Autor Tópico: Indo para o espaço  (Lida 11457 vezes)

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Offline zengao

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #75 Online: 20 de Abril de 2012, 01:30:47 »
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« Última modificação: 20 de Abril de 2012, 01:38:53 por zengao »

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #76 Online: 13 de Junho de 2012, 07:24:54 »
Estava demorando....

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Projeto para lançar satélite de base no Maranhão trava
Parceria Brasil-Ucrânia não consegue pagar construtoras desde dezembro País já investiu R$ 400 milhões na empreitada; plano de participar do mercado comercial de lançamentos é incerto
A empresa binacional criada em 2007 por Brasil e Ucrânia para lançar satélites comerciais da base de Alcântara (MA) está caindo sem nunca ter decolado.

Desde dezembro, a ACS (Alcântara Cyclone Space) não paga as empreiteiras que executam as obras do sítio de lançamento do foguete ucraniano Cyclone-4.

A empresa tem R$ 40 milhões em caixa e uma dívida de R$ 50 milhões com os construtores.

Seu plano de negócios, que nem chegou a ser aprovado pelo conselho de administração, prevê que ela ficará deficitária por 20 anos.

E, mesmo assim, só vinga se conseguir fechar um acordo polêmico de proteção tecnológica que lhe dê acesso ao maior mercado de satélites privados, o dos EUA.

“Pode ser que, por questão de recursos, o projeto tenha de dar uma parada para se rearrumar”, diz o diretor brasileiro da ACS, brigadeiro Reginaldo dos Santos.

AMEAÇA DE PARAR

Segundo o diretor ucraniano, Oleksandr Serdyuk, o consórcio formado por Camargo Corrêa e Odebrecht já cortou pela metade o número de operários nas obras em Alcântara. E disse que vai parar a construção se os pagamentos de R$ 30 milhões por mês não forem retomados.

“Não vamos conseguir fazer o primeiro lançamento em 2013, como solicitado pelos governos”, declarou Serdyuk.

Para que os planos de lançamento sejam mantidos, a ACS está pedindo mais R$ 802 milhões, metade vindo do governo brasileiro. Isso além de R$ 135 milhões que o Brasil já havia se comprometido a depositar neste ano e que foram cortados no ajuste fiscal feito pelo governo.

À presidente Dilma Rousseff, portanto, caberá decidir até setembro -mês em que a ACS não terá dinheiro para mais nenhum contrato- se joga fora os US$ 197 milhões que o país já investiu na empresa ou se injeta mais R$ 536 milhões no projeto.

Serdyuk e Santos ressaltam o caráter estratégico do projeto. “O Brasil, em três anos e por US$ 500 milhões, está recebendo um centro de lançamento e acesso ao espaço”, afirma Serdyuk. “Acho que não custa o preço de um estádio de futebol no Brasil.”

“Não é um negócio em que se coloque a parte financeira em evidência”, diz Santos.

PARA O ALTO E AVANTE

A perspectiva de ganhar dinheiro com lançamentos privados, porém, foi o mote usado pelo então ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral (PSB-CE) para convencer o presidente Lula a bancar o projeto da ACS.

Em 2007, quando a empresa foi fundada, a previsão de capital era de US$ 105 milhões, e o primeiro lançamento estava previsto para 2010.

Especialistas já então alertavam que os custos eram irreais e o mercado, incerto.

Amaral falava em seis ou sete lançamentos por ano, mas ninguém de fora da empresa jamais havia visto o plano de negócios da ACS.

Santos disse que a revisão do plano, que está sendo preparada, fala em cinco lançamentos por ano, no máximo.

“O plano ficou economicamente muito marginal.”

O brigadeiro afirmou, ainda, que a dívida com as empreiteiras brasileiras é “amigável” e que os contratos com as empresas ucranianas estão sendo cumpridos.

Ele atribui a escalada nos custos e a demora ao fato de a ACS ser um projeto de desenvolvimento. “Não é um pacote fechado.”

As contas da empresa até hoje são mantidas fora do escrutínio público. Por se tratar de uma binacional, o TCU (Tribunal de Contas da União) não pode auditá-la. “Não estou preocupado com o TCU. Tem de passar por mim primeiro”, disse Santos.

FONTE: Folha de São Paulo


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Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #77 Online: 13 de Junho de 2012, 07:35:48 »
Infraestrutura para a Copa 2014 é muito mais importante.

Questão de prioridade.

Offline Geotecton

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #78 Online: 13 de Junho de 2012, 08:29:57 »
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Projeto para lançar satélite de base no Maranhão trava pois a parceria Brasil-Ucrânia não consegue pagar construtoras desde dezembro País já investiu R$ 400 milhões na empreitada.
[...]
A perspectiva de ganhar dinheiro com lançamentos privados, porém, foi o mote usado pelo então ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral (PSB-CE) para convencer o presidente Lula a bancar o projeto da ACS.

Em 2007, quando a empresa foi fundada, a previsão de capital era de US$ 105 milhões, e o primeiro lançamento estava previsto para 2010.

Especialistas já então alertavam que os custos eram irreais e o mercado, incerto.

Amaral falava em seis ou sete lançamentos por ano, mas ninguém de fora da empresa jamais havia visto o plano de negócios da ACS.

Santos disse que a revisão do plano, que está sendo preparada, fala em cinco lançamentos por ano, no máximo.
[...]

Como sempre muita lorota e propaganda e pouco ou nada realizado, exatamente como os "PACs da vida".

Típico.
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Offline Diegojaf

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #79 Online: 29 de Junho de 2012, 07:19:35 »
Enquanto isso, na China...

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29/06/201201h38
Nave espacial chinesa retorna à Terra após fazer história1

Em Pequim

Comunicar erroImprimir
Wang Jianmin/Xinhua

Cápsula da nave chinesa Shenzhou-9 aterrisa com segurança em Siziwang, na Mongólia
A nave espacial chinesa Shenzhou-9, lançada ao espaço no último dia 16, retornou nesta sexta-feira (29) à Terra após completar com sucesso o primeiro acoplamento espacial manual realizado pela China, informou a agência de notícias "Xinhua".

A nave aterrissou por volta das 10h locais (23h de Brasília) no condado de Siziwang, ao norte da região autônoma da Mongólia Interior (norte da China).

Após 13 dias de missão, os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, esta última a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, voltaram para casa em "boas condições", segundo indicou a equipe médica que os atendeu após a aterrissagem.

Os astronautas foram recebidos com uma breve cerimônia, após adaptarem-se à gravidade da Terra e saírem da nave, uma hora depois da aterrissagem.

A tripulação do Shenzhou IX entrará para a história da China por completar com sucesso a quarta missão tripulada produzida pelo país asiático e conseguir realizar o primeiro acoplamento manual entre uma nave chinesa e o módulo espacial Tiangong I, embrião da futura base espacial do gigante asiático.

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2012/06/29/nave-espacial-chinesa-retorna-a-terra-apos-fazer-historia.htm
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #80 Online: 18 de Julho de 2012, 07:56:48 »
E aqui, também existem avanços...

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INPE - Brasil domina tecnologia para posicionar satélite em órbita

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu um subsistema de propulsão para satélite - trata-se de um catalizador movido a hidrazina (derivado químico do petróleo) necessário para mover um satélite em órbita e corrigir o posicionamento. Ao dominar o subsistema de propulsão, o Brasil se torna também independente para criar mecanismo usado na orientação dos foguetes quando ultrapassam a atmosfera.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, visitou ontem (16) a unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, para conhecer o subsistema de propulsão que será usado no satélite de observação Amazônia 1, com lançamento previsto para o próximo ano.

A criação do equipamento é considerada "um salto" tecnológico do Programa Espacial Brasileiro, avalia Heitor Patire Júnior, pesquisador do Inpe e responsável técnico do projeto. "Isso era uma caixinha-preta, precisamos descobrir na raça", disse ele ao lembrar que atualmente o País precisava comprar pronto o propulsor (como no caso do Brasilsat) ou contar com o desenvolvimento por parceiros (como a China, no caso dos satélites Cbers).

Além do feito tecnológico, o desenvolvimento do propulsor é comemorado como marco industrial em tempo que o governo federal lança medidas para incentivar áreas estratégicas de transformação, como reação à diminuição da produção industrial no País, causada, entre outras razões, pela importação de componentes. "Nossa indústria ainda não produz 60% dos equipamentos que precisamos para os satélites, mas em cinco anos poderemos chegar a 100% se os investimentos permanecerem", calcula Patire Júnior, na esperança de que as fontes de financiamento do programa espacial sejam estáveis.

Em 50 anos de existência, a liberação de recursos do programa espacial foi bastante irregular sofrendo com períodos de cortes orçamentários e descontinuidade, o que não estimulou a indústria de base, por exemplo, a tornar-se produtora de liga de alumínio para uso aeronáutico, fundamental para satélites e para os aviões da Embraer. "A indústria vai sobreviver se houver encomenda".

O desenvolvimento do subsistema de propulsão mobilizou cerca de 50 funcionários do Inpe, responsáveis pela especificação da tecnologia, e mais duas dezenas entre empregados e consultores da empresa Fibraforte, de São José dos Campos (SP), fabricante do equipamento. Além do pessoal contratado diretamente, Heitor Patire Júnior soma mais de uma centena de pessoas que trabalham para os fornecedores da Fibraforte.

A companhia faz parte de um consórcio formado por mais outras duas empresas que há cerca de uma década participam da Plataforma Multimissão (PMM), criada pelo Inpe para servir de base de satélites como o Amazônia-1 e o Lattes. No período, a PMM investiu aproximadamente R$ 10 milhões no desenvolvimento de peças para os satélites.

Com o desenvolvimento do subsistema de propulsão, o País poderá melhorar a posição no cenário mundial dos programas espaciais e se aproximar de emergentes, como a China e a Índia. Dentro do governo, há grande expectativa que a empresa Visiona, criada pela parceria público-privada entre a estatal Telebras e a privatizada Embraer, dê novo impulso ao programa espacial. O modelo foi desenhado pelo próprio ministro Raupp no ano passado, quando presidia a Agência Espacial Brasileira (AEB) para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Conforme acordos internacionais, o Brasil tem até 2014 para lançar o SGB em órbita. Patire Júnior teme que a nova empresa acabe importando muitos componentes e não utilize a expertise do Inpe com o propulsor. "Não podemos ficar na janela, do lado de fora. Qual será o nosso posicionamento ainda não está claro", salientou.

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #81 Online: 08 de Janeiro de 2013, 07:32:11 »
Ressucitando...
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ALCANTARA - Atraso emperra projeto espacial
Depois de receber R$ 391,5 milhões da União e conviver com sucessivos atrasos, projeto comercial para lançar satélites a partir do Brasil corre risco de não se viabilizar. Governo busca saída "estratégica"" Com sucessivos adiamentos, mercado se fecha a

 

Nota DefesaNet

A brincadeira espacial levada avante nestes 10 últimos anos custou, não só milhões de reais,como a credibilidade cientifica nacional e a vida de 21 técnicos.

Interessante é que pela Estratégia Nacional de Defesa(END) cabe à FAB a gestão dos Programas Espacias e são estes os mais atrasados, confusos e dispersivos.


O Editor


Roberto Maltchik



Aventura espacial
 
Depois de irrigar com R$ 391,5 milhões ao longo dos últimos seis anos o mais audacioso projeto de lançamento comercial de satélites em solo brasileiro, o governo federal concluiu que é elevado o risco de o negócio simplesmente não se viabilizar e, agora, busca uma saída "estratégica" para justificar o investimento. Além do descompasso orçamentário, a ausência de um acordo tecnológico com os Estados Unidos, a inexistência de data de lançamento e a administração errática da Alcântara Cyclone Space (ACS) no governo Lula levaram o empreendimento - cujo investimento mínimo, para cada país, alcançará R$ 500 milhões - a um ponto crítico, que obrigou o Palácio do Planalto a revisar silenciosamente seu objetivo.
 
Tratado assinado entre Brasil e Ucrânia, em 2006, previa objetivamente que a ACS seria criada para que o Brasil entrasse no restrito e altamente qualificado mercado internacional de lançamento de satélites, que renderia aos dois países US$ 50 milhões, por lançamento. Seis anos depois, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informa que a "transferência de tecnologia", integrada à construção do Centro Espacial de Alcântara (MA), em área cedida pela Aeronáutica, "por si só, justifica o investimento". Ocorre que o tratado que criou a binacional, aprovado pelos Parlamentos ucraniano e brasileiro, não prevê transferência tecnológica.
 
"A Alcântara Cyclone Space tem por missão o desenvolvimento do Sítio de Lançamento do veículo lançador Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara e a execução, a partir do mesmo sítio, de lançamentos comerciais, bem como aqueles de interesse da República Federativa do Brasil ou da Ucrânia", diz, textualmente, o enunciado da "missão" da Alcântara Cyclone Space, disponível no site da empresa. Funcionários da empresa e técnicos do MCTI asseguram: não há transferência de tecnologia na fabricação do equipamento.
 
trunfo do brasil
 
O trunfo do Brasil para desenvolver o programa de lançadores é a localização geográfica de Alcântara, encravada na Linha do Equador. Isso significa não só economia de propelente (combustível) como também mais capacidade para transportar cargas úteis. Porém, lançar comercialmente o foguete Cyclone-4, em construção na cidade ucraniana de Dnipropetrovsk, envolve muito mais que ter um sítio pronto e um foguete construído, o que ainda não existe. Se antes a meta era fazer o primeiro lançamento em 2010, agora passou para 2014.
 
Entre analistas do mercado espacial consultados pelo GLOBO ao longo de dezembro, o uso comercial do Cyclone-4 não passa de um "projeto", repleto de incertezas nos campos técnico e geopolítico. E - em tais condições - os grandes clientes deste multibilionário nicho não apostam um centavo.
 
No campo geopolítico, a ACS não está autorizada a lançar sequer um artefato ao espaço com componente fabricado nos Estados Unidos, pela ausência de um acordo de salvaguarda tecnológica entre Brasil e EUA, barrado no Congresso em 2002, principalmente por força do PT, à época o principal partido de oposição ao governo Fernando Henrique. E cerca de 90% de todos os satélites em operação, hoje, têm componentes americanos.
 
Até o fim do governo George W. Bush (2001-2009), a doutrina da Casa Branca era não permitir o acordo. Historicamente, os EUA apresentam profundas restrições ao programa de lançadores do Brasil, uma vez que seus componentes têm uso duplo: civil e militar, ou seja, servem a foguetes e mísseis. Paradoxalmente, os EUA reconhecem Alcântara como excelente local para lançamentos, inclusive, de seus próprios foguetes. Mas Alcântara convive com um impasse que envolve comunidades quilombolas remanescentes que vivem na região, e que, ao longo da década passada, literalmente expulsaram a ACS da área previamente reservada à instalação de inúmeros sítios de lançamento: ou seja, falta área disponível para transformar Alcântara num centro internacional de lançamento comercial de satélites.
 
Neste momento, o Itamaraty negocia o acordo, em caráter sigiloso, com o governo Obama. O MCTI classifica o assunto como "de grande relevância". O Ministério de Relações Exteriores (MRE), a ACS e a embaixada dos EUA não comentam o assunto especificamente. Até agora, não há solução à vista.
 
- Precisamos muito disso (o acordo com os EUA) para tornar comercial o sítio de lançamento de Alcântara. O acordo é super importante. Esse assunto é objeto de discussão no Itamaraty, que o analisa com muito cuidado - afirmou ao GLOBO o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, que nega a mudança de rumo no projeto Cyclone-4, apesar de inúmeras confirmações no sentido contrário: - O objetivo não mudou. O objetivo é comercial e estratégico.
 
Em abril do ano passado, de acordo com a embaixada americana, Brasil e Estados Unidos realizaram um debate "positivo" sobre segurança espacial. Em dezembro, o Ministério da Defesa e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos fizeram nova rodada de negociações, um mês depois de uma delegação dos Estados Unidos visitar Alcântara.
 
Oficialmente, a ACS não quis se pronunciar. Porém, funcionários da empresa pública binacional reconheceram ao GLOBO que, sem acordo de salvaguardas ou data de lançamento estabelecida e apresentada aos operadores do mercado, não há condições de atrair clientela, que atualmente contrata lançadores nos EUA, na Europa e na Ásia. Ou seja, a cada dia que passa as opções de mercado do sistema ucraniano-brasileiro ficam mais restritas. Restrições que se ampliam considerando a desconfiança do mercado quanto às limitações ucranianas - país descapitalizado depois da crise financeira de 2008 - para o desenvolvimento de novas tecnologias de segurança de voo.
 
entraves administrativos
 
Um analista do mercado, sob a condição do anonimato, afirma que os grandes fornecedores de Europa e Estados Unidos, eventuais concorrentes da ACS, recebem suporte de suas nações para vender lançamentos para clientes desses países, os principais do mercado mundial. A essas nações, portanto, não interessa a presença de um novo concorrente, em condições geográficas vantajosas.
 
O governo brasileiro também convive com entraves administrativos para "adaptar os projetos inéditos e complexos em desenvolvimento na Ucrânia às normas construtivas brasileiras", informa o Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
O que há hoje é um empreendimento em franca expansão no município de Alcântara, com maquinário pesado ucraniano desembarcando no porto da cidade. Também há cooperação técnica Brasil-Ucrânia na implementação de itens no centro de lançamento, comprados na Ucrânia com dinheiro brasileiro. Há, sim, chance de o Cyclone-4 só mandar ao espaço satélites brasileiros e ucranianos. Mas nem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que opera o programa de satélites do Brasil, tem planos para contratar o foguete, que oferece mais capacidade do que a exigida pelos projetos de satélites desenvolvidos no país.

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Offline Geotecton

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #82 Online: 08 de Janeiro de 2013, 22:07:54 »
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ALCANTARA - Atraso emperra projeto espacial
[...]
No campo geopolítico, a ACS não está autorizada a lançar sequer um artefato ao espaço com componente fabricado nos Estados Unidos, pela ausência de um acordo de salvaguarda tecnológica entre Brasil e EUA, barrado no Congresso em 2002, principalmente por força do PT, à época o principal partido de oposição ao governo Fernando Henrique. E cerca de 90% de todos os satélites em operação, hoje, têm componentes americanos.
[...]

O castigo vem na garupa do cavalo.

Ou, neste caso, como 'carga inútil de foguete'.

E fod...-se o Brasil por causa da caterva!
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Re:Indo para o espaço
« Resposta #83 Online: 23 de Janeiro de 2013, 07:30:32 »
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AEB - Lançado o Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012 - 2021
O novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) está pronto. O documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021.

O novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) está pronto. O documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021. No novo PNAE, o aumento da participação da indústria nacional e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas são as principais metas. A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Segundo o presidente Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, o documento é produto de estudos realizados pela AEB. “Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes”, conta. Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

“Acreditamos que o documento servirá como apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”, afirma o presidente da AEB. De acordo com José Raimundo Coelho, é preciso atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do país. “Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira”. Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, “indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica”. Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

No novo documento busca-se, até 2016, concluir e consolidar diversos projetos em andamento, destacando-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), do satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, busca-se o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

2013 – Este ano será importante para o Programa Espacial Brasileiro. O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3 será lançado. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Ainda em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado em Alcântara (MA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas. “Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos”, conta o presidente da AEB.

A formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro será fortalecida em 2013. “Queremos, por meio do programa Ciências sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação levar estudantes brasileiros para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses países para o Brasil. Dessa forma, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado”, completa o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

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Offline Geotecton

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #84 Online: 25 de Janeiro de 2013, 22:37:15 »
Blá-blá-blá...
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Re:Indo para o espaço
« Resposta #85 Online: 12 de Junho de 2013, 07:38:21 »
Isso é novidade.... :P

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Programa de lançadores sofre escassez de investimento


O programa brasileiro de lançadores também sofre com a falta de investimentos. Segundo o Valor apurou, os recursos que estavam previstos no PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) para os foguetes em 2013 ainda não foram liberados. Os foguetes VLS Alfa e VLS Beta, por exemplo, que tinham R$ 19 milhões planejados, não receberam nada até agora.

No VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), dos R$ 25 milhões programados, chegaram somente R$ 10 milhões. O VLS-1 recebeu R$ 16 milhões, de um total de R$ 45,7 milhões previstos no orçamento do PNAE. Os voos de qualificação do foguete, que estavam previstos para o primeiro trimestre de 2014, foi replanejado para entre 2016 e 2017.

Para tentar resolver o problema, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, disse que propôs em parceria com o ministro da Defesa, Celso Amorim, reformulação do orçamento previsto para o desenvolvimento de foguetes no PNAE. O ministro admite que existe um déficit e que a revisão dos valores de investimento é necessária. "Necessitamos de um pouco mais de investimento para dar prosseguimento aos projetos. Já estamos negociando os novos valores com os órgãos financeiros do governo", disse. Segundo ele, a proposta que será levada à presidente Dilma prevê um valor de R$ 293 milhões para a qualificação do VLS-1 e do VLM. No PNAE, os dois projetos têm recursos previstos da ordem de R$ 270 milhões.

O pedido de revisão já foi assinado pelo ministro, que aguarda apenas a assinatura de Amorim, para encaminhar a exposição de motivos à presidente Dilma.

O volume reduzido de aportes em projetos como o VLS e o VLM, segundo o Valor apurou, também já afeta as empresas fornecedoras do programa espacial que, devido à falta de contratos e de novos projetos, estão fazendo demissões. Este é o caso das empresas Orbital, Mectron e Equatorial.

A reformulação do orçamento ao programa de lançadores, de acordo com o ministro, foi proposta pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em conjunto com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), órgão responsável pelo desenvolvimento dos foguetes do programa espacial. Para dinamizar ainda mais o processo de domínio do Brasil na área de lançadores de satélites, o governo incentiva a formação de uma empresa integradora de lançadores, a exemplo do que foi feito com a Visiona, na área de satélites.

A Visiona, criada a partir de uma associação entre a Telebrás (49%) e a Embraer (51%), tem como foco o programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O primeiro satélite, que está sendo adquirido de fornecedores externos, está previsto para ser lançado entre o fim de 2014 e início de 2015.

O ministro disse que empresas como a Odebrecht já teriam manifestado o interesse em participar de uma composição empresarial na área de lançadores, assim como a Avibras.

"Seria uma formulação empresarial com diferentes acionistas, inclusive uma empresa internacional, mas a articulação do programa continuaria nas mãos do DCTA." Entre as empresas internacionais interessadas, o ministro citas as europeias Astrium e Avio. (VS)

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #86 Online: 22 de Julho de 2013, 07:49:26 »
Nada como um dia depois do outro...
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Dilma negociará participação dos EUA em Alcântara
Está na agenda de negociações da doutora Dilma com o companheiro Obama o tema da participação americana na base de lançamento de foguetes de Alcântara. Até 2000 os Estados Unidos mostraram interesse em operar na privilegiada localização da base, pela sua proximidade da linha do Equador. A FAB não gostava da ideia de criação de áreas restritas em seu território. À época, o PT foi um feroz adversário da iniciativa. Eleito, Lula matou a conversa.

O projeto de Alcântara é de 1983, já consumiu R$ 400 milhões, matou 21 cientistas e não serviu para lançamento relevante. Atualmente, patina numa parceria com a Ucrânia. (O programa espacial americano foi à Lua e a Marte, mas só matou 24 pessoas e um macaco.)

Pode ser boa ideia, mas vale lembrar que nos anos 50, quando JK permitiu que os Estados Unidos montassem uma base de rastreamento de mísseis em Fernando de Noronha, a charanga nacionalista assegurava que a operação resguardaria a soberania nacional na ilha.

Por baixo do pano, aceitaram um documento americano pelo qual alguns equipamentos ficariam fora da área de acesso dos brasileiros. Com isso, um oficial brasileiro foi barrado ao tentar entrar numa sala. Quando o ministro da Guerra Henrique Lott quis empunhar uma causa nacionalista em torno da proibição, o caso foi ao Estado-Maior do Exército, e o coronel encarregado do assunto respondeu:

“Tais restrições foram aceitas por Vossa Excelência.”

Ele se chamava Ernesto Geisel.


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Re:Indo para o espaço
« Resposta #87 Online: 22 de Julho de 2013, 09:57:30 »
Isso ainda depois do escândalo de espionagem...
"O crime é contagioso. Se o governo quebra a lei, o povo passa a menosprezar a lei". (Lois D. Brandeis).

Offline Diegojaf

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #88 Online: 22 de Julho de 2013, 13:57:01 »
Isso ainda depois do escândalo de espionagem...

Já disse, somos uns bundões...
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #89 Online: 19 de Agosto de 2013, 07:50:03 »
Lamentável.

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Há dez anos, explosão parou projeto espacial

Há dez anos, o motorista Vilson Sérgio tem dificuldade de comemorar o aniversário. Na quinta-feira, quando fará 42 anos, vai lembrar do susto ao ouvir a explosão na Base Militar de Alcântara. O acidente, o pior da não muito longa história espacial brasileira, matou 21 engenheiros e técnicos, alguns conhecidos de Sérgio, que nas horas vagas trabalha como taxista na pequena cidade maranhense.

“Nos dois primeiros anos não consegui fazer nada”, conta. Uma década depois, a torre do Veículo Lançador de Satélites (VLS), que explodiu no acidente, foi reconstruída. Mas, nesse período, o Brasil não conseguiu levar adiante o que as vítimas morreram tentando fazer.

Pouco se sabe ainda hoje sobre o que levou o VLS a explodir três dias antes da data marcada para o seu lançamento. As teorias conspiratórias são várias, incluindo a aposta em uma sabotagem estrangeira. De concreto, sabe-se apenas que a ignição do foguete acendeu sozinha enquanto 21 pessoas faziam os últimos ajustes. A investigação da Aeronáutica conseguiu chegar apenas até aí – além de garantir que não houve sabotagem.

A nova torre ficou pronta na metade de 2012. Até agora, no entanto, apenas um teste foi feito, de integração com um modelo de VLS. De acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), neste ano será feito outro teste, de integração da parte elétrica com o foguete de um VLS. A agência garante que o Brasil tem tecnologia para desenvolver o veículo.

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, no entanto, é bem mais pessimista. Classifica a torre de Alcântara como “um monumento a qualquer coisa”. “É uma torre de lançamento sem lançador para lançar. Faz dez anos do fracasso do último lançamento e não sabemos quanto teremos outro VLS ou para quê”, diz. Na base, visitada pelo Estado há duas semanas, a torre do VLS permanece silenciosa. Nada, a não ser a paisagem, lembra a tragédia. Reconstruída praticamente no mesmo lugar do acidente, fica hoje mais isolada. Dez anos depois, o programa espacial brasileiro também parou no tempo. A própria AEB admitiu ao Estado que não conseguiu recuperar o conhecimento que se foi com os 21 técnicos e engenheiros e investe hoje em concursos e parcerias com o setor privado. O ex-ministro Amaral afirma que o impacto é irrecuperável. “Não se recuperam vidas nem os saberes que se foram com eles.”

Ucrânia. A solução para o uso da base, encontrada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi um acordo com a Ucrânia para explorar o mercado comercial de lançamentos de satélites usando um foguete desenvolvido naquele país, o Cyclone-4. Uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Space (ACS), foi criada para isso e, enquanto os ucranianos desenvolviam o foguete, o Brasil construía um novo centro de lançamento em Alcântara para o projeto.

Hoje, as obras da ACS estão paradas. Desde março, os mais de 1,5 mil funcionários foram demitidos e a maior parte do maquinário, alugada ou devolvida. Alegando que a Ucrânia não estava colocando sua parte nos recursos, o Brasil também suspendeu o investimento.

Agora, o governo brasileiro começa a renegociar o uso da base com os Estados Unidos. A intenção dessa nova conversa é fazer uma espécie de aluguel da base – começando com os americanos e depois passando a oferta a outros países.

Para o Brasil, hoje, a base não traz nenhum benefício. Nem mesmo para as famílias dos mortos que, até agora, não tiveram o prazer de ver que o esforço feito por eles, dez anos atrás, teve algum resultado.

FONTE: Estadão



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Re:Indo para o espaço
« Resposta #90 Online: 06 de Novembro de 2013, 09:00:56 »
Enquanto isso, na Índia...
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Índia lança sua primeira missão a Marte

A Índia lançou nesta terça-feira (5) sua primeira missão ao planeta Marte, um ambicioso projeto que só Rússia, Estados Unidos e Agência Espacial Europeia conseguiram com sucesso, informou o órgão espacial indiano em seu site.

O primeiro lançamento interplanetário do país asiático, com custo de US$ 73 milhões, estava previsto para as 14h38 locais (7h08 de Brasília) no Centro Espacial Satish Dhawan em Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh, sul do país.

A aeronave Mangalyaan – veículo de Marte – de 1,35 toneladas ficará na órbita terrestre até 1º de dezembro quando começará sua viagem de 300 dias até o planeta vermelho. O módulo espacial deve chegar a Marte no dia 24 de setembro de 2014, após percorrer 400 milhões de quilômetros.

O veículo que orbitará ao redor do planeta vermelho leva cinco instrumentos para estudar a superfície, a topografia e a atmosfera de Marte, e vai se concentrar na busca de metano.

“Orbitar Marte é um desafio por si só”, disse ao jornal local “The Times of India” o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, sigla em inglês), K. Radhakrishnan, que acrescentou que haverá “missões maiores depois”.

A Índia comemorou no ano passado 50 anos do início de seu programa espacial. Seu primeiro lançamento foi em 1975, quando enviou ao espaço o satélite Arybhatta, utilizando um foguete russo. Desde 1999, a ISRO, através de seu braço comercial, também coloca em órbita satélites estrangeiros.

A Índia, que enviou em 2008 sua primeira sonda lunar, tem planos de lançar em 2016 sua primeira missão espacial tripulada.

FONTE: G1

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #91 Online: 29 de Maio de 2014, 07:18:45 »
Só para ressuscitar...
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AEB - NANOSSATÉLITE já está na RÚSSIA para ser lançado lançado em Junho


O primeiro cubesat nacional, o NanosatC-Br1, já está em território russo de onde tem lançamento programado para o próximo dia 19 de junho da base de Yasny.

Até a semana passado o satélite de pequeno porte estava na cidade holandesa de Delft, onde foi submetido aos últimos testes antes de ser acondicionado no módulo no qual vai ao espaço juntamente com outros 12 cubesats em lançamento simultâneo.

Antes de ser enviado à Holanda o satélite também passou por uma bateria de testes no mês de março no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).

Desenvolvido com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB), o NanosatC-Br1é um dos quatro artefatos nacionais de pequeno porte programados para ir ao espaço este ano. No segundo semestre está previsto o lançamento dos satélites AESP-14, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com apoio do Inpe; do Serpens, cuja montagem envolve diversas universidades coordenadas pela AEB, e do CanSat  Tancredo-1, produzido por alunos da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, de Ubatuba (SP), com a orientação do Inpe.

Compõem as três cargas do Br1 um magnômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul (RS), e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #92 Online: 03 de Setembro de 2014, 08:45:32 »
De vez em quando aparece alguma coisa boa.

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Brasil lança com sucesso primeiro foguete nacional com combustível líquido

Movido a etanol, VS-30 coloca o país no grupo que domina tecnologia própria para veículos espaciais
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O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou com sucesso o lançamento do foguete VS-30 V13. O voo do veículo que teve como carga útil ativa um motor L5 movido a combustível líquido ocorreu às 23 horas e 02 minutos desta segunda-feira (1/9).

Este foi o 13º voo do VS-30 e durou 3 minutos e 34 segundos, até que o veículo alcançasse a área de segurança prevista.

Lançamento VS-30 combustível líquido - Na operação foi verificado o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor L5 durante os 90 segundos previstos”, afirma o Coronel-Aviador Avandelino Santana Júnior, Coordenador Geral da Operação Raposa.

Clique aqui para acessar arquivo em mp3 com a entrevista e entender as vantagens do combustível líquido em relação aos propulsores sólidos.

Durante o voo também foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

De acordo com coordenador, o lançamento previsto para ocorrer na última sexta-feira (29) foi adiado para que as equipes verificassem um problema de pressurização no sistema de abastecimento do veículo. “Após os ensaios realizados no final de semana, decidimos transferir as atividades para o período da tarde desta segunda, culminando com o lançamento noturno a fim de solucionar dificuldades de abastecimento do Estágio Propulsivo Líquido (EPL) com oxigênio líquido. Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido”, explica o Coronel Santana Júnior.

Lançamento VS-30 combustível líquido - Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Cesar Demétrio Santos o lançamento desta segunda-feira representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Demos um passo essencial visando a operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”, afirma o diretor. Leia aqui mais sobre o Centro de Lançamento de Alcântara.

Operação Raposa – A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e contou com o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB).

O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) que responde pela verificação da calibração dos instrumentos.

A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.


Offline Diegojaf

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #93 Online: 03 de Setembro de 2014, 09:31:13 »
Eu racho de rir com o excesso de siglas que os militares usam... :lol:


Muito boa a notícia. Quando não tem sabotagem, a coisa sai. ::)
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Offline Dr. Manhattan

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #94 Online: 03 de Setembro de 2014, 09:55:37 »
Finalmente o Brasil está investindo em foguetes de combustível líquido. Nunca entendi direito porque se perdeu tanto tempo com combustível sólido*, que é inerentemente mais perigoso, além de ser menos flexível que o líquido.


*Quero dizer, tirando o fato de que os militares nos anos 70 desejavam um vetor para bombas nucleares - combustível sólido é melhor nesse caso, pois o míssil  pode ser mantido sempre de prontidão, enquanto o de combustível líquido tem que ser abastecido primeiro.
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Offline Derfel

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #95 Online: 03 de Setembro de 2014, 10:01:22 »
interessante é que o combustível éa base de etanol

Offline Dr. Manhattan

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #96 Online: 03 de Setembro de 2014, 10:04:23 »
interessante é que o combustível éa base de etanol

Que eu saiba, a V2 também: O2 líquido e etanol. Para jogar seriamente coisas em órbita, o ideal é H2 líquido + O2.
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Alan Watts

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #97 Online: 25 de Setembro de 2014, 07:27:57 »
Enquanto isso....
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A Índia chegou a Marte!



A Índia acaba de se tornar o primeiro país asiático a colocar um satélite em órbita de Marte. E o primeiro país do mundo a conseguir isso na primeira tentativa. Num evento eletrizante transmitido ao vivo pela internet, o mundo acompanhou a inserção orbital bem-sucedida da sonda MOM (sigla para Mars Orbiter Mission) no fim da noite desta terça-feira (23).

Com isso, os indianos conseguiram bater seus rivais locais, China e Japão, no estabelecimento de um artefato em órbita do planeta vermelho. Ambos já haviam lançado espaçonaves com esse objetivo, mas a japonesa Nozomi falhou na inserção em sua rota interplanetária, em 1998, e a chinesa Yinghuo-1 sofreu com a falha de um foguete russo que a levaria a Marte, junto com a sonda russa Fobos-Grunt, em 2011.

A MOM, também chamada informalmente de Mangalyaan (algo como “nave marciana”, em sânscrito), é sem dúvida o maior sucesso do pujante programa espacial indiano, que já enviou uma espaçonave em órbita da Lua com sucesso, tem seus próprios lançadores e centros de lançamento, assim como a capacidade técnica para produzir satélites científicos de alto nível e a ambição de desenvolver um programa tripulado.

A missão marciana foi orçada em cerca de US$ 74 milhões — uma ninharia, em termos de projetos de exploração interplanetários. Sem dúvida é algo que nós, brasileiros, poderíamos estar fazendo, se houvesse determinação e visão em nosso próprio programa espacial. E o entusiasmo que um projeto desses produz certamente trará resultados importantes para a Índia, estimulando mais pessoas a buscar carreiras na ciência e na indústria aeroespacial. Sem falar no prestígio internacional.

“Inovação envolve risco. Somente se aceitarmos o risco, teremos sucesso”, disse o primeiro-ministro Narendra Modi, logo após a confirmação do sucesso, direto do controle da missão. “Nós assumimos esse risco.”

Mas, claro, nada disso aliviou a tensão momentos antes da confirmação da inserção orbital.

Meia hora nervosa

Uma primeira salva de palmas efusiva aconteceu exatamente às 23h. O disparo dos motores foi confirmado. E então a pequena MOM se escondeu atrás de Marte, com o planeta vermelho bloqueando o sinal da sonda captado na Terra. O “blecaute” durou por 24 minutos. Longos 24 minutos de tensão. Se tudo corresse bem, o fim do voo propulsado, com a consequente inserção orbital, aconteceria coisa de três minutos antes do fim do silêncio de rádio. Os engenheiros da ISRO (Organização de Pesquisa Espacial Indiana, a Nasa da Índia) esperaram. Esperaram e esperaram.

Então, às 23h30, a mais entusiástica salva de palmas confirmou o retorno do sinal. Manobra bem-sucedida. A MOM estava capturada numa órbita em torno de Marte!

A sonda indiana se junta a outras quatro espaçonaves atualmente operando em torno do planeta vermelho — as antigas Mars Odyssey (EUA), Mars Express (Europa) e Mars Reconnaissance Orbiter (EUA), e a recém-chegada Maven (EUA).

Com cinco instrumentos, os indianos farão imagens da superfície marciana e analisarão a composição da atmosfera, procurando nela sinais de metano — gás possivelmente ligado a atividade biológica. Para os íntimos, vida. A exploração de Marte fica mais entusiasmante a cada dia!

Parabéns à Índia pelo incrível sucesso!


Offline Lorentz

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #98 Online: 25 de Setembro de 2014, 09:46:24 »
Eu racho de rir com o excesso de siglas que os militares usam... :lol:


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Offline Pregador

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Re:Indo para o espaço
« Resposta #99 Online: 25 de Setembro de 2014, 10:01:59 »
Eu fiquei muito satisfeito pela Índia ter conseguido colocar um satélite na órbita de Marte, ainda mais com um custo extremamente baixo. Além de ser um país em desenvolvimento, eles tem muito a ensinar as outras potencias espaciais como otimizar os recursos.

Nesta situação que a gente percebe que um país como o Brasil teria todas as condições de fazer coisas semelhantes e até mais. O pior é que o problema não é nem dinheiro, que normalmente é o mais difícil...
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