Autor Tópico: Bitcoin, a moeda do futuro  (Lida 10750 vezes)

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Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #100 Online: 28 de Janeiro de 2014, 14:32:30 »
Quando você falou "seu próprio computador" eu pensei no que eu uso para jogar, acessar internet, etc...  :wink:

Mas esse mesmo computador no qual nós digitamos aqui no CC pode minerar Bitcoins! Foi isso o que eu quis dizer.
Teoricamente é possível, pois é necessário "apenas" quebrar chaves de criptografia e se fazer constar numa rede específica para se auferir os tais Bitcoins. É assim que eles saem do limbo e passam a existir. Só que fica muito caro e muito difícil/demorado se conseguir dessa forma, mas é sim possível (teoricamente).

Dê uma lida no artigo. É bem esclarecedor.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #101 Online: 28 de Janeiro de 2014, 15:51:41 »
Boa sacada, vender PCs para mineirar mario brother coins, e até comprar desses, mineirar, vender as coins enquanto ainda tem quem caia nessa, e depois pelo menos ainda se têm computadores possantes que possam ter algum uso real.

Offline Geotecton

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #102 Online: 28 de Janeiro de 2014, 16:15:45 »
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Pelo que parece, qualquer um pode minerar Bitcoins, usando seu próprio computador.
Não é tão simples nem tão barato, mas teoricamente é possível.

Atualmente não compensa mineirar bitcoins com hardware que não seja específico para isso. O gasto com energia não compensa o lucro obtido.

É sobre isso que fala o artigo sobre mineração e foi isso o que eu disse: não é simples nem barato.
Só que eu não sabia que era dessa forma que o Bitcoin vinha ao mundo.
[...]

Eu fico com o ouro e vocês podem ficar com os bitcoins.

Não tem problema nenhum.  :P
Foto USGS

Offline Digão

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #103 Online: 28 de Janeiro de 2014, 20:27:56 »
Gabarito, agora vi que escrevi "mineirar" e você nem me avisou... já não basta o "momento histórico" do Skorpions... :P

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #104 Online: 02 de Fevereiro de 2014, 17:28:39 »
Achei interessantíssimo o mecanismo de bastidores do Bitcoin e quis compartilhar com os colegas do fórum que acompanham essa moeda.

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Bitcoin: os Blocos e sua Cadeia
30/01/2014 11h06 - Atualizado em 31/01/2014 10h35

por B. Piropo
Para o TechTudo

Na coluna anterior vimos como as bitcoins são emitidas: “minerando” blocos com poderosas estações de trabalho.

Mas não detalhamos o que vem a ser um bloco.

Então vamos começar pelo princípio: um bloco é um arquivo que contém um cabeçalho que o identifica e mais algumas informações genéricas sobre o ele (como por exemplo o “time-stamp”, data e hora em que foi emitido referente ao UTC) seguidas do registro das transações mais recentes efetuadas com as bitcoins e que ainda não foram registradas em outros blocos. É mais ou menos análogo a uma página individual de um grande livro que registra transações efetuadas em uma bolsa de valores.

Imediatamente após o bloco ser emitido pelo minerador que acabou de “encontrá-lo”, a única transação que ele contém é justamente a emissão de um determinado número de bitcoins que são depositadas em sua “conta” (ou atribuídos a seu “endereço bitcoin”; adiante veremos do que se trata). À medida que transações posteriores são realizadas com aquelas bitcoins, são registradas em novos blocos, de modo que cada bloco contém o registro das transações realizadas imediatamente antes de sua criação.

Uma vez criado o bloco, ele é anexado no final de uma estrutura de dados denominada cadeia de blocos. Há apenas uma cadeia (com muitas cópias, continuamente atualizadas) que vai se tornando mais longa à medida que novos blocos são anexados. Como cada bloco contém o registro das transações realizadas imediatamente antes de sua criação e, tão logo criado, é anexado no final da cadeia, esta cadeia contém o registro de TODAS as transações efetuadas com TODOS os bitcoins emitidos até então (já veremos onde o conteúdo desta cadeia é armazenado, como ter acesso a ela e quem gerencia sua criação e manutenção).

Os sucessivos blocos da cadeia são necessariamente únicos (ou seja, é impossível repetir um bloco, o que corresponderia a “gastar” duas vezes a mesma bitcoin). Esta unicidade é garantida não apenas pelo “time-stamp” mas também (o que é necessário já que dois blocos podem ser gerados no mesmo intervalo de um segundo) porque quando o bloco é criado, é gerado seu “hash” (sequência de um número fixo de bytes gerada por um algoritmo conhecido que funciona como “assinatura digital” garantindo que o conjunto de dados ao qual foi aplicada não foi alterado; veja detalhes aqui). Não somente este “hash” é incluído no cabeçalho do bloco como também o “hash” do bloco anterior, identificando sem possibilidade de erro não somente seu conteúdo como também sua posição na cadeia.

Não dá para descer a detalhes sobre a estrutura interna de cada bloco ou de seu cabeçalho, pois seríamos obrigados a discutir tecnicismos que vão além do escopo desta série de colunas. Mas quem tiver interesse pode encontrar detalhes sobre ambos os assuntos no artigo “Blocks“ e “Block hashing algorithm” da  Bitcoin Wiki, este último um sítio que congrega todas as informações – técnicas ou não – sobre o sistema Bitcoin. Mas se você tiver curiosidade em saber com que se parecem os blocos e seus registros de transações, pode acompanhar o desenvolvimento da cadeia em tempo real visitando a página inicial (em português) do sítio BlockChain, ver a lista, um a um, de cada novo bloco à medida em que é criado assim como consultar as últimas transações anexadas aos blocos. A página é dinâmica: cada novo bloco vai sendo nela exibido no momento em que é criado e você pode acompanhar a cadeia crescendo diante de seus olhos. E mais: clicando no atalho de um bloco na coluna “Altura” (que representa a posição do bloco na cadeia), pode examinar suas características. E, na página que ás contém, clicando no atalho indicado, é possível conferir todas as transações nele incluídas.

Mas onde estas informações são armazenadas? Quem as controla? Quem disciplina a formação da cadeia?

Começando por último: ninguém. E esta é justamente a beleza do conceito: não existe uma pessoa ou entidade central que congregue e controle todas estas informações e procedimentos, tanto no que toca à emissão das bitcoins quanto às transações realizadas com elas e a organização da cadeia de blocos.

Vou tentar explicar isto de uma forma simplificada, mas mesmo que fique difícil de entender, fique certo de uma coisa: o método funciona e garante a segurança do sistema.


Página de “download” do cliente Bitcoin (Foto: Reprodução/B.Piropo)

Então vamos lá: em uma das colunas desta série eu mencionei que, se você deseja minerar bitcoins, precisa se integrar à rede Bitcoin. Esta rede não é centralizada, é do tipo par-a-par (“peer-to-peer”). Para fazer parte dela é preciso baixar e instalar o “programa cliente Bitcoin” que pode ser obtido na página correspondente de Bitcoin.Org (veja seu aspecto na Figura 1). É um software de código aberto cuja primeira versão foi desenvolvida pelo idealizador do sistema, Satoshi Nakamoto (que, como informado na primeira coluna desta série, é um nome fictício e até hoje não se sabe efetivamente de quem se trata) e teve algumas atualizações desenvolvidas por colaboradores e aprovadas pelo Bitcoin Forum, que faz parte da Bitcoin.Org.

A rede Bitcoins Já é integrada por mais de seis mil nós (situados principalmente na Europa e EUA, mas há alguns no Brasil e até nos países conflagrados do Oriente Médio) e sua distribuição pode ser vista no mapa contido nesta página.

Pois bem, o “cliente” Bitcoin é muito mais do que o nome indica. Ao ser instalado ele integra a máquina à rede Bitcoin e passa algum tempo (desde algumas horas a um par de dias, dependendo da capacidade de processamento da UCP e da rapidez do disco rígido) sincronizando-se com a dita rede. E, a partir de então, a máquina passa a integrar um nó desta rede. Isto porque o software cliente não serve apenas para minerar, mas para participar do controle do sistema (o software pode, inclusive, ser instalado em uma máquina que jamais seja utilizada para minerar, apenas para integrar a rede).

Após sincronizada, a máquina passa a integrar o conjunto de máquinas que controla a cadeia de blocos. Ela, juntamente com todas as demais, armazena uma cópia da cadeia e, cada novo bloco criado (por ela, caso esteja entre as máquinas empenhadas na mineração, ou por qualquer outra) é imediatamente distribuído a todas as demais. Estas se comunicam entre si e cada uma delas verifica se o bloco é válido ou se trata de uma tentativa de algum pilantra mal intencionado para tirar proveito indevido do sistema.

A validação do bloco é feita com facilidade e rapidez verificando-se sua “time-stamp”, comparando seu “hash” com os dos demais blocos da cadeia (lembre: cada “hash” é montado aplicando-se um algoritmo ao conteúdo do bloco e não há dois blocos com o mesmo “hash”) e garantindo que ele não contém uma transação ilegal (que usa uma bitcoin já utilizada em outra transação). Se aprovado por aquela máquina, ela informa às demais da cadeia. Quando um número suficiente de nós aprovou o bloco (um procedimento que demora cerca de dez minutos), ele é validado e definitivamente anexado ao final da cadeia que, então, passa a esperar que novo bloco seja validado e anexado, e assim por diante, de modo que a cadeia vai crescendo continuamente, contendo informações sobre TODAS as transações realizadas com CADA bitcoin. E como cada bloco foi verificado por um grande número de nós antes de ser validado, pode-se garantir que a mesma transação (ou uma nova transação com uma quantia em bitcoins que já foi usada antes em outra) jamais venha a ser repetida.

Quem desejar informações mais detalhadas sobre este procedimento de validação de bitcoins e suas transações as encontrará no documento original que propôs o sistema, assinado por Satoshi Nakamoto e em diversos artigos da Bitcoin Wiki.

Mas se não estiver disposto a “esquentar a cabeça” com detalhes, basta saber que o procedimento funciona. E, talvez a parte mais bonita: como não depende do controle de qualquer pessoa ou órgão central (como um governo, por exemplo) que controle a emissão e a circulação das moedas, mas sim da aprovação conjunta de um grande número de nós de uma rede par-a-par, é impossível interferir no procedimento para beneficiar fulano ou sicrano. É um processo que, depois de iniciado (e já foi iniciado há alguns anos) não há mais como interromper, desviar, corromper ou alterar seu curso.

Coisa de gênio.

Mas vamos pensar um pouco: se há milhares de nós minerando bitcoins e emitindo novas moedas, como se pode impedir que um número excessivo de bitcoins no mercado gere um processo inflacionário que fará com que a moeda perca o valor? (valor este que, incidentalmente, hoje está oscilando entre US$ 816,06 e US$ 838,72 e vem se mantendo estável neste patamar há algumas semanas).

Bem, isto veremos na próxima coluna. Até lá.

B. Piropo

Uma das coisas mais empolgantes que vi foi a página em que aparece o desenvolvimento da cadeia de blocos em tempo real!

Quem quiser mais detalhes, deve ler a matéria na página original, cujo link está no título da notícia acima, pois lá encontrará o texto com todos os links correspondentes a cada citação.

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #105 Online: 01 de Março de 2014, 15:02:45 »
Não sei se você ficaram sabendo, mas o sistema Bitcoin está em meio a uma crise que ameaça a sua própria existência.
A série de colunas do TechTudo abordou vários aspectos do sistema. Essa última coluna fala um pouco do atual momento turbulento.
Como sempre, muito elucidativa e interessante.


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Bitcoin: o final da série em plena tormenta
27/02/2014 17h58 - Atualizado em 27/02/2014 17h58
B. Piropo
Para o TechTudo

Encerrei a coluna anterior prometendo que ela seria a derradeira da série. E será.

O problema é que nesta última semana o universo Bitcoin voltou a efervescer como nunca se viu antes. E, nestes últimos dias, ocorreram fatos de tal magnitude que ameaçam a própria sobrevivência do sistema. Seja como for, promessa é promessa e cumprirei a minha. Mesmo porque, se não mudarmos de tema, esta coluna acabará se tornando uma resenha sobre bitcoins.

A questão é que, indo no popular: no mundo Bitcoin o bicho está pegando. Por isto esta coluna será um pouco mais extensa do que de costume.

Na semana passada vimos que, após suspender as transações externas com bitcoins, a maior bolsa de moedas da Internet, MtGox, havia admitido em um comunicado a seus clientes que a dita suspensão foi devida à ação de “hackers” que tinham detectado uma falha na segurança do sistema Bitcoin. Mas não identificou a natureza da falha.


Bitcoin: a moeda virtual (Foto: Divulgação)Bitcoin: a moeda virtual (Foto: Pond5)

Esta identificação apenas foi feita em comunicado posterior no qual MtGox dá duas explicações. Uma para técnicos (que poderia ser consultada no dito comunicado caso ainda estivesse no ar), outra para leigos, que vai aqui transcrita: “A bug in the bitcoin software makes it possible for someone to use the Bitcoin network to alter transaction details to make it seem like a sending of bitcoins to a bitcoin wallet did not occur when in fact it did occur. Since the transaction appears as if it has not proceeded correctly, the bitcoins may be resent” (um “bug” no software Bitcoin possibilita que a rede Bitcoin seja usada por terceiros para alterar detalhes de transações de forma a fazer parecer que o envio de bitcoins de uma carteira para outra não ocorreu, quando de fato havia ocorrido. Como a transação aparece como se não tivesse sido processada corretamente, as bitcoins podem ser enviadas novamente).

A cotação da moeda, que após começar a se estabilizar depois de uma queda de um patamar ligeiramente acima dos US$ 800 em 04/02 até um valor ligeiramente abaixo de US$ 700 em 08/02 devido ao anúncio do Governo da Rússia declarando “potencialmente suspeitas” as transações efetuadas com bitcoins, após o anúncio de MtGox – que, afinal, punha em dúvida toda a segurança do próprio sistema Bitcoin, caiu novamente até US$ 600 em 13/02, oscilou e acabou, aparentemente, por se estabilizar ligeiramente acima disto por cerca de uma semana (veja gráfico atualizado no site da CoinDesk; note que, embora por padrão o gráfico mostre apenas a variação de um dia, clicando no local adequado é possível encurtar ou estender o período desde uma hora até todos os anos da existência da moeda; sugiro clicar no “1y” para acompanhar a variação em um ano).

Esta estabilização, que parecia pôr fim à crise, foi devida ao comunicado da MtGox divulgado na segunda-feira da semana passada, 17/02, se desculpando pelos eventuais incômodos causados pela suspensão e anunciando que conseguiu implementar uma solução para o problema que permitiria retomar as transações e mitigar os danos. A solução, alegadamente obtida em conjunto com a bolsa BlockChain e a Bitcoin Foundation, consistiu na inclusão de um identificador único que permite detectar se uma transação foi alterada, impedindo a fraude. Finalmente, o comunicado informava que a retomada das transações no MtGox seria reiniciada paulatinamente, já que a implementação das novas medidas de segurança exigia a reindexação das cerca de 32 milhões de entradas da cadeia Bitcoin e a implementação completa tanto da nova identificação quanto de uma nova linha de retiradas. Além disto, o anúncio informou que foi implementada uma simples, porém efetiva, medida de detecção de fraudes: cada vez que uma conta é acessada, uma mensagem de correio eletrônico é enviada para o endereço registrado do proprietário.

Na data da publicação da coluna anterior parecia que, apesar do baque, o sistema Bitcoin seguiria firme e forte.

Mas não. Foi justamente a partir de então que ele quase desabou.

O primeiro golpe foi a divulgação de que o problema não se restringia ao MtGox: ao que tudo indica mais alguém tirou proveito do “bug” do sistema Bitcoin.

O site “Silk Road”, que adota medidas que impedem a identificação de seus visitantes e por isto é usado para realização de negócios escusos, inclusive e principalmente tráfico de drogas (segundo a Wikipedia, era conhecido como “a Amazon das drogas ilegais” ou “o eBay das drogas”), fechado em 2013 pelo FBI americano mas recriado em novembro passado com os mesmos objetivos e finalidades com o nome “Silk Road 2.0”, anunciou que também havia sido vítima dos “hackers” e dele foram subtraídos bitcoins no valor de cerca de 2,7 milhões de dólares americanos. Um negócio um bocado conveniente, diga-se de passagem, já que a maior parte deste valor pertencia a depositantes. Tão conveniente que cada vez mais parece ter sido um golpe arquitetado pelos próprios responsáveis pelo Silk Road 2.0 contra seus “clientes” (veja comentários neste artigo).

Mas sendo ou não golpe, o anúncio agitou o mercado. Que, por fim, entrou em pânico com um segundo golpe, quase devastador: a bancarrota do MtGox.

Antes, convém salientar que o MtGox nada tinha a ver com o sistema Bitcoin. MtGox era apenas uma das muitas bolsas de negociação de bitcoins (e outras moedas virtuais) e o sistema Bitcoin é formado por uma imensa rede cujos nós se espalham por todo o mundo. Mas, indiscutivelmente, havia uma forte ligação entre ambos, já que a maioria das transações em bitcoins era feita no MtGox que por sua vez era a maior bolsa que negociava a moeda. Portanto, embora em tese nada que ocorresse com o MtGox afetaria diretamente o sistema Bitcoin, em se tratando de um ativo volátil cuja cotação flutua ao sabor dos humores do mercado, é claro que na prática havia uma forte interdependência.

Pois bem: nesta última segunda-feira, 24/02, o MtGox desapareceu. Sumiu. Escafedeu-se do mercado.

Uma visita à sua página mostra (até a data de publicação desta coluna, 27/02) apenas o que se vê na Figura 1 – na qual o comunicado mais recente, que em cima a página, foi postado ontem, 26/02, por seu proprietário Mark Karpeles nos seguintes termos: “Caros clientes MtGox: considerando as especulações sobre MtGox e seu futuro eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para reassegurar a todos que eu ainda estou no Japão e trabalhando duro com o apoio de diferentes parceiros para encontrar uma solução para os nossos recentes problemas. Além disto eu gostaria de pedir a todos que se abstenham de fazer perguntas a nossa equipe: seus membros foram instruídos a não fornecer qualquer resposta ou informação. Por favor, visitem esta página para futuras comunicações e atualizações”.


Figura 1 - Site da MtGox com comunicado (Foto: Reprodução)

O efeito, naturalmente, foi desastroso. O mercado entrou em polvorosa. A cotação da moeda, que andava muito próxima dos US$ 600 na manhã de 24/02, desabou para cerca de US$ 450 na manhã do dia seguinte. Uma queda de 25% em um dia.

Parecia que todo o sistema estava desabando.

A MtGox continua desaparecida do mercado e, apesar do comunicado em sua página, tudo indica que a ele não retornará. E a razão aparente é que descobriu-se que a fragilidade recentemente detectada que provocou a suspensão das transações há duas semanas já vinha sendo explorada há bastante tempo sem ser percebida. E que ao longo deste período seus responsáveis teriam desviado do MtGox mais de 740 mil bitcoins, que ao preço corrente (a cotação no momento em que esta coluna está sendo escrita, na tarde de 27/02, é de US$ 575,35) corresponde a um prejuízo superior a 425 milhões de dólares americanos, muito maior que o total de ativos da empresa.

Houve protestos em todo o mundo, o paradeiro de Karpeles é desconhecido (por isto ele afirma em seu comunicado que “ainda está no Japão”), a MtGox foi desligada da Bitcoin Foundation e a confusão generalizou-se. Não dá para entrar em detalhes, mas você poderá encontrá-los em artigos da Reuters, da AP publicado em Yahoo News, da BBC News e, por último mas não menos importante, daqui mesmo na Globo.Com (este último, naturalmente, em português).

Tudo indicava que o sistema não sobreviveria.

Pois não é que a cotação reagiu?

Dos US$ 450, fundo do poço atingido anteontem, ela subiu até quase US$ 600 (para ser exato: US$ 594,33 na manhã de ontem) e a partir daí tem flutuado sempre acima dos US$ 500 e abaixo dos US$ 600, em uma aparente estabilidade. Veja a variação na última semana na Figura 2.


Figura 2 - Variação de bitcoin na última semana (Foto: Reprodução)

Como diria o folclórico personagem americano “Yogi” Berra, “fazer previsões é muito difícil, especialmente quando são sobre o futuro”. Mas, considerando que quem “quebrou” foi apenas uma bolsa de moedas, não o sistema, que existem quase 150 instituições (e quase dois mil membros individuais) ligados à Bitcoin Foundation que, neste momento, lutam denodadamente para sua sobrevivência, que o sistema Bitcoin tem demonstrado uma notável resiliência à crises, que parece que a cotação tende a se estabilizar nas próximas semanas e que, afinal, quem há exatamente seis meses investiu em bitcoins a US$ 117,45 cada ainda desfruta hoje de um lucro líquido próximo aos 400% apesar da crise, algo me diz que ele escapará de mais uma.

Para fechar minha opinião

Esta série sobre o sistema Bitcoin deveria ter sido bem mais curta. Porém, quanto mais eu escarafunchava o tema garimpando informações para escrevê-la, mais fatos interessantes, surpreendentes e fascinantes afloravam, o que a encompridou significativamente. E mais: com as coisas no pé em que estão, se eu continuar a escarafunchar, mais detalhes interessantes aparecerão, ela se tornará infindável e eu vou acabar virando um “colunista de bitcoin”. Então, decidi encerrá-la por aqui. Se você continua ávido por informações sobre o tema, poderá consultar as dezenas de URLs citadas nas diversas colunas da série ou efetuar pesquisas no Google com o termo “bitcoin”.

Para fechar, então, minha opinião sobre o sistema Bitcoin:

Antes e acima de tudo, tenho uma forte impressão que, caso o sistema Bitcoin consiga superar a crise atual e estabilizar sua cotação mais ou menos na faixa em que está agora, dificilmente alguma coisa poderá derrubá-lo no futuro. Penso que neste exato momento o sistema está encarando seu teste definitivo.

Isto posto, e partindo do princípio que ele venha a atravessar esta tormenta emergindo dela ainda com boa saúde, o que ocorrerá depois?

Se o sistema Bitcoin será ou não o meio de pagamento do futuro, não sei. Ele apresenta vantagens e desvantagens e tem contra si a ação dos diversos governos nacionais, que não estão nem um pouco satisfeitos com o surgimento de um sistema monetário paralelo sobre o qual eles não têm controle, dos bancos, que temem sua concorrência e não são adversários desprezíveis, e dos economistas e colunistas financeiros que são quase unanimemente contra: cada queda brusca da cotação é saudada por eles como a “falência do sistema”. Ora, como os economistas constituem a única classe que está sempre meio certa, pois cada vez que opinam sobre algo metade e à favor e a outra contra, esta unanimidade contra me parece um bom sinal a favor do sistema Bitcoin.

Outro argumento não desprezível a favor é sua notável capacidade de sobreviver a crises. Quem acompanhar a evolução da cotação nestes pouco mais de quatro anos de vida da moeda, especialmente a partir de meados de 2012 até o presente, notará que, embora oscile, sempre cresce. Explicando melhor: a cotação se mantém em um dado patamar, repentinamente sobe por alguma razão, não se sustenta lá no alto e cai. Mas, ao cair, acaba se estabilizando em um nível bastante superior ao do patamar anterior. E este é um fator a favor. Se o mesmo ocorrer depois da crise que ora está sendo enfrentada, o futuro do sistema Bitcoin me parece garantido.

O problema é que esta contínua valorização pode ter um efeito perverso. Porque se por acaso, como eu acredito, ficar claro que a cotação tende a subir a médio e longo prazo, as pessoas tenderão a entesourar a moeda e somente se disporão a vendê-la quando muito necessário. O que virá a dificultar seu uso como moeda corrente.

Senão, vejamos: em outubro de 2010 um bitcoin valia dez centavos de dólar americano, aproximadamente 25 centavos de Real. Você já imaginou como há de se sentir hoje um indivíduo que, naquela época, tivesse tirado de sua carteira virtual cem bitcoins para comprar uma pizza média de muçarela ao se dar conta de que, se tivesse guardado seu dindim, teria hoje, apesar da crise, pouco mais de US$ 57 mil? Ou – o que vem a dar no mesmo – que pagou, em bitcoins de hoje, 57 mil dólares americanos por uma pizza média de muçarela? Este cara dificilmente voltará a usar seus bitcoins para efetuar transações comerciais rotineiras. Ou a comer pizza…

A tendência, então, será entesourar as moedas.

Ocorre que moedas entesouradas não movimentam o comércio – e o comércio é o único meio pelo qual uma moeda se firma no mercado. E, no que diz respeito ao bitcoin, isto apenas ocorrerá quando sua cotação se estabilizar por um longo período. O que não é a tendência atual.

Então o que vai acontecer com o sistema Bitcoin a partir de 2040, quando a derradeira moeda for emitida?

Eu poderia dizer qualquer coisa, já que com a idade que tenho, jamais poderei ser cobrado por uma previsão errada.

Mas a única resposta honesta que tenho é: “não sei”.

E bem que gostaria de saber…

B. Piropo

Ao longo do texto existem vários links de referência que podem ser seguidos através do texto original, cujo link é o título da matéria acima.

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #106 Online: 01 de Março de 2014, 15:11:48 »
Notícia sobre o desaparecimento de uma das bolsas da moeda:

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Antiga líder de compra e venda de bitcoins 'some' da internet
25/02/2014 10h19 - Atualizado em 25/02/2014 11h00
Mt. Gox apagou todos os seus posts no Twitter e tem página inicial vazia.
Empresa estava com problemas técnicos e de segurança.

Altieres Rohr Especial para o G1
84 comentários

A Mt. Gox, empresa japonesa especializada em câmbio de bitcoin e antiga líder de mercado, "sumiu" da internet. Na segunda-feira (24), todas as publicações da companhia em seu perfil no Twitter, que tem 28,3 mil seguidores, foram apagadas. Já nesta terça-feira (25), o site principal apresentava uma página em branco, enquanto o endereço de suporte técnico estava fora do ar. Às 10h desta terça, o site Bitcoin Charts não registrava transações da Mt. Gox há 11 horas.

Os problemas enfrentados pela Mt. Gox causaram um grande fluxo de saques no site. Usuários que ainda precisam retirar bitcoins agora não podem mais fazê-lo. Na última atualização, o site prometia que a função seria reestabelecida.

Ainda é possível acessar o endereço alternativo do site para suporte. A página, porém, foi atualizada pela última vez na quinta-feira (20). Como o Twitter da empresa está vazio, não há nenhuma informação sobre o motivo de o site principal estar fora do ar. No Facebook, a última postagem é de dezembro.

[...]


O restante da notícia está na fonte da matéria.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #107 Online: 01 de Março de 2014, 18:05:11 »
Gabarito, agora vi que escrevi "mineirar" e você nem me avisou... já não basta o "momento histórico" do Skorpions... :P

Até agora eu nem sabia que a grafia correta é "minerar". Parece coisa de espanhol. Como na frase, "¡Los mineros, ayayaý!"

Paradoxalmente, acho que nunca me confundi com "mineiração" em vez de "mineração". Aqui o espanhol tem maior coerência que o português. Mas ainda não o redime dos "cocodrillos".

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #108 Online: 01 de Março de 2014, 19:11:34 »
Paradoxalmente, acho que nunca me confundi com "mineiração" em vez de "mineração". Aqui o espanhol tem maior coerência que o português. Mas ainda não o redime dos "cocodrillos".

Nem de peligro e peligroso.
:)

Offline SnowRaptor

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #109 Online: 04 de Março de 2014, 04:01:06 »
Elton Carvalho

Antes de me apresentar sua teoria científica revolucionária, clique AQUI

“Na fase inicial do processo [...] o cientista trabalha através da
imaginação, assim como o artista. Somente depois, quando testes
críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

-- François Jacob, 1997

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #110 Online: 06 de Março de 2014, 12:42:50 »
O mundo dos Bitcoins continua nervoso.


Citar
Encontrada morta diretora da plataforma de intercâmbio de bitcoins First Meta
AFPAFP – 1 hora 35 minutos atrás


    Máquina de bitcoins em um shopping de Cingapura

A jovem diretora da plataforma de intercâmbio de bitcoins First Meta foi encontrada morta em Cingapura, onde morava, e a polícia investiga o caso como óbito "não natural", apesar de ter descartado a hipótese de assassinato.

O corpo da americana Autumn Radtke, de 28 anos, foi encontrado em 26 de fevereiro em seu apartamento.

A polícia informou que encontrou a jovem deitada no chão.

"Estava morta e a polícia está investigando esta morte não natural, mas a investigação preliminar indica que não há nada suspeito", afirma um comunicado da polícia.

A morte foi anunciada em um primeiro momento no site da First Meta, uma empresa com sede em Cingapura, que não revelou as circunstâncias do falecimento. No mundo das empresas start-ups os comentários citam um possível suicídio.

O bitcoin, moeda virtual, foi abalado no mês passado pela crise da plataforma japonesa MtGox, que recorreu à lei nipônica de falências depois de perder o equivalente a 500 milhões de dólares, que podem ter sido roubados.

Na terça-feira, a plataforma canadense de intercâmbio de bitcoins Flexcoin se viu obrigada a fechar, alegando que alguém atacou seus sistemas e roubou o equivalente a 600.000 dólares.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #111 Online: 06 de Março de 2014, 18:40:35 »

Fonte

:biglol:

Não tem nada demais*, desde que não se seja implicante com a semântica de "regulação".

Geralmente quem se coloca contra regulação de mercado está falando de ser contra haver sujeitos encarregados de "gerenciar a economia" (decretando taxas de juros, disponibilidade de moeda, salário mínimo, confisco de poupança, etc). Não ter isso não implica em não se poder ter leis e punição contra desonestidade/crimes, embora isso argumentavelmente ainda possa ser também descrito como "regulação".





* "de mais"? [/auto-skorpios]

Offline SnowRaptor

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #112 Online: 06 de Março de 2014, 18:51:46 »
Geralmente quem se coloca contra regulação de mercado está falando de ser contra haver sujeitos encarregados de "gerenciar a economia" (decretando taxas de juros, disponibilidade de moeda, salário mínimo, confisco de poupança, etc). Não ter isso não implica em não se poder ter leis e punição contra desonestidade/crimes, embora isso argumentavelmente ainda possa ser também descrito como "regulação".

E fazer shutdown na bolsa quando o índice cai mais de 10% é interferir na mão livre do mercado? Ou pode?



* "de mais"? [/auto-skorpios]

Demais.
Elton Carvalho

Antes de me apresentar sua teoria científica revolucionária, clique AQUI

“Na fase inicial do processo [...] o cientista trabalha através da
imaginação, assim como o artista. Somente depois, quando testes
críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

-- François Jacob, 1997

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #113 Online: 06 de Março de 2014, 19:22:13 »
Teria que perguntar para algum defensor engajado/interado das principais opiniões. O Rhyan de vez em quando tem postado. Eu imagino que deve haver alguma divisão de opiniões, como há em um bocado de coisa.

Offline Digão

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #114 Online: 06 de Março de 2014, 22:08:55 »

Offline parcus

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #115 Online: 06 de Março de 2014, 22:18:23 »
Eu não duvido nada de que o governo chinês/americanos/etc estejam por trás desses hackers. Tenho simpatias pela ideia por trás do BitCoin (que visa privacidade), mas nunca vi o bitcoin como uma alternativa a metais preciosos. Acho muita ingenuidade as pessoas acreditarem que o "código é perfeito", como proclamavam antes de fecharem o mtGox.
http://tomwoods.com . Venezuela, pode ir que estamos logo atrás.

Offline SnowRaptor

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Elton Carvalho

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críticos e experimentação entram em jogo, é que a ciência diverge da
arte.”

-- François Jacob, 1997

Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #117 Online: 23 de Junho de 2014, 23:13:39 »
Um dos maiores especialistas em Bitcoin no Brasil, o economista Fernando Ulrich lançou um livro sobre o tema (gratuito):
http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=99

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #118 Online: 06 de Maio de 2015, 16:32:44 »
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/vem-ai-a-hayek-a-nova-moeda-virtual-com-lastro-em-ouro

Citação de: Fernando Ulrich
Ela está reintroduzindo no sistema monetário algo que o Bitcoin já havia eliminado: o risco da contraparte. Se a HayekCoin vale exatamente 1 grama de ouro, alguém está garantindo que todas as HayekCoins emitidas terão lastro no metal. Que entidade fará isso? Quem garante a solvência dessa instituição?




PS/OT.: ainda acho que o correto naquele caso é "demais" mesmo, não entendo o sentido em se dizer "nada de mais".

Offline Lorentz

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #119 Online: 06 de Maio de 2015, 17:09:54 »
Um dos maiores especialistas em Bitcoin no Brasil, o economista Fernando Ulrich lançou um livro sobre o tema (gratuito):
http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=99

Não existe almoço grátis. Não lerei.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline DDV

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #120 Online: 06 de Maio de 2015, 18:22:25 »
Um dos maiores especialistas em Bitcoin no Brasil, o economista Fernando Ulrich lançou um livro sobre o tema (gratuito):
http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=99

Não existe almoço grátis. Não lerei.

 :biglol:
Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #121 Online: 06 de Maio de 2015, 18:45:05 »
O Bitcoin é um moeda descentralizada que tem a oferta monetária baseada num sistema matemático automático. Como o cara vai criar uma moeda digital que representa o ouro? Quem vai estocar ouro? Como vai ser confiável?

Mas não é novidade, o E-Gold existe faz tempo.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #122 Online: 06 de Maio de 2015, 19:26:09 »
Citar
[...]Clients will be able to obtain the new digital currency by first purchasing gold and maintaining it in an Anthem Vault account. The client can then convert the metal in exchange for the digital currency. Each HayekCoin equals one gram of gold US:GCJ5 or roughly $40 per gram of gold at current prices.  [...]

http://www.marketwatch.com/story/this-digital-currency-has-an-unusual-gold-spin-2015-03-30



Citar
E-gold was a digital gold currency [...]

http://en.wikipedia.org/wiki/E-gold

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #123 Online: 29 de Maio de 2015, 01:34:29 »
O que aconteceria se estados fizessem um investimento ferrado em "mineirar" o restante das bitcoins? Digamos que conseguissem isso em pouco tempo.

Existe alguma implicação econômica no fato das bitcoins serem potencialmente infinitesimais? São?

Offline Geotecton

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #124 Online: 29 de Maio de 2015, 10:07:48 »
[...]
Mas não é novidade, o E-Gold existe faz tempo.

E mineralogicamente se assemelha à pirita.
Foto USGS

 

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