Autor Tópico: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?  (Lida 26531 vezes)

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Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #25 Online: 30 de Setembro de 2009, 23:47:13 »
Até que alguém prove cientificamente que os espíritos existem, vou continuar achando isso tudo uma enorme xaropada.

O que está em discussão sob o ponto de vista cético é a contradição, a falta de lógica.

Médiuns podem falar de seres que habitam o interior do sol, das civilizações de Vênus e de Marte, da casa de Mozart em Jupiter mas não podem falar que Kardec se arrependeu. E olha que o "espirito" de Kardec utilizou 2 (dois) médiuns que ele conheceu pessoalmente, que eram de sua confiança e que são consagrados pelo espiritismo. Quem melhor do que Kardec para atestar a legitimidade do meio utilizado para enviar a sua própria mensagem?

Considero essa comunicação uma besteira que só serve para evidenciar mais uma dentre tantas incoerências do espiritismo.

Você é quem deveria estar preocupado e questionar mais aquilo que você acredita.
Médium de confiança de Kardec? Isso existiu?

Quem conhece um pouco da história do Espiritismo sabe que Kardec sempre "pisou em ovos" dentro da Sociedade Espírita de Paris, que ele mesmo criou e presidia. Ele escreveu em suas memórias, em 1867:

A Sociedade de Paris se constituiu foco de contínuas intrigas urdidas contra mim por aqueles mesmos que se declaravam a meu favor e que, de boa fisionomia na minha presença, pelas costas me golpeavam. Disseram que os que se me conservavam fiéis estavam à minha soldada e que eu lhes pagava com o dinheiro que ganhava do Espiritismo. Nunca mais me foi dado saber o que é o repouso; mais de uma vez sucumbi ao excesso de trabalho, tive abalada a saúde e comprometida a existência.
http://www.opiniaoespirita.org/mm_ak.htm

Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão. (Obras Póstumas - Minha Missão - 12/04/1860)

Portanto, a situação nunca foi "calma" e "tranquila" dentro da Sociedade Espírita de Paris. E mesmo os "melhores" médiuns, que se comunicavam habitualmente, pelos mesmos espíritos, sempre da mesma forma, também vez ou outra recebiam espíritos enganadores. Um desses casos inclusive deixou Kardec muito contrariado:
O Falso São Luís

Outra coisa: não era Kardec que se colocava em posição de destaque no Espiritismo, mas foram as outras pessoas e os próprios espíritos que o fizeram. Quando Kardec publicou O Livro dos Espíritos ele era um ilustre desconhecido do público, e mais desconhecido ainda se tornou quando usou de um pseudônimo. Quando lançou a Revista Espírita, ela não tinha sequer um assinante. Kardec, na opinião dele próprio, apenas emitia a sua opinião, que era a única coisa que ele podia delimitar. E ele delimitou, claro, o significado da palavra Espiritismo, porque foi ele quem criou esse termo e tinha o direito de fazê-lo. Mas quem deu a importância da doutrina foi o público, e não ele próprio. Ele mesmo escreveu, também em suas memórias, numa conversa com Espíritos:

Tendo uma conversação com os Espíritos levado a falar do meu sucessor na direção do Espiritismo, formulei a questão seguinte:

Pergunta — Entre os adeptos, muitos há que se preocupam com o que virá a ser do Espiritismo depois de mim e perguntam quem me substituirá quando eu partir, uma vez que não se vê aparecer ninguém, de modo notório, para lhe tomar as rédeas. Respondo que não nutro a pretensão de ser indispensável; que Deus é extremamente sábio para não fazer que uma doutrina destinada a regenerar o mundo assente sobre a vida de um homem; que, ao demais, sempre me avisaram que a minha tarefa é a de constituir a Doutrina e que para isso tempo necessário me será concedido. A do meu sucessor será, pois, mais fácil, porquanto já achará traçado o caminho, bastando que o siga. Entretanto, se os Espíritos julgassem oportuno dizer-me a respeito alguma coisa de mais positivo, eu muito grato lhes ficaria.

Resposta — Tudo isso é rigorosamente exato — eis o que se nos permite dizer-te a mais. Tens razão em afirmar que não és indispensável; só o és ao ver dos homens, porque era necessário que o trabalho de organização se concentrasse nas mãos de um só, para que houvesse unidade; não o és, porém, aos olhos de Deus. Foste escolhido e por isso é que te vês só; mas, não és, como, aliás, bem o sabes, a única entidade capaz de desempenhar essa missão. Se o seu desempenho se interrompesse por uma causa qualquer, não faltariam a Deus outros que te substituíssem. Assim, aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará.

Enquanto o trabalho de elaboração não estiver concluído, é, pois, necessário sejas o único em evidência: fazia-se mister uma bandeira em torno da qual pudessem as gentes agrupar-se. Era preciso que te considerassem indispensável, para que a obra que te sair das mãos tenha mais autoridade no presente e no futuro; era preciso mesmo que temessem pelas conseqüências da tua partida...

(Obras Póstumas - Meu Sucessor - 22/12/1861)

Vejamos aqui como ele "anulou" as inteligências:

Essa a base em que nos apoiamos, quando formulamos um principio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: "Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo dizemos." A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. (O Evangelho segundo o Espiritismo - Introdução)

Não pretendemos ser os únicos a reunir as condições fora das quais não são possíveis estudos sérios e úteis; o que temos feito podem outros, sem dúvida, fazer. Que os homens inteligentes se agreguem a nós, ou se congreguem longe de nós, pouco importa!... (Obras Póstumas - Os desertores)

Mas como dissemos cem vezes: "Quem é que vos barra o caminho? Quem vos impede de trabalhar de vosso lado? Quem vos proíbe revelar as vossas obras? A publicidade vos está aberta como a todo o mundo; dai alguma coisa de melhor do que é, a isto ninguém se opõe; sede melhores apreciados pelo público, ele vos dará a preferência." (Revista Espírita dez/1868 - Dos Cismas)

Isso tudo são citações de domínio público, escritas por Kardec em vida, e que estão em total desacordo com as comunicações pretensiosas dos supostos espíritos de Allan Kardec citadas acima pelo D. D. Home e Sr. Morin. Por essas e outras, as comunicações citavas provieram de um falso Allan Kardec, porque elas são esdruxulamente falsas, e o pensamento, e o linguajar, em nada lembram o codificador.

E repare que eu não estou culpando (ainda) os médiuns pelas comunicações. Em princípio eles podem apenas terem servido de canal para espíritos farsantes, a exemplo do que ocorreu no exemplo que deixei do Falso São Luís.

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

visite: http://conviccao-espirita.blogspot.com/2013/08/apresentacao-deste-blog.html

Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #26 Online: 30 de Setembro de 2009, 23:52:17 »
Que Kardec sobreviveu à morte para depois, hipoteticamente, ter se arrependido de criar o Espiritismo?

Não. Qual a sua conclusão sobre os médiuns quanto a afirmação a respeito de Kardec. Eles estão mentindo ou falando a verdade? (no seu entender)

Kardec se arrependeu ou não? Do q ele se arrependeu exatamente?

Eles (os médiuns) minimamente serviram de intermediários a espíritos farsantes, se é que não foram convencidos por eles. Kardec jamais se arrependeu do Espiritismo, e assim como há essas comunicações, há pelo menos umas 5 outras que tenho em mãos, também assinadas por Kardec, mais condizentes com o seu pensamento em vida e que também foram obtidas meses após a morte do codificador. Estão publicadas nas Revistas Espíritas de junho a dezembro de 1869.

Um abraço.
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Offline Hold the Door

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #27 Online: 01 de Outubro de 2009, 00:52:46 »
Seguem algumas palavras de Kardec, em vida, e comparem se haveria possibilidade de terem provindo da mesma fonte:
Ok. Então baseado nessa sua premissa também posso concluir que as inúmeras psicografias de escritores e poetas que CX fez também não tem nenhuma possibilidade de terem vindo dos seus espíritos, haja vista que têm estilo e temática muito diferente do que apresentavam em vida?
Hold the door! Hold the door! Ho the door! Ho d-door! Ho door! Hodoor! Hodor! Hodor! Hodor... Hodor...

Offline Karanami

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #28 Online: 01 de Outubro de 2009, 01:49:27 »
Por que será que o Gigaview busca, tão desesperadamente, ser convencido da realidade do Espiritismo? Necessidade de entregar-se a fé?

Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #29 Online: 01 de Outubro de 2009, 03:00:31 »
Por que será que o Gigaview busca, tão desesperadamente, ser convencido da realidade do Espiritismo? Necessidade de entregar-se a fé?

 fé? :histeria:

Não, apenas pela necessidade de manter-me no mundo real utilizando a lógica do pensamento cientítifico. 




Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #30 Online: 01 de Outubro de 2009, 03:20:05 »
Até que alguém prove cientificamente que os espíritos existem, vou continuar achando isso tudo uma enorme xaropada.

O que está em discussão sob o ponto de vista cético é a contradição, a falta de lógica.

Médiuns podem falar de seres que habitam o interior do sol, das civilizações de Vênus e de Marte, da casa de Mozart em Jupiter mas não podem falar que Kardec se arrependeu. E olha que o "espirito" de Kardec utilizou 2 (dois) médiuns que ele conheceu pessoalmente, que eram de sua confiança e que são consagrados pelo espiritismo. Quem melhor do que Kardec para atestar a legitimidade do meio utilizado para enviar a sua própria mensagem?

Considero essa comunicação uma besteira que só serve para evidenciar mais uma dentre tantas incoerências do espiritismo.

Você é quem deveria estar preocupado e questionar mais aquilo que você acredita.
Médium de confiança de Kardec? Isso existiu?

Quem conhece um pouco da história do Espiritismo sabe que Kardec sempre "pisou em ovos" dentro da Sociedade Espírita de Paris, que ele mesmo criou e presidia. Ele escreveu em suas memórias, em 1867:

A Sociedade de Paris se constituiu foco de contínuas intrigas urdidas contra mim por aqueles mesmos que se declaravam a meu favor e que, de boa fisionomia na minha presença, pelas costas me golpeavam. Disseram que os que se me conservavam fiéis estavam à minha soldada e que eu lhes pagava com o dinheiro que ganhava do Espiritismo. Nunca mais me foi dado saber o que é o repouso; mais de uma vez sucumbi ao excesso de trabalho, tive abalada a saúde e comprometida a existência.
http://www.opiniaoespirita.org/mm_ak.htm

Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos a seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão. (Obras Póstumas - Minha Missão - 12/04/1860)

Portanto, a situação nunca foi "calma" e "tranquila" dentro da Sociedade Espírita de Paris. E mesmo os "melhores" médiuns, que se comunicavam habitualmente, pelos mesmos espíritos, sempre da mesma forma, também vez ou outra recebiam espíritos enganadores. Um desses casos inclusive deixou Kardec muito contrariado:
O Falso São Luís

Outra coisa: não era Kardec que se colocava em posição de destaque no Espiritismo, mas foram as outras pessoas e os próprios espíritos que o fizeram. Quando Kardec publicou O Livro dos Espíritos ele era um ilustre desconhecido do público, e mais desconhecido ainda se tornou quando usou de um pseudônimo. Quando lançou a Revista Espírita, ela não tinha sequer um assinante. Kardec, na opinião dele próprio, apenas emitia a sua opinião, que era a única coisa que ele podia delimitar. E ele delimitou, claro, o significado da palavra Espiritismo, porque foi ele quem criou esse termo e tinha o direito de fazê-lo. Mas quem deu a importância da doutrina foi o público, e não ele próprio. Ele mesmo escreveu, também em suas memórias, numa conversa com Espíritos:

Tendo uma conversação com os Espíritos levado a falar do meu sucessor na direção do Espiritismo, formulei a questão seguinte:

Pergunta — Entre os adeptos, muitos há que se preocupam com o que virá a ser do Espiritismo depois de mim e perguntam quem me substituirá quando eu partir, uma vez que não se vê aparecer ninguém, de modo notório, para lhe tomar as rédeas. Respondo que não nutro a pretensão de ser indispensável; que Deus é extremamente sábio para não fazer que uma doutrina destinada a regenerar o mundo assente sobre a vida de um homem; que, ao demais, sempre me avisaram que a minha tarefa é a de constituir a Doutrina e que para isso tempo necessário me será concedido. A do meu sucessor será, pois, mais fácil, porquanto já achará traçado o caminho, bastando que o siga. Entretanto, se os Espíritos julgassem oportuno dizer-me a respeito alguma coisa de mais positivo, eu muito grato lhes ficaria.

Resposta — Tudo isso é rigorosamente exato — eis o que se nos permite dizer-te a mais. Tens razão em afirmar que não és indispensável; só o és ao ver dos homens, porque era necessário que o trabalho de organização se concentrasse nas mãos de um só, para que houvesse unidade; não o és, porém, aos olhos de Deus. Foste escolhido e por isso é que te vês só; mas, não és, como, aliás, bem o sabes, a única entidade capaz de desempenhar essa missão. Se o seu desempenho se interrompesse por uma causa qualquer, não faltariam a Deus outros que te substituíssem. Assim, aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará.

Enquanto o trabalho de elaboração não estiver concluído, é, pois, necessário sejas o único em evidência: fazia-se mister uma bandeira em torno da qual pudessem as gentes agrupar-se. Era preciso que te considerassem indispensável, para que a obra que te sair das mãos tenha mais autoridade no presente e no futuro; era preciso mesmo que temessem pelas conseqüências da tua partida...

(Obras Póstumas - Meu Sucessor - 22/12/1861)

Vejamos aqui como ele "anulou" as inteligências:

Essa a base em que nos apoiamos, quando formulamos um principio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: "Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo dizemos." A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. (O Evangelho segundo o Espiritismo - Introdução)

Não pretendemos ser os únicos a reunir as condições fora das quais não são possíveis estudos sérios e úteis; o que temos feito podem outros, sem dúvida, fazer. Que os homens inteligentes se agreguem a nós, ou se congreguem longe de nós, pouco importa!... (Obras Póstumas - Os desertores)

Mas como dissemos cem vezes: "Quem é que vos barra o caminho? Quem vos impede de trabalhar de vosso lado? Quem vos proíbe revelar as vossas obras? A publicidade vos está aberta como a todo o mundo; dai alguma coisa de melhor do que é, a isto ninguém se opõe; sede melhores apreciados pelo público, ele vos dará a preferência." (Revista Espírita dez/1868 - Dos Cismas)

Isso tudo são citações de domínio público, escritas por Kardec em vida, e que estão em total desacordo com as comunicações pretensiosas dos supostos espíritos de Allan Kardec citadas acima pelo D. D. Home e Sr. Morin. Por essas e outras, as comunicações citavas provieram de um falso Allan Kardec, porque elas são esdruxulamente falsas, e o pensamento, e o linguajar, em nada lembram o codificador.

E repare que eu não estou culpando (ainda) os médiuns pelas comunicações. Em princípio eles podem apenas terem servido de canal para espíritos farsantes, a exemplo do que ocorreu no exemplo que deixei do Falso São Luís.

Um abraço.

De novo, a falácia do espírito brincalhão?

Não Leafar, você concluiu errado. A conclusão correta é que TUDO que é atribuído aos espíritos não é confiável, e aí se inclue o próprio espiritismo. Esse seu malabarismo é uma expressão do seu auto-engano que não se conforma em ver a sua fé ameaçada. Você não tem como desmentir o arrependimento de Kardec, porque os mesmos argumentos que você apresentar poderão ser utilizados para negar a xaropada dita por todos os outros médiuns.


Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #31 Online: 01 de Outubro de 2009, 07:57:08 »
Seguem algumas palavras de Kardec, em vida, e comparem se haveria possibilidade de terem provindo da mesma fonte:
Ok. Então baseado nessa sua premissa também posso concluir que as inúmeras psicografias de escritores e poetas que CX fez também não tem nenhuma possibilidade de terem vindo dos seus espíritos, haja vista que têm estilo e temática muito diferente do que apresentavam em vida?
Não é que não têm nenhuma possibilidade. Não têm é nenhuma garantia. Não se pode confiar em uma única mensagem baseado apenas no nome que assinam. Todas as mensagens têm que passar por crivo racional. E as mais enganadoras possíveis vêm recheadas das palavras amor, caridade, benevolência, etc...

"Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza; por isso é que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, idéias truncadas e, não raro, muito heterodoxas, espiriticamente falando. Certamente, podem eles dizer, e às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, nesse caso, principalmente, é que um exame severo e escrupuloso se faz necessário, porquanto, de envolta com essas coisas aproveitáveis, Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e preconcebida perfídia, fatos de pura invencionice, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa-fé dos que lhes dispensam atenção. Devem riscar-se, então, sem piedade, toda palavra, toda frase equivoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos, ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão: acaba sempre desmascarada. (O Livro dos Médiuns, cap. XX, item 230)

Outra:

Eis aqui o conselho que a tal respeito nos deu São Luís:
"Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar e meditar, é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIV, item 266)

Em outras palavras: não há médium de confiança. Todas as comunicações devem ser examinadas. O Chico, na minha opinião, tem comunicações excelentes, mas também comunicações muito ruins do ponto de vista doutrinário. Quem lê Emmanuel, por exemplo, talvez encontre alguns pontos de discordância com o Espiritismo, mas em linhas gerais pode ser bem aceito. Mas Humberto de Campos, por exemplo, é quase que um atentado à Doutrina Espírita. E ambos vieram do mesmo médium. E porque foi aceita? Por causa da confiança no médium, que é o erro que Kardec sempre apontava. Ora, se até Kardec foi mistificado, porque é que os espíritas acham que os médiuns nunca o seriam?

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #32 Online: 01 de Outubro de 2009, 08:15:32 »
De novo, a falácia do espírito brincalhão?

Não Leafar, você concluiu errado. A conclusão correta é que TUDO que é atribuído aos espíritos não é confiável, e aí se inclue o próprio espiritismo. Esse seu malabarismo é uma expressão do seu auto-engano que não se conforma em ver a sua fé ameaçada. Você não tem como desmentir o arrependimento de Kardec, porque os mesmos argumentos que você apresentar poderão ser utilizados para negar a xaropada dita por todos os outros médiuns.
Eu nunca disse que o Espiritismo devia ser aceito sob palavra. Eu aceito o Espiritismo porque examinei, já disse isso aqui várias vezes. Ainda que o meu exame possa não ser perfeito, eu examino. Não existe receita de infalibilidade que se possa receitar para os mais "ignorantes". Todos, sem exceção, têm que examinar. E quem não sabe examinar, quem acha que não tem razão suficientemente desenvolvida para isso, tem que aprender, senão vai ser arrastado para lá ou para cá ao sabor das ondas.

É comum quem não sabe nada de medicina confiar a sua saúde a um médico estudado. Em Espiritismo isso não pode ser feito. Todos têm que ser "médicos". Quem se deixar conduzir cegamente dizendo: "esse médium aqui é bom, é de confiança", ou "aquele palestrante lá nunca erra", ou mesmo "Kardec era infalível" vai bater com a cara na parede, como eu já vi muitos aqui nesse fórum que bateram por essas mesmas razões. É a velha história dos cegos guiando cegos. Todos temos que assumir as rédeas do nosso próprio conhecimento.

Você tem uma ideia muito errada de como o Espiritismo deve ser estudado e aceito.

Um abraço.
« Última modificação: 01 de Outubro de 2009, 08:18:15 por Leafar »
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #33 Online: 01 de Outubro de 2009, 09:32:48 »
Citar
Não é que não têm nenhuma possibilidade. Não têm é nenhuma garantia. Não se pode confiar em uma única mensagem baseado apenas no nome que assinam. Todas as mensagens têm que passar por crivo racional. E as mais enganadoras possíveis vêm recheadas das palavras amor, caridade, benevolência, etc...

Lá vem você com o seu crivo racional em punho... :histeria:

Qual é o crivo racional utilizado quando se aceita a existência do espírito, perispírito, as civilizações em Marte e Vênus, o poder da água fluidificada, das fraudes evidentes mas aceitas e rotuladas de evidências, do racismo nos livros de Kardec e de outras barbaridades que sempre chegam através dos médiuns?

O único crivo racional para o espiritismo é o lixo.

Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #34 Online: 01 de Outubro de 2009, 18:43:22 »
Citar
Não é que não têm nenhuma possibilidade. Não têm é nenhuma garantia. Não se pode confiar em uma única mensagem baseado apenas no nome que assinam. Todas as mensagens têm que passar por crivo racional. E as mais enganadoras possíveis vêm recheadas das palavras amor, caridade, benevolência, etc...

Lá vem você com o seu crivo racional em punho... :histeria:

Qual é o crivo racional utilizado quando se aceita a existência do espírito, perispírito, as civilizações em Marte e Vênus, o poder da água fluidificada, das fraudes evidentes mas aceitas e rotuladas de evidências, do racismo nos livros de Kardec e de outras barbaridades que sempre chegam através dos médiuns?
Lógica serve?
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

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Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #35 Online: 01 de Outubro de 2009, 18:53:09 »
Citar
Não é que não têm nenhuma possibilidade. Não têm é nenhuma garantia. Não se pode confiar em uma única mensagem baseado apenas no nome que assinam. Todas as mensagens têm que passar por crivo racional. E as mais enganadoras possíveis vêm recheadas das palavras amor, caridade, benevolência, etc...

Lá vem você com o seu crivo racional em punho... :histeria:

Qual é o crivo racional utilizado quando se aceita a existência do espírito, perispírito, as civilizações em Marte e Vênus, o poder da água fluidificada, das fraudes evidentes mas aceitas e rotuladas de evidências, do racismo nos livros de Kardec e de outras barbaridades que sempre chegam através dos médiuns?
Lógica serve?

A sua lógica pessoal? A lógica espírita? Não, não serve.

Mas você pode "tentar" usar a lógica da ciência, no entanto, acredito que você não vai conseguir. Se tivesse tentado já teria abandonado essas besteiras espiritóides há muito tempo.

Leafar, assuma de uma vez que você não tem mais argumentos. Perdeu. Acabou. Tchau.

Offline Anne

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #36 Online: 02 de Outubro de 2009, 11:38:53 »
Que Kardec sobreviveu à morte para depois, hipoteticamente, ter se arrependido de criar o Espiritismo?

Não. Qual a sua conclusão sobre os médiuns quanto a afirmação a respeito de Kardec. Eles estão mentindo ou falando a verdade? (no seu entender)

Kardec se arrependeu ou não? Do q ele se arrependeu exatamente?

Eles (os médiuns) minimamente serviram de intermediários a espíritos farsantes, se é que não foram convencidos por eles. Kardec jamais se arrependeu do Espiritismo, e assim como há essas comunicações, há pelo menos umas 5 outras que tenho em mãos, também assinadas por Kardec, mais condizentes com o seu pensamento em vida e que também foram obtidas meses após a morte do codificador. Estão publicadas nas Revistas Espíritas de junho a dezembro de 1869.

Um abraço.

E com base em que vc chegou a essa conclusão? Q espíritos farsantes enganaram os médiuns? Existe um meio de verificação para q vc possa se posicionar de um lado ou outro?


Offline Anne

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #37 Online: 02 de Outubro de 2009, 11:45:42 »
Não precisa responder, acabei de ler o q vc respondeu ao Giga.

Não te ocorre q Kardec possa ter "mudado de idéia"?

Offline Kratos

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #38 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:03:25 »
Não precisa responder, acabei de ler o q vc respondeu ao Giga.

Não te ocorre q Kardec possa ter "mudado de idéia"?

Anne o espiritísmo é como deus e a (gi)bíblia, "IMUTÁVEL"! ::)
"Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?"

Douglas Adams (1952-2001)

Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #39 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:11:34 »
Não precisa responder, acabei de ler o q vc respondeu ao Giga.

Não te ocorre q Kardec possa ter "mudado de idéia"?
Poderia, mas isso teria que ter ocorrido após a morte dele, o que de certa forma comprovaria a existência pós-morte. Ele morreu no dia 31 de março de 1869. No dia 1o de abril de 1869 a Revista Espírita foi publicada normalmente, como de costume, com o seguinte aviso:

AVISO MUITO IMPORTANTE.

A partir de 1° de abril o escritório de assinatura e de expedição da REVISTA ESPÍRITA será transferido para a Sede da LIBRAIRIE SPIRITE, ruedeLille, N°7. A partir da mesma época, o escritório da redação e o domicílio pessoal do Sr. Allan Kardec estarão na Avenue et Villa Ségur, N° 39, atrás da lês Invalides. A Sociedade Espírita de Paris terá provisoriamente suas sessões no local da Librairie, rue de Lille, n° 7.


Ele morreu na residência antiga com suas coisas todas encaixotadas para a mudança.

Isso não é aviso de quem se mostra arrependido em vida. E os artigos da Revista saíram como de forma habitual.

Se quiser conferir, procure pela página 62 do PDF abaixo:

http://www.opiniaoespirita.org/downloads/re_1869.pdf

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

visite: http://conviccao-espirita.blogspot.com/2013/08/apresentacao-deste-blog.html

Offline Mr. Mustard

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #40 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:13:48 »
Leafar, assuma de uma vez que você não tem mais argumentos. Perdeu. Acabou. Tchau.

Para um espírita, toda e qualquer evolução humana e/ou tecnológica está diretamente ligada a sua crença. No fim, tudo está em sintonia com os espíritos. Não há como negar isto. Espiritismo é como o Criacionismo: Irrefutável. Dogma é dogma.

[Mode Ressurection ON]
"Espíritas pra cá, não-espíritas prá lá..."
[Mode Ressurection OFF]

Felizmente, neste turbilhão de religiões a que somos submetidos, o Espiritismo representa uma parcela muito pequena e não representa risco algum. Se as pessoas se sentem felizes sendo isto ou aquilo, vão em frente. Persistir discutindo o irrefutável é improdutivo. Creio eu.
« Última modificação: 02 de Outubro de 2009, 12:18:43 por Mr. Mustard »

Offline Leafar

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #41 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:23:04 »
Leafar, assuma de uma vez que você não tem mais argumentos. Perdeu. Acabou. Tchau.

Para um espírita, toda e qualquer evolução humana e/ou tecnológica está diretamente ligada a sua crença. No fim, tudo está em sintonia com os espíritos. Não há como negar isto. Espiritismo é como o Criacionismo: Irrefutável. Dogma é dogma.

[Mode Ressurection ON]
"Espíritas pra cá, não-espíritas prá lá..."
[Mode Ressurection OFF]
Mentira!

O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, Fora da Caridade não há Salvação, item 9)

Um abraço.
"Ide com a onda que nos arrasta; necessitamos do movimento, que é vida, ao passo que vós nos apresentais a imobilidade, que é a morte.... Queremos lançar-nos à vida, porquanto os séculos vindouros, que divisamos, têm horror à morte." (Obras Póstumas - Allan Kardec).

visite: http://conviccao-espirita.blogspot.com/2013/08/apresentacao-deste-blog.html

Offline Mr. Mustard

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #42 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:25:00 »
Mentira!

Eu não falei? Irrefutável...

Offline Anne

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #43 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:31:16 »
Mesmo assim Leafar, o espiritismo constitui-se de achismos, já q nada realacionado a ele pode ser evidenciado. :umm:

Offline Mr. Mustard

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #44 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:32:43 »
O Espiritismo, de acordo com o Evangelho...

Está vendo Leafar?

Sua crença é irrefutável.
a) Eu digo a você que um espírito me visitou e mandou escrever num papel que a salvação é blá blá blá;
b) Você diz: Prove!
c) Eu digo: Está escrito no mais recente Evangelho que eu escrevi, minhas mãos foram guiadas pelos espíritos;
d) Você diz: Tá bom, fazê o que, como vou pedir para você provar isto?

E por aí vai...

Offline Kratos

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #45 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:34:21 »
Traduzindo...

A minha religião inventou um novo evangelho, diferente do cristão ocidental, oriental, do católico romano (apesar de ser uma cópia descarada das crenças hindús), e mais democrática que a religião macedônia (IURD). :ok:

"Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?"

Douglas Adams (1952-2001)

Offline Mr. Mustard

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #46 Online: 02 de Outubro de 2009, 12:43:46 »
Leafar,

O que pode ser um encomodo para você ou para muitos é que a maioria das pessoas normalmente segue aquilo que acha mais fácil de ser compreendido.

Por isto o Catolicismo e o Islamismo ainda são as religiões top. O espiritismo envolve tantas coisas que inviabiliza o acesso as camadas mais simples. Por isso o candomble faz sucesso, por que é simples.

Religião é uma ferramenta simples e rápida de controle dos menos favorecidos (inclusive intelectualmente).
No seu discursso, você tenta elevar o Espiritismo a um nível científico. É uma cruzada e tanto e você já deve saber, lá no fundo, que será uma guerra perdida.

Offline pablito

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #47 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:02:36 »
Sua confissão póstuma:

Durante os últimos anos de minha vida, eu busquei cautelosamente manter em segundo plano todos os homens de inteligência que mereciam estima pública, os quais eram investigadores da ciência do Espiritismo e poderiam ter tomado por si uma parte dos créditos que eu desejei apenas para mim.

Não obstante, muitos destes, ocupando posições altas na literatura e na ciência, teriam ficado perfeitamente satisfeitos, ao dedicarem-se ao Espiritismo e terem brilhado no segundo grau; mas, em meu medo de ser eclipsado, preferi permanecer sozinho na liderança do movimento, ser ao mesmo tempo o cérebro pensador e o braço de ação.

[...]

O Espiritismo arrastou-se para a profundidade mais baixa do ridículo, ficou representado apenas por personalidades fracas, as quais me esforcei demais para elevar.

Eu, buscando fazer o bem, incitei muita produção aberrativa apenas do mal. "Mesmo agora conforme a filosofia está relacionada a tão pequenos resultados! Para poucas inteligências isso [o Espiritismo] foi alcançado, quantos estão desavisados de sua existência!

[...]

Não tivesse eu não mantido todas as inteligências superiores na sombra, o Espiritismo não seria representado, como a maioria de seus seguidores, por adeptos tirados do meio das classes operárias, as únicas onde minha eloqüência e meu saber poderiam ter acesso.

ALLAN KARDEC".


http://parapsi.blogspot.com/2008/01/kardec-arrependeu-se-do-espiritismo.html

Apenas lendo a carta e sem conhecer maiores detalhes do “médium” que a “recebeu”, parece-me que ela representa uma disputa de poder e uma proposta de ação que contrapõe diferentes grupos espíritas.

O autor da carta, ao desmerecer Kardec, afirma que “na sombra” há novas lideranças que não puderam se manifestar enquanto Kardec vivia. Ele pode tanto estar falando de si mesmo quanto tentando angariar simpatia daqueles médiuns que se sentiram eclipsados por Kardec.

Além disso, propõe-se uma nova estratégia de ação, que busque pessoas mais esclarecidas e socialmente melhor posicionadas.

Interessante, espíritos não só podem ter opiniões racistas como também podem ter preconceito de classe.

Uma pergunta, algum médium recebeu um 'desmentido' de Kardec?

Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #48 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:11:14 »
Não precisa responder, acabei de ler o q vc respondeu ao Giga.

Não te ocorre q Kardec possa ter "mudado de idéia"?
Poderia, mas isso teria que ter ocorrido após a morte dele, o que de certa forma comprovaria a existência pós-morte. Ele morreu no dia 31 de março de 1869. No dia 1o de abril de 1869 a Revista Espírita foi publicada normalmente, como de costume, com o seguinte aviso:

AVISO MUITO IMPORTANTE.

A partir de 1° de abril o escritório de assinatura e de expedição da REVISTA ESPÍRITA será transferido para a Sede da LIBRAIRIE SPIRITE, ruedeLille, N°7. A partir da mesma época, o escritório da redação e o domicílio pessoal do Sr. Allan Kardec estarão na Avenue et Villa Ségur, N° 39, atrás da lês Invalides. A Sociedade Espírita de Paris terá provisoriamente suas sessões no local da Librairie, rue de Lille, n° 7.


Ele morreu na residência antiga com suas coisas todas encaixotadas para a mudança.

Isso não é aviso de quem se mostra arrependido em vida. E os artigos da Revista saíram como de forma habitual.

Se quiser conferir, procure pela página 62 do PDF abaixo:

http://www.opiniaoespirita.org/downloads/re_1869.pdf

Um abraço.

A explicação mais óbvia para quem acredita na vida após a morte é que ele só se arrependeu depois de ter "desencarnado" porque ficou chocado quando viu que só fez besteira. Acontece, as pessoas mudam de opinião e diante de tanto besteirol, podemos poderia-se dizer que ele simplesmente acordou. Então para garantir que o seu arrependimento fosse levado a sério, em vez de escolher um médium Zé Mané, escolheu dois médiuns consagrados para transmitir a sua mensagem.

Por outro lado, se tivesse se arrependido em vida, você acha que ele teria coragem de confessar publicamente que estava errado? Com certeza iria ser internado num hospício fedorento por toda a sua trupe que jamais aceitaria, como o Leafar e demais espíritas não aceitam, tamanha contradição. Se confessasse estaria colocando o business de uma legião de exploradores da fé humana em risco. Seria o mesmo que imaginar o Bispo Macedo vindo a público em rede nacional para apresentar seu arrependimento. Dá para imaginar? E, obviamente, médiuns Zé Manés começaram a produzir textos e mais textos para desmentir o arrependimento.

Perdeu Leafar. Acabou.

Offline Gigaview

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Re: Kardec arrependeu-se do Espiritismo?
« Resposta #49 Online: 02 de Outubro de 2009, 13:20:38 »
Citar
Ele morreu na residência antiga com suas coisas todas encaixotadas para a mudança.

Pode ser uma evidência que ele iria "dar no pé", fugir, mudar de identidade se tivesse em mente o anúncio do arrependimento para não ser eliminado pelo restante da quadrilha.

Poder ser que o dono do imóvel tivesse solicitado a casa, ou Kardec estava ameaçado de despejo...quem sabe?

Poder ser evidência de enriquecimento ilícito, mudando de padrão de vida...

Viu Leafar como é fácil criar cenários?

 

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