiro de 2006, 11:18:09 »
Citação de: Euzébio
Citação de: GCF
Mas nossa cultura em suas virtudes e em seus defeitos é a lei do Gerson, é futebol, é loira pelada - oops, digo - gelada (pelada é a mulata), é carnaval, é novela das seis, das sete, das oito e se bobera, das nove e das dez.

É isso que é a nossa cultura, não é só saci-pererê e bumba-meu-boi.


Não, Gabriel, esta não é a nossa cultura. Esta é a mediocridade na qual a nossa elite mesquinha mergulhou o nosso povo, a nós brasileiros.


Mae e ai?Vc gosta da cultura do povo ou da cultura imposta pela elite mesquinha?
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Offline Euzébio

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #120 Online: 30 de Janeiro de 2006, 11:18:50 »
Citação de: Hendrik Van Dingenen
Pio, Piozinho, porque continua prestando mais atenção às provocações? porque a carapuça serviu? BWAHAHAHAHAHA!!!

Comentar as idéias que é bom, nicas, né não, Pio?


É você que não lê com atenção o que eu escrevo, Jimmy.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Fala aí:

Pio é o equivalente português de Euzébio. Por que continua usando Euzébio?


Não posso condenar os meus pais por me batizarem com este nome, Jimmy. Bom seria se os filhos pudessem escolher seus próprios nomes, não é mesmo?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Nossa pátria e sua língua é o resultado de uma enorme e antiga mistura de línguas e deve seu estado atual graças à ações imperialistas muito piores que as norte-americanas. Por que tem orgulho disso, se você mesmo disse  ser contra o imperialismo?


Porque eu sou brasileiro, Jimmy, e como brasileiro eu amo o meu país. Agora, se eu disser que amo o meu país e não valorizar os frutos desta terra, eu estarei sendo mentiroso. E não querendo ser mentiroso, se der preferência aos estrangeirismos que nos invadem diariamente, estarei sendo um fraco, pois o estrangeirismo estará sendo mais forte que o meu amor a este país.

Outrossim, me cite uma única nação que não seja a mistura desta e daquela outra nação, e lhe mostrarei uma nação privilegiada.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Se o uso de vocábulos estrangeiros são justificados por tempo e uso no português, como Euzébio, por que mouse não pode, já que tem seu uso bastante enraizado na população brasileira, tal como Euzébio?


Então eu deveria dizer môuse, que é como se diz ao encontro destas duas vogais (o e u). Ou então eu deveria escrever mause, que é como se lê em inglês. No entanto, eu vejo a palavra escrita 'mouse' e lida 'mause', não lhe parece incoerente?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Euzébio não é seguer adaptação correta da adaptação portuguesa do nome Eusebes. A adaptação correta é Eusébio. Como se sente propagando erros com seu nome?


Como já o disse, não posso responder pelos erros dos meus pais. No entanto, penso que este pequeno erro de grafia trouxe ao meu nome um charme todo especial, afinal, Eusébio não é um nome muito fácil de se carregar.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Vai nessa, Pio!


?¿?
 :?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Desculpa mais esfarrapada!!!

BWAHAHAHAHAHAHA!!! Pio, o fujão! Pio, o pinão!

BWAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Tem aqui toneladas de imagens:

http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&q=mula-sem-cabe%C3%A7a&btnG=Pesquisa+Google&sa=N&tab=wi

E isso só da mula-sem-cabeça...
Agora cumpra sua palavra e troque de avatar, Pio!

[]'s

Hendrik


Eis a prova cabal do que eu disse, Jimmy: você não lê com atenção - só com preconceitos - o que eu escrevo.

Eu disse que se encontrasse uma figura do nosso folclore com esta mesma expressão cínica - típica dos americanos - eu trocava imediatamente de avatar.

 :)
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Offline Hendrik Van Dingenen

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Re: Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #121 Online: 30 de Janeiro de 2006, 15:02:58 »
Ontem eu estava lendo um gibi, Demolidor vs Justiceiro (desculpa lá, Pio, sei que é uma traição imperdoável ler esse lixo norte-americano quando temos tanto gibi nacional sendo desprezado). Demolidor é o clássico super-héroi, mas o Justiceiro é mais complicado.

Demolidor, que também é advogado na sua identidade secreta, tem por princípio que matar é crime, então ele não mata. Nem sequer aos bandidos. prá ele, bandido tem que responder pelos seus crimes em tribunais. Ele é um homem dividido, mas ambas identidades possuem o mesmo princípio: matar é crime, logo eu não mato. Ninguém.

O Justiceiro não tem identidade secreta. Todo mundo sabe que o Justiceiro é Frank Castle. Frank também tem um princípio: inocentes vítimas de crimes devem ser vingados na mesma moeda ou pior. Inocentes não devem ser mortos, mas bandidos, esses merecem morrer (ou se o crime não foi grave, levar uma boa taréia - tá vendo, Pio? eu também sei Português).

Então nesse gibi, o Frank tava quase matando um chefão do crime local, quando o Demolidor se interpôs e salvou o bandido. Frank não gostou, pois segundo seus princípios o cara era responsável por muitas mortes de inocentes, entre outros crimes, e tinha mais era que morrer. Ele não gosta do Demolidor porque acha o cara muito frouxo, que fica tratando com luvas de pelica gente que não merece (os bandidos).

O Demolidor também nõa gosta do Frank e dos seus métodos. Ele acha o cara muito psicopata e contra a Lei. Ele também não gostou nada de ter defendido o bandidão, mas ele não poderia agir de outra forma, já que segundo seus princípios matar é crime e lugar de bandido é na cadeia, não no necrotério.

Por que estou dizendo isso tudo, Piozinho? para exemplificar o que é agir por princípios, que é o oposto ao agir por conveniência. Se o Demolidor pregasse a repulsa à morte do bandido mas deixasse o Frank mata-lo, já que a morte do cara seria um alívio prá cidade toda, o Demolidor estaria sendo hipócrita, agindo contra seus princípios por uma questão de conveniência. Como ele não era, ele defendeu o vilão.

Se Frank matasse inocentes de vez em quando, caso isso fosse de sua conveniência, ele também seria hipócrita. Mas ele não faz isso. Ele só mata bandido.

Por que eles fazem isso? porque eles são íntegros, eles são honestos consigo mesmos e com os outros. Eles não são hipócritas, fingidos, mentirosos.

Já você, Pio, chegou aqui armado em cavaleiro defensor da língua pátria, criticando todos que não usam termos portuguêses em preferência à estrangeirismos, como sendo traidores da pátria, burguêses vendidos, superficiais, amigos do imperialismo, apáticos da cultura nacional, etc, quando na  verdade você mesmo faz exatamente o mesmo que os outros. A Bíblia tem uns discursos do personagem Jesus bem interessantes sobre esse tipo de gente, os Fariseus, "sepulcros caiados", bonitos por fora mas podres por dentro.

Ora bem, Pioxote de la Nódoa, você chegou aqui todo arvorado em cara íntegor e justo, apregoando o princípio de que termos estrangeiros sendo usados quando existem termos nacionais equivalentes é "frescura", coisa de "burguês vendido" de gente que não sabe ou não quer valorizar a cultura nacional e apoia a "invasão cultural" do "imperialismo" norte-americano.

Aí eu mostro que "Euzébio" não é Português e que o vocábulo equivalente seria "Pio".

Se, um grande "se", você fosse um cara humilde, reconheceria seu erro de que não se pode ser inflexível dessa forma em se tratando de cultura. Culturas evoluem. Culturas se misturam. Culturas mudam. Culturas morrem e nascem. Não há regras para isso e cada uma dessas dinâmicas terão trocentas razões e motivos para ocorrem, sendo muitas delas baseadas em conveniências. Culturas não possuem princípios motores, possuem conveniência motores. Como não juram fidelidade à nenhum princípio, não podem ser hipócritas.

Mas como você jura lealdade ao princípio do uso de termos ncionais para vacábulos estrangeiros equivalentes e ao mesmo tempo se vale de conveniências para burlar esse mesmo princípio, isso me permite classifica-lo, sem a menor sombra de dúvidas, como sendo hipócrita, fingido, desonesto e imoral.

Quando lhe disse que "Euzébio" não é Português, você arrumou a desculpa, a conveniência, de que "Euzébio" era Português porque era usado na língua portuguesa.

Insisti que isso não desmente o fato de "Euzébio" não ser português. Insisti que isso era diferente do que tinha proclamado antes. Apontei até que "Euzébio" é Português errado. O correto é "Eusébio".

Mesmo assim prefere se valer da conveniência ao invês de reconhecer o erro, tamanha é sua vaidade. Então resolve apelar para seus pais:

Citar
Não posso condenar os meus pais por me batizarem com este nome, Jimmy. Bom seria se os filhos pudessem escolher seus próprios nomes, não é mesmo?


Ora bem:

1) Preferência aos termos em portuguêses quando na existência de equivalentes dos termos estrangeiros.

2) Tempo e uso validam o uso de termos estrangeiros, mesmo quando na existência de termos portuguêses equivalentes (como no caso "Eusébio).

3) Respeito à escolha dos pais.

Quando lhe convém, você assume o princípio 1, mas quando não lhe conveio, por vergonha de voltar atrás, sei lá, apelou, ou melhor, inventou as exceções 2 e 3.

Por conveniência, quando quer dar uma de gostosão, usa a 1, para sair por aqui atacando tudo e todos e dar uma de superior. Coisa de pirralho inseguro, na minha opinião.

Por conveniência, para não passar pela vergonha de admitir que errou, como se erro fosse vergonha (tem idéias muito altas de si mesmo, né?), quebrou o princípio 1, acrescentando-lhe o 2. Por conveniência continua recusando "mouse", que por "2" teria seu uso justificado.

Por conveniência, por não conseguir fugir da verdade nua e crua que Euzébio NÃO é Português, é estrangeirismo e é uma adaptação ortograficamente INCORRETA, inventou "3".

E eu, Hendrik, Hendrix, Jimmy, Dik, Dicó, Henrique, Henry, Enrico, gabriel, Frei Nicolau, El Mestiço, etc - já que tou cagando e andando pelos nomes que me chamam, não é isso que uso prá me definir como pessoa - agora venho humildemente lhe informar que sim, Pio, você pode mudar seu nome, desde que seja de maior e/ou tenha havido erro no cartório, como referiu.

Se por um imenso milagre você fosse honesto, conosco e consigo próprio, agora seria a altura ideal para dizer: "Mas, pô, Pio é feio demais. Euzébio é mais bonito. Se mudar prá Pio vai ser uma gozação só lá no Jardim Infantil onde estudo."

Mas claro, isso seria o equivalente à você ter de admitir que estrangeirismos podem ser adotados e usados, por conveniência da siatuação, como no Brasil todo mundo já relacionar "mouse" com o periférico carregador de dados roubado, digo, desenvolvido pelo tio Bill, né?

Só que isso iria a obriga-lo a despir essa magnífica armadura de cavaleiro que você, Don Pioxote, insiste em querer mostrar como magnífica, quando na verdade não passa de ferro-velho, e a ter de admitir que é um velho maluco investindo contra moinhos.

Essa, Pio, é a razão única de você não dar o braço a torcer e passar sua medíocre vidinha inventando desculpas esfarrapadas para se livrar de saias justas. Por isso você é uma pessoa vã, desonesta e fingida. Não é por possuir princípios elevados. É por ser babaca mesmo.

Citar
Então eu deveria dizer môuse, que é como se diz ao encontro destas duas vogais (o e u). Ou então eu deveria escrever mause, que é como se lê em inglês. No entanto, eu vejo a palavra escrita 'mouse' e lida 'mause', não lhe parece incoerente?


Não. É um termo recente e já não vivemos em tempos tão isolados quanto à uns anos atrás, quando "Eusebes" virou "Eusebius", que virou "Eusébio", que virou o errado "Euzébio".

Mas é bom ver que relaxou quanto ao pobre do mouse. Não sei o que será dele. Se vai virar mause ou mauze, à semelhança do seu nome estrangeiro. Também "tou-me nas tintas" (eita bixiga, mais Português original, hein?) para isso. Já disse que para mim a Linguagem tem como função e razão mesma de existir o podermos nos comunicar e expressar no nosso meio. Se a Linguagem falhar nesse propósito, então vou considerar que há um problema de Linguagem. Se não, é frescura. Prefiro deixar a cultura correr livre ao invês de me arvorar em definidor dela.

Citar
Outrossim, me cite uma única nação que não seja a mistura desta e daquela outra nação, e lhe mostrarei uma nação privilegiada.


BWAHAHAHAHA!!! o que acontece com sistemas fechados? algo a ver com entropia, sei lá...

Me mostre uma nação isolada, ou que se isole, e lhe mostrarei uma naçõa podre ou fadada à necrose profunda.

Hitler tinha umas idéias bem parecidas com as suas, senhor 'sou contra imperialismos"... coisas como ser contra a mistura da grande raça ariana com outras raças e como eles eram privilegiados por serem puros, sem misturas...

O ditado então é verdade: os extremos se tocam. Você é tão fanaticamente e cegamente conta "imperialismos", "invasões" e "purezas" que acaba sendo imperialista você mesmo, invasor vocês mesmo e impuro você mesmo.

Citar
Como já o disse, não posso responder pelos erros dos meus pais. No entanto, penso que este pequeno erro de grafia trouxe ao meu nome um charme todo especial, afinal, Eusébio não é um nome muito fácil de se carregar.


Conveniência... olha minha cara de peninha, olha...

"Eusébio" e muito menos "Euzébio" continuam sendo estrangeirismos. Continuam possuindo equivalentes em Português (princípio segundo o qual você defende que os estrangeirismos poderiam e devem ser subistituídos) e, pior ainda, "Euzébio" é ortograficamente incorreto.

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Eis a prova cabal do que eu disse, Jimmy: você não lê com atenção - só com preconceitos - o que eu escrevo.

Eu disse que se encontrasse uma figura do nosso folclore com esta mesma expressão cínica - típica dos americanos - eu trocava imediatamente de avatar.


Oh, não, Pio, eu li isso sim. Achei que por o Lord barata já ter comentado que isso era conveniência sua que não precisava eu repetir o rapaz. Pelos vistos me enganei, então lá vai: isso é conveniência, seu hipócrita!

E desde quando cinismo é típico dos americanos? lembro-lhe que nós somos americanos.

[]'s

Hendrik
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Offline Felius

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Re.: Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #122 Online: 30 de Janeiro de 2006, 20:18:45 »
E Euzebio, o que você acha do couvert? E do croissant?
"The patient refused an autopsy."

Offline Euzébio

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #123 Online: 01 de Fevereiro de 2006, 16:28:37 »
Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ontem eu estava lendo um gibi, Demolidor vs Justiceiro (desculpa lá, Pio, sei que é uma traição imperdoável ler esse lixo norte-americano quando temos tanto gibi nacional sendo desprezado). Demolidor é o clássico super-héroi, mas o Justiceiro é mais complicado.


Taí um bom exemplo de como deveria ser para se evitar uma invasão lingüística devastadora: os nomes dos heróis estão em português. Não é mais bonito assim?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Por que eles fazem isso? porque eles são íntegros, eles são honestos consigo mesmos e com os outros. Eles não são hipócritas, fingidos, mentirosos.


Alguma coisa de bom tem que ter neste lixo cultural importado, né?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Já você, Pio, chegou aqui armado em cavaleiro defensor da língua pátria, criticando todos que não usam termos portuguêses em preferência à estrangeirismos, como sendo traidores da pátria, burguêses vendidos, superficiais, amigos do imperialismo, apáticos da cultura nacional, etc,


Você acha que eu estou errado por defender o que é meu?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
quando na  verdade você mesmo faz exatamente o mesmo que os outros. A Bíblia tem uns discursos do personagem Jesus bem interessantes sobre esse tipo de gente, os Fariseus, "sepulcros caiados", bonitos por fora mas podres por dentro.


Apenas não suporto a idéia de ter usurpada, ferida e desrespeitada a minha língua-pátria. Estou errado?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ora bem, Pioxote de la Nódoa, você chegou aqui todo arvorado em cara íntegor e justo, apregoando o princípio de que termos estrangeiros sendo usados quando existem termos nacionais equivalentes é "frescura", coisa de "burguês vendido" de gente que não sabe ou não quer valorizar a cultura nacional e apoia a "invasão cultural" do "imperialismo" norte-americano.


E estou errado?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Aí eu mostro que "Euzébio" não é Português e que o vocábulo equivalente seria "Pio".


Até agora não consegui enxergar onde está o mal de se ter um nome cuja origem seja grega e foi adaptada pelo latim e etc.

O problema NÃO é este, Hendrix, afinal, TODOS os nomes têm uma origem em línguas antigas. O problema é USAR termos em inglês (ou qualquer outra língua) sendo que nosso léxico suporta satisfatoriamente estes termos, ou seja, temos termos equivalentes em nosso próprio idioma! Ao final, teremos um idioma mutilado, esfarrapado, descaracterizado...  

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Se, um grande "se", você fosse um cara humilde, reconheceria seu erro de que não se pode ser inflexível dessa forma em se tratando de cultura. Culturas evoluem. Culturas se misturam. Culturas mudam. Culturas morrem e nascem. Não há regras para isso e cada uma dessas dinâmicas terão trocentas razões e motivos para ocorrem, sendo muitas delas baseadas em conveniências. Culturas não possuem princípios motores, possuem conveniência motores. Como não juram fidelidade à nenhum princípio, não podem ser hipócritas.


Língua não é cultura, meu amigo. Língua é PATRIMÔNIO! É como você comprar aquele carrão e, na hora de abastecer, na hora de trocar o óleo, filtros, e etc., procurar sempre o PIOR do mercado (o pior filtro, o pior combustível, o pior mecânico, etc.). Em breve o seu carrão vai virar uma CARROÇA!... Algumas coisas que todo cidadão patriota deve cuidar são suas fronteiras, sua Bandeira, seu Hino e sua língua!

Mas brasileiro não, pra quê, né? Patriotismo só quando a SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, vulgarmente chamada BRASIL, entra em campo! Aí sim, a bandeira é agitada, o hino é cantado, as cores da pátria são defendidas a ferro e fogo! Aff!

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Mas como você jura lealdade ao princípio do uso de termos ncionais para vacábulos estrangeiros equivalentes e ao mesmo tempo se vale de conveniências para burlar esse mesmo princípio, isso me permite classifica-lo, sem a menor sombra de dúvidas, como sendo hipócrita, fingido, desonesto e imoral.


Você só pode estar de sacanagem, né Hendrix?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Quando lhe disse que "Euzébio" não é Português, você arrumou a desculpa, a conveniência, de que "Euzébio" era Português porque era usado na língua portuguesa.

Insisti que isso não desmente o fato de "Euzébio" não ser português. Insisti que isso era diferente do que tinha proclamado antes. Apontei até que "Euzébio" é Português errado. O correto é "Eusébio".

Mesmo assim prefere se valer da conveniência ao invês de reconhecer o erro, tamanha é sua vaidade. Então resolve apelar para seus pais:

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Não posso condenar os meus pais por me batizarem com este nome, Jimmy. Bom seria se os filhos pudessem escolher seus próprios nomes, não é mesmo?


E eu te disse que o nome Euz(s)ébio lembra a nação lusitana, o que significa que o nome foi incorporado na língua daquele país. É diferente de, por exemplo, se dizer:

“O Office-boy flertava com a baby-sitter no hall do shopping center, enquanto devorava o seu Big-Mac.”

Isso é português, Hendrix? Tem certeza?


Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ora bem:

1) Preferência aos termos em portuguêses quando na existência de equivalentes dos termos estrangeiros.


Sim!

Citação de: Hendrik Van Dingenen
2) Tempo e uso validam o uso de termos estrangeiros, mesmo quando na existência de termos portuguêses equivalentes (como no caso "Eusébio).


Isto é você quem está dizendo. Na verdade, quem valida ou não os termos estrangeiros são os imortais da Academia Brasileira de Letras. E com certeza eles nacionalizam os termos, não permitem esta prostituição lingüística que os nossos burgueses sem pátria estão promovendo.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
3) Respeito à escolha dos pais.


Quanto a isso, nada posso fazer. Não vou combatê-los, pois além de patriota procuro ser bom filho.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Quando lhe convém, você assume o princípio 1, mas quando não lhe conveio, por vergonha de voltar atrás, sei lá, apelou, ou melhor, inventou as exceções 2 e 3.


Heheheh, eu não inventei nada, Hendrix. Olha a postura...

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Por conveniência, quando quer dar uma de gostosão, usa a 1, para sair por aqui atacando tudo e todos e dar uma de superior. Coisa de pirralho inseguro, na minha opinião.


Não, eu não saio por aí atacando a tudo e a todos, apenas àqueles cuja carapuça serve. (penso que este é o seu caso)

Se faço isso é por estar me sentindo indignado, Hendrix, não é nada pessoal. Penso que ser patriota e amar a terra que nos acolhe como filhos (mesmo não sendo), é antes de tudo uma virtude (palavrinha esquecida pelas novas gerações – vítimas da nossa burguesia sem pátria).

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Por conveniência, para não passar pela vergonha de admitir que errou, como se erro fosse vergonha (tem idéias muito altas de si mesmo, né?), quebrou o princípio 1, acrescentando-lhe o 2. Por conveniência continua recusando "mouse", que por "2" teria seu uso justificado.


Nossa, isto está parecendo manual de eletrodoméstico.

Hendrix, eu sou honesto comigo mesmo e sei admitir quando estou errado (talvez não o faça publicamente – sou humano!). Eu afirmo e reafirmo que até agora NÃO enxerguei erro nenhum em defender o meu patrimônio lingüístico. Eu não estou pregando o fechamento das fronteiras, ou a negação da superioridade tecnológica estrangeira, ou o anti-americanismo. Eu só não quero perder um dos meus bens mais belos: a língua-pátria! Se a peça se chama “mouse” no estrangeiro, e se “mouse” em português é “rato”, por que não chamá-la de Rato? Se quando o americano fala “mouse” ao se referir a esta peça ele entende como “rato”, por que eu não posso entender do mesmo jeito?

Por que eu tenho que ter VERGONHA da minha língua, a ponto de ter que adotar a língua de outros povos?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Por conveniência, por não conseguir fugir da verdade nua e crua que Euzébio NÃO é Português, é estrangeirismo e é uma adaptação ortograficamente INCORRETA, inventou "3".


O léxico do português foi formado de empréstimos do árabe, das línguas
germânicas, do italiano, do espanhol, do francês, das línguas africanas, das
línguas indígenas etc. portanto, a raiz e a origem do meu nome não vêm ao caso.

E você definitivamente não entendeu (ou não quis entender) que sou BRASILEIRO, falo PORTUGUÊS e não tolero esta prostituição anárquica invasiva ao MEU idioma.

Se por infelicidade meu nome fosse Hendrik, ou Jimmy, ou sei lá o quê, sendo brasileiro eu ainda assim me sentiria ultrajado, pois o foco da questão NÃO está em meu nome, mas sim no que a nossa burguesia sem pátria (entenda ‘grandes fortunas do comércio’) está fazendo ou está permitindo que se faça com esta nação.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
E eu, Hendrik, Hendrix, Jimmy, Dik, Dicó, Henrique, Henry, Enrico, gabriel, Frei Nicolau, El Mestiço, etc - já que tou cagando e andando pelos nomes que me chamam, não é isso que uso prá me definir como pessoa - agora venho humildemente lhe informar que sim, Pio, você pode mudar seu nome, desde que seja de maior e/ou tenha havido erro no cartório, como referiu.


E desde que haja INTERESSE da minha parte, o que não há.

Então você concorda que o nome de batismo NADA TEM a ver com o assunto, isso é bom.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Se por um imenso milagre você fosse honesto, conosco e consigo próprio, agora seria a altura ideal para dizer: "Mas, pô, Pio é feio demais. Euzébio é mais bonito. Se mudar prá Pio vai ser uma gozação só lá no Jardim Infantil onde estudo."


Não é Maria mas é cheio das graças...

Eu antes consultaria meus pais para saber se é do agrado deles que eu modifique um nome que eles escolheram. Não quero ser como a nossa malfadada burguesia que muda a língua da nação sem antes a consultar.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Mas claro, isso seria o equivalente à você ter de admitir que estrangeirismos podem ser adotados e usados, por conveniência da siatuação, como no Brasil todo mundo já relacionar "mouse" com o periférico carregador de dados roubado, digo, desenvolvido pelo tio Bill, né?


Como disse, Hendrix, a maioria das nações latinas NÃO adotaram o môuse como nome desta curiosa peça que, na aparência, lembra um RATO. Já ouvi falar no RATÓN espanhol e no RATO, como usado em PORTUGAL; e também em SOURIS, como se diz na França.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Só que isso iria a obriga-lo a despir essa magnífica armadura de cavaleiro que você, Don Pioxote, insiste em querer mostrar como magnífica, quando na verdade não passa de ferro-velho, e a ter de admitir que é um velho maluco investindo contra moinhos.

Essa, Pio, é a razão única de você não dar o braço a torcer e passar sua medíocre vidinha inventando desculpas esfarrapadas para se livrar de saias justas. Por isso você é uma pessoa vã, desonesta e fingida. Não é por possuir princípios elevados. É por ser babaca mesmo.


Por esta tua atitude infantil e agressiva bem lhe caberia um amarelinho, né Hendrix? Ad hominens são típicos de quem não tem argumentação.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
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Então eu deveria dizer môuse, que é como se diz ao encontro destas duas vogais (o e u). Ou então eu deveria escrever mause, que é como se lê em inglês. No entanto, eu vejo a palavra escrita 'mouse' e lida 'mause', não lhe parece incoerente?

Não.


Isto é indício de que a violentação do nosso léxico já está lhe afetando o bom senso.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
É um termo recente e já não vivemos em tempos tão isolados quanto à uns anos atrás, quando "Eusebes" virou "Eusebius", que virou "Eusébio", que virou o errado "Euzébio".


Será que é por isto que nossos vizinhos argentinos nos chamam de “Los Macaquitos”? Por esta estranha obsessão em imitar e incorporar os estrangeirismos?

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Mas é bom ver que relaxou quanto ao pobre do mouse. Não sei o que será dele. Se vai virar mause ou mauze, à semelhança do seu nome estrangeiro. Também "tou-me nas tintas" (eita bixiga, mais Português original, hein?) para isso. Já disse que para mim a Linguagem tem como função e razão mesma de existir o podermos nos comunicar e expressar no nosso meio. Se a Linguagem falhar nesse propósito, então vou considerar que há um problema de Linguagem. Se não, é frescura. Prefiro deixar a cultura correr livre ao invês de me arvorar em definidor dela.


Estrangeirismo é também uma forma de segregação social, Hendrix. Enquanto os bam-bam-bam falam o internetiquês, os favelados não sabem sequer falar o português...

Citação de: Hendrik Van Dingenen
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Outrossim, me cite uma única nação que não seja a mistura desta e daquela outra nação, e lhe mostrarei uma nação privilegiada.


BWAHAHAHAHA!!! o que acontece com sistemas fechados? algo a ver com entropia, sei lá...

Me mostre uma nação isolada, ou que se isole, e lhe mostrarei uma naçõa podre ou fadada à necrose profunda.


Que tal a França? Que tal a Espanha? Devo informá-las que elas estão “fadadas à necrose profunda”?

Experimente como turista dar uma de gostosão e falar o inglês em terras espanholas ou francesas (se for o horrível inglês-estadunidense, pior!)

Citação de: Hendrik Van Dingenen
Hitler tinha umas idéias bem parecidas com as suas, senhor 'sou contra imperialismos"... coisas como ser contra a mistura da grande raça ariana com outras raças e como eles eram privilegiados por serem puros, sem misturas...

O ditado então é verdade: os extremos se tocam. Você é tão fanaticamente e cegamente conta "imperialismos", "invasões" e "purezas" que acaba sendo imperialista você mesmo, invasor vocês mesmo e impuro você mesmo.


A língua é a mais viva expressão da nacionalidade. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que a exprime e representa, o idioma pátrio?

Não quero xenofobismos, nem isolamento, nada disso. Apenas que se mantenha íntegro um patrimônio nacional, à maneira das nações mais civilizadas do planeta.

Citação de: Hendrik Van Dingenen
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Como já o disse, não posso responder pelos erros dos meus pais. No entanto, penso que este pequeno erro de grafia trouxe ao meu nome um charme todo especial, afinal, Eusébio não é um nome muito fácil de se carregar.


Conveniência... olha minha cara de peninha, olha...

"Eusébio" e muito menos "Euzébio" continuam sendo estrangeirismos. Continuam possuindo equivalentes em Português (princípio segundo o qual você defende que os estrangeirismos poderiam e devem ser subistituídos) e, pior ainda, "Euzébio" é ortograficamente incorreto.


Ei, Hendrix, em português claro: v.t.n.c. ...

 :D

Citação de: Hendrik Van Dingenen
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Eis a prova cabal do que eu disse, Jimmy: você não lê com atenção - só com preconceitos - o que eu escrevo.

Eu disse que se encontrasse uma figura do nosso folclore com esta mesma expressão cínica - típica dos americanos - eu trocava imediatamente de avatar.


Oh, não, Pio, eu li isso sim. Achei que por o Lord barata já ter comentado que isso era conveniência sua que não precisava eu repetir o rapaz. Pelos vistos me enganei, então lá vai: isso é conveniência, seu hipócrita!

E desde quando cinismo é típico dos americanos? lembro-lhe que nós somos americanos.

[]'s

Hendrik


Já o disse, e me desagrada repetir: Não tenho nada contra a arte, a técnica, a cultura estrangeiras. Só não destruam o que é nosso, vendendo-nos a preço de bananas.

Somos americanos? Diga isso a George W Bush, talvez ele não saiba (aliás, por que será que eles nos chamam de ‘cucarachas’, hein?)

Citando Cipro Neto (heheh... quem eu citar/copiar/colar?):

É preciso separar as coisas. Há o estrangeirismo que supre carências e enriquece a língua, e há o tolo, metido, babaca, usado para fins pouco nobres. Este não precisa de leis, mas de educação, de cultura, de amor à tradição. O ideal seria que a própria sociedade, culturalmente forte, ridicularizasse estupidezes como a colocação em lugares públicos da saboneteira em que se lê "push" em vez de "pressione" ou "aperte", ou o "Memorial da América Latina", pura macaquice americanóide. "Memorial", em português, não corresponde ao "memorial" do inglês. Se alguém duvidar, leia "Memorial de Aires", de Machado, ou "Memorial do Convento", de Saramago.”

Mais citações:

"No Brasil fala-se português com açúcar", disse há mais de cem anos o escritor português Eça de Queirós. Agora, contudo, nosso vocabulário está cheio de garranchos amargos, que turvam a vista e enrolam a língua, como browser, carrying, delivery, gefiltefish, groom, groschen, homestead, kaddisch, Kjkenmödding, manager, network, outrigger, parkerizar, scanner, schedule, schroeckingerita, steeple-chase, steward, svetlozarita, tzedaká, uppercut."

E para finalizar, Jimmy James Hendrix, leia com ATENÇÃO o que te escrevo para depois não dizer que só uso de cópe/pêiste e não lhe dou argumentos...
"A fé é a força da vida. Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa."

Offline Guinevere

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Português x Inglês e estrangeirismos
« Resposta #124 Online: 01 de Fevereiro de 2006, 16:37:58 »
Citação de: Euzébio
Citação de: Hendrik Van Dingenen
Ontem eu estava lendo um gibi, Demolidor vs Justiceiro (desculpa lá, Pio, sei que é uma traição imperdoável ler esse lixo norte-americano quando temos tanto gibi nacional sendo desprezado). Demolidor é o clássico super-héroi, mas o Justiceiro é mais complicado.


Taí um bom exemplo de como deveria ser para se evitar uma invasão lingüística devastadora: os nomes dos heróis estão em português. Não é mais bonito assim?
Não. O Demolidor não demole nada, o correto é "Audacioso" (daredevil) e o justiceiro nao tem nada a ver com justiça, ele é um carrasco (punisher)

 

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