Autor Tópico: Guerra na Síria  (Lida 11625 vezes)

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Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #75 Online: 12 de Março de 2016, 22:12:43 »
Diante do que vc disse, no Rio tem oposição, mas não adianta não, rs.

<a href="https://www.youtube.com/v/uuF7O9IZzIk" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/uuF7O9IZzIk</a>
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Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #76 Online: 14 de Março de 2016, 11:18:52 »


Não entendi a parte onde os produtores de petróleo desejariam quebrar a produção americana. Poderia explicar melhor? Os EUA são grandes produtores de petróleo? Querem acabar com essa produção, por quê? O xisto é um concorrente ao petróleo? O xisto é uma catástrofe ambiental que está proibida em vários países.

Não entendi o que você quis dizer.


http://www.nytimes.com/2016/03/13/opinion/sunday/how-saudi-arabia-turned-its-greatest-weapon-on-itself.html?action=click&pgtype=Homepage&clickSource=story-heading&module=opinion-c-col-left-region&region=opinion-c-col-left-region&WT.nav=opinion-c-col-left-region&_r=0

Hoje o Irã anunciou que só vai congelar a sua produção depois de elevá-la enormemente, ou seja o mercado iria ficar ainda mais inundado de petróleo.

Provavelmente agora o Irã está chantageando o mundo com essa crise idiota. Eu imagino que a Rússia vá oferecer um acordo envolvendo armas para que haja o congelamento da produção de óleo persa.

Tudo o que a Arábia Saudita e Israel não queriam.

Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #77 Online: 14 de Março de 2016, 19:44:01 »
<a href="https://www.youtube.com/v/5rCwhYshgw8" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/5rCwhYshgw8</a>

Esperemos por cenas do próximo capítulo. Se bem que o ISIS aparenta estar praticamente rendido da Síria.
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Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #78 Online: 20 de Março de 2016, 08:46:20 »

Em crise, Rússia usa bombardeios na Síria como propaganda estatal

FERNANDO CANZIAN
ENVIADO ESPECIAL A MOSCOU

08/10/2015  17h54

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Em meio a uma crise econômica e à forte campanha positiva patrocinada pela mídia estatal, o governo da Rússia diz que ainda não há prazo para pôr fim aos ataques a posições do Estado Islâmico e de "demais terroristas" na Síria.

Em entrevista a Folha, Serguei Ryabkov, vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, disse que seu país vem usando bases aéreas e navais do ditador Bashar al-Assad na Síria para os ataques com aviões e misseis no país.

Fernando Canzian/Folhapress   
Camisetas com a foto do presidente Vladimir Putin em motivos militares estão à venda em Moscou
Camisetas com a foto do presidente Vladimir Putin em motivos militares estão à venda em Moscou
"Estamos em contato direto com Damasco e temos melhores condições do que a coalizão liderada pelos EUA de combater as ameaças terroristas e de eliminar núcleos desconhecidos por eles", disse Ryabkov.

Ele afirma que a Rússia não tem nenhuma intenção de enviar tropas terrestres à Síria ou de patrocinar voluntários contra o Estado Islâmico.

Ryabkov diz que "o grande erro dos EUA foi declarar que o tempo de Assad à frente da Síria acabou". Sobre a permanência do ditador, afirma: "Nada é definitivo. Vamos deixar que os sírios decidam".

Os meios de comunicação estatais russos estão permanentemente exaltando a ação militar do pais na TV (especialmente no popular canal 1) e nas rádios.

Imagens de aviões decolando, de bombas caindo e mísseis sendo lançados de navios são frequentes. Nas ruas, ambulantes já vendem camisetas do presidente Vladimir Putin vestido como piloto de caças.

Fernando Canzian/Folhapress   
Estampas militares com o presidente russo tomam as ruas de Moscou depois dos bombardeios na Síria
Estampas militares com o presidente russo tomam as ruas de Moscou depois dos bombardeios na Síria
CRISE FINANCEIRA

No cotidiano, porém, a Rússia atravessa uma grave crise econômica provocada pela queda dos preços de petróleo e gás no mercado internacional.

Em um ano e meio, o valor do rublo caiu pela metade frente ao dólar (de US$ 1/36 rublos para 65). Segundo o FMI, o PIB do pais deve encolher 3,8% neste ano e a inflação atingirá 15,8%.

Editoria de arte/Folhapress   

Algumas das informações veiculadas pela mídia estatal afirmam que de cada 100 bombas lançadas pela coalizão liderada pelos EUA, 97 caem sobre alvos do governo sírio. E apenas três sobre posições do Estado Islâmico.

"Tanto o Estado Islâmico quanto o terrorismo estão se expandindo para fora da Síria, e isso esta deixando a Rússia muito vulnerável", afirma Pavel Andreev, diretor-adjunto da Rossiya Segodnya, agencia de noticias fundada pelo governo russo em dezembro de 2013.

Ele diz que a Rússia também esta "mostrando seus músculos" com os ataques à Síria, já que tem "objetivos estratégicos na região". "Isso mostra que não agimos necessariamente apenas com diplomacia, mas que temos poder".

Andreev diz que a Rússia recebeu um "pedido pessoal" de Assad para os ataques em seu pais e que a CIA (Central de Inteligência Americana) treinou muitos dos que viraram terroristas na Síria, alem de membros do Estado Islâmico.

Para o professor brasileiro radicado há 20 anos em Moscou Vicente Barrientos, que integra instituto ligado a Academia de Economia do governo russo, o clima na Rússia tem sido de "demonstrações de festa e orgulho" pelas operações na Síria.

"Nos últimos dois anos vivemos diariamente coisa parecida por causa da Ucrânia. Agora chegou a vez da Síria. Chega a dar cansaço", diz Barrientos.

FERNANDO CANZIAN viajou à Rússia a convite do Fórum de Representantes de Mídia dos Brics.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/10/1691821-em-crise-russia-usa-bombardeios-na-siria-como-propaganda-estatal.shtml


Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #79 Online: 20 de Março de 2016, 08:56:01 »
Citar
Em crise, Rússia usa bombardeios na Síria como propaganda estatal

Que novidade.

Um país em sérias dificuldades econômicas e sociais, no qual o seu 'amado líder' se lança em uma aventura militar externa para "distrair" a população.

Ou seja, mais do mesmo.


Citar
[...]
FERNANDO CANZIAN viajou à Rússia a convite do Fórum de Representantes de Mídia dos Brics.
[...]

Fórum de Representantes de Mídia dos BRICS ou "Como (tentar) fazer propaganda oficial para enganar incautos".
Foto USGS

Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #80 Online: 20 de Março de 2016, 14:49:41 »
Há o fator econômico que fez a Rússia colocar os pés no freio nos gastos na Síria, no entanto, permanece o fator econômico(e político) tbm ser o motivo dela ainda permanecer militarmente na Síria. Trata-se de uma retirada parcial e minuciosa. Todo o aparato de defesa ainda permanecerá lá. Os bombardeios é que diminuíram, uma vez que as principais cidades/pontos-chave foram libertadas com apoio fundamental do exército sírio, o que resultou no acordo Rússia-EUA sobre a Síria recentemente.
Segundo Putin, a Força Aérea russa pode voltar em questão de horas a atuar em larga escala caso haja uma ameaça de reviravolta do ISIL.


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Opinião: Putin poupa e ainda sai ganhando na Síria

Manobras do Kremlin não só surpreendem, como também enganam Ocidente. Com sua retirada parcial da Síria, os russos assumem definitivamente o controle sobre o país e Bashar al-Assad, opina jornalista Christian F. Trippe.

Toda superpotência estima seus rituais e pratica suas encenações. E a versão russa de "missão cumprida" não tem nada de espetacular. O presidente russo convoca o ministro da Defesa e o do Exterior em seu escuro gabinete, revestido de painéis de madeira, e ali anuncia, com a maior naturalidade possível, o fim dos ataques aéreos na Síria. Os objetivos militares, explicou ele, já teriam sido largamente alcançados. O claro anúncio por parte de Moscou foi recebido como uma sensação mista pelo resto do mundo.

A Rússia foi levada à guerra civil na Síria para lutar contra os terroristas islâmicos. Mas isso representa apenas uma parte da verdade – Moscou seguia, de fato, uma agenda mais ampla. Desde o início, os bombardeiros russos também combateram os grupos apoiados pelo Ocidente em sua revolta contra Bashar al-Assad. Como o conflito na Síria também é uma guerra por procuração, o Kremlin lutava também contra os EUA e seus aliados.

Os islamistas da Idade da Pedra do assim chamado "Estado Islâmico" (EI), porém, ainda não foram vencidos. Nesse ponto, Moscou quer e tem que fazer nova investida. Após semanas de troca de repreensões entre EUA e Rússia, que se acusavam mutuamente de não ter feito o suficiente ou ter agido erroneamente na luta contra o EI, os dois parecem agora elaborar pela primeira vez um plano de ação conjunta. Em todo caso, após a sua retirada parcial, os russos vão deixar equipamento militar suficiente na Síria para participar de tal campanha.

É uma pena que para a palavra "retirada" não exista um diminutivo – pois olhando atentamente é justamente isso o que ocorre: a versão ultralight de uma remoção militar, uma "retiradazinha". Somente caças de ataque, pilotos e pessoal de terra serão repatriados. Para a indústria bélica russa, a Síria funcionou como um imenso showroom, pela primeira vez foram empregados novos equipamentos de aviação. Mas isso saiu caro. E a Rússia deve economizar – o país é afetado por uma profunda crise econômica e pelas sanções do Ocidente devido à agressiva política de Moscou para a Ucrânia.

No próximo ano, o orçamento de Defesa russo pode ser cortado em 5%: o principal empresário da indústria de armamentos do país conta até com 10% a menos de encomendas por parte do Ministério da Defesa em Moscou. Essa realidade também deve ser considerada ao se observar a decisão surpreendente de Putin de suspender os ataques aéreos.

Com isso, a Rússia economiza um monte de dinheiro e não perde nada em termos estratégicos. Porque, na Síria, Moscou já cimentou sua presença militar. A qualquer momento, o Kremlin pode voltar a aumentar a sua atuação. A base naval russa na Síria, a base aérea largamente ampliada e a respectiva proteção a essas instalações – tudo isso permanece no local.

O governo Assad só sobreviveu até agora porque os militares russos saíram, há seis meses, em ajuda das forças sírias sitiadas. Agora o regime está completamente nas mãos da Rússia também de forma política. Além disso, há boatos de uma rixa entre Moscou e Damasco. Combinando com isso, um porta-voz do Kremlin comunicou que o futuro político do presidente Bashar al-Assad não teria sido tema nas discussões sobre a retirada de tropas. Em termos claros: o Kremlin não está mais interessado em Assad – após ter desempenhado o papel de santo padroeiro do alegado legítimo tirano.

Com essas manobras de política de poder, Moscou ganha uma destacada posição de negociador nas conversações de paz em Genebra. Politicamente, esse era justamente o plano: voltar a atuar como ator global em pé de igualdade com os demais. Atualmente, quase não se fala sobre a situação na Ucrânia, sobre o difícil papel da Rússia, sobre o chamado "Processo de Minsk". E a anexação da Crimeia há dois anos? Provavelmente, vai acabar sendo tema para especialistas em direito internacional. São danos colaterais da missão russa na Síria que muito convêm a Putin.

http://www.dw.com/pt/opini%C3%A3o-putin-poupa-e-ainda-sai-ganhando-na-s%C3%ADria/a-19118070
« Última modificação: 20 de Março de 2016, 14:51:44 por Jack Carver »
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Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #81 Online: 21 de Março de 2016, 16:22:51 »
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Rússia atacará quem violar trégua na Síria se EUA não aprovarem mecanismo conjunto

A Rússia não irá tolerar as ações de terroristas na Síria mesmo se eles se disfarçarem de oposição moderada, disse à RIA Novosti o presidente do Comitê de Defesa do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento) Viktor Ozerov.

“Se os terroristas se disfarçarem de oposição moderada, declararem adesão ao regime de cessar-fogo mas de fato fizerem isso apenas para criar condições favoráveis para realização de novos ataques, então, com certeza, a Rússia não irá deixar passar em branco [as ações de] tais grupos”, disse.

Além disso, o Estado-Maior da Rússia manifestou hoje (21) que, a partir de 22 de março, a Rússia irá unilateralmente controlar o cessar-fogo sírio se Washington falhar em responder à proposta de Moscou sobre um mecanismo conjunto de controle.

“Em caso de ausência de resposta dos EUA a estas propostas, a Federação da Rússia irá começar a aplicar unilateralmente as regras estipuladas no acordo a partir de 22 de março”,  disse o chefe da Direção Operacional Geral do Estado-Maior do Exército russo, Sergei Rudskoy.

Porém, ele sublinhou que a força militar será usada somente no caso de evidências confiáveis de violações sistemáticas da trégua síria por grupos armados.
No dia 22 de fevereiro, Rússia e Estados Unidos chegaram a um acordo para um cessar-fogo na Síria. O acordo entrou em vigor no dia 27 de fevereiro, mas não se aplica ao Daesh nem à Frente Nusra, grupos terroristas em ação no país.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou, em 14 de março de 2016, a retirada parcial das forças russas da República Árabe da Síria. A presença militar de Moscou começou em 30 de setembro de 2015, quando o parlamento russo aprovou o envio de um grupo da Força Aeroespacial, após um pedido de Bashar Assad.

 O governo de Damasco pediu a ajuda russa no combate aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra.

http://br.sputniknews.com/mundo/20160321/3874327/Russia-tregua-Siria.html#ixzz43ZDFxHR
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Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #82 Online: 21 de Março de 2016, 17:13:17 »
Como sempre a Rússia agindo em prol da democracia, da soberania e da autodeterminação dos povos.  ::)
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Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #83 Online: 21 de Março de 2016, 18:25:50 »
Existe um governo na Síria que autoriza as ações do Kremlin lá, tal como no Afeganistão e no Iraque às forças de coalizão.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #84 Online: 21 de Março de 2016, 18:29:57 »


A que nível chega a "inimizade" entre ISIS (ex Al Qaeda iraquiana) e Al Qaeda? :hein:

Achava que era mais uma "divergência metodológica" do que rivalidade propriamente dita...

Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #85 Online: 21 de Março de 2016, 18:40:54 »
Existe um governo na Síria que autoriza as ações do Kremlin lá, tal como no Afeganistão e no Iraque às forças de coalizão.

Sim, eu sei.

É o governo do mesmo partido que é "eleito" desde o início dos anos 70 e que promove uma repressão sistemática de seu povo.
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Re:Guerra na Síria
« Resposta #86 Online: 21 de Março de 2016, 18:50:04 »
A que nível chega a "inimizade" entre ISIS (ex Al Qaeda iraquiana) e Al Qaeda? :hein:

Achava que era mais uma "divergência metodológica" do que rivalidade propriamente dita...
Tá mais pra inveja da repercussão no Ocidente que era mais pra e um agora têm sido mais pro outro, hehe.

O quadro é revelador, diria que atualmente a situação do Irã saiu do "vermelho" e está em "amarelo" com a Turquia.

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Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #87 Online: 21 de Março de 2016, 18:50:54 »
Existe um governo na Síria que autoriza as ações do Kremlin lá, tal como no Afeganistão e no Iraque às forças de coalizão.

Sim, eu sei.

É o governo do mesmo partido que é "eleito" desde o início dos anos 70 e que promove uma repressão sistemática de seu povo.
Não o defendo, mas custo acreditar que isso foi contra a maioria de seu povo. Se rolar uma eleição amanhã e ele perder que seja retirado.
E devo lembrar dos efeitos drásticos em forçar uma democracia(visando interesses estratégicos) em certos países do Oriente Médio.
« Última modificação: 21 de Março de 2016, 18:57:39 por Jack Carver »
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Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #88 Online: 21 de Março de 2016, 19:53:27 »
Existe um governo na Síria que autoriza as ações do Kremlin lá, tal como no Afeganistão e no Iraque às forças de coalizão.

Sim, eu sei.

É o governo do mesmo partido que é "eleito" desde o início dos anos 70 e que promove uma repressão sistemática de seu povo.
Não o defendo, mas custo acreditar que isso foi contra a maioria de seu povo. Se rolar uma eleição amanhã e ele perder que seja retirado.
E devo lembrar dos efeitos drásticos em forçar uma democracia(visando interesses estratégicos) em certos países do Oriente Médio.

Não importa se a repressão ocorreu sobre uma parte minoritária da população (que nem é pequena de fato). É crime de lesa-humanidade de qualquer maneira.

E como é que o Assad pode perder uma eleição se não há liberdade de associação partidária?
« Última modificação: 21 de Março de 2016, 21:38:42 por Geotecton »
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Offline Jack Carver

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #89 Online: 21 de Março de 2016, 20:55:40 »
Sim.
Até onde fiquei sabendo as eleições devem ocorrer em curto e médio prazos, pois a situação ainda está quente por lá.

http://www.tsf.pt/internacional/interior/eleicoes-legislativas-na-siria-marcadas-para-abril-5042880.html

http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-03-11-ONU-vai-organizar-eleicoes-na-Siria-dentro-de-18-meses

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/03/regime-sirio-sob-pressao-para-entrar-no-jogo-das-negociacoes-5175607.html


Devo novamente lembrar que existem interesses 'supra-eleições' conflitantes sobre a Síria. Grandes interesses econômicos.
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Offline Pasteur

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #90 Online: 29 de Abril de 2016, 18:50:39 »
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Aleppo lamenta morte de pediatra que 'ficou no inferno' para salvar crianças

Médico Mohammad Wassim Maaz morreu em ataque na quarta-feira.
Amigo destacou que ele era 'o pediatra mais qualificado da cidade'.


Na cidade síria de Aleppo devastada pela guerra, o médico Mohammad Wassim Maaz abraçou enquanto pôde a missão de salvar as crianças, mas a morte resolveu cruzar seu caminho.


Médico Mohammad Wassim Maaz morreu em ataque na quarta-feira (Foto: Omar Etaki/IDA/FP)

Barba bem aparada, olhos penetrantes e dono de um grande senso de humor,  Maaz "era considerado o melhor pediatra e, certamente, um dos últimos a permanecer no inferno de Aleppo", afirmaram seus colegas à AFP.

Apenas seus olhos revelavam o imenso cansaço de alguém que, dia após dia, sem trégua, tentava salvar as crianças doentes e feridas pelos bombardeios do regime em áreas controladas pelos rebeldes em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria.

Na quarta-feira, sua vida foi levada, bem como a de um dentista, de três enfermeiros e 22 outros civis em um ataque aéreo contra o hospital al-Quds nesta cidade dividida desde julho 2012 entre rebeldes e o governo.

Maaz tornou-se uma nova vítima desta guerra que matou mais de 270 mil pessoas desde 2011. Cerca de 13.500 crianças foram mortas nos combates, de acordo com um balanço apresentado em fevereiro pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).


Amigo destacou que ele era 'o pediatra mais qualificado da cidade' (Foto: Omar Etaki/IDA/FP)

Em Aleppo, Dr. Maaz salvou dezenas de tal destino. Para o seu colega o dr. Hatem, diretor de um hospital infantil em Aleppo, ele era "o pediatra mais qualificado da cidade e o mais formidável do hospital".

'Humano e corajoso'

"Ele era amigável e muitas vezes brincava com a equipe. Ele era humano e corajoso", escreveu em uma carta publicada na quinta-feira pela campanha "Syria campaign".

Originário de Aleppo, o dr. Maaz trabalhava de dia no hospital infantil e se ocupava das emergências durante a noite no hospital al-Quds. Sua família está na Turquia e ele deveria visitá-la antes da morte encontrá-lo.

Quando os bombardeios se intensificaram vários dias antes do ataque fatal, ele e o resto da equipe levaram as incubadoras para o piso térreo para tentar protegê-las.

Para Mirella Hodeib, porta-voz em Beirute da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que apoiava financeiramente o hospital al-Quds, dr. Maaz "era um pediatra muito dedicado e escolheu arriscar sua vida para ajudar o povo de Aleppo", uma cidade devastada pela destruição, bombas e cortes de água e energia.

"Al-Quds era o principal hospital pediátrico e ele era um pediatra importante. Ele trabalhava neste estabelecimento há anos. Sua morte é uma perda terrível", disse à AFP.

Contatada por telefone em Kilis (Turquia), Miskilda Zancada, chefe de missão da MSF na Síria, descreveu sua morte como "uma tragédia".

"Restam apenas 70 ou 80 médicos para 250 mil habitantes na parte não-governamental (de Aleppo), porque 95% deles deixaram a cidade ou foram mortos", diz ela.

Em uma carta publicada pela organização Crisis Action, médicos de Aleppo lançaram um grito de desespero.

"Em breve, não haverá mais profissionais da saúde em Aleppo. A quem os civis vão recorrer quando precisarem?", questionaram. Segundo eles, ao menos 730 médicos foram mortos na Síria em cinco anos.

"Nossos hospitais estão perto do colapso" em razão da intensificação dos ataques que têm feito "quase quatro mortos e mais de cinquenta feridos todas as horas", acrescentaram os médicos.

"As mulheres, crianças e idosos de Aleppo pagam o preço do fracasso dos Estados Unidos e da Rússia" de fazer manter a trégua, consideraram.

Unicef e a Organização Mundial da Saúde se disseram "revoltados pela frequência dos ataques contra pessoas da área da saúde e estruturas de saúde na Síria".

A vida cotidiana se torna cada vez mais difícil para o povo de Aleppo. Mas "aqueles que permaneceram são os mais vulneráveis, porque não têm os meios financeiros para sair", ressaltou Zancada.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, descreveu como "imperdoável" o ataque contra o hospital al-Quds, pedindo "justiça para estes crimes".

Os bombardeios a hospitais são estritamente proibidos pelo Direito Internacional Humanitário.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/aleppo-lamenta-morte-de-pediatra-que-ficou-no-inferno-para-salvar-criancas.html

Post em homenagem a esse formidável ser humano que preferiu arriscar sua vida salvando vidas em meio a um inferno.

Offline Geotecton

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #91 Online: 29 de Abril de 2016, 23:41:52 »
Ontem (ou pouco antes) eu vi uma foto de um pai carregando uma criança levemente ferida resultante do ataque aéreo. A expressão de dor e principalmente de horror dela é indescritível.

Eu chorei.
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Offline Pasteur

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #92 Online: 01 de Maio de 2016, 11:30:23 »
<a href="https://www.youtube.com/v/CoestsFC5Fw" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/CoestsFC5Fw</a>

Filho da Putin Assadssino!!!

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #93 Online: 05 de Outubro de 2016, 09:01:13 »




Coalizão dos EUA é acusada de matar dezenas de soldados sírios em um ataque contra o EI

Washington admite que lançou um bombardeio, mas evita confirmar se atingiu o Exército de Damasco



JUAN CARLOS SANZ

JOAN FAUS


Jerusalém / Washington 17 SET 2016 - 20:40   BRT


Rebeldes sírios patrulham a principal via de acesso a Alepo.

ABDALRHMAN ISMAIL REUTERS


Mais de 60 soldados sírios morreram neste sábado em um bombardeio atribuído à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra o grupo Estado Islâmico (EI), afirmaram tanto as autoridades russas como as do regime de Damasco. Depois dessa acusação, o Exército norte-americano confirmou que a aviação da coalizão lançou neste sábado um bombardeio nos arredores de Deir Ezzor e considerou possível que alcançasse tropas sírias, mas evitou confirmar oficialmente.


O Observatório Sírio para os Direitos Humanos confirmou o ataque e elevou a 80 a cifra de mortos, embora sem identificar aos aviões que o lançaram. O bombardeio ocorreu perto do aeroporto de Deir Ezzor, no leste da Síria, em uma zona onde as tropas governamentais estão cercadas pelas milícias do EI.


 Coalizão dos EUA é acusada de matar dezenas de soldados sírios em um ataque contra o EI

“As forças da coalizão acreditaram que estavam atacando uma posição de combate do EI que vinham seguindo durante um tempo significativo antes do bombardeio. O ataque aéreo da coalizão foi suspenso imediatamente quando funcionários da coalizão foram informados por funcionários russos de que era possível que o pessoal e os veículos atingidos fizessem parte do Exército sírio”, assinalou o Comando Central do Exército norte-americano em um comunicado.


Paralelamente, um funcionário militar norte-americano disse à agência Reuters estar “bastante seguro” de que o ataque atingiu forças sírias. A Rússia, que acusou os EUA de ajudar o EI, e a Síria pediram a realização de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.


O objetivo da campanha aérea liderada pelos EUA na Síria, iniciada há dois anos, é atacar posições do EI, não do Exército sírio. Desde o início da campanha, é a primeira vez, pelo menos conhecida, que os EUA atacam forças do Governo sírio. No campo diplomático, Washington continua pedindo a saída do presidente Bachar el Assad para pôr fim a mais de cinco anos de sangrenta guerra civil nesse país.


O Comando Central dos EUA, encarregado da campanha contra o EI, afirmou que a zona do ataque já tinha sido bombardeada pela coalizão no passado e assinalou que a coalizão havia informado à Rússia que lançaria o bombardeio deste sábado, o que pode indicar que Washington responsabiliza, em parte, Moscou pelo possível erro de atingir soldados sírios.

O comando militar explicou que “não é incomum” que os EUA comuniquem à Rússia seus alvos, embora não tenham obrigação de fazer isso segundo o acordo para evitar incidentes entre as forças de ambos. E justificou o possível erro citando a volatilidade do barril de pólvora sírio, no qual há guerras entrecruzadas entre rivais que têm o EI como inimigo em comum.


“A Síria é uma situação complexa, com várias forças militares e milícias perto umas das outras, mas as forças da coalizão não atacariam intencionalmente uma unidade conhecida síria”, assinala a nota. “A coalizão examinará este ataque e as circunstâncias que o cercaram para ver se é possível aprender lições.”


Cinco dias depois da entrada em vigor do cessar-fogo na Síria, os incidentes armados entre as partes em conflito e as divergências entre os Estados Unidos e Rússia, que concluíram há uma semana o acordo, ameaçam a viabilidade da segunda trégua no país árabe desde o início do ano. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, conversaram este sábado por telefone para tentar prolongar a vigência da trégua. Seus respectivos embaixadores se mostraram incapazes de chegar a acordo sobre uma resolução do Conselho de Segurança da ONU na madrugada anterior.


Moscou acusa Washington de não estar cumprindo seu compromisso de conter seus aliados das milícias da oposição síria. Segundo dados do Kremlin, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, os rebeldes já lançaram 200 ataques, 55 deles nas últimas 24 horas, matando 12 civis e ferindo outros 40. Os Estados Unidos, por sua vez, responsabilizam as forças russas e as do regime de Damasco pelo bloqueio da ajuda humanitária − que continua retida na fronteira da Turquia − para mais de 250.000 pessoas que permanecem assediadas nos bairros do leste de Alepo controlados pelos insurgentes.


O Observatório Sírio para os Direitos Humanos constatou que ocorreram bombardeios aéreos contra zonas rebeldes nas províncias de Idlib (noroeste) e Deraa (sul) e nas cidades ocidentais do Homs e Hama. Também houve combates no estratégico distrito de Ramusa, em Alepo, e na Duma Oriental, na periferia de Damasco.


O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu que os rebeldes estão aproveitando a trégua para se rearmar e reagrupar suas forças. Em um discurso televisionado durante um vista oficial ao Quirguistão, citado neste sábado pela BBC, Putin disse que os Estados Unidos parecem estar mais interessados em apoiar as milícias da oposição do que em cumprir o objetivo pactuado de separá-las dos grupos jihadistas ao lado com quem combatem em conjunto.


Além das forças do Estado Islâmico, as brigadas da Al Qaeda também estão excluídas do cessar-fogo e podem ser legitimamente atacadas. A chamada Frente da Conquista (que abandonou em julho seu nome anterior, Frente al Nusra, e disse renunciar à sua aliança com a Al Qaeda) teve um papel determinante nas batalhas travadas nas últimas semanas em Alepo, juntamente com outras milícias islamistas.


Apesar da oposição de Washington, Moscou insiste em que sejam divulgados publicamente os documentos do cessar-fogo acertado em Genebra, e em que o Governo norte-americano envie tropas para fiscalizar seu cumprimento. “Caso contrário, os EUA serão responsáveis pelo fracasso do plano”, advertiu um porta-voz do comando central russo em declarações à France Presse. As violações desse acordo e o distanciamento entre Rússia e EUA estão pondo em perigo também o pacto assinado pelas duas potências para realizar operações aéreas coordenadas contra os jihadistas a partir do entardecer desta segunda-feira, quando se completará a primeira semana da trégua.


Por outro lado, o escudo israelense contra mísseis interceptou neste sábado, pela primeira vez, dois projéteis lançados por milícias de oposição sírias contra as Colinas do Golan, território sírio ocupado e anexado por Israel depois da guerra de 1967. As baterias e radares do sistema contra foguetes de curto alcance Cúpula de Ferro costumam se ativar quando os ataques ameaçam zonas habitadas. Uma porta-voz das Forças Armadas disse que os projéteis, que presumivelmente se desviaram de sua trajetória, foram destruídos no ar sem que chegassem a causar danos.





http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/17/internacional/1474129635_022124.html


 








« Última modificação: 05 de Outubro de 2016, 09:03:36 por JJ »

Offline Gauss

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #94 Online: 05 de Outubro de 2016, 09:49:49 »
Apenas para lembrar que não existem santos nesta guerra...


Bombardeios russos matam dezenas de civis na Síria
Rússia atacou zonas controladas pelo Estado Islâmico.
Ataques deixaram 44 mortos e dezenas de feridos, diz ONG


Ao menos 44 civis morreram e dezenas ficaram feridos na quarta-feira (27) em bombardeios russos sobre zonas controladas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nas regiões norte e leste da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
De acordo com o balanço da ONG, divulgado nesta quinta-feira (28), 29 civis, incluindo três crianças e nove mulheres, morreram em bombardeios contra vilarejos sob controle do EI na província de Deir Ezor (leste) e contra um bairro da cidade de mesmo nome.
Além disso, 15 civis, entre eles cinco irmãos menores de idade, morreram em ataques da aviação russa contra a localidade de Al-Bab, reduto do EI na província de Aleppo (norte), e seus arredores.
Al-Bab, 30 km ao sul da fronteira turca, caiu nas mãos dos rebeldes em julho de 2012 e sob o controle do EI em novembro de 2013.
O exército do regime sírio, apoiado pela Rússia, está a 8 km de Al-Bab, um dos principais redutos da organização extremista na província, segundo o OSDH. Nunca havia chegado tão perto da localidade desde 2012.
A Rússia executa uma intensa campanha de bombardeios na Síria desde 30 de setembro em apoio ao regime do aliado Bashar al-Assad. Os insurgentes e os países ocidentais acusam com frequência Moscou de atacar grupos não jihadistas e de provocar vítimas civis.
Os bombardeios russos provocaram mais de 3.000 mortes, quase 40% de civis, de acordo com um balanço do OSDH, que tem uma ampla rede de fontes na Síria.
A ONG afirma que consegue distinguir os bombardeios da aviação do regime, dos executados pela coalizão antijihadista internacional ou pela Rússia com base no tipo de avião ou munição utilizados.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/bombardeios-russos-matam-dezenas-de-civis-na-siria.html


Bombardeio em hospital mata ao menos 27 em Aleppo, na Síria
ONU pede união à Rússia e aos EUA para revigorar cessar-fogo.
Entre as vítimas estão três crianças e três médicos, diz CNN.


O bombardeio de origem desconhecida ocorrido matou pelo menos 27 pessoas em Aleppo, no Norte da Síria, na noite de quarta-feira (27). Entre os mortos estão três crianças e três médicos, de acordo com informações divulgadas pela rede americana CNN na manhã desta quinta-feira (28).

A emissora "Al Jazeera" e a ONU atribuíram o ataque contra o hospital de Al Quds às forças governamentais. Um primeiro balanço tinha apontado 16 mortes. Entre os mortos está "um dos últimos pediatras" que havia na região, o doutor Wasem Maaz, acrescentou a "Al Jazeera", segundo a agência Efe.

As equipes de resgate trabalham para retirar os corpos e resgatar os sobreviventes que estão sob os escombros do edifício e o número de mortos ainda pode aumentar, acrescentou a emissora com sede no Catar.



A informação sobre a morte do pediatra foi confirmada na madrugada desta quinta em Genebra, pelo mediador da ONU nas negociações de paz para a Síria, Staffan de Mistura, que afirmou que um bombardeio aéreo contra um hospital no leste de Aleppo "provavelmente acabou com a vida do último pediatra" na região.

O mediador da ONU citou esse caso para pedir a Rússia e Estados Unidos que unam seus esforços para dar novo vigor à trégua na Síria e salvá-la "do colapso total".

"Faço um pedido a Rússia e EUA para que tomem uma iniciativa urgente para relançar a trégua, que, por enquanto, está em perigo", disse Staddan após informar por teleconferência ao Conselho de Segurança da ONU sobre o resultado da terceira rodada de negociações de paz que terminou na quarta.



O aumento das hostilidades em Aleppo foi repercutido também pela agência oficial síria, "Sana", que reportou que sete civis morreram e outros 35 ficaram feridos em ações de organizações terroristas, no que a agência considerou como novas violações do cessar-fogo.

Uma fonte do comando da polícia de Aleppo disse à agência Efe, em um comunicado citado pela "Sana", que o grupo terrorista Frente al Nusra e outros ligados a essa organização foram os responsáveis por esses ataques em várias áreas de Aleppo.
Pelo menos 107 civis morreram, entre eles 20 menores de idade, desde 22 de abril na onda de violência que assola a cidade de Aleppo, informou na quarta o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
A ONG afirmou que 61 das vítimas morreram em bombardeios de aviões de guerra em áreas como Al Mogair, Al Firdus, Al Sajur, Al Muasal, Bab al Neirab, Sukan Shababi e Al Ansari, na cidade de Aleppo.
Outras 38 pessoas morreram pelo impacto de dezenas de foguetes de fabricação local e pela explosão de bujões de gás lançados contra áreas controladas pelo regime, como Nova Aleppo, Al Manian, Al Mokambo, Al Ashrafie, Seif al Daula e Al Khalediya.

O OSDH acrescentou que oito civis morreram pelo disparo de projéteis por parte das forças governamentais nos distritos de Aqiud, Al Yazmati e Bustan al-Qaser al-Jarya.

Nos últimos dias, houve um aumento das hostilidades em Aleppo, que está dividida, com alguns bairros controlados pelas autoridades sírias e outros em poder de facções islâmicas, apesar do cessar-fogo que vigora na Síria desde 27 de fevereiro.

O acordo de trégua foi aceito pelo governo em Damasco e pela Comissão Suprema para as Negociações, a principal aliança de oposição ao regime no país, mas o cessar-fogo não inclui os grupos armados considerados terroristas como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra (al- Qaeda).

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/bombardeio-em-hospital-mata-ultimo-medico-e-mais-15-em-aleppo-na-siria.html
« Última modificação: 05 de Outubro de 2016, 09:54:15 por Gauss »
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Offline André Luiz

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #95 Online: 05 de Outubro de 2016, 10:37:10 »
Crime de guerra por parte dos russos

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #96 Online: 05 de Outubro de 2016, 10:52:58 »
Crime de guerra por parte dos russos


Na própria notícia há a seguinte afirmação:


"O bombardeio de origem desconhecida"...


Então de onde vem essa sua aparente certeza de quem alvejou o local ?   


E mesmo que tivesse  provas de  quem alvejou, como se pode afirmar que no local ou bem próximo do local não havia grupos terroristas ?
 

A cidade  ainda está ocupada por grupos terroristas.  Você por acaso sabe onde eles estão exatamente ?


« Última modificação: 05 de Outubro de 2016, 10:56:30 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #97 Online: 05 de Outubro de 2016, 11:00:53 »
Apenas para lembrar que não existem santos nesta guerra...


Bombardeios russos matam dezenas de civis na Síria
Rússia atacou zonas controladas pelo Estado Islâmico.
Ataques deixaram 44 mortos e dezenas de feridos, diz ONG


Ao menos 44 civis morreram e dezenas ficaram feridos na quarta-feira (27) em bombardeios russos sobre zonas controladas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nas regiões norte e leste da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
De acordo com o balanço da ONG, divulgado nesta quinta-feira (28), 29 civis, incluindo três crianças e nove mulheres, morreram em bombardeios contra vilarejos sob controle do EI na província de Deir Ezor (leste) e contra um bairro da cidade de mesmo nome.
Além disso, 15 civis, entre eles cinco irmãos menores de idade, morreram em ataques da aviação russa contra a localidade de Al-Bab, reduto do EI na província de Aleppo (norte), e seus arredores.
Al-Bab, 30 km ao sul da fronteira turca, caiu nas mãos dos rebeldes em julho de 2012 e sob o controle do EI em novembro de 2013.
O exército do regime sírio, apoiado pela Rússia, está a 8 km de Al-Bab, um dos principais redutos da organização extremista na província, segundo o OSDH. Nunca havia chegado tão perto da localidade desde 2012.
A Rússia executa uma intensa campanha de bombardeios na Síria desde 30 de setembro em apoio ao regime do aliado Bashar al-Assad. Os insurgentes e os países ocidentais acusam com frequência Moscou de atacar grupos não jihadistas e de provocar vítimas civis.
Os bombardeios russos provocaram mais de 3.000 mortes, quase 40% de civis, de acordo com um balanço do OSDH, que tem uma ampla rede de fontes na Síria.
A ONG afirma que consegue distinguir os bombardeios da aviação do regime, dos executados pela coalizão antijihadista internacional ou pela Rússia com base no tipo de avião ou munição utilizados.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/bombardeios-russos-matam-dezenas-de-civis-na-siria.html





Se os grupos terroristas estão em vários lugares, e  misturados  com parte da população civil   (provavelmente a usando como escudo), como se deve fazer ?

Deve-se cruzar os braços  e esperar  que os terroristas  fiquem num local bem separado e informem isso ao exército sírio e as forças russas?
 
Dá até para imaginar :


_ Comandante do ISIS falando aos seus comandados:

_Reunam os combatentes e vamos  para aquele lugar ali onde não tem nenhum civil, assim  não haverá perigo  dos civis serem  alvejados por acidente pelo exército sírio e/ou pela força aérea russa.   Nós lutamos de forma limpa,  nós não vamos usar civis como escudos...





« Última modificação: 05 de Outubro de 2016, 11:19:30 por JJ »

Offline JJ

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #98 Online: 05 de Outubro de 2016, 11:17:27 »

Usar civis como escudo é uma prática normal para grupos terroristas:


Veja como o Estado Islâmico usa os civis como "escudo"

Imagens aéreas revelam de forma clara um dos métodos adotados pelos militantes do grupo terrorista para se evadir de uma cidade síria. Os civis são usados como proteção

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/jhiadistas/veja-como-fogem-os-militantes-do-estado-islamico


Civis são usados como escudo humano pelo Isis em Fallujah

Ofensiva do governo contra terroristas na cidade é catastrófica, diz especialista

A ofensiva do governo iraquiano para recuperar a cidade de Fallujah do Estado Islâmico (Isis) se transformou em uma “catástrofe humana”, segundo o diplomata Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês de Refugiados, a maior ONG humanitária da Noruega. Cerca de 50 mil civis são mantidos reféns na cidade. Famílias que conseguiram escapar disseram que, no início dos ataques do governo, na semana passada, terroristas do Isis fecharam as saídas da cidade e atiraram em quem tentasse fugir.

Leia também: Exército iraquiano entra em Fallujah, reduto do Isis

Assim como usar reféns como escudo humano contra as forças iraquianas que se aproximam, há relatos de que militantes estão forçando famílias a se deslocar com os terroristas do Estado Islâmico.

http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/civis-sao-usados-como-escudos-humanos-pelo-ei-em-fallujah/

Offline Gauss

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Re:Guerra na Síria
« Resposta #99 Online: 05 de Outubro de 2016, 11:22:37 »

Se os grupos terroristas estão em vários lugares, e  misturados  com parte da população civil   (provavelmente a usando como escudo) . Como se deve fazer ?

Deve-se cruzar os braços  e esperar  que os terroristas  fiquem num local bem separado e informem isso ao exército sírio e as forças russas?
 

Não  é isso que você quer que os EUA façam? Cruzem os braços?


Crime de guerra por parte dos russos


Na própria notícia há a seguinte afirmação:


"O bombardeio de origem desconhecida"...


Então de onde vem essa sua aparente certeza de quem alvejou o local ?   


E mesmo que tivesse  provas de  quem alvejou, como se pode afirmar que no local ou bem próximo do local não havia grupos terroristas ?
 

A cidade  ainda está ocupada por grupos terroristas.  Você por acaso sabe onde eles estão exatamente ?



Segundo a ONU foram as forças do governo(que é apoiada pelos russos).

A cidade é ocupada por terroristas, logo é óbvio que eles estão em um hospital humanitário, não é mesmo?

Fico  imaginando se os EUA (Grande Irmão na cabeça um pouco conturbada do JJ) tivesse feito esse vbombardeio e matado os diversos civis, mesmo eles estando com terroristas infiltrados.



http://oglobo.globo.com/mundo/coalizao-dos-eua-mata-26-civis-em-bombardeio-na-siria-diz-osdh-18236885

E aí JJ, esse foi os EUA quem fez, é justificável como os dos russos?

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Carl Friedrich Gauss.

 

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