Autor Tópico: Estados Unidos da América  (Lida 12342 vezes)

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Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #250 Online: 27 de Fevereiro de 2017, 12:17:29 »

Em uma coisa Obama e seus asseclas estão inteiramente certos: drones são incrivelmente precisos. Dê um alvo a eles e o míssil chega silencioso e mortal, muito mais do que os nazistas podiam sonhar com os V-2. Mas humanos, especialmente os que possuem cérebros burocratas como os militares e os operativos da CIA, não são tão precisos. Afinal, a guerra não é nada precisa. Desde informantes utilizando o ato de ser X-9 para uma vingança pessoal, a escutas telefônicas quem funcionam com uma chiadeira miserável, o fato é que não dá para ser inteiramente preciso com espionagem feita em tempos tão difusos.


E aí reside exatamente a principal motivação para a existência dos drones: eles podem atacar em massa. A principal dificuldade do planejamento de uma operação militar não envolve o sucesso de alcançar o objetivo, mas fazer isso com perda mínima de vidas. Com veículos não-tripulados essa preocupação não existe. Por isso eles guerreiam por atacado mesmo. Quanto mais melhor. Para terroristas nunca saberem quando um daqueles malditos assassinos silenciosas paira sobre a cabeça deles com o bafo fumegante da morte soprando pelas ventas.


Outro motivo envolve a remoção de burocracia inútil da frente. Guerras necessitam de aprovação do Congresso, apoio da população, empresas vampirescas a bordo para lucrarem astronomicamente após o fim do conflito. Enfim, um aparato completo para matar, pilhar e lucrar. Com os drones e sua própria tropa particular de operadores é possível entrar em praticamente qualquer país do mundo e eliminar alvos com problemas diplomáticos mínimos.

Em suas batalhas rotineiras contra terroristas perigosos, a CIA e o Exército americano possuem um aliado recentemente dissecado na mesa de cirurgia da opinião pública: a NSA, a Agência de Segurança Nacional. Ao contrário de outras agências de espionagem, a NSA não utiliza gente no campo, mas uma vasta rede de análise de dados. É tudo realmente vasto, cada dia mais, para deixar qualquer um que achava que o sistema Echelon era o ápice da espionagem mundial se sentindo pateta.

Em uma guerra não convencional como essa contra o Terror, a NSA processa Gigas e Gigas de bytes de metadados, ligações, emails e tudo mais para armar tocaias para terroristas e torná-los alvos fáceis de drones. Essa frieza leva os espiões a planejarem operações da forma mais desatenta: ao invés de confirmarem a identidade dos alvos, a NSA e a CIA atacavam o celular utilizado em ligações suspeitas. Quem quer que coloque o aparelho na orelha no momento errado pode ser presenteado por um míssil vindo do céu.

Um dos maiores críticos desse esquema é Brandon Bryant, que operou drones de 2007 a 2011, se revoltou com a frieza do esquema e virou crítico dele. Bryant fala com a propriedade de ter pertencido a um dos esquadrões de drones mais mortais a serviço de Obama — o grupo dele ganhou uma condecoração especial por ter matado mais de 1.500 pessoas no campo, muitas delas eles nem sabiam os nomes ou o motivo de estarem na linha de fogo. Como vários outros pilotos de drones, Bryant desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático (PTSD, em inglês).

Segundo ele, em entrevista ao The Intercept, utilizar metadados é uma faca de dois gumes. Enquanto ela pode ser mais precisa que ataques de pequenos grupos de forças especiais, também é responsável pela morte de vários inocentes. A fácil adoção da tática a tornou ainda mais massiva do que se esperava. O resultado é uma política ostensiva de tentativa e erro na matança de terroristas. E, finalmente, terroristas não demoram a tomar consciência da técnica e passam a contar com até 16 cartões SIM para fazer e receber ligações, com agendas que mudam todos os dias entre eles. Os Talebans e integrantes da Al-Qaeda também se reúnem semanalmente e colocam os chips dos telefones deles em um saco e depois cada um sorteia um diferente para si próprio, em uma espécie de roleta russa terrorista.
Bryant é claro ao dizer que isso é particularmente dramático em missões noturnas, quando os pilotos sabem basicamente que o chip está na área, mas não fazem a mínima ideia de quem está com ele. O resultado de todas essas incertezas nas missões é a morte de civis por atacado. Enquanto o Bureau of Investigative Journalism, que afirma utilizar “a metodologia mais conservadora possível”, diz que cerca de 273 civis morreram no Afeganistão, Iraque e Iêmen vítimas de ataques de drone, um dos conselheiros militares de Obama estimou que “drones matam 10 vezes mais civis que aeronaves tripuladas”.
Quando os pilotos e operativos começam a entender como funciona o jogo, geralmente não demora para os cérebros deles desmoronarem e todos enfrentarem uma onda de psicopatia ou mais transtornos traumáticos. Atrapalha muito os planos da Força Aérea esse tipo de piloto precisar ter uma mistura de dureza e inteligência quase única — se eles forem muito duros e insensíveis, é provável que não sejam devidamente cuidadosos com as missões e estraçalhem qualquer um, e os mais inteligentes têm a tendência a se traumatizarem rapidamente.

Em 2013, o repórter Jeremy Scahill e o câmera/repórter investigativo Richard Rowley descobriram uma faceta ainda mais sinistra da Guerra Secreta empreendida pelos americanos. Ela não é apenas empreendida por drones, mas por militares letais de alto calibre. E não apenas em uns poucos países com integrantes da Al-Qaeda, mas em todo o globo, seja com pequenos efetivos ou aliciando militares corruptos locais para se tornarem uma espécie de mercenários a serviço de Tio Sam. O resultado é o documentário chocante Dirty Wars.

A dupla começa investigando um ataque americano a uma cidade quase inacessível no norte do Afeganistão chamada Gardez, na província de Paktia. Toda a notícia acerca do ataque envolveu um curto relatório da OTAN informando o horário e o número de mortos. A área ficava muito longe do que a organização classificava como segura, o que afugentou praticamente todos os repórteres. Mas Scahill foi lá. Por mais que tenha fuçado, não descobriu qualquer ligação terrorista entre os 11 mortos. E quando pediu informações mais específicas sobre o ataque — de que base ele partiu, por exemplo? — a OTAN parecia estar tão no escuro quanto ele.

Quando conseguiu coletar os detalhes com os moradores e a polícia local e cruzar os dados com outros ataques, Scahill encontrou um padrão sinistro: uma unidade não identificada das tropas americanas entrava em vilas distantes e matava diversos moradores aparentemente inocentes. Nunca levavam prisioneiros, segundo os relatórios.

Meses depois, quando americanos e tropas afegãs admitiram a culpa no massacre de Gardez e visitaram o local, a verdade começou a aparecer. Entre os que foram a visita estava o Vice-Almirante William McRaven, que com um pouco de pesquisa se revelou o chefe de uma unidade militar obscura chamada JSOC (ou Comando de Operações Especiais Conjuntas, em bom português).

O JSOC é o que há de mais secreto entre os militares americanos. Ninguém de fora tem controle sobre as ações do Comando — apenas o presidente e suas conversas sobre listas da morte evocadas toda terça-feira poderia receber informes dos homens de McRaven. Ninguém de fora sabe o orçamento anual dos caras e Leis de Acesso a Informação não têm privilégios sobre esse segredo — apenas se estima vagamente que esteja “na casa dos bilhões”. E eles fazem valer seu status de tropa eficiente: no espaço de três meses, mais de 1.700 ataques noturnos foram feitos pelo JSOC. Esses caras simplesmente não dormem!

Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #251 Online: 27 de Fevereiro de 2017, 12:19:27 »


Como parece claro, o JSOC é mais eficiente que drones. E por isso eles não entram apenas em currais geopolíticos como o Iêmen. Segundo Scahill descobriu, o JSOC já operava de forma ostensiva ou passiva em mais de 70 países. E o número tendia a subir. Como o nome deixa claro, no campo a JSOC age como um híbrido dos Rangers (do Exército), os SEALS (do Team Six dos Fuzileiros Navais) e unidades secretas de espionagem da NSA. No Afeganistão eles eram chamados de “Talebans americanos” e no Iraque de “Guarda Republicana dos Estados Unidos”.

Apenas o poder executivo — o presidente Obama, em outras palavras — tem controle sobre as ações do JSOC, e não é preciso entender muito de democracia para taxar isso de uma protoditadura com relação a política externa. Teoricamente cada ação do grupo exige um protocolo especial que deve ser encaminhado ao Congresso, mas na prática essa burocracia é removida. Um operativo da JSOC falando sob o pseudônimo Hunter a Scahill, afirmou que as operações do grupo são fiscalizados apenas por um oficial militar, o comandante da JSOC e o próprio presidente.

Em campo, os integrantes da JSOC geralmente dão aos seus próprios grupamentos nomes inexpressivos, como a hoje conhecida Força-Tarefa 121, Força-Tarefa Verde, Exército Secreto do Nordeste da Virgínia e por aí vai. Quando chega a hora da ação, recebem as listas gordas de pessoas que devem ser capturadas ou mortas. Para quem acompanha regularmente histórias relacionadas às atividades secretas do governo como Scahill, a descoberta do JSOC era a peça que faltava nas recentes descobertas na escalada de segredos nas estruturas da administração do país na esteira da aprovação da Lei Patriótica, ainda nos tempos de Bush Filho. Com Snowden descobrimos tribunais secretos que decidem a portas fechadas que telefones ou computadores devem ser grampeados, secretamente Obama aprova orçamento para sua própria tropa paramilitar e revisa as listas de cabeças que devem ser cortadas.

A evolução da tropa de Obama pode ser vista pelos números. O grupo foi criado nos anos 80, após os problemas com a Crise de Reféns do Irã e chegou ao 11/9 com dois mil homens. Em 2013 contava com mais de 25 mil. Não parecia muito diferente da unidade de paramilitares da CIA, que também driblava o assédio de integrantes do Comitê de Inteligência do Senado com relatórios falsos sobre suas operações.

O JSOC também é uma espécie de microcosmo de todo Exército — tem campos de tortura e interrogatório (como o Campo Nama), uma unidade própria de inteligência para diminuir a dependência de NSA (chamada Atividade de Suporte de Inteligência, ou simplesmente Atividade) e ganhou bases próprias no Quênia e no Catar — além do Amor Incondicional de Dick Cheney, que a tornou uma tropa internacional especialista em assassinato. Em 2008, o que coincidiu com a nomeação do Almirante McRaven como comandante dos caras, a JSOC ganhou autorização especial de Bush para empreender operações independentes no Paquistão — isso significava que eles estavam livres de qualquer amarra na região, podendo matar quem bem entendesse com o carimbo presidencial embaixo. Essa ordem foi expandida e endossada por Obama anos depois: na prática, o mundo se tornou um imenso campo de batalha pronto para ser desbravado pelas Operações Especiais americanas.

A publicidade chegou ao JSOC apenas com aquela que foi a missão mais bem sucedida e alardeada do grupo: o assassinato de Osama bin Laden, em maio de 2011. Na foto que ficou célebre e mostra a sala de controle da missão, onde altos oficiais americanos aparecem — incluso Obama — acompanhando cada passo da unidade SEAL que invadiu a fortaleza do terrorista, surge em posição central o próprio Almirante McRaven. Com a pequena publicidade em cima do JSOC, jornalistas tentaram aproveitar o momento para descortinar todos os segredos da organização.

Deram com a cara na porta: Obama deixou claro que apenas deu nome aos heróis, ninguém precisava conhecer o caráter deles. Não é pra menos, após a nova forma que o grupo ganhou — de uma unidade para missões de resgate de reféns, a uma tropa de elite e assassinatos em qualquer lugar do globo — sob as mãos do ex-vice presidente Dick Cheney e o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld, o grupo deveria ser “tão secreto e letal quanto os operativos da CIA”.
As regras frouxas foram fruto da decepção de Rumsfeld quando enviou os operativos da CIA — que não passavam de 700 — para o Afeganistão e constatou que eles eram lentos e mal treinados. Por isso ele fez o óbvio para qualquer viciado em guerra: retirou as amarras dos vários grupos de operações especiais americanos e os mandou para o campo.

(Uma história particularmente importante desse período envolve a trajetória do General Stanley McChrystal, que chegou a ser comandante de todas as forças da OTAN no Afeganistão e foi um dos responsáveis pela integração entre diferentes tropas e agências na guerra e sua modernização no campo de batalha. Sua inteligência também foi sua ruína: ele odiava a burocracia de Washington e esse ódio foi revelado por um artigo seminal de Michael Hastings, para a revista Rolling Stone, chamado Um General com Ideias Muito Próprias e resultou em sua demissão, anunciada por Obama assim que o texto foi publicado.)

Ironicamente, o estouro da bolha do pontocom ajudou secretamente a JSOC. Em 2001, quando centenas de empresas de tecnologia sofriam com fuga de capitais e falências, surgiram os chefes de espionagem do grupo com seu orçamento ilimitado e compraram satélites, especialistas em criptografia e análise de informações e toda a gama e traquitana para ampliar o poder de observação global. Foi nesse contexto que surgiu o Atividade. A banda disponível para os operativos cresceu “mais de 100 vezes” segundo um dos comandantes da equipe, tudo para compartilharem informações secretas com velocidade altíssima, antes que elas perdessem a validade.



Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #252 Online: 27 de Fevereiro de 2017, 12:19:53 »

Um exemplo de como a coisa funciona na prática: em 2006, durante a Operação Arcadia, no Iraque, as unidades da JSOC combateram por 17 dias integrantes da Al-Qaeda na região. O mais importante não são os combates em si — como dizem os operativos: “Matar é fácil, difícil é localizar o alvo” — mas a quantidade de informações que eles podem recolher sobre os próximos alvos. Só na Operação foram coletados 662 horas de tiroteios ininterruptos, mais 92 DVDs e barris cheios de documentos, o que resultou em ataques em mais 14 localidades, que geraram mais pendrives, mais 704 DVDs e, no fim, a morte do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi.

Mesmo com tanta informação, a precisão da JSOC nos tempos de caos do Iraque não é lá muito aceitável: cerca de 50%, segundo dois comandantes do grupo em entrevista ao Washington Post. Isso significa que os outros 50% dos mortos são formados por civis e inocentes. Segundo eles, essa taxa é considerada boa para os padrões de guerra.

Mas, fora matar, o JSOC tem muitas outras atribuições. Eles possuem seu próprio grupo de articulação que se envolve em escaramuças com outras agências e grupos secretos, numa tentativa de reforçar o poder do Exército. E como Obama é um especial admirador dos esforços do grupo, eles parecem não ter limites para crescimento nos próximos anos. Entre as pretensões mais fortes estão “ajudar” o governo mexicano no combate ao narcotráfico, o que esbarra em ordens constitucionais que proíbe a presença ostensiva do Exército Americano no território do país; reforçar a “colaboração” com o governo colombiano no combate as FARC, continuar suas missões no Panamá e na Guatemala, além de estreitar sua colaboração com gente da estirpe de Indha Adde e seu exército de mercenários da Somália, e, quem sabe (quem né?), dar uns passeios no leste da Ucrânia e treinar soldados dos países bálticos para mostrar a Putin como que se domina o mundo direito, e logo depois dar um passeio na Arábia Saudita e garantir que o petróleo por lá está seguro, assim como os maiores financiadores do terrorismo internacional e do fanatismo islâmico. Sabe como é, né: para continuar em guerra, é preciso ter um inimigo e é melhor manter o maior ninho deles sob controle.

E onde o JSOC não vai, os drones sobrevoam e atiram mísseis com precisão cirúrgica.

[The Verge | The Intercept | Carta Capital | VICE| Motherboard | Guardian | Washington Post]


Publicado originalmente em 2 de abril de 2015




https://sabotagem.net/a-guerra-secreta-de-obama-2b342e94fef3#.7joyv9dh8





Offline JJ

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #253 Online: 27 de Fevereiro de 2017, 12:24:36 »

Libertário desmonta Obama e seus assassinatos seletivos



CIA Blog do Mesquita


O libertário Rand Paul, do Partido Republicano, desmontou os argumentos da administração de Barack Obama para lançar ataques com Drones.


E alertou também para os riscos de americanos serem alvejados dentro dos EUA pelos bombardeios com estes aviões não-tripulados, cada vez mais comuns.


Como exemplo, Paul cita um exemplo de um árabe-americano de Detroit, onde há uma comunidade grande. Suponha que este jovem troque um email com um primo no Oriente Médio para contar as notícias da vida da família nos EUA. O primo quer saber apenas isso.


Mas, por outro lado, integra uma entidade considerada terrorista pelo Departamento de Estado. Isso torna o americano de Detroit terrorista só porque se comunica com o primo do Hamas? E o governo teria o direito de ataca-lo dentro do território americano sem direito a julgamento?

O senador, que é filho de Ron Paul, pré-candidato à Presidência, perguntou ao governo americano e não obteve uma resposta satisfatória do Departamento de Justiça. Na prática, o governo de Obama deixou aberta esta possibilidade de matar um americano sem julgamento.


Em defesa do presidente, surpreendentemente, saiu o editorial do Wall Street Journal. Segundo o jornal, o governo deve agir contra combatentes inimigos dentro dos EUA se eles oferecerem um risco. Paul não discorda. Apenas acha que o presidente não pode determinar quem é um combatente terrorista. O rapaz de Detroit pode ser acidentalmente suspeito por trocar e-mails com primo do Hamas.


E, como lembra Paul, mesmo no exterior os EUA matam suspeitos. Ninguém garante que determinada pessoa seja realmente terrorista. Simplesmente o governo disse que são. Conheço o Yemen e sei que muitos habitantes podem ser equivocadamente suspeitos de terrorismo. Além disso, existem radicais que oferecem ameaças locais, não a interesses americanos. É preciso diferenciar.

Israel, com todas as informações em Gaza e realizando assassinatos seletivos em uma escala infinitamente menos do que os EUA, cometeu alguns erros, como na ação que matou Salah Shehada, líder do Hamas, segundo disseram os próprios líderes do Shin Bet (serviço de segurança interna de Israel) no documentário Gatekeepers.


Ele era um terrorista que ameaçava Israel. Mas, junto com ele, morreram 15 inocentes, incluindo crianças. Como era na Palestina e o premiê israelense era Ariel Sharon, houve gritaria. Já nas dezenas de bombardeios do Nobel da Paz Obama no Yemen há um silêncio, especialmente da esquerda.


Para ficar claro, Paul não discorda de uma ação contra alguém a caminho de realizar um atentado. Mas não nos outros casos. As pessoas, como diz ele, tem direito a julgamento. Mesmo serial killers podem se defender nos EUA. O mesmo se aplica a estupradores. Suspeitos de terrorismo americanos que não estejam envolvidos em uma ação imediata também devem ter este direito. Quem sabe estejam apenas enviando email para o primo.

As declarações foram dadas ontem quando ele adotou um filibuster. Isto é, bloqueou momentaneamente a votação para confirmar ou não a indicação de John Brennan, “pai dos Drones”, para o cargo de diretor da CIA, onde ele continuará a prática do governo Obama de assassinatos seletivos de suspeitos de terrorismo.


Em seguida, discursou por 13 horas para condenar estas ações do atual presidente. No fim, mesmo com o filibuster, que exige 60 dos 100 senadores para aprovar uma nomeação, em de maioria simples, o indicado tende a ser aprovado.


Obs. Paul afirmou que certamente o senador Obama, de 2007, estaria ao seu lado ontem se fosse George W. Bush realizando as ações com Drones.
Guga Chacra/Estadão


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Offline Shadow

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Re:Estados Unidos da América
« Resposta #254 Online: 27 de Fevereiro de 2017, 12:36:55 »
E o que qualifica esse cara a escrever sobre decisões de comando, avaliação de riscos, combate e eliminação seletiva de alvo é.....?
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