Autor Tópico: Indo para o espaço  (Lida 11214 vezes)

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Skorpios

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Indo para o espaço
« Online: 18 de Fevereiro de 2009, 18:35:10 »
Não é exatamente uma notícia, mas não posso deixar de ficar indignado com o país em que vivemos, quando leio uma coisa dessas...
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Indo para o espaço      
Por Defesa Brasil   
16 de Fevereiro de 2009

Demarcação de terras quilombolas, cortes no orçamento e ação de ONGs tornam inviável programa espacial brasileiro
Hugo Marques e Octávio Costa
Isto É

Ao saber que o Irã lançou seu primeiro foguete ao espaço, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, teve uma reação inesperada. "Quando vi a notícia, chorei no meu quarto, sozinho", conta, inconformado com o fato de o Brasil ser ultrapassado por nações sem tradição na corrida espacial. Segundo ele, o País está entre os principais players do mercado de foguetes e satélites, que movimenta mais de US$ 350 bilhões por ano. Mas falta visão sobre a importância do programa espacial. Em entrevista à ISTOÉ, Ganem enumerou os obstáculos que enfrenta para lançar o Cyclone, um foguete de 50 metros de altura e 198 toneladas, que será construído em parceria com a Ucrânia. Entre as dificuldades para desenvolver os principais projetos do Centro Espacial de Alcântara (CEA) estão o corte no orçamento da AEB, a demarcação de terras quilombolas em Alcântara, a ação de ONGs e processos no TCU. "Os ucranianos acham que eu administro um sanatório geral", afirma.

Relator da Comissão Mista de Orçamento, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) é criticado pelo presidente da AEB, que não perdoa o corte de 22,5% nos recursos da agência. A dotação de 2009 caiu para R$ 280 milhões, mas seria necessário pelo menos o dobro para o projeto Cyclone. "É uma escolha burra. Praticamente se disse adeus a um programa como o Amazônia 1", lamenta. Com lançamento previsto para 2010, o Amazônia 1 seria o primeiro satélite totalmente nacional. "Ou o Brasil aposta num programa espacial completo, autônomo e suficiente, ou jamais poderá exercer o papel protagonista que a história lhe reservou", diz o executivo. No novo mapa espacial que está na mesa do presidente da AEB, a Europa, os EUA, o Japão e a Coreia "crescem" este ano, enquanto o Brasil "perde espaço" e a África "desaparece".

Além do corte orçamentário, o programa espacial enfrenta limitações fundiárias. Os quilombolas de Alcântara, no Maranhão, reclamam que em 1980, com a implantação da base de lançamento, mais de 300 famílias foram removidas e não tiveram acesso às praias onde pescavam, perdendo seu sustento. Em novembro, o Incra concedeu aos quilombolas mais da metade da área do município, cerca de 80 mil hectares. O Centro Espacial teve sua área reduzida de 14 mil para 9,3 mil hectares, quando o ideal seria 20 mil hectares, no mínimo (Kourou, a base francesa na Guiana, tem 85 mil hectares). Ativista do movimento das famílias atingidas, Sérvulo Borges afirma que a expansão terá de ser feita dentro da área atual. "Se no futuro os quilombolas quiserem negociar, isso é uma questão que fica a cargo deles."

As imagens dos satélites ajudam ao agronegócio, ao controle de queimadas de pequeno porte e à prevenção de desastres climáticos.

Em 2001, após os ataques terroristas ao World Trade Center, os americanos redirecionaram todos os sinais de satélites, em prejuízo da agricultura de vários países abaixo da linha do Equador. Apesar de todos os obstáculos, o presidente da AEB promete que fará o possível para colocar no espaço um foguete com satélite até o fim do governo Lula. Dentro desse objetivo, a torre de lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS1), que derreteu durante um incêndio em 2003, começou a ser reerguida em 2008, num projeto de R$ 40 milhões. A reconstrução ficou parada por dois anos, aguardando decisão do TCU sobre a licitação. Quanto ao foguete Cyclone, embora sem um sítio exclusivo, poderá ser lançado nas instalações atuais.

"O Cyclone vai voar em 2010 de qualquer maneira, pois o programa espacial é irreversível, com ou sem novas áreas", garante Ganem.

http://defesabrasil.com/site/index.php/Noticias/Espaco/Indo-para-o-espaco.html

Offline Dbohr

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #1 Online: 19 de Fevereiro de 2009, 05:59:05 »
E assim tropeça a humanidade...

Eu acho profundamente irônico quando alguém me diz que o dinheiro do programa espacial deveria ser usado "aqui em baixo". Primeiro porque dinheiro usado para desenvolvimento de foguetes e satélites é dinheiro que será bem utilizado aqui em baixo! Segundo, porque comparativamente falando os programas espaciais são bem mais baratos do que certos elefantes brancos por aí...

Offline Ricardo RCB.

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #2 Online: 19 de Fevereiro de 2009, 07:24:05 »
Normal, o Brasil é assim mesmo.

Investir em tecnologia? Pesquisa? Para que? Isso não da dividendo eleitoral, não impressiona o povo.

Aliás, não dá para tirar um tiquinho do Maravilhoso, Mágico, Fantástico, Único, Bonito, Perfeito e Divino PAC para isso não?

Daria até, se o PAC existisse de verdade e não fosse uma mera fantasia eleitoral.
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Donald Kendall

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #3 Online: 19 de Fevereiro de 2009, 18:26:23 »
Mas a verdade é que a maravilhosa cultura quilombola é mais importante que os benefícios que a pesquisa e os satélites possam trazer....

Offline Gaúcho

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #4 Online: 19 de Fevereiro de 2009, 18:43:54 »
Quilombola?!
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Offline Blue

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #5 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 00:07:06 »
Normal, o Brasil é assim mesmo.

Investir em tecnologia? Pesquisa? Para que? Isso não da dividendo eleitoral, não impressiona o povo.

Aliás, não dá para tirar um tiquinho do Maravilhoso, Mágico, Fantástico, Único, Bonito, Perfeito e Divino PAC para isso não?

Daria até, se o PAC existisse de verdade e não fosse uma mera fantasia eleitoral.

É mais vantajoso deixar os outros países desenvolverem novas tecnologias e depois importar tudo com um imposto absurdo jogado nas nossas costas. :brasil:

Offline Gaúcho

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #6 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 02:05:54 »
E só importamos depois que a tecnologia estiver sucateada!
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Offline FxF

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #7 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 02:15:19 »
Normal, o Brasil é assim mesmo.

Investir em tecnologia? Pesquisa? Para que? Isso não da dividendo eleitoral, não impressiona o povo.
É planejamento a longo prazo. "Longo prazo" significa depois do mandato, portanto não é nenhuma prioridade.

Principalmente que investir nessas coisas significa menos dinheiro para gastar com luxo e conforto para os políticos.

Offline Mr. Mustard

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #8 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 14:09:08 »
Infelizmente, o Brasil ainda tem sua consciência pesada com tratamento dado aos negros após a abolição da escravidão. Junta-se a falta de vontade política em investir em pesquisa... O resultado é este: Permanecemos na idade média. Mas não dá para pensar diferente: Imagine você, eleito pelo voto popular, com imunidade parlamentar, salário excelente, aposentadoria especial, verba para gabinete, etc. Enfim, a lista é imensa... Dá para pensar em pesquisa deste jeito? Historicamente falando, toda esta pompa e privilégios tendem a acabar. O Brasil ainda não tem uma identidade e crescer pensando em tecnologia ainda é um sonho distante. Mas o mundo está aberto para as pessoas que lutam pelas suas idéias e pesquisas. Se aqui não há chances, procure outro país, certamente você poderá por em prática seus conhecimentos e quem sabe, ser reconhecimento por eles. Pensar em progresso em termos de Brasil é inútil.

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #9 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 17:52:14 »
Quilombola?!

Sim ,um dos grandes problemas de Alcântara é que perdeu muito de sua área para os descendentes e um quilombo e que inclusive querem (e vão conseguir) mais terra e não querem a base.

Offline Gaúcho

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #10 Online: 20 de Fevereiro de 2009, 18:47:01 »
E que utilidade tem isso?
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #11 Online: 21 de Fevereiro de 2009, 12:58:07 »
Eu estava tentando ser sarcástico.

Offline Gaúcho

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #12 Online: 21 de Fevereiro de 2009, 13:26:13 »
Eu entendi. O que eu não entendi é a utilidade de um Quilombola.
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Re: Indo para o espaço
« Resposta #13 Online: 22 de Fevereiro de 2009, 06:20:48 »
Ah, tá. Então somos dois. :biglol:

Offline Pregador

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #14 Online: 22 de Fevereiro de 2009, 14:08:25 »
Quilombos e aldeias indígenas não fazem qualquer sentido...


Não existe nenhuma razão plausível para a existência deles. Estes negros que (supondo que as terras deles foram tomadas quando Alcantara foi construída) poderiam receber terras em outro lugar e como assentados, não como um quilombo. Não estamos mais na era das grandes descobertas. Negro, indio e branco não tem qualquer diferença entre si.

Eu odeio o governo dessde país, desde muito tempo.
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #15 Online: 03 de Março de 2009, 15:07:38 »
Continuando...


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Corte de verbas pode atrasar lançamento do Amazônia-1     
Por Jony Santellano   
03 de Março de 2009

O satélite Amazônia-1 deverá ser o primeiro satélite de observação terrestre desenvolvido no Brasil. Em princípio, o seu lançamento ao espaço irá acontecer em 2011, se o desenvolvimento do seu projeto ocorrer conforme o planejado. Entretanto, a redução do orçamento de 2009 do Programa Espacial Brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, poderá comprometer o cumprimento do programa de lançamento do satélite. A verba de R$ 40 milhões, destinada a construção do Amazônia-1, teve uma redução de R$ 23,2 milhões.

O Amazônia-1 deverá consolidar a capacitação do Brasil para projetar, desenvolver e lançar satélites artificiais de observação da Terra, voltados às aplicações de interesses nacional e regional, em atividades tais como: prospecção do meio ambiente, levantamento de recursos naturais e vigilância territorial. Do ponto de vista tecnológico, com a fabricação do Amazônia-1, o Brasil dominará completamente o ciclo de desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto.

O lançamento do Amazônia-1 deverá contribuir para aumentar a oferta de imagens de sensoriamento remoto de interesse para os projetos nacionais e assim diminuir a dependência do Brasil de imagens geradas por satélites estrangeiros. O Amazônia-1 terá uma câmera com resolução de 40 metros, que vai fazer uma varredura completa da Terra a cada cinco dias, e uma outra com resolução de 10 metros, que precisa de 30 dias para fazer uma imagem do globo terrestre.

Atualmente, o sistema que fornece aos órgãos de controle ambiental informações periódicas (em tempo "quase real"), o DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), está baseado em imagens de satélites com resolução de 250 metros, tiradas a cada dois dias. Mesmo com os avanços técnicos a serem obtidos, com o uso das futuras imagens obtidas através do Amazônia-1, elas ainda não suprirão todas as necessidades do INPE (Instituto Nacional de Atividades Espaciais) para esse fim. A meta do Instituto é poder trabalhar futuramente com imagens de cinco metros de resolução, recebidas diariamente.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, ficou extremamente pessimista com o corte de 22,5% dos recursos da agência para 2009, determinado pelo Congresso Nacional e declarou que "praticamente se disse adeus a um programa como a Amazônia-1". Já o diretor do INPE, Gilberto Câmara, é mais otimista e afirma que vai tentar incluir o programa de satélites do Instituto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Em janeiro último, o INPE iniciou o processo de compra dos componentes para a montagem do Amazônia-1

http://defesabrasil.com/site/index.php/Noticias/Espaco/Corte-de-verbas-pode-atrasar-lancamento-do-Amazonia-1.html



Offline Wolfischer

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #16 Online: 03 de Março de 2009, 15:26:34 »
Não posso concordar com a posição do companheiro sobre a "utilidade" de um quilombo ou de uma aldeia indígena. O fim deles é um empobrecimento da nossa própria cultura, pela perda de diversidade. Quanto ao anacronismo da existência de quilombos, sugiro que se visite um deles, como fiz no ano passado, depois teremos idéias a trocar.
Por outro lado, no conflito com a base de lançamentos, os quilombolas estão sendo usados politicamente por quem quer encrencar com o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Offline FxF

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #17 Online: 03 de Março de 2009, 17:44:55 »
Quem liga pra cultura? Isso é só apego emocional a coisas imaterais.

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #18 Online: 18 de Março de 2009, 07:28:34 »
Mais do mesmo...

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Mídia : O Globo

Data : 17/03/2009

Um programa bloqueado

OPINIÃO - Roberto Amaral

A Alcântara Cyclone Space (ACS) resulta de tratado firmado entre o Brasil e a Ucrânia. Seu objetivo é integrar-nos no disputado clube dos países que dominam o espaço aéreo, mediante a construção de base de lançamentos, e a operação de foguetes ucranianos.

Nossos trabalhos, porém, estão bloqueados, desde fevereiro de 2008, por pessoas que se dizem quilombolas, cujos direitos, gritam seus representantes, estariam sendo violados. Esses direitos não são explicitados, mas podemos destacar pelo menos um, exatamente aquele que ninguém menciona: o direito de falar e ouvir.

Até esta data, não nos foi possível conversar com os quilombolas, nem aqui, nem ali, nem acolá, pois intermediários de todo jaez se interpõem e falam por aqueles brasileiros.

Na verdade, esses “líderes” não estão interessados nos quilombolas, pois exibi-los no “parque antropológico” de que nos fala o mestre Hélio Jaguaribe é um verdadeiro crime contra a cidadania. O que essa gente quer, mesmo, é impedir o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

Por isso se omite das comunidades que não pretendemos instalarmo-nos em área dita quilombola. Como já afirmado, até em autos de ação judicial e em notificação do Ministério Público Federal, nossa base estará localizada no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), área militar, pertencente ao Comando da Aeronáutica desde 1983, e que não é reivindicada por ninguém.

Ocorre que “se instalar no atual CLA” se traduz também por fazer obras e, para fazer obras, o Ibama, brandindo leis, nos exige pesquisas e coletas de material (solo, fauna e flora) em terras hoje reivindicadas pelos quilombolas. É essa pesquisa que está sendo impedida. Se ela não é feita, não obtemos a Licença do Ibama, se não temos a Licença, não podemos construir. Como explicar tudo isso aos nossos sócios ucranianos?

Essa pesquisa não agride um só direito, de quem quer que seja; o único agente coagido é a ACS, impedida de cumprir a lei. Queremos, simplesmente, explicar tudo isso aos quilombolas e reiterar nossa decisão de respeitar sua cultura e seus direitos. Mas queremos conversar diretamente com as comunidades, as quais, afirmamos, estão sendo manipuladas, isto é, dispensamos intermediários.

O MPF do Maranhão diz que precisamos dialogar com os quilombolas. Quando procuramos os quilombolas, esses nos dizem que só conversam com autorização do MPF. No meio, seus “protetores”, entidades de vida pouco conhecida, agentes de Estado cumprindo o papel de militantes sociais. Nosso projeto, que tem data para lançar o primeiro foguete (2010), depende do humor da burocracia de 11 ministérios!

É assim que neste país se trata um projeto de Estado fundamental para a nação de hoje e de amanhã. Depois, os ingênuos e os muito sabidos perguntarão por que em 20 anos fomos sucessivamente superados pela Coreia do Sul, pelo Japão, pela China e, agora, pasme o leitor, pelo Irã e pela Coreia do Norte.

Além do atraso tecnológico, há o prejuízo financeiro, pago pelo distinto público. Em um ano e dois meses de obras paralisadas, já jogamos pelo ralo cerca de R$37 milhões, sendo 60% com a implantação do sítio de lançamento, e o restante com despesas operacionais. Cada ano que perdemos de operação corresponde a uma perda de faturamento de US$300 milhões. De quem cobrar tanto desserviço ao país?

Roberto Amaral foi ministro da Ciência e Tecnologia e é diretor-geral da Alcântara Cyclone Space.


http://defesabr.com/blog/index.php/17/03/2009/governo-sabotando-governo-no-programa-espacial-brasileiro/

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #19 Online: 29 de Maio de 2009, 13:08:48 »
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Após dois anos, Alcântara volta a ter lançamento de foguete       l
Por Defesa Brasil   
28 de Maio de 2009

Operação Maracati 1 pretende preparar instalações e equipe técnica para novas campanhas
Wilson Lima e Gabriel Manzano Filho

Após cerca de dois anos, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) volta a lançar foguete. A previsão é que seja amanhã. O equipamento será de médio porte, na operação batizada de Maracati 1, uma parceria entre Brasil e Alemanha.

Segundo o diretor do CLA, coronel Nilo de Andrade, essa missão visa a treinar pessoal e preparar técnica e logisticamente o CLA. "O objetivo é meramente técnico e esse foguete não levará carga útil", explicou. Andrade também afirmou que o CLA tem passado por reformulações desde 2007, principalmente nos seus sistemas operacionais, e isso demanda mais lançamentos experimentais.

Apesar disso, ele não relacionou a Maracati 1 a qualquer preparação para um possível primeiro lançamento de foguetes da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional brasileira e ucraniana montada para realizar experimentos a partir da base de Alcântara.

O foguete Orion tem motor monoestágio americano e aproximadamente 5 metros de extensão. Considerado um modelo de baixo custo, chega a uma altura máxima de 110 quilômetros. Nesta missão, alguns testes relacionados a meios operacionais de controle e rastreamento de equipamentos devem ser feitos. Não é a primeira vez que o Orion será lançado no Brasil. No fim do ano passado, o Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI) também fez campanha semelhante.

Para 2009 estão previstas mais três operações de lançamento do CLA: em julho, setembro e novembro. Destas, só uma será com carga útil. Em setembro, o VSB-30 deve decolar com novos experimentos.

A última vez que o CLA realizou uma missão com VSB-30 foi em julho de 2007, durante a operação Cumã 2. Na ocasião, o voo durou aproximadamente 19 minutos, atingindo um apogeu de 242 km. O VSB-30 estabeleceu um ambiente de microgravidade por 6,2 minutos e levava nove experimentos relacionados ao Programa de Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Em 2007, era o quarto voo do VSB-30 - o segundo no Brasil. A missão foi considerada um sucesso pela AEB, mas parte dos experimentos não foi recuperada durante o resgate do foguete. Conforme a AEB, oscilações no sinal de telemetria dificultaram a operação de resgate da carga útil.
Reunião Cancelada

Foi cancelado ontem pela Casa Civil, meia hora antes de seu início, o encontro entre a ministra Dilma Rousseff e vários ministérios para definir os próximos passos do projeto de lançamentos de foguetes do consórcio Brasil-Ucrânia em Alcântara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar da discussão - em um dia ainda não definido, na primeira metade de junho. No encontro, o diretor brasileiro do consórcio Alcantara Cyclone System, Roberto Amaral, apresentará os planos de trabalho da empresa, que pretende lançar pelo menos seis foguetes em 2011.


http://defesabrasil.com/site/index.php/Noticias/Espaco/Apos-dois-anos-Alcantara-volta-a-ter-lancamento-de-foguete.html

Offline Unknown

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #20 Online: 29 de Maio de 2009, 21:52:58 »
E já foi lançado...
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Brasil lança com sucesso foguete Orion em Alcântara

O Brasil lançou nesta sexta-feira um foguete de treinamento no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, após uma lacuna de quase dois anos. A missão, chamada de Maracati 1, é uma parceria entre o Brasil e a Alemanha para teste operacional. "O objetivo é fazer treinamento do Centro de Lançamento de Alcântara", disse o coordenador do lançamento, coronel João Cesarino Siqueira. O lançamento ocorreu às 16h25 e, de acordo com o CLA, foi um "sucesso total".

O foguete Orion, de 5,7 metros, pode atingir velocidade de 4.700 quilômetros por hora, quatro vezes a velocidade do som.

Nesta missão, o foguete foi equipado com instrumentos de rastreamento de voo e caiu em alto mar, a cerca de 80 quilômetros da costa, após atingir uma altura de 93 quilômetros.


O lançamento foi batizado de Operação Maracati I

O último lançamento realizado em Alcântara foi em julho de 2007. A missão com um Veículo de Sondagem ao Espaço (VSB-30) foi considerada um sucesso pela Agência Espacial Brasileira, mas parte dos experimentos não pode ser recuperada.

Para 2009, estão previstos mais três lançamentos no CLA, em julho, setembro e novembro, mas somente em um deles o VSB-30 deverá decolar com novos experimentos.

O programa espacial brasileiro foi criado em 1961 mas até agora foi incapaz de lançar um foguete que levasse um satélite ao espaço.

Em agosto de 2003, uma explosão destruiu o Veículo Lançador de Satélite (VLS) três dias antes de seu lançamento, matando 21 pessoas. O acidente foi causado pela ignição prematura de um dos motores do foguete que deveria colocar dois satélites em órbita.

O próximo lançamento do VLS está programado para 2010.

Antes da explosão, o Brasil havia tentado lançar um foguete próprio em 1997 e 1999. Em ambas as vezes, os foguetes foram destruídos pouco após o lançamento por problemas técnicos.

Com o lançamento de um foguete próprio, o Brasil se tornaria o primeiro país com tecnologia espacial da América Latina.

O Centro de Lançamento de Alcântara é a base mais próxima da linha do Equador já construída, o que permite aos foguetes lançados o uso de menos combustível para entrar em órbita e o carregamento de cargas maiores, já que contam com as forças centrífugas da Terra.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/29/brasil+lanca+com+sucesso+foguete+orion+em+alcantara+6431904.html

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Offline biscoito1r

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #21 Online: 06 de Junho de 2009, 10:37:28 »
Seria bom fazer igual o governo faz aqui, apenas tribos indiginas reconhecidas pelo governo que podem ter cassinos, depois que os estados estabeleceram essa lei, nenhum índio reclamou mais do homem branco ter roubado suas terras. Claro que em um pais como o Brasil isso não deve funcionar.
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Offline Tupac

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #22 Online: 06 de Junho de 2009, 11:02:05 »
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Seria bom fazer igual o governo faz aqui, apenas tribos indiginas reconhecidas pelo governo que podem ter cassinos, depois que os estados estabeleceram essa lei, nenhum índio reclamou mais do homem branco ter roubado suas terras.
Não entendi.
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Offline Vito

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #23 Online: 06 de Junho de 2009, 16:39:31 »
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Seria bom fazer igual o governo faz aqui, apenas tribos indiginas reconhecidas pelo governo que podem ter cassinos, depois que os estados estabeleceram essa lei, nenhum índio reclamou mais do homem branco ter roubado suas terras.
Não entendi.
Acho que ele está falando sobre os índios americanos possuem cassinos e riquezas, mas nem tantos.

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #24 Online: 03 de Julho de 2009, 07:22:07 »
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Jobim quer ampliar área de lançamento de satélites     
Por Defesa Brasil   
02 de Julho de 2009

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu ontem a ampliação do Centro de Lançamento de alcântara para áreas destinadas às comunidades quilombolas. Para ele, essa é uma questão estratégica e o Brasil corre risco de perder a oportunidade de tornar-se uma grande base para o lançamento de satélites.

"Não podemos ser ingênuos. Há outros países interessados em não deixar que o Brasil seja incluído no fechado círculo dos países lançadores de foguetes", afirmou Jobim.

De acordo com o ministro, que participou de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, a incorporação de outros 11.287 hectares ao Centro de Lançamento de alcântara permitirá a instalação de até 15 bases para o lançamento de satélites.

Essa ampliação manteria uma área de 66.713 hectares para cerca de 1.800 remanescentes de quilombolas. Se a área permanecer com 8.713 hectares, garantindo maior extensão de terras aos quilombolas, o alcântara ficará somente com três bases de lançamento de satélites.

"Não podemos perder a oportunidade de expansão, pois estaríamos jogando pela janela o melhor ponto do mundo para lançamento de foguetes", argumentou o ministro da Defesa. Para ampliar o centro, Jobim propôs a transferência de quilombolas para outras áreas na mesma região, garantindo benefícios no reassentamento.

Jobim fez uma defesa da Estratégia Nacional de Defesa, lançada em dezembro de 2008, que traça um roteiro para reorganizar as Forças Armadas. O governo trabalha em um conjunto de medidas expostas no plano. Segundo o ministro, já existe mais clareza de atribuições: a operação das ações fica por conta da área militar, mas a decisão é da alçada dos civis.

À saída da audiência, Jobim evitou críticas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que sofre crescente pressão para renunciar ao cargo. "As soluções têm que visar ao interesse das instituições democráticas. Não adianta intervenção para este que é um problema antigo. Que se mudem as regras, mas não se podem debitar os problemas apenas a um personagem, tendo em vista as eleições de 2010", disse Jobim, que é filiado ao PMDB.

Fonte: O Estado de São Paulo


http://defesabrasil.com/site/index.php/Noticias/Espaco/Jobim-quer-ampliar-area-de-lancamento-de-satelites.html

 

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