Autor Tópico: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza  (Lida 19707 vezes)

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Offline Dodo

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #50 Online: 05 de Janeiro de 2009, 16:39:21 »
Se é pra pecar, que seja por excesso (de mortos)!

Na bíblia existem diversas passagens onde Deus mandava os hebreus matar todo mundo, independente de idade ou sexo.
Você é único, assim como todos os outros.
Alfred E. Newman

Offline André Luiz

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #51 Online: 05 de Janeiro de 2009, 16:48:05 »
Nao foi a primeira coisa que Moisés fez apos receber os 10 mandamentos?

Offline Dodo

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #52 Online: 05 de Janeiro de 2009, 17:02:27 »
Nao foi a primeira coisa que Moisés fez apos receber os 10 mandamentos?

Analisemos a questão friamente:

Você sobe uma montanha carregando duas pedras com vinte quilos cada uma, come grama e bebe água do orvalho. Dias depois, lépido e faceiro, AINDA com as duas pedras nas costas, desce com a boa nova e encontra a maior suruba: churrasco, vinho, striptease, etc...

Você também não ficaria puto????
« Última modificação: 05 de Janeiro de 2009, 17:14:21 por Dodo »
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Alfred E. Newman

Offline Gigaview

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #53 Online: 05 de Janeiro de 2009, 17:45:23 »
A nossa sorte é que a Terra Prometida não tem uma gota de petróleo. Já pensou se Moisés tivesse ido para o Kwuait ou coisa parecida?
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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #54 Online: 05 de Janeiro de 2009, 19:29:18 »
Nao foi a primeira coisa que Moisés fez apos receber os 10 mandamentos?

Analisemos a questão friamente:

Você sobe uma montanha carregando duas pedras com vinte quilos cada uma, come grama e bebe água do orvalho. Dias depois, lépido e faceiro, AINDA com as duas pedras nas costas, desce com a boa nova e encontra a maior suruba: churrasco, vinho, striptease, etc...

Você também não ficaria puto????

Deve ter ficado puto mesmo, principalmente se percebeu que esperaram ele virar as costas para fazer a suruba sem convida-lo.

O cara chegou e viu que ficou de fora da festa.

Offline Fabrício

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #55 Online: 05 de Janeiro de 2009, 19:48:51 »
Citar
Até rimou, se colocar um monte de vogal depois desta frase dá para fazer um axé.


Eles são meio-irmãos, todos filhos de Abraão
aaaa ooooo i ii i ii iiiii oooo uuuuu
eeee eaaaaa eeeiiiooouuu aaaaa
aaaaa oooo eee iiii uuuu

Daí é só repetir 5970 vezes.

Já estou vendo as chamadas: "No próximo bloco, o sucesso que vai bombar (literalmente) no verão da Bahia: A dança da Faixa de Gaza!"
 
 
"Deus prefere os ateus"

Offline Gaúcho

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #56 Online: 06 de Janeiro de 2009, 04:51:23 »
Nao foi a primeira coisa que Moisés fez apos receber os 10 mandamentos?

Analisemos a questão friamente:

Você sobe uma montanha carregando duas pedras com vinte quilos cada uma, come grama e bebe água do orvalho. Dias depois, lépido e faceiro, AINDA com as duas pedras nas costas, desce com a boa nova e encontra a maior suruba: churrasco, vinho, striptease, etc...

Você também não ficaria puto????

O mais triste é que o que deixou ele realmente furioso foi o bezerro de ouro :P
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline André Luiz

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #57 Online: 06 de Janeiro de 2009, 09:58:59 »
Nao foi a primeira coisa que Moisés fez apos receber os 10 mandamentos?

Analisemos a questão friamente:

Você sobe uma montanha carregando duas pedras com vinte quilos cada uma, come grama e bebe água do orvalho. Dias depois, lépido e faceiro, AINDA com as duas pedras nas costas, desce com a boa nova e encontra a maior suruba: churrasco, vinho, striptease, etc...

Você também não ficaria puto????

 :biglol:

Offline Herf

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #58 Online: 06 de Janeiro de 2009, 20:01:37 »
Texto bem elucidativo do J. P. Coutinho:

Citar
João Pereira Coutinho, colunista da Folha, recorreu ao chamado gênero didático para comentar o conflito entre as Forças Armadas da democracia israelense e o Hamas, uma das milícias terroristas palestinas. O chamado gênero didático, como as fábulas, parece simplificar demasiado as questões. Mas sua virtude intrínseca está em chegar com mais rapidez ao cerne moral dos confrontos. Mais ou menos como na historinha do lobo e do cordeiro. Leiam o seu texto, publicado na edição de hoje.
*
Mudar as palavras

Israel está novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.

Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.

Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.

Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.

Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.

É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.

Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?

Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.

Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.

Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.

Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.

Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".

Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/01/o-cronista-recorre-ao-gnero-didtico.html

Offline SnowRaptor

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #59 Online: 07 de Janeiro de 2009, 02:02:37 »
Um colega meu, Yair, vive em Beer Sheva, a 40Km da faixa de gaza e a cidade recebe alguns foguetes por dia. Ele mantém um blog contanto suas experiências e opiniões sobre o assunto.

Citação de: [url=http://blogandodeisrael.blogspot.com/2009/01/e-os-civis-parte-2.html]Yair Mau, Físico, 26 anos, brasileiro[/url]
E os civis? Parte 2
Em toda a região de Israel em volta de Gaza não há aulas, nem de jardim de infância, nem primario, nem universidade, NADA.
O primeiro míssel que caiu em Beer Sheva foi no dia 30/12/08, às 21 horas, e atingiu em cheio um jardim de infância. Imagina só se fosse de manhã... Fotos abaixo:



Na mesma noite, a prefeitura e a autoridade da frente civil (que cuida dos cidadãos próximos a uma área de guerra), decidiram cancelar as aulas em toda Beer Sheva no dia seguinte. Às 08:00 do dia seguinte o Hamas acertou um míssel em cheio numa sala de aula (a escola estava vazia).
Elton Carvalho

Antes de me apresentar sua teoria científica revolucionária, clique AQUI

“Na fase inicial do processo [...] o cientista trabalha através da
imaginação, assim como o artista. Somente depois, quando testes
críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

-- François Jacob, 1997

Offline SnowRaptor

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #60 Online: 07 de Janeiro de 2009, 02:08:46 »
Citação de: [url=http://namiradohamas.blogspot.com/2009/01/fisesp-se-posiciona-sobre-nota-do-pt.html]Na mira do Hamas[/url]
FEDERAÇÃO ISRAELITA DO ESTADO DE SÃO PAULO SE POSICIONA SOBRE NOTA DO PT
São Paulo, 06 de janeiro de 2009

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, entidade que representa a comunidade judaica do referido estado, recebeu com indignação a nota do Partido dos Trabalhadores (PT) relativa ao conflito no Oriente Médio.

Em primeiro lugar, jamais este partido se manifestou contra os ataques do grupo terrorista Hamas contra o território israelense, que acontecem há anos, inclusive durante o cessar-fogo, que jamais foi respeitado por esta milícia.

Jamais este partido se manifestou contra o assassinato de 400 civis em apenas dois dias no Congo, nem com a "limpeza étinica" que vitimou mais de 100 mil pessoas em Darfur.

Israel, como um país soberano tem todo o direito de se defender de ataques terroristas. Israel não atacou os palestinos.

O sul de Israel vem sendo quase ininterruptamente bombardeado pelos Hamas há 7 anos e o Exército não tem respondido para evitar congelar os progressos nos acordos de paz realizados com a Autoridade Palestina (oposição do Hamas). Israel retirou-se da Faixa de Gaza há 3 anos num gesto de paz e os ataques pioraram, pois o Hamas ficou mais próximo da fronteira israelense. Após uma breve trégua utilizada pelo Hamas para se fortalecer e se armar, os ataques palestinos se intensificaram. Nestas circunstancias Israel iniciou o contra-ataque atual para evitar os lançamentos de mísseis. Qualquer país no mundo faria o mesmo para se defender, no entanto, todos condenam Israel com o termo "Nazistas" ou "Massacre" num claro jogo sujo e baixo de desinformação e manipulação.

Convocar seus militantes a se manifestarem causando a importação do conflito é um erro crasso. O PT, como partido que governa este país, em seus 30 anos de existência deveria se preocupar mais em contribuir para um processo de paz duradouro e eficaz na região ao invés de jogar gasolina em uma história que desconhece.
FISESP INFORMA - Informativo da Federação Israelita do Estado de S. Paulo
www.fisesp.org.br
A nota do PT:
Citação de: [url=http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=72892&Itemid=195]partido dos Trabalhadores[/url]
PT condena terrorismo de Estado do governo de Israel contra o povo palestino

Leia abaixo nota do Partido dos Trabalhadores sobre os ataques israelenses ao territótio palestino

PT condena ataques criminosos
Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado.

Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques.

Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso.

O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques.

Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular e as fileiras de todas as organizações que lutam contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio, aumentando a tensão mundial.

O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo.

O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina.

Ricardo Berzoini
Presidente nacional do PT
Valter Pomar
Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores

Ê, PT, viu?
Elton Carvalho

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Offline Arcanjo Lúcifer

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #61 Online: 07 de Janeiro de 2009, 07:20:14 »
Citar
Ê, PT, viu?

O que esperar de um partido que foi fundado por sequestradores, guerrilheiros e assaltantes de bancos que se derretem de amores por gente como Fudeu Castro?

Offline West

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #62 Online: 07 de Janeiro de 2009, 14:14:26 »
Faltou o Coutinho informar que tudo isso não começou com a guerra dos seis dias em 1967*, como ele deixou   entender.

Faltou ele dizer na sua metáfora que o território ora ocupado pelo Brasil, anteriormente fora ocupado pela população do Uruguai. Sendo que esta mesma população teve suas terras confiscadas tendo sido obrigada a viver confinada em algumas estreitas faixas de terra áridas e imprestáveis à agricultura que, se comparadas com o Uruguai de verdade faria este parecer o melhor paraíso imaginável.

Logo a coisa não é tão simples assim.   


--------
*Editado para correção da data.
« Última modificação: 07 de Janeiro de 2009, 14:22:30 por West »
"Houve um tempo em que os anjos perambulavam na terra.
Agora não se acham nem no céu."
__________
Provérbio Iídiche.

"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
__________
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Offline Dodo

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #63 Online: 07 de Janeiro de 2009, 14:19:40 »
Deixem eu me localizar aqui então:

Eu, Dodo, acho que isso é uma guerra religiosa, o que torna ambos sem razão. Essa é a minha opinião. Imagino também que a maioria dos que assumem a preferência por um dos lados, salvo algumas exceções, fazem isso por questões ideológicas; quero deixar claro que não me refiro aos foristas, e sim aos textos postados.

Estou tão errado assim?
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Offline West

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #64 Online: 07 de Janeiro de 2009, 14:30:33 »
Deixem eu me localizar aqui então:

Eu, Dodo, acho que isso é uma guerra religiosa, o que torna ambos sem razão. Essa é a minha opinião. Imagino também que a maioria dos que assumem a preferência por um dos lados, salvo algumas exceções, fazem isso por questões ideológicas; quero deixar claro que não me refiro aos foristas, e sim aos textos postados.

Estou tão errado assim?

Na minha opinião,não considero como uma guerra religiosa, apesar de concordar que a religião serve sim na maioria das vezes como forte motivadora do conflito.

Também na minha modesta opinião, os dois lados têm suas razões e suas culpas. Não existe santo nessa história. É como você disse mesmo. Qualquer tomada de posição em prol de um ou do outro lado implica mera defesa ideológica. 
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Offline Blues Brother

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #65 Online: 07 de Janeiro de 2009, 15:03:27 »
Preciso perguntar:

Com tantos terroristas passeando por ai,

CADÊ O MOSSAD?

Offline West

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #66 Online: 07 de Janeiro de 2009, 15:08:05 »
Realmente é de se admirar que a situação tenha chegado a tal ponto, considerando-se que Israel possui um dos serviços secretos mais respeitados do mundo. Ou será que o MOSSAD não tá com essa bola toda?
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Offline Fabi

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #67 Online: 08 de Janeiro de 2009, 12:15:59 »
Apesar de toda a mídia tentar passar a imagem de Israel vilão, e do mal, eu não consigo ver as coisas dessa maneira...

Os atentados terroristas em Israel são tão comuns que nem a mídia divulga com tanto enfase... tem como negociar com o Hamas? Se os palestinos elegem o hammas... então o que exatamente Israel pode fazer? Tem como negociar com terroristas?
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Offline Týr

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #68 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:00:33 »
Apesar de toda a mídia tentar passar a imagem de Israel vilão, e do mal, eu não consigo ver as coisas dessa maneira...

Os atentados terroristas em Israel são tão comuns que nem a mídia divulga com tanto enfase... tem como negociar com o Hamas? Se os palestinos elegem o hammas... então o que exatamente Israel pode fazer? Tem como negociar com terroristas?
Se alguém atirasse um morteiro na minha casa, eu revidaria até a total aniquilação do inimigo. Ocorre que, o Hamas provoca e depois fica pagando de santinho.

Triste a população civil pagar, mas são os irmãos dos terroristas, logo que esses se preocupem com eles.

Offline SnowRaptor

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #69 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:21:20 »
Triste a população civil pagar, mas são os irmãos dos terroristas, logo que esses se preocupem com eles.

O problema não é esse. É o hábito de usar mulheres e crianças como escudos humanos:
Citação de: [url=http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/01/carne-barata-das-crianas-palestinas.html]Reinaldo Azevedo[/url]
A CARNE BARATA DAS CRIANÇAS PALESTINAS
Certo! Pode-se afirmar que os militantes do Hamas só usam cadáveres de crianças como bandeiras porque, afinal, há cadáveres de crianças. Sem dúvida, em qualquer guerra, elas são as vítimas que mais chocam e constrangem. Mas o que os terroristas fizeram para poupá-las? Nada! Ao contrário! A carne das crianças palestinas ou das crianças libanesas do Sul do Líbano são as mais baratas do Oriente Médio. Os militantes do Hamas e do Hezbolhah, respectivamente, escondem-se em meio à população civil. A cada criança morta, um triunfo. A imprensa dos países islâmicos faz o uso esperado dos cadáveres. E a dos países ocidentais não fica atrás. A primeira investe no vitimismo; a segunda, na perversão humanista.

A foto de uma criança palestina com lágrimas nos olhos vale por milhares de editoriais censurando Israel. O que sai do olhar treinado e estudado do fotógrafo assume as características de um flagrante. O que é uma escolha confunde-se com um registro objetivo da guerra. Imagens com essas características valem por perguntas: “Mas onde estão as criancinhas israelenses? Cadê os cadáveres dos infantes judeus?”. Também induzem algumas respostas: “Sem elas, só se pode concluir uma coisa: trata-se de uma luta desigual! De uma reação desproporcional! Precisamos de mais cadáveres de judeus para que possamos, então, ser compreensivos com Israel”.

E o ato essencialmente imoral do terrorismo islâmico — mais um — perde relevo para a comoção. Mais eficientes do que os foguetes do Hamas, são os cadáveres das crianças palestinas. São bombas de efeito moral que explodem no território israelense e demonizam um país que só não foi extinto em razão da sua tenacidade — também a militar. “Ora, então Israel que evite a reação”. É? E como agir, então, para conter o agressor? Reação proporcional?

Reação proporcional? Deve-se levar isso a sério? Terão os israelenses de fabricar seus foguetes quase domésticos par jogar em Gaza ou no Sul do Líbano? Seria legítimo treinar homens-bomba, que morreriam, então, em nome de Iahweh? Devem os israelenses ser “proporcionais” também no nível de exposição de seu próprio povo à fúria do inimigo, de sorte que também possam exibir, com vitimismo triunfante, seus cadáveres pelas ruas, passando-os de mão em mão, numa espécie de catarse da morte?

De fato, Israel não tem saída. A não ser lutar. A guerra de propaganda contra os adoradores de cadáveres, o país já perdeu. Resta-lhe fazer todos os esforços para não ser derrotado no terreno propriamente militar. É a sua contribuição do momento ao triunfo da civilização.
Elton Carvalho

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Offline Týr

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #70 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:30:26 »
Triste a população civil pagar, mas são os irmãos dos terroristas, logo que esses se preocupem com eles.

O problema não é esse. É o hábito de usar mulheres e crianças como escudos humanos:
Citação de: [url=http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2009/01/carne-barata-das-crianas-palestinas.html]Reinaldo Azevedo[/url]
A CARNE BARATA DAS CRIANÇAS PALESTINAS
Certo! Pode-se afirmar que os militantes do Hamas só usam cadáveres de crianças como bandeiras porque, afinal, há cadáveres de crianças. Sem dúvida, em qualquer guerra, elas são as vítimas que mais chocam e constrangem. Mas o que os terroristas fizeram para poupá-las? Nada! Ao contrário! A carne das crianças palestinas ou das crianças libanesas do Sul do Líbano são as mais baratas do Oriente Médio. Os militantes do Hamas e do Hezbolhah, respectivamente, escondem-se em meio à população civil. A cada criança morta, um triunfo. A imprensa dos países islâmicos faz o uso esperado dos cadáveres. E a dos países ocidentais não fica atrás. A primeira investe no vitimismo; a segunda, na perversão humanista.

A foto de uma criança palestina com lágrimas nos olhos vale por milhares de editoriais censurando Israel. O que sai do olhar treinado e estudado do fotógrafo assume as características de um flagrante. O que é uma escolha confunde-se com um registro objetivo da guerra. Imagens com essas características valem por perguntas: “Mas onde estão as criancinhas israelenses? Cadê os cadáveres dos infantes judeus?”. Também induzem algumas respostas: “Sem elas, só se pode concluir uma coisa: trata-se de uma luta desigual! De uma reação desproporcional! Precisamos de mais cadáveres de judeus para que possamos, então, ser compreensivos com Israel”.

E o ato essencialmente imoral do terrorismo islâmico — mais um — perde relevo para a comoção. Mais eficientes do que os foguetes do Hamas, são os cadáveres das crianças palestinas. São bombas de efeito moral que explodem no território israelense e demonizam um país que só não foi extinto em razão da sua tenacidade — também a militar. “Ora, então Israel que evite a reação”. É? E como agir, então, para conter o agressor? Reação proporcional?

Reação proporcional? Deve-se levar isso a sério? Terão os israelenses de fabricar seus foguetes quase domésticos par jogar em Gaza ou no Sul do Líbano? Seria legítimo treinar homens-bomba, que morreriam, então, em nome de Iahweh? Devem os israelenses ser “proporcionais” também no nível de exposição de seu próprio povo à fúria do inimigo, de sorte que também possam exibir, com vitimismo triunfante, seus cadáveres pelas ruas, passando-os de mão em mão, numa espécie de catarse da morte?

De fato, Israel não tem saída. A não ser lutar. A guerra de propaganda contra os adoradores de cadáveres, o país já perdeu. Resta-lhe fazer todos os esforços para não ser derrotado no terreno propriamente militar. É a sua contribuição do momento ao triunfo da civilização.
São as mulheres e filhos deles. Se nem eles dão valor, por que daríamos?

Offline André Luiz

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #71 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:34:45 »
Nao só onde esta o Mossad mas tambem onde esta a  SAYERET MAT'KAL

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sayeret_Matkal

O problema é que os israelenses usam a força aérea ou artilharia pesada até mesmo para destruir um vaso, acho que é pavor de muitas baixas na infantaria

Offline Dodo

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #72 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:47:00 »
O Hamas não apenas se esconde no meio dos civis e muito menos estes são simplesmente usados como escudos. A maioria dos palestinos parece concordar com a luta deste e outros grupos armados, Israel sabe disso e por isso não tem nem um pudor em matar mulheres e crianças.

Ficar fazendo guerra ao estilo americano, bombardeios maciços e depois incursão por terra, MAS SEM A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO INIMIGO, é repetir o que já aconteceu no Vietnam, onde vilas inteiras eram arrasadas porque não se sabia quem era o inimigo. Todo mundo sabe o fim da história, para cada americano morto morriam mil vietnamitas (número fictício), mesmo assim eles saíram derrotados.

É óbvio que para aqueles que tomam as dores de um dos lados, o Reinaldo Azevedo e o PT são dois exemplos, esse detalhe parece passar despercebido. Ficar buscando ideologia onde só existe o ódio é perda de tempo (caso dos palestinos), assim como buscar razão onde impera a emoção (Israel e suas fronteiras bíblicas).
« Última modificação: 08 de Janeiro de 2009, 14:32:58 por Dodo »
Você é único, assim como todos os outros.
Alfred E. Newman

Offline Dodo

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #73 Online: 08 de Janeiro de 2009, 13:56:21 »
Você é único, assim como todos os outros.
Alfred E. Newman

Offline Renato T

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Re: Bombardeio israelense mata ao menos 160 em Gaza
« Resposta #74 Online: 08 de Janeiro de 2009, 14:29:00 »
Aos Interessados:

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8 DE JANEIRO DE 2009 - 04h55

Agenda dos protestos: vá às ruas, dê o grito pela paz em Gaza


A partir desta quinta (8), entidades, movimentos sociais e partidos estarão realizando novas passeatas contra a guerra de Israel e em solidariedade a Palestina. Diversas cidades compõem a agenda de protestos que se estende até domingo (11). As ações se somam as já realizadas no país e no mundo desde 27 de dezembro, início do genocídio israelense à população da Faixa de Gaza. Faça parte da luta pelo imediato cessar-fogo em Gaza. Pegue sua bandeira, participe dos protestos, dê o seu grito pela paz.

 

Por Carla Santos,
Com a colaboração de Lejeune Mirhan
Atualizada às 12h50



(- Confira a agenda de protestos ao final da matéria)

 

Ao todo, sete cidades farão manifestações até o final desta semana. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) serão as capitais da paz no Brasil. A elas acrescem as manifestações que acontecerão em Campinas (SP) e Foz do Iguaçu (PR).

 

Todas as manifestações acontecem nesta sexta-feira (9), com exceção da cidade do Rio que abre a agenda de protestos nesta quinta-feira (8). Além de um ato na sexta, a capital paulista também realizará a Marcha Contra o Massacre de Israel no domingo (11). Apenas em São Paulo, mais de 120 pessoas participaram das reuniões do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino e quase 50 organizações convocam os protestos.

 

“Existe um clamor brasileiro, até pelos laços históricos com o povo palestino e árabe, contra os ataques israelenses. Essa solidariedade precisa ganhar as ruas e denunciar quais são os verdadeiros responsáveis pelo que está acontecendo: os governos de Israel e dos Estados Unidos, que apóiam o massacre”, afirma ao Vermelho Rubens Diniz, diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e de Luta pela Paz).

 

Sobre o caráter das manifestações, Rubens explica: “nosso esforço é para que os atos sejam os mais amplos possíveis e que mobilizem todos àqueles que desejam a paz e estão indignados com a situação na Palestina. O movimento ainda é liderado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, é suprapartidário e todas as religiões são bem vindas para apoiá-lo.”

 

Emoção e criatividade

 

Em São Paulo — que abriga a maior comunidade árabe do país —, haverá uma grande marcha sairá do Vão Livre do Masp. Em Campinas, a manifestação no Largo da Catedral espera contar com a participação de um médico palestino que mora na Faixa de Gaza e que, ao retornar de uma viagem que fazia na Rússia, foi impedido de voltar ao seu país. Desde então ele está no Brasil.

 

No Rio de Janeiro, a manifestação que acontecerá na Cinelândia será filmada pela organização. Em Porto Alegre o ato de solidariedade deve contar com o Embaixador da Palestina. Em Curitiba, a passeata Uma gota de sangue pela paz, com concentração na Praça Santos, pretende mostrar num gesto dramático a indignação dos brasileiros.

 

No Recife, os estudantes podem terminar o protesto em frente ao Consulado Americano. Já em Foz do Iguaçu, cidade que acolhe a segunda maior comunidade árabe do Brasil, fotos do massacre estarão estampadas em cartazes e adereços da manifestação.   

 

De expectador à protagonista

 

Em entrevista ao Vermelho, Marcelo Buzetto, do MST, disse que os protestos são a oportunidade dos brasileiros de deixarem a posição de expectadores do massacre para se tornarem protagonistas da pressão mundial pelo fim do genocídio.

 

“Precisamos fortalecer a solidariedade com o povo de Gaza que tem vivido todos os dias o massacre que estamos acompanhando pela TV. São bombardeios em escolas, hospitais, centros de abastecimento de água e energia. A cada momento cresce o número de crianças e idosos brutalmente assassinados”, lembra. “Os atos servirão para medir o grau de repúdio do povo brasileiro contra esse genocídio do Estado de Israel.”

 

Quando pouco vale muito

 

Para os árabes e descendentes de palestinos no país, as manifestações também tem o apoio de muitos judeus e israelenses que moram aqui. “Os governos que se dizem democráticos sabem que para se chegar ao poder é preciso o apoio da população. Neste sentido, as mobilizações de massa pela paz na Faixa de Gaza tem um impacto muito forte sobre todos os governos do mundo e elas já estão acontecendo em Israel”, relata ao Vermelho Alli Majdoub, presidente da União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb).

 

As palavras de Alli lembram que as eleições em Israel, em 10 de fevereiro, estão próximas. Segundo pesquisa do jornal israelense Haaretz — publicada sete dias após o início dos ataques — se as eleições fossem hoje a coalizão de centro do atual governo — entre trabalhistas e o Kadima —, conseguiria manter a maioria no Parlamento. Antes do genocídio, as pesquisas davam grande vantagem à adversária coalizão de direita Likud, que defende uma posição mais dura contra palestinos.

 

Contudo, já paira o medo entre os governantes israelenses de que, se massacre se estender por muito tempo, a vantagem conquistada se reverta. Daí a urgência da violência com que o Exército de Israel tem usado para invadir sumariamente a Palestina. Independente dos motivos da guerra de Israel, o sangue corre na Faixa de Gaza e o martírio das famílias palestinas segue. Diante deste cenário, Alli lembra o que é possível fazer.

 

“Ir às ruas, protestar contra a crueldade dessa guerra e denunciar seu sentido mesquinho é muito pouco, mas é o mínimo que podemos fazer em solidariedade ao holocausto pelo qual passam milhares de famílias neste exato instante em que conversamos.”

 

- Leia também:

Milhares de brasileiros já foram às ruas pela paz em Gaza


Errata: Ao contrário do que foi publicado inicialmente, não haverá nenhum protesto nesta sexta-feira (9) em frente ao Consulado de Israel, em São Paulo. A informação já foi suprimida do texto.


Confira abaixo a agenda de protestos desta semana.

 

Quinta-feira (8)

 

- Rio de Janeiro
Manifestação de repúdio ao massacre do povo palestino
Horário: 17 horas
Local: Cinelândia
Convocam: entidades do movimento social e sindical e do Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino-RJ

 

Sexta-feira (9)

 

- São Paulo
Marcha em Solidariedade ao Povo Palestino
Horário: 14h
Local: Vão Livre do Masp
Endereço: Avenida Paulista, 1578
Convocam: (as mesmas da manifestação de domingo)

 

- Porto Alegre
Ato com Embaixador da Palestina e pelo fim dos ataques de Israel
Horário: 10 horas
Local: Semapi (Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS)
Endereço: Rua General Lima e Silva, 280 - Porto Alegre – RS
Convocam: entidades da Comunidade Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras como o Cebrapaz-RS e demais organizações dos movimentos sociais

 

- Curitiba
A passeata de solidariedade a Palestina: uma gota de sangue pela paz
Horário: 11 horas
Local: Concentração na Praça Santos Andrade
Convocam: Comitê Árabe-Brasileiro, em conjunto com outras entidades como o Cebrapaz-PR

 

- Recife
Sapatada nos governos de Israel e dos EUA: pelo fim da invasão a Gaza
Horário: 16 horas
Local: Praça Oswaldo Cruz
Convocam: UNE, Ubes, Umes (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas ), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco)

 

- Campinas
Ato de solidariedade a Palestina
Horário: 17 horas
Local: Largo da Catedral
Convocam: entidades do movimento social e partidos políticos

 

- Foz do Iguaçu
Passeata pelo fim do massacre ao povo palestino
Horário: 17 horas
Local: Concentração no início da Avenida Brasil
Convocam: Comunidade Árabe e entidades do movimento social

 

Domingo (11)

 

- São Paulo
Grande Marcha Contra o Massacre de Israel
Horário: 10 horas
Local: Concentração no Vão Livre do Masp, Avenida Paulista.
Convocam: CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT; Conlutas; Intersindical; Afubesp (Associação dos Funcionários do Banespa); UNE; Ubes; Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas); DCE da USP; UJS (União da Juventude Socialista); Juventude Revolução; Movimento pelo Passe Livre; MST; MLT (Movimento de Luta pela Terra); Conselho Mundial da Paz (CMP); Cebrapaz (Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Comitê de Solidariedade a Cuba; Mulheres em Luta pela Paz; PCdoB; PT; PSTU; Psol; PCB; Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil); Fearab (Federação das Entidades Árabes Brasileiras); Mopat (Movimento Palestina para Todos); União da Juventude Árabe para a América Latina (UJAAL); Instituto Jerusalém; Instituto da Comunidade Árabe; Centro Cultural Árabe-Sírio; Sociedade Palestina de SP; Instituto Futuro; União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI); Federação das Entidades Árabes Muçulmanas do Brasil (Fambras); Sociedade Beneficente Muçulmana do Brasil (SBM); Associação Beneficente Islâmica do Brasil (ABIB); União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb); Sociedade Islâmica de Jundiaí; Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro; Conselho Superior dos Teólogos Muçulmanos do Brasil; Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil; Igreja Presbiteriana; Deputado estadual Simão Pedro (PT-SP); Deputado estadual Said Mourad (PSC-SP); Vereador de São Paulo Jamil Murad (PCdoB); Portal Vermelho; CMI (Centro de Mídia Independente); Jornal Al Baian.


http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49239

Na minha opinião não vai mudar nada lá, aqui pode até forçar o governo a se manifestar de um modo mais ativo (economicamente) contra Isreal, mas lá isso não vai fazer a menor diferença. Acho que seria bem eficaz se fizessem uma manifestação cobrando medidas do governo brasileiro.

 

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