Autor Tópico: Metodologia em saúde  (Lida 12548 vezes)

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Offline Derfel

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #25 Online: 05 de Abril de 2014, 18:15:00 »
A quem interessar,  está aberta uma consulta pública pela ANVISA sobre clareadores dentais.
http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/9277b88043841dc1ac70ac493cc3c60f/Consulta+P%C3%BAblica+n%C2%B0+14+GGTPS.pdf?MOD=AJPERES

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #26 Online: 04 de Outubro de 2014, 14:35:04 »
<a href="https://www.youtube.com/v/I3VRtjbON8Q" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/I3VRtjbON8Q</a>







Citar
How race becomes biology: Embodiment of social inequality

Clarence C. Gravlee*


Keywords:
race;genetics;human biological variation;health;racism
Abstract
The current debate over racial inequalities in health is arguably the most important venue for advancing both scientific and public understanding of race, racism, and human biological variation. In the United States and elsewhere, there are well-defined inequalities between racially defined groups for a range of biological outcomes—cardiovascular disease, diabetes, stroke, certain cancers, low birth weight, preterm delivery, and others. Among biomedical researchers, these patterns are often taken as evidence of fundamental genetic differences between alleged races. However, a growing body of evidence establishes the primacy of social inequalities in the origin and persistence of racial health disparities. Here, I summarize this evidence and argue that the debate over racial inequalities in health presents an opportunity to refine the critique of race in three ways: 1) to reiterate why the race concept is inconsistent with patterns of global human genetic diversity; 2) to refocus attention on the complex, environmental influences on human biology at multiple levels of analysis and across the lifecourse; and 3) to revise the claim that race is a cultural construct and expand research on the sociocultural reality of race and racism. Drawing on recent developments in neighboring disciplines, I present a model for explaining how racial inequality becomes embodied—literally—in the biological well-being of racialized groups and individuals. This model requires a shift in the way we articulate the critique of race as bad biology. Am J Phys Anthropol 2009. © 2009 Wiley-Liss, Inc.

http://www.gravlee.org/files/pdfs/Gravlee%202009%20Am%20J%20Phys%20Anthropol.pdf

Offline Cientista

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #27 Online: 04 de Outubro de 2014, 19:30:20 »
Caramba! Até a metade, pensei: Tô vendo um buraco de verme aparecendo entre esse tópico e aquele outro ali do 'racismo  no futebol'...; esse rapaz gosta de provocar...

Mas, depois da metade! Tinha que ser coisa de antropólogos...   P...   É, esse rapaz realmente gosta de provocar...    hahahahahahhahaha...
« Última modificação: 04 de Outubro de 2014, 19:32:36 por Cientista »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #28 Online: 04 de Outubro de 2014, 21:42:58 »
Qual é o problema com o artigo? Você ao menos leu? :hein:

Você poderia talvez postar os melhores trechos do artigo (isso é, lidando com os aspectos biológicos, não só parte semântica, embora mesmo nessa parte acho que ele está razoavelmente bem argumentado, excepcionalmente, até) e contestá-los/apontar refutações já feitas, se não for uma afronta muito grande ao seu sistema de crenças fazê-lo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #29 Online: 11 de Maio de 2015, 17:58:33 »
Àqueles que defendem o uso de terapias pseudocientíficas como placebo, e a quem mais quiser opinar:

Não seria melhor se ter uma alternativa às terapias "complementares" se o que interessa é o efeito placebo? Alguma outra forma menos superfaturada do que "métodos mágicos", e com menos potencial de estrago do que se alimentar isso?

O que poderia ser? O problema de só ter atores para encenar os métodos-vudu é que isso seria condenado pelos que crêem serem praticantes de uma terapia verdadeira, o que deve dar tanto problema no aspecto lobbyístico da coisa, quanto em, caso a rejeição a eles seja muito grandes, devem tender a se colocar como alternativas propriamente ditas aos tratamentos com suporte científico (e não como meros "complementos"), incentivando a rejeição popular a estes.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #30 Online: 15 de Janeiro de 2016, 12:43:12 »
Citar
[...] In May of 2010, the British General Chiropractic Council (GCC) advised members of the British Chiropractic Association (BCA) that “The chiropractic Vertebral Subluxation Complex…is not supported by any clinical research evidence that would allow claims to be made that it is the cause of disease or health concerns.”4 Chiropractors were advised to provide evidence-based care that “incorporates the best available evidence from research, the preferences of the patient and the expertise of practitioners including the individual chiropractor her/himself.”4 In response, the British Chiropractic Association advised its members to “refrain from making any reference to Vertebral Subluxation Complex in media to which their patients or the general public may have access,” adding that “this advice has no bearing on scope of practice.”4 [...]

https://www.sciencebasedmedicine.org/chiropractic-vertebral-subluxations-science-vs-pseudoscience/

Muita sem-vergonhice, pelamor dedeus.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #31 Online: 20 de Janeiro de 2016, 10:39:46 »
<a href="https://www.youtube.com/v/UIOHKrfzJzI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/UIOHKrfzJzI</a>


Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #33 Online: 03 de Julho de 2016, 19:57:31 »
A habilidade em auscultação cardíaca dos médicos sofre declínio com a experiência:

Citar
http://www.sma.org.sg/smj/4601/4601a2.pdf

Factors influencing cardiac auscultation proficiency in physician trainees

[...] Physicians who graduated eight or less years
ago do better than those who graduated more
than eight years ago, with the difference being
statistically significant. In contrast, statistical tests
were insignificant for cut-offs at two, four and six
years. Butterworth and Reppert observed that
physicians in general practice with up to nine years
of experience had a mean accuracy close to that of
medical students and interns, but accuracy fell
beyond nine years of practice(11). This suggests that
the decline in auscultatory ability may be due to
a lower level of exposure to abnormal heart sounds
in general practice.  [...]


Offline Rlionsan

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #34 Online: 03 de Julho de 2016, 20:49:11 »
Acho mais correto dizer que a habilidade caiu à medida que o treinamento foi ficando para trás.  Os médicos testados eram médicos de família.  Não me surpreenderia se durante o treinamento tenham sido expostos a um bom número de pacientes com doenças cardíacas, enquanto nos anos seguintes passaram a maioria esmagadora do tempo cuidando de pacientes com gripe, diarréia, e acompanhamento pré-natal.  Suas habilidades em cardiologia podem simplesmente ter "enferrujado".
Se o estudo tivesse sido feito com um grupo de cardiologistas, que nos anos seguintes ao treinamento estariam cuidando de pacientes com doenças cardíacas todos os dias, o resultado poderia ser exatamente o oposto.

Offline Rlionsan

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #35 Online: 03 de Julho de 2016, 20:50:03 »
A habilidade em auscultação cardíaca dos médicos sofre declínio com a experiência:

Citar
http://www.sma.org.sg/smj/4601/4601a2.pdf

Factors influencing cardiac auscultation proficiency in physician trainees

[...] Physicians who graduated eight or less years
ago do better than those who graduated more
than eight years ago, with the difference being
statistically significant. In contrast, statistical tests
were insignificant for cut-offs at two, four and six
years. Butterworth and Reppert observed that
physicians in general practice with up to nine years
of experience had a mean accuracy close to that of
medical students and interns, but accuracy fell
beyond nine years of practice(11). This suggests that
the decline in auscultatory ability may be due to
a lower level of exposure to abnormal heart sounds
in general practice.  [...]

Acho mais correto dizer que a habilidade caiu à medida que o treinamento foi ficando para trás.  Os médicos testados eram médicos de família.  Não me surpreenderia se durante o treinamento tenham sido expostos a um bom número de pacientes com doenças cardíacas, enquanto nos anos seguintes passaram a maioria esmagadora do tempo cuidando de pacientes com gripe, diarréia, e acompanhamento pré-natal.  Suas habilidades em cardiologia podem simplesmente ter "enferrujado".
Se o estudo tivesse sido feito com um grupo de cardiologistas, que nos anos seguintes ao treinamento estariam cuidando de pacientes com doenças cardíacas todos os dias, o resultado poderia ser exatamente o oposto.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #36 Online: 03 de Julho de 2016, 20:53:05 »
Está certo. Apenas achei interessante ressaltar que tempo de experiência pode não ser sinônimo de habilidade, como é comum se assumir.

Offline Rlionsan

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #37 Online: 03 de Julho de 2016, 21:54:00 »
Está certo. Apenas achei interessante ressaltar que tempo de experiência pode não ser sinônimo de habilidade, como é comum se assumir.
Corretíssimo.  Tempo de serviço não significa necessáriamente habilidade.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #38 Online: 10 de Setembro de 2016, 14:49:40 »
Citar

The Effect of Work Hours on Adverse Events and Errors in Health Care

Danielle M. Oldsa,* and Sean P. Clarkeb

Abstract
Introduction

We studied the relationship between registered nurses' extended work duration with adverse events and errors, including needlestick injuries, work-related injuries, patient falls with injury, nosocomial infections, and medication errors.

Method

Using bivariate and multivariate logistic regression, this secondary analysis of 11,516 registered nurses examined nurse characteristics, work hours, and adverse events and errors.

Results

All of the adverse event and error variables were significantly related to working more than 40 hours in the average week. Medication errors and needlestick injuries had the strongest and most consistent relationships with the work hour and voluntary overtime variables.

Discussion

This study confirms prior findings that increased work hours raise the likelihood of adverse events and errors in healthcare, and further found the same relationship with voluntary overtime.

Impact on Industry

Legislation has focused on mandatory overtime; however, this study demonstrated that voluntary overtime could also negatively impact nurse and patient safety.



http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2910393/



Citar
J R Soc Med. 2006 Dec; 99(12): 645–646.


Poor handwriting remains a significant problem in medicine

...
From the patient's perspective, illegible handwriting can delay treatment and lead to unnecessary tests and inappropriate doses which, in turn, can result in discomfort and death. In 1999, an American cardiologist caused the death of a 42-year-old patient when his prescription of 20 mg Isordil, an antianginal drug, was misread by the pharmacist as 20 mg Plendil, an antihypertensive drug.5 Poor handwriting undoubtedly contributes to another inconvenient truth: the high incidence of medical errors in Britain, which is estimated to cause the deaths of up to 30 000 people each year.6
...

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1676338/

[Busca no Google scholar] "handwriting" medical error: About 49,200 results

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #39 Online: 27 de Outubro de 2016, 18:00:01 »
Citar
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/10/27/medicos-listam-40-tratamentos-que-trazem-pouco-ou-nenhum-beneficio-a-saude.htm

[...]

Estes conselhos foram elaborados pela Academy of Medical Royal Colleges, que reúne 21 instituições de ensino de medicina no Reino Unido.

Em uma tentativa de reduzir o número de procedimentos médicos desnecessários, a organização listou 40 tratamentos que trazem pouco ou nenhum benefício à saúde.

A instituição também recomendou que os pacientes questionem mais os seus médicos sobre os tratamentos indicados.

Para elaborar a lista, profissionais de 11 especialidades identificaram cinco procedimentos comumente usados em suas áreas que não são sempre necessários ou importantes.

A ação faz parte da campanha Choosing Wisely (algo como "fazendo a melhor escolha") que busca fomentar o diálogo entre médicos e pacientes a respeito das melhores opções de tratamento para seus males.

[...]


Citar
The Choosing Wisely lists were created by national medical specialty societies and represent specific, evidence-based recommendations clinicians and patients should discuss. Each list provides information on when tests and procedures may be appropriate, as well as the methodology used in its creation.

In collaboration with the partner organizations, Consumer Reports has created resources for consumers and providers to engage in these important conversations about the overuse of medical tests and procedures that provide little benefit and in some cases harm.

Choosing Wisely recommendations should not be used to establish coverage decisions or exclusions. Rather, they are meant to spur conversation about what is appropriate and necessary treatment. As each patient situation is unique, providers and patients should use the recommendations as guidelines to determine an appropriate treatment plan together.

...

http://www.choosingwisely.org/doctor-patient-lists/


Offline João da Ega

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #40 Online: 01 de Novembro de 2016, 12:27:53 »
Há sempre teorias conspiratórias sobre a indústria farmacêutica (que já teria descoberto cura de doenças, mas que não divulga pra não atrapalhar seus lucros, etc). Por outro lado, com o desenvolvimento da medicina e dos medicamentos, é fato que a qualidade e expectativa de vida indubitavelmente  aumentaram etc e talz.

Mas vendo as teorias conspiratórias sobre o maquiavelismo da indústria farmacêutica, não me parece descabido que a indústria (que busca o lucro, logicamente) não invista em produtos que diminuiriam seus lucros. Esses programas de benefícios (viagens, etc) que a indústria e comércio de remédios dá aos médicos também me parece suspeita e antiética.

Agora, quando vem à tona o caso do colesterol x açúcar, a confiança irrestrita com relação à isenção das pesquisas científicas ligadas aos medicamentos tende a aumentar. A indústria do tabaco já fez algo parecido. O caso do chumbo no petróleo (Clair Petterson) entre outros mostra que a pesquisa científica pode e por vezes é fraudada por interesses econômicos escusos.

Citar
No mês passado, a revista JAMA Internal Medicine publicou um estudo que sugere que a indústria do açúcar pagou o equivalente a US$ 48 mil para uma pesquisa relacionar doença do coração à gordura saturada e tirar o foco do risco causado pelo açúcar.
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/10/28/acucar-e-apontado-como-vilao-pelo-seu-colesterol-alto-nao-a-gordura.htm
"Nunca devemos admitir como causa daquilo que não compreendemos algo que entendemos menos ainda." Marquês de Sade

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Metodologia em saúde
« Resposta #41 Online: 03 de Dezembro de 2016, 00:16:59 »
Acho que coisas nessa linha em boa parte do tempo não devem ser tão ruins quanto podem parecer, no sentido de provavelmente a pesquisa ainda ser honesta, e estar fazendo uma relação apenas focada num elemento, mas não ativamente aliviando para outro. Ou seja, nada impede depois dos suinocultores financierem pesquisa sobre os males associados ao açúcar e ao trigo.

É apenas minha impressão, acho que deve ser mais rara coisa no mesmo naipe daquelas de que cigarros não causam cancer, CFCs não causam o buraco na camada de O3/ele não existe/não faz mal, ou que CO2 não causa aquecimento global/não existe/não faz mal.









<a href="https://www.youtube.com/v/rSo115HbVCQ" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/rSo115HbVCQ</a>

Efeito análogo também é encontrado nas penas que juízes dão no decorrer do dia, com alguma correlação até com tempo desde refeições. Quanto mais próximo de ter acabado de comer, mais ameno o julgamento.

 

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