Autor Tópico: Indo para o espaço  (Lida 11465 vezes)

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #50 Online: 23 de Março de 2011, 09:20:26 »
Do jeito que o orçamento anda minguado, talvez seja uma boa fazer uma parceria com os EUA, mesmo que signifique ceder praticamente a base de Alcantara...
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #51 Online: 23 de Março de 2011, 09:43:16 »
Foi só para ressucitar o tópico... :hihi: Porque esperança de que desse mato saia coelho.. |(

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #52 Online: 31 de Março de 2011, 07:29:02 »
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30 de março de 2011, em Espaço, por Guilherme Poggio
Ex-ministro sai do comando de binacional espacial

Cláudio Angelo

O ex-ministro e vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, foi demitido da diretoria da empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space), que ele mesmo fundou em parceria com a Ucrânia para lançar satélites comerciais da base de Alcântara. Ato contínuo à demissão, Amaral foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff para os conselhos do BNDES e da binacional Itaipu. Caiu para cima: só no BNDES, ganhará R$ 5.300 por mês para comparecer uma vez a cada três meses às reuniões do conselho. Em Itaipu, R$ 13.170 mensais para comparecer a reuniões bimestrais.

O lado brasileiro da empresa, desde anteontem, passa a ser dirigido por Reinaldo Melo, vice de Amaral na ACS. Em nota, o PSB diz que Amaral saiu atendendo a um chamado do presidente do partido, Eduardo Campos, para “dedicar-se mais intensamente às suas atividades como vice-presidente nacional do PSB”.

Segundo fontes do setor, porém, a saída do ex-ministro foi articulada entre o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e o Palácio do Planalto. Ela é a primeira movimentação do novo comando do programa espacial brasileiro, que visa desidratar a parceria com a Ucrânia e investir nos satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e nos foguetes do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), ligado ao Ministério da Defesa.

Segundo uma fonte graduada do programa espacial, Mercadante entende que o programa com a Ucrânia virou um estorvo. Seu objetivo inicial, o de lançar um foguete ucraniano Cyclone-4 de Alcântara em 2010, não foi cumprido. Depois de uma série de problemas fundiários, a ACS conseguiu apenas lançar a pedra fundamental do sítio do Cyclone, num matagal dentro da base militar de Alcântara, no fim do ano passado.

Assim como está atrasada a infraestrutura de lançamento, a encargo do Brasil, a produção do foguete, responsabilidade da Ucrânia, também patina. Quebrada após a crise de 2008, a ex-república soviética não consegue dinheiro para concluir a montagem do Cyclone-4. Vários especialistas também apontam que não há nenhuma transferência de tecnologia prevista no tratado assinado pelo Brasil durante a gestão de Amaral no Ministério da Ciência e Tecnologia com a Ucrânia, que deu origem à ACS.

Outro problema é o fato de que, a ACS depende, para ter sucesso no mercado de satélites, de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA _já que quase todos os satélites do mundo têm peças americanas. O Brasil não possui esse acordo. O governo brasileiro está ainda preocupado com o custo crescente do programa. Inicialmente orçado em R$ 100 milhões, ele deverá chegar a quase R$ 1 bilhão para o país. O Brasil já pôs mais de R$ 200 milhões no capital da empresa. A Ucrânia ainda não deu sua contrapartida.

Na semana passada, durante a posse do novo presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Raupp, Mercadante havia condicionado a continuidade do programa Cyclone ao aporte da contrapartida ucraniana. A ACS afirma que a saída de Amaral não muda em nada o plano da empresa de realizar o primeiro lançamento do Cyclone-4 em Alcântara em 2012.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp



http://www.aereo.jor.br/

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #53 Online: 05 de Maio de 2011, 08:04:03 »
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Governo estuda participação do setor privado no Programa Espacial Brasileiro
02/05/2011 - 19h07

    Economia
    Pesquisa e Inovação

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A inclusão do setor privado na execução do Programa Espacial Brasileiro está em análise pelo governo. Ainda na primeira quinzena do mês, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, encaminhará à Presidência da República documento com a avaliação do desempenho do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) e os desafios para os próximos anos.

A afirmação é do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, que esteve hoje (2) na Reunião Magna de 2011 da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

As decisões relativas ao Pnae deverão ser tomadas ainda neste semestre, segundo Raupp, visando à sua inclusão no Plano Plurianual (PPA). A última atualização do Pnae foi feita em 2004.

A avaliação da participação industrial será feita pela AEB e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) na próxima sexta-feira (6). A ideia é que participem do processo grandes empresas classificadas como integradoras, que seriam responsáveis pelo projeto contratado pelo governo e que poderiam subcontratar empresas menores para a fabricação de componentes e peças.

De acordo com o presidente da AEB, é preciso articular melhor os vários integrantes do sistema, que são a própria agência, como órgão de planejamento e coordenação; os órgãos executores (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe e Centro Técnico Aeroespacial – CTA) e as empresas contratadas para desenvolvimento de subsistemas dos programas espaciais ou de veículos lançadores.

Para melhorar o desempenho dos executores do Pnae e, em consequência, tirar o atraso que o Brasil sofre nessa área, Raupp destacou a necessidade de estimular o desenvolvimento da indústria para a produção dos componentes espaciais, devido ao alto valor agregado desses produtos em função da tecnologia embutida. “O desenvolvimento da indústria com capacidade de inovação, competitiva, é um dos objetivos da política [espacial]”, afirmou.

A ênfase à participação do setor privado não implicará, porém, em privatização do Inpe ou do CTA, garantiu Raupp. O MCT e a AEB vão propor a expansão da atuação das empresas privadas no Pnae na construção de satélites e na prestação de serviços. Segundo Raupp, essa medida resolverá, em grande parte, a questão de alocação de recursos humanos para o programa, na medida em que o setor privado ficará responsável pela contratação de pessoas para operar os sistemas espaciais ou desenvolver novos sistemas.

Além disso, a entrada da indústria resolve uma questão de logística, que é o fato das instituições que executam o Pnae terem que “operar sob um marco legal inadequado”, que é a Lei das Licitações. “A Lei 8.666 não é lei para regulamentar o universo de atuação dessas entidades. Isso prejudica muito a capacidade de contratar serviços, de contratar obras de alta tecnologia”.

Outra variável que está sendo examinada são as demandas possíveis que se apresentam ao programa espacial. “O norte do Programa Espacial Brasileiro é resolver problemas da sociedade e a parte científica e tecnológica”. Segundo Raupp, estão sendo avaliados que programas de satélites são demandados por outros agentes do governo, como o Ministério da Defesa e o das Comunicações (devido ao Programa Nacional de Banda Larga).


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-02/governo-estuda-participacao-do-setor-privado-no-programa-espacial-brasileiro

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #54 Online: 06 de Julho de 2011, 07:52:38 »
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Governo quer turbinar programa espacial do país com nova agência
Reestruturação de projeto brasileiro para o espaço pode envolver fusão de dois órgãos atuais Desafio é aumentar fluxo de recursos para planos e trazer técnicos, hoje desinteressados da área, para abraçá-la


CLAUDIO ANGELO

O governo conclui até agosto uma reestruturação completa do programa espacial brasileiro. As medidas incluem a criação de um novo órgão de gerenciamento, que pode ser uma fusão da AEB (Agência Espacial Brasileira) com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O formato da nova agência espacial ainda está sendo estudado, mas o Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual a AEB é subordinada, não descarta nem mesmo a extinção da agência atual.

"Precisamos enxugar a estrutura, dar mais competência", disse à Folha o ministro Aloizio Mercadante.

O presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, afirma que a gestão do programa precisa de uma instituição capaz de acompanhar e fomentar projetos. Segundo ele, a AEB não tem "musculatura técnica" para isso.

Criada em 1994, sem quadro técnico próprio, a agência faz pouco mais do que distribuir o reduzido orçamento do programa ""R$ 332 milhões em 2011"" entre os órgãos que o gastam, o Inpe e o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), ligado ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), do Ministério da Defesa.

Ainda não se sabe se a fusão será total, parcial (apenas o pedaço do Inpe responsável pelo programa de satélites seria incorporado à agência) ou se envolverá também o DCTA, da Defesa.

Também está em estudo a criação de um conselho gestor de alto nível, que envolva vários órgãos de governo, universidades e indústria. Raupp, porém, tem pressa: o novo desenho precisa estar concluído no próximo mês, para que possa ser incorporado ao Plano Plurianual do governo federal.

Mesmo com a nova estrutura da agência, o programa ainda precisa resolver dois problemas para deslanchar: sua crônica falta de recursos e sua carência de pessoal.

A falta de quadros decorre da falta de entusiasmo de engenheiros jovens pelo programa espacial. "Precisamos de sucessos intermediários, senão a população se desinteressa", disse Raupp.

Na revisão do programa espacial, a AEB pedirá a contratação de 400 funcionários para o Inpe e 700 para o IAE.

O presidente da agência não diz qual será o pedido de verba adicional, mas um estudo feito no começo do ano por IAE, Inpe e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil dá uma ideia da necessidade: R$ 500 milhões por ano a partir de 2016 só para o programa de satélites do Inpe, mais cerca de R$ 200 milhões por ano para o programa de foguetes.

Outra estratégia será aumentar o número de contratos com a indústria nacional, como faz a Nasa.

Um produto que já está pronto para ser comercializado é o foguete de sondagem VSB-30, desenvolvido por Brasil e Alemanha, já certificado pela União Europeia e com dez voos suborbitais bem-sucedidos. "Está na hora de o DCTA repassar o motor à Embraer para vender", afirmou Raupp.


http://www.defesanet.com.br/space/noticia/1776/Governo-quer-turbinar-programa-espacial-do-pais-com-nova-agencia

Offline Geotecton

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #55 Online: 06 de Julho de 2011, 08:37:56 »
Será mais um caso de dinheiro jogado fora, pelos ralos da má-gestão, incompetência e corrupção.
Foto USGS

Offline Derfel

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #56 Online: 06 de Julho de 2011, 08:52:42 »
Quem sabe se agora vai? (também posso ter um pouquinho de fé, oras. :biglol: )

Offline ByteCode

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #57 Online: 27 de Julho de 2011, 17:01:14 »
Em nome de gezuis, desta vez não vai explodir tudo.

Offline West

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #58 Online: 27 de Julho de 2011, 17:20:27 »
"Indo para o espaço" - só pode ser o nosso suado dinheirinho dos impostos, né!?
Mais uma bela de uma "mamada" pra essa praga chamada políticos que temos aqui nesse país. Podem aposta!
"Houve um tempo em que os anjos perambulavam na terra.
Agora não se acham nem no céu."
__________
Provérbio Iídiche.

"Acerca dos deuses não tenho como saber nem se eles existem nem se eles não
existem, nem qual sua aparência. Muitas coisas impedem meu conhecimento.
Entres elas, o fato de que eles nunca aparecem."
__________
Protágoras.Ensaio sobre os deuses. Séc. V a.C.

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #59 Online: 03 de Agosto de 2011, 07:33:48 »
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O Renascimento de Alcântara
José Monserrat Filho
chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB

Já visitei o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) três vezes, ao longo de 15 anos. A primeira vez ocorreu em 1996 - eu era o editor do Jornal da Ciência, da SBPC, e estudioso do direito espacial. A segunda, nos idos de março de 2004, mais precisamente no dia 24, quarta-feira, por ocasião da 4ª Reunião Regional da SBPC¹ realizada na Universidade Estadual do Maranhão, em São Luís. E a terceira, agora, em 28 de julho de 2011, como convidado do Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, para integrar a comitiva do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita especial (e histórica) ao CLA.²

Creio ter algo a relatar sobre a evolução do centro, desde sua paralisia nos anos 90.

Em 2004, participavam da visita o então presidente da SBPC, Ennio Candotti; o então secretário regional da SBPC, Antônio de Oliveira; o professor da PUC/RJ e ex-diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Anselmo Pasqua; e o engenheiro Murilo Marques Barbosa, então assessor especial do Ministro da Defesa, José Viegas Filho. Éramos um grupo muito interessado nos graves problemas que o Programa Espacial Brasileiros enfrentava.

Ainda estávamos sob o impacto do fatídico acidente ocorrido seis meses antes, em 22 de agosto de 2003, no CLA, na plataforma de lançamento do VLS-1, na véspera da terceira tentativa de enviá-lo ao espaço, quando perderam a vida 21 técnicos e engenheiros³.

Atônito com o que vira, escrevi, em 25 de março de 2004, o artigo "Base de Alcântara, uma riqueza ainda muito pouco explorada"4. Contei que fôramos "regiamente conduzidos e tratados pelo diretor do CLA, Coronel Francimar Nogueira Ventura, que se desdobrou para atender aos nossos questionamentos, com o auxílio de toda a sua equipe local"; ele nos apanhara no hotel, em São Luís, bem cedo pela manhã e nos trouxera de volta no fim do dia, acompanhando-nos o tempo todo. A hospitalidade era "a melhor possível". O melancólico vazio do CLA é que impressionava.

O Coronel Francimar fez questão de nos mostrar tudo, a começar pelo local da tragédia. Diante daquele monte de ferros retorcidos que lembravam uma nesga do apocalipse, procurou nos esclarecer como se dera a explosão. Era, claro, a explicação técnica dos fatos. Atrás deles - sabíamos nós -, havia a longa história das deficiências e da falta de apoio governamental, que, ao longo de anos, levaram ao desastre como um lento rastro de pólvora. O ponto a que tínhamos chegado

Daí que, no artigo, eu clamava: "Chegamos, como nunca antes, à hora da verdade. E ainda estamos nela, até inspirados no relatório sobre os resultados da investigação do terrível acidente. Tornou-se absolutamente imprescindível abrir à opinião pública a plenitude dos nossos problemas, deficiências e dificuldades. A realidade dói, mas é com ela que se constrói um novo rumo, mais seguro, mais produtivo e mais promissor, sem esquecer as conquistas do passado - muitas e fundamentais a seu tempo."

E dizia mais: "O que nos deixa aturdidos e perplexos é a complexidade dos problemas que cercam e atrasam o desenvolvimento do CLA, de valor incalculável no mundo de hoje. Pergunto-me quantos países se sentiriam felicíssimos se pudessem contar com uma base de lançamentos espaciais tão bem localizada e tão privilegiada quanto a de Alcântara. Muitos, com certeza, a começar por vários países avançados do Hemisfério Norte, com importantes atividades espaciais, mas com centros de lançamento que encarecem os vôos".

"O fato concreto e por todos os motivos lamentável é que o Centro de Alcântara, onde o país já investiu centenas de milhões de dólares, continua subutilizado. Tudo o que de bom já fizemos com ele, seguramente representa uma percentagem mínima do muito que poderíamos ter feito, se tivéssemos há mais tempo tentado, com mais determinação e conhecimento de causa, aproveitar seu imenso potencial.

"Mas não se trata de chorar o leite derramado. Sem ignorar os erros do passado, há que enfrentar o dia de hoje e de amanhã. O CLA está ali, esperando por nossas iniciativas, nosso dinamismo, nossa criatividade. Ele é denso de possibilidades. Tem tudo para ser um dos melhores, mais eficientes e mais seguros centros de lançamento do mundo. E pode ser também um grande centro de pesquisas científicas e tecnológicas, além de um grande centro formador de recursos humanas em área de ponta."

"Ter tanto e aproveitar (relativamente) tão pouco - isso no mundo atual tem um nome duro e amargo: desperdício. Um luxo que um país pleno de carências como o Brasil não tem o direito de se permitir. Felizmente, há notícias e indícios importantes de que nos altos escalões do Governo federal há gente empenhada em mudar essa situação - sensatamente, moralmente e economicamente - insustentável."

"Já perdemos tempo demais. É hora de agir com toda a urgência possível e impossível. O grande futuro de Alcântara está nas mãos da presente geração de brasileiros responsáveis e empreendedores."

Alcântara, sete anos depois - Na manhã de quinta-feira passada, 28 de julho de 2011, desembarquei no CLA com a mesma "ânsia natural e revitalizada de identificar sinais dessa renovação", como assinalara em 2004. Vi um centro bem diferente daquele de 2004. Há avanços e conquistas palpáveis, importantes obras em andamento, confiança no presente e no futuro. O clima é de franco otimismo. Mudança da água para o vinho

A nova Torre Móvel de Integração (TMI), praticamente pronta, erguida no mesmo lugar da plataforma destruída em 2003, deve ser inaugurada no início de 2012. Custou R$ 44 milhões. A interligação dos sistemas eletrônicos e de comunicação está sendo concluída. Testam-se os equipamentos eletrônicos e a integração dos sistemas de comunicação da TMI com a Casamata, responsável pelo monitoramento e preparação dos foguetes antes de cada lançamento.

Inaugurou-se oficialmente a nova e moderna Sala de Controle dos lançamentos do CLA, construída em três anos e já várias vezes testada, que acompanha todas as etapas de um lançamento, bem como a segurança de voo, telemedidas e localização. Sistemas digitais substituíram os analógicos, otimizando o rastreio dos foguetes e reduzindo a chance de interferências nos lançamentos. Toda a comunicação de dados segue agora por fibra ótica que evita interferências.

No ato de inauguração, simulou-se o funcionamento de toda a Sala de Controle - telemedidas, rastreio e monitoramento de voo.

Modernizou-se também a sala da Casamata. A renovação abrange o sistema de radar e o setor de meteorologia. Além do mais, o CLA foi dotado de um sistema de perfiladores de vento com tecnologia que permite nova dinâmica na avaliação dos ventos verticais.5

Assim - garante o atual diretor do CLA, Coronel Ricardo Rodrigues Rangel -, o centro estará preparado para promover, em 2012, o primeiro voo de qualificação do novo foguete brasileiro, o VSL, modificado graças à cooperação com a Rússia.6

A relevância da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS) - Os pontos centrais do Programa Espacial Brasileiro são o CLA e o programa da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), declarou o Ministro Jobim para quem ainda tinha alguma dúvida. O presidente da AEB, Marco Antônio Raupp, bateu na mesma tecla: "Os dois pontos fundamentais do Programa Espacial Brasileiro são o CLA e a ACS. Em 2012, o CLA deverá lançar  o novo VLS, e a ACS, o foguete Cyclone 4.

Em visita à Ucrânia (4-8 de julho), à frente de uma missão técnica, Raupp conheceu a tecnologia usada no Cyclone 4 e voltou "muito otimista". A fabricação do foguete está bem adiantada. A parte brasileira deve acelerar a construção das instalações no CLA a ele destinadas.

Satélites geoestacionários, maior autonomia e maior orçamento - A visita ministerial ao CLA buscou conseguir novos recursos para o Programa Espacial Brasileiro como um todo, afirmou o Ministro Jobim, até porque em janeiro deste ano houve um corte de R$ 50 milhões no orçamento destinado à C&T; resultado: o CLA reduziu de 14 para sete o número de lançamentos previstos para 2011.

Os ministros visitantes concordaram com dois pontos essenciais: 1) a forte base tecnológica já instalada no CLA permite efetuar lançamentos complexos; e 2) isso exige novos recursos financeiros para completar a capacidade operacional do CLA.

Não por acaso, a visita foi definida como "a base do relatório para solicitarmos novos investimentos à Presidente Dilma Rousseff". Sabe-se que ela assumiu as atividades espaciais como uma das maiores prioridades de seu governo, ao lado das áreas nuclear e de informática. O Ministro Paulo Bernardo acredita que "a presidente Dilma dará luz verde aos novos investimentos".

Aliás, o Ministério da Defesa já tem pronta a exposição sobre a necessidade inadiável de dois satélites geoestacionários estratégicos de comunicações, a ser apresentada à Presidente. Os dois satélites, com lançamentos planejados para 2014 e 2019, demandam, obviamente, investimentos de monta. A ideia é de comprá-los de uma das empresas internacionais do setor, mediante licitação. Mas o Ministro das Comunicações fez questão de ressaltar: "No futuro, criaremos nossos próprios satélites geoestacionários."

Mais áreas de lançamento, mais fontes de riqueza - O excelente sobrevoo de helicóptero oferecido aos visitantes sobre a zona do CLA atual e toda a região norte de Alcântara, às margens do Oceano Atlântico, deixou clara a possibilidade de se ampliar de três para 15 o número de áreas de lançamento. A região é praticamente desabitada, não parece favorecer a agricultura e pode, sim, ser objeto de acordo com os habitantes de Alcântara para que eles tenham acesso ao mar quando não houver lançamentos programados.

Esse é um dos melhores locais do planeta para todo tipo de lançamento espacial. Podemos e devemos aproveitá-lo com competência e urgência. É riqueza natural inestimável, capaz de favorecer a própria Alcântara, o Estado do Maranhão, a região Nordeste e o Brasil inteiro.

Resumo e apelo da história. Estamos diante de um renascimento de Alcântara. Não temos nem mais um minuto a perder.

José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB

Referências:

1) Os Ministros Paulo Bernardo, das Comunicações, e Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, também participaram da visita organizada pelo Ministério da Defesa às instalações do CLA. Da AEB, além do Presidente Marco Antônio Raupp, estavam o Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, e o Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento, Nilo Sergio de Oliveira Andrade, ex-Diretor do CLA.

2) Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), criada em 1948.

3) Todos pertenciam aos quadros do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), então vinculado ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) - hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), subordinado ao Comando da Aeronáutica.

4) Publicado no JC e-mail nº 2491 (Jornal da Ciência eletrônico da SBPC), edição de 25 de março de 2004.

5) Ver: <http://panoramaespacial.blogspot.com>.

6) Jornal "O Estado do Maranhão", de 29/07/2011.

http://www.defesanet.com.br/space/noticia/2196/O-Renascimento-de-Alcantara

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #60 Online: 28 de Agosto de 2011, 08:05:41 »
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China pode romper com Brasil se satélite não sair até 2012, diz AEB
Agência Espacial Brasileira foi até Pequim formalizar acordo do Cbers-3. Equipamento feito pelos dois países era para ter sido lançado em 2007.

Do G1, com informações da Agência Estado



    Economia pode afetar programa espacial brasileiro, diz diretor do Inpe

O Brasil assumiu nesta semana o compromisso de lançar em novembro de 2012 a nova versão do satélite que desenvolve em conjunto com a China e um atraso poderá "implodir" o relacionamento com o país asiático, afirmou o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp.

"Temos de cumprir nosso cronograma porque estamos cinco anos atrasados", declarou Raupp, depois de reunião, em Pequim, do grupo bilateral responsável pela cooperação espacial.

Iniciado em 1988, o programa é o mais sólido pilar da relação Brasil-China e levou ao lançamento de três Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres, chamados de Cbers (sigla em inglês) e numerados como 1, 2 e 2-B. O quarto, o Cbers-3, deveria ter entrado em órbita em 2007, mas o Brasil não cumpriu os prazos de entrega de equipamentos previstos no acordo.
Técnico do Inpe testa satélite Cbers-2, o penúltimo equipamento feito por meio da parceria Brasil e China (Foto: Divulgação/Inpe)Técnico do Inpe testa satélite Cbers-2, o penúltimo equipamento feito por meio da parceria Brasil e China (Foto: Divulgação/Inpe)

Nesta segunda-feira (22), os brasileiros ouviram dos chineses cobranças para definição de um cronograma detalhado que permita o lançamento do Cbers-3 em novembro de 2012 e do Cbers-4 em 2013.

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, uma das razões para o atraso é a dificuldade da indústria nacional em desenvolver e produzir os equipamentos que deverão ser entregues pelo Brasil. Nos três primeiros satélites, a China era responsável por 70% dos componentes. Agora, a divisão é de 50% para cada país. "Aumentou a complexidade e a parcela que cabe ao Brasil", disse.

Agora, o principal desafio é de pessoal. A montagem do satélite começará em novembro e exigirá a contratação pelo Inpe de 60 funcionários para trabalharem na China pelo período de um ano, em esquema de rodízio.

Na última semana, Câmara anunciou que deixará o cargo em dezembro, dois anos antes do término de seu mandato. "Estou frustrado porque o Inpe não recebeu do Ministério os recursos humanos necessários para renovar sua equipe", disse. Segundo ele, um eventual novo atraso no cronograma colocará em xeque não só o programa, mas a capacidade do País de cumprir acordos internacionais.

Imagens
Os dados coletados pelo Cbers são utilizados na previsão de tempo do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), localizado em Cachoeira Paulista (SP), estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, além de planejamento agrícola. Entre os serviços prestados de maior relevância está o monitoramento das bacias hidrográficas brasileiras.

Fonte

Skorpios

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Re: Indo para o espaço
« Resposta #61 Online: 28 de Setembro de 2011, 07:43:41 »
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Ucrânia garante US$ 250 milhões para base de lançamento em Alcântara
Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, Mykhailo Bronislavovych Yezhel propõe ampliação da cooperação tecnológico-militar

Brasília, 26/09/2011 – Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em conjunto com o Brasil”, garantiu.

O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.

Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.

A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.

Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de navios-patrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.

Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico. Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.

Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para desenvolver um projeto de navio-aeródromo.

“Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

Acordos

Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.

Celso Amorim prometeu agilizar a formação dos grupos no Ministério da Defesa brasileiro, mas disse que há total interesse na área de treinamento e intercâmbio de pessoal. “Podemos implementá-la antes mesmo da ratificação dos acordos pelo Congresso”, afirmou.

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« Resposta #62 Online: 07 de Outubro de 2011, 07:32:28 »
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COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia
06 de Outubro, 2011 - 09:46 ( Brasília )
Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros


Por Virgínia Silveira

O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.

O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.

Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.

O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.

Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.

O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.

O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.

"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.

Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.

A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.

O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.

O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.

Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #63 Online: 07 de Outubro de 2011, 13:55:22 »
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COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia
O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.
Como assim? Mais de 11? 12? 11 e 3/8? :|
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #64 Online: 07 de Outubro de 2011, 14:04:38 »
11 de conhecimento públicos e pelo menos um secreto. ::)
Elton Carvalho

Antes de me apresentar sua teoria científica revolucionária, clique AQUI

“Na fase inicial do processo [...] o cientista trabalha através da
imaginação, assim como o artista. Somente depois, quando testes
críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #65 Online: 25 de Outubro de 2011, 09:33:32 »
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Uma nova base de Alcântara
Presidente da Ucrânia diz que projeto com governo brasileiro deve estar concluído em 2013


Um dos acordos a serem anunciados hoje após o encontro do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, e da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, será a ampliação da cooperação entre as instituições espaciais brasileira e ucraniana, com atenção especial à empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), criada em 2006 com o objetivo de recuperar o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, local de um grave acidente, em 2003, quando uma explosão da base do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) matou 21 cientistas.

Como em todos os acordos costurados pela diplomacia, o texto será vago e otimista, mas o fato é que, depois de anos praticamente paralisado, o projeto da nova base de Alcântara ganhou o carimbo de prioridade do governo ucraniano após a vitória eleitoral de Yanukovych ano passado. Ele afirmou que os trabalhos de construção de equipamentos espaciais na Ucrânia foram retomados e acelerados, de modo que a não apenas a Base de Alcântara do Maranhão esteja montada em 2013, mas o foguete espacial ucraniano Cyclone-4 pronto para, conforme acertado entre os dois países, lançar um satélite estratégico a ser utilizado pelos dois governos.

- Conforme o cronograma, estamos produzindo os equipamentos espaciais necessários para o projeto e sabemos que o Brasil completou o porto em Alcântara necessário para trazer os equipamentos da Ucrânia para o país - disse o presidente ontem, em entrevista ao GLOBO. - Já investimos US$100 milhões e não tenho dúvida de que este projeto será uma realidade em breve. O objetivo é que em 2013 tenhamos completado todo o trabalho inicial para o lançamento dos foguetes.

Yanukovych tratou de desmentir os telegramas divulgados este ano pelo grupo de ativistas Wikileaks, em que diplomatas dos EUA, em conversas com Washington, explicavam a paralisia do projeto da nova Base de Lançamento de Alcântara como uma mistura de falta de vontade política, ausência de condições de financiamento e impasses por conta de questões relativas a propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Yanukovych admite culpa pelos atrasos

Os problemas pela paralisia no projeto, admitiu o presidente, foram basicamente ucranianos, derivados da intensa luta pelo poder entre o grupo do atual governante e os líderes da Revolução Laranja, o ex-presidente e ex-primeiro-ministro Viktor Yushchenko e a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko - uma batalha que chegou ao ápice em fevereiro do ano passado, quando Yulia se recusou a aceitar a vitória de Yanukovych nas eleições ucranianas.

- No início do projeto, ainda em 2004, encontrei com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fórum de Davos e expliquei a situação - contou Yanukovych. - Entramos na Ucrânia num período difícil, com pouca estabilidade política. Nossos problemas internos dificultavam a tomada de decisões. Agora, passadas as eleições nos dois países, o projeto vai crescer rapidamente. Depois da posse, liguei para a presidente Dilma no Brasil e lhe comuniquei nossa decisão de intensificar os trabalhos.

O presidente da Ucrânia, no entanto, lembrou que um projeto deste porte precisa de acompanhamento intenso para garantir a segurança de equipamentos e pessoas. E é essa garantia de segurança que definirá, afinal, o cronograma de lançamento, ainda a ser elaborado. Ele afirmou que um lançamento de satélite estratégico é interesse dos dois países e já foi, inclusive, conversado pelas equipes de Brasil e Ucrânia que trabalham em Alcântara. Pelo cronograma anterior, a Binacional ACS já deveria estar operacional em 2012, quando estaria lançando de um a quatro satélites por ano.

- Como é costume neste tipo de projeto, evitamos dar datas precisas, mas acredito que seremos surpreendidos positivamente em 2013. - disse Yanukovych.




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« Resposta #66 Online: 18 de Novembro de 2011, 07:46:32 »
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Operação Brasil-Alemanha lança dois foguetes na Barreira do Inferno

COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia
17 de Novembro, 2011 - 10:55 ( Brasília )
Operação Brasil-Alemanha lança dois foguetes na Barreira do Inferno

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), realiza, entre os dias 16 de novembro e 9 de dezembro, a Operação Brasil-Alemanha, no Rio Grande do Norte. No exercício serão lançados dois foguetes: o ORION, com previsão de lançamento para o dia 25 de novembro, e o VS-30, para o dia 2 de dezembro, ambos às 20 horas. A Operação Brasil-Alemanha marca os 40 anos do acordo tecnológico internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR).

Os principais objetivos da operação são o lançamento e rastreamento do foguete de sondagem VS-30 V08 com uma carga útil científica portando dois  experimentos. Um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação Móvel de Telemedidas e o Lançador Móvel, além de interligar as estações (Telemetria, Radar e CTDL) do CLA e do CLBI.

Embarcado no VS-30, o experimento científico do INPE consiste em uma Sonda de Langmuir (LP) que fará medidas do perfil da densidade numérica de elétrons a partir do perfil da corrente recolhida por um sensor de aço inox montado na ponta da coifa do foguete; medirá a temperatura cinética dos elétrons a partir da curva característica da corrente versus potencial do sensor de LP; e coletará dados da função de distribuição de energia dos elétrons (EEDF) a partir da segunda derivada da característica da corrente versus potencial do sensor de LP.

O VS-30 é um veículo mono-estágio que utiliza propelente sólido, tendo, neste voo, 7,1 m de comprimento (dos quais 3,1 m de carga útil) e uma massa total da ordem de 1500 kg. O apogeu deverá estar, segundo cálculos preliminares, entre 160 e 200 km, com impacto entre a distância de 105 e 145 km.

Já o experimento da UFRN, com desenvolvimentos em cooperação com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete (neste caso) ou de um satélite no espaço. A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. Atualmente os receptores GPS utilizados na área espacial, no país, são importados.

ORION
O Foguete ORION será lançado a partir do Lançador Móvel recebido pelo CLBI na Operação Camurupim, realizada nos meses de abril e maio de 2011. O ORION é um veículo mono-estágio, não-guiado, estabilizado por empenas, que utiliza um motor carregado com propelente sólido compósito. Para este voo o veículo terá aproximadamente 5,7 m de comprimento (dos quais 3,0 m de carga útil) e uma massa total da ordem de 500 kg. Ele estará equipado com três empenas, garras (dianteira e traseira) retráteis, e um ignitor com dispositivo de segurança mecânica. O apogeu a ser atingido depende do ângulo de elevação de lançamento e deverá estar entre 95 e 105 km, com impacto entre 70 e 80 km de distância.

Efetivo
Mais de 100 servidores, entre civis e militares do efetivo do CLBI, estão envolvidos na Operação Brasil-Alemanha, além de equipes do DCTA (IAE, IFI), DLR (Centro Espacial da Alemanha), INPE, UFRN. À distância, fora do CLBI, apoiando o lançamento do VS-30, haverá participação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), funcionando como Estação Remota, em Alcântara e São Luís (MA), operando equipamentos (radares e estação de telemedidas). Equipes do INPE em diversas localidades (Cachoeira Paulista – SP, Fortaleza – CE e São Luís – MA) apoiarão seu experimento (envio de informações sobre o início da geração de bolhas ionosféricas) por meio de seus técnicos e equipamentos.

Na Operação Brasil-Alemanha, o veículo e a carga útil serão de responsabilidade do DLR, com a equipe brasileira fazendo a integração, os testes, o lançamento e o rastreio. Tripulações da FAB e Marinha do Brasil estarão empenhadas na segurança da Operação.

Fonte: Agência Força Aérea

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #67 Online: 05 de Abril de 2012, 07:53:03 »
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De Espaçonaves e Orçamentos


Mario Eugenio Saturno
Tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)


Que o Brasil apresente algumas dificuldades econômicas, isso é fato. Que o governo ainda não conseguiu elaborar um plano estratégico para crescer mais, mantendo a inflação controlada como aconteceu nos últimos 20 anos, mais evidente impossível. Governo fragilizado por ministros acusados de envolvimento em corrupção. Fraco a ponto de ceder ao lobby das bebidas alcoólicas nos estádios de futebol por ocasião da Copa (que bebam cerveja sem álcool, uai!). E, ainda, resolve cortar no orçamento os recursos da ciência e da educação.

Para um país que caminha para ser neste ano a quinta economia do planeta, cortar 22% do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) não significa cortar a gordura, mas a própria carne. Em valores, isso representa R$ 1,48 bilhão. Já para o Ministério da Educação, o corte foi de R$ 1,93 bilhão ou 5,5%. Realmente, não parece nada inteligente cortar verba de educação ou de ciência e tecnologia. Basta cancelar a loucura que parece ser o trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e já teremos quase os R$ 55 bilhões de redução de gasto que o governo promoveu para este ano.

Ainda não sei qual é o corte efetivo para a área espacial, mas, a julgar alguns indícios, a coisa não deve ser boa. Embora o ministro Marco Antonio Raupp (MCTI) tenha confirmado o lançamento de quatro satélites até 2015, a sociedade precisa estar atenta. Não estamos na situação de Israel, que, embora pequeno, tenha muitos inimigos, mas não custa lembrar que também temos alguns vizinhos que namoram a insanidade. Estamos na mesma situação das grandes nações continentais: ou conquistam o espaço ou serão dependentes eternamente de serviços e conhecimentos (pode até ocorrer coisa pior). Dessas nações, somos os últimos.

Nas contas do ministro, serão lançados os dois satélites sino-brasileiros, construídos em cooperação com a China, o satélite Amazônia-1, brasileiro, com câmaras (sensores de observação) cuja função principal é monitorar a Amazônia, e o novo satélite geoestacionário de comunicações que servirá ao Programa Nacional de Banda Larga, a ser desenvolvido pela indústria nacional, experiência que no passado não interessou as grandes empresas do setor aeroespacial.

O ministro ainda aponta os voos de qualificação previstos para dois veículos lançadores Cyclone-4, da cooperação com a Ucrânia, que é um foguete que tem capacidade para levar cinco mil quilogramas a uma órbita de 700 km de altura. Esse projeto tem recebido muitas críticas dos cientistas brasileiros, por utilizar tecnologia ultrapassada e perigosa (envenenamento), além de não trazer nenhum conhecimento para o País.

Até o fim do ano a Base de Alcântara, no Maranhão, deve estar pronta para os testes de qualificação. E no último 14 de março foi lançado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) um Foguete de Treinamento Básico (FTB), visando capacitar a equipe técnica e testar o CLA. Do VLS (Veículo Lançador de Satélites), nenhuma palavra... Está na hora de os estrategistas brasileiros acordarem o governo desse sonho.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #68 Online: 19 de Abril de 2012, 14:16:04 »
Meu coração já não aguenta mais essas decepções de "grandes anúncios" de empresas. Se o cara não for dizer: "I'm Ironman", não quero saber...

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Empresa misteriosa promete ir aonde nenhum Homem jamais esteve
http://meiobit.com/99286/empresa-misteriosa-promete-ir-aonde-nenhum-homem-jamais-esteve/
Por: Carlos Cardoso em 19/04/12 na(s) categoria(s): Ciência, Hardware 

Para dar idéia da atenção que está sendo dada ao evento: Se a Apple anunciar que implantou o cérebro do Steve Jobs num corpo robô e ele voltará ao antigo cargo em uma apresentação na terça que vem, metade do auditório ficará vazio, pois boa parte da mídia estará cobrindo a coletiva de imprensa da Planetary Resources.

Para dar uma idéia de quem está por trás dessa empresa:

Peter Diamandis – Milionário investidor e criador do Prêmio X, aquele que a Spaceship One venceu se tornando a primeira nave privada a chegar ao limar do espaço.

Eric Anderson – Engenheiro aeroespacial e fundador, junto com Diamandis, da Space Adventures, a empresa que já fez oito vôos de turistas até a Estação Espacial Internacional.

Chris Lewicki  – Ex-Gerente de missão da NASA.

Tom Jones  – Ex-Astronauta.

Apoiando a empresa há um grupo de investidores e conselheiros. Entre eles:

Larry Page e Eric Schmidt – eles tem um sitezinho.

James Cameron Não só criou incríveis mundos na ficção como explorou as profundezas do oceano. Investe mais em ciência que boa parte dos países do mundo. Dinheiro de sua pipoca bem empregado.

Charles Simonyi – Entrou pra Microsoft em 1981, saiu podre de rico, investe dezenas de milhões de dólares em pesquisa e educação, financiando orquestras, bibliotecas e telescópios. Em 2007 passou dez dias na Estação Espacial Internacional.

Esse pessoal emitiu um press release cheio de palavras-chave suculentas.

O título:

“Empresa de Exploração Espacial Expandirá a Base de Recursos da Terra”

Chamou atenção? Então prepare-se. Mais adiante no release eles dizem, com todas as letras:

A empresa irá sobrepor dois setores críticos – exploração espacial e recursos naturais – para adicionar trilhões de dólares ao PIB global. Essa start-up inovadora vai criar uma nova indústria e uma nova definição de recursos naturais”

http://meiobit.com/99286/empresa-misteriosa-promete-ir-aonde-nenhum-homem-jamais-esteve/
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #69 Online: 19 de Abril de 2012, 15:20:44 »
Pô! Mineração espacial! Da hora! :oba:
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Re:Indo para o espaço
« Resposta #70 Online: 19 de Abril de 2012, 15:41:02 »
Pô! Mineração espacial! Da hora! :oba:

Avatar começa assim...

E Alien também... :|
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #71 Online: 19 de Abril de 2012, 15:42:13 »
Ou seja: é a ficção científica se tornando realidade! é o futuro chegando ao presente! :oba:
Elton Carvalho

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #72 Online: 19 de Abril de 2012, 15:43:28 »
Ansioso por terça-feira! Agora já sabemos de onde virão as primeiras pessoas infectadas pelo vírus-Z.
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Re:Indo para o espaço
« Resposta #73 Online: 19 de Abril de 2012, 15:49:04 »
Enquanto esperamos, olha só esse vídeo:

<a href="http://www.youtube.com/v/nwxizEMuSB8" target="_blank" class="new_win">http://www.youtube.com/v/nwxizEMuSB8</a>



Olha, a primeira vista, além das Enormes Dificuldades Técnicas, vejo também algumas questões econômicas: você não só tem que ter uma infraestrutura para lançar o equipamento de mineração, você tem antes que identificar a composição mineral do asteróide, e tem também que enviar o equipamento para trazer o minério de volta. Lembrando que o que você pretende é criar um fluxo de essencialmente meteoros caindo na Terra. Não sei até que ponto isso pode se pagar.

Existem outros problemas: a maneira mais simples de proceder é procurar um asteróide que passe próximo da Terra e enviar seu equipamento para ele. Nesse caso, (supondo que o equipamento funcione perfeitamente - não estou contando com a presença de primatas no local) o fluxo de minérios vai ser sazonal, dependendo do delta-V disponível para enviar o minério. O jeito mais esperto e, como ficará claro, arriscado de proceder é enviar um Puta Foguete (tm) para o asteróide e trazê-lo para órbita baixa da Terra. Isso é algo que poderia ser mais viável financeiramente falando... mas também poderia causar um certo temor, principalmente entre os humanos que preferem viver sem o risco de que uma pedra de alguns trilhões de toneladas despenque sobre suas cabeças.


A propósito: sou totalmente a favor da exploração de asteróides. Se algum dia a humanidade se espalhar pelo espaço, eles serão os locais ideais para a criação de habitats. Muito melhores do que Marte além de que, com algum esforço, podem até ser convertidos em espaçonaves.
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Re:Indo para o espaço
« Resposta #74 Online: 19 de Abril de 2012, 15:54:08 »
Profissão: Mineiro... de asteroides.

O pessoal do blog estava comentando sobre o Green Peace se manifestando contra a destruição de asteroides... :lol:
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