Autor Tópico: Indo para o espaço  (Lida 11486 vezes)

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Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #100 Online: 22 de Maio de 2015, 09:00:39 »

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AEB recua e extingue criação da Agência Espacial Latino Americana

O Brasil continua a dar as costas para a América Latina, principalmente na área espacial. Quando há indicativos que o país possa liderar uma somatório de esforços nas atividades espaciais em parceria com países vizinhos, novamente surge a desorientação que norteia a Agência Espacial Brasileira (AEB), que não consegue impor uma política eficaz para o setor e muito menos explicar o mega investimento perdido na aventura da empresa binacional Alcântara Cyclone Space com os ucranianos, que sorveu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos sem um mísero resultado prático em mais de uma década de existência.

Outra questão, a amazônica, seria  trabalhada no aspecto científico em conjunto e as ações espaciais seguiriam o mesmo curso, inclusive com a distribuição de tarefas e de custos e investimentos junto aos países Panamazônicos. A criação de uma agência espacial regional é dos anos 90.

“O Brasil foi contra desde o primeiro dia por entender que seria um órgão que renderia muita burocracia e poucos resultado a exemplo da "confederação" proposta pelos EUA e nunca deu em nada”, conforme informação da Assessoria de Cooperação Internacional, que é chefiada pelo José Monserrat e quem acompanha o tema pela AEB.

Para Monserrat, a proposta do Brasil no momento é que haja um trabalho integrado das universidade para a produção de satélites de pequeno porte, o que renderia frutos em um prazo bem menor.

Algo que foi feito pelo INPE ainda nos anos 80, na antiga Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). Praticamente a grande maioria dos especialistas em sensoriamento remoto dos países vizinhos foram pós-graduados nos cursos de mestrado e doutorado do INPE e vários integraram o segmentos de pesquisa e desenvolvimento dos satélites da missão.

Segundo o diretor da AEB, o Brasil também já propôs o estabelecimento de um órgão que congregue os presidentes das agências espaciais latino-americanas. Esse colegiado discutiria propostas de ações como, por exemplo, a compra de imagens de sensoriamento remoto, o que sairia mais em conta para todos e também não seria necessário a criação de mais um organismo para se gastar dinheiro.

O que é entendido por muitos especialistas como um recuo no tempo e uma falta de memória por parte da AEB, pois a tentativa de se comercializar as imagens dos satélites CBERS, feito em parceria com a China, para os países vizinhos se demonstrou inócua e sem qualquer progresso. Tanto que as imagens foram distribuídas gratuitamente. O mesmo ocorreu com os dados ambientais recolhidos pelos satélites brasileiros, tanto os sino-brasileiros como os da MECB.

“Uma agência espacial regional acabaria reverberando no bolso brasileiro que, pelas necessidades em função de seu tamanho territorial, acabaria ficando com a maior parte da fatura para pagar”, comentou o assessor da AEB.

Segundo a visão do Monserrat, que acompanha esta questão de perto, essa ideia de uma agência regional não vai sair do mundo das intenções. Ele mesmo já participou de vários encontros para essa finalidade e de outros onde a questão foi ventilada e conclui que o volume de contras é muito maior do que dos prós.

O pesquisador do INPE e chefe do departamento de distribuição de imagens de satélites para os países interessados, Paulo Roberto Martini, criador da proposta e ex-assessor da AEB, não vê desta maneira.

“A tese que defendi no ano sabático cumprido junto à Escola Superior de Guerra tratou de um exercício do que poderia ser uma Agência Espacial Sul Americana. O eixo para se chegar a tal empreendimento seria a cooperação regional entre as diversas agências, mas com a liderança daquelas mais plenamente estabelecidas: a brasileira e a argentina.”

Para Martini, o  modelo sugerido foi aquele da Agência Espacial Europeia (ESA), na qual a Alemanha (DLR) e a França (CNES) constituem as principais lideranças e funcionam como verdadeiras locomotivas. Mas ainda congrega a Itália, Espanha, Reino Unido, Portugal, Dinamarca entre os 21 países integrantes e com imenso sucesso em projetos conjuntos.

“A ESA atualmente é uma potência, atuando em pé de igualdade com as agências espaciais de Estados Unidos, China e Rússia. A situação dos principais pares sul-americanos atualmente é muito melhor do que aquela dos europeus de então. E já era quando escrevi meu estudo, ao final de 1999”, explicou Martini.

No projeto apresentado a Escola Superior de Guerra, a cooperação regional seria cimentada pelo monitoramento satelitário de dois temas centrais e importantíssimos ao meio ambiente sul-americano: as águas e as florestas.
Os satélites seriam desenvolvidos em forma complementar, seguindo vocações já antecipadas pelos programas espaciais correntes nos países envolvidos.
O Brasil seguindo a linha de instrumentos com maior resolução espacial e espectral, como os satélites CBERS. A Argentina com sua linha de satélites de maior repetitividade e de média resolução, ou mesmo aqueles dotados de sensores ativos (RADAR).

“O Chile tem mostrado também uma firme disposição para não ficar de fora na ciranda de satélites de Sensoriamento Remoto. Sua linha de atividades está focada no âmbito de satélites de alta resolução. O Peru e a Venezuela tem se valido do exemplo brasileiro e buscam cooperação com a agência chinesa “, observa Martini.

A Colômbia e a Argentina tem mantido o tema de uma agência regional em suas agendas. O Brasil retirou o assunto da mesa e colocou um ponto final na questão.

O pesquisador do INPE relembra que na última reunião dos representantes das agências espaciais ao sul do Rio Grande (EUA) foi realizada em Bogotá, na Colômbia, em 2013, quando ele ainda atuava na AEB. “ Naquele encontro, foram adotadas várias ações no sentido de se mobilizarem esforços para convergir, em futuro próximo, para a criação de uma agência espacial regional”.

“A presidência da nossa agência acabou desautorizando qualquer tipo de acordo ou compromissos formais. Diante da recusa do Brasil, os demais países tiveram que recuar, mas pelo menos a Argentina e a Colômbia não estão deixando cair a peteca e, provavelmente, poderão assumir papéis de liderança nos novos cenários que se avizinham. Pior para nós”, salientou o pesquisador e pai da Agência Espacial Latino Americana.

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #101 Online: 29 de Maio de 2015, 08:55:01 »
Como já era esperado....

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Construção do VLS deve ser abandonada por falta de verba

Um dos mais emblemáticos programas de desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, a construção do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite), deve ser abandonado. Segundo o vice-diretor do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica), Wander Golfetto, o programa pode não ser concluído por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.

Em audiência pública na terça-feira (26) na Câmara dos Deputados, Golfetto afirmou que há descontinuidade de recursos para o VLS, previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais.

No total, o programa deveria receber cerca de R$ 155 milhões. Segundo ele, até o momento, foram executados R$ 108 milhões.

Segundo Golfetto, o Brasil já teria decidido tirar o pé mais uma vez do VLS. Em vez de mirar no mercado de lançadores de grandes satélites, a ordem agora seria focar no mercado de microssatélites.

“Chegamos à conclusão de que não vale a pena desenvolvermos no país um veículo para satélites geoestacionários. Existem vários concorrentes no mercado e o Brasil não lançará muitos equipamentos deste porte. Nosso foco está mais voltado para o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites). É um foguete mais simples, para transportar satélites menores. Acreditamos que ele entra em um nicho de mercado onde não existem lançadores naquela categoria”, disse Golfetto.

O lançamento do VLS-1 passa por diversos percalços desde o acidente na base de Alcântara, no Maranhão, em 2003. A explosão matou 21 importantes técnicos, destruiu instalações e interrompeu o projeto do VLS. Na tentativa de recuperação da base e com o objetivo de explorar o mercado de lançadores de satélites, o Brasil optou por focar na construção de outro foguete, numa fracassada parceria com a Ucrânia, que custou 12 anos e R$ 1 bilhão (dividido entre os dois países). O chamado Cyclone 4 seria maior que o VLS, capaz de lançar cargas mais pesadas como de satélites de telecomunicações (de até 800 kg e numa órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de distância).

O VLS foi mantido, mas deixado de lado. Estava previsto para 2013, depois 2014, 2015 e agora 2016. Mesmo assim, o teste será em apenas partes do foguete: ele não deve ficar totalmente pronto, segundo estimativas do DCTA.

“Temos o veículo todo reprojetado. Estamos trabalhando em um lançamento de um voo tecnológico, que visa testar a parte baixa do VLS, onde tivemos algumas dificuldades no acendimento do segundo estágio e na separação dos estágios. A análise servirá também para avaliar o sistema de navegação inercial que foi desenvolvido dentro do DCTA. Ele é baseado em fibra óptica. Já foi testado em aviões, no solo, agora precisamos fazer um voo espacial para certificar este veículo”, explicou Golfetto.

O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita, está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também, segundo ele, a falta de mão de obra especializada.

“Se não houver reposição do quadro, em 2020, o DCTA terá uma redução de 44% da sua equipe em relação a 2011, em virtude do processo de aposentadoria. Há pouco tempo, foi autorizado concurso e pudemos contratar mais de 200 profissionais. No entanto, isto está aquém do necessário”, alertou o vice-diretor.

Novo foco

O Brasil nunca construiu um foguete capaz de decolar para além das zonas suborbitais. O país tem mesmo mais capacidade de reinar no mercado de lançamento de microssatélites, inclusive diversos foguetes seus são utilizados na Europa para lançar cargas carregando experimentos científicos e tecnológicos.

Há êxitos com os lançadores da família Sonda e dos veículos de sondagem VSB-30, VS-30 e VS-40. O VSB-30, por exemplo, abastece o programa europeu de microgravidade.

O processo de construção do VLM se dá em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). Porém novamente a descontinuidade de recursos pode atrapalhar este projeto, que tinha previsão inicial de conclusão para este ano e foi reprogramado para 2017. Estimado em R$ 126,9 milhões, até o momento o programa recebeu R$ 10 milhões, segundo ele.

O setor no Brasil

Em termos de percentual relativo do PIB, o Programa Espacial Brasileiro destina dez vezes menos recursos que a Índia e 30 vezes menos que os Estados Unidos. Os norte-americanos detêm 41% do mercado global de satélites, enquanto a participação brasileira é de 1,9%, segundo um estudo feito pela Câmara dos Deputados.

No Brasil, os investimentos governamentais a partir do fim da Segunda Guerra Mundial priorizaram setores de infraestrutura e indústria pesada e de bens de produção como mineração e petróleo. Nos últimos dez anos houve um aumento do interesse político no setor espacial, porém há diversas críticas em relação às constantes mudanças políticas, acidentes, atrasos e gasto maior que o planejado.
« Última modificação: 29 de Maio de 2015, 08:58:41 por Skorpios »

Offline Terráqueo

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #102 Online: 29 de Maio de 2015, 13:14:42 »
Se pudesse, o Vanguard 1 estaria rindo agora. :umm:
É chato saber que nosso país não fez o que a antiga URSS fez em 1957 e os EUA em 1958.
E ainda tem os mimizentos do "ah, por que gastar em exploração espacial com tanta gente passando fome"?
É possível serem dos mesmos que invadiram uma fazenda e soltaram as chinchilas de lá. Claro, pois são animais nativos do Brasil ::), e mesmo se alguns fossem nascidos em cativeiro, saberiam se virar sozinhos. |(
Por que será que ninguém vai invadir o Instituto Butantan para "resgatar" os animais que vivem lá?
"A Terra é o berço da humanidade, mas ninguém pode viver no berço para sempre" - Konstantin Tsiolkovsky.

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #103 Online: 22 de Julho de 2015, 08:10:02 »
Demorou...

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Brasil Rompe com a Ucrânia na ACS

Em carta de 16 de Julho, o Chanceler Brasileiro Mauro Vieira em poucas linhas comunica o fim da binacional Brasil-Ucrânia Alcântara Cyclone Space.

DefesaNet publica com exclusividade a carta enviada pelo Chanceler Mauro Vieira ao embaixador da Ucrânia em Brasilia DF, Sr Rostyslav Tronenko, em 16 de Julho de 2015.

DefesaNet obteve os seguintes comentários de fontes próximas à Alcântara Cyclone Space (ACS).

A nota do Itamaraty entregue ao embaixador da Ucrânia trata da Denúncia do Tratado Cyclone-4 que criou a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Nela, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira afirma que “ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o início da parceria”, devido ao que o governo brasileiro tomou uma “decisão irrevogável ... de denunciá-lo”. (ver carta abaixo)

A justificativa usada pelo ministro para o rompimento da parceria nos parece mal formulada, que dará munição aos ucranianos para exigir um ressarcimento vultoso. Desde 2013, quando o Brasil praticamente parou de contribuir para o capital da ACS, os ucranianos enviaram vários ofícios em todos os níveis, do Presidente da Agência Espacial Brasieira (AEB) até o Presidente da República, reafirmando seu compromisso técnico e financeiro com o projeto e solicitando uma posição formal do Brasil sobre continuação do mesmo. Pelo que saibamos, nenhum desses ofícios foi respondido.

Do seu lado, os ucranianos finalizaram o desenvolvimento do lançador Cyclone-4, que era a responsabilidade deles, e garantem sua entrega em Alcântara até o final do ano. O Brasil, por sua vez, pouco ou quase nada fez em termos da infraestrutura geral, sob sua responsabilidade. Quando o ministro fala em alteração da equação tecnológico-comercial, será que ele quer dizer que não há mais equação nenhuma, já que a Ucrânia fez a sua parte e o Brasil não?

E falando em parte comercial, o Cyclone-4 seria um lançador ideal para várias constelações de satélites de órbita baixa que estão surgindo neste momento, caso haja um acordo de salvaguardas tecnológicas vigente entre o Brasil e os Estados Unidos. Sem esse acordo, praticamente nenhum satélite comercial poderá ser lançado do Brasil, por conter componentes da origem norte-americana. Até agora, o Brasil não fez nada para negociá-lo com os americanos - mais uma falha do estado brasileiro?

O Brasil, ao ser o primeiro o a denunciar o Tratado, colocou-se em uma posição extremamente desvantajosa. O ressarcimento que o Brasil terá de pagar à Ucrânia pode muito bem superar o valor de 2 bilhões de reais ou até mais. Não seria mais interessante ao Brasil concluir esse projeto, ganhar acesso independente ao espaço e a tecnologia de ponta e ainda gastar menos dinheiro?
 
Transcrição da Mensagem do Chanceler Brasileiro

SG/1 /UCRA ETEC
 

Em 16 de julho dc 2015

Senhor Embaixador,

Faço referência ao Tratado sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro dc Lançamento de Alcântara, assinado cm Brasília, em 21 de outubro de 2003.

2. A esse respeito, informo Vossa Excelência de que, após minucioso exame realizado em nível técnico, cujos elementos de informação e resultados foram objeto de análise e decisão no mais alto nível, o Governo brasileiro chegou à conclusão de que ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o inicio da parceria decorrente do Tratado em questão.

3. Nessas condições, invocando o artigo 17, item 3, do referido Tratado, transmito a Vossa Excelência a decisão irrevogável do Governo brasileiro de denunciá-lo.

Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência os protestos de minha mais alta estima e consideração.

Mauro Vieira
Ministro de Estado das Relações Exteriores

A Sua Excelência o Senhor Rostyslay Tronenko
Embaixador da Ucrânia

Offline Diegojaf

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #104 Online: 22 de Julho de 2015, 08:38:45 »
George R. R. Martin ataca novamente.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Offline Dr. Manhattan

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #105 Online: 22 de Julho de 2015, 09:56:08 »
George R. R. Martin ataca novamente.

??

O Brasil teria muito a ganhar se privatizasse a AEB.
You and I are all as much continuous with the physical universe as a wave is continuous with the ocean.

Alan Watts

Offline Diegojaf

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #106 Online: 22 de Julho de 2015, 10:05:58 »
George R. R. Martin ataca novamente.

??

O Brasil teria muito a ganhar se privatizasse a AEB.

Outro dia eu falei no FB que após ler alguns livros de história do Brasil e mais um sobre a história das relação exteriores do Brasil, ficou mais do que claro que a nossa história foi escrita pelo George R. R. Martin. Toda vez que a gente pense "agora vai", aparece um FDP e fode com tudo, mata o personagem principal, assina um contrato leonino, impõe alguma estratégia estúpida, etc. :lol:
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Offline Dr. Manhattan

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #107 Online: 22 de Julho de 2015, 10:08:41 »
George R. R. Martin ataca novamente.

??

O Brasil teria muito a ganhar se privatizasse a AEB.

Outro dia eu falei no FB que após ler alguns livros de história do Brasil e mais um sobre a história das relação exteriores do Brasil, ficou mais do que claro que a nossa história foi escrita pelo George R. R. Martin. Toda vez que a gente pense "agora vai", aparece um FDP e fode com tudo, mata o personagem principal, assina um contrato leonino, impõe alguma estratégia estúpida, etc. :lol:

Ah bom. Faz sentido mesmo. :)
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Alan Watts

Offline JJ

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #108 Online: 22 de Julho de 2015, 10:59:15 »

O Brasil teria muito a ganhar se privatizasse a AEB.

Parece que eles preferem manter a ilusão de um Estado brasileiro poderoso que é proprietário e comanda diretamente a atividade de lançamentos  COMERCIAIS  de satélites, do que admitir  que  o Estado brasileiro não tem a função, nem a necessidade e tampouco a capacidade financeira de colocar satélites em órbita.

Acredito também que no fundo tenha a ver  também com a ilusão de construir  um Estado brasileiro militarmente forte, e por isso o domínio da tecnologia de foguetes seria importante.

E de ilusões e farsas o Estado,  os burocratas e os políticos brasileiros entendem muito bem.



« Última modificação: 22 de Julho de 2015, 11:02:47 por JJ »

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #109 Online: 14 de Agosto de 2015, 08:41:15 »
Uma entrevista interessante:

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A neblina sobre Alcântara se dissipou

Entrevista com Eduard Kuznietsov., 1º Vice-Presidente da Associação Aeroespacial da Ucrânia, para a agencia de informações Space-Inform.

Eduard Kuznietsov é o 1º Vice-Presidente da Associação Aeroespacial da Ucrânia. Entres os anos de 1995 e2010, foi Vice-Diretor Geral da Agencia Espacial Nacional da Ucrânia, um veterano da área espacial, trabalhador honrado da indústria e laureado com prêmio da Ucrânia na área de ciência e tecnologia.

- Sr. Kuznietsov, no mês passado o senhor concedeu entrevista a nossa Agencia intitulada “O futuro nebuloso da base na selva Amazônica” sobre o destino do projeto ucraniano-brasileiro para a construção do sitio do veículo-lançador Cyclone-4 no centro de Alcântara. Passado um mês do anúncio de que a Parte Brasileira oficialmente comunicou sobre a sua saída deste projeto.

- Sim, após dois anos de promessas “nebulosas” e negociações pouco sinceras a Parte Brasileira anunciou a sua decisão, que já tinha tomado mais cedo. Em 24 de julho deste ano, a Parte Brasileira aprovou um decreto para denúncia do Tratado sobre a cooperação neste projeto. Em minha opinião, a decisão não é ponderada e bem pensada, e suas consequências poderão ser imprevistas para este país.

- Em sua opinião, como será o futuro espacial do Brasil e Ucrânia depois de rompimento do Tratado?

- Apesar da complexidade da sua pergunta, tentarei fazer uma previsão. O rompimento de um trabalho comum sempre acarreta perdas: para uns elas são maiores, para outros, menores. Como se fosse uma família. Inicialmente, planos conjuntos, esperanças, entusiasmo... E após um divórcio repentino, vem a divisão dos bens, processos judiciais, traumas morais e psicológicos. Em seguida, cada um recomeça a sua vida praticamente do zero. A única coisa que cada parte ganhou neste período é a experiência e as lições para o futuro. Nós entendemos que é preciso escolher o parceiro de forma meticulosa e cuidadosa, no qual se pode confiar sinceramente, dividir as vitórias e dificuldades de vida e juntos buscar uma meta comum.

O nosso “matrimônio” com o Brasil não deu certo. O Brasil viu-se despreparado para as relações de alto nível e não aguentou a dita pressão da “má” sogra. No entanto, se deixarmos a firula de lado, o Brasil, por no mínimo 10 anos, não poderá nem pensar em conquistar o status de potência espacial.

Acredito que a saída deste projeto freará o desenvolvimento científico e tecnológico do estado brasileiro, o nível das pesquisas cientificas e o uso das próprias tecnologias de ponta na economia do país. E o mais importante: ele perderá a chance de ganhar acesso independente ao espaço e se tornar líder na America Latina no que diz respeito ao uso das tecnologias aeroespaciais.

A assinatura do Tratado entre a Ucrânia e o Brasil, em 1999, sobre Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior era bastante perspectiva e definiu a direção da nossa cooperação por mais de uma década. A minha opinião é de que os Presidentes da Ucrânia e do Brasil, que “abençoaram” este projeto à época, entenderiam de forma negativa esta decisão da Parte Brasileira.

- Quão importante é o status de potência espacial?

- No século XXI, mais países querem fazer parte da elite do “clube espacial”, do qual participam os países mais desenvolvidos do mundo. Pertencer a este clube é sinal certo do nível de desenvolvimento do país, seu potencial científico e tecnológico. Participar desta associação informal é bem prestigioso, pois vivemos numa época de tecnologia de ponta, com uma sociedade informatizada, desenvolvimento de pesquisas espaciais e seu uso grandioso para a melhoria da vida humana na Terra.

- O que foi feito neste entretempo na Ucrânia?

- Para a realização deste projeto foram unidos esforços de várias empresas da área espacial e de outras indústrias da Ucrânia. Como consequência, obtivemos um novo veículo-lançador moderno e criamos o seu sistema de controle. Foi desenvolvido e testado, num voo espacial no veículo-lançador Dnepr, um sistema único de controle de bordo baseado em giroscópios a laser, criado o sistema de ignição múltipla dos motores de foguete do 3º estágio para a correção de órbita, bem como verificada a tecnologia nacional de construção do bloco de carenagem.

Nós não tivemos experiência em construção dos sítios de lançamento, e como a Rússia se recusou a participar de seu desenvolvimento e construção, tivemos que solucionar isso sozinhos e em um prazo muito curto.

- Sabemos que o mundo todo acompanhou de perto a realização deste projeto, especialmente os concorrentes do mercado de serviços de lançamento.

- Sentimos isso sempre, pois no mercado espacial internacional, que, aliás, movimenta dezenas de bilhões de dólares, a concorrência é bem acirrada. Me recordo que em meados de 1990 o veículo-lançador Zenith-2, o qual deveria lançar em órbita 36 satélites do sistema Globalstar, foi retirado deste mercado e entendo porque o primeiro lançamento deste sistema com 12 satélites não foi bem sucedido.

Quanto a nossa situação, todos os países interessados se tornaram testemunhas de que neste projeto o Brasil se mostrou como um parceiro de pouca confiança que em qualquer momento, até mesmo no final do projeto, pode se recusar das suas obrigações. Acredito que isto não contribua para o aumento do prestígio deste país na arena internacional. Além disso, o Brasil tomou a decisão de sair do projeto sem levar em consideração os interesses do nosso país e suas despesas financeiras para este projeto.

- Quais foram as despesas das Partes do projeto?

- A Parte brasileira sozinha pode contabilizar suas despesas. Ressalto apenas que, além das financeiras, há ainda perdas morais e políticas, e a reação da sociedade brasileira com a saída deste projeto talvez seja ambígua. A Ucrânia também teve perdas: tempo gasto de quase 10 anos, empréstimos que devem ser devolvidos aos credores, diferentemente do Brasil que financiou este projeto com seu dinheiro público, assim como a perda de certas posições no mercado internacional de serviços de lançamento.

- Mas como a neblina sobre a Alcântara se dissipou, talvez aqui ainda poderemos ver o sol? Conforme as recentes informações da mídia russa, a Rússia planeja construir lá o Sitio de Lançamento para seu veículo de lançamento Angara. Como você comentaria isso?

- Eu acho que nos próximos anos vamos assistir apenas o "eclipse do Sol". Já conhecíamos os planos da Rússia sem essas informações. O lobby pró-russo no Ministério da Defesa do Brasil desempenhou um papel importante nesta situação. Ele venceu o bom senso. O objetivo da Federação Russa deveria ter sido outro: retirar o nosso Cyclone-4 desse lugar de lançamento, já que ele poderia ser um concorrente importante para o veículo-lançador Soyuz em Kourou. O Brasil não conseguiu resistir à pressão de um de seus parceiros no BRICS.

Não sabemos se vai ter um lançamento do Angara a partir de Alcântara nos próximos 5 ou 10 anos. Eu só quero relembrar aos profissionais brasileiros a triste história do projeto russo-cazaque Baytarek e o destino do sítio do lançamento único, Sea Launch, tão logo comprado pela Rússia, bem como os problemas financeiros na construção do Centro de Lançamento Vostochnyi. Então, mais uma vez, destaco a decisão errada do Brasil no que concerne ao nosso projeto comum.

- Quais são os planos da Ucrânia após esses acontecimentos?

- Eu já disse que percebemos a indefinição da posição do Brasil referente a este projeto nos últimos 2-3 anos. Portanto, a Diretoria da Agência Espacial Estatal da Ucrânia não ficou de braços cruzados, pelo que eu saiba. Nós já temos o mais importante, o produto final acabado: o Veículo de Lançamento Cyclone-4, equipado com modernos sistemas de controle, navegação e segurança. Porquanto a comissão de liquidação conduzir os seus trabalhos, acompanhada pelos processos judiciais e pela divisão dos ativos, devemos envidar nossos esforços para encontrar um parceiro confiável e uma nova localização para acomodar o sítio de lançamento do Cyclone-4.

- Obrigado pela entrevista interessante e espero que nossa indústria espacial supere, o mais rápido possível, as dificuldades temporárias.


Histórico do projeto:

A cooperação entre a Ucrânia e o Brasil no setor espacial começou em novembro de 1999 após a assinatura do Acordo-Quadro sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior. Em 21 de outubro de 2003, durante a visita oficial do Presidente da Ucrânia à República Federativa do Brasil, foi assinado o Tratado entre o Brasil e a Ucrânia sobre a Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara.

O projeto ucraniano-brasileiro Cyclone-4 previa a criação, na Ucrânia, do novo lançador Cyclone-4 e a construção do seu sítio de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, no Brasil. No ano 2004, o Tratado foi ratificado pelos Parlamentos da Ucrânia e Brasil. Após a ratificação do Tratado, a Ucrânia começou a trabalhar na criação do lançador Cyclone-4 e na preparação industrial para a sua produção.

Em 31 de agosto de 2007, numa base paritária de 50% a 50%, foi fundada e começou suas atividades em Brasília a binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS). Em 2008, foi iniciada a criação do Sítio de Lançamento Cyclone-4.

Em abril de 2010, a ACS obteve licenças ambientais no Brasil e, em setembro de 2010, a licença para a implantação do Sítio de Lançamento. Em 9 de setembro de 2010, no Centro de Lançamento de Alcântara, foi realizada a cerimônia de lançamento da "pedra fundamental" para a construção de Sítio de Lançamento Cyclone-4.

No final de 2010, foi desmatada a área da ACS no Centro de Lançamento de Alcântara destinada à obra, bem como contratada a empreiteira para a construção da infraestrutura e instalações. Em 2011, a obra no Centro de Lançamento Alcântara foi iniciada de forma dinâmica. Em junho de 2012, por via marítima, foi enviado da Ucrânia para o Brasil o primeiro lote dos meios de apoio do solo destinados à montagem no Centro de Lançamento Alcântara.

Em março de 2013, devido a ausência de financiamento, as obras no Sítio de Lançamento foram paralisadas, e jamais foram reiniciadas. Em abril de 2013, o segundo lote dos meios de apoio do solo foi fornecido pela Ucrânia. Em 28 de maio de 2013, na cidade da Brasília, foi realizada a reunião ordinária da Assembleia Geral da Binacional Alcântara Cyclone Space.

Foi conciliado um conjunto de medidas organizacionais e financeiras importantes relacionadas à continuidade do projeto ucraniano-brasileiro Cyclone-4. Nos dias de 17 a 19 de setembro de 2014 terminou-se a entrega do terceiro lote dos meios de apoio do solo em Alcântara.

Em 27 de abril de 2015, em Brasília, sob a presidência do Presidente da Agencia Espacial Estatal da Ucrânia, Oleh Uruskyi, foi realizada a reunião ordinária do Conselho de Administração e da Assembléia Geral da ACS.

Durante a reunião, as Partes encaminharam um pedido em conjunto sobre a realização do projeto Cyclone-4 para consideração da Assembleia Geral. Em 30 de junho de 2015, foi realizada videoconferência com a participação, pela Parte ucraniana, do Presidente da SSAU, Oleh Uruskyi e, pela Parte brasileira, da Secretária Executiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Emilia Maria Silva Ribeiro Curi.

O Presidente informou que a Ucrânia enviaria uma Nota ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, exigindo que manifestasse seu posicionamento oficial sobre a continuidade do projeto.

Em 16 de julho de 2015, o Governo do Brasil, por intermédio da Nota SG/1/UCRA/????, comunicou ao Governo da Ucrânia a intenção de denunciar o Tratado entre o Brasil e a Ucrânia sobre a Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara.

Em 24 de julho de 2015, a Presidente do Brasil assinou o Decreto ?8.494 publicando a denúncia do Tratado. Em 27 de julho de 2015, o Decreto entrou em vigor na data de sua publicação.

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #110 Online: 24 de Agosto de 2015, 08:35:27 »
Será que dará certo ou vamos passar vergonha de novo?

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Brasil deve fechar parceria integral no setor espacial com os EUA

Grande parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que orienta as atividades no setor, pode sofrer mudanças profundas com o ingresso dos Estados Unidos numa parceria mais profunda com o Brasil no segmento aeroespacial. O setor vem sofrendo baixas frequentes, com descontinuidades de projetos e anúncios que nunca se concretizam como ter um foguete VLS e novas séries de satélites.

A tendência, desde o encontro da presidente Dilma Rousseff com Barack Obama, e de uma reaproximação da NASA e da Agência Espacial Brasileira (AEB), que pouco tem feito para o setor desde o governo Lula, quando se tornou um trampolim político e de acomodação de políticos ligados ao governo.
Praticamente destroçado desde o acidente com o VLS, em 2003, o setor espacial tem amargado 12 anos de frustações, anúncios que não se concretizam e peças orçamentárias baixíssimas, na maioria das vezes não cumpridas e reclamações constantes de atrasos e falta continuidade nos projetos nacionais, principalmente relativos ao segmento de satélites.  (Ver o Editorial A Boia Salvadora?).

O nível de descrédito no setor deu se por pronunciamentos que foram caindo no vazio da propaganda apenas, como o feito em 2011. Dilma Rousseff anunciou o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas  (SGDC), para 2014, e uma verba orçamentária de R$ 716 milhões, algo nunca cumprido.A previsão é de lançamento no 2º Semestre 2016 e Operacional 2017. O SGDC está sendo produzido pela THALES com participação do Consórcio Telebrás – VISIONA (Embraer Defesa& Segurança).

Ou parcerias no setor espacial com a Argentina envolvendo a empresa Cyclone Space, uma binacional com a Ucrânia, que rendeu prejuízos superiores a R$ 1 bilhão e resultaram em mais descrédito ao governo brasileiro. Que DefesaNet noticiou com exclusividade a denúncia por parte do Brasil do Acordo com a Ucrânia em julho (Exclusivo – Brasil Rompe com a Ucrânia na ACS)

Segundo o presidente da AEB, o Brasil lançará até 2020  algo em torno de 10 satélites produzidos no país, desde meteorológicos, de observação da Terra, científicos até geoestacionários de comunicação. Segundo os especialistas, entre eles os próprios pesquisadores do INPE, essa projeção é totalmente incompatível com a realidade.

Isso só teria condições de ser pensado se aportasse no instituto algo próximo aos R$ 9 bilhões que o governo federal está injetando nas montadoras automotivas. Mesmo assim faltaria mão-de-obra especializada e empresas qualificadas para uma demanda tão alta neste prazo de tempo.

A Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão, retornará para sua finalidade antiga. Ou seja, será uma base binacional, onde Estados Unidos e Brasil partilharão seus futuros lançamentos. O governo dos Estados Unidos, segundo fontes do próprio governo norte-americano, já tem um levantamento detalhado da situação de Alcântara, feito por técnicos do Laboratório de Jato Propulsão (JPL), de Pasadena,  e está em processo de escolha das empresas que transformarão o lugar num centro que supra todas as necessidades para grandes foguetes, lançamentos comerciais e estaria entre os mais bem equipados do mundo. 

Alcântara, assim como a base de Kourou - na Guiana Francesa-, está muito próxima da linha do Equador, o que facilita a colocação em órbita de satélites com menos gasto de combustível e maior precisão no posicionamento orbital. Em compensação, o Brasil retornaria aos projetos em parceria com a NASA e também na construção da próxima estação espacial internacional – já que foi expulso da atual por falta de cumprimento dos acordos.

Outra possibilidade, essa ainda mais concreta, é a formação de um segundo astronauta brasileiro. Só que desta vez será um professor universitário civil e com doutoramento e Ph.D. nos Estados Unidos, que já tenha linhas de pesquisas que envolvam cientistas dos dois países.

Os embargos provocados pelos EUA mesmo após a assinatura do MTCR (The Missile Technology Control Regime) para aquisição de peças para satélites e até para compra de supercomputadores devem desaparecer. Para a retomada do VLS também o MTCR seguirá uma nova cartilha se tratando do Brasil. O foguete e os próximos satélites terão como grande parceiro a NASA e o JPL, além de dezenas de empresas norte-americanas já sediadas no Brasil e que poderão atuar nos polos produtores deste tipo de tecnologia.

O mesmo procedimento ocorreu na Argentina com o programa Condor. O programa espacial argentino ficou integralmente sob custódia da NASA. Inclusive esse processo facilitaria  a parceria espacial Brasil-Argentina- EUA na área satelitária.

A apresentação do Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nivaldo Luis Rossato, na Audiência Pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), do Senado Federal, foi didático em expor os desencontros do Setor Espacial. E também claro ao relatar a pouca efetividade do Programa Estratégico do Setor Espacial  (PESE), uma delegação da Estratégia Nacional de Defesa (END).
 
Notas DefesaNet

MTCR – (Missile Technology Control Regime) – Estabelece que sistemas tem de serem  desenvolvidos dentro dos parâmetros de 300km de alcance e 500 kg de capacidade de carga podem ser desenvolvidos livres de controle. Sistemas com alcance e capacidade maior  entram na categoria de estratégicos.

O AV-TM300 (Míssil Tático de Cruzeiro) em desenvolvimento pela AVIBRAS dentro do Programa ASTROS 2020 segue estes parâmetros como indica o próprio nome do míssil.

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #111 Online: 09 de Novembro de 2015, 08:10:33 »
Mais uma notícia alvissareira.

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Brasil perde para Argentina na corrida por satélites, afirma especialista

Apesar de décadas de investimentos, o Brasil não obteve os resultados de seus pares no Brics – Rússia, Índia e China – no setor espacial. Além disso, está perdendo para a Argentina, que coloca em órbita seu segundo satélite geoestacionário e constrói o terceiro em seu próprio território. A avaliação foi feita pelo presidente da Visiona Tecnologia Espacial, Eduardo Bonini, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), nesta quinta-feira (5).

O presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rubens Barbosa, atribuiu parte dos problemas a “uma comédia de erros”, que começou com a oposição política ao Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (TSA) Brasil-Estados Unidos. Esse acordo foi assinado em 2000 para viabilizar o lançamento de satélites da base de Alcântara, no Maranhão, por empresas privadas norte-americanas. Com a mudança de governo, o TSA foi colocado de lado, com a assinatura de um acordo semelhante com a Ucrânia, em 2004.

Segundo Barbosa, para lançar da base de Alcântara o foguete com o satélite previsto no acordo com a Ucrânia, o governo brasileiro precisava do tratado que havia vetado – os Estados Unidos dominam 85% do mercado de lançamento de satélites de comunicação. Ao contrário do acordo com Washington, que ainda está parado na Câmara dos Deputados, a cooperação com o governo de Kiev foi rapidamente aprovada pelo Congresso.

O dirigente da Fiesp lembrou que, após 12 anos, o foguete não foi lançado, obrigando o governo brasileiro a cancelar o acordo com a Ucrânia em julho de 2015. Barbosa, que era embaixador brasileiro em Washington na época da assinatura do acordo com os Estados Unidos, garantiu que o tratado não foi feito para beneficiar empresas norte-americanas, mas para viabilizar a base de Alcântara, que receberia de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por cada lançamento de satélite.

Barbosa contestou informação dada em 2013 pelo então chanceler Antonio Patriota de que o governo havia retirado do Congresso o projeto de decreto legislativo que prevê a homologação do acordo pelo Congresso. Na presidência da reunião da CRE, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) informou que a última movimentação desse projeto de decreto legislativo se deu na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, com a leitura de relatório sobre a proposta pelo deputado Marcos Rogério (PDT-RO).

Para Barbosa, uma das opções é o Congresso Nacional dar prosseguimento ao exame do projeto de decreto legislativo, já que ele não foi retirado pelo governo. Conforme o ex-embaixador em Washington, se não tivesse havido essa “contaminação ideológica” 15 anos atrás, o Brasil teria desenvolvido a base de Alcântara para fins comerciais, “e os recursos poderiam financiar” as demandas para o desenvolvimento da área.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) observou que “o Brasil e a Rússia estão dentro do Brics e nós fizemos um acordo com a Ucrânia”. Em seguida, acrescentou, “a Rússia invade a Ucrânia e descobre-se que a fábrica [de foguetes] fica dentro de território russo”. Para a senadora, “isso parece ser equivocado em todos os aspectos”.

Diante do diagnóstico de Eduardo Bonini quanto à difícil situação financeira da indústria que opera no setor espacial, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) questionou a razão de as empresas privadas não terem capacidade de antever os problemas. Bonini explicou que 70% a 80% dos negócios nessa área são demandados por governo.

“São programas estratégicos. São projetos de altíssimo risco e, muitas vezes, sem retorno. Não existe lançador de satélite que traga retorno econômico – isso é uma estratégia de Estado, uma política de Estado. A utilização comercial da base de Alcântara pode fomentar a própria infraestrutura a se capacitar para projetos maiores, pode ajudar no desenvolvimento, mas é muito difícil ver um lançador de satélite dar retorno para as suas empresas”, acrescentou o executivo.

Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #112 Online: 30 de Maio de 2016, 08:35:40 »
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Satélite de Defesa e Comunicações Estratégicas em fase de testes

Contagem regressiva: Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) está em fase de testes e profissionais se preparam para controlar o equipamento que vai levar banda larga a todo o País e garantir comunicação segura ao governo brasileiro

É em Cannes, cidade ao sul da França, que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passa, a partir do mês de abril, por testes para simular as condições encontradas no espaço. Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.

Já para os meses de junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de um câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais. O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.

Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. Veja, na página 49, o infográfico que representa a cobertura do SGDC.

De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).

No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.

Participação brasileira – De olho no desempenho do satélite estão brasileiros como o Tenente-Coronel Christian Taranti. Engenheiro eletrônico da Força Aérea Brasileira e doutor pela Naval Postgraduate School (EUA), o militar atua na definição dos procedimentos de controle da órbita do satélite, nos procedimentos de voo e na engenharia de sistemas do satélite. “Minha atuação é particular, tanto no segmento de solo quanto no satélite. Isto me permite uma visão global, identificando interdependências entre o satélite, a estação de solo e os clientes, no caso militares e civis”, explica o engenheiro.

A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.

São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia. O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.

A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial. “Cada um está sendo exposto não só a novas tecnologias, mas principalmente novos conceitos, novas formas de trabalhar. Diversos pontos do projeto e da operação de satélites vão sendo, aos poucos, compreendidos e desmistificados”, analisa o Tenente-Coronel.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #113 Online: 30 de Maio de 2016, 08:37:03 »
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Foguete com propulsor desenvolvido pelo DCTA é lançado na Austrália

Primeiro estágio do artefato foi produzido no IAE, em São José dos Campos

O foguete suborbital VS-30/IO V12 foi lançado com sucesso (18/05) no Centro de Lançamento de Woomera – WIR (Woomera Instrumeted Range), localizado na Austrália. O propulsor S30 (primeiro estágio do VS-30/IO) foi produzido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O VS-30/ORION é um foguete suborbital bi-estágio a propelente sólido, não guiado, estabilizado por empenas e lançado de trilho. Consiste de um propulsor S30, no primeiro estágio e um propulsor “Improved Orion (IO)” no segundo estágio. Este foguete pode efetuar missões com cargas úteis científicas e tecnológicas de 100 a 260 kilos.

O voo do foguete foi nominal (apogeu de 278 km; alcance de 390 km) e o experimento foi realizado com sucesso. A carga útil – responsável pelo transporte – levou o experimento hipersônico HiFire – Hypersonic International Flight Research Experimentation Program, programa este liderado pela NASA, pelo AFRL (Air Force Research Laboratory) dos EUA e pelo Defence Science and Technology Organisation (DSTO) da Austrália, com a colaboração do DLR (Centro Aeroespacial Alemão).

O motor S30, do segundo estágio, tem sido largamente utilizado em outros foguetes suborbitais, tais como o Sonda III, VS-30 e VSB-30. Todos esses foguetes já foram utilizados dentro do acordo de cooperação entre o IAE/DCTA e o DLR.

“A expectativa é de que o S30 continue cumprindo com eficiência a missão para a qual foi idealizado, ampliando o papel do Brasil como provedor de tecnologia e confirmando a confiança que seus parceiros internacionais nele depositaram e proporcionando a transferência das tecnologias de foguetes suborbitais já dominadas pelo DCTA/IAE para a indústria nacional”, relata o Pesquisador Engenheiro do IAE e Gerente do Projeto, Eduardo Dore Roda.

Até agora foram efetuados 12 lançamentos, nove voos relacionados com o Centro Espacial Alemão, três lançamentos no Centro de Lançamento de Alcântara. Esta foi a primeira vez que um foguete brasileiro é lançado do território australiano. O próximo voo está previsto para 2017 de um foguete VSB-30 com a carga útil HiFire 4.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #114 Online: 23 de Junho de 2016, 08:29:14 »
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Índia lança 20 satélites com um único foguete



Bangalore, Índia, 22 de junho – A Indian Space Research Organization, ou ISRO, anunciou nesta quarta-feira que o seu Polar Satellite Launch Vehicle número 34 lançou com sucesso 20 satélites em um único voo.

O veículo polar da ISRO lançou com sucesso um satélites da série CARTOSAT-2, juntamente com 19 outros satélites na manhã de quarta-feira do Dhawan Space Center Satish, informou a agência espacial.

O evento marca o 35º lançamento bem sucedido consecutivo para o veículo Polar e o 14º na sua configuração atual XL.

Depois de um voo de cerca de 16 minutos, os satélites se aproximavam da sua órbita prevista, disse a ISRO.



Todos os 20 satélites separaram-se do veículo de lançamento nos 10 minutos seguintes.

Os dois painéis solares do CARTOSAT-2 se abriram em seguida e uma instalação em Bangalore assumiu o controle do satélite.

Espera-se que ele será trazido à sua configuração final nos próximos dias, segundo a ISRO.

As imagens produzidas pelo CARTOSAT-2 serão usadas para uma variedade de aplicações, de cartografia ao uso da terra, gestão de serviços públicos, criação de mapas, distribuição de água e outras necessidades.

Dos outros 19 satélites que viajaram com o CARTOSAT-2, dois eram de universidades.

Os outros satélites vieram dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Indonésia.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #115 Online: 23 de Junho de 2016, 10:33:44 »
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http://www.cnbc.com/2015/08/18/forget-rockets-this-space-elevator-could-launch-you-into-orbit.html



A Canadian company has clinched a patent for a 12.4 mile-high "space elevator" that could launch astronauts and tourists into orbit.

The free-standing tower would essentially be inflated, supported by a series of gas-pressurized cells, and serve as a docking platform for space planes that could launch cargo, tourists and satellites directly into lower orbit.

Thoth Technology, the Ontario-based company behind the invention, told CNBC the elevator could transport 10 tons of cargo at approximately seven miles per hour, with passengers able to reach the top of the tower in about 60 minutes. Passengers could then board a space plane that could reach lower orbit without the need for costly a rocket launch.

[...]



Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #116 Online: 09 de Dezembro de 2016, 07:25:41 »
RIP

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Lendário astronauta americano John Glenn morre aos 95 anos

 Chicago, 8 dez 2016 (AFP) - O astronauta John Glenn, o primeiro americano a orbitar o planeta, faleceu aos 95 anos - informou o Departamento que leva seu nome na Universidade Estadual de Ohio, nesta quinta-feira (8).

"John Glenn, um ícone americano, cuja crença no dever cívico e no serviço público o levou a servir a seu país como um piloto de combate dos Fuzileiros Navais, um pioneiro em viagens espaciais e um senador americano por Ohio, faleceu nesta quinta, 8 de dezembro de 2016, em Columbus", anunciou a faculdade em sua página institucional.

"Com a morte de John, nossa Nação perdeu um ícone e Michelle e eu perdemos um amigo", declarou o presidente americano, Barack Obama, que se referiu a Glenn como "o último dos nossos primeiros astronautas".


"Quando Jonn Glenn decolou de Cabo Cañaveral a bordo de um foguete Atlas, em 1962, levou as esperanças de uma Nação" e quando retornou à Terra, "poucas horas mais tarde, após orbitar o planeta, nos recordou que com coragem e o espírito dos descobridores não há limites para o que podemos alcançar juntos".

Segundo o presidente, Glenn "passou sua vida quebrando barreiras", como piloto de combate, impondo recordes de velocidade em voos transcontinentais" e sendo o "ser humano mais velho a tocar as estrelas".

"John sempre fez o que era certo, e com isto inspirou gerações de cientistas, engenheiros e astronautas que nos levarão à Marte e ainda mais além, e não apenas para visitar, mas para ficar por lá.

"Boa sorte, John Glenn!", declarou o governador de Ohio, John Kasich.

No Twitter, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, lamentou "a perda de um pioneiro do espaço". "John Glenn foi um herói que inspirou gerações de futuros exploradores".

Em 1962, quando os Estados Unidos buscavam recuperar o terreno perdido na corrida espacial com a União Soviética, Glenn fez historia como parte do famoso "Projeto Mercurio", orbitando a Terra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Glenn pilotou um avião de transporte e na Guerra da Coreia, em 1953, participou de diversas missões de combate.

Glenn abandonou a Nasa em 1964, quando passou a se dedicar à política no Partido Democrata, e representou o Estado de Ohio no Senado entre 1974 e 1999.

Em 1976, Glenn chegou a ser cotado para vice-presidente na chapa de Jimmy Carter, que acabou optando por Walter Mondale.

Glenn foi pré-candidato presidencial nas eleições de 1984, mas sua candidatura não prosperou.

Em 1998, já com 77 anos, Glenn retornou ao espaço a bordo de um ônibus espacial, e permaneceu nove dias em órbita em uma missão que provocou críticas da imprensa.

No mesmo ano, ajudou a fundar o Instituto para o Serviço Público na Universidade de Ohio, que pouco depois passou a se chamar Instituto John Glenn.

Até o momento não foram divulgadas as causas do falecimento, mas Glenn estava internado há vários dias em um hospital especializado em câncer.

Glenn sofreu um acidente vascular cerebral em 2014 e também foi submetido a uma operação por problemas com uma válvula cardíaca.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #117 Online: 24 de Janeiro de 2017, 08:06:37 »
Será que o Trump deixa?

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Brasil assume de vez negociação espacial com os EUA

Planalto já prepara minuta de proposta para que EUA usem Centro de Lançamento de Alcântara



Gabriela Valente, Eliane Oliveira e Roberto Maltchik

Após o fracasso na parceria com os ucranianos para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que causou prejuízo de pelo menos meio bilhão de reais ao Brasil, o Palácio do Planalto está pronto para negociar o uso da base com os Estados Unidos. A ideia é oferecer aos americanos acesso ao centro de lançamento, cobiçado por sua localização rente à Linha do Equador, que diminui o gasto de propelente em cada empreitada especial, para, em troca, utilizar equipamentos fabricados pelos potenciais parceiros.

O uso dos modernos sistemas espaciais dos Estados Unidos, jamais obtidos pela indústria nacional, porém, não significará transferência tecnológica ao setor privado brasileiro. Pelo contrário: para que a negociação avance, o Brasil terá que aprovar uma lei que indique de forma técnica e pormenorizada a proteção que será dada a todo componente tecnológico manipulado em solo brasileiro.

O mesmo texto precisa ser avalizado pelo Congresso americano. Se parte das exigências dos EUA forem alteradas pelos parlamentares do Brasil, e as mesmas forem consideradas insatisfatórias pelos congressistas americanos, não tem negócio.

O tema sempre esbarra na proteção à soberania nacional, uma vez que setores do Centro de Lançamento de Alcântara poderiam ficar inacessíveis aos técnicos brasileiros justamente pela proteção à propriedade intelectual do país parceiro.

Foi esta a argumentação, que provoca polêmica entre diferentes setores dentro e fora do governo, que impediu o avanço da primeira tentativa de acordo, costurada ainda no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Proposta anterior emperrou

À época, a proposta não avançou no Congresso Nacional. Os parlamentares consideravam o acordo desequilibrado e conflitante com as leis brasileiras. A maior crítica é que o governo dos EUA manteria controle sobre áreas segregadas em território brasileiro.

Agora, o país deve apresentar uma nova versão de Acordo de Salvaguardas Tecnológica ao Parlamento. O Ministério das Relações Exteriores avalia junto aos ministérios da Defesa. Ciência e Tecnologia e Agência Espacial Brasileira os termos que podem ser oferecidos aos americanos. A ideia é ser pragmático e propor um acordo que permita acelerar um acordo definitivo.

José Serra, ministro das Relações Exteriores, confirmou que oferecerá aos americanos um acordo. Segundo ele, esta é uma das primeiras providências nas relações com o novo presidente americano, Donald Trump.

— Vamos tomar a iniciativa de propor a reabertura de negociação em torno de vários acordos e tratados que não se concretizaram. Um deles se refere à base de Alcântara. O assunto foi muito debatido no passado e, agora, vamos tentar uma parceria — revelou José Serra.

O primeiro passo para que o diálogo avance foi dado com uma medida prática: o Planalto obteve vitória no Congresso para retirar da Casa o texto rejeitado há quase 15 anos. Como os Estados Unidos sempre foram resistentes à ideia de uma negociação que flexibilize o acesso de brasileiros aos locais sensíveis à proteção tecnológica, os diplomatas daqui devem entregar uma proposta sem tantas exigências. Assim, acreditam, o dispositivo de segurança nacional tem maior chance de não ser derrubado pelos parlamentares americanos.

Em dezembro, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o fim da tramitação do texto antigo. Já neste mês, os ministério das Relações Exteriores e da Defesa começaram a elaboração de um novo acordo.

Em 2004, logo depois do incêndio nunca totalmente esclarecido que matou 21 técnicos e engenheiros que trabalhavam no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro, e, em 2012, quando o acordo com os ucranianos já dava os primeiros sinais de fracasso, o Brasil tentou retomar o acordo com os americanos. O Itamaraty fez as tratativas em absoluto sigilo, mas, em julho de 2013, entretanto, esse início de negociação foi suspenso.

As conversas estariam estavam avançadas, mas naufragaram por causa da redução no ritmo do diálogo bilateral entre o governo Dilma Rousseff e os americanos, depois da revelação que o serviço de inteligência dos Estados Unidos espionou o governo brasileiro.

— Há disposição para buscar soluções alternativas. A assunção de novo governo nos EUA poderia representar oportunidade para uma reavaliação do cenário, buscando-se ambiente de flexibilidade de lado a lado, em que novos entendimentos possam prosperar — contou um técnico do governo a par do assunto.

Sem citar nomes, José Serra criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por um acordo com a Ucrânia, para o lançamento de satélites da base de Alcântara, que ainda enfrenta obstáculos domésticos. O principal deles é a resistência das comunidades locais à expansão do centro de lançamento, hoje dentro do perímetro da base militar.

O acordo com a Ucrânia foi rompido e ainda deixou um problema para o Brasil: como houve denúncia unilateral do tratado, ou seja, o Brasil optou sozinho por não prosseguir na empreitada com o país europeu, a Ucrânia pode — e já ameaçou fazer — exigir ressarcimento pelos prejuízos causados pela parceria mal sucedida.

Offline Shadow

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #118 Online: 24 de Janeiro de 2017, 08:11:38 »
Será que o Trump deixa?

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Brasil assume de vez negociação espacial com os EUA

Planalto já prepara minuta de proposta para que EUA usem Centro de Lançamento de Alcântara



Gabriela Valente, Eliane Oliveira e Roberto Maltchik

Após o fracasso na parceria com os ucranianos para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que causou prejuízo de pelo menos meio bilhão de reais ao Brasil, o Palácio do Planalto está pronto para negociar o uso da base com os Estados Unidos. A ideia é oferecer aos americanos acesso ao centro de lançamento, cobiçado por sua localização rente à Linha do Equador, que diminui o gasto de propelente em cada empreitada especial, para, em troca, utilizar equipamentos fabricados pelos potenciais parceiros.

O uso dos modernos sistemas espaciais dos Estados Unidos, jamais obtidos pela indústria nacional, porém, não significará transferência tecnológica ao setor privado brasileiro. Pelo contrário: para que a negociação avance, o Brasil terá que aprovar uma lei que indique de forma técnica e pormenorizada a proteção que será dada a todo componente tecnológico manipulado em solo brasileiro.

O mesmo texto precisa ser avalizado pelo Congresso americano. Se parte das exigências dos EUA forem alteradas pelos parlamentares do Brasil, e as mesmas forem consideradas insatisfatórias pelos congressistas americanos, não tem negócio.

O tema sempre esbarra na proteção à soberania nacional, uma vez que setores do Centro de Lançamento de Alcântara poderiam ficar inacessíveis aos técnicos brasileiros justamente pela proteção à propriedade intelectual do país parceiro.

Foi esta a argumentação, que provoca polêmica entre diferentes setores dentro e fora do governo, que impediu o avanço da primeira tentativa de acordo, costurada ainda no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Proposta anterior emperrou

À época, a proposta não avançou no Congresso Nacional. Os parlamentares consideravam o acordo desequilibrado e conflitante com as leis brasileiras. A maior crítica é que o governo dos EUA manteria controle sobre áreas segregadas em território brasileiro.

Agora, o país deve apresentar uma nova versão de Acordo de Salvaguardas Tecnológica ao Parlamento. O Ministério das Relações Exteriores avalia junto aos ministérios da Defesa. Ciência e Tecnologia e Agência Espacial Brasileira os termos que podem ser oferecidos aos americanos. A ideia é ser pragmático e propor um acordo que permita acelerar um acordo definitivo.

José Serra, ministro das Relações Exteriores, confirmou que oferecerá aos americanos um acordo. Segundo ele, esta é uma das primeiras providências nas relações com o novo presidente americano, Donald Trump.

— Vamos tomar a iniciativa de propor a reabertura de negociação em torno de vários acordos e tratados que não se concretizaram. Um deles se refere à base de Alcântara. O assunto foi muito debatido no passado e, agora, vamos tentar uma parceria — revelou José Serra.

O primeiro passo para que o diálogo avance foi dado com uma medida prática: o Planalto obteve vitória no Congresso para retirar da Casa o texto rejeitado há quase 15 anos. Como os Estados Unidos sempre foram resistentes à ideia de uma negociação que flexibilize o acesso de brasileiros aos locais sensíveis à proteção tecnológica, os diplomatas daqui devem entregar uma proposta sem tantas exigências. Assim, acreditam, o dispositivo de segurança nacional tem maior chance de não ser derrubado pelos parlamentares americanos.

Em dezembro, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o fim da tramitação do texto antigo. Já neste mês, os ministério das Relações Exteriores e da Defesa começaram a elaboração de um novo acordo.

Em 2004, logo depois do incêndio nunca totalmente esclarecido que matou 21 técnicos e engenheiros que trabalhavam no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro, e, em 2012, quando o acordo com os ucranianos já dava os primeiros sinais de fracasso, o Brasil tentou retomar o acordo com os americanos. O Itamaraty fez as tratativas em absoluto sigilo, mas, em julho de 2013, entretanto, esse início de negociação foi suspenso.

As conversas estariam estavam avançadas, mas naufragaram por causa da redução no ritmo do diálogo bilateral entre o governo Dilma Rousseff e os americanos, depois da revelação que o serviço de inteligência dos Estados Unidos espionou o governo brasileiro.

— Há disposição para buscar soluções alternativas. A assunção de novo governo nos EUA poderia representar oportunidade para uma reavaliação do cenário, buscando-se ambiente de flexibilidade de lado a lado, em que novos entendimentos possam prosperar — contou um técnico do governo a par do assunto.

Sem citar nomes, José Serra criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por um acordo com a Ucrânia, para o lançamento de satélites da base de Alcântara, que ainda enfrenta obstáculos domésticos. O principal deles é a resistência das comunidades locais à expansão do centro de lançamento, hoje dentro do perímetro da base militar.

O acordo com a Ucrânia foi rompido e ainda deixou um problema para o Brasil: como houve denúncia unilateral do tratado, ou seja, o Brasil optou sozinho por não prosseguir na empreitada com o país europeu, a Ucrânia pode — e já ameaçou fazer — exigir ressarcimento pelos prejuízos causados pela parceria mal sucedida.

Pode ser. Seria interessante para ele. Menor necessidade de combustível = mais de 20% a mais de carga útil.
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Offline JJ

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #119 Online: 24 de Janeiro de 2017, 10:09:06 »

E o que é que a a maioria dos brasileiros irá ganhar com isso ??


Ou isso é mero puxa saquismo ??



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Offline Shadow

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #120 Online: 24 de Janeiro de 2017, 10:27:32 »

E o que é que a a maioria dos brasileiros irá ganhar com isso ??



Ou isso é mero puxa saquismo ??



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Mais do que ganhou com acordos com Rússia e seus satélites.
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Skorpios

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #121 Online: 13 de Abril de 2017, 08:15:00 »
Já que não sabemos usar, vamos alugar.

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Quatro países têm interesse em usar centro de lançamento de foguete do Brasil

Estados Unidos, França, Rússia e Israel manifestaram interesse em formalizar parceria com o Brasil para utilização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que esteve hoje (12) conhecendo as instalações do centro e o programa espacial brasileiro.

O CLA é a denominação da segunda base de lançamento de foguetes da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele sedia os testes do Veículo Lançador de Satélites e destina-se a realizar missões de lançamento de satélites. De acordo com o ministro, qualquer acordo com as partes interessadas se dará sempre levando em consideração a soberania do Brasil.

“Na semana passada, um grupo francês esteve visitando o centro de lançamento. Obtive informações de que o CLA está em condições operacionais. Ou seja, se houver algumas demandas, o centro pode lançar foguetes num prazo de uma semana”, disse Jungmann.

O ministro informou que mantém conversas com a direção da Embraer Defesa, a fim de que o conglomerado nacional, que é sócio na Visiona, junto com a Telebrás, também fixe acordos com o CLA.

A Visiona é a empresa que contratou da francesa Thales o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).

“Vou também procurar o BNDES para que o banco possa apontar formas de fomento para o centro de lançamento. Em uma outra frente conversarei com os responsáveis na Casa Civil da Presidência da República para equacionar as questões de natureza fundiárias”, concluiu.

FONTE: EBC

 

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