Autor Tópico: Bitcoin, a moeda do futuro  (Lida 8258 vezes)

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Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #125 Online: 29 de Maio de 2015, 14:11:20 »
Reza a lenda que o FBI (ou seria outro setor) faz isso.

Offline Gabarito

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #126 Online: 09 de Julho de 2016, 09:13:39 »
O aguardado Halving nas moedas Bitcoin:

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O valor da bitcoin está alto. Mas deverá subir ainda mais
8/7/2016, 17:02
Autor
    Flávio Nunes
Este sábado dá-se um fenómeno que deverá fazer subir o valor da moeda virtual. Isto numa altura em que uma só bitcoin já vale 580 euros.


A bitcoin é uma moeda digital criada em 2008

À hora de publicação deste artigo, uma única bitcoin custava 582,65 euros. O valor não é o mais alto deste ano, nem tampouco o mais alto de sempre: a 16 de junho, o câmbio fazia-se a 688,23 euros por bitcoin e, em novembro de 2013, o preço de uma unidade ultrapassou mesmo os mil euros. Ainda assim, a tendência tem sido de crescimento e, graças a um fenómeno quadrienal que acontecerá este sábado, prevê-se que o preço da moeda digital cresça ainda mais, de acordo com o MarketWatch.


A evolução do preço da bitcoin desde o início do ano, em dólares — clique na imagem para ampliar. Créditos: Bloomberg

Mas comecemos pelo princípio. A bitcoin é uma moeda descentralizada e global: descentralizada porque não é regulada por nenhuma entidade oficial; global porque é usada em praticamente todo o mundo — e se é a primeira vez que está a ouvir falar dela, temos dois trabalhos aprofundados sobre o tema, aqui e aqui. A quantidade de bitcoins (também chamada de oferta, ou supply) é controlada de forma automática por milhares de computadores em todo o mundo, programados para tal.

[vídeo na fonte da notícia]

Como referimos, este sábado é dia de halving. Trata-se de um fenómeno que reduzirá dramaticamente a oferta de bitcoins. Mais propriamente, reduzirá para metade a intensidade com que novas bitcoins são produzidas por esses computadores. Segundo o MarketWatch, o fenómeno só acontece de quatro em quatro anos e, de acordo com alguns especialistas, deverá resultar numa escalada do valor da moeda.

O fenómeno está intrinsecamente ligado ao próprio conceito de bitcoin. Quando a moeda foi pensada, o seu criador (ou criadores) Satoshi Nakamoto fê-la para que a oferta fosse deflacionária por natureza, ao contrário de outras divisas cuja oferta é teoricamente ilimitada. Assim, Nakamoto programou o software para reduzir gradualmente a oferta de bitcoins.

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225.000.000
Diariamente, cerca de 225 milhões de euros em bitcoins são transacionados em todo o mundo.
CoinCap.io/MarketWatch

Segundo o MarketWatch, os computadores geram atualmente 3.600 bitcoins por dia, ou mais de dois milhões de euros aos preços de hoje. E isso faz-se da seguinte forma:

1 – Qualquer pessoa pode ter computadores a correr o software da bitcoin. Esses computadores têm que permanecer ligados para que possam processar as transações de bitcoins. Essas pessoas chamam-se, na gíria, mineiros de bitcoin.

2 – Em traços gerais esses computadores vão usando a capacidade de processamento para tentarem resolver complexas equações que, fundamentalmente, representam as várias transações.

3 – Essas transações são convertidas em blocks e registadas no chamado blockchain — uma espécie de registo supostamente inviolável com todas as transações de bitcoins feitas desde que a moeda foi criada em 2008.

4 – Por cada transação processada, os computadores geram novas bitcoins que o mineiro pode vender ou conservar. Por isso, competem para serem os primeiros a resolver as tais equações criptográficas que estão na base desta moeda digital e o processo repete-se a cada dez minutos.

E é aqui que entra o fenómeno halving, que se espera que aconteça por volta das 17h00 deste sábado, quando o block número 210.000 for minado algures no mundo. Nesse momento acontecerão três coisas: a transação será processada, o mineiro responsável pelo computador que resolveu a equação receberá 25 bitcoins, ou 14.378 euros, e a intensidade com que novas bitcoins são produzidas poderá, então, ser reduzida. O próximo block a ser minado já só valerá 12,5 bitcoins, ainda assim pouco mais de sete mil euros.

Um especialista ouvido pelo MarketWatch refere que não é possível prever ao certo o que acontecerá ao valor da moeda após esse fenómeno e que tem tudo a ver com quantas das bitcoins criadas nesse dia forem injetadas no mercado — recorde-se que mineiros podem optar por as conservar em vez de as vender. Porém, o halving só terá o efeito esperado caso muitas dessas bitcoins sejam transacionadas.

De referir ainda que a constante subida do valor da bitcoin poderá ainda estar relacionado com a expectativa do que poderá acontecer este sábado. Em novembro de 2012, quando o fenómeno halving aconteceu pela primeira vez, o preço da moeda digital começou a subir gradualmente.


Muitas pessoas aguardam com expectativa o fenómeno deste sábado. Créditos: George Frey/Getty Images

“Houston, temos um problema”
A bitcoin desperta ódios e amores. Muitos acreditam que a divisa vai continuar a crescer indefinidamente, enquanto outros acham que tudo não passa de uma bolha prestes a implodir. De uma forma ou de outra, o sistema atravessa neste momento dois grandes problemas: a carência de capacidade de processamento e a ameaça à descentralização.

Eis uma história para compreender o primeiro. Recentemente, um repórter da rádio norte-americana NPR e um jornalista do The New York Times tentaram transacionar entre eles dinheiro em bitcoins para o programa de rádio Planet Money. O valor era baixo: 5 dólares, isto é, 0,000785 de uma bitcoin. A transação ficou pendente, a aguardar processamento por parte de algum computador. Esperaram, esperaram, esperaram. Até que, ao fim de mais de uma semana, a operação pura e simplesmente desapareceu. É o que acontece quando existem muitas transações em fila de espera e capacidade de processamento muito limitada para lhes dar seguimento. Resumidamente: faltam computadores.

O segundo problema deve-se aos próprios donos dos computadores. É que, enquanto qualquer pessoa pode ter um computador a minar bitcoins, é preciso muito poder de computação para que isso lhe seja relevante. Isso implica muitos computadores e, claro, muita despesa — nomeadamente em eletricidade para os alimentar.

Nesse campo, as pessoas com acesso a eletricidade mais barata têm vantagem. É o caso da China, onde são já processadas a vasta maioria das transações de bitcoins. Essa centralização da atividade tem sido vista como uma ameaça ao ideal de liberdade que está na base da moeda digital.

Para já, é preciso esperar — talvez semanas — para saber como o halving afetará a bitcoin e os mineiros mais pequenos. Mas uma coisa é certa: o fenómeno estará a ser acompanhado de perto por muita gente por esse mundo fora.

Na fonte da notícia há mais links de referência e também um vídeo.


P.S.:
Sugiro à moderação fundir outro tópico recém-criado a esse aqui, de forma a padronizar e centralizar pesquisas sobre o termo.

Offline Geotecton

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #127 Online: 09 de Julho de 2016, 10:45:31 »
Quem gostar que fique com os bitcoins.

Eu prefiro os bons e velhos imóveis e ouro.
Foto USGS

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #128 Online: 09 de Julho de 2016, 19:47:32 »
Quais são as especulações sobre a grande concentração de bitcoins na China, "capital do bitcoin", e a futura crise chinesa?

Offline Feliperj

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #129 Online: 10 de Julho de 2016, 01:41:25 »
Quem gostar que fique com os bitcoins.

Eu prefiro os bons e velhos imóveis e ouro.

Eu gosto dos dois, de bitcoin e de ouro. Aliás, tem uma moeda digital que é lastreada em ouro (não lembro o nome dela). Nem preciso falar das vantagens! E tem outra empresa que faz mais ou menos o mesmo: Goldmoney, que agora se associou a empresa do Peter Schiff.

<a href="https://www.youtube.com/v/td7K76IzLvo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/td7K76IzLvo</a>

Offline Feliperj

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #130 Online: 10 de Julho de 2016, 01:46:28 »
Quais são as especulações sobre a grande concentração de bitcoins na China, "capital do bitcoin", e a futura crise chinesa?

A China foi o país que mais investiu em mineração, por isso existe essa concentração. O bitcoin representa uma grande possibilidades de mobilidade de capital; uma fuga para as merdas que o Estado faz com a moeda e com os direitos dos cidadãos!

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #131 Online: 10 de Julho de 2016, 15:19:06 »
Em teoria, já que não seria surpreendente se o governo chinês desse um jeito de confiscar um bocado delas.

Ao mesmo tempo deve ter um efeito nisso o quanto elas estão distribuídas na população. Imagino que estejam na maior parte do tempo nas mãos de pessoas ricas, como investimento, não como moeda.


Citar
https://medium.com/@octskyward/the-resolution-of-the-bitcoin-experiment-dabb30201f7#.tz8gkhxow

The resolution of the Bitcoin experiment

[...]

I’ve spent more than 5 years being a Bitcoin developer.

Why has Bitcoin failed?

It has failed because the community has failed. What was meant to be a new, decentralised form of money that lacked “systemically important institutions” and “too big to fail” has become something even worse: a system completely controlled by just a handful of people. Worse still, the network is on the brink of technical collapse. The mechanisms that should have prevented this outcome have broken down, and as a result there’s no longer much reason to think Bitcoin can actually be better than the existing financial system.

[...]

Why has the capacity limit not been raised? Because the block chain is controlled by Chinese miners, just two of whom control more than 50% of the hash power. At a recent conference over 95% of hashing power was controlled by a handful of guys sitting on a single stage. The miners are not allowing the block chain to grow.
Why are they not allowing it to grow? Several reasons. One is that the developers of the “Bitcoin Core” software that they run have refused to implement the necessary changes. Another is that the miners refuse to switch to any competing product, as they perceive doing so as “disloyalty” —and they’re terrified of doing anything that might make the news as a “split” and cause investor panic. They have chosen instead to ignore the problem and hope it goes away.
And the final reason is that the Chinese internet is so broken by their government’s firewall that moving data across the border barely works at all, with speeds routinely worse than what mobile phones provide. Imagine an entire country connected to the rest of the world by cheap hotel wifi, and you’ve got the picture. Right now, the Chinese miners are able to — just about — maintain their connection to the global internet and claim the 25 BTC reward ($11,000) that each block they create gives them. But if the Bitcoin network got more popular, they fear taking part would get too difficult and they’d lose their income stream. This gives them a perverse financial incentive to actually try and stop Bitcoin becoming popular.

[...]

Nobody knows what’s going on

If you haven’t heard much about this, you aren’t alone. One of the most disturbing things that took place over the course of 2015 is that the flow of information to investors and users has dried up.

In the span of only about eight months, Bitcoin has gone from being a transparent and open community to one that is dominated by rampant censorship and attacks on bitcoiners by other bitcoiners

[...]

In August 2015 it became clear that due to severe mismanagement, the “Bitcoin Core” project that maintains the program that runs the peer-to-peer network wasn’t going to release a version that raised the block size limit. The reasons for this are complicated and discussed below. But obviously, the community needed the ability to keep adding new users. So some long-term developers (including me) got together and developed the necessary code to raise the limit. That code was called BIP 101 and we released it in a modified version of the software that we branded Bitcoin XT. By running XT, miners could cast a vote for changing the limit. Once 75% of blocks were voting for the change the rules would be adjusted and bigger blocks would be allowed.
The release of Bitcoin XT somehow pushed powerful emotional buttons in a small number of people. One of them was a guy who is the admin of the bitcoin.org website and top discussion forums. He had frequently allowed discussion of outright criminal activity on the forums he controlled, on the grounds of freedom of speech. But when XT launched, he made a surprising decision. XT, he claimed, did not represent the “developer consensus” and was therefore not really Bitcoin. Voting was an abomination, he said, because:
Citar
“One of the great things about Bitcoin is its lack of democracy”
So he decided to do whatever it took to kill XT completely, starting with censorship of Bitcoin’s primary communication channels: any post that mentioned the words “Bitcoin XT” was erased from the discussion forums he controlled, XT could not be mentioned or linked to from anywhere on the official bitcoin.org website and, of course, anyone attempting to point users to other uncensored forums was also banned. Massive numbers of users were expelled from the forums and prevented from expressing their views.

[...]
Massive DDoS attacks on XT users
[...]
Worse, the mining pool that had been offering BIP101 was also attacked and forced to stop. The message was clear: anyone who supported bigger blocks, or even allowed other people to vote for them, would be assaulted.
The attackers are still out there. When Coinbase, months after the launch, announced they had finally lost patience with Core and would run XT, they too were forced offline for a while.

[...]
A non-roadmap
[...]
Failing to speak plainly, as they put it, has become more and more common. As an example, the plan Gavin and Jeff refer to was announced at the “Scaling Bitcoin” conferences but doesn’t involve making anything more efficient, and manages an anemic 60% capacity increase only through an accounting trick (not counting some of the bytes in each transaction). It requires making huge changes to nearly every piece of Bitcoin-related software. Instead of doing a simple thing and raising the limit, it chooses to do an incredibly complicated thing that might buy months at most, assuming a huge coordinated effort.

[...]

Replace by fee
One problem with using fees to control congestion is that the fee to get to the front of the queue might change after you made a payment. Bitcoin Core has a brilliant solution to this problem — allow people to mark their payments as changeable after they’ve been sent, up until they appear in the block chain. The stated intention is to let people adjust the fee paid, but in fact their change also allows people to change the payment to point back to themselves, thus reversing it.
At a stroke, this makes using Bitcoin useless for actually buying things, as you’d have to wait for a buyer’s transaction to appear in the block chain … which from now on can take hours rather than minutes, due to the congestion.
Core’s reasoning for why this is OK goes like this: it’s no big loss because if you hadn’t been waiting for a block before, there was a theoretical risk of payment fraud, which means you weren’t using Bitcoin properly. Thus, making that risk a 100% certainty doesn’t really change anything.
In other words, they don’t recognise that risk management exists and so perceive this change as zero cost.
[...]
 It was massively condemned by the entire Bitcoin community but the remaining Bitcoin Core developers don’t care what other people think, so the change will happen. [...]

Conclusions

[...]

Even if a new team was built to replace Bitcoin Core, the problem of mining power being concentrated behind the Great Firewall would remain. Bitcoin has no future whilst it’s controlled by fewer than 10 people. And there’s no solution in sight for this problem: nobody even has any suggestions. For a community that has always worried about the block chain being taken over by an oppressive government, it is a rich irony.

[...]




Offline Geotecton

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #132 Online: 10 de Julho de 2016, 18:34:35 »
Eu quero mais é que os bitcoins passem a valer R$ 0,00 agora mesmo.
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Offline DDV

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #133 Online: 12 de Julho de 2016, 23:05:41 »
A única função que apenas o bitcoin consegue satisfazer no momento é permitir transações anônimas de atividades ilegais.

Tem um site que vende dados pessoais, proibido pela justiça de alguns países, cuja reabertura ilegal usando bitcoins promoveu um boom na cotação e na busca por informações sobre este último recentemente.

Qualquer outra atividade que possa ser feita com moeda comum, esta é preferida.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Lorentz

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #134 Online: 12 de Julho de 2016, 23:17:14 »
A única função que apenas o bitcoin consegue satisfazer no momento é permitir transações anônimas de atividades ilegais.

Transferência internacional quase de graça e quase instantâneo não seria algo positivo também?

Eu mantive um blog por um tempo e ganha uns 300 reais por ano do google. Mas para transferir o dinheiro para minha conta eu gastava algo próximo de 100.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #135 Online: 15 de Julho de 2016, 20:31:09 »
Site conta e resume quantas vezes já previram a morte do Bitcoin:

https://99bitcoins.com/bitcoinobituaries/

Ainda não acertaram...

Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #136 Online: 15 de Julho de 2016, 20:37:20 »
Bitcoin é muito útil como reserva de valor, como meio de fugir de impostos e principalmente para viagens no exterior. Fora a utilidade de fugir de uma moeda estatal inflacionista:

Com crise e inflação, Buenos Aires lidera em bitcoin na América Latina
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/07/1788250-com-crise-e-inflacao-buenos-aires-lidera-em-bitcoin-na-america-latina.shtml

Já fazem muitos anos que o Bitcoin não é mais tão associado à Deep Web. Já faz parte do sistema financeiro, estudo computacional de criptografia, economia, matemática e outros campos.
E a Blockchain que "gerencia" o Bitcoin é muito maior, é uma tecnologia que vai muito além de uma moeda.

Rhyan

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #137 Online: 15 de Julho de 2016, 20:40:44 »
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Mike Hearn Follow
Jan 14 18 min read
:lol:

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #138 Online: 17 de Janeiro de 2017, 08:37:04 »
Marxismo e bitcoinismo: BFFs

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https://bitcoinmagazine.com/articles/bitcoin-marxs-theory-history-1406321399/

Bitcoin and Marx’s Theory of History
...

You would probably think that Marx wouldn't like Bitcoin. But I don’t think so. I believe if Marx were around today he would see Bitcoin as an excellent example of his Theory of History in action; a global system, with roots in the crisis’ of capitalism, that will bring the world closer to his utopian ideals.What many people don't know about Marx is that he admired capitalism as a creator of wealth.

...

Buying products with BTC can be clumsy and time consuming. Prices change by the minute. Conversion to fiat (which is needed to pay taxes or buy goods and services not offered in BTC) can be burdensome. Secure storage is a vexing process for those who are not computer savvy. Convenient storage is risky. So why has there been a steadily increasing rate of adoption? My hypothesis is that people around the world are excited about Bitcoin because of the promise that it holds as an alternative to the existing economic and political structure. To many users, Bitcoin isn't just an alternative currency or money transferring system. It is a representation of their distaste with the world economy we are living in.

...

Far from the elites suggested in the Huffington Post article, Simulacrum paints a picture of the average Bitcoin user as an everyman frustrated by what Marx would describe as the (again from the Manifesto) “uninterrupted disturbance of all social conditions, everlasting uncertainty and agitation” that distinguishes our modern “bourgeois epoch”. These people are not attracted to Bitcoin because they want to buy drugs or get rich quick. They are human beings frustrated with the instability of our modern society captivated by a system that just might offer hope for a better way.This mentality can be traced back to the very inception of Bitcoin. While Satoshi never actually outlines his mission for this technology in the White Paper, there are clues to what he wanted to accomplish with his/her/their creation. Consider the note embedded in the Genesis Block:
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Jan. 3, 2009: The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks.

The 2008 worldwide collapse was a monumental failure by the financial sector and the governments that oversee them that ended up having global consequences, consequences that hurt the financially vulnerable people of the world more than anyone else.

...

If Bitcoin does end up becoming part of a larger global revolution, its decentralized nature is exactly what Marx predicted. He did not believe in the proletariat’s ability to organize themselves effectively. From Phillip Gasper’s The Communist Manifesto: A Road Map To History’s Most Important Political Document:

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Marx and Engels (his co-writer) never speculated on the detailed organization of a future socialist or communist society. The key task for them was building a movement to overthrow capitalism. If and when that movement was successful, it would be up to the members of the new society to decide democratically how it was to be organized, in the concrete historical circumstances in which they found themselves.

...


Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #139 Online: 17 de Janeiro de 2017, 08:53:14 »
Quais são as especulações sobre a grande concentração de bitcoins na China, "capital do bitcoin", e a futura crise chinesa?

Uma dúvida de quem não entende nada de economia:

O quão vulnerável é a China a uma crise do tipo que aconteceu no EUA em 2007? Por ser um capitalismo de estado com forte aparato de repressão social ela não pode tomar atitudes mais drásticas que as tomadas pelo EUA? Tipo, manter a industria em pleno funcionamento sem necessariamente pagar (ou pagando muito menos) os funcionários, criando um sistema de cotas para alimentos como em Cuba e via nacionalização muito mais agressiva que a feita no EUA. Ou talvez mecanismos econômicos mais sofisticados só possíveis com repressão forte?

Offline Geotecton

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Re:Bitcoin, a moeda do futuro
« Resposta #140 Online: 17 de Janeiro de 2017, 09:13:01 »
Quais são as especulações sobre a grande concentração de bitcoins na China, "capital do bitcoin", e a futura crise chinesa?

Uma dúvida de quem não entende nada de economia:

O quão vulnerável é a China a uma crise do tipo que aconteceu no EUA em 2007?

Tanto quanto.


Por ser um capitalismo de estado com forte aparato de repressão social ela não pode tomar atitudes mais drásticas que as tomadas pelo EUA?

Sim, pode. E já o faz.


Tipo, manter a industria em pleno funcionamento sem necessariamente pagar (ou pagando muito menos) os funcionários,

Sim, ela já controla o salário e o emprego.

Sobre a indústria funcionando de modo artificial, basta ler sobre as 'construções fantasmas', que são as milhares obras de infra-estrutura na escala de bairros a cidades inteiras e que estão desocupadas. Elas foram feitas apenas para manter as indústrias do cimento e do aço funcionando.

É a maior 'bolha imobiliária' da história e na hora que estourar...


criando um sistema de cotas para alimentos como em Cuba

Sim, é possível.


e via nacionalização muito mais agressiva que a feita no EUA.

Na prática, as indústrias estrangeiras na China já são chinesas.

Duvido que qualquer diretoria destas empresas do Ocidente já não tenha incluído a nacionalização no seu planejamento estratégico.


Ou talvez mecanismos econômicos mais sofisticados só possíveis com repressão forte?

Da China, tudo se pode esperar.

Desde a ausência quase total de legislações ambiental e trabalhista até a completa manipulação de índices da economia e a destruição de biomas inteiros, se houver interesse estratégico.
Foto USGS

 

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