Autor Tópico: Enteógenos  (Lida 12305 vezes)

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Enteógenos
« Resposta #125 Online: 04 de Junho de 2012, 19:53:36 »
Taí uma coisa que eu não entendo, O que tem de tão especial e misterioso em ter alucinações?

Os místicos acham que não são "alucinações", mas que estão "abrindo as portas da percepção" e enxergando a verdadeira realidade, coisas do tipo.

É, eu já tinha ouvido isso, mas não faz o menor sentido.

É por isso que é misticismo.



...


Eu sempre leio "Estrógenos" na lista de tópicos.

Offline Luiz F.

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Re:Enteógenos
« Resposta #126 Online: 04 de Junho de 2012, 20:14:12 »
É por isso que é misticismo.

 :lol:

Eu sempre leio "Estrógenos" na lista de tópicos.

Pensei que fosse só eu...
"Você realmente não entende algo se não consegue explicá-lo para sua avó."
Albert Einstein

Offline cavecanem

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Re:Enteógenos
« Resposta #127 Online: 04 de Junho de 2012, 22:13:07 »
Eu tendo a pensar que a recusa da experiência baseada tão somente em relatos místicos de terceiros é uma forma de ratificar uma decisão que já foi tomada de antemão, que é simplesmente afastar-se de qualquer contato com substâncias enteógenas. Assim também são as justificativas de recusa pautadas pela farmacologia e por anedotas do "fulano que enlouqueceu" experimentando a beberagem. Nesses casos, perde-se uma oportunidade de travar contato consigo mesmo dentro de um perspectiva não habitual, e sobretudo observar o funcionamento da própria mente, coisas que a ayahuasca proporciona de modo quase automático, uma vez que o indivíduo que ingere a bebida é capaz de controlar a experiência e o conteúdo das suas visões oníricas.
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Offline Thomas_Blum

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Re:Enteógenos
« Resposta #128 Online: 16 de Julho de 2016, 13:23:49 »
Vou ressuscitar o tópico e dar minha contribuição no tema.

Vejo que o que foi discutido aqui até agora é se os enteógenos (ou plantas psicotrópicas, alteradoras da consciência) são ou não danosas ao cérebro. Existe uma porção de estudos sobre isso e estou com preguiça de pesquisar agora, mas vale pesquisar principalmente sobre algumas universidades da Europa que estão fazendo uso terapêutico laboratorial de Psylocibe Cubensis em pacientes com depressão e diz-se que estão obtendo bons resultados.

Mas não estou aqui para defender ou apoiar o uso de susbtancias.

Quero mesmo é dar um mini relato e dialogar a respeito das percepções causadas pelo uso dos mesmos.


Tenho um conhecimento relativamente bom em plantas enteógenas. Estudei o tema a fundo por mais ou menos 6 ou 7 anos. Tive a oportunidade de experimentar uma grande variedade de plantas: Psylocibe Cubensis (psilocibina), Amanita Muscaria (muscimol, entre outras), San Pedro (mescalina), Argyreia Nervosa (LSA), Ayahuasca, tanto a de Chacrona e Jagube como a de Jurema e Arruda Síria (DMT+iMAO), Salvia Divinorum (Salvinorina A), Brugmansia Suavelons (Scapolamina e atropina), Cannabis (thc, entre outros), entre várias outras mais amenas e menos famosas.

Meu foco sempre foi a auto-pesquisa, o mergulho interno. Nunca fiz um uso em rituais como o do Daime por exemplo, sempre foram cenários pessoais, com amigos ou sozinho, jamais sobrecarregando experiencias. Com exceção da maconha que causa dependência sim (e eu fui usuário que se diz "não viciado" por uns 10 anos) nenhuma dessas plantas causa dependência e de forma geral, a grande maioria causa repulsa, tamanho é seu potencial de alteração da mente. Sempre relatei por escrito todas as experiencias que tive para manter um controle de percepção do que estava alcançando. A longo prazo pude comprovar que depois de determinado momento, já não havia mais motivos para utilizar tais plantas. A suposta busca pessoal chegou em seu limite, nada me acrescentava. Era como assistir uma palestra repetida. Quando se utiliza uma susbtancia deste tipo com um foco mais sério e não para "chapar a cabeça" percebe-se uma progressão e um número grande de lições a ser aprendido. Não sei dizer (com minha visão atual) como é que isso se dá. Mas acontece.

O engraçado é que não é por acaso que tais plantas são chamadas de Enteógenas. Na época que iniciei os processos de aprendizagem eu era um adolescente besta ateu, e conforme o uso (não focado em religião e que não continha nenhuma conotação religiosa em minha vida no momento) naturalmente tais experiencias começaram a me "abrir" para a espiritualidade, para conceitos como o vegetarianismo, a meditação, as dimensões paralelas e etc. Resumindo, naquela época deixei de ser ateu para mergulhar nesse mundo místico viajado. Pois queira ou não, indiferente de eu ter um intento de pesquisa e estudos psicológicos pessoais, eu ainda era adolescente (ou pós) e queria sim viajar e ver coisas mágicas.
Mas não posso negar que o uso racional e espaçado deste tipo de substâncias trouxe-me uma maturidade que eu certamente não alcançaria no padrão normal que vivia na época (no circulo de amigos, na cultura ao meu redor e nos livros que lia antes de experimenta-las), foi uma mudança positiva sem dúvidas.
Só que ao fim deste ciclo as próprias plantas que já não davam mais essa visão tão fantasiosa (mas sim mantinham um padrão de auto pesquisa como eu acreditava estar fazendo lá trás) e inclusive, se fosse possível sintetizar a resposta que a planta lhe dava com o uso era:
-O maior aprendizado do enteógeno é que você não deve utilizar enteógenos.
Não é o jeito certo de se alcançar uma certa maturidade consciencial.

Agora, vamos ao que interessa.

Quem aqui já utilizou qualquer susbtancia psicoativa? Podem abrir o jogo?
Queria saber como funciona uma experiencia mística para um não místico. Como eu disse, substancias como a Ayahausca (mesmo tomada fora de um contexto religioso) é muito ligada a uma espiritualidade, mais especificamente a uma espécie de religiosidade primitiva, arcaica. Queira muito ouvir relatos de gente ateia e cetica que utilizou substancias de alto nível de psicoatividade.

Agradeço.

Offline homemcinza

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Re: Enteógenos
« Resposta #129 Online: 16 de Julho de 2016, 18:48:04 »
Um amigo tomou um cházinho de trombeta e fez contato direto com a "Akasha" ou repósitório de todo o conhecimento do universo (!). Nas palavras dele:

- Meu, sabe, foi um lance que...imagina...de repente...instantaneamente compreendí tudo...meu...sabia tudo...aquilo era demais...pô...nem imagina...conhecer todo o universo e entender o passado, presente e futuro...meu...é demais...o problema é que não lembro de mais nada...meu...é muito estranho...



por que será que essa galera que toma esses chás conseguem ter uma compreensão de tudo, do todo mas não conseguem explicar nada?

Offline El Elyon

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Re:Enteógenos
« Resposta #130 Online: 17 de Julho de 2016, 02:07:39 »
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Meu foco sempre foi a auto-pesquisa, o mergulho interno0

Porque usuários de substâncias psicotrópicas fazem uso de tantos eufemismos de conotação mística e/ou estética para mascarar a sua busca por satisfação hedônica?
"As long as the Colossus stands, Rome will stand, when the Colossus falls, Rome will also fall, when Rome falls, so falls the world."

São Beda.

Offline Thomas_Blum

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Re:Enteógenos
« Resposta #131 Online: 17 de Julho de 2016, 12:41:24 »
usuários de substâncias psicotrópicas fazem uso de tantos eufemismos de conotação mística e/ou estética para mascarar a sua busca por satisfação hedônica?

Pois olha rapaz, não sei por que isso acontece. O que posso lhe dizer é que eu conheci um grande número de pessoas na época (frequentava fóruns) que deixavam claro sua busca por recreação, por experiencias psicodelicas simplesmente por deleite, no entanto conheci gente também que estava estudando o tema afundo, estudando a gênese das plantas, suas relações culturais e antropológicas, aprendendo inclusive sobre suas estruturas quimicas para não dar um tiro no escuro. Eu não tive tempo nem vontade de aprofundar tanto, tanto assim meu conhecimento como alguns que conheci, mas enquanto estive com meu foco nessa pesquisa vivenciei muito deste contexto dos que se consideram "psiconautas" os que navegam pelo caminhos internos. É lógico que se pode e se deve fazer isso sem uso de substâncias, mas uma grande quantidade de experiências me trouxe (como eu ja disse ali em cima) maturidades que qualquer bom observador compreenderia que eu não acessaria de outra forma (naquele momento), seria isso uma aceleração? Será que eu iria chegar nisto de outra forma?

É triste pensar que supostamente a palavra "auto-pesquisa" seja considerada de teor místico/religioso.

Exatamente por isso que eu gostaria de saber quantos aqui já arriscaram-se em experimentar algumas alucinações e alterações que podem (ou não) trazer benefícios ou malefícios para a própria percepção da vida. Mas pelo jeito o pessoal não gosta muito desse tipo de coisa. Como eu disse, hoje estou em outro momento e considero esse um ciclo que já se acabou. Não brinco mais com minhas sinapses.

Mas só finalizando. Eu deixei claro que sim, adorava navegar na pira psicodélica, na viagem derretida e colorida, mas naturalmente, quando se acessa certos níveis da mente nesse tipo de experiência, sabe-se que isso é só um bônus, que a quantia de insights uteis, pessoais é imensa. E da mesma forma que pode vir uma experiencia colorida e feliz, você pode acessar um lado muito obscuro do seu inconsciente, aí e que entram as Bad trips, ou as "peias" como chamam os mais apaixonados pelo tema. Onde você vai suar frio confrontando todos os seus monstros internos, seus medos, suas loucuras.

Vale um fragmento de relato aqui:
"...Tomei apenas um pequeno gole da Ayahuasca que havia ganhado, foi muito pouco, estava sozinho e só queria ter uma ideia da concentração desta e seus efeitos quando utilizada sozinho, sem amigos ou interferências... Em determinado momento a sensação corpórea estava muito intensificada, sentia cada célula, cada órgão, cada molécula, sentia o sangue correndo com intensidade em cada veia (como nas pinturas de Alex Grey), depois de um período indefinido de tempo percebi a vida, o mundo e eu mesmo passando numa espécie de fast foward, como um timelapse acelerado, e me vi de fora, não fora do corpo, mas como se assistisse eu mesmo por uma tela, meu corpo ali deitado na cama estática, havia morrido. Veja então pela janela o sol subindo, a lua subindo, as nuvens passando, o tempo passando, então acelera mais, a decomposição acontece em meu corpo, como naqueles documentários da bbc de um animal se fundindo ao solo, e restando apenas meu esqueleto, as paredes da casa caindo, sendo destruidas, novas casas se construindo ao redor, o ambiente mudando, árvores crescendo e outras morrendo e o universo seguindo em frente. Numa cena alegórica bizarra do meu ser ficando ali, apenas o pó e tudo seguindo..."

Não foi exatamente uma bad-trip, mas vivenciar isso pessoalmente em primeira pessoa é algo que vale a pena. Difícil de descrever.

Será que os que buscam isso querem só prazer? Ou depois de ter uma experiencia dessa, voltariam a usar? Talvez percebam que, para aquele momento de maturação mental e psicológica, mesmo uma experiencia assustadora possa ser mais util do que uma cerveja ou vinho com os amigos em um bar.
Talvez não seja hedonismo místico.

Offline El Elyon

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Re:Enteógenos
« Resposta #132 Online: 20 de Julho de 2016, 23:41:00 »
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É triste pensar que supostamente a palavra "auto-pesquisa" seja considerada de teor místico/religioso.

Mas você mesmo afirmou que aceitou explicações místicas/esotéricas/religiosas quando passou a frequentar um meio tolerante a isso. Eu sequer vejo sentido em usar o termo "pesquisa" em algo que é  fortemente baseada em relatos testemunhais em primeira-pessoa cuja consciência e percepção é afetada por psicotrópicos - é usar o jargão científico para conferir uma aparência de respeitabilidade e rigor a algo não-científico.

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Será que os que buscam isso querem só prazer?

Não afirmei que é só o prazer.

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Ou depois de ter uma experiencia dessa, voltariam a usar?

Se vivem em um milieu que recompense a descrição desse tipo de ato? Possivelmente.

Citar
Talvez percebam que, para aquele momento de maturação mental e psicológica, mesmo uma experiencia assustadora possa ser mais util do que uma cerveja ou vinho com os amigos em um bar.

Se eu contei direito, eu li ao menos 3-4 alegações de maior amadurecimento psicológico e posse de um tipo de "conhecimento" não disponível ao não iniciados (isso soa tão similar a afirmações de grupos esotéricos de facto). Estou consideravelmente curioso em que evidências tem para suportar tais afirmações, especialmente uma que não seja anedótica/testemunhal.
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São Beda.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Enteógenos
« Resposta #133 Online: 21 de Julho de 2016, 09:52:11 »
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Meu foco sempre foi a auto-pesquisa, o mergulho interno0

Porque usuários de substâncias psicotrópicas fazem uso de tantos eufemismos de conotação mística e/ou estética para mascarar a sua busca por satisfação hedônica?


A pergunta já contém a resposta... :biglol:

Ainda mais se "mascarar" puder ser entendido como algo feito para si mesmo, como viés cognitivo do "apelo a estética".

https://en.wikipedia.org/wiki/Rhyme-as-reason_effect

Ainda que então não seria tanto "os usuários", mas o "meme" que faz isso, através deles.

Offline Thomas_Blum

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Re:Enteógenos
« Resposta #134 Online: 21 de Julho de 2016, 13:40:51 »
Estou consideravelmente curioso em que evidências tem para suportar tais afirmações, especialmente uma que não seja anedótica/testemunhal.

Pois é, de fato esse mundo de interesse exploratório pelas beiradas do saudável e do compreensível são repletos desse tipo de coisa, embasamento em testmonials e etc. Tem muita semelhança com seitas sectarias e dogmáticas, com a diferença que acaba sendo muito intuitiva e pessoal. Apesar de existir os grupos como do Santo Daime e outros com uma viés xamãnica ou variante, grande parte desse pessoal que se considera buscador acaba por conta própria seguindo um caminho de experimentações e "possíveis auto-comprovações" pode ser como pode não ser baseada nos relatos já lidos, pode ser que criem uma própria mitologia, assim como pode ser que, por conta própria concluam que o uso de tal substância seja uma espécie de terapia agradável para ele.

Como falei, não estou tentando defender o uso, nem discrimina-lo, exatamente por ser uma possível ferramenta, que porém, precisa de muito estudo ainda.
Agora, se existem estudos?

Existe sim algum material de qualidade:

A respeito da utilização possivelmente benéfica de microdoses de psilocibina (não é um estudo científico, mas sei que esses existem, quando der eu pesquiso melhor)
http://reset.me/story/benefits-of-microdosing-with-lsd-and-psilocybin-mushrooms/

Utilização do LSA e seus efeitos (atenção ao nome nada sugestivo do site)
http://mundocogumelo.com.br/lsa-e-seus-efeitos-analise-completa-da-substancia/

Esse me parece uma pesquisa mesmo, mas nem li tudo, estou só repostando:
http://www.huffingtonpost.com/entry/lsd-paradoxical-effects_us_56c1f74de4b0c3c55051f453

Esta é uma entrevista com um pesquisador da Universidade de John Hopkins a respeito da possibilidade da psilocibina logo se tornar um tratamento padrão para depressão e outros casos psicológicos:
http://mundocogumelo.com.br/terapia-com-psicodelicos-pode-estar-disponivel-em-uma-decada/

O cérebro com o efeito da Psilocibina
http://www.sciencealert.com/this-is-your-brain-on-magic-mushrooms
http://www.businessinsider.com.au/magic-mushrooms-change-brain-connections-2014-10

Sobre uma pesquisa do uso de psilocibina e a alteração positiva da personalidade (de alguns detalhes da personalidade no caso)
http://web.archive.org/web/20150316235531/http://www.livescience.com/16287-mushrooms-alter-personality-long-term.html

E uma experiência de testemunho. Rs,rs, não pode faltar ;D
http://mundocogumelo.com.br/minha-experiencia-como-guia-no-projeto-de-pesquisa-de-psilocibina-da-johns-hopkins/
e sua fonte original:
http://web.archive.org/web/20150327014556/http://www.maps.org/bulletin-items/383-bulletin-winter-2014/5430-my-experience-as-a-guide-in-the-johns-hopkins-psilocybin-research-project

Muitos destes sites são fontes pouco confiáveis por serem naturalmente apaixonadas pelo estudo, mas não é um argumento válido dizer que a paixão já descarta sua validade. Se fosse assim, nada seria descoberto.
Vale a pena ler antes de julgar. No caso, para os que tem interesse no tema.


Quem sabe num futuro próximo vocês estarão tomando microdoses de psilocibina em cápsula para amenizar o amargor de uma semana difícil.


Encontrei isso daqui também, bastante curioso.
https://drive.google.com/open?id=0B6-PodA4MxXNMThpZEdIamNzZ3c




Offline Buckaroo Banzai

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Re:Enteógenos
« Resposta #135 Online: 18 de Agosto de 2016, 16:50:04 »
Moisés era um DROGADO chapadão, diz estudo:

Citar
https://www.theguardian.com/world/2008/mar/06/religion.israelandthepalestinians

Moses saw God 'because he was stoned - again'

The Bible tells us that when the Children of Israel left Egypt, they had a 40-year trip through the desert before reaching the Promised Land. Now a leading Israeli academic has a new theory about exactly what kind of trip it was.

[...]

Cara, a explicação do arbusto falante em chamas nunca poderia ser tão clara! Ovo de Colombo!

Não foi o único caso onde as experiências "paranormais" poderiam ser explicadas por contato com ervas do diabo, até mesmo a arca de Noé talvez pudesse ter, na madeira da acácia, substâncias que deixaram os envolvidos doidões.

Offline Gigaview

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Re:Enteógenos
« Resposta #136 Online: 18 de Agosto de 2016, 17:27:57 »
Essa explicação é brilhante. A visão de Ezequiel pode ter a mesma origem. Pode ser que esses profetas se drogassem sem saber através da ingestão de trigo mofado (LSD) ou consumo de algum cogumelo ou mesmo fumando sálvia, quem sabe?

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Enteógenos
« Resposta #137 Online: 18 de Agosto de 2016, 19:01:20 »
Ironico talvez ter sido esta também parte da explicação de "sintomas" de embruxamento:

Citar
https://en.wikipedia.org/wiki/Ergotism

Ergotism (pron. /ˈɜːrɡətˌɪzəm/ ur-gət-iz-əm) is the effect of long-term ergot poisoning, traditionally due to the ingestion of the alkaloids produced by the Claviceps purpurea fungus that infects rye and other cereals, and more recently by the action of a number of ergoline-based drugs. It is also known as ergotoxicosis, ergot poisoning and Saint Anthony's Fire. Ergot poisoning is a proposed explanation of bewitchment.


Sem falar da possibilidade (imagino, não sei se é algo levado a sério) de "tomarem crédito" por experiências de outros, o que ajudaria a omitir esse fator causal das narrativas, mesmo que não fosse a intenção principal.

Offline André Luiz

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Re:Enteógenos
« Resposta #138 Online: 18 de Agosto de 2016, 19:11:29 »
Essa do Moisés não é a primeira vez que é sugerida.

Esperando o rage dos religiosos   :hihi:

Offline Gigaview

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Re:Enteógenos
« Resposta #139 Online: 19 de Agosto de 2016, 22:25:34 »
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Scientists Developed a Way to Make DMT Trips Last Longer Than Ever


Known in drug lore as "the businessman's trip" for its lunch-break-size 15-minute duration, DMT (N,N-dimethyltryptamine) is infamous for blasting its users into vivid alien worlds. It's among the most literally hallucinogenic of all the psychedelics, and now a pair of veteran researchers have proposed a method to safely extend the experience beyond its normal length.

Dr. Rick Strassman and Dr. Andrew Gallimore published their paper in Frontiers in Psychology last month, under the name "A Model for the Application of Target-Controlled Intravenous Infusion for a Prolonged Immersive DMT Psychedelic Experience." Its implications could turn DMT research on its head, allowing for new scientific (and potentially medical) insights into the principle ingredient in ayahuasca.

Using techniques borrowed from anesthesiology, the method will regulate the amount of DMT in the body and, more important, the brain. Though still untested on no-doubt-willing psychonauts, Strassman and Gallimore's technology is all but ready for assembly.

Strassman, author of DMT: The Spirit Molecule (2001) and DMT and the Soul of Prophecy (2014) and perhaps the world's foremost clinical DMT researcher, argues the substance provides access to what users experience as mystical states, comparable to those described in the Hebrew Bible.


Gallimore, a computational neurobiologist, is also a historical scholar of DMT. His overview "DMT Research from 1956 to the Edge of Time" recounts a wide range of possibilities researchers have offered over the years (including the notion that DMT is a doorway into an alternate universe). Other theories involve its role in human brain at the time of death, as well as countless South American beliefs inseparable from ayahuasca and DMT snuff traditions.

But perhaps the only universal experience of smoked DMT is its brevity.

"DMT has a number of pharmacological peculiarities," says the British-born Gallimore, who is also a chemist and pharmacologist and currently works at the Okinawa Institute of Science and Technology in Japan.

Besides being nontoxic, he says, "It's very short acting, and it doesn't exhibit subjective tolerance with repeated use. This is quite remarkable, because all other psychedelics exhibit very rapid tolerance, so you have to wait for days before you can get the same effect. This lack of subjective tolerance suggested to me that you could use a continuous drip-feed of DMT rather than a bullous injection, which is what Rick used [in his 90s studies]. It gets a very rapid peak effect. And that's fine for the work he wanted to do. But if you want to study the DMT state more thoroughly..."

Both Gallimore and Strassman came across a 2005 German study that attempted to extend the DMT state, but neither was satisfied with the methodology, the data, nor the results, which seemed to indicate a number of freaked-out volunteers.

"My idea was to think about what anesthesiologists do," Gallimore says. "It's a really interesting area of medicine. A lot of modern anesthesiology is based on the pharmacokinetic models of these drugs that allow you to simulate the level of drug in the brain. Using this model, you can actually program an infusion machine, to control the infusion rate of the drug such that the level of the drug remains a constant level within some particular window with some degree of accuracy."

Recalling that Strassman had collected "pharmacokinetic curves... of DMT in the blood over time," he contacted Strassman, who's based in New Mexico, and asked if he could use his blood-sample data to create the new model. And so their collaboration was born.

"The psychotherapeutic applications of a continuous infusion are appealing," says Strassman. "This would be an extension of the repeated dose study [detailed in DMT: The Spirit Molecule] where we found that it was extremely useful for volunteers to be able to process what they had just undergone—now in a relatively sober state for the five to ten minutes of clarity between doses—in preparation for the upcoming session. There seemed to be a progression of themes and content throughout the morning, and working with trained psychotherapists optimized whatever psychological work they were accomplishing during those sessions."

It's important, of course, to prioritize study participants' well-being.

"There clearly need to be safeguards in place," Strassman says. "One would be the establishment of pre-arranged signals from the volunteer indicating that they wish to come out of the DMT state. In addition, there would need to be built in certain time and dose limits, which would automatically come into play in order to assure that the volunteer is doing all right."

One exciting possibility of extending the duration is the ability to make MRI scans of the DMT-journeying brain for the first time. With teams at London's Imperial College recently completing the first ever MRI brain scans involving LSD, it seems plausible that DMT might follow.

DMT isn't simply "another tryptamine," according to Gallimore. "I would be very interested to see how this drug-affected activation of the visual systems and how this compares to other psychedelics that have a less visual component, such as LSD or psilocybin, at lower doses anyway.

"One of the most surprising results of the 2012 [MRI] study of psilocybin," he adds, "was this reduction, this global decrease in neural activation, and everybody was expecting the complete opposite.

"They did find interesting effects in the visual cortices and how that connected to different parts of the brain," Gallimore continues. "With DMT, it's a whole different game: How does the brain seeing visions in the DMT state differ from seeing the world normally? What can we learn from that?"

To many people who have used DMT, or even just been gripped by sci-fi-like DMT experience reports, the single-most enthralling prospect is to find out what happens when a trip gets longer.

"One of the most interesting characteristics of the DMT space is the presence of what appeared to be sentient, intelligent, highly interactive 'beings,' of various structure and functions," says Strassman. Volumes of articles and books and Terence McKenna orations have been devoted to the DMT phenomenology, McKenna famously describing the beings as "self-transforming machine elves of hyperspace," an experience reported far beyond McKenna.

"A prolonged immersion in the DMT state would allow for a much more thorough investigation of the 'beings'' nature," says Strassman, "and in particular, provide a less hurried opportunity to establish communication with them. This was one of the issues raised by many of my volunteers: that there just simply was not enough time to establish effective and fulsome communication."

With ayahuasca moving into the global eye, and the climate for psychedelic research opening up to unprecedented levels, close examination of the brew's most central chemical seems more important than ever.

Some are studying DMT's exciting potential medical uses, including tissue regeneration, but the substance continues to be a part of the world's psychedelic spiritual practices, both as an ingredient in ayahuasca and on its own. In Australia, a debate is under way on the possibility of legalizing small amounts for religious purposes. In Israel earlier this year, a group was arrested for importing DMT and allegedly running ceremonies for hundreds of participants at a time.

Strassman, who chronicled the emotional strain of his large-scale DMT project in The Spirit Molecule, says he is "no longer doing hands-on research," though he points out that there are several active teams who might pick it up. Though they have yet to announce their formal plans, Gallimore recently helped review a DMT protocol for Robin Carhart-Harris at London's Imperial College, who intends to make DMT a focus of his work soon.

"At the moment, we don't have any immediate intentions to apply for funding or approval to actually implement the model," says Gallimore. "There are a couple of questions left, such as: What would this technology be used for? If you're going to get approval and funding for an implementation, you can't go in and say, 'Well, we want to establish contact with entities in an alternate dimension,' because you'd be laughed out of the room."

The methodology of any research remains very much an open question. The clinical set and setting of Strassman's 1990s work was criticized by some, notably then-imprisoned LSD chemist Nick Sand, the first underground chemist to synthesize DMT outside of a proper lab, making a batch in a Brooklyn bathtub in the early 1960s.

Writing under the pseudonym "∞ Ayes" in The Entheogen Review in 2001, Sand argued that to look for concrete structure within the experience was to misinterpret it. "What is important are the feelings and the hidden meanings you experience from entering into the vastness, and the new consciousness that can result," Sand wrote. "This is the glimpse that can open your soul to the sacred." Though he would step back from some of his harsher criticisms in a follow-up piece, the skepticism remains useful.

Given the inner-space parameters of any future DMT experiments with the new model, sending users to a space where the active aid of even a trained guide can't offer real-time help, finding the proper container for the DMT experience seems nearly as important any other safety procedure. In looking for objective properties to a subjective experience, any study will surely have to strike a balance.

Though Gallimore doesn't identify as a psychonaut—"I have a healthy respect for psychedelics," he says, "bordering on fear"—he imagines the end result of this innovation being built for more personal journeys.

"Although we frame the model in more academic terms for the journal," he says, "I actually envision a time in the not-too-distant future when you will lie down next to one of these machines, insert a cannula, input your desired journey time, and set off to the universe next door—a sort of anti-Matrix machine."

Many futures await.

Jesse Jarnow is the author of Heads: A Biography of Psychedelic America (Da Capo, 2016). Follow him on Twitter, and check out his weekly Heads News bulletin.
http://www.vice.com/read/dmt-trips-last-longer-strassman-gallimore-influence
« Última modificação: 19 de Agosto de 2016, 22:27:35 por Gigaview »

 

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