Autor Tópico: Olimpíadas 2016  (Lida 22605 vezes)

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Olimpíadas 2016
« Online: 04 de Junho de 2008, 17:55:25 »
Rio de Janeiro está entre as cidades finalistas para sediar as Olímpiadas de 2016

Rio de Janeiro agora tem que apresentar um projeto mais detalhado para concorrer com outras cidades

ATENAS (Grécia) - Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão), Madri (Espanha) e o Rio de Janeiro passaram para a próxima rodada da disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. Praga (República Tcheca), Baku (Azerbaijão) e Doha (Catar) foram eliminadas.

Há 3 edições de Olimpíadas não acontecia de uma cidade que nunca sediou os jogos passar para a final dentre outras concorrentes com experiência. Esta foi a quarta vez que o Brasil candidatou-se à organização dos Jogos Olímpicos. Em 2000, a representante foi Brasília (DF), papel que coube depois ao Rio de Janeiro em 2004 e 2012.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Artur Nuzman, transmitiu otimismo ao dedicar a classificação do Rio para os jovens brasileiros: "É uma conquista da juventude, que tem que abraçar essa idéia".

Em nenhuma das oportunidades anteriores as candidaturas chegaram à fase final. Da última vez, os problemas nas áreas de segurança e infra-estrutura foram apontados como principal entrave à intenção brasileira.
Não por acaso os dois itens mereceram destaque nas respostas do Caderno de Aplicação da Candidatura apresentado pelo Rio de Janeiro para 2016. E, já no texto da inscrição, os representantes nacionais deixam clara sua postura sobre o assunto.

“Temos consciência dos aspectos destacados pelo COI com relação à organização dos Jogos de 2012 no que diz respeito ao transporte e à segurança. O dossiê de candidatura de 2016 destaca estas questões. Houve iniciativas neste sentido, principalmente, a partir da experiência advinda dos Jogos Pan-americanos que estão incluídas no presente dossiê de candidatura”.

Segundo o documento, as iniciativas respaldadas por leis serão capazes de satisfazer às exigências mais estritas do COI com respeito ao transporte e à segurança para os Jogos. Entre as promessas feitas, está a criação de novas interligações unindo a região da Barra, onde se localizarão a maior parte das sedes, a Copacabana, Deodoro e Maracanã, locais das outras instalações.

A intenção dos organizadores brasileiros é que todos os eventos sejam realizados em instalações que demandem de 5 a 30 minutos apenas de deslocamento.

Na área de segurança, o país promete US$ 300 milhões em investimentos governamentais para bancar uma estrutura que assegure a tranqüilidade do evento para atletas e turistas.

As sete cidades que desejavam organizar os Jogos Olímpicos de 2016 ficaram sabendo nesta quarta-feira se continuavam no páreo, ingressando assim na rodada final da disputa a ser decidida no próximo ano pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Os candidatos agora escolhidos apresentarão projetos detalhados, permitindo aos especialistas da entidade avaliar esses planos antes de uma decisão ser tomada, em outubro de 2009.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) adotou critérios técnicos para fazer a seleção, depois de analisar os cadernos de encargos das cidades. A fase final no processo de escolha será feita por meio dos votos de membros do comitê. "A escolha se baseará em uma avaliação detalhada a ser realizada pelo grupo de trabalho do COI a respeito da habilidade de cada candidato de organizar de forma competente os Jogos de 2016", disse a entidade.

O Rio de Janeiro, onde ocorrerão algumas das partidas da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, também realizou os Jogos Pan-Americanos do ano passado, o que representa um fortalecimento de sua candidatura.

Pequim recebe a Olimpíada deste ano, e Londres foi escolhida para ser a sede dos Jogos de 2012. Chicago representa uma candidatura sólida, fortalecida pelo fato de que, em 2016, terão se passado 20 anos desde que uma cidade norte-americana recebeu uma Olimpíada. Os Jogos de Atlanta ocorreram em 1996.

Tóquio, onde ocorreu o evento de 1964, anseia por apresentar sua nova imagem e diz que sua candidatura não será prejudicada pelo fato de uma outra capital asiática estar realizando os Jogos deste ano.

Madri concorreu à Olimpíada de 2012, mas acabou preterida por Paris e Londres (a vencedora final da disputa). Os espanhóis desejam capitalizar em cima de seu bom momento e de sua proposta anterior, que consideram ter sido muito boa, mas desafortunada.

http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/noticia/2008/06/04/rio_de_janeiro_esta_entre_as_classificadas_para_sediar_as_olimpiadas_de_2016_1339014.html
« Última modificação: 04 de Junho de 2008, 17:59:50 por Unknown »

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Re: Rio de Janeiro está entre as cidades finalistas para sediar Olímpiadas de 20
« Resposta #1 Online: 05 de Junho de 2008, 16:56:26 »
Rio perde em 8 de 11 quesitos avaliados pelo COI
 
O Rio de Janeiro perde para as outras três cidades finalistas na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 em oito dos 11 quesitos avaliados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

O comitê anunciou nesta quarta-feira que a cidade brasileira concorrerá ao lado de Tóquio, Madri e Chicago pelo direito de sediar a Olimpíada daqui a oito anos.

Doha, no Catar; Praga (República Checa) e Baku, no Azerbaijão, que faziam parte do grupo original das sete cidades candidatas, foram excluídas.

Em um relatório, o órgão detalha os critérios utilizados para avaliar as cidades. O Rio é a única finalista incluída no grupo das cidades ou países que parecem oferecer um nível "satisfatório" de desenvolvimento com planos de modernização em curso.

As outras três cidades finalistas estão no grupo das que já oferecem uma estrutura de nível "muito bom".

No quesito Infra-Estrutura Geral, que tem peso máximo de 5, os cariocas obtiveram 7,2 como nota máxima, atrás de Tóquio (8,9), Madri (8,9) e Chicago (7,4).

O plano da Vila Olímpica carioca ganhou 7,7 como nota máxima, também atrás das três concorrentes. Tóquio liderou a categoria, com nota máxima de 8,6.

Hospedagem

O COI foi especialmente crítico na avaliação das condições de hospedagem, quesito em que o Rio recebeu nota máxima de 6,4 - bem abaixo das adversárias: Tóquio (10), Chicago (9,8) e Madri (8,8).

"Há uma falta no número de quartos de 3, 4 e 5 estrelas", afirma o documento, acrescentando que umas das propostas do Rio para superar essa falta é o uso de navios cruzeiros. "O uso de navios cruzeiros, que geralmente causam questões de logística e custo, teria de ser avaliado."

O relatório também destaca que as distâncias entre as quatro zonas olímpicas que o Rio propõe construir são "relativamente longas".

"A distância média seria 20 km, com um tempo médio de viagem de 25 a 30 minutos", diz o relatório, que dá 7,5 como nota máxima para o Rio no quesito Conceito de Transporte (peso 3). "A entrega do proposto Ônibus de Trânsito Rápido até 2016 seria essencial."

A melhor nota nesse caso foi para Madri (9), seguida de Tóquio (8,5) e Chicago (7,8).

O melhor desempenho do Rio é no quesito Apoio do Governo, Assuntos Legais e Opinião Pública, em que o Rio obteve nota máxima de 8,8, atrás apenas de Madri (9). Chicago ficou com 7,9 e Tóquio, com 8,5.

Segurança

Na avaliação da Segurança, o Rio ganhou de cidades excluídas da disputa como Praga e Baku, embora tenha perdido para Doha. Entre as finalistas, porém, é a última, com nota máxima de 7 (contra 9 de Tóquio, 8,2 de Chicago e 7,9 de Madri).

O COI cita a experiência do Rio com os Jogos Panamericanos, que teria melhorado a capacidade operacional dos serviços de segurança do Rio, e a perspectiva de a cidade sediar a Copa do Mundo de 2014 como uma nova oportunidade para a cidade melhorar suas condições de segurança.

"Se o Rio fosse selecionado, garantias em relação à proteção e à segurança das pessoas transitando por determinadas partes da cidade seriam necessárias", diz o relatório.

A cidade-sede dos Jogos Panamericanos em 2007 recebeu 7,9 como nota máxima, também atrás das três adversárias, no quesito que avalia a experiência com eventos esportivos passados.

Na avaliação das instalações esportivas, que têm peso 4, o Rio (7,4) superou Chicago (7,2) na nota máxima, mas ficou bem atrás de Madri (8,8) e Tóquio (8,7).

Avaliação geral

Na avaliação das condições ambientais e impacto (peso 2), o COI diz que o Rio tem "altos níveis de poluição do ar", além de problemas com a qualidade da água e o gerenciamento do lixo, mas ressalta que os Jogos Olímpicos seriam um catalisador da aceleração de programas ambientais já em curso e planejados.

A nota máxima nesse item também foi a menor, 7,6, entre as concorrentes (Tóquio e Madri empataram, com nota máxima de 8,8, e Chicago obteve 8).

Na avaliação do quesito Finanças, o Rio também aparece em último lugar, com 7,7.

Na avaliação do projeto geral e do legado que os Jogos deixariam na cidade, porém, o Rio aparece empatado com Chicago, com nota máxima de 8. Tóquio e Madri aparecem com 9 pontos.

Em entrevista à BBC Brasil, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse, antes do anúncio do COI, que o Rio reúne "pela primeira vez" as condições de sediar uma Olimpíada.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080604_rio2016_cg.shtml

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Re: Rio de Janeiro está entre as cidades finalistas para sediar Olímpiadas de 20
« Resposta #2 Online: 23 de Março de 2009, 20:07:45 »
Sofrimento da ginasta Jade diz mais sobre o momento do país que ata do Copom

Atleta está vendendo camiseta para pagar tratamento médico. E o governo? Ora, quer trazer as Olimpíadas

Pequenos detalhes de uma nota perdida num canto de jornal revelam mais sobre o que se deve saber sobre o momento do país do que todo o trabalho de hermenêutica das atas de conjuntura do Banco Central e as profundas pesquisas socioeconômicas do IBGE. O país tem o 10º maior Produto Interno Bruto do mundo, e mazelas de republiquetas.

O caso da jovem, talentosa ginasta Jade Barbosa sem dinheiro para tratar uma grave lesão no punho é um choque na consciência de um país cujos governantes vão gastar o que não tem para sediar a Copa do Mundo, querem promover as Olimpíadas, e nem conseguem prover o mínimo amparo a seus ídolos. Jade está vendendo camisetas a R$ 25 com sua foto, alusivas às Olimpíadas de Pequim, para arrecadar o dinheiro que precisa para se tratar. Uma atleta olímpica...

César Barbosa, seu pai, disse ao portal UOL que embora Jade seja atleta do Flamengo o clube não oferece plano de saúde. “Os exames e ressonâncias ela faz pelo convênio particular que fiz para ela”, disse. “Agora, consultas, remédios, tudo isso sai do nosso bolso. É muito caro. Gastamos mais de R$ 600 por mês só em medicamentos.”

Durante os Jogos de Pequim, dirigentes do Ministério dos Esportes e do Comitê Olímpico Brasileiro falaram em investimentos contínuos para transformar o Brasil em potência olímpica. O presidente Lula chegou a lamentar as poucas medalhas conquistadas. Foi o 23º, com população e PIB maiores que a nanica Jamaica, 13º, por exemplo, no quadro geral de medalhas, a miserável Etiópia, o 18º, Quênia, 15º.

E no que deram tais intenções? Em gastos de marketing e relações públicas para trazer as Olimpíadas ao país. No programa bilionário de investimentos para construção de estádios nas capitais que vão sediar as chaves da Copa do Mundo - o grosso com previsão de virar canteiro de obras a tempo de ser aproveitado nas eleições de 2010.

Quanto aos cuidados aos atletas, afora os afortunados que jogam no futebol europeu, silêncio. Se Jade, uma atleta de ponta, está abandonada, o que dizer da situação dos milhares de jovens que se esgotam na rotina de treinos, muitas vezes sem nenhum subsídio, na esperança de superar limites, o desafio mais puro das Olimpíadas. É como se o atleta só servisse ao poder para fotografias oficiais, ainda assim se tiver medalhas para pendurar no peito.

Fartura no Congresso

Jade expõe com sua desdita a miséria dos esportes, mas também ela um cisco no apinhado de contradições de um país cujos políticos se voltaram para seus próprios interesses, como revela a sucessão dos escândalos no Senado e na Câmara, o último deles incompreensível – trágico mesmo: os 181 diretores lotados na Casa legislativa com 81 senadores, e 104 na outra, com 513 deputados, quando meia dúzia já estaria de bom tamanho.

Há diretor de ata, de garagem, de anais. E de mictórios, também há? Para eles não faltam recursos, excedem. É tal o descontrole que mal conhecem direito o aparato de que dispõem para servi-los, como os 18,6 mil funcionários da Câmara, e sem contar os inativos, e outros 10 mil no Senado. Dá uma média de 48 servidores por parlamentar. Ou R$ 9,76 milhões por ano, o custo total médio de cada deputado e senador para o contribuinte.

Carteirinha obtusa

Se o Congresso se supera nesta espécie de competição contra a boa vontade do cidadão, o Executivo não faz por menos. Basta a própria área de esportes, merecedora de um ministério entregue a uma das facções da coalizão partidária de Lula, o PC do B.

Saiu de lá um projeto obtuso a pretexto de combater a violência nos estádios de futebol. A idéia é obrigar os cidadãos a portar uma “carteira de torcedor” sem a qual ninguém poderá comprar ingresso nem passar em catracas eletrônicas que seriam instaladas nos estádios.

A carteira do torcedor seria gratuita, segundo o ministro dos Esportes, Orlando Silva. É. Mas e o custo das catracas, do software de identificação do torcedor, da manutenção do sistema? Quem vai pagar? De graça não será.

Onde alegria é geral

Para os desperdícios que fazem a alegria dos partidos o dinheiro não falta. Tome-se a Timemania: a loteria lançada para aliviar os cofres falidos de clubes de futebol. Dos dirigentes que os puseram na lona nada se exigiu e tudo se deu. E a Jade falta até o que não tem valor monetário: atenção e carinho.

Assim vai o Brasil. Tire-se a economia, mesmo com a crise global, e sobra pouco com o que não se afligir. Basta atentar para os pequenos detalhes. Revelam tudo para quem não se deixou ficar em torpor.

O dólar virou alvo

O Federal Reserve foi para o tudo ou nada com a compra de papéis do Tesouro dos EUA e ativos hipotecários, dispondo-se a injetar US$ 1,15 trilhão na economia. É como se emitisse dólares, recurso de países em fim de linha, e os pusesse a circular. A diferença é que a dinheirama entrará pelos bancos como liquidez digital para virar meio de pagamento por meio de crédito.

A operação é de alto risco. Se a banca seguir travada, a solvência do Fed é que vai estar em causa. Explica-se assim por que o dólar há dias voltou a perder valor frente ao euro, por exemplo, saindo de US$ 1,24 para US$ 1,36, o que também ameaça a mais que abalada economia européia.

http://cidadebiz.oi.com.br/paginas/47001_48000/47670-1.html

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Re: Rio de Janeiro está entre as cidades finalistas para sediar Olímpiadas de 2016
« Resposta #3 Online: 23 de Março de 2009, 20:14:53 »
Eterna candidata.

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Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #4 Online: 01 de Outubro de 2009, 17:10:42 »
Citação de: [url=http://esporte.ig.com.br/mais/2009/10/01/olimpiada+2016+o+caminho+das+finalistas+ate+a+votacao+8715900.html]iG Esporte[/url]
Olimpíada 2016: o caminho das finalistas até a votação

No início, 22 cidades estavam dispostas a sediar os Jogos Olímpicos, mas apenas sete entraram na disputa; restaram quatro para a votação final

Após fracassar quatro vezes – três com o Rio de Janeiro (1936, 2004 e 2012) e uma com Brasília (2000) –, o Brasil iniciou em 2007 uma nova empreitada para tentar se tornar sede de uma Olimpíada. E, mais uma vez, o fez através do Rio de Janeiro. Dessa vez, porém, pela primeira vez na história uma cidade brasileira chegou à fase final da eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Veja quais foram as etapas que as cidades candidatas tiveram que superar para chegar à votação desta sexta-feira.

Questionário inicial
Vinte e duas cidades cogitavam se candidatar a sede dos Jogos de 2016, mas apenas sete responderam ao questionário inicial do COI. Além de Rio de Janeiro, Tóquio, Madri e Chicago — as quatro finalistas —, mais três cidades participaram do processo preliminar: Baku, no Azerbaijão, Doha, no Catar, e Praga, na República Tcheca, que ficaram pelo caminho.

Carta de intenções
Na segunda etapa do processo de seleção, já com o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e com a carta de intenções da prefeitura devidamente entregue — requisitos necessários para pleitear o evento —, a candidatura carioca assinou um contrato de intenção com o COI, assim como as outras três finalistas.

Nesta fase, as cidades responderam a um questionário do Comitê Internacional com perguntas sobre suporte governamental, infraestrutura, opinião pública (apoio da população), segurança, instalações de competições, acomodações para turistas e transporte. No total, foram 25 perguntas respondidas.

Caderno de encargos
O COI entregou às candidatas um caderno de encargos com as exigências para que as cidades pudessem sediar os Jogos. Com o documento em mãos, os responsáveis pelas candidaturas receberam as visitas de uma comitiva da entidade para conhecer e avaliar as instalações.

A passagem dos membros do COI pelo Rio de Janeiro se iniciou em 1º de maio de 2009, e Pelé foi o convidado especial para acompanhá-los. Bem humorada, a comissão passou pelo Maracanã, pelo Parque Aquático Maria Lenk e pelo estádio do Engenhão, entre outras instalações.

Votação
Para vencer em Copenhague, uma candidatura precisará da maioria simples dos votos: ou seja, 51% da preferência dos prováveis 97 eleitores. Caso nenhuma cidade alcance essa porcentagem no primeiro pleito, ocorre uma espécie de segundo turno, contando apenas com as três cidades mais votadas. Se não houver maioria de votos para nenhuma cidade na segunda votação, o último colocado é eliminado mais uma vez. E, enfim, acontece uma votação final entre duas cidades.
Citação de: [url=http://esporte.ig.com.br/mais/2009/10/01/como+funciona+a+votacao+da+sede+da+olimpiada+2016+8715906.html]iG Esporte[/url]
Como funciona a votação da sede da Olimpíada 2016

Conheça as regras do processo que definirá, nesta sexta-feira, a cidade-sede dos Jogos Olímpico de 2016

O Comitê Olímpico Internacional (COI) se reúne nesta sexta-feira em Copenhague, capital dinamarquesa, para escolher a sede da Olimpíada de 2016 entre quatro candidatos: Chicago (Estados Unidos), Madri (Espanha), Rio de Janeiro (Brasil) e Tóquio (Japão). Conheça abaixo como funciona o processo de escolha da cidade vencedora.

Como as cidades tentam impressionar o COI para vencer a eleição?
Cada cidade candidata tem 45 minutos para se apresentar para o COI, mais 15 minutos para perguntas e respostas no fim. A apresentação normalmente inclui vídeos e discursos de lideranças políticas e personalidades do esporte ou da cultura. A cidade de Chicago foi sorteada para fazer a primeira apresentação às 03h45 (horário de Brasília) e será seguida, pela ordem, por Tóquio, Rio de Janeiro e Madri.

Por que há tantos figurões políticos na cidade?
Desde que o primeiro-ministro britânico Tony Blair persuadiu o COI a preterir a favorita Paris e escolher Londres para a Olimpíada de 2012 quatro anos atrás em Cingapura, a relevância de um político carismático passou a ser vista como fundamental pelas cidades candidatas. Dois anos atrás, o então presidente russo Vladimir Putin falou em um inglês surpreendentemente eloquente ao COI e ajudou Sochi a conquistar os Jogos de Inverno de 2014, outra surpresa. É por isso que Chicago deu o que espera ser uma cartada imbatível com a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa Michelle. Madri tem o rei Juan Carlos e o primeiro-ministro José Luis Zapatero. O Rio conta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Pelé, e Tóquio vai acionar seu novo premiê Yukio Hatoyama.

Quem vota?
Todos os integrantes do COI, com certas exclusões, têm permissão de votar. Se não houver ausências, são esperados 97 eleitores para esta sexta. Entre os eleitores estão pessoas com experiência em gestão no esporte ou ex-atletas, mas ainda há alguns membros da realeza. Nem todos os países no COI têm membros e os maiores países no âmbito esportivo, como EUA, Rússia e Alemanha, têm vários membros. Veja a lista completa de membros do COI.

Quais são os excluídos?
Tradicionalmente o presidente do COI, Jacques Rogge, não vota, a menos que seja necessário um voto de minerva. Membros de países com uma cidade candidata também estão excluídos enquanto sua candidatura ainda compete. Já o sul-coreano Kun Hee Lee está suspenso por ter sido condenado em seu país por irregularidades na presidência da Samsung.

Como a votação funciona?
Para vencer, um candidato precisa de mais de 50 por cento dos votos secretos depositados em uma urna eletrônica — se forem mesmo 97 eleitores, serão necessários 49 votos para vencer a eleição já na primeira rodada. Se nenhum candidato alcançar esta cifra, o candidato com menos votos é eliminado e uma nova votação é realizada. Como há quatro candidatos, haveria um máximo de três rodadas de votos antes de o vencedor ser anunciado. Como se espera uma votação apertada, seria uma grande surpresa se houvesse menos de três rodadas desta vez.

Os membros sabem como foi a votação antes de cada rodada?
As cifras não são anunciadas, só o nome do candidato eliminado. As cifras da votação só são divulgadas depois que o presidente anunciar o vencedor.

Quando isso acontecerá?
A votação começa depois do final das apresentações, às 11h (horário de Brasília) de sexta-feira. O vencedor será anunciado em uma cerimônia televisionada mundialmente a partir das 13h30 (horário de Brasília).
Citação de: [url=http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/10/01/empenho+de+autoridades+marca+disputa+pelos+jogos+de+2016+8712142.html]iG Esporte[/url]
Empenho de autoridades marca disputa pelos Jogos de 2016

Políticos dos quatro países que sonham em organizar a Olimpíada prestigiam o evento da escolha da cidade-sede em Copenhague; conheça os nomes influentes de Brasil, Espanha, Japão e Estados Unidos



Rio de Janeiro, Chicago, Tóquio e Madri. Uma dessas quatro cidades será escolhida na sexta-feira, em Copenhague, sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Num esforço extra para serem eleitas, as quatro candidatas levaram ao local da votação as maiores autoridades de seus países.

É sobretudo a presença da principal figura política de cada país que ajuda a arregimentar votos para suas respectivas cidades: o fato mostra que o poder público está lado a lado com o comitê olímpico local, sinalizando ao COI que não faltará investimento público, se necessário.

Os políticos também ganham, já que vinculam sua imagem a um evento de enorme apelo popular e crescem no conceito dos eleitores visando a futuros pleitos.

O Brasil está representado por seu presidente, Lula, bem como os Estados Unidos, através de Barack Obama, que chega nesta quinta a Copenhague. Madri leva o Rei Juan Carlos II, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero e o prefeito da cidade, Alberto Ruiz-Gallardón. E Tóquio conta com a presença do recém-eleito primeiro-ministro Yukio Hatoyama.

Dos quatro, porém, quem mais atrai as atenções é Obama. Após anunciada sua presença de última hora, os adversários passaram a temer que os membros do COI se deixem influenciar pelo presidente norte-americano, dando votos decisivos a Chicago.

Não seria novidade: há quatro anos, a presença na votação do então primeiro-ministro britânico Tony Blair foi considerada decisiva para Londres derrotar Paris e garantir a sede da Olimpíada de 2012. Dois anos depois, o presidente russo Vladimir Putin também desempenhou papel decisivo na vitória da cidade de Sochi, azarão que vai sediar a Olimpíada de Inverno de 2014.

Veja abaixo o esforço político que os dirigentes dos quatro candidatos têm feito para conquistar os membros do Comitê Olímpico Internacional.


Yukio Hatoyama foi eleito recentemente primeiro-ministro do Japão. É o primeiro chefe de governo do país oriental que não pertence ao Partido Liberal-Democrata (PLD) desde 1955, com exceção de um breve período em meados dos anos 90. Apelidado de "ET", devido ao formato de seu rosto, Hatoyama pertence a uma família de políticos que é frequentemente comparada ao clã norte-americana dos Kennedy.

Fã de esportes e nascido em Tóquio, o primeiro-ministro é um dos mais fortes aliados da cidade na escolha da sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Até por isso, o premiê japonês estará presente na cerimônia em Copenhague, após várias semanas de incerteza sobre sua presença no evento do COI.

Pesa contra Tóquio o fato de ela ser a cidade com o menor índice de apoio cidadão entre as quatro candidatas: 54%, de acordo com pesquisa do COI. A representação política de peso na Dinamarca tenta amenizar o problema. "Hatoyama traz consigo o apoio de mais de cem milhões de apaixonados do esporte em nossa nação", disse um porta-voz do governo.


Chicago, ao lado do Rio, é apontada como favorita para sediar os Jogos de 2016. A cidade norte-americana é o berço político do presidente Barack Obama, que a princípio não iria à Dinamarca para promover a candidatura. De última hora, o mandatário confirmou a viagem ao país europeu e fortaleceu a candidatura da cidade. A delegação ainda contará com sua esposa, Michelle, com a secretária de Educação, Arne Duncan, e com o secretário de Transportes, Ray LaHood, ambos do estado de Illinois, onde fica Chicago.

É a primeira vez na história que um presidente norte-americano desempenha papel tão direto na disputa por uma sede olímpica. Mais do que isso: a mudança de planos de Obama transforma a aposta olímpica em uma prioridade clara para o governo norte-americano, num momento-chave para a batalha pelo avanço no Congresso do projeto de Obama de reformar a saúde do país.

A comitiva olímpica dos Estados Unidos não esconde a confiança de que a imagem de Obama tenha impacto maior entre os membros do COI que os representantes das outras candidatas. Nos bastidores, aliás, há quem diga que o presidente não associaria sua imagem à derrota e só teria viajado por ter certeza de que já arrecadou votos suficientes.


Para se classificar entre as quatro finalistas a sediar os Jogos Olímpicos de 2016, Madri contou com o apoio de figuras importantes da política da Espanha. Alberto Ruiz-Gallardón, prefeito da cidade desde 2003, qualificou a tarefa de levar o evento esportivo como seu objetivo "mais importante". Madri falhou na tentativa de levar os Jogos de 2012 — que foram para Londres —, e agora entra com tudo para vencer a forte concorrência de Rio, Chicago e Tóquio.

Se o apoio do prefeito em Copenhague já é visto como cartada importante, o que dizer das presenças do Rei Juan Carlos II e do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero? Ambos são esperados na Dinamarca. "Nós merecemos os Jogos, vivemos uma era de ouro no esporte. Na minha opinião, temos as instalações mais avançadas, um modelo de Jogos Olímpicos moderno e sólido", disse Zapatero, confiante na vitória.

Outro trunfo bastante importante é Juan Antonio Samaranch, filho do presidente de honra do COI e membro espanhol do organismo desde 2001. Ele é visto como o vínculo entre a cidade e a entidade, o que poderia fortalecer ainda mais a candidatura espanhola.


Lula não tem identificação política tão forte com o Rio de Janeiro como a que os políticos concorrentes têm com as outras candidatas. Mas o fato de o Brasil ser o único país na disputa que nunca organizou os Jogos pode pesar. O presidente tem usado esse discurso desde o início do processo de escolha: "O Brasil faz parte dos dez países mais ricos do mundo e é o único que não realizou os Jogos Olímpicos. Além disso, está em uma situação de estabilidade econômica e de possibilidade de crescimento que permitem convencer qualquer um das boas condições do país para o evento".

Japão e Espanha já sediaram o evento uma vez cada, enquanto os Estados Unidos já receberam quatro Olimpíadas. Londres 2012 marcará a 17ª edição dos Jogos na Europa. A América Latina, por sua vez, só viu de perto os Jogos em 1968, na Cidade do México.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o governador fluminense, Sérgio Cabral Filho, também marcam presença na capital dinamarquesa para a escolha da sede. Contudo, o segundo nome de peso da delegação brasileira, depois de Lula, é um ex-político e um dos rostos mais conhecidos do mundo: Pelé, ministro dos Esportes entre 1995 e 1998 e maior atleta do século XX.
Fotoshow: Imagens da decisão olímpica
Vídeos: Assista às campanhas das cidades e escolha a melhor

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Offline guicn

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #5 Online: 01 de Outubro de 2009, 17:18:31 »
Um lembrete:

Superfaturamento até de furadeiras no Pan. Você quer Rio 2016 assim mesmo?

Trecho de relatório do Tribunal de Contas da União sobre os Jogos Pan-americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro: "(...) a Unidade Técnica indicou a existência de superfaturamento - efetivo ou potencial - em 17 dos 22 itens selecionados por amostragem (...)". A palavra "superfaturamento" aparece, ao todo, 59 vezes em 17 páginas — clique aqui e leia.

Tem de tudo, superfaturamento da mão-obra de marceneiros e eletricistas, na compra de aparelhos de ar condicionado, furadeiras, parafusadeiras, etc. Observe esse outro trecho do documento do TCU: "(...) constata-se o aumento do valor do superfaturamento apurado para o item persianas de R$ 858.208,00 para R$ 876.262,40", ou seja, R$ 18.054,40 foram parar em algum lugar.

Em outra parte do relatório encontramos: "Na planilha do item ‘Logística’ (...) consta o uso de veículo tipo transpaleteira elétrica (...) ao custo mensal de R$ 2.100,00, pelo período de 18 meses. Considerando que os demais itens de logística consideram o período de 8 meses (...) não há justificativa para a cobrança por 10 meses a mais, o que importa em superfaturamento de (...) R$ 28.322,91".

E tem muito mais. O que pensar sobre a movimentação de cifras muito superiores às que envolvem persianas e furadeiras? Você confia nos que comandam o projeto Rio 2016? Ou não está nem aí para a possibilidade de o dinheiro público ser mal utilizado? Pode ser que você queira os Jogos Olímpicos no Brasil de qualquer jeito. Mesmo que usem a parafusadeira mais cara do planeta.

fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/77763_SUPERFATURAMENTO+ATE+DE+FURADEIRAS+NO+PAN+VOCE+QUER+RIO+2016+ASSIM+MESMO

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #6 Online: 01 de Outubro de 2009, 17:26:43 »
Torço por Tókio.
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Offline Derfel

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #7 Online: 01 de Outubro de 2009, 18:54:32 »
Na verdade qualquer dessas cidades tem mais chances que o Rio. Aliás, mesmo no Brasil teríamos muitas opções melhores que o Rio: BH, Fortaleza e Curitiba são apenas alguns exemplos.

Offline Fabi

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #8 Online: 01 de Outubro de 2009, 19:07:13 »
Eu não quero Olimpidas aqui no Brasil, imagine quanto dinheiro dos impostos seria desviado em obras superfaturadas... Não, obrigada. Olimpiadas devem ser feitas em países menos corrupto que o nosso.
Difficulter reciduntur vitia quae nobiscum creverunt.

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Offline Derfel

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #9 Online: 01 de Outubro de 2009, 19:12:41 »
Mas também gera muita riqueza. Durante o período há um grande incremento de recursos para a cidade, fora os ganhos com bugigangas e marketing. Tem também ganhos indiretos, como melhoria nos esportes e nos centros de treinamento. Fora as benfeitorias no sistema de transporte, por exemplo, que são feitas para o público que chega e acaba ficando para a população. Em outras palavras, há muitos ganhos também, inclusive, e principalmente, para a população da cidade.

Offline Fabi

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #10 Online: 01 de Outubro de 2009, 19:30:35 »
Mas também gera muita riqueza.
Acho que se colocar na balança o dinheiro que seria desviado e as riquezas geradas, não compensa. E depois esse dinheiro desviado vai fazer falta na hora que algum hospital precisar de recursos, porque não dá conta do número de pessoas, não tem vaga em UTI, e as pessoas ficam internadas no corredor porque não tem quarto, ou vaga na enfermaria.

E isso na melhor das hipóteses, as vezes alguns morrem na fila, e o governo diz que não tem dinheiro e não pode fazer nada. Posso citar várias situações em que o governo diz que não tem dinheiro pra resolver. Mas para as Olimpiadas eles tem dinheiro, vai entender. 
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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #11 Online: 01 de Outubro de 2009, 19:49:16 »
Mas também gera muita riqueza. Durante o período há um grande incremento de recursos para a cidade, fora os ganhos com bugigangas e marketing. Tem também ganhos indiretos, como melhoria nos esportes e nos centros de treinamento. Fora as benfeitorias no sistema de transporte, por exemplo, que são feitas para o público que chega e acaba ficando para a população. Em outras palavras, há muitos ganhos também, inclusive, e principalmente, para a população da cidade.

Uma única cidade beneficiada. Com 28 bilhões dava para alavancar a educação no Brasil. É indefensável a conveniência das olimpíadas no Rio.
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Offline Gaúcho

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #12 Online: 01 de Outubro de 2009, 20:28:11 »
Eu não quero Olimpidas aqui no Brasil, imagine quanto dinheiro dos impostos seria desviado em obras superfaturadas... Não, obrigada. Olimpiadas devem ser feitas em países menos corrupto que o nosso.

Por isso que ficamos com projetos esportivos menores, como a Copa do Mundo de 2014. :D
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Offline Diegojaf

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #13 Online: 01 de Outubro de 2009, 21:09:51 »
Eu não quero Olimpidas aqui no Brasil, imagine quanto dinheiro dos impostos seria desviado em obras superfaturadas... Não, obrigada. Olimpiadas devem ser feitas em países menos corrupto que o nosso.

Por isso que ficamos com projetos esportivos menores, como a Copa do Mundo de 2014. :D

Sei não. Se não me engano, a Copa do Mundo tem audiência bem superior às Olimpíadas...
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Südenbauer

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #14 Online: 01 de Outubro de 2009, 22:15:35 »
Mas também gera muita riqueza. Durante o período há um grande incremento de recursos para a cidade, fora os ganhos com bugigangas e marketing. Tem também ganhos indiretos, como melhoria nos esportes e nos centros de treinamento. Fora as benfeitorias no sistema de transporte, por exemplo, que são feitas para o público que chega e acaba ficando para a população. Em outras palavras, há muitos ganhos também, inclusive, e principalmente, para a população da cidade.
Mas por que precisa de uma Olimpíada para fazer o que deveria ser feito?

Offline Fabulous

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #15 Online: 02 de Outubro de 2009, 00:18:17 »
Nem queria a copa aqui, muito menos as olimpíadas.
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Offline Derfel

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #16 Online: 02 de Outubro de 2009, 08:22:33 »

Mas por que precisa de uma Olimpíada para fazer o que deveria ser feito?

Porque o Estado muitas vezes permenece em um estado inercial e necessita de uma força externa para produzir as melhorias.
Quanto a hospitais e UTI's, isso também será beneficiado durante as olimpíadas. Veja, não é somente uma preparação de um evento esportivo, mas também uma melhoria na infra-estrutura para comportar os turistas que chegam. Pelo que eu vi hoje no Bom Dia Brasil, 40% do orçamento previsto será apenas para melhorias nos transportes. Há também a recuperação de áreas degradadas da cidade, como a zona portuária. São todas melhorias que ficam após o término das Olimpíadas. Existe também um incremento grande no número de turistas após as Olimpíadas que perdura por algum tempo. Como exemplo pode-se ver o caso de Barcelona, a cidade pode ser dividida em antes e depois das Olimpíadas. Montreal, por outro lado, adquiriu uma dívida que só foi paga após 30 anos (parte por causa de corrupção e desvios - O Canadá não é mesmo um país sério...)

Offline Diegojaf

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #17 Online: 02 de Outubro de 2009, 08:41:38 »
Centralizar quase 30 bilhões em uma única cidade aqui no Brasil = 40 bilhões gastos e nenhuma mudança perceptível.
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Offline Diegojaf

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #18 Online: 02 de Outubro de 2009, 08:55:52 »
Citar
‘NYT’: Candidatura do Rio ‘é a que mais faz sentido economicamente’ (02/10)




A candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 é a que, provavelmente, faz “mais sentido economicamente”, segundo reportagem do jornal americano New York Times publicada nesta sexta-feira.

O Comitê Olímpico Internacional vai decidir nesta sexta-feira, em Copenhague, a cidade-sede dos Jogos de 2016. Além do Rio, concorrem Chicago, Madri e Tóquio.

Segundo o jornal, a maioria dos candidatos manteve os custos em um nível razoável, com Chicago prometendo financiar os Jogos com o setor privado, Madri afirmando que 80% das instalações já estão construídas, ou estão em construção, e Tóquio prometendo que seu investimento em tecnologia verde vai trazer dividendos.

“Enquanto isso, a proposta do Rio de US$ 14,4 bilhões está acima das outras em termos de custo. Estranhamente, no entanto, é provavelmente a que faz mais sentido econômico, mesmo com o investimento público necessário para os transportes e segurança aumentando significativamente as despesas.”

“O Brasil tem uma economia em desenvolvimento impulsionada pelas commodities, que tem se saído bem apesar da desaceleração global. Sua dívida recentemente recebeu grau de investimento. E é um lugar populoso: o custo das Olimpíadas representa apenas 1% do PIB”, diz o jornal.

“O Rio em si é uma cidade que está crescendo rapidamente, cuja infra-estrutura poderia passar por uma melhoria olímpica. Ele precisa do evento mais do que os outros. E o Brasil também seria melhor em absorver os custos”, conclui.

“Os benefícios de sediar o evento incluem criação de empregos, investimento, um aumento no turismo e uma ‘plástica’ para a cidade e o país. Ainda assim, os investimentos raramente valem a pena”, afirma o jornal.

O NYT lembra o caso das Olimpíadas de Atenas, em 2004, em que a Grécia gastou 9 bilhões de euros para financiar o evento.

“Isso é cerca de 4% do PIB, dinheiro que poderia ter sido gasto de forma melhor, mais tarde. Políticos agora estão discutindo como o país pode pagar um pacote de estímulo econômico de tamanho semelhante”.

Segundo o jornal, apesar de os Jogos trazerem benefícios de infra-estrutura para a cidade sede, essa infra-estrutura, raramente, é a que a cidade precisa.

http://www.superesportes.com.br/ed_esportes/006/template_esportes_006_135869.shtml

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Offline Skeptical...

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #19 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:29:44 »
Minha torcida era por Tóquio, infelizmente está fora da disputa...:(

Brasil já é recordista em medalhas de ouro na modalidade "maracutaia"... que vença Madri!

Offline Andre

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #20 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:53:23 »
Nossa torcida contra não deu certo, vai ser Rio mesmo.
Se Jesus era judeu, então por que ele tinha um nome porto-riquenho?

Offline Mr. Mustard

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #21 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:56:53 »
Torço muito para que a Olimpíadas sejam no Rio. E não é um belo exemplo de superação? Quem sabe isto não serve de incentivo aos patrocinadores a aumentarem seus investimentos em jovens talentos?

Offline O Grande Capanga

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #22 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:59:15 »
Mas também gera muita riqueza. Durante o período há um grande incremento de recursos para a cidade, fora os ganhos com bugigangas e marketing. Tem também ganhos indiretos, como melhoria nos esportes e nos centros de treinamento. Fora as benfeitorias no sistema de transporte, por exemplo, que são feitas para o público que chega e acaba ficando para a população. Em outras palavras, há muitos ganhos também, inclusive, e principalmente, para a população da cidade.

Uma única cidade beneficiada. Com 28 bilhões dava para alavancar a educação no Brasil. É indefensável a conveniência das olimpíadas no Rio.

Isso mesmo, Tomé.  :hihi:

Offline Andre

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #23 Online: 02 de Outubro de 2009, 14:03:16 »
Torço muito para que a Olimpíadas sejam no Rio. E não é um belo exemplo de superação? Quem sabe isto não serve de incentivo aos patrocinadores a aumentarem seus investimentos em jovens talentos?
Não precisa mais torcer, já foi eleita. :P
Se Jesus era judeu, então por que ele tinha um nome porto-riquenho?

Offline Skeptical...

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Re: Olimpíadas 2016: a escolha
« Resposta #24 Online: 02 de Outubro de 2009, 14:03:36 »
A bandidagem do Hell de Janeiro tem muito o que comemorar... época propícia pra que eles batam recordes (carteiras, arrastões, etc...).

 

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