Autor Tópico: Millôr Fernandes  (Lida 1309 vezes)

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Offline Unknown

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Millôr Fernandes
« Online: 28 de Março de 2012, 12:49:41 »
Escritor Millôr Fernandes morre aos 88 anos no Rio

O escritor Millôr Fernandes morreu aos 88 anos de idade no Rio de Janeiro na noite de ontem (27). A informação só foi divulgada na manhã desta quarta-feira (28).

Millôr morreu de falência múltipla dos órgãos. Ele chegou a ficar cinco meses internado no ano passado em decorrência de vários problemas de sáude.

O escritor morreu em casa, no bairro de Ipanema, capital fluminense.

O corpo será velado a partir das 10h de quinta-feira (29), no Cemitério Memorial do Carmo, no Bairro do Caju, no Rio.

Segundo a assessoria do cemitério, o corpo será cremado às 15h, também da quinta, no Crematório da Santa Casa.

Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim e um dos representantes da imprensa nanica, que levou o humor às publicações alternativas na época da forte censura do Regime Militar.

http://noticias.br.msn.com/brasil/escritor-mill%c3%b4r-fernandes-morre-aos-88-anos-no-rio

"That's what you like to do
To treat a man like a pig
And when I'm dead and gone
It's an award I've won"
(Russian Roulette - Accept)

Offline Geotecton

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #1 Online: 28 de Março de 2012, 13:20:46 »
RIP!
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Offline João da Ega

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #2 Online: 28 de Março de 2012, 13:25:49 »
Que falta vai fazer.
Coincidência que esta semana, mexendo nos meus livros, achei e reli um livrinho de bolso fuleiro (quer dizer, a edição é que é fuleira. Era desses que eu comprava quando vivia do dinheiro dos pais) da Ediouro chamado "Amostra bem humorada", do grande filósofo do Meyer.

Excelente humorista, admirável tradutor.
"Nunca devemos admitir como causa daquilo que não compreendemos algo que entendemos menos ainda." Marquês de Sade

Skorpios

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #3 Online: 28 de Março de 2012, 13:57:51 »
Esse com certeza vai fazer mais falta do que o Chico Anysio.

Offline gogorongon

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #4 Online: 28 de Março de 2012, 17:13:16 »
Esse com certeza vai fazer mais falta do que o Chico Anysio.
Concordo. Pelo menos ele viveu bastante, 88 anos é uma boa idade.

Offline Contini

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #5 Online: 28 de Março de 2012, 17:20:59 »
E a cultura ficou um pouco mais pobre hoje...
"A idade não diminui a decepção que a gente sente quando o sorvete cai da casquinha"  - anonimo

"Eu não tenho medo de morrer, só não quero estar lá quando isso acontecer"  - Wood Allen

    “O escopo da ciência é limitado? Sim, sem dúvida: limitado a tratar daquilo que existe, não daquilo que gostaríamos que existisse.” - André Cancian

Offline Geotecton

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #6 Online: 28 de Março de 2012, 22:06:34 »
Esse com certeza vai fazer mais falta do que o Chico Anysio.

Sem dúvida.
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Offline Südenbauer

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #7 Online: 29 de Março de 2012, 15:56:19 »
Sempre invejei a capacidade dele em criar aforismas:
http://pt.wikiquote.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes

Descança em paz, tchê.

Offline gogorongon

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #8 Online: 29 de Março de 2012, 16:02:28 »
Me sinto quase num clubinho secreto nesse tópico, porque pelo título, quem ainda não souber que ele morreu não vai imaginar que se trata disso.

XD Eu mesmo só abri depois que um amigo comentou da morte do Millôr no MSN.

Offline Südenbauer

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #9 Online: 29 de Março de 2012, 17:00:12 »
Também descobri por acaso agora pouco. :|

Offline Rocky Joe

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #10 Online: 31 de Março de 2012, 13:18:05 »
De Millôr Fernandes, em seu livro Poemas (1999).

 Poema para grande orquestra parada – um silêncio bem alto

 Você já amou uma mulher brilhante.
 Você já amou uma mulher formosa.
 Você já amou uma mulher
 Silenciosa?
 Que fala pouco.
 E bem,
 E baixo,
 Que não eleva a voz por raiva
 Nem má educação,
 Que anda com seus pés de seda
 Num mundo de algodão.
 Que não bate, fecha a porta,
 Como quem fecha o casaco
 De um filho
 (Ou abre um coração)?
 Que quando fala, se aproxima
 Ao alcance da mão
 Pra que a voz não se transforme em grito?
 E que absorve o mundo
 Sem re-percussão
 Num olhar de preguiça
 Num colchão de cortiça
 Como um mata-borrão?

 Mas um dia ela sai
 Levando o seu silêncio
 De pingüim andando solitário em
 sua Antártica
 (ou Antártida),
 No eterno
 Gelo sobre gelo
 No infinito
 Branco sobre branco
 E dos cantos e recantos
 Onde habitou calada
 - entre oniausente -
 Brotam aos poucos,
 Os ruídos
 Pisados,
 Colocados embaixo do tapete
 Guardados na despensa
 Na gaveta mais funda
 De uma vida em comum.
 Os trincos falam,
 A cafeteira chia,
 A espreguiçadora range,
 O telefone toca,
 As louças tinem,
 O relógio bate,
 O cão ladra,
 O rádio mia,
 Toda a casa ressoa, reverbera
 e brada
 E a orquestra em pleno do teu
 dia-a-dia
 Ataca a algaravia
 Fabril
 Escondida no lençol de silêncio
 Com que ela partiu.

Offline Rocky Joe

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #11 Online: 31 de Março de 2012, 13:19:40 »
Grande Millôr.

Citação de: João da Ega
Coincidência que esta semana, mexendo nos meus livros, achei e reli um livrinho de bolso fuleiro (quer dizer, a edição é que é fuleira. Era desses que eu comprava quando vivia do dinheiro dos pais) da Ediouro chamado "Amostra bem humorada", do grande filósofo do Meyer.

Excelente humorista, admirável tradutor.

Curiosidade minha, ele traduziu o que?

Se minha memória não falha, ele traduziu aqueles livros engraçadíssimos do Woody Allen.

Offline Luiz Souto

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #12 Online: 31 de Março de 2012, 15:49:14 »
Grande Millôr.

Citação de: João da Ega
Coincidência que esta semana, mexendo nos meus livros, achei e reli um livrinho de bolso fuleiro (quer dizer, a edição é que é fuleira. Era desses que eu comprava quando vivia do dinheiro dos pais) da Ediouro chamado "Amostra bem humorada", do grande filósofo do Meyer.

Excelente humorista, admirável tradutor.

Curiosidade minha, ele traduziu o que?

Se minha memória não falha, ele traduziu aqueles livros engraçadíssimos do Woody Allen.

TRADUÇÕES:

Romances:

- A estirpe do dragão (Dragon seed), de Pearl S. Buck - 1942 - José Olympio Editora - Rio de Janeiro.

- Nunca saí de casa (I never left home), de Bob Hope - 1945 - O Cruzeiro - Rio de Janeiro.

Textos teatrais:

1958 – "A fábula de Brooklin – Gente como nós", de Irwin Shaw.

1960 - "O prodígio do mundo Ocidental", de John M. Synge.

1961 - "Megera domada", de W. Shakespeare.

1961 – "O velho ciumento", de Miguel de Cervantes.

1963 – "Mary, Mary", de Jean Kerr.

1963 – "Pigmaleão", de G. Bernard Shaw.

1963 – "As preciosas ridículas", de Molière.

1965 - "Pequenos assassinatos", de Jules Feiffer.

1965 – "A mulher de todos nós", de Henri Becque.

1965 - "Escola de mulheres", de Molière.

1967 - "Lisistrata", de Aristófanes.

1967 – "Negra meobem", de François Campaux.

1967 – "O assassinato da irmã Geórgia", de Frank Marcus.

1967 - "Marat Sade", de Peter Weiss.

1967 - "A volta ao lar", de Harold Pinter.

1967 - "Blecaute", de Frederic Knott.

1968 - "A cozinha", de Arnold Wesker.

1970 – "Rapazes da banda", de Mart Crowley.

1971 - "As eruditas", de Molière.

1972 - "Antigamente", de Harold Pinter.

1974 - "Antígona", de Sófocles.

1975 - "Os filhos de Kennedy", de Robert Patrick.

1976 - "Senhor Puntila e seu criado Matti", de Bertold Brechet.

1976 – "Vivaldino, servidor de dois amos", de Carlo Goldoni.

1977 - "A calça", de Carl Sternheim.

1978 - "Quem tem medo de Virginia Wolf?", de Edward Albee.

1979 - "Afinal, uma mulher de negócios – Liberdade em Bremen", de R. W. Fassbinder.

1979 - "Palhaços de ouro", de Neil Simon.

1980 – "O rei Lear", de W. Shakespeare.

1980 - "De quem é a vida, afinal?", de Brian Clark.

1980 - "Gata em telhado de zinco quente", de Tennessee Williams.

1980 - "A carta", de Somerset Maugham.

1980 - "Ó, Calcutá!", de Kenneth Tynan.

1981 - "As lágrimas amargas de Petra von Kant", de R. W. Fassbinder.

1981 – Bunny’s Bar, de Josiane Balasko.

1981 - "As alegres matronas de Windsor", de W. Shakespeare.

1981 - "A senhorita de Tacna", de Mario Vargas Llosa.

1982 - "Chorus line", de de Michael Bennet.

1982 – "Casamento branco", de Tadeusz Rozewicz.

1982 – "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen.

1982 - "A viúva alegre", de Franz Lehar.

1983 - "A falecida senhora sua mãe", de George Feydeau.

1983 - "Piaf", de Pam Gems.

1983 - "O jardim das cerejeiras", de Anton Tchekov.

1983 - "Boa noite, mãe", de Marsha Norman.

1984 - "Grande e pequeno", de Botho Strauss.

1984 - "Pô, Romeu!", de Efraim Kishon.

1984 - "Hamlet", de W. Shakespeare.

1984 - "Tio Vânia", de Anton Tchekov.

1984 – "Dédalo e Ícaro", de Dario Fo.

1984 – "O sacrifício de Isaac", de Dário Fo.

1984 – "A tigresa", de Dário Fó.

1984 – "Gilda, um projeto de vida", de Noel Coward.

1984 - "Madame Vidal", de Georges Feydeau.

1985 - "Fedra", de Jean Racine.

1985 - "O feitichista", de Michel Tournier.

1985 - "Imaculada", de Franco Scaglia.

1985 - "Sábado, domingo e segunda", de Edoardo de Filippo.

1985 - "Assim é, se lhe parece", de Luigi Pirandello.

1986 - "Quarteto", de Heiner Müller.

1986 – "Quatro vezes Beckett", de Samuel Beckett.

1986 – "Ensina-me a viver", de Collin Higgins.

1987 - "O preço", de Arthur Miller.

1987 - "Filumena Marturano", de Edoardo de Filippo.

1987 - "Vestir os nus", de Pirandello.

1988 - "Encontrarse", de Pirandello.

1987 – "La mamma ou O belo Antônio", de Vitaliano Francatti.

1994 - "Don Juan, o convidado de pedra", de Molière.

1996 - "Anna Magnani", de Armand Meffre.

1996 – "Paloma", de Jean Anouilh.

1996 – "Master class", de Terence McNally.

1999 - "Últimas luas", de Furio Bordon.

2001 – "Fim de jogo", de S. Beckett.

Traduções para o teatro publicadas:

- "A megera domada", de W.Shakespeare - 1965 - Letras e Artes

- "Sr. Puntila e seu criado Matti", de B.Brecht - 1966 - Civilização.Brasileira

- "O prodígio do mundo ocidental", de John M. Synge - 1968 – Braziliense

- "Escola de mulheres", de Molière - 1973 – Nórdica

- "Os filhos de Kennedy", de R. Patrick - 1975 – Nórdica

- "A volta ao lar", de Harold Pinter – 1976 – Abril Cultural

- "Lisistrata", de Aristófanes – 1977 – Abril Cultural

- "O rei Lear", de W. Shakespeare – 1981 – L&PM

- "A senhorita de Tacha", de Mário Vargas Llosa – 1981 – Francisco Alves

- "Afinal, uma mulher de negócios – Liberdade em Bremen", de R. W. Fassbinder – 1983 – L&PM

- "As lágrimas amargas de Petra von Kant", de R. W. Fassbinder – 1983 – L&PM

- "Hamlet", de W. Shakespeare – 1984 – L&PM

- "Fedra", de J. Racine – 1985 – L&PM

- "Don Juan, o convidado de pedra", de Molière – 1994 – L&PM

- "As alegres matronas de Windsor", de W. Shakespeare – 1995 – L&PM

- "Antígona", de Sófocles – 1996 – Paz e Terra

- "As eruditas", de Molière – 2003 – L&PM.


FÁBULA:

- "A ovelha negra e outras fábulas", de Augusto Monterroso – 1983 – Record, ilustrações de Jaguar.


HUMOR:

- "A completa lei de Murphy", de Arthur Bloch – 1996 – Record – ilustrações de Jaguar.

Fonte:http://www.releituras.com/millor_bio1.asp
Se não queres que riam de teus argumentos , porque usas argumentos risíveis ?

A liberdade só para os que apóiam o governo,só para os membros de um partido (por mais numeroso que este seja) não é liberdade em absoluto.A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pensa de maneira diferente. - Rosa Luxemburgo

Conheça a seção em português do Marxists Internet Archive

Offline João da Ega

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #13 Online: 31 de Março de 2012, 17:50:37 »
Grande Millôr.

Citação de: João da Ega
Coincidência que esta semana, mexendo nos meus livros, achei e reli um livrinho de bolso fuleiro (quer dizer, a edição é que é fuleira. Era desses que eu comprava quando vivia do dinheiro dos pais) da Ediouro chamado "Amostra bem humorada", do grande filósofo do Meyer.

Excelente humorista, admirável tradutor.

Curiosidade minha, ele traduziu o que?

Se minha memória não falha, ele traduziu aqueles livros engraçadíssimos do Woody Allen.

O Luiz respsondeu.
Dele (Millôr, não do Luiz) conheço tradução de Shakespeare, Molière e do grande Bernard Shaw.
Todas muito boas, na minha opinião.
 
« Última modificação: 31 de Março de 2012, 18:03:01 por João da Ega »
"Nunca devemos admitir como causa daquilo que não compreendemos algo que entendemos menos ainda." Marquês de Sade

Offline gogorongon

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #14 Online: 31 de Março de 2012, 18:12:02 »
Muita coisa, caramba. E olha que traduzir é um trabalho insuportável de chato às vezes.

Offline Sergiomgbr

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #15 Online: 31 de Março de 2012, 18:33:38 »
Muita coisa, caramba. E olha que traduzir é um trabalho insuportável de chato às vezes.
Como diz minha tia,"azeis nenão" :P

Offline Donatello

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #16 Online: 03 de Abril de 2012, 16:25:34 »
"Amiga" minha de faculdade, espírita, usou no Facebook um aforismo obviamente mal compreendido de Millôr, ateu até a morte, para homenageá-lo: "O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde",

Deu vontade de remendar com aquela outra famosa dele sobre um espertalhão encontrando com um imbecil, mas eu me controlei e me limitei a lembrar que "Millôr se declarou ateu (ou crente na descrença, como ele se habituava dizer) até seus últimos dias de lucidez e que foi uma grande perda pra cena cultural brasileira, independente das posições religiosas". Mesmo assim acho que ela não gostou muito, que pena.
« Última modificação: 03 de Abril de 2012, 16:29:15 por Hans Sauerkraut »

Offline Südenbauer

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Re:Millôr Fernandes
« Resposta #17 Online: 04 de Abril de 2012, 01:40:30 »
Sempre invejei a capacidade dele em criar aforismas:
http://pt.wikiquote.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes

Descança em paz, tchê.
Vi agora que o Diogo Mainardi o considerou como o maior frasista da literatura brasileira.

 

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