Autor Tópico: Notícias sobre falta de ética nos três poderes da república  (Lida 33872 vezes)

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Offline Geotecton

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Re:Notícias sobre falta de ética nos três poderes da república
« Resposta #950 Online: 16 de Dezembro de 2016, 18:34:05 »
Quê que tá acontecendo nesse país, gente? Depois que levaram o Lula ninguém mais está seguro. Eu é que não prestava atenção ao trabalho da PF antes ou as coisas mudaram?

Sempre houve atuação dela.

Mas hoje ele é mais visível, talvez por causa do grau de roubalheira e rapinagem no estado brasileiro.
Foto USGS

Offline Skorpios

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Re:Notícias sobre falta de ética nos três poderes da república
« Resposta #951 Online: 17 de Fevereiro de 2017, 07:57:00 »
Não dá para dizer que é falta de ética, mas é incompetência.

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SISVANT - E os drones da PF não saem do chão

Projeto interrompido da Polícia Federal já gastou R$ 150 milhões com drones Os dois veículos aéreos não tripulados da PF estão empoeirados na base de São Miguel do Iguaçu (PR) e não voam desde janeiro de 2016

Breno Fortes, Antonio Temóteo

Os dois veículos aéreos não tripulados (Vants) da Polícia Federal estão empoeirados na base de São Miguel do Iguaçu (PR) e não voam desde janeiro de 2016. Denúncia do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) foi obtida pelo Correio. O documento aponta que o governo já gastou mais de R$ 150 milhões no projeto e não há, no momento, nenhum piloto em condições de voar.

A entidade que representa os policiais relata que entre 2011 e 2016 a PF fez apenas mil horas de voo, enquanto o projeto inicial indica que deveria ter voado mais de 40 mil horas. As aeronaves podem voar 37 horas ininterruptas, possuem um alcance operacional de dois mil quilômetros e atendem todos os requisitos técnicos para voar em todo o espaço aéreo brasileiro. Os Vants foram comprados em 2009 por US$ 27,9 milhões de uma empresa israelense.

Entretanto, em 2016 foram feitas apenas 35 horas de voo. O último contrato de manutenção das aeronaves custou R$ 35 milhões aos cofres públicos, o que indica que cada hora de voo custou R$ 1 milhão, conforme estimativa do SIndipol-DF.

Os dois Vants estão montados em cima de cavaletes dentro do hangar de São Miguel do Iguaçu. Todos os equipamentos eletrônicos foram retirados e encaixotados. Tanto as aeronaves como os componentes eletrônicos estão sem manutenção desde agosto de 2016.

O projeto inicial previa um investimento de R$ 855 milhões que resultaria na compra de 14 aeronaves não tripuladas, na construção de quatro bases de operação, das quais uma seria construída em Vilhena (RO ), outra em Tefé (AM) e uma no Distrito Federal. Além disso, duas bases móveis deveriam ser adquiridas para operações em ocasiões especiais e grandes eventos. Era previsto que 45 pilotos fossem capacitados ao longo dos anos.

Em 2012, o Tribunal de Contas da União (TCU) questionou o gasto de US$ 13,43 milhões da PF com a Israel Aerospace Industries (IAI), que forneceu os Vants e a capacitação aos policiais, os cursos teórico e prático para 13 operadores.

O órgão de controle considerou os valores desproporcionais. A compra dos Vants foi uma das principais propostas apresentadas pela presidente Dilma Rousseff na campanha eleitoral de 2010. À época, a então candidata era criticada pelo adversário José Serra (PSDB-SP), pela falta de fiscalização das fronteiras.

Na avaliação do presidente do Sindipol-DF, Flávio Werneck, os problemas para que os Vants funcionem decorrem de dificuldades de gestão na PF. Ele detalhou que o projeto é essencial para o monitoramento de fronteiras e para auxiliar a efetividade de operações do órgão. “Segurança pública é prestação de serviço à sociedade. Temos policiais capacitados para operar as aeronaves e eles não são aproveitados. Os órgãos de controle precisam apurar esse caso”, detalhou.

Remodelamento

Em nota, a PF informou que até o ano passado o projeto era exclusivamente uma ferramenta de inteligência e atuava primordialmente para monitorar áreas de fronteira. Entretanto, a partir de setembro de 2016 “optou-se por ampliar o escopo original remodelando e redimensionando o projeto inicial.

O departamento de Polícia Federal ainda destacou que foi constituída uma comissão cujo escopo é o de propor melhorias relativas à modernização da utilização das aeronaves.

Conforme a PF, a intenção é utilizá-las não apenas como ferramenta de inteligência, mas também como ferramenta operacional e de investigação que possibilite a atuação em o todo território nacional, incluindo a Amazônia Legal.

O departamento, entretanto detalhou que informações sobre o número de pilotos e os gastos com o projeto são sigilosos. Estariam à disposição apenas dos órgãos de controle.
Se você agir sempre com dignidade pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

Millôr Fernandes

Offline Gabarito

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Re:Notícias sobre falta de ética nos três poderes da república
« Resposta #952 Online: 13 de Abril de 2017, 19:17:48 »
É uma pena que as coisas fiquem tão invertidas em nosso país.
Qual é a contribuição de um cartola ao esporte nacional? Distribuir o já minguado patrocínio na base do "1 pra você, 2 pra mim"?
Viagens, congressos, hotéis de luxo, acompanhantes,... dinheiro descendo o ralo?
E o sofrido atleta, principalmente os legítimos talentos que precisam de tostão para pegar ônibus e ir treinar?
Se já é difícil se destacar no circuito internacional, onde os adversários são bem melhor tratados, passa a ser um esforço sobre-humano conseguir algum resultado lá fora.

Mas cartola tem que ter o seu salário de 22 mil reais muito bem ajustado, ora onde já se viu!


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Confederação de tênis corta verba de atletas, mas reajusta a de cartolas
   Dolores Ochoa/Associated Press    

PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO
13/04/2017 02h00

Após sofrer uma redução de 76% no contrato de patrocínio que recebe dos Correios em relação ao exercício anterior, a CBT (Confederação Brasileira de Tênis) cortou funcionários e diminuiu repasse que fazia aos principais tenistas do país.

Jogadores como Thomaz Bellucci e Bia Haddad Maia -melhores brasileiros nos rankings mundiais masculino e feminino- foram afetados.

O vencimento do presidente da entidade, entretanto, passou ileso ao ajuste. Eleito em julho, Rafael Westrupp, teve seu salário reajustado pela inflação. Se seu antecessor, Jorge Lacerda da Rosa, recebia R$ 20 mil mensais bruto como mandatário, Westrupp passará a receber R$ 22 mil, teto estatutário estabelecido pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil).

O pagamento ao mandatário é feito com recursos da Lei Piva, que advém de porcentagem das loterias federais e é repartido pelo COB.

Também dentro de um cenário de contração, a CBT organizou no início de março sua assembleia geral, exatamente na qual Westrupp foi empossado.

A confederação gastou R$ 112 mil para pagar passagens aéreas, traslados, alimentação e alugar quartos para todos os presidentes de suas 26 federações filiadas em um hotel de luxo no Morumbi, zona sul de São Paulo, cuja diária mais barata é próxima a US$ 100 (cerca de R$ 300).

A cerimônia aconteceu simultaneamente ao Aberto do Brasil, torneio da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) realizado na capital.

Todos os cartolas tiveram direito a trazer acompanhantes de sua escolha e ganharam ingressos para o torneio, que foi realizado no Esporte Clube Pinheiros. A solenidade também serviu de ensejo para abrigar a premiação de uma revista do segmento.

A mesma assembleia aprovou que Rosa, que comandava a CBT desde 2004, permanecesse na entidade até o final de abril para ajudar na transição de Westrupp.

A definição suscitou um ponto controverso, em torno da real necessidade de uma transição, uma vez que Westrupp atuava como superintendente da CBT desde 2013.

Desde que foi eleito, em julho passado, o novo mandatário já vinha tomando praticamente todas as decisões executivas da confederação e participado de reuniões inclusive com a federação internacional da modalidade.

A transição foi um dos derradeiros itens aprovados na pauta da assembleia. Um dos que confirmaram a medida foi o duplista André Sá, que preside a comissão de jogadores. Ele também teve o repasse via Correios cortado pela CBT.

Para ajudar Westrupp, Rosa receberá R$ 22 mil por mês (relativos a março e abril) e benefícios como auxílio moradia. Ele vive em São Paulo e a sede da CBT foi transferida para Florianópolis no último mês de janeiro.

REDUÇÃO

De acordo com o novo contrato de patrocínio assinado em dezembro, com duração de dois anos, os Correios repassarão à CBT R$ 4 milhões divididos entre 2017 e 2018.

A entidade prevê um orçamento de R$ 8 milhões neste ano, segundo ata da assembleia geral.

Mediante o arrocho, a confederação cortou verbas.

Os atletas foram diretamente impactados. Grandes nomes do país, como Bellucci, Bruno Soares, Marcelo Melo e Thiago Monteiro, chegaram a ter 90% de corte no valor que costumavam receber da CBT por meio do patrocínio com a estatal.

Soares, que conquistou dois títulos de Grand Slam em 2016, já recebeu gorda premiação pelos títulos. Agora, a possibilidade inexiste.

Outros tiveram contratos simplesmente finalizados.

O máximo que um tenista pode receber atualmente da entidade é R$ 6 mil por semestre. Ou seja, R$ 1 mil por mês em ajuda voltada sobretudo para passagens aéreas.

OUTRO LADO

A Confederação Brasileira de Tênis afirmou por meio de nota que "todas as suas ações são dentro do estatuto da entidade, regidos e aprovados em Assembleia Geral Ordinária, órgão máximo de decisões da entidade".

A assembleia, segundo o comunicado, é composta pelas 26 federações estaduais, seis conselheiros fiscais e o líder da comissão de atletas. No momento, o duplista André Sá é o jogador que ocupa a posição.

Sobre o gasto de R$ 112 mil para realizá-la em São Paulo, a CBT disse que a sessão é "uma exigência legal" que tem de cumprir periodicamente. "Fazer uma assembleia não é questão de opção e sim de cumprir a lei."

A nota da entidade informa que em assembleia ratificou-se a decisão de transferir sua sede de São Paulo para Florianópolis. "Isso gerou a diminuição substancial nos gastos fixos mensais da CBT, se adequando à nova realidade de receita oriunda de patrocínio".

A confederação afirmou que seu presidente, Rafael Westrupp, não teve aumento salarial, e que "não houve nenhuma oneração extra da folha" de pagamento. Em 2016, o presidente da entidade recebeu R$ 20 mil por mês. O valor foi reajustado para R$ 22 mil em 2017.

Em relação aos dois meses de pagamento ao ex-presidente Jorge Lacerda da Rosa para fazer uma "transição", disse que "não corresponde a uma extensão do mandato da gestão anterior e sim a uma antecipação do fim do mandato anterior para acomodação do período de transição entre as gestões".

"A assembleia aprovou o processo de transição da gestão anterior da CBT para a nova com a finalidade única de que todos os processos burocráticos de assinaturas, transferências e operações em cartórios e demais instituições fossem finalizados efetivamente até 30 de abril de 2017, data em que, por estatuto, a antiga diretoria e presidência tem que sair", concluiu.

Sobre a necessidade do gasto, André Sá afirmou que "na ocasião da reunião da assembleia achamos necessário essa participação do Jorge na transição".

A confederação afirma que os tenistas tinham patrocínio dos Correios mediante contrapartidas em exposição da marca da estatal, mas que o apoio diminuto prossegue com pagamento de passagens de alguns atletas no país.


Que tristeza de país...
É cacique que não acaba mais...
Cada um mais esperto do que o outro...

Atleta que se exploda!
 :x

Offline Skorpios

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Re:Notícias sobre falta de ética nos três poderes da república
« Resposta #953 Online: 19 de Abril de 2017, 07:31:45 »
Achei que caberia aqui.

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Os deputados federais mais 'rodados' no começo de 2017

O carro a gasolina que mais bebe é o Lamborghini Aventador 6.5-­48V -- ao menos na cidade, onde faz meros 3,3 quilômetros por litro. É o que diz o Inmetro em sua mais recente tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem, de 2016.

Na primeira semana de abril, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o litro mais caro da gasolina no Brasil custava R$ 4,999.

Uma volta na Terra pela Linha do Equador -- caminho um pouco mais longo do que pelos polos -- tem 40.075,16 quilômetros.

O que tudo isso quer dizer? Bem, esses dados significam que, se o dono do carro mais beberrão usasse a gasolina brasileira mais cara para dar uma volta no mundo pelo caminho mais extenso -- ou seja, o pior cenário possível --, ele precisaria de R$ 60.707,80 para comprar 12.143,98 litros de combustível.

(Ah, ele também teria de esperar que o carro andasse sobre as águas dos oceanos, mas me permitam essa licença poética.)

E neste pior cenário, no primeiro trimestre de 2017, a Câmara dos Deputados seria capaz de dar uma volta no globo a cada 32 horas e 15 minutos, aproximadamente.

O ressarcimento de combustível dos deputados nos primeiros 90 dias do ano totalizou R$ 3.585.668,51 -- média diária de R$ 39.840,76. Considerando que 491 parlamentares gozaram do benefício no período, o valor por cabeça deu R$ 81,14 a cada 24 horas.

Somados, os reembolsos dos dez deputados que mais pediram verba de combustível nos três primeiros meses de 2017 chegaram a R$ 179.395,25 -- quase três voltas ao redor do planeta:

    Aníbal Gomes (PMDB-CE) - R$ 18 mil
    César Halum (PRB-TO) - R$ 18 mil
    Remídio Monai (PR-RR) - R$ 18 mil
    Sinval Malheiros (PTN-SP) - R$ 18 mil
    Flaviano Melo (PMDB-AC) - R$ 17.991,94
    Nelson Marquezelli (PTB-SP) - R$ 17.981,23
    Marco Tebaldi (PSDB-SC) - R$ 17.934,96
    Enio Verri (PT-PR) - R$ 17.913,26
    Átila Lira (PSB-PI) - R$ 17.824,18
    Francisco Chapadinha (PTN-PA) - R$ 17.749,68

Cabe ressaltar: são dados apenas dos 90 primeiros dias do ano. Até o fim de dezembro o mundo ainda vai dar muitas voltas...
Se você agir sempre com dignidade pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

Millôr Fernandes

 

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