Autor Tópico: Governo Temer/Pós Dilma  (Lida 32547 vezes)

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Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #75 Online: 28 de Abril de 2016, 15:07:29 »
Não me parece que ela tenha a mesma vontade de continuar na carreira política do que  o Collor. Tá parecendo uma quase aposentada.

Acho que a vontade dela não importa muito para o PT. Ela parece fazer tudo o que o partido manda.
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Offline JJ

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #76 Online: 29 de Abril de 2016, 10:30:51 »
Não me parece que ela tenha a mesma vontade de continuar na carreira política do que  o Collor. Tá parecendo uma quase aposentada.

Acho que a vontade dela não importa muito para o PT. Ela parece fazer tudo o que o partido manda.


Mas é bom considerar também que há muitos incentivos para manter-se no cargo,   há muitas mordomias, há muita bajulação.



Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #77 Online: 29 de Abril de 2016, 11:08:35 »
Não me parece que ela tenha a mesma vontade de continuar na carreira política do que  o Collor. Tá parecendo uma quase aposentada.

Acho que a vontade dela não importa muito para o PT. Ela parece fazer tudo o que o partido manda.


Mas é bom considerar também que há muitos incentivos para manter-se no cargo,   há muitas mordomias, há muita bajulação.




O Lula tem isso tudo sem estar no cargo  :lol:
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Offline Gabarito

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #78 Online: 29 de Abril de 2016, 13:25:09 »


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O modelo de monopólios de estatais no Brasil chegou ao fim. Além da ineficiência natural de setores que não contam com diversidade e concorrência, empresas do governo foram alvo de muita corrupção e uso político nos últimos anos. Já passou da hora de privatizarmos estatais e tirá-las das mãos de políticos.

http://oglobo.globo.com/brasil/programa-de-temer-preve-privatizacao-de-tudo-que-for-possivel-19193319


Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #79 Online: 29 de Abril de 2016, 13:34:22 »
Privatizar estatais, aliviar a previdência, reduzir desperdícios e simplificar os impostos. Estas deveriam ser as prioridades do governo desde sempre, mantendo o ritmo do governo FHC.

O Temer defender tudo isso é muito animador, mas por que este puto e seu partido não fez nada enquanto estavam com a Dilma? Será que o PT era tão mesquinho que sufocava os demais ou eles do PMDB estavam "de boas" com o poder que tinham?
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #80 Online: 29 de Abril de 2016, 13:51:09 »
E ele não sabia de nada quanto às fraudes fiscais?


O Collor renunciou também. Não me lembro qual era a vantagem. Acho que se você é impichado ou condenado e não está em exercício da função, não é punido com a impossibilidade de entrar na política novamente.

Acho que o Collor teve os "direitos políticos"/direitos de ser candidato/sei lá suspensos por oito anos.




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http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/impeachment-collor-435681.shtml

29/12/1992

No senado

Collor renuncia minutos antes de ser condenado pelo Senado. Mesmo assim, seus direitos políticos são suspensos por oito anos. Horas depois, ele reúne a imprensa para justificar que a renúncia foi em defesa das instituições democráticas, que estariam sendo ameaçadas pelas elites contrárias à modernização do país.

12/12/1994

Absolvição

Por falta de provas, Fernando Collor de Mello e PC Farias são inocentados da acusação de corrupção passiva. Collor continuou inelegível e respondeu a outras 35 ações judiciais. Em agosto de 1995, mudou-se para Miami e, em 2006, voltou ao cenário político nacional ao ser eleito senador por Alagoas.



Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #81 Online: 29 de Abril de 2016, 21:47:34 »
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CNI lista 36 medidas 'indispensáveis' e entrega a Temer

Na relação, dividida em oito áreas, estão itens como reformas tributária e da Previdência e estímulo às exportações


29/04/2016 às 12:10 - Atualizado em 29/04/2016 às 12:17

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou ao vice-presidente Michel Temer uma lista de 36 medidas consideradas "indispensáveis" pela entidade caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada pelo Senado e ele assuma a Presidência da República. "A indústria defende que as ações tenham caráter estrutural. Os governantes devem evitar 'atalhos', como ações populistas que vão atrasar ainda mais o desenvolvimento do país", diz a CNI, em comunicado.

As 36 medidas da lista estão divididas em oito grupos: eficiência do Estado, relações de trabalho, reforma tributária, concessões em infraestrutura, exportações, crédito, regulação e inovação. "A Confederação reforça que, apenas com a adoção dessas iniciativas, os empresários vão recuperar a confiança e voltar a investir", afirma a entidade.

Abaixo, a lista de demandas apresentada pela entidade:

Eficiência do Estado
- Reformar a Previdência Social;
- Implementar mecanismos de controle do gasto público
Relações de trabalho
- Valorizar a negociação coletiva;
- Regulamentar a terceirização;
- Sustar ou alterar o texto da NR 12;
- Excluir acidentes de trajeto do cálculo do FAP;
Reforma tributária
- Adotar o princípio do crédito financeiro do PIS-Cofins;
- Ampliar os prazos de recolhimento de IPI e PIS-Cofins;
- Permitir a compensação de créditos entre tributos federais;
- Convalidar os incentivos fiscais do ICMS;
- Reformar o ICMS
Concessões em infraestrutura
- Rever o regime de partilha em óleo e gás;
- Modernizar as condições de acesso ao gás natural importado;
- Modernizar as concessões para exploração de gás natural em terra;
- Cobrar a CDE de forma proporcional;
- Considerar os custos totais nos leilões de energia elétrica;
- Aumentar a geração térmica na base do sistema;
- Aumentar a participação privada nos serviços de água e esgoto;
- Transferir as administrações portuárias ao setor privado;
- Concluir o processo de revisão das poligonais dos portos organizados;
Exportações
- Negociar acordos comerciais;
- Aperfeiçoar os mecanismos de financiamento de comércio exterior;
- Concluir a agenda de facilitação de comércio;
- Ajustar a alíquota do Reintegra;
- Criar condições para manutenção de um câmbio competitivo e estável;
Crédito às empresas
- Melhorar condições de capital de giro às empresas;
- Estimular a ampliação do financiamento privado de longo prazo;
Regulação
- Disciplinar os procedimentos para desconsideração da personalidade jurídica;
- Fortalecer as agências reguladoras;
- Garantir autonomia do órgão licenciador do licenciamento ambiental;
- Simplificar o licenciamento ambiental;
Inovação
- Regulamentar o Código Nacional de CT&I;
- Aprimorar a Lei do Bem;
- Assegurar que os recursos para a inovação cheguem às empresas
- Regulamentar o acesso ao patrimônio genético;
- Promover a melhoria operacional do INPI.
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Offline -Huxley-

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #82 Online: 29 de Abril de 2016, 22:10:01 »
Temer disse, Temer fará!  Não à corrupção, então ele vai se trancafiar juntamente com o vice. É muita honestidade. Seres honestos assim eu quero para meu presidente! Ele só está pensando no bem da nação. Temer e Cunha têm um histórico de honestidade fantástico.

Clube cético?




Qualquer partido ideologicamente bem não-petista representa uma chance grande de avanço na diminuição da honestidade. A desonestidade do PT é BEM mais audaciosa do que a do PMDB, PSDB, PP, etc. porque ela inclui um projeto marxista-gramsciano de dominação total da sociedade. O objetivo do PT é a supressão de todas as oposições pela fraude, nem que para isso passem a existir líderes políticos que se arriscam a pele muito mais matéria em roubo, abandonando a velha corrupção de roubar apenas para si próprios, sozinhos e/ou em pequenos grupos.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #83 Online: 29 de Abril de 2016, 23:10:32 »
Não seria "um avanço no retrocesso da diminuição do aumento da desonestidade"? :P

Essa dupla negação ficou meio ambigua.


Eu já não aposto muito em diferença significativa de honestidade mesmo. O cenário é de termos que nos contentar com o "rouba mas não arruína".

Offline -Huxley-

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #84 Online: 30 de Abril de 2016, 00:02:59 »
Eu escrevi errado devido à desatenção. Era para ter saído "diminuição da desonestidade"... A diminuição da desonestidade é um avanço.

A diminuição da desonestidade está representada no fato que grande parte dos líderes peemedebistas fazem algo que pode ser minimamente reconhecido como "política", diferentemente de Lula, que tenta comprar todo mundo a todo custo. O PT é um partido que disfarça a pretensão de ditadura com o "conquistar a hegemonia" da sociedade. Além disso, todo tipo de perversão para eles é aceitável, desde que o ideal de poder total sobre a sociedade seja obtido. A questão de haver diminuição da desonestidade não tem que ver com mérito do PMDB, é uma simples constatação de que o PT alcançou um estado de podridão moral que só é possível com a adoção da religião política pérfida que eles adotaram. Quando se mistura significado de vida com ideologia política pérfida coletivista, fica difícil competir em desonestidade com o PT.
« Última modificação: 30 de Abril de 2016, 00:11:37 por -Huxley- »

Offline -Huxley-

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #85 Online: 30 de Abril de 2016, 00:16:09 »
Por mais que alguém seja ladrão, não é justo comparar moralmente alguém que seja só ladrão com alguém que seja ladrão, defende assassinos e organizações assassinas.

Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #86 Online: 30 de Abril de 2016, 09:42:55 »
Não seria "um avanço no retrocesso da diminuição do aumento da desonestidade"? :P

Essa dupla negação ficou meio ambigua.


Eu já não aposto muito em diferença significativa de honestidade mesmo. O cenário é de termos que nos contentar com o "rouba mas não arruína".

Populismo e incompetência é muito pior que a simples corrupção:

http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/economia/fraude-fiscal-e-mais-grave-que-corrupcao/
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Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #87 Online: 30 de Abril de 2016, 16:44:02 »
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Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

Às vésperas da votação do impeachment, o vice arregaça as mangas e toma as primeiras decisões: vai demitir todos os ministros de Dilma, caso não peçam demissão, promete reduzir o número de ministérios, monta um pacote de privatizações e escala Meirelles e Serra para atrair o capital externo


Eram 13 horas da quinta-­feira passada quando o vice-presidente da República, Michel Temer, cortou um pedaço do queijo branco sobre a mesa de reuniões da antessala de seu gabinete no Anexo II do Palácio do Planalto. Prestes a se tornar presidente da República, o peemedebista mal tem tempo para se alimentar e já perdeu 2 quilos e meio. Enfrenta uma maratona diária de reuniões com políticos, conselheiros, antigos aliados e candidatos a novos amigos, todos dispostos a ocupar um lugar de destaque em seu governo. A pauta dessa roda-viva é a montagem do ministério, uma equação complicada diante da quantidade de partidos a atender e dos interesses em jogo. Temer não externa angústia nem entusiasmo ao traçar cenários, ainda tem muitas dúvidas e uma ambição certeira. Diz o vice: "Eu quero entrar para a história". Ele acha que conquistará um lugar no panteão da República se encerrar o ciclo de recessão, viabilizar os investimentos privados e estimular a geração de empregos. É a sua grande aposta. É a sua grande largada.

Advogado constitucionalista que escreve poemas, Temer admite conhecer pouco de economia. Por isso, a raposa política com décadas de experiência na vida pública delegará o comando dessa área a um nome testado e aprovado pelos meios políticos, financeiros e empresariais: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Esnobado por Dilma, que se recusou a nomeá-lo para chefiar sua equipe econômica, Meirelles assumirá o Ministério da Fazenda no eventual governo Temer com carta branca para escolher o presidente do Banco Central e ressuscitar o PIB. Na semana passada, o vice fez questão de deixar escapar a preferência por Meirelles para avaliar a receptividade ao nome.

Considerou positiva a reação do mercado e deu ao futuro subordinado um dever de casa: analisar um documento entregue por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. O documento propõe um monumental corte de despesas e a venda de parte das estatais para reforçar o caixa. Temer e Skaf se reuniram no Palácio do Jaburu, no domingo 24. O convidado soou como sinfonia de Bach aos ouvidos do anfitrião.

Skaf disse a Temer que é possível reduzir "a zero" o déficit do governo em 2016, estimado em 96,6 bilhões de reais pelo governo Dilma Rousseff, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida. Skaf também garantiu a Temer que é possível zerar o déficit mesmo sem ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. O vice encarregou Meirelles de ver quanto pode aproveitar das sugestões da Fiesp. Quer que o futuro ministro feche uma proposta econômica que enterre de vez a CPMF e reduza drasticamente o déficit projetado.

A ideia de Temer é levar a nova meta fiscal ao Congresso no seu primeiro dia como presidente da República. Será seu ato inaugural. Um ato de compromisso com o reequilíbrio das contas públicas e de afago aos contribuintes. "Li o plano e gostei. Zerar o déficit sem recorrer a aumento de impostos me agrada", diz Temer. "Eu preciso mudar a meta fiscal de 2016 até para não começar meu mandato cometendo pedaladas fiscais", acrescenta, referindo-se à acusação que embasou o impeachment contra Dilma.
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Rhyan

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #88 Online: 01 de Maio de 2016, 00:16:36 »
Quando rolou a notícia de que o José Serra era um dos cotados para o ministério da fazendo, bateu um arrependimento em apoiar o impeachment. Espero que isso já tenha sido descartado.

Esse papo de BC independente não tem o menor sentido, se um Bernanke da vida entra lá, o que acontece? Quem vai segurar a impressora?
E quem nomeia presidente do BC é sempre o presidente da república, não tem independência alguma.

Não existe meio termo possível com o BC, é abolir ou abolir. (Esperando algum ignorantes falar que isso é anarcocapitalismo...)

Offline Skorpios

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #89 Online: 01 de Maio de 2016, 07:33:49 »
A maioria do pessoal aqui está esperançosa de um governo Temer que cumpra em grande parte, ou em parte, o que tem sido veiculado pela imprensa como "planos de governo" dele.
Eu fico pensando se ele terá condições de implementar isso, independente de quem serão os ministros, com o profundo aparelhamento da máquina pública que tem sido executado pelo PT nos últimos 13 anos.
Provavelmente (e isso é um achismo meu), a grande maioria das posições técnicas chave está na mão de petistas ou simpatizantes.
E não adianta o ministro mandar se quem vai executar pode torpedear o projeto. Ele vai enfrentar um campo muito minado.
Se você agir sempre com dignidade pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

Millôr Fernandes

Offline João da Ega

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #90 Online: 01 de Maio de 2016, 07:50:03 »
A maioria do pessoal aqui está esperançosa de um governo Temer que cumpra em grande parte, ou em parte, o que tem sido veiculado pela imprensa como "planos de governo" dele.
Eu fico pensando se ele terá condições de implementar isso, independente de quem serão os ministros, com o profundo aparelhamento da máquina pública que tem sido executado pelo PT nos últimos 13 anos.
Provavelmente (e isso é um achismo meu), a grande maioria das posições técnicas chave está na mão de petistas ou simpatizantes.
E não adianta o ministro mandar se quem vai executar pode torpedear o projeto. Ele vai enfrentar um campo muito minado.

O Aparelhamento de que você fala deve ser por cargos comissionados. Tais cargos são demissíveis ad nutum. Ou seja, caem junto com a Dilma, ou pelo menos logo que o Temer queira.
Os demias cargos, os permanentes, são providos por concurso. Não sei de denúncias de fraudes em concursos para colocar petistas em cargos efetivos na máquina pública federal.
"Nunca devemos admitir como causa daquilo que não compreendemos algo que entendemos menos ainda." Marquês de Sade

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #91 Online: 01 de Maio de 2016, 20:38:51 »
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http://spotniks.com/quer-saber-no-meio-de-tanta-desinformacao-o-que-esperar-de-um-governo-temer-leia-isso/


...

Lançado inicialmente como um projeto para propor ideias ao ajuste fiscal pelo qual passava o governo, o plano “Uma ponte para o futuro” acabou se tornando um esboço daquilo que viria a ser um governo Temer. O plano elenca uma série de medidas em relação ao gasto público, abordando a simplificação tributária, a questão da produtividade e os programas sociais. A grande novidade fica por conta do viés claramente liberal de algumas das propostas. E este é exatamente o problema. Propostas liberais tocadas por políticos não-liberais. Tudo permanece como sempre foi.

Ao longo da história republicana brasileira, não faltaram momentos nos quais os governos cederam a adoção de novas ideias e medidas que modernizassem o Estado, combatessem ineficiências e tornassem o gasto público menos problemático para a sociedade. De Campos Sales ao próprio presidente Lula, que compôs sua equipe inicialmente com nomes como Marcos Lisboa e Joaquim Levy e realizou o mais profundo ajuste fiscal das últimas décadas, a maioria dos presidentes concorda que para gastar é preciso primeiro arrumar a casa.

Não há possibilidade que o governo volte a contratar bilhões em obras de empreiteiras sem que as contas públicas estejam equilibradas e o gasto público deixe de ser apenas custeio e torne-se investimento. Para políticos como a velha guarda do PMDB, Sarney, Renan, Cunha, Temer ou Jader Barbalho, medicar o paciente e garantir que ele sobreviva à atual crise econômica é fundamental para fazer com que o PMDB continue a sugar o governo por muitos e muitos anos. Não se trata, portanto, de convicção nas ideias, de ouvir a voz das ruas que pede menos burocracia, de priorizar o empreendedorismo, mas simplesmente de garantir que o governo sobreviva.

...


Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #92 Online: 02 de Maio de 2016, 10:35:21 »
O Temer só quer recuperar a economia e enxugar o Estado para poder continuar sugando do Estado?

Eu apoio.

Se a Dilma tivesse essa capacidade e visão, estaríamos numa situação bem melhor.
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Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #93 Online: 02 de Maio de 2016, 10:59:03 »
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mbl-ruralistas-e-evangelicos-juntos-que-bom-viva-o-progressismo/

Eu sou um ex-petista. Em todas as eleições que eu participei --de 1998 até 2002-- , tirando uma vez que eu votei no Covas para fazer voto útil contra o Maluf, somente votei 13. Para deputados e vereadores eu nem me preocupava, votava na legenda sem medo de errar. Era um tempo onde votar no PT era a coisa certa a se fazer.

Hoje eu tenho saudades do FHC.

Amanhã eu tenho medo de ter saudades do Lula.

Nós vamos ter a diminuição da maioridade penal, estado progressivamente mínimo e liberação do porte de armas. De quebra vamos abraçar toda a pauta conservadora que a bancada evangélica e ruralista deseja.

Vai ser um Brasil ótimo para criar filhos.

Offline DDV

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #94 Online: 02 de Maio de 2016, 11:08:01 »
Nós vamos ter a diminuição da maioridade penal, estado progressivamente mínimo e liberação do porte de armas.

Deus te ouça!

Citar
Vai ser um Brasil ótimo para criar filhos.

Concordo.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #95 Online: 02 de Maio de 2016, 11:19:28 »
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mbl-ruralistas-e-evangelicos-juntos-que-bom-viva-o-progressismo/

Eu sou um ex-petista. Em todas as eleições que eu participei --de 1998 até 2002-- , tirando uma vez que eu votei no Covas para fazer voto útil contra o Maluf, somente votei 13. Para deputados e vereadores eu nem me preocupava, votava na legenda sem medo de errar. Era um tempo onde votar no PT era a coisa certa a se fazer.

Hoje eu tenho saudades do FHC.

Amanhã eu tenho medo de ter saudades do Lula.

Nós vamos ter a diminuição da maioridade penal, estado progressivamente mínimo e liberação do porte de armas. De quebra vamos abraçar toda a pauta conservadora que a bancada evangélica e ruralista deseja.

Vai ser um Brasil ótimo para criar filhos.

Declive escorregadio.

Aliás, é ilusão achar que conseguiremos o Estado mínimo nos próximos 20 anos. Diminuir a 2/3 do atual ainda será um Estado gigantesco, mas que não sufocará a economia como faz atualmente.

Porte de armas os bandidos já possuem.

Já a bancada evangélica é um risco de fato. Mas qual será a lei que vai prejudicar o Brasil? Eles são contra liberação das drogas, mas atualmente não são liberadas mesmo. São contra o aborto, que ainda é crime. São contra igreja pagar impostos, que é o cenário atual. Querem influenciar no judiciário, o que é inconstitucional e nunca passará.
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Offline Gaúcho

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #96 Online: 02 de Maio de 2016, 11:25:07 »
Estado mínimo S2
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Geotecton

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #97 Online: 02 de Maio de 2016, 13:59:17 »
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mbl-ruralistas-e-evangelicos-juntos-que-bom-viva-o-progressismo/

Eu sou um ex-petista. Em todas as eleições que eu participei --de 1998 até 2002-- , tirando uma vez que eu votei no Covas para fazer voto útil contra o Maluf, somente votei 13.

Em todas as eleições que participei (a primeira foi em 1982) eu JAMAIS votei no PT. Mesmo no segundo turno de 1989, quando aqueles 'dois sacos de estrume' disputaram (Collor x Lula) eu não votei (anulei, naquela ocasião).


Para deputados e vereadores eu nem me preocupava, votava na legenda sem medo de errar.

Felizmente jamais cometi este ato de lesa-humanidade.


Era um tempo onde votar no PT era a coisa certa a se fazer.

Este tempo jamais existiu.


Hoje eu tenho saudades do FHC.

E nos próximos dois anos vamos sentir mais.


Amanhã eu tenho medo de ter saudades do Lula.

Vade retro.


Nós vamos ter a diminuição da maioridade penal,

Ainda bem.

Já passou da hora de acabar com a hipocrisia em que pessoas de certa faixa etária podem escolher seus mandatários, como quaisquer outras, mas não podem ser responsabilizadas por atos criminosos.


estado progressivamente mínimo

Há muito tempo que o setor produtivo privado financia as benesses e privilégios nauseantes do setor público e ainda tem que pagar a conta dos assistencialismos eleitoreiros.


e liberação do porte de armas.

Sou totalmente favorável ao desarmamento dos bandidos.

Ou pela liberação geral para a população.


De quebra vamos abraçar toda a pauta conservadora que a bancada evangélica e ruralista deseja.

A bancada evangélica é certamente mais daninha que as demais bancadas religiosas. Mas este problema pode ser resolvido no médio e longo prazo com educação pública de qualidade, em que alunos tenham acesso a conhecimento científico e humanístico e não a ideologias arcaicas, como marxismo.

A bancada ruralista pode ser combatida por meio da aplicação das atuais legislações e pela vigilância para que ela não mude as atuais leis.


Vai ser um Brasil ótimo para criar filhos.

Depende de como você quer seus filhos.
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Offline Gabarito

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #98 Online: 02 de Maio de 2016, 14:34:14 »
Ainda sobre a questão sobre quais vantagens da renúncia da presidente:

Existe alguma diferença na prática caso a presidente viesse a renunciar antes da próxima votação do impeachment no Senado? Se ela renunciasse hoje que diferença faria?

Haveria diferença sim. Positiva.
Caso ela renunciasse hoje, o vice assumiria amanhã e o país passaria a respirar melhor na mesma hora, os investidores e o mercado amanheceriam muito mais animados e as coisas se destravariam melhor.
Mas ela não pensa no país. Pelo contrário. Ela quer se vingar do chefe e do sub-chefe do golpe, conforme suas próprias palavras. Ela quer infernizar, sabotar e dificultar a transição. Ela vem falando que vai querer ficar com o avião presidencial e já falam que ela fará um tour pelo mundo para "denunciar o golpe".
É.
Isso é sério. Alucinou de vez e não tem nenhum medo de passar para a história carregando tantos micos.

Adiando a sua saída, não renunciando, o país apanha mais.

Não entendi o movimento de alguns senadores governistas pedindo que ela renuncie...

O Collor renunciou também. Não me lembro qual era a vantagem. Acho que se você é impichado ou condenado e não está em exercício da função, não é punido com a impossibilidade de entrar na política novamente.

Acho que não estão preocupados com o futuro político dela. Quando sair será apagada do mapa.

Apareceu uma boa vantagem para ela renunciar ANTES do julgamento da admissibilidade que eu não sabia:
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Dilmar quer regalias de ex-presidente
Brasil 02.05.16 14:08

O Antagonista confirmou que Dilma Rousseff cogita renunciar antes que o plenário do Senado vote seu impeachment.

A petista quer manter as regalias de ex-presidente da República: dois carros de luxo e oito servidores, entre assessores, seguranças e motoristas - tudo pago com dinheiro público.

Chegou a hora de acabar com essa mordomia infame.

Offline Lorentz

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Re:Governo Temer/Pós Dilma
« Resposta #99 Online: 02 de Maio de 2016, 14:41:38 »
Se ela renunciar e não encher o saco depois, até aceito pagar as regalias. Pode ser mais barato que as sabotagens que estão em curso.
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