Autor Tópico: Rodrigo Constantino é Demitido de Novo  (Lida 3199 vezes)

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Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #75 Online: 10 de Maio de 2017, 22:17:18 »
O "fardo" do italo-germanico carregando os miseraveis pardos e pretos lá do norte, nordeste e mesmo do sudeste. Que coitados!

Não carregam esse espantalho. Carregam os brancos e ricos coronéis e barões lá de cima.
E foram perseguidos por essa elite durante a campanha de nacionalização, com aquele papo de "perigo alemào" e tal.
“A matemática é a rainha das ciências.”
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Offline Agnoscetico

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #76 Online: 11 de Maio de 2017, 01:05:35 »
O "fardo" do italo-germanico carregando os miseraveis pardos e pretos lá do norte, nordeste e mesmo do sudeste. Que coitados!

Não carregam esse espantalho. Carregam os brancos e ricos coronéis e barões lá de cima.
E foram perseguidos por essa elite durante a campanha de nacionalização, com aquele papo de "perigo alemào" e tal.

@Lorentz

Quanto aos coronéis concordo.
Mas só não entendi relação entre os do sul carregar os outros nas costas e os coronéis. Fiquei confuso se quem não é do sul seria coronel.

E foram perseguidos por essa elite durante a campanha de nacionalização, com aquele papo de "perigo alemào" e tal.

E a elite política (e mesmo as não-políticas) que se associou com Alemanha nazista durante período Vargas?






Offline Lorentz

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #77 Online: 11 de Maio de 2017, 10:17:07 »
Só para esclarecer, os estados mais ao sul são superavitários e os do norte deficitários. Centro-oeste, sudeste e sul pagam a máquina política e assistencialista de curto prazo dos estados do norte, com exceções, claro.
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Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #78 Online: 11 de Maio de 2017, 12:41:52 »
E foram perseguidos por essa elite durante a campanha de nacionalização, com aquele papo de "perigo alemào" e tal.

E a elite política (e mesmo as não-políticas) que se associou com Alemanha nazista durante período Vargas?
Praticamente nenhum teuto-brasileiro fazia parte da elite política da época. Meu avô me contava várias histórias sobre o período Vargas, a mais marcante é a proibição de se falar o dialeto alemão em público (e até mesmo em casa, caso o inspetor estivesse fazendo uma visita) e das pessoas que desapareceram por descumprir essa lei.

Nas visitas do inspetor, ele dizia que ele e os irmãos se escondiam para não precisar falar nada, já que quando crianças a língua materna falada em casa era o dialeto e o português só começava a se falar quando ia pra escola.
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Offline Agnoscetico

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #79 Online: 13 de Maio de 2017, 02:54:21 »
E foram perseguidos por essa elite durante a campanha de nacionalização, com aquele papo de "perigo alemào" e tal.

E a elite política (e mesmo as não-políticas) que se associou com Alemanha nazista durante período Vargas?
Praticamente nenhum teuto-brasileiro fazia parte da elite política da época. Meu avô me contava várias histórias sobre o período Vargas, a mais marcante é a proibição de se falar o dialeto alemão em público (e até mesmo em casa, caso o inspetor estivesse fazendo uma visita) e das pessoas que desapareceram por descumprir essa lei.

Nas visitas do inspetor, ele dizia que ele e os irmãos se escondiam para não precisar falar nada, já que quando crianças a língua materna falada em casa era o dialeto e o português só começava a se falar quando ia pra escola.

Em que período (era Vargas?) teu avô afirma que era proibido falara alemão
? Quando vargas era aliado dos alemães ou quando ele se voltou pros americanos, "traindo" os alemães? Além do fato desse testemunho ser tipo evidência anedótica.

Então coisas como essas eram falsas?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Filinto_M%C3%BCller

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Filinto Strubing Müller ComA • GCA (Cuiabá, 11 de julho de 1900 — Paris, 11 de julho de 1973) foi um militar e político brasileiro. Participou dos levantes tenentistas entre 1922 e 1924. Durante o Governo Vargas, destacou-se por sua atuação como chefe da polícia política e por diversas vezes foi acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros. Ganhou repercussão internacional o caso da prisão da judia alemã Olga Benário, militante comunista e companheira de Luís Carlos Prestes, à época grávida quando deportada para a Alemanha, onde seria executada em Bernburg, em 1942.[1][2][3][4]




« Última modificação: 13 de Maio de 2017, 02:56:49 por Agnoscetico »

Offline Sergiomgbr

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #80 Online: 13 de Maio de 2017, 10:02:51 »
Falar línguas de países pertencentes ao Eixo, como italiano, alemão e japonês foi por um tempo de fato censurado e visto como antipatriotismo, principalmente durante a segunda guerra.

Offline -Huxley-

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #81 Online: 13 de Maio de 2017, 10:20:52 »
Cultura europeia? "Hipótese cultural" do subdesenvolvimento desmistificada: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=29978.0

Skorpios

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #82 Online: 14 de Maio de 2017, 07:42:42 »
Em que período (era Vargas?) teu avô afirma que era proibido falara alemão
? Quando vargas era aliado dos alemães ou quando ele se voltou pros americanos, "traindo" os alemães? Além do fato desse testemunho ser tipo evidência anedótica.

Já notei que pela ênfase de suas respostas o Sr. tem certeza absoluta do que diz, mas permita-me discordar se ser "evidência anedótica".

https://pt.wikipedia.org/wiki/Campanha_de_nacionaliza%C3%A7%C3%A3o

Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #83 Online: 14 de Maio de 2017, 19:52:21 »
Em que período (era Vargas?) teu avô afirma que era proibido falara alemão
? Quando vargas era aliado dos alemães ou quando ele se voltou pros americanos, "traindo" os alemães? Além do fato desse testemunho ser tipo evidência anedótica.

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[...]
A situação dos alemães no Brasil era peculiar, pois, embora pouco numerosos nacionalmente, estavam profundamente concentrados em certas áreas do Sul, de forma isolada. Como norte-europeus, os alemães se diferenciavam da população brasileira, e tinham língua e cultura que eram significativamente diferentes do encontrado no Brasil. Os alemães conseguiram preservar sua língua, havendo centenas de milhares de teuto-brasileiros de segunda e de terceira geração que mal conseguiam falar o português. Essa diferenciação favorecia o sentimento de grupo minoritário, que se aliava à formação de instituições étnicas sólidas, como escolas, igrejas, associações sociais e uma imprensa em língua alemã. Todos esses elementos combinados promoviam um sentimento geral de "superioridade cultural".

Esse cenário passou a chamar a atenção da elite brasileira no final do século XIX. Embora os imigrantes alemães tenham sido recebidos e valorizados pelas suas contribuições para o desenvolvimento brasileiro, a imagem que o brasileiro fazia dos alemães era pautada por informações inadequadas e distorcidas, exageros retóricos, e mitos. Quando a elite brasileira tentou identificar a típica atitude alemã, ela naturalmente prestou atenção nos idealistas teuto-brasileiros. O teuto-brasileiro comum dava pouca importância à questão da assimilação cultural, mas havia um grupo de imigrantes que faziam discursos e publicações defendendo o direito dos alemães de manterem o seu separatismo cultural no Brasil, em um contexto em que a propaganda nacionalista crescia na Alemanha e fora dela. Diante disso, as autoridades brasileiras temiam que os teuto-brasileiros no Sul estivessem se tornando tão numerosos que nunca seriam assimilados. Era o início do "perigo alemão", uma crença comum de que a Alemanha estava expandindo seu imperialismo em todo o mundo, com base, em parte, na presença de imigrantes alemães em vários países subdesenvolvidos, incluindo o Brasil.

Acrescenta-se a isso o fato de que os brasileiros de origem alemã eram normalmente mais bem educados e, via de regra, mais ricos que a maioria dos brasileiros, de modo que detinham um grande poder econômico, embora pouca influência política. Em um país pobre e dominado por analfabetos como era o Brasil, a relativa prosperidade da comunidade alemã tendia a evocar antagonismos, apesar da propalada benevolência e tolerância brasileira. Nesse contexto, alguns membros do governo brasileiro insistiam na necessidade de fragmentar as colônias alemãs e de garantir que as novas colônias fossem compostas por indivíduos de diversos grupos étnicos.

O brasileiro comum em geral manteve uma postura entre a desconfiança e a hostilidade ao imigrante alemão. A opinião geral ficou mais contundente após a Unificação da Alemanha, com a percepção que as relações entre as colônias do sul do Brasil e a Alemanha pudessem desencadear um movimento ameaçador à integridade do Brasil. Ideia essa que se estendeu com intensidade variável por quase quarenta anos, até a Primeira Guerra Mundial sendo propalada por diversos intelectuais, com grande destaque para as obras de Sílvio Romero, paladino do “perigo alemão”.

Esse temor, por outro lado, era infundado, já que grande parte dos imigrantes haviam emigrado antes da reunificação e o carinho e o sentimento de reciprocidade em relação à terra natal era dedicado à aldeia ou à família, e não à nação.[54] Estes imigrantes pioneiros e os Brummer chegados em 1851, ao receberem os novos grupos, pós-reunificação ( os Reichsdeutsche ou alemães do Império), não se harmonizaram bem, considerando-os eruditos demais, excessivamente apegados à região de origem e defensores de um país que não dizia respeito à sua história.

A suspeita de antibrasilidade ganhou reforço pela questão religiosa, com a presença de imigrantes luteranos; pelo relativo isolamento dos colonos em locais de difícil acesso; pela falta de escolas oficiais e, portanto, pela ausência de educação para os filhos de imigrantes, de forma a que aprendessem o idioma português; pelo sucesso empresarial de alguns imigrantes, que passaram a dominar alguns mercados locais. Isso levava a casos em que políticos locais, como João José Pereira Parobé declarassem que preferiam o atraso econômico do estado a ver a prosperidade depender dos povos de origem germânica.
[...]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil#Nacionaliza.C3.A7.C3.A3o_e_assimila.C3.A7.C3.A3o

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/07/descendentes-de-alemaes-lembram-perseguicao-no-rs-na-2-guerra.html

http://hipermidia.unisc.br/temposnazistas/nazismo-candelaria.html

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   "Conforme podemos observar, a colonização germânica criou raízes profundas, desenvolveu-se por todo o sul do Brasil e tomaria aspectos aterradores se não fossem as oportunas medidas adotadas, visando defender os interesses sagrados da Pátria e desmanchando toda e qualquer possibilidade de desagregação do nosso território" (Rui Alencar Nogueira, oficial do exército brasileiro - 1947)

Entre 1937 e 1945, uma parcela significativa da população brasileira sofreu interferência na sua vida privada produzida por uma "campanha de nacionalização". Esta população - chamada de "alienígena" pelo governo brasileiro - era composta por imigrantes e seus descendentes. Tanto o Brasil Império e a Primeira República permitiram que grupos de imigrantes se estabelecessem em comunidades isoladas, principalmente no sul do Brasil. Essas pessoas não se assimilaram na sociedade brasileira, fato que preocupava o governo nacionalista do presidente Getúlio Vargas. O exército teve um papel importante durante este processo de assimilação forçada destas áreas de "colonização estrangeira", onde havia os chamados "quistos étnicos" no Brasil.

Os brasileiros de origem alemã viam-se como parte de uma sociedade plural, de modo que o "Deutschtum" (sentimento de pertença a uma comunidade com uma ascendência alemã compartilhada) parecia compatível com o fato de que eles também eram cidadãos brasileiros. No entanto, o governo brasileiro só aceitava a ideia do jus soli, de modo que todas as pessoas nascidas no Brasil deveriam ver-se apenas como brasileiras e deixar outras associações étnicas para trás. A visão brasileira contrasta com o jus sanguinis dos descendentes de alemães que, na época, ainda estavam ligados legal e afetivamente à terra ancestral.[...]

Na década de 1930, o Brasil abrigava uma das maiores populações alemãs fora da Alemanha, com 100.000 pessoas nascidas na Alemanha e uma comunidade de quase um milhão de brasileiros de ascendência alemã, cujos antepassados vinham se estabelecendo no país desde 1824. A ditadura varguista pretendia extirpar qualquer identificação nacional que não se encaixasse na proposta pelo regime. Fortemente influenciada pela obra de Gilberto Freyre, Casa-Grande e Senzala, que apresenta o brasileiro como fruto da miscigenação de raças, tornou-se uma questão nacional a eliminação de qualquer tentativa de enquistamento étnico. As restrições começaram em 1938, mas a situação piorou muito quando o Brasil declarou guerra aos países do eixo, em 1942. Todas as escolas foram obrigadas a ensinar exclusivamente em português, e a publicação de livros, jornais e revistas em línguas estrangeiras (que na prática significava alemão e italiano) foi submetida à censura prévia por parte do Ministério da Justiça. Membros do Exército brasileiro foram enviados para as áreas de "colonização estrangeira" para "monitorar" a população local. Pessoas eram hostilizadas e agredidas caso falassem alemão na rua. A polícia fiscalizava a vida privada das pessoas, invadindo as casas para queimar livros escritos em alemão. Muitas pessoas foram presas pelo simples fato de falarem alemão. Em 1942, 1,5% dos habitantes de Blumenau foram encarcerados por falar alemão.

Em muitas cidades brasileiras muitos indivíduos, mesmo nascidos no Brasil, não sabiam falar o português. De uma hora para outra, essas pessoas passaram a ser impedidas de falar na única língua que conheciam, inclusive dentro de casa, vez que o governo enviou muitos espiões para fiscalizar a língua usada nos lares. O censo de 1927 em Blumenau mostrou que, embora 84% da população da cidade fosse nascida no Brasil, apenas 28% tinha o português como língua materna e 53% tinha o alemão como idioma. A repressão à língua alemã durante o governo Vargas foi, em decorrência, bastante traumática para muitas pessoas.

A perseguição aos falantes de alemão era defendida inclusive por intelectuais da época, como a escritora Rachel de Queiroz que, após visita a Blumenau, escreveu a crônica Olhos Azuis na revista O Cruzeiro. Na crônica, Queiroz criticava o modo como os habitantes de Blumenau falavam português, "com sintaxe germânica, com uma pavorosa pronúncia germânica" e acrescentava: "Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele não se vira drama".

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil#Nacionaliza.C3.A7.C3.A3o_e_assimila.C3.A7.C3.A3o

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Então coisas como essas eram falsas?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Filinto_M%C3%BCller

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Filinto Strubing Müller ComA • GCA (Cuiabá, 11 de julho de 1900 — Paris, 11 de julho de 1973) foi um militar e político brasileiro. Participou dos levantes tenentistas entre 1922 e 1924. Durante o Governo Vargas, destacou-se por sua atuação como chefe da polícia política e por diversas vezes foi acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros. Ganhou repercussão internacional o caso da prisão da judia alemã Olga Benário, militante comunista e companheira de Luís Carlos Prestes, à época grávida quando deportada para a Alemanha, onde seria executada em Bernburg, em 1942.[1][2][3][4]

Pelo contrário, eram raríssimas exceções.
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[...]

Influência política

A comunidade alemã no Brasil começou de forma modesta, na década de 1820. Suas colônias surgiram em regiões menos desenvolvidas do país, onde trabalhavam como fazendeiros. Posteriormente, ali desenvolveram pequenos centros urbanos, onde surgiu algum desenvolvimento industrial. O interesse da Alemanha pelas comunidades teuto-brasileiras recrudesceu em 1896, com a Weltpolitik, baseada numa política exterior agressiva e expansionista, com bases nacionalistas. Para os formuladores dessa política, era necessário salvar as pessoas de sangue alemão no exterior da assimilação, pois elas poderiam ser úteis para as ambições expansionistas da Alemanha. Evidentemente, o Brasil tinha lugar de destaque nesse cenário, uma vez que abrigava milhares de pessoas com origens alemãs e ainda era o país que tinha o maior número de escolas alemãs em todo o mundo, depois da Alemanha. Além disso, a grande quantidade de clubes alemães no Brasil propiciou a perpetuação de uma identidade alemã entre os descendentes.

Contudo, ao contrário do que projetavam os entusiastas nacionalistas da Alemanha, os "alemães" do Brasil não formavam um "sindicato de teutônicos orgulhosos nos trópicos". Formavam um grupo heterogêneo, com rivalidades entre protestantes e católicos, entre conservadores e liberais e entre diferentes grupos regionais.[95] A ineficácia do Partido Nazista em cooptar uma grande adesão entre os teutônicos no Brasil reflete essa diversidade de desígnios. Evidentemente, devido ao isolamento das colônias germânicas e à preservação da língua, os descendentes de alemães no Brasil sentiam-se pertencentes a um grupo minoritário, porém esse sentimento não ensejou qualquer mobilização antibrasileira, apesar do propalado "perigo alemão".

De fato, durante a República Velha, foram pouquíssimos os políticos de origem alemã com influência no Brasil, o que descontrói o mito do "perigo alemão". Mesmo na década de 1930, em que havia vários membros do governo Vargas simpatizantes do nazifascismo, como Góis Monteiro, a influência alemã inclusive diminuiu. Nos primeiros anos do século XX, surgiram nomes como Lauro Müller, que atuou como ministro das Relações Exteriores, mas que se viu obrigado a renunciar durante a I Guerra Mundial pois, por ser filho de alemães, foi acusado por Rui Barbosa de imparcialidade, sendo que Barbosa era defensor de uma aliança com os Estados Unidos. Na década de 1920 pode ser citado Vítor Konder, que perdeu toda sua influência política no pós-1930, não conseguindo nem se eleger vereador em Blumenau. Da mesma forma, Lindolfo Collor, que foi eleito com o apoio dos teuto-brasileiros mas, após se desentender com Vargas, perdeu espaço. Por fim, a lista termina com Filinto Müller, que ficou famoso durante a ditadura de Vargas, ao atuar como chefe da polícia política e ser acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros.

Em sua História, o Brasil teve três Presidentes da República de origem alemã. O primeiro foi Ernesto Geisel (1974-1979), durante a ditadura militar. Ambos os pais de Geisel eram de origem alemã, sendo o pai de Hesse e a mãe filha de imigrantes da Baixa Saxônia. Geisel falava alemão durante a infância, mas se considerava brasileiro, e inclusive questionava o porquê de alguns índios não "quererem ser brasileiros". Durante seu governo, buscou uma aproximação pragmática com a Alemanha, consubstanciada pela assinatura do Acordo nuclear Brasil-Alemanha, em 1975.[102] O segundo presidente de origem alemã foi Fernando Collor de Mello (1990-1992), cujo avô materno, Lindolfo Collor, foi um dos poucos políticos de origem alemã na Primeira República, o qual atuou como "mediador" entre a comunidade alemã do Rio Grande do Sul e o resto da sociedade brasileira. Por fim, o presidente Itamar Franco (1992-1994) também tinha origem alemã, sendo que sua avó paterna, Mathilde Stiebler, era de Hamburgo.
[...]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil#A_influ.C3.AAncia_alem.C3.A3_no_Brasil
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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #84 Online: 16 de Maio de 2017, 03:58:46 »
Em que período (era Vargas?) teu avô afirma que era proibido falara alemão
? Quando vargas era aliado dos alemães ou quando ele se voltou pros americanos, "traindo" os alemães? Além do fato desse testemunho ser tipo evidência anedótica.

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[...]
A situação dos alemães no Brasil era peculiar, pois, embora pouco numerosos nacionalmente, estavam profundamente concentrados em certas áreas do Sul, de forma isolada. Como norte-europeus, os alemães se diferenciavam da população brasileira, e tinham língua e cultura que eram significativamente diferentes do encontrado no Brasil. Os alemães conseguiram preservar sua língua, havendo centenas de milhares de teuto-brasileiros de segunda e de terceira geração que mal conseguiam falar o português. Essa diferenciação favorecia o sentimento de grupo minoritário, que se aliava à formação de instituições étnicas sólidas, como escolas, igrejas, associações sociais e uma imprensa em língua alemã. Todos esses elementos combinados promoviam um sentimento geral de "superioridade cultural".

Esse cenário passou a chamar a atenção da elite brasileira no final do século XIX. Embora os imigrantes alemães tenham sido recebidos e valorizados pelas suas contribuições para o desenvolvimento brasileiro, a imagem que o brasileiro fazia dos alemães era pautada por informações inadequadas e distorcidas, exageros retóricos, e mitos. Quando a elite brasileira tentou identificar a típica atitude alemã, ela naturalmente prestou atenção nos idealistas teuto-brasileiros. O teuto-brasileiro comum dava pouca importância à questão da assimilação cultural, mas havia um grupo de imigrantes que faziam discursos e publicações defendendo o direito dos alemães de manterem o seu separatismo cultural no Brasil, em um contexto em que a propaganda nacionalista crescia na Alemanha e fora dela. Diante disso, as autoridades brasileiras temiam que os teuto-brasileiros no Sul estivessem se tornando tão numerosos que nunca seriam assimilados. Era o início do "perigo alemão", uma crença comum de que a Alemanha estava expandindo seu imperialismo em todo o mundo, com base, em parte, na presença de imigrantes alemães em vários países subdesenvolvidos, incluindo o Brasil.

Acrescenta-se a isso o fato de que os brasileiros de origem alemã eram normalmente mais bem educados e, via de regra, mais ricos que a maioria dos brasileiros, de modo que detinham um grande poder econômico, embora pouca influência política. Em um país pobre e dominado por analfabetos como era o Brasil, a relativa prosperidade da comunidade alemã tendia a evocar antagonismos, apesar da propalada benevolência e tolerância brasileira. Nesse contexto, alguns membros do governo brasileiro insistiam na necessidade de fragmentar as colônias alemãs e de garantir que as novas colônias fossem compostas por indivíduos de diversos grupos étnicos.

O brasileiro comum em geral manteve uma postura entre a desconfiança e a hostilidade ao imigrante alemão. A opinião geral ficou mais contundente após a Unificação da Alemanha, com a percepção que as relações entre as colônias do sul do Brasil e a Alemanha pudessem desencadear um movimento ameaçador à integridade do Brasil. Ideia essa que se estendeu com intensidade variável por quase quarenta anos, até a Primeira Guerra Mundial sendo propalada por diversos intelectuais, com grande destaque para as obras de Sílvio Romero, paladino do “perigo alemão”.

Esse temor, por outro lado, era infundado, já que grande parte dos imigrantes haviam emigrado antes da reunificação e o carinho e o sentimento de reciprocidade em relação à terra natal era dedicado à aldeia ou à família, e não à nação.[54] Estes imigrantes pioneiros e os Brummer chegados em 1851, ao receberem os novos grupos, pós-reunificação ( os Reichsdeutsche ou alemães do Império), não se harmonizaram bem, considerando-os eruditos demais, excessivamente apegados à região de origem e defensores de um país que não dizia respeito à sua história.

A suspeita de antibrasilidade ganhou reforço pela questão religiosa, com a presença de imigrantes luteranos; pelo relativo isolamento dos colonos em locais de difícil acesso; pela falta de escolas oficiais e, portanto, pela ausência de educação para os filhos de imigrantes, de forma a que aprendessem o idioma português; pelo sucesso empresarial de alguns imigrantes, que passaram a dominar alguns mercados locais. Isso levava a casos em que políticos locais, como João José Pereira Parobé declarassem que preferiam o atraso econômico do estado a ver a prosperidade depender dos povos de origem germânica.
[...]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil#Nacionaliza.C3.A7.C3.A3o_e_assimila.C3.A7.C3.A3o

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/07/descendentes-de-alemaes-lembram-perseguicao-no-rs-na-2-guerra.html

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   "Conforme podemos observar, a colonização germânica criou raízes profundas, desenvolveu-se por todo o sul do Brasil e tomaria aspectos aterradores se não fossem as oportunas medidas adotadas, visando defender os interesses sagrados da Pátria e desmanchando toda e qualquer possibilidade de desagregação do nosso território" (Rui Alencar Nogueira, oficial do exército brasileiro - 1947)

Entre 1937 e 1945, uma parcela significativa da população brasileira sofreu interferência na sua vida privada produzida por uma "campanha de nacionalização". Esta população - chamada de "alienígena" pelo governo brasileiro - era composta por imigrantes e seus descendentes. Tanto o Brasil Império e a Primeira República permitiram que grupos de imigrantes se estabelecessem em comunidades isoladas, principalmente no sul do Brasil. Essas pessoas não se assimilaram na sociedade brasileira, fato que preocupava o governo nacionalista do presidente Getúlio Vargas. O exército teve um papel importante durante este processo de assimilação forçada destas áreas de "colonização estrangeira", onde havia os chamados "quistos étnicos" no Brasil.

Os brasileiros de origem alemã viam-se como parte de uma sociedade plural, de modo que o "Deutschtum" (sentimento de pertença a uma comunidade com uma ascendência alemã compartilhada) parecia compatível com o fato de que eles também eram cidadãos brasileiros. No entanto, o governo brasileiro só aceitava a ideia do jus soli, de modo que todas as pessoas nascidas no Brasil deveriam ver-se apenas como brasileiras e deixar outras associações étnicas para trás. A visão brasileira contrasta com o jus sanguinis dos descendentes de alemães que, na época, ainda estavam ligados legal e afetivamente à terra ancestral.[...]

Na década de 1930, o Brasil abrigava uma das maiores populações alemãs fora da Alemanha, com 100.000 pessoas nascidas na Alemanha e uma comunidade de quase um milhão de brasileiros de ascendência alemã, cujos antepassados vinham se estabelecendo no país desde 1824. A ditadura varguista pretendia extirpar qualquer identificação nacional que não se encaixasse na proposta pelo regime. Fortemente influenciada pela obra de Gilberto Freyre, Casa-Grande e Senzala, que apresenta o brasileiro como fruto da miscigenação de raças, tornou-se uma questão nacional a eliminação de qualquer tentativa de enquistamento étnico. As restrições começaram em 1938, mas a situação piorou muito quando o Brasil declarou guerra aos países do eixo, em 1942. Todas as escolas foram obrigadas a ensinar exclusivamente em português, e a publicação de livros, jornais e revistas em línguas estrangeiras (que na prática significava alemão e italiano) foi submetida à censura prévia por parte do Ministério da Justiça. Membros do Exército brasileiro foram enviados para as áreas de "colonização estrangeira" para "monitorar" a população local. Pessoas eram hostilizadas e agredidas caso falassem alemão na rua. A polícia fiscalizava a vida privada das pessoas, invadindo as casas para queimar livros escritos em alemão. Muitas pessoas foram presas pelo simples fato de falarem alemão. Em 1942, 1,5% dos habitantes de Blumenau foram encarcerados por falar alemão.

Em muitas cidades brasileiras muitos indivíduos, mesmo nascidos no Brasil, não sabiam falar o português. De uma hora para outra, essas pessoas passaram a ser impedidas de falar na única língua que conheciam, inclusive dentro de casa, vez que o governo enviou muitos espiões para fiscalizar a língua usada nos lares. O censo de 1927 em Blumenau mostrou que, embora 84% da população da cidade fosse nascida no Brasil, apenas 28% tinha o português como língua materna e 53% tinha o alemão como idioma. A repressão à língua alemã durante o governo Vargas foi, em decorrência, bastante traumática para muitas pessoas.

A perseguição aos falantes de alemão era defendida inclusive por intelectuais da época, como a escritora Rachel de Queiroz que, após visita a Blumenau, escreveu a crônica Olhos Azuis na revista O Cruzeiro. Na crônica, Queiroz criticava o modo como os habitantes de Blumenau falavam português, "com sintaxe germânica, com uma pavorosa pronúncia germânica" e acrescentava: "Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele não se vira drama".

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Filinto_M%C3%BCller

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Filinto Strubing Müller ComA • GCA (Cuiabá, 11 de julho de 1900 — Paris, 11 de julho de 1973) foi um militar e político brasileiro. Participou dos levantes tenentistas entre 1922 e 1924. Durante o Governo Vargas, destacou-se por sua atuação como chefe da polícia política e por diversas vezes foi acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros. Ganhou repercussão internacional o caso da prisão da judia alemã Olga Benário, militante comunista e companheira de Luís Carlos Prestes, à época grávida quando deportada para a Alemanha, onde seria executada em Bernburg, em 1942.[1][2][3][4]

Pelo contrário, eram raríssimas exceções.
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[...]

Influência política

A comunidade alemã no Brasil começou de forma modesta, na década de 1820. Suas colônias surgiram em regiões menos desenvolvidas do país, onde trabalhavam como fazendeiros. Posteriormente, ali desenvolveram pequenos centros urbanos, onde surgiu algum desenvolvimento industrial. O interesse da Alemanha pelas comunidades teuto-brasileiras recrudesceu em 1896, com a Weltpolitik, baseada numa política exterior agressiva e expansionista, com bases nacionalistas. Para os formuladores dessa política, era necessário salvar as pessoas de sangue alemão no exterior da assimilação, pois elas poderiam ser úteis para as ambições expansionistas da Alemanha. Evidentemente, o Brasil tinha lugar de destaque nesse cenário, uma vez que abrigava milhares de pessoas com origens alemãs e ainda era o país que tinha o maior número de escolas alemãs em todo o mundo, depois da Alemanha. Além disso, a grande quantidade de clubes alemães no Brasil propiciou a perpetuação de uma identidade alemã entre os descendentes.

Contudo, ao contrário do que projetavam os entusiastas nacionalistas da Alemanha, os "alemães" do Brasil não formavam um "sindicato de teutônicos orgulhosos nos trópicos". Formavam um grupo heterogêneo, com rivalidades entre protestantes e católicos, entre conservadores e liberais e entre diferentes grupos regionais.[95] A ineficácia do Partido Nazista em cooptar uma grande adesão entre os teutônicos no Brasil reflete essa diversidade de desígnios. Evidentemente, devido ao isolamento das colônias germânicas e à preservação da língua, os descendentes de alemães no Brasil sentiam-se pertencentes a um grupo minoritário, porém esse sentimento não ensejou qualquer mobilização antibrasileira, apesar do propalado "perigo alemão".

De fato, durante a República Velha, foram pouquíssimos os políticos de origem alemã com influência no Brasil, o que descontrói o mito do "perigo alemão". Mesmo na década de 1930, em que havia vários membros do governo Vargas simpatizantes do nazifascismo, como Góis Monteiro, a influência alemã inclusive diminuiu. Nos primeiros anos do século XX, surgiram nomes como Lauro Müller, que atuou como ministro das Relações Exteriores, mas que se viu obrigado a renunciar durante a I Guerra Mundial pois, por ser filho de alemães, foi acusado por Rui Barbosa de imparcialidade, sendo que Barbosa era defensor de uma aliança com os Estados Unidos. Na década de 1920 pode ser citado Vítor Konder, que perdeu toda sua influência política no pós-1930, não conseguindo nem se eleger vereador em Blumenau. Da mesma forma, Lindolfo Collor, que foi eleito com o apoio dos teuto-brasileiros mas, após se desentender com Vargas, perdeu espaço. Por fim, a lista termina com Filinto Müller, que ficou famoso durante a ditadura de Vargas, ao atuar como chefe da polícia política e ser acusado de promover prisões arbitrárias e a tortura de prisioneiros.

Em sua História, o Brasil teve três Presidentes da República de origem alemã. O primeiro foi Ernesto Geisel (1974-1979), durante a ditadura militar. Ambos os pais de Geisel eram de origem alemã, sendo o pai de Hesse e a mãe filha de imigrantes da Baixa Saxônia. Geisel falava alemão durante a infância, mas se considerava brasileiro, e inclusive questionava o porquê de alguns índios não "quererem ser brasileiros". Durante seu governo, buscou uma aproximação pragmática com a Alemanha, consubstanciada pela assinatura do Acordo nuclear Brasil-Alemanha, em 1975.[102] O segundo presidente de origem alemã foi Fernando Collor de Mello (1990-1992), cujo avô materno, Lindolfo Collor, foi um dos poucos políticos de origem alemã na Primeira República, o qual atuou como "mediador" entre a comunidade alemã do Rio Grande do Sul e o resto da sociedade brasileira. Por fim, o presidente Itamar Franco (1992-1994) também tinha origem alemã, sendo que sua avó paterna, Mathilde Stiebler, era de Hamburgo.
[...]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_alem%C3%A3_no_Brasil#A_influ.C3.AAncia_alem.C3.A3_no_Brasil





Como governo permitia essa exceção, se era contra?
Quais os méritos dessas exceções pra ter essa vantagem que outros não tinham?







Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #85 Online: 16 de Maio de 2017, 12:42:41 »
O problema do governo era com aqueles que eram considerados "não-integrados" e não com os considerados "integrados".
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Offline Agnoscetico

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #86 Online: 19 de Maio de 2017, 15:19:24 »
O problema do governo era com aqueles que eram considerados "não-integrados" e não com os considerados "integrados".

Se fosse um integrado mas fosse aliado dos nazistas (na primeira fase da 2a Guerra, quando ainda era aliado dos nazistas), como foi Filinto Müller, então nao tinha problema?

Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #87 Online: 19 de Maio de 2017, 17:36:39 »
O problema do governo era com aqueles que eram considerados "não-integrados" e não com os considerados "integrados".

Se fosse um integrado mas fosse aliado dos nazistas (na primeira fase da 2a Guerra, quando ainda era aliado dos nazistas), como foi Filinto Müller, então nao tinha problema?
Ressuscita Getúlio e pergunta pra ele.
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Offline Agnoscetico

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #88 Online: 21 de Maio de 2017, 00:40:45 »
O problema do governo era com aqueles que eram considerados "não-integrados" e não com os considerados "integrados".

Se fosse um integrado mas fosse aliado dos nazistas (na primeira fase da 2a Guerra, quando ainda era aliado dos nazistas), como foi Filinto Müller, então nao tinha problema?
Ressuscita Getúlio e pergunta pra ele.

Nem Chico Xavier aqui pra ajudar fica difícil.
Por isso eu tive minhas dúvidas.

Então meu questionamento e a lacuna histórica sobre isso de alemão ser proibido apenas pra não-integrados ainda continua, já que não tem Getulio nem pra contestar nem pra confirmar.


Offline -Huxley-

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #89 Online: 02 de Outubro de 2017, 21:04:35 »
Pense na diferença de usurpação de cidadania entre deixar de aprender português e deixar de aprender cristianismo na escola pública. Rolou até falsa analogia entre o ensino do português e o ensino religioso cristão. Uma ducha de água fria para quem ainda leva a sério o ConstantinOLAVO:

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No podcast Ideias dessa semana debatemos a laicidade do estado com base na recente medida do STF, apertada, de manter o que está escrito na Constituição e permitir o ensino religioso em escola pública. Amigos meus liberais, mais radicais, acham que isso é absurdo, mas divergem sobre a decisão, pois uns acreditam que a Constituição deve ser alterada primeiro, para se evitar o ativismo judicial do Supremo.

Mas eles concordam que não deve haver mistura alguma entre estado e religião. O risco, porém, é confundir laicidade com anticristianismo e rejeitar todas as fundamentais tradições de nossa civilização. Alguns querem abolir todos os feriados religiosos, por exemplo, o que eliminaria até o Natal. É um jacobinismo extremista que certamente seria um fracasso do ponto de vista político.

Como Borges diz no podcast, vamos então retirar o português como língua oficial da nação, para não “ofender” o finlandês! Por que o preconceito contra o japonês? O fato inegável é que nossa raiz é cristã. O estado pode e deve ser laico, mas o povo não. E é preciso muito cuidado para não confundir as coisas e não fazer o jogo dos revolucionários de esquerda. Escutem:

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/podcast-estado-laico-nao-deve-ser-estado-anticristao/

 :susto: :susto: :susto: :susto:
« Última modificação: 02 de Outubro de 2017, 21:06:57 por -Huxley- »

Offline Gauss

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #90 Online: 02 de Outubro de 2017, 21:13:22 »
 :histeria:

Nunca decepciona.
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Offline 3libras

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #91 Online: 03 de Outubro de 2017, 01:38:16 »
Laicidade se confunde com anti-cristianismo por que o cristianismo se impõe como verdade e muitas vezes constatações que ferem a crença cristã são tratadas como ofensas pessoais ou discriminação contra eles.
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Offline El Elyon

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #92 Online: 04 de Outubro de 2017, 14:20:30 »
Citação de: 3libras
Laicidade se confunde com anti-cristianismo por que o cristianismo se impõe como verdade e muitas vezes constatações que ferem a crença cristã são tratadas como ofensas pessoais ou discriminação contra eles.

Não apenas - Laicidade é anticristã (antirreligiosa em geral) no sentido que age conscientemente em busca da exclusão de elementos religiosos na esfera pública e estatal, dando explícita preferência para elementos seculares/secularizados nesses ambientes. Não é uma proposição neutra como o Secularismo, que permite uma estranha e instável convivência de versões higienizadas da religião majoritária local (cristianismo, tipicamente) com outras religiões menores na esfera pública e estatal.

Compare e contraste como Brasil, Inglaterra e Estados Unidos lidam com religião nessas esferas com a França e a Turquia (até Erdogan).
"As long as the Colossus stands, Rome will stand, when the Colossus falls, Rome will also fall, when Rome falls, so falls the world."

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Offline Agnoscetico

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #93 Online: 11 de Outubro de 2017, 23:11:47 »
Citação de: 3libras
Laicidade se confunde com anti-cristianismo por que o cristianismo se impõe como verdade e muitas vezes constatações que ferem a crença cristã são tratadas como ofensas pessoais ou discriminação contra eles.

Não apenas - Laicidade é anticristã (antirreligiosa em geral) no sentido que age conscientemente em busca da exclusão de elementos religiosos na esfera pública e estatal, dando explícita preferência para elementos seculares/secularizados nesses ambientes.

Não é uma proposição neutra como o Secularismo, que permite uma estranha e instável convivência de versões higienizadas da religião majoritária local (cristianismo, tipicamente) com outras religiões menores na esfera pública e estatal.

Compare e contraste como Brasil, Inglaterra e Estados Unidos lidam com religião nessas esferas com a França e a Turquia (até Erdogan).

Laicismo não é anticristão nem anti-superstição mas a favor de estado isento de religião oficial, confessional

O problema é que tem religiões que qualquer que contrarie ela já é vista como perseguição contra liberdade religiosa.

Exemplos:

Se estado aprova casamento gay, muitos cristãos vão querer proibir e acusar estado de ser gayzista, laicista contra os valores cristãos.

Ou num país laico como a França onde se cria leis onde não se pode usar burcas na escolas, aí comunidade islâmica protesta. Se tão incomodados voltem pros países islâmicos de onde vieram ou de onde seu antepassados vieram. Queria ver se num desses países islâmicos teocráticos (não me refiro a locais como Dubai, que tenta vender imagem de liberal pra atrair turistas) de onde muitos desses vieram se teria liberdade de se vestir como no Ocidente.





Offline El Elyon

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #94 Online: 12 de Outubro de 2017, 00:00:37 »
Citação de: Agnoscetico
Laicismo não é anticristão nem anti-superstição mas a favor de estado isento de religião oficial, confessional

Sim, é. O Laicismo age no sentido de apagar elementos da cultura nacional que tem vínculos religiosos, mesmo que esses vínculos sejam antigos e bem aceitos pela população em geral e que não restrinjam ou afetem em direitos de nenhuma outra comunidade religiosa - vide a insistência na ATEA em remover expressões religiosas de documentos oficiais. Ele é explícito em declarar que expressões seculares/secularizadas são superiores e desejáveis que expressões religiosas.

Citação de: Agnoscetico
Ou num país laico como a França onde se cria leis onde não se pode usar burcas na escolas, aí comunidade islâmica protesta. Se tão incomodados voltem pros países islâmicos de onde vieram ou de onde seu antepassados vieram. Queria ver se num desses países islâmicos teocráticos (não me refiro a locais como Dubai, que tenta vender imagem de liberal pra atrair turistas) de onde muitos desses vieram se teria liberdade de se vestir como no Ocidente.

É justamente nesse tópico que laicistas são distintos de secularistas (secularism, na tradição angloamericana) - eles são imperialistas culturais, que afirmam sem pudores que uma cultura não-religiosa deve imperar sobre a religiosa, e que o Estado deve ser a manifestação e representação disso.

E curiosamente - diversas nações islâmicas tem restrições contra a burqa/nicab, isso veio de governos nacionalistas que tentam controlar e restringir certas manifestações religiosas no país (exemplo clássico, Turquia Kemalista). Sem contar que:

Citação de: Agnoscetico
Se tão incomodados voltem pros países islâmicos de onde vieram ou de onde seu antepassados vieram.

Fazendo um inevitável tu quoque para exemplificar como essa afirmação é tola - Já pensou em ir para algum país como a China, ao invés de reclamar sobre como a maioria cristã deve governar um país cristão?

Lembre-se que muçulmanos em nações ocidentais são, em geral, tão minoritários quanto ateus.  :)
« Última modificação: 12 de Outubro de 2017, 12:27:59 por El Elyon »
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Offline -Huxley-

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #95 Online: 29 de Outubro de 2017, 12:43:17 »
Rodrigo Carolantino fazendo humor involuntário e passando vergonha na própria página do Facebook... Foi posar de arauto do conservadorismo e dos bons costumes postando a notícia "Orgia com idosos acaba com 7 mortos" e comentando "Hedonismo libertino pode matar... esses vovôs moderninhos se deram mal"... Só que um leitor da página pôs um link do E-farsas que acabou com toda a farsa:
http://www.e-farsas.com/orgia-com-200-idosos-na-belgica-termina-com-7-mortes-sera-verdade.html

 :histeria: :histeria: :histeria: :histeria:

Offline Muad'Dib

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #96 Online: 29 de Outubro de 2017, 13:57:02 »
O que vale é a intenção!

Coitado do Constantino. O povo é muito severo com quem somente quer o melhor para a família tradicional cristã brasileira.

Offline homemcinza

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Re:Rodrigo Constantino é Demitido de Novo
« Resposta #97 Online: 29 de Outubro de 2017, 14:57:18 »
just for fun

 

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