Autor Tópico: Potência militar  (Lida 80735 vezes)

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Offline André Luiz

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Re: Potência militar
« Resposta #50 Online: 14 de Setembro de 2009, 08:30:38 »
A França participou tambem das intervençoes na antiga Iugoslavia e na tempestade no deserto

Offline Carta IX

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Re: Potência militar
« Resposta #51 Online: 14 de Setembro de 2009, 12:52:08 »
A França participou tambem das intervençoes na antiga Iugoslavia e na tempestade no deserto
... é, a fita delas também tá bem queimada.

Càspita, os aviões podiam ser canadenses de uma vez :P
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Offline André Luiz

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Re: Potência militar
« Resposta #52 Online: 15 de Setembro de 2009, 08:47:36 »
Achei esta entrevista legal, o sujeito é um dos principais estrategistas brasileiros

Citação de: [url=http://][/url]
F-X2: entrevista de Salvador Raza ao Estadão

Em um bater de continência, o Ministério da Defesa anunciou que o Brasil vai gastar R$ 32,5 bilhões na compra de 36 caças, 4 submarinos, 51 helicópteros e tecnologia para se construir uma base, um estaleiro e um submarino de propulsão nuclear. É um dos maiores contratos do gênero no mundo, tudo para reaparelhar as Forças Armadas de um Brasil que se pretende grande - não apenas em tamanho.

A parte mais visível desse negócio estratosférico revelou-se segunda-feira, com a visita nada desinteressada do presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante os festejos do 7 de Setembro, em Brasília. Sarkozy deixou a primeira-dama, Carla Bruni, em casa para oferecer ao colega Luiz Inácio Lula da Silva uma outra sorte de avião: os caças Rafale, da empresa francesa Dassault.

Embora mais caros, menos testados e preteridos em concorrências similares, os Rafales voaram rapidamente ao topo da preferência presidencial. E, quando Lula precipitou-se ao sinalizar que a compra já estava acertada, uma nota do Ministério da Defesa correu para retificar o fato - antes que ações legais dos demais concorrentes, os EUA, com seu caça Super Hornet, e a Suécia, com o Gripen NG, melassem o acordo bilionário.

Para Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), a opção pelo Rafale é um “mau negócio” que só se justifica por razões literalmente profundas: a transferência de tecnologia francesa para a construção de um submarino nuclear brasileiro.

“O que dará dimensão estratégica ao Brasil será o submarino, não os aviões”, sustenta esse paulista de Ibitinga, de 53 anos, capitão de mar e guerra da reserva da Marinha, que divide seu tempo entre o Cetris, seu think tank em Campinas, e a cadeira de professor da National Defense University, o braço acadêmico do Pentágono em Washington.

Em um contexto de animosidades crescentes na América do Sul, Raza defende a necessidade de um acordo que não só recupere a capacidade de operação das Forças Armadas brasileiras, mas garanta acesso à tecnologia para que o País marche adiante com suas próprias pernas.

Faz sentido para o Brasil, com tantas outras carências, gastar R$ 32,5 bilhões em um acordo de compra de equipamento militar?

Sim. O que esse dinheiro vai comprar não é aço, avião ou pedaços de um submarino. Vamos adquirir status de potência regional de fato. O acordo faz com que o Brasil mude de patamar em seu entorno estratégico. Esse valor, diluído ao longo de 20 anos, é perfeitamente custeável. E o dinheiro voltará multiplicado em forma de investimentos em infraestrutura, energia, etc. Estamos comprando também capacidade dissuasória. Para que, no raciocínio de um potencial agressor estrangeiro, os custos possíveis não compensem os ganhos prováveis.

A defesa da Amazônia e da riqueza do pré-sal tem sido evocada para justificar a compra, mas a ideia de reaparelhamento é de 1994, não?

De antes, até. Os primeiros planos de reaparelhamento no Brasil são da década de 70. O que aconteceu agora foi que demos um salto, alicerçado pela Estratégia Nacional de Defesa. Essa estratégia está cheia de furos, mas tem um mérito: alavancou esse salto.

Uma interpretação das razões da suposta preferência brasileira por um acordo com a França diz o seguinte: diante da dependência de Colômbia e Peru em relação aos EUA e dos acordos da Venezuela com Rússia e Irã, o Brasil procura equilibrar o jogo na América do Sul ao se aproximar de uma terceira potência ocidental. É isso? Bobagem, não é assim que funciona. Esses alinhamentos não são pautados dentro de uma lógica política pensada. São muito mais tempestivos. A relação da Colômbia e do Peru com os EUA é motivada por interesses comuns. Mas a da Venezuela com a Rússia, não - representa, antes, um desejo de potência específico do governo Chávez. Acho que o presidente venezuelano foi muito inflado, sobrevalorizado. O que estamos vendo hoje na América Latina não são polarizações reais, mas uma multiplicidade de arranjos dinâmicos. Um país se alinha hoje com os EUA, amanhã com a China,volta aos EUA, e assim vai.

Quem tem as melhores Forças Armadas na América do Sul hoje?

A força mais bem estruturada é a colombiana. A chilena vem em seguida. Outras que tinham certa pujança, como a Argentina, caíram violentamente. O Brasil deixou sucatear seus meios, mas tem diferencial por ser um país grande. Mas precisa se atualizar. O problema é que ainda não temos um bom projeto de força.

O ministro Nelson Jobim tem dito que a compra de armamento ocorre no contexto de um projeto de reformulação das Forças Armadas. Ocorre que esse projeto não foi bem desenhado. Ele é um arremedo, tem deficiências metodológicas e processuais enormes. Mas pelo menos mandou uma mensagem e alavancou as compras para essa potencialização do País. Uma reforma de fato tem que começar pela introdução de uma visão de defesa mais moderna em nossas escolas militares.

No afã de evitar a supremacia americana, o Brasil corre o risco de acabar dependente da França?

Não. Os próprios americanos, quando montam seus navios modernos, usam sistema de direção australiano, peças canadenses… Há contribuições de vários países. A relação com a França obviamente cria um alinhamento tecnológico. Mas o Brasil é maduro o suficiente para evitar a dependência. Isso desde que haja um prazo mínimo de troca de tecnologia de dez anos. Se for menor estamos roubados, pois não teremos tempo de aprendê-la.

Terça-feira, Christian de Boissieu, membro do Conselho Econômico de Defesa francês, disse à revista ‘Le Point’ o seguinte: mesmo que o Brasil construa seu Rafale um dia, quando isso ocorrer a França já ‘terá passado ao avião do futuro’. Ele está errado. Boissieu não conhece o Brasil suficientemente, nem sabe que já estamos desenhando o avião after next. Já começamos a projetar o pós-Rafale. O assunto é confidencial, mas participei de estudos para essa próxima geração de jatos. Já se pensa até no modelo de empresa que eventualmente vai suceder a Embraer. Somos hoje mais sofisticados do que à época em que De Gaulle disse que o Brasil não era sério. Mas, para que isso se concretize, é preciso acelerar nossa maturação tecnológica. Aí entra o papel das nossas agências de fomento, Faperj, Fapesp, CNPq, Capes, Finep, que devem incentivar a pesquisa e formar cérebros.

Um ponto obscuro do acordo militar diz respeito à participação da empreiteira Odebrecht, sem licitação. Isso se justifica?

É muito inusual. A não ser que a Odebrecht tivesse uma competência exclusiva para a tarefa, o que não é o caso. Cabe ao TCU (Tribunal de Contas da União) avaliar se houve alguma interferência política.

O presidente Lula se precipitou ao anunciar o acordo com a França?

Foi uma precipitação, que causou um constrangimento na Força Aérea. Eles estavam se preparando para liberar a informação mais adiante. E a versão agora é: o presidente Lula não disse que íamos comprar, mas que as negociações continuavam, com ênfase no Rafale. A declaração do Ministério da Defesa foi oportuna, necessária e emergencial, para evitar ações legais por parte dos prejudicados.

Do ponto de vista técnico, quais as vantagens e desvantagens dos caças oferecidos pelos EUA, pela Suécia e pela França?

O Hornet, americano, é um avião testado em combate que tem tecnologia madura, com integração de sistemas em nível bem elevado. É o caça dos sonhos dos pilotos, o herdeiro do mitológico F-15. Problema: depende muito de sistemas de terra, que chamamos de C4, que o Brasil ainda não tem - embora a estratégia nacional de defesa diga que teremos. O Gripen, da Suécia, cumpre bem as missões, tem bom desempenho, mas terá dificuldade de integração com sistemas de controle de terra não convencionais. É o mais barato dos três. Já o Rafale, da França, fica no meio do caminho. O ambiente de combate para o qual foi desenhado não tem a dimensão continental do Brasil. Impressiona pelo poder de fogo. Entretanto, é o mais caro.



Por que a preferência pelo Rafale, que além de mais caro é tido como um fracasso de venda no mercado mundial?

A opção Rafale é ruim do ponto de vista técnico, operacional e tático. É um mau negócio, em minha opinião. E a melhor alternativa seria o caça americano, desde que o pacote de transferência de tecnologia fosse bem negociado. Se não, o Gripen. O Rafale ficaria em terceiro. Mas, para além do marketing político forte que a França fez, com sucesso, a verdade é que tudo - preço, modelo - é menos importante que a cereja do bolo do acordo: o submarino nuclear.

Como assim?

O grau de dificuldade de se construir um submarino nuclear é muito superior ao da incorporação de tecnologia dos caças. E o que dará dimensão estratégica ao Brasil será o submarino, não os aviões. Toda prioridade será dada a isso.

Mas a França já avisou que não vai transferir tecnologia nuclear, só o casco do submarino.

Sim, mas o Brasil já possui um reator nuclear pronto, em Iperó (cidade do interior paulista onde se localiza o Centro Experimental de Aramar, da Marinha brasileira). Será preciso apenas executar adaptações e encaixá-lo ali, como se fosse uma peça de lego. Além disso, teríamos acesso à tecnologia de construção da cabeça de proa do submarino, com os torpedos, que é sofisticadíssima e os franceses também se mostraram dispostos a transferir.

Na quarta-feira, os EUA disseram que vão incluir a transferência de tecnologia na proposta de venda dos Hornets, não podem fazer o mesmo com o submarino?

Os americanos não dariam a (tecnologia) nuclear para a gente. E, mesmo que dessem, o custo do modelo deles é tão alto, e ele está tão acima das nossas necessidades, que não se justifica. Apesar dos processos de compra do submarino e dos caças terem sido conduzidos de maneira independente pela Marinha e pela FAB, a ideia de ser tudo francês de certa forma facilita um acordo futuro. Quer dizer, estamos fazendo errado, mas lá na ponta o erro será minimizado.

Ainda que a transferência de tecnologia dos EUA se restrinja aos caças, há dúvidas por conta da complicada legislação americana - que, entre outras coisas, oferece o ‘necessário’, um conceito vago - enquanto a França fala em ‘transferência ilimitada’. Como garantir que não sejamos logrados?

Eu diria que ambos os pacotes são bons e os riscos são pequenos. As garantias que os EUA estão dando agora são até mais assertivas, porque os critérios já estão definidos pelo Congresso americano: o Brasil diz o que precisa e eles liberam de acordo com a necessidade. No caso da França, ao contrário, a “transferência ilimitada” é ainda uma carta de intenções. De toda forma, o processo está em aberto. A precipitação do presidente tirou a vantagem da França. E abriu brecha para os americanos e os suecos. Agora, caberá ao Congresso decidir. O perigo maior é o Brasil não saber o que quer.

FONTE: Estadão

Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #53 Online: 15 de Setembro de 2009, 12:08:15 »
tem que ver o comparativo... há algum tempo li que eram bem inferiores aos americanos. Acho que a questão é a transferência de tecnologias, que não sei em que termos se dará
Se for incluir ética no negócio, eu pessoalmente vetaria compras de alguns lugares, incluindo EUA e Rússia.

Ao menos a França tem uma história recente mais ou menos pacífica. A última guerra foi a 2ª GM e mesmo assim dá pra dizer que foi defensiva.

(Se for analisar pela história geral, bom, só Ctrl+S e mais ninguém salva).

Mas não sei se essa questão é levada em conta, educadamente recusando vendas de países bélicos...
A última guerra da França foi na Indochina, que depois os EUA herdaram (Vietnã)

Offline Skorpios

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Re: Potência militar
« Resposta #54 Online: 15 de Setembro de 2009, 13:02:30 »
Citar
Forte
   
Ter, 15 de Setembro de 2009 12:13

A atualização das Forças Armadas já vem tarde; o país precisa dela para assumir seu lugar de potência emergente.
Benjamin Steinbruch*

As tentativas de equipar as Forças Armadas brasileiras já foram, no passado, motivo de pilhéria. A compra do porta-aviões Minas Gerais, por exemplo, no governo Juscelino Kubitscheck, inspirou até uma famosa música de Juca Chaves, nos anos 50. Esse assunto, porém, exige seriedade absoluta.

Um país continental como o Brasil, com enorme fronteira, grande parte na Amazônia, e com uma costa de 7.367 km de extensão, tem a obrigação de se armar, independentemente de projetos como o pré-sal. Na semana passada, em pleno Dia da Independência, o país ficou sabendo de um amplo acordo militar feito com a França. Os franceses fornecerão 50 helicópteros, 5 submarinos, inclusive um nuclear, e, possivelmente, 36 caças supersônicos.

Pelo que foi publicado, as compras brasileiras poderão atingir R$ 32 bilhões. Embora o negócio ainda não esteja fechado no caso dos caças, a informação da venda provocou um verdadeiro frenesi na imprensa francesa, porque a Dassault, fabricante dos aviões, depende muito desse negócio para manter sua operação.

Não tenho a pretensão de discutir escolhas de caças ou de qualquer outro equipamento militar. Essa decisão é técnica e cabe às Forças Armadas, que têm militares de alta patente muito bem qualificados. Por qualquer ângulo que se olhe, porém, fica claro que as aquisições anunciadas representam uma necessidade premente para o país.

É impossível manter a vigilância da enorme fronteira amazônica sem aviões que possam percorrer grandes distâncias rapidamente. Daí, a necessidade dos caças, cuja aquisição é uma novela que se arrasta há dez anos. Enquanto o assunto permanece sem solução, a FAB (Força Aérea Brasileira) tenta cumprir suas obrigações com uma frota obsoleta, com idade média de quase 40 anos -metade dos 700 aviões não pode levantar voo por falta de peças.

Também não há como proteger o mar territorial brasileiro, numa extensão de 4,5 milhões de km2, sem a incorporação de submarinos e a modernização geral da Marinha. As descobertas do pré-sal aumentaram as responsabilidades da Marinha na proteção de plataformas que custam bilhões de dólares.

Um país como o Brasil, historicamente pacífico, não se arma por razões bélicas. Deve fazê-lo, antes de tudo, para exercer sua natural posição hegemônica no continente latino-americano. O país está sendo diariamente chamado a assumir esse papel em casos que vão do manejo do complicado relacionamento entre Hugo Chávez e a Colômbia até o auxílio a outros países. O presidente Mauricio Funes, de El Salvador, por exemplo, esteve em Brasília para pedir um pacote de cooperação bilateral de US$ 800 milhões para a formulação do sistema de transporte urbano de seu país. Seria sinistro se um país em processo de ascensão a potência econômica não tomasse iniciativas para se tornar apto a defender seu próprio território. O Brasil deve apressar a modernização de seus equipamentos militares.

As Forças Armadas não são importantes apenas para a defesa. Elas auxiliam o país na formação de tecnologia e de pessoal especializado em áreas muito sensíveis. E exercem também um papel social, porque são grandes formadoras de jovens e bons cidadãos. A atualização das Forças Armadas, portanto, já vem tarde. O país precisa dessa modernização para assumir de fato a sua condição de potência emergente em todos os aspectos. Para ser grande é preciso pensar grande. E para ser forte lá fora é preciso ser forte aqui dentro.

*BENJAMIN STEINBRUCH, 56, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp.


http://defesabrasil.com/site/noticias/defesa/forte.php
Se você agir sempre com dignidade pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

Millôr Fernandes

Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #55 Online: 15 de Setembro de 2009, 15:57:53 »
Si vis pacem, para belum.

Offline Carta IX

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Re: Potência militar
« Resposta #56 Online: 15 de Setembro de 2009, 20:16:12 »
Si vis pacem, para belum.
[latinista chato pra caralho]
Latim não diferencia u/v, use "vis" e "belvm" ou "uis" e "belum" :P
[/latinista]
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Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #57 Online: 15 de Setembro de 2009, 20:38:11 »
Tem razão... :hihi:
Talvez o certo seria "Si vis pacem, para belvm", não é? Acho que o "u" é posterior, na idade média. Ou estou enganado?

Offline Carta IX

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Re: Potência militar
« Resposta #58 Online: 15 de Setembro de 2009, 21:42:07 »
Tem razão... :hihi:
Talvez o certo seria "Si vis pacem, para belvm", não é? Acho que o "u" é posterior, na idade média. Ou estou enganado?
(É bem off-topic, eu sei :P )

A divisão em si é muito posterior. Os romanos usavam V/I ou U/J de acordo com o meio em que escreviam: em pedras, é mais fácil formas pontiagudas; em manuscrito, formas arredondadas.

Na Idade Média, os escritores resolveram usar V/J para iniciais e U/I para meio de palavra, não só no latim como em outras línguas (ex: Shakespeare escrevia haue e vpon). Por estilo, mesmo.

Acho que foi na Renascença que atribuiram "V" e "J" = "o que era /u/ e /i/ no latim mas não é mais nas neolatinas". E passaram o costume pro latim. Tanto que você vê escreverem "invulgare" (o que não é do povo), mas ao mesmo tempo "equus" (cavalo, "éguo") - sendo que foneticamente os dois são iguais.

Como um romano escreveria? SI·VIS·PACEM·PARA·BELLVM - sem pontuação, com pontos no lugar dos espaços, e apenas em maiúsculas. Dá pra ver exemplos em pixações da época - http://pipocaglobal.blogspot.com/2009/04/graffiti.html (veja os de Pompéia).

Pra escrever latim hoje em dia, boa parte dos latinistas desaconselha diferenciar U/V e J/I - é latim, e não neolatina, oras :D . Alguns, como o Miguel Barbosa, usam V maiúsculo e u minúsculo. Acho que os únicos que defendem a diferenciação pra escrever latim são os padres da ICAR, mas não levo a sério alguém que pronuncia "manhum tchelum" no lugar de "magnum caelum" e acha que isso é latim O.o
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Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #59 Online: 15 de Setembro de 2009, 22:19:35 »
Gostaria de ter aprendido latim, mas não tive oportunidade... Só faço uma ressalva: o latim estudado pelos latinistas é uma língua congelada no tempo, dos tempos de Cícero, e meio irreconhecível pelos próprios romanos mais tardios, do fim do império, só usado para documentos oficiais, algo como acontece hoje na Grécia com a katharevoúsa e o demótico. Ainda que o latim não seja lá muito vivo na ICAR, pelo menos é a língua oficial do Vaticano, usado em documentos oficiais e no rito romano, e usado por muito tempo e de forma mais corriqueira no passado nem tão remoto assim. Daí a forma diferente da pronúncia e a diferenciação do U/V e do J/I, uma evolução linguística. O próprio português não deixa de ser uma espécie de "patois" do latim, não é mesmo?

EDIT: um tópico sobre linguística seria bem interessante... Eu não poderia contribuir em quase nada, mas iria aprender um bocado! :)

Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #60 Online: 16 de Setembro de 2009, 20:25:16 »
essa compra vai nos dar poder de continuar batendo em quem já podemos bater e continuar apanhando de quem apanhamos hoje,

A argumentação pró compra representa um show de argumentos válidos apenas para quem já concordava com a necessidade de ter os armamentos. Benefícios "claros" como "tornar-se uma potência regional", "ter as armas que precisamos", "atualizar forças armadas para enfrentar os desafios impostos pela posse do petróleo", todos esses "benefícios" são palavras de ordem apenas, porque na verdade não está claro de quem estamos nos protegendo.

Chavez não pode nos fazer nada. Se nos atacasse com seus novos jatos, pode destruir prédios e pontes, mas não pode nos invadir. E ele iria ser retalhado.
Esqueça argentina, chile, colombia, etc.., todos os paises da américa latina, não podem nada contra o brasil.

Se os EUA quiser nos invadir, o que é absolutamente ridículo e improvável dentro do mundo que vivemos hoje, eles iriam invadir e pronto. Um porta aviões destrói nossas defesas, e depois é ocupar com tanques.
 
Transferência de tecnologia? Vão ter que me provar que isso funciona. Vão transferir para quem? Para uma empresa, para um instituto do governo? Se for para uma empresa, quem deixou eles usarem meu dinheiro para fomentar uma empresa? Se for para um instituto do governo, pufff, é inútil. Deveria ser mais claro que raios é esse negócio de transferência de tecnologia.



tem que ver o comparativo... há algum tempo li que eram bem inferiores aos americanos. Acho que a questão é a transferência de tecnologias, que não sei em que termos se dará
Se for incluir ética no negócio, eu pessoalmente vetaria compras de alguns lugares, incluindo EUA e Rússia.

Ao menos a França tem uma história recente mais ou menos pacífica. A última guerra foi a 2ª GM e mesmo assim dá pra dizer que foi defensiva.

(Se for analisar pela história geral, bom, só Ctrl+S e mais ninguém salva).

Mas não sei se essa questão é levada em conta, educadamente recusando vendas de países bélicos...

Estabelecça qualquer critério para definir um país ético e eu o derrubo. Não existe isso...
“If an ideology is peaceful, we will see its extremists and literalists as the most peaceful people on earth, that's called common sense.”

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Offline Diegojaf

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Re: Potência militar
« Resposta #61 Online: 16 de Setembro de 2009, 20:31:40 »
Transferência de tecnologia? Vão ter que me provar que isso funciona. Vão transferir para quem? Para uma empresa, para um instituto do governo? Se for para uma empresa, quem deixou eles usarem meu dinheiro para fomentar uma empresa? Se for para um instituto do governo, pufff, é inútil. Deveria ser mais claro que raios é esse negócio de transferência de tecnologia.
um país ético e eu o derrubo. Não existe isso...

Sei não. Nossas escolas de engenharia das forças armadas possuem os nerds top do país. Creio que no setor público, se existe algum lugar onde tecnologia pode ser desenvolvida, é nas forças armadas...
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #62 Online: 16 de Setembro de 2009, 20:50:06 »
isso poderia ser, mas está previsto a passagem do conhecimento militar francês nas aulas de engenharia? Me parece fora de um contexto acadêmico e meio que isso é esperado da industria, pós formação do aluno.
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Offline Diegojaf

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Re: Potência militar
« Resposta #63 Online: 16 de Setembro de 2009, 20:55:23 »
Mas se vai ser passado para a Aeronáutica, por exemplo, os ultra-mega-top-nerds que lá trabalham, imagino eu, vão ficar tarados pra produzir e desenvolver projetos e conhecimento.

(Digo isso baseado nos nerds de exatas daqui, que são o tipo de nerds que passam lá)
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Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #64 Online: 16 de Setembro de 2009, 21:06:23 »
essa é minha dúvida Diego. Levando em consideração os EUA, o conhecimento está com a aeronáutica americana através das empresas, não por ela mesmo. Isto é, a aeronautica não tem como produzir algo, fazer pesquisa e desenvolvimento, não é uma coisa que se pode resolver com 100 nerds.

Existe toda uma indústria que tem que ser criada, e essa indústria para ser viável vai ter que lutar por contratos mundo afora. O ciclo virtuoso que o governo quer criar não se faz dessa maneira, pode ser talvez a partir desse ato, mas não é suficiente.

Veja o Gripen. Essa empresa sueca está no mercado tentando sobreviver. Vamos conseguir entrar e ser melhor do que eles? Espero que sim. Foi criada a semente para essa industria com esse ato? Até onde foi explicado, não.
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Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #65 Online: 17 de Setembro de 2009, 09:39:34 »
A tecnologia adquirida pode ser usada no CTA, no INPE e na AEB. Também pode ser utilizada no IME e nos estaleiros navais e ensinada também no ITA, além do uso pela Petrobras. Isso só na parte militar e estatal. Também pode ser disponibilizada para a Embraer, para produção de nova geração de caças e aviões comerciais. Também pode ser útil para a Heliobras, tanto na produção de helicópteros militares quanto civis. E não se pode também pensar de uma forma monolítica. A tecnologia pode ser pulverizada e utilizada tanto na tecnologia de informação, metalurgia, automobilística, médica etc. Você provavelmente utiliza muita tecnologia que foi desenvolvida inicialmente para uso militar (a própria internet é um exemplo).

Offline Skorpios

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Re: Potência militar
« Resposta #66 Online: 17 de Setembro de 2009, 10:44:12 »
Só o Godoy para dizer que a coreana Hyundai é japonesa, mas o resto está OK.
Citar
País Terá a Maior Força Naval da América Latina

Mídia : Agência Estado

Data : 13/09/2009

País terá a maior força naval da América Latina

Até 2020, o Brasil terá submarinos, fragatas, navios leves e corvetas, além de mísseis de longo alcance, aviões e helicópteros de última geração

Roberto Godoy – Agência Estado

SÃO PAULO – Até 2020 o Brasil terá a maior e mais poderosa Força naval da América Latina, equipada com submarinos, fragatas, navios leves, corvetas – um volume estimado em 35 unidades –, além de mísseis de longo alcance, torpedos, aviões e helicópteros de tecnologia avançada. A expectativa é de que em 10 anos o primeiro submarino de propulsão nuclear já esteja pronto, e também definido o cronograma de uma segunda unidade.

Haverá uma 2ª Esquadra, na Foz do Amazonas. A 1ª Esquadra fica no Rio. Foi criada na administração do presidente Floriano Peixoto, há cerca de um século. “A Marinha revitalizada será um grupamento articulado e orgânico, destinado a garantir a negação do uso do mar a presenças hostis, ilícitas, e a promover efeito dissuasivo.

Não estamos interessados em projetar poder”, diz o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O novo desenho da Força foi anunciado pelo ministro há duas semanas no Congresso.

O acordo de cooperação militar que os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, formalizaram no fim de semana passado, em Brasília, deu início ao ambicioso programa de reaparelhamento.

O pacote envolve a compra e a produção de quatro submarinos convencionais, da classe Scorpéne, de 1.800 toneladas, mais a parte não nuclear de um modelo de propulsão atômica.

As operações estão associadas à construção de um novo estaleiro e uma base operacional. Essa fase vai custar 6.790.862.142, cerca de R$ 20 bilhões, com desembolso até 2024.

O estaleiro francês DCNS terá como parceiro local o grupo empresarial Odebrecht Engenharia. A entrega do primeiro navio está prevista para 2014.

A próxima etapa do Plano de Equipamento e Articulação (PEA), contempla a compra de seis a oito navios de escolta, fragatas de 6 mil toneladas com desenho que necessariamente incorpore tecnologia de furtividade e permita receber sistemas de armas, sensores e recursos eletrônicos.

A operação é semelhante ao programa F-X2, por meio do qual a Força Aérea está selecionando os novos caças de alta tecnologia.

Os primeiros contatos começaram em 2008. O estaleiro espanhol Navantia, o americano Northrop-Grumman Ship, o japonês Hyundai, o alemão Blohm-Voss e o francês DCNS estão dispostos a participar.

Todos aceitam, embora ainda informalmente, as cláusulas mais sensíveis: a compra de um projeto de navio que esteja em operação, a obrigação de execução no País e a reforma do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro para comportar o empreendimento.

O Comando da Marinha está mantendo o programa de contratação de até 27 navios leves de patrulha. Deslocando 500 toneladas e armados com dois canhões, custam, cada um, R$ 44 milhões. Seis foram encomendados ao estaleiro Inace, do Ceará

http://defesabr.com/blog/index.php/14/09/2009/pais-tera-a-maior-forca-naval-da-america-latina/
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Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #67 Online: 17 de Setembro de 2009, 11:54:53 »
A tecnologia adquirida pode ser usada no CTA, no INPE e na AEB. Também pode ser utilizada no IME e nos estaleiros navais e ensinada também no ITA, além do uso pela Petrobras. Isso só na parte militar e estatal. Também pode ser disponibilizada para a Embraer, para produção de nova geração de caças e aviões comerciais. Também pode ser útil para a Heliobras, tanto na produção de helicópteros militares quanto civis. E não se pode também pensar de uma forma monolítica. A tecnologia pode ser pulverizada e utilizada tanto na tecnologia de informação, metalurgia, automobilística, médica etc. Você provavelmente utiliza muita tecnologia que foi desenvolvida inicialmente para uso militar (a própria internet é um exemplo).

Não vejo isso de PODE ser utilizado. Deve haver uma estrutura viável para ser usado. Não vai ser em aulas do ITA por exemplo. Essas informações não serão de domínio público nem estão no escopo de aprendizado.

O que impulsionará o uso dessa tecnologia é ter uma industria brasileira apta a utilizá-la e que seja economicamente viável. É assim que funciona nos países onde isso funciona.

Se queremos entrar no jogo, temos que abrir uma empresa (estatal, capital misto ou privado) com a missão de construir e vender esses equipamentos.


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Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #68 Online: 17 de Setembro de 2009, 17:37:40 »
Mas essas empresas já existem e eu já citei algumas: Embraer, Heliobras, Petrobras, CTA (que é um centro, mas usará a tecnologia), CSN, Usiminas, entre outras. Existe também a ideia de ressuscitar a Engesa (ou era a Embel?).

Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #69 Online: 17 de Setembro de 2009, 17:44:59 »
Se o Brasil também almeja uma posição de potência regional, deve estar preparado para assumir as responsabilidades que daí advem, significa assumir que pode ter que entrar em algumas roubadas de vez em quando, como o Iraque, ainda que de maneira limitada. E tem que estar preparado para isso.

Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #70 Online: 17 de Setembro de 2009, 18:20:38 »
esta previsto a participaçao da embraer por exemplo? Eu digo mais do que citar apenas.. Qual o papel para essas empresas participarem da empreitada? Nao vi nada.

E eu gostaria de entender qual e a vantagem de ser uma potencia militar regional. Aspirar ser isso sem me explicar as vantagens equivale a dizer que p brasil aspira gastar 20 bi em uma palavra de ordem.

Ei acho que nao devemos participar do conselho para assumir roubadas, isso nao vai nos ajudar a ganhar grana e vamos torrar um bocado. ja somos reconhecidps como um pais relevante..
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Offline André Luiz

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Re: Potência militar
« Resposta #71 Online: 17 de Setembro de 2009, 18:44:16 »
Caramba, todos estao jogando muito pesado, até os suecos que muitos ja davam como carta fora do baralho

Daqui a pouco vamos receber avioes de graça como disse o Lula  :hihi:

Suécia oferece ao Brasil dois caças pelo preço de um


Citação de: [url=http://][/url]
Catarina Alencastro - O Globo

O vice-ministro da Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, e o representante da Saab Bengt Javer, fabricante de caças naquele país, apresentaram nesta quinta-feira uma proposta de venda de aeronaves ao governo brasileiro. A Suécia aposta no melhor preço, metade do apresentado pelos concorrentes franceses e americanos, e no compartilhamento de tecnologia para que a brasileira Embraer e a Sueca Saab fabriquem o caça Gripen NG também para países da América Latina e no resto do mundo.

- Acredito que temos um preço forte. O Brasil vai poder comprar dois (caças) pelo preço de um - disse o ministro sueco.

De acordo com o representante da Saab, as duas empresas juntas integrariam sistemas utilizando os melhores equipamentos que existem no mercado, o que daria ao Brasil liberdade de escolha para fabricar a aeronave que melhor atende às suas necessidades.

- O Grippe NG é o único que dará autonomia para a geração de caças. Oferecendo independência em vez de dependência. A Suécia está procurando um parceiro e esse parceiro é o Brasil - disse Jevrell.

A proposta que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, ainda está sendo detalhada, mas significaria que 40% do trabalho de produção dos caças seria feito no Brasil.

A Suécia também promete instalar um centro, com laboratório, para testar o sistema a ser integrado no Brasil em parceira com a Suécia. Neste centro haveria simuladores e todo o equipamento necessário para integração de armamento, sensores, computadores, software e radares.



Citação de: [url=][/url]
Brasileiros já trabalham no projeto do caça Gripen

Fonte: Valor Econômico - Virgínia Silveira - Via: Alide

Enquanto o governo brasileiro decide dar mais uma oportunidade para que as empresas que participam do processo de seleção dos novos aviões de CAÇA que o país irá comprar melhorem as suas propostas, a transferência de tecnologia desse tipo de aeronave já começou a acontecer com pelo menos uma das disputantes. Lideradas pela Akaer, as empresas Friuli, Winnstal, Minoica e Imbra Aerospace enviaram para a Suécia uma equipe de 20 engenheiros e técnicos brasileiros para começar a trabalhar no projeto do novo CAÇA sueco Gripen NG, produzido pela Saab Aerosystems. Além do grupo sueco, disputam a licitação para venda de 36 CAÇAs para a Força Aérea Brasileira a americana Boeing e a francesa Dassault.

"A cooperação efetiva com a Saab foi iniciada no dia 31 de agosto visando o engajamento total das empresas no projeto, o que inclui o domínio de tecnologias importantes da aeronave e acesso a todas as áreas sensíveis na fábrica da empresa, em Linköping, na Suécia", explica o diretor-executivo da Akaer, César Augusto da Silva. A T1, holding que reúne as cinco empresas brasileiras envolvidas no projeto do novo CAÇA sueco, será a responsável pelo projeto e produção da fuselagem central, fuselagem traseira e asas do Gripen NG.

Segundo o diretor da Akaer, embora o sucesso da parceria com a Saab esteja, de certa forma, atrelado ao projeto F-X2, pela possibilidade de o Brasil vir a ser o cliente lançador do Gripen NG, caso ele seja o escolhido, este fator não será, necessariamente, decisivo para que as empresas brasileiras permaneçam no desenvolvimento do novo CAÇA. " As nossas empresas foram selecionadas através de uma concorrência internacional dentro da estratégia da Saab de encontrar parceiros internacionais para o projeto", explica o executivo.

A transferência de tecnologia na área de estruturas feitas em material composto, de acordo com o diretor da Akaer, capacitará as empresas brasileiras a serem fornecedoras de classe mundial de qualquer cliente do CAÇA Gripen NG. A ideia da holding é formar um novo polo aeronáutico no Brasil na área de desenvolvimento da inteligência e do ciclo de produção de aeronaves, deixando no passado a fase de simples fornecedor de peças.

"Não estaremos envolvidos simplesmente no processo de fabricação das peças, que não tem valor agregado e atividade de engenharia. A questão não é só fazer, mas saber fazer e isso já começamos a aprender trabalhando em conjunto", comenta o diretor técnico da Akaer, Ricardo Fontes. A troca de informações na área de projeto, engenharia e produção dos CAÇAs suecos, segundo Fontes, está sendo feita com autorização do governo daquele país.

A previsão da Akaer é que a partir do próximo ano uma equipe de pelo menos 150 engenheiros e técnicos das empresas que compõem a holding T1 comecem a trabalhar no Brasil em conjunto com 20 especialistas suecos. Os brasileiros que já estão na Suécia hoje, segundo Fontes, ficarão trabalhando lá por um período de seis meses.

Os diretores da Akaer estimam que em quatro anos o faturamento da holding atinja US$ 500 milhões e cerca de 2,9 mil postos de trabalho sejam criados nos próximos 10 anos. "Se o resultado do F-X2 for favorável ao Gripen, em seis meses dobraremos nosso atual quadro de colaboradores", disse Silva. "A parceria com a Saab pode representar um grande salto tecnológico com o mesmo significado que o AMX teve para a Embraer, que se capacitou para o desenvolvimento da sua bem sucedida família de jatos regionais."



Citação de: [url=http://][/url]
País vai ajudar a dimensionar asa do supersônico

Fonte: Valor Econômico - Virgínia Silveira - Via: Alide

Gerente do Projeto de Segmentos Estruturais do novo caça sueco Gripen NG, o engenheiro de materiais, Fernando Ferraz, responsável pela área de engenharia e qualidade da Akaer, foi convocado para coordenar o treinamento dos 20 engenheiros brasileiros que estão na Suécia aprendendo a decifrar a tecnologia das aeronaves supersônicas. "É a primeira vez que uma empresa brasileira tem a oportunidade de dimensionar uma asa de uma aeronave supersônica."

Do ponto de vista de fabricação, segundo o engenheiro, o nível de requisitos das peças, que serão feitas em material composto, é mais crítico, pois as partes são mais espessas e os materiais mais resistentes que os utilizados pela aviação civil. " A Akaer tem bastante experiência nas áreas de projeto e cálculo, mas com o programa do Gripen NG também vai conquistar know how na área de fabricação."

Um dos pontos destacados pelo engenheiro é que durante a fase de absorção das novas tecnologias, a equipe brasileira estará envolvida no processo de desenvolvimento desde o seu início. "Vamos utilizar ferramentas computacionais que integram desde o conceito inicial até a liberação do produto final." No Brasil, segundo Ferraz, ainda não existe nenhuma empresa do setor aeroespacial, com exceção da Embraer, que consegue integrar todo o processo de produção de uma parte importante de um avião.

As fornecedoras da cadeia aeronáutica brasileira, segundo o engenheiro, atingiram capacidade técnica muito boa, mas possuem deficiências gerenciais e de integração. "Essa oportunidade nos dá a chance de mudar esse paradigma. Ganharemos a integração de maneira mais rápida". Hoje, a integração é feita por fornecedores estrangeiros, que recebem os conjuntos semi prontos e fazem o acabamento no Brasil.

http://moraisvinna.blogspot.com/

Offline Moro

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Re: Potência militar
« Resposta #72 Online: 17 de Setembro de 2009, 19:05:07 »
será que o lula se desmente?  Parece que ele se comprometeu com o Sarkozi
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Offline Gaúcho

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Re: Potência militar
« Resposta #73 Online: 17 de Setembro de 2009, 19:07:18 »


Esse aqui é muito legal :P
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Offline Derfel

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Re: Potência militar
« Resposta #74 Online: 18 de Setembro de 2009, 09:05:34 »
A proposta sueca está se tornando a mais interessante...

esta previsto a participaçao da embraer por exemplo? Eu digo mais do que citar apenas.. Qual o papel para essas empresas participarem da empreitada? Nao vi nada.

Acho que os artigos postados pelo André respondem a essa pergunta.

 

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