Autor Tópico: sistema penitenciário  (Lida 20709 vezes)

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Offline Gaúcho

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #25 Online: 25 de Novembro de 2012, 13:19:54 »
Na Nova Zelândia é normal tu sair da balada de madrugada e encontrar pessoas nas praças mexendo em seus notebooks, ou até mesmo dormindo em bancos com suas mochilas largadas ao lado despreocupadamente.
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Offline Vento Sul

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #26 Online: 25 de Novembro de 2012, 13:48:51 »
Mudando de emborná prá piquá, acho que no Brasil a filosofia carcerária é que enjaulando, deixando o indivíduo no ócio com tempo prá pensar e arrumar armações e aprender alguma coisa nova relativo ao crime.

Acho que o sistema carcerário do Brasil devia ser em prisões em que o preso trabalha, de sol a sol, em alguma penintenciária agrícola, construida no norte do país, em vez de ganhar saidinhas por bom comportamento, ele ganharia a visita dos seus familiares, pago com seu trabalho lá dentro. Os funcionários do presídios seriam terceirizados por alguma empresa de segurança, que seria avaliada e paga, levando-se em consideração a produtividade dos presos, e o comportamento dos mesmos, assim haveria um rodízio administrativo. Se esta empresa falhasse na segurança, ela deixaria de receber o total.

Imagino o norte do país, bem no meio da floresta, longe de celulares, etc.  Estaria também longe dos grandes centros e capitais do país.
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Offline AleYsatis

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #27 Online: 08 de Dezembro de 2012, 06:31:22 »
30 ANOS DE VIGIAR E PUNIR (FOUCAULT) Juarez Cirino dos Santos

"O objetivo de FOUCAULT, em  Vigiar e Punir, é descrever a  história do poder de punir como história da prisão, cuja instituição muda o estilo penal, do  suplício do corpo da época medieval para a  utilização do tempo  no arquipélago carcerário  do capitalismo moderno.

 Assim, demonstrando a natureza política do  poder de punir, o suplício do corpo  do estilo medieval
(roda, fogueira etc.) é um ritual público de dominação pelo terror: o objeto da pena criminal é o corpo do condenado, mas o objetivo da pena criminal é a massa do povo, convocado para testemunhar a vitória do soberano sobre o criminoso, o rebelde que ousou desafiar o poder.

 O processo medieval é inquisitorial e  secreto: uma sucessão de interrogatórios dirigidos para a
confissão, sob juramento ou sob tortura, em completa ignorância da acusação e das provas; mas a  execução penal  é pública, porque o sofrimento do condenado, mensurado para reproduzir a atrocidade do crime, é um ritual político de controle social pelo medo.

No estudo da prisão, a originalidade de FOUCAULT consiste em abandonar o critério tradicional dos  efeitos negativos de repressão da criminalidade, definido pelas formas jurídicas e delimitado pelas conseqüências da aplicação da lei penal, para pesquisar os efeitos positivos da prisão, como tática política de  dominação orientada pelo  saber científico, que define a moderna tecnologia  do poder de punir, caracterizada pelo investimento  do corpo por relações de poder, a matriz comum das ciências sociais contemporâneas.

Desse ponto de vista, o sistema punitivo seria um subsistema social garantidor do  sistema  de produção da vida material, cujas práticas punitivas consubstanciam uma  economia política do corpo para criar  docilidade  e extrair utilidade das forças corporais.

 A perspectiva histórica da pesquisa de FOUCAULT parece assumir que as relações de produção  da vida material engendram as  relações de dominação  do sistema punitivo, orientadas para (re)construir o corpo como força produtiva – ou seja, como poder produtivo –, e como força submetida, mediante constituição de um poder político sobre o poder econômico do corpo.

Na linguagem de Vigiar e Punir, as relações de saber e de controle do sistema punitivo constituem a microfísica do poder, a estratégia das classes dominantes para produzir a alma como prisão do corpo do condenado – a forma acabada da  ideologia de submissão  de todos os vigiados, corrigidos e utilizados na produção material das sociedades modernas.

 Nesse contexto, o binômio  poder/saber  aparece em relação de constituição recíproca: o  poder produz o  saber que legitima e reproduz o poder.

No estudo de FOUCAULT, a instituição da prisão substitui o espetáculo punitivo da sociedade feudal, porque a ilegalidade dos corpos  da economia feudal de subsistência foi substituída pela ilegalidade dos bens da economia capitalista de privação. Na formação social erigida sobre a relação capital/trabalho assalariado, as ilegalidades são reestruturadas pela  posição de classe dos autores: a ilegalidade dos bens  das classes populares, julgada por tribunais ordinários, é punida com prisão – ao contrário da ilegalidade dos direitos  da burguesia, estimulada pelos silêncios, omissões  e tolerâncias da legislação, imune à punição ou sancionada com multas –, legitimada pela
ideologia do  contrato social, em que a posição de membro da sociedade implica aceitação das normas e a prática de infrações determina aceitação da punição. Neste ponto, o gênio de FOUCAULT formula a primeira grande hipótese crítica do trabalho, que parece ser o fio condutor da pesquisa descrita no livro, além de vincular Vigiar e Punir à tradição principal da Criminologia Crítica: o sistema penal é definido como instrumento de gestão diferencial da criminalidade – e não de supressão da criminalidade."

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Offline Geotecton

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #28 Online: 08 de Dezembro de 2012, 09:53:58 »
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[...]
No estudo de FOUCAULT, a instituição da prisão substitui o espetáculo punitivo da sociedade feudal, porque a ilegalidade dos corpos  da economia feudal de subsistência foi substituída pela ilegalidade dos bens da economia capitalista de privação. Na formação social erigida sobre a relação capital/trabalho assalariado, as ilegalidades são reestruturadas pela  posição de classe dos autores: a ilegalidade dos bens  das classes populares, julgada por tribunais ordinários, é punida com prisão – ao contrário da ilegalidade dos direitos  da burguesia, estimulada pelos silêncios, omissões  e tolerâncias da legislação, imune à punição ou sancionada com multas –, legitimada pela ideologia do  contrato social, em que a posição de membro da sociedade implica aceitação das normas e a prática de infrações determina aceitação da punição. Neste ponto, o gênio de FOUCAULT formula a primeira grande hipótese crítica do trabalho, que parece ser o fio condutor da pesquisa descrita no livro, além de vincular Vigiar e Punir à tradição principal da Criminologia Crítica: "O sistema penal é definido como instrumento de gestão diferencial da criminalidade – e não de supressão da criminalidade."

Tudo o que foi descrito aconteceu ipsis literis em todos os países com regimes socialistas e ou comunistas e, é claro, não houve uma só palavra de Foucault sobre isto.

Conveniente, não é mesmo?
« Última modificação: 08 de Dezembro de 2012, 18:05:15 por Geotecton »
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #29 Online: 08 de Dezembro de 2012, 15:53:24 »
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O Japão e o crime

Os índices de criminalidade no Japão são dos mais baixos entre os países desenvolvidos. Segundo relatório divulgado pelo Ministério da Justiça local, o total de crimes cometidos no país apresenta queda pelo nono ano consecutivo.

Em termos de qualidade de vida, isso faz diferença. Na noite em que começaram a queimar ônibus em Florianópolis, eu saí para jantar com amigos em Tóquio.

Enquanto, no Brasil, pessoas se trancavam em casa com medo da violência, eu caminhava sozinho, na madrugada, por um dos maiores parques da cidade. Cruzei com atletas noturnos e casais namorando nos bancos. Todos tranquilos.[...]

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/79816-o-japao-e-o-crime.shtml


Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #30 Online: 08 de Dezembro de 2012, 15:57:24 »
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[...]
No estudo de FOUCAULT, a instituição da prisão substitui o espetáculo punitivo da sociedade feudal, porque a ilegalidade dos corpos  da economia feudal de subsistência foi substituída pela ilegalidade dos bens da economia capitalista de privação. Na formação social erigida sobre a relação capital/trabalho assalariado, as ilegalidades são reestruturadas pela  posição de classe dos autores: a ilegalidade dos bens  das classes populares, julgada por tribunais ordinários, é punida com prisão – ao contrário da ilegalidade dos direitos  da burguesia, estimulada pelos silêncios, omissões  e tolerâncias da legislação, imune à punição ou sancionada com multas –, legitimada pela ideologia do  contrato social, em que a posição de membro da sociedade implica aceitação das normas e a prática de infrações determina aceitação da punição. Neste ponto, o gênio de FOUCAULT formula a primeira grande hipótese crítica do trabalho, que parece ser o fio condutor da pesquisa descrita no livro, além de vincular Vigiar e Punir à tradição principal da Criminologia Crítica: "O sistema penal é definido como instrumento de gestão diferencial da criminalidade – e não de supressão da criminalidade."

Tudo o que foi descrito aconteceu ipsis literis em todos os países com reguimes socialistas e ou comunistas e, é claro, não houve uma só palavra de Foucault sobre isto.

Conveniente, não é mesmo?

Você perde tempo lendo verborragia pós-modernista? É bem capaz de umas pequenas modificações no gerador de pós-modernismo ser capaz de criar um texto melhor do que o original, se pudéssemos inserir algumas palavras-chave para estabelecer uma temática.

http://www.elsewhere.org/pomo/


"Post modernism disrobed" - de Richard Dawkins:
http://www.physics.nyu.edu/faculty/sokal/dawkins.html

Offline Canopus

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #31 Online: 08 de Dezembro de 2012, 16:21:03 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Essa foi a melhor ideia que tive conhecimento hoje!

Realmente, já pensou que maravilha?  :clapping:
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Offline AleYsatis

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #32 Online: 08 de Dezembro de 2012, 20:49:51 »
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[...]
No estudo de FOUCAULT, a instituição da prisão substitui o espetáculo punitivo da sociedade feudal, porque a ilegalidade dos corpos  da economia feudal de subsistência foi substituída pela ilegalidade dos bens da economia capitalista de privação. Na formação social erigida sobre a relação capital/trabalho assalariado, as ilegalidades são reestruturadas pela  posição de classe dos autores: a ilegalidade dos bens  das classes populares, julgada por tribunais ordinários, é punida com prisão – ao contrário da ilegalidade dos direitos  da burguesia, estimulada pelos silêncios, omissões  e tolerâncias da legislação, imune à punição ou sancionada com multas –, legitimada pela ideologia do  contrato social, em que a posição de membro da sociedade implica aceitação das normas e a prática de infrações determina aceitação da punição. Neste ponto, o gênio de FOUCAULT formula a primeira grande hipótese crítica do trabalho, que parece ser o fio condutor da pesquisa descrita no livro, além de vincular Vigiar e Punir à tradição principal da Criminologia Crítica: "O sistema penal é definido como instrumento de gestão diferencial da criminalidade – e não de supressão da criminalidade."

Tudo o que foi descrito aconteceu ipsis literis em todos os países com reguimes socialistas e ou comunistas e, é claro, não houve uma só palavra de Foucault sobre isto.

Conveniente, não é mesmo?

Você perde tempo lendo verborragia pós-modernista? É bem capaz de umas pequenas modificações no gerador de pós-modernismo ser capaz de criar um texto melhor do que o original, se pudéssemos inserir algumas palavras-chave para estabelecer uma temática.

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Ataque a ideia não ataque o pensador. Agente está aqui pra aprender e ensinar se há erros tão graves nessa visão pós-moderna não guarde só para você me ensinem...  :)

Não estou mesmo entrando em questões de ideologia política, não sou de esquerda nem de direita, questiono inclusive essas categorias hoje em dia. A questão pra mim muito pertinente em Foucault é que o sistema carcerário está sempre a serviço da manutenção de qualquer sistema seja o capitalista, seja um comunista e que portanto é uma ferramenta de coerção e de dominação que precisa ser questionada não importa que sistema o aplique.

Veja, não mera coisa de "pessoa dos direitos humanos que defende bandido", ma sé tentar fazer uma reflexão a fundo dos PORQUÊS da criminalidade, antes de os COMO DEVEMOS punir o criminoso para que este não faça mais e para servir de exemplo. A questão não é só o dó ( e eu tenho) do condenado, mas antes saber como funcionam as estruturas sociais que favorecem o "nascimento" de um bandido. Se agente conseguir entender isso agente consegue acabar com essas estruturas na raiz diminuindo a criminalidade não porque estamos exterminando os "ratos criados" e saciando nosso anseio sádico, mas porque estaremos trabalhando na causa, no extermínio das condições e dos "ninhos" onde estão nascendo esses "ratos" que cada vez mais infestam as sociedades.

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Offline Rocky Joe

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #33 Online: 08 de Dezembro de 2012, 22:59:46 »
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No estudo de FOUCAULT, a instituição da prisão substitui o espetáculo punitivo da sociedade feudal, porque a ilegalidade dos corpos  da economia feudal de subsistência foi substituída pela ilegalidade dos bens da economia capitalista de privação. Na formação social erigida sobre a relação capital/trabalho assalariado, as ilegalidades são reestruturadas pela  posição de classe dos autores: a ilegalidade dos bens  das classes populares, julgada por tribunais ordinários, é punida com prisão – ao contrário da ilegalidade dos direitos  da burguesia, estimulada pelos silêncios, omissões  e tolerâncias da legislação, imune à punição ou sancionada com multas –, legitimada pela ideologia do  contrato social, em que a posição de membro da sociedade implica aceitação das normas e a prática de infrações determina aceitação da punição. Neste ponto, o gênio de FOUCAULT formula a primeira grande hipótese crítica do trabalho, que parece ser o fio condutor da pesquisa descrita no livro, além de vincular Vigiar e Punir à tradição principal da Criminologia Crítica: "O sistema penal é definido como instrumento de gestão diferencial da criminalidade – e não de supressão da criminalidade."

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Conveniente, não é mesmo?

Você perde tempo lendo verborragia pós-modernista? É bem capaz de umas pequenas modificações no gerador de pós-modernismo ser capaz de criar um texto melhor do que o original, se pudéssemos inserir algumas palavras-chave para estabelecer uma temática.

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Quem para mim é uma perca de tempo ler é o Dawkins. :P

Offline Vento Sul

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #34 Online: 12 de Dezembro de 2012, 09:44:26 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Você esta se esquecendo que japoneses administram japoneses, canadenses administram canadenses, e assim por diante, cada qual com sua cultura e diferentes níveis de educação.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #35 Online: 12 de Dezembro de 2012, 10:38:03 »
Diferentes mesmo entre eles, não um nível homogêneo em cada país. Não acho que cada país está necessariamente fazendo o melhor para sua cultura específica e que nada poderia ser melhor se aplicassem princípios de regiões que têm melhores resultados. Pode bem ser necessário ter cuidados especiais eventuais por diferenças culturais, mas temo que a principal diferença seja o "jeitinho brasileiro" que atrapalharia que os próprios brasileiros replicassem métodos eficazes de outras regiões.

Offline Diegojaf

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #36 Online: 18 de Janeiro de 2013, 10:42:35 »
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Primeira penitenciária público-privada do país começa a receber detentos
Redação @ 18.01.2013 BH 1 comentário



A partir desta sexta-feira (18), começa a transferência de detentos de unidades da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) para a Unidade I do Complexo Prisional Público Privado (CPPP), em Ribeirão das Neves, um projeto do governo de Minas Gerais que inova ao apresentar a primeira Parceria Público Privada (PPP) no sistema prisional do país. A Subsecretaria de Administração Prisional prevê que, nas primeiras três semanas, metade da primeira unidade já esteja ocupada. No total, o complexo terá capacidade para 3.040 pessoas após a construção das cinco unidades previstas.

No modelo adotado em Minas Gerais, o consórcio Gestores Prisionais Associados (GPA), ganhador da licitação, é responsável por construir e administrar o complexo, obedecendo 380 indicadores de desempenho definidos pelo governo, por meio de um  contrato de concessão com prazo de 27 anos – dois anos para a construção e 25 anos para operação do complexo. Foram investidos R$ 280 milhões na nova penitenciária. O Estado irá pagar ao grupo R$ 2.700 mensais por cada preso que estiver no complexo.



O consórcio será responsável pela manutenção da penitenciária e gestão dos serviços exigidos pelo governo, que incluem atividades educativas e de formação profissional, fornecimento de refeições e uniformes, tratamento de saúde, atendimento psicológico e assistência jurídica aos presos. A unidade garantirá ao Estado 0% de ociosidade entre presos aptos para atividades de trabalho, estudo, esporte e de treinamento profissional para aqueles que queiram participar.
http://www.bhaz.com.br/primeira-penitenciaria-publico-privada-do-pais-comeca-a-receber-detentos/

Pior é ouvir um sociólogo dizer que as novas medidas de segurança são uma forma de desumanizar os presos... :sleepy:
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

http://umzumbipordia.blogspot.com - Porque a natureza te odeia e a epidemia zumbi é só a cereja no topo do delicioso sundae de horror que é a vida.

Skorpios

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #37 Online: 18 de Janeiro de 2013, 11:22:38 »
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Primeira penitenciária público-privada do país começa a receber detentos
Redação @ 18.01.2013 BH 1 comentário



A partir desta sexta-feira (18), começa a transferência de detentos de unidades da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) para a Unidade I do Complexo Prisional Público Privado (CPPP), em Ribeirão das Neves, um projeto do governo de Minas Gerais que inova ao apresentar a primeira Parceria Público Privada (PPP) no sistema prisional do país. A Subsecretaria de Administração Prisional prevê que, nas primeiras três semanas, metade da primeira unidade já esteja ocupada. No total, o complexo terá capacidade para 3.040 pessoas após a construção das cinco unidades previstas.

No modelo adotado em Minas Gerais, o consórcio Gestores Prisionais Associados (GPA), ganhador da licitação, é responsável por construir e administrar o complexo, obedecendo 380 indicadores de desempenho definidos pelo governo, por meio de um  contrato de concessão com prazo de 27 anos – dois anos para a construção e 25 anos para operação do complexo. Foram investidos R$ 280 milhões na nova penitenciária. O Estado irá pagar ao grupo R$ 2.700 mensais por cada preso que estiver no complexo.



O consórcio será responsável pela manutenção da penitenciária e gestão dos serviços exigidos pelo governo, que incluem atividades educativas e de formação profissional, fornecimento de refeições e uniformes, tratamento de saúde, atendimento psicológico e assistência jurídica aos presos. A unidade garantirá ao Estado 0% de ociosidade entre presos aptos para atividades de trabalho, estudo, esporte e de treinamento profissional para aqueles que queiram participar.
http://www.bhaz.com.br/primeira-penitenciaria-publico-privada-do-pais-comeca-a-receber-detentos/

Pior é ouvir um sociólogo dizer que as novas medidas de segurança são uma forma de desumanizar os presos... :sleepy:

E os que não quiserem?

Offline Diegojaf

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #38 Online: 18 de Janeiro de 2013, 11:39:27 »
E os que não quiserem?

Vão para as penitenciárias do Estado. Pra ir pra essa tem que estar disposto a trabalhar.
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." - Rui Barbosa

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Offline Gaúcho

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #39 Online: 18 de Janeiro de 2013, 11:50:12 »
R$2.700,00 por preso me parece um bom preço. Acredito que o Estado deva gastar bem mais que isso por preso nos presídios públicos.
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Offline Pasteur

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #40 Online: 18 de Janeiro de 2013, 11:50:57 »
Será que os presos terão mais conforto nestas unidades?

Offline Diegojaf

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #41 Online: 18 de Janeiro de 2013, 11:53:21 »
R$2.700,00 por preso me parece um bom preço. Acredito que o Estado deva gastar bem mais que isso por preso nos presídios públicos.

Na teoria, o valor ao Estado nos presídios comuns é de R$2.800. Mas o preço é só da manutenção e não leva em consideração que os agentes são concursados (custam mais). Neste caso, pelo que eu entendi, haverão alguns agentes penitenciários que irão trabalhar com a intervenção caso necessário, mas a maioria será de funcionários contratados.
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Offline _Juca_

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #42 Online: 18 de Janeiro de 2013, 12:04:29 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Você esta se esquecendo que japoneses administram japoneses, canadenses administram canadenses, e assim por diante, cada qual com sua cultura e diferentes níveis de educação.


E ainda ia pagar como, com água de côco?

Skorpios

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #43 Online: 18 de Janeiro de 2013, 13:01:35 »
E os que não quiserem?

Vão para as penitenciárias do Estado. Pra ir pra essa tem que estar disposto a trabalhar.

Prevejo que vão sobrar vagas...

Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #44 Online: 18 de Janeiro de 2013, 17:17:18 »
Quem para mim é uma perca de tempo ler é o Dawkins. :P

Autor arcaico, ainda parado no positivismo. Acredita não só em "genes" (ciência burguesa), mas que são "egoístas". Quando esse cara demonstrar o primeiro sinal de ter lido pelo menos Khun, aí então talvez valesse a pena ler alguma "crítica" dele ao pós-modernismo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #45 Online: 18 de Janeiro de 2013, 17:18:17 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Você esta se esquecendo que japoneses administram japoneses, canadenses administram canadenses, e assim por diante, cada qual com sua cultura e diferentes níveis de educação.


E ainda ia pagar como, com água de côco?

:hein:

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #46 Online: 18 de Janeiro de 2013, 17:33:25 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Você esta se esquecendo que japoneses administram japoneses, canadenses administram canadenses, e assim por diante, cada qual com sua cultura e diferentes níveis de educação.


E ainda ia pagar como, com água de côco?

:hein:

Não tem dinheiro nem pra construir mais presídios e acabar com a superlotação, se paga uma merreca pra polícia, onde vai achar dinheiro pro que canadenses, japoneses iam pedir pra administrar?  :)     




Offline Buckaroo Banzai

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #47 Online: 18 de Janeiro de 2013, 18:16:22 »
Ah, sim. Então teria que começar com plágios da economia dos países em condições suficientemente parecidas, mas com melhor verba.

Offline Geotecton

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #48 Online: 18 de Janeiro de 2013, 19:21:21 »
Seria legal se os países fossem meio como empresas, e se pudesse contratar o Japão para administrar o sistema prisional e policial brasileiro, talvez o Canadá para a saúde, Hong Kong ou Cingapura para economia, e algum lugar com leis ambientais que prestassem para as leis ambientais...

Você esta se esquecendo que japoneses administram japoneses, canadenses administram canadenses, e assim por diante, cada qual com sua cultura e diferentes níveis de educação.


E ainda ia pagar como, com água de côco?

:hein:
Não tem dinheiro nem pra construir mais presídios e acabar com a superlotação, se paga uma merreca pra polícia, onde vai achar dinheiro pro que canadenses, japoneses iam pedir pra administrar?  :)     

"Onde vai achar dinheiro?"

Revisão de obras superfaturadas, corte de cargos comissionados, aplicação do limite constitucional de salários, demissão de funcionários públicos ociosos, eliminação de remuneração de políticos, revisão salarial de diversas classes do funcionalismo, melhoria na gestão...
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Offline _Juca_

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Re:sistema penitenciário
« Resposta #49 Online: 18 de Janeiro de 2013, 20:43:25 »
Ah, sim. Então teria que começar com plágios da economia dos países em condições suficientemente parecidas, mas com melhor verba.

Não é má idéia.

 

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