Autor Tópico: Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?  (Lida 10660 vezes)

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Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #25 Online: 06 de Maio de 2016, 09:51:36 »
Já que deseja discutir sobre o "Mundo das Ideias", deixe-me elaborar uma resposta anarco-conservadora onde esse suposto conflito deixa de existir: O Estado é uma instituição que tem constantemente imposto valores anti-tradicionais a sua família, grupo social e étnico, portanto não é mais uma instituição conservadora de facto. Além, as Liberdades Individuais são melhor protegidas em um ambiente onde todas pessoas são unidas por laços de parentesco e história comum de uma comunidade orgânica, ao invés de agremiações entre estranhos movidos a auto-interesse e/ou um projeto político comum.
Mais uma vez: esse texto é fruto de sua abstração, construído dentro do conhecimento que você detém de ambas as correntes, ou você já ouviu, leu ou presenciou um anarcocapitalista defendendo essa tese? Se for uma tese anarcocapitalista que desconheço, eu me rendo à sua argumentação. Só peço que me apresente fontes para que eu possa pesquisar... e discordar, claro  :biglol: Senão não é anarcocapitalismo  :ok:

No entanto, estou vendo uma forçação de barra aqui.

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #26 Online: 06 de Maio de 2016, 11:22:14 »
Então na anarquia o anarco-[não]-estado proibe a aderência a valores conservadores? Está fora das liberdades sagradas ser conservador? :hein:

Anarquia é mais cheia de regras do que eu imaginava.

Offline Muad'Dib

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #27 Online: 06 de Maio de 2016, 11:45:06 »
Hoje nós (sociedade ocidental, pelo menos) vivemos em um Estado Democrático de Direito. Horrível, não funcional, plutocrata, autoritário e com todos os defeitos possíveis que o ser humano consegue criar para ele mesmo.

Uma sociedade anárquica seria perfeita, sem ninguém limitando a sua individualidade e coisa e tal. Que maravilha seria.

O problema para isso seria o próprio ser humano. Para uma utopia anarquista seria necessário que o ser humano percebesse a estupidez e hipocrisia do nosso Estado Democrático de Direito e se dedicasse a um magnífico Estado Anárquico do Bom-senso.

Estado Anárquico do Bom-senso, Bom-senso. O ser humano não possui bom-senso. Se nós tivéssemos o mínimo de bom-senso, mesmo com o estado malvadão, o mundo não seria o absurdo que é. Se tivéssemos o mínimo de bom-senso nós criaríamos condições para um aperfeiçoamento constante do nosso Estado Democrático de Direito rumo ao dia em que o Estado Democrático de Direito não seria mais necessário.

Anarco-capitalismo é uma utopia tão bobinha quanto o comunismo. Tem o socialistazinho da mamãe e o capitalistazinho do papai. Dois lados da mesma moeda.

Offline Lorentz

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #28 Online: 06 de Maio de 2016, 12:02:24 »
Hoje nós (sociedade ocidental, pelo menos) vivemos em um Estado Democrático de Direito. Horrível, não funcional, plutocrata, autoritário e com todos os defeitos possíveis que o ser humano consegue criar para ele mesmo.

Uma sociedade anárquica seria perfeita, sem ninguém limitando a sua individualidade e coisa e tal. Que maravilha seria.

O problema para isso seria o próprio ser humano. Para uma utopia anarquista seria necessário que o ser humano percebesse a estupidez e hipocrisia do nosso Estado Democrático de Direito e se dedicasse a um magnífico Estado Anárquico do Bom-senso.

Estado Anárquico do Bom-senso, Bom-senso. O ser humano não possui bom-senso. Se nós tivéssemos o mínimo de bom-senso, mesmo com o estado malvadão, o mundo não seria o absurdo que é. Se tivéssemos o mínimo de bom-senso nós criaríamos condições para um aperfeiçoamento constante do nosso Estado Democrático de Direito rumo ao dia em que o Estado Democrático de Direito não seria mais necessário.

Anarco-capitalismo é uma utopia tão bobinha quanto o comunismo. Tem o socialistazinho da mamãe e o capitalistazinho do papai. Dois lados da mesma moeda.

Se o que importa é o bom senso das pessoas, o que o Estado está fazendo aí no meio? Sem bom senso, até o Estado é ruim. Com bom senso, o Estado é menos pior. Então o Estado atrapalha em todas as situações.
"Amy, technology isn't intrinsically good or bad. It's all in how you use it, like the death ray." - Professor Hubert J. Farnsworth

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #29 Online: 06 de Maio de 2016, 12:09:11 »
O engraçado é que "anarquia" não tem em si nada que diga respeito a um sistema econômico.

Então cada um tasca como sufixo o sistema economico que prefere, que não é inerente a anarquia, mas seria de alguma forma mantido anarquicamente.

Além de anarco-capitalismo e anarco-comunismo, são possíveis todos os intermediários e outras coisas mais.

Anarco-mutualismo, anarco-individualismo/objetivismo, anarco-economia-mista (onde a propriedade pública apenas não seria "estatal"), anarco-bem-estar-social, anarco-keynesianismo, anarco-monarquia, anarco-tirania, anarco-tecnocracia, anarco-democracia, anarco-pansexualismo-quimiorecreativo, etc, etc.

Todas elas tem como ponto em comum a inexistência do bicho-papão.



Offline El Elyon

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #30 Online: 06 de Maio de 2016, 12:32:49 »
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Mais uma vez: esse texto é fruto de sua abstração, construído dentro do conhecimento que você detém de ambas as correntes, ou você já ouviu, leu ou presenciou um anarcocapitalista defendendo essa tese?

Claro que é uma abstração - eu escrevi que estava lidando com o "Mundo das Ideias". E leia o que escrevi -obviamente não é apenas algo Anarco-Capitalista, mas sim uma resposta Anarco-Conservadora a sua suposta oposição entre Anarco-Capitalismo e Conservadorismo.

Citar
Se for uma tese anarcocapitalista que desconheço, eu me rendo à sua argumentação. Só peço que me apresente fontes para que eu possa pesquisar... e discordar, claro  :biglol: Senão não é anarcocapitalismo  :ok:

Serve Hans Herman-Hoppe, um dos decanos do Anarco-Capitalismo?

A fim de restabelecer a normalidade social e cultural, os verdadeiros conservadores só podem ser libertários radicais, e eles devem exigir a demolição de toda a atual estrutura do aparato estatal, pois ela é uma perversão moral e econômica...A relação entre o libertarianismo e o conservadorismo é uma relação de compatibilidade praxeológica, de complementaridade sociológica e de reforço recíproco.
...
Em larga medida (e de forma completa aos olhos da mídia e do público), ele se tornou um movimento que combina o antiestatismo radical e a economia de mercado com o esquerdismo cultural, o multiculturalismo e o hedonismo pessoal.  Ou seja, ele é exatamente o contrário de um programa culturalmente conservador: trata-se de um capitalismo contracultural. Lamentavelmente, muito do libertarianismo contemporâneo é falso, sendo, na verdade, um libertarianismo contraproducente (assim como as atuais correntes predominantes do conservadorismo).

...

Portanto, não é de se surpreender que, a partir do seu início, o movimento libertário atraiu um número anormalmente elevado de seguidores desequilibrados e perversos. Subsequentemente, o ambiente contracultural e a "tolerância" multicultural e relativista do movimento libertário atraiu um número ainda maior de desajustados, de fracassados (tanto em termos pessoais quanto em termos profissionais) ou de simples derrotados. Murray Rothbard, em nojo, chamou-os de "libertários vazios" e os identificou como libertários "modais" (típicos e representantes).

Eles fantasiavam uma sociedade em que todos estariam livres para escolher e cultivar quaisquer estilos de vida, carreiras ou características que não fossem agressivos e em que, graças à economia de livre mercado, todos poderiam fazê-lo em um nível elevado de prosperidade geral. Ironicamente, o movimento que estabeleceu o objetivo de desmantelar o estado e de restaurar a propriedade privada e a economia de mercado foi, em larga medida, apropriado e moldado em sua face externa pelos produtos mentais e emocionais do estado de bem-estar social (assistencialista): a nova classe de adolescentes permanentes.


Se isso não é o bastante para você, vamos a dois "uma curta exposição do Anarco-Conservadorismo pelo Daniel McCarthy ou, também dele, sobre como Conservadorismo exige aceitação de Murray Rothbard ( o que é curioso, porque Murray Rothbard não era exatamente um Conservador, apesar de suas simpatias com o Conservadorismo Cultural).
« Última modificação: 06 de Maio de 2016, 15:44:16 por El Elyon »
"As long as the Colossus stands, Rome will stand, when the Colossus falls, Rome will also fall, when Rome falls, so falls the world."

São Beda.

Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #31 Online: 06 de Maio de 2016, 14:04:51 »
Calma, calma. Você já fez o que eu pedi.

Vou ler depois (tô no trabalho). Não me considero conservador, por isso mantenho a minha primeira posição.

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Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #32 Online: 07 de Maio de 2016, 09:01:31 »
Anarcocapitalismo e conservadorismo se repelem, uma vez que as liberdades individuais consideradas sagradas para o primeiro são verdadeiras heresias para o segundo, principalmente no que se refere ao bode no meio da sala: o Estado.

Saudações

Por favor explique como "liberdades individuais consideradas sagradas ao anarco-capitalista" teria um sentido diferente de "liberdade sagrada de agir como se a propriedade de outrem fosse a casa da Mãe Joana".
Deixa ver se eu consigo me fazer entender. Se a minha definição de conservadorismo estiver errada, por favor me alertem e me corrijam para que eu não permaneça em erro.

A frase uma vez que as liberdades individuais consideradas sagradas para o primeiro são verdadeiras heresias para o segundo parte da definição (que tenho) de que conservadores possuem seus valores- normal e necessário- com a característica de querer difundir tais valores de forma mais impositiva, muitas vezes utilizando o Estado para esse fim. Sei que nem todo dito conservador pensa e age assim, mas os que conheço e os que vejo no Congresso parecem ter mais ambição do que simplesmente expor e defender suas ideias.

Foi nesse sentido que usei a expressão liberdades individuais. O que quis dizer é que, enquanto um liberal defende o deixe o outro em paz (e aí pouco importa se é minarquista ou anarcocapitalista), o conservador (mais uma vez, dentro do conceito que tenho) não se contenta em simplesmente ter seus valores e demonstrá-los. Geralmente há, além de distanciamento e isolamento dos diferentes, uma tentativa de querer que a sociedade abrace seus valores. Já existem até leis com esse viés.

TODOS são conservadores, no sentido de que defendem posições, ideias e conceitos que, para si, são valores. A minha manifestação inicial apenas fez referência ao fato de que um liberal irá fazer isso sem querer violar a regra do deixe o outro em paz, enquanto (dentro da minha ótica) o conservador, além da defesa de seus valores, terá o ímpeto de querer não deixar o outro em paz.

Temas como aborto, drogas, sexo, religião e outros que não me vêm à cabeça agora, são abordados de modo diferente por um conservador e por um liberal. Não estou falando que possuem opiniões diferentes e sim que, para um liberal, esses temas seriam considerados de foro íntimo e pessoal e, no máximo, receberiam um problema seu como comentário. Acho que um número grande de conservadores não daria essa resposta, embora eu considere haver conservadores que também pensam assim.

Sobre sua frase "liberdade sagrada de agir como se a propriedade de outrem fosse a casa da Mãe Joana", isso é justamente quebrar a regra deixe o outro em paz. Quem age assim pode ser qualquer coisa menos anarcocapitalista. Esse não é o comportamento esperado de um liberal.

Defender ideias e posições é uma característica humana, diria até necessidade. Não é por isso que o CC existe? No entanto, se, por exemplo, minhas ideias forem ignoradas ou rechaçadas, eu não vou perder o sono e não vou iniciar uma campanha, petição ou mobilização para fazer chegar ao congresso uma proposta de lei que imponha à sociedade um valor que é só meu. Eu não tô nem aí! Lembrando que estou falando de valores pessoais e que, provavelmente, só dizem respeito ao meu mundo. Não estou falando de coisas do tipo Lei da Ficha Limpa.

Enfim, ainda não sei se me expressei direito e se me fiz entender. Às vezes escrevo como se quem vai ler pensasse como eu e acabo não sendo claro.

Se, como eu disse no começo da resposta, eu estiver equivocado com o que seja conservadorismo, estou aberto para mais essa lição.

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Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #33 Online: 07 de Maio de 2016, 09:11:47 »
Então na anarquia o anarco-[não]-estado proibe a aderência a valores conservadores? Está fora das liberdades sagradas ser conservador? :hein:

Anarquia é mais cheia de regras do que eu imaginava.
Não foi isso que eu falei. Minha colocação é que existem pontos que o conservador não conseguirá conciliar com o liberal. E acho que o maior deles é o que eu citei na resposta anterior, o conceito do deixe o outro em paz. Essa é a regra de ouro para o liberal (seja minarquista, seja ancap).

Agora, não vejo nenhum absurdo em um conservador carregar essa premissa. Se alguém, por exemplo, é contra o aborto e não está nem aí se sua vizinha já fez três abortos, ele é um liberal e não um conservador. Existem pessoas que defendem a vida e não são conservadores.

Já percebi que sempre que caímos no tema ancap eu me enrolo todo para expor as ideias. Acho que o melhor é me manifestar apenas com opiniões sem entrar em conceitos daqui para frente.

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #34 Online: 07 de Maio de 2016, 10:09:52 »
Anarcocapitalismo e conservadorismo se repelem, uma vez que as liberdades individuais consideradas sagradas para o primeiro são verdadeiras heresias para o segundo, principalmente no que se refere ao bode no meio da sala: o Estado.

Saudações

Por favor explique como "liberdades individuais consideradas sagradas ao anarco-capitalista" teria um sentido diferente de "liberdade sagrada de agir como se a propriedade de outrem fosse a casa da Mãe Joana".
Deixa ver se eu consigo me fazer entender. Se a minha definição de conservadorismo estiver errada, por favor me alertem e me corrijam para que eu não permaneça em erro.


O meu ponto aqui não toca fundamentalmente na questão de "conservadorismo", mas sim de "liberdades sagradas para o anarquista-capitalista".

Para mim isso é meio estranho. Pois sugere até abranger mais do que as liberdades mínimas estritamente necessárias para a existência do mercado/capitalismo. No meu entender, anarco-capitalismo "preveria" apenas tanta liberdade quanto "os donos do pedaço" considerarem que deve haver.

Sua casa/território, suas regras, as "liberdades" que você, dono do lugar/coisas, decidir. E nenhuma outra "liberdade sagrada" universal a todos anarquistas ou apenas a anarco-capitalistas.

A única liberdade sagrada universal seria essa autarquia dos donos sobre aquilo que é sua propriedade. Ao escrever a frase me lembro que há os proponentes de "autarquia" como alternativa à "anarquia" por verem nesta contradição e interferência no livre-mercado... :biglol: pretendia com o termo apenas expressar "soberania do proprietário" à propriedade. Soberania que em tese poderia restringir "passivamente" (em "teoria otimista", apenas passivamente) a liberdades de outros.

Um exemplo que pode ser aproveitado para retomar o ponto da compatibilidade com conservadorismo: comunidade-privada/fechada conservadora. Para morar aqui, você tem que ser conservador (ou/e seguidor de uma dada religião, talvez até ser de uma raça/etnia). Quer ser maconheiro-gay-fanfarrão? Vai morar em outra comunidade. Só alugamos/vendemos terrenos/casas para pessoas que se comprometem com nossos valores conservadores; em caso de subversão, haverá primeiramente punição com multas e rituais de penitência, e em última instância, banimento. Esses são os termos.

E o mesmo vale para praticamente qualquer outra "liberdade" que se imagine, até liberdade econômica. Os donos de uma organização/território soberano podem estabelecer como necessário para participação qualquer contrato que restrinja quaisquer liberdades que vejam conveniente ser restritas. Não tem regulação estatal, impedindo, uma constituição que se sobreponha a essa decretando quaisquer "liberdades sagradas".




Citar
TODOS são conservadores, no sentido de que defendem posições, ideias e conceitos que, para si, são valores. A minha manifestação inicial apenas fez referência ao fato de que um liberal irá fazer isso sem querer violar a regra do deixe o outro em paz, enquanto (dentro da minha ótica) o conservador, além da defesa de seus valores, terá o ímpeto de querer não deixar o outro em paz.

Acho que isso está um pouco mais para "apático"/anárquico/autárquico do que para "liberal", já que principalmente hoje em dia, o termo é bastante associado a promoção dos direitos civis, defendendo a liberdade de tratamento igualitário em detrimento da liberdade de discriminação arbitrária.



Citar
Temas como aborto, drogas, sexo, religião e outros que não me vêm à cabeça agora, são abordados de modo diferente por um conservador e por um liberal. Não estou falando que possuem opiniões diferentes e sim que, para um liberal, esses temas seriam considerados de foro íntimo e pessoal e, no máximo, receberiam um problema seu como comentário. Acho que um número grande de conservadores não daria essa resposta, embora eu considere haver conservadores que também pensam assim.

Sim, os conservadores, assim como os "liberais culturais"/progressistas quanto ao igualitarismo, acreditam que não se tratam de valores "ornamentais" mas que são importantes para a saúde da sociedade, que não se tratam de questões apenas de foro íntimo que não afetam a ninguém mais, mas que têm externalidades significativas.




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Sobre sua frase "liberdade sagrada de agir como se a propriedade de outrem fosse a casa da Mãe Joana", isso é justamente quebrar a regra deixe o outro em paz. Quem age assim pode ser qualquer coisa menos anarcocapitalista. Esse não é o comportamento esperado de um liberal.

Com isso tentei apenas expressar sinteticamente a noção de que não existiriam liberdades além daquelas permitidas pelos donos do que estiver em questão. Não existe por exemplo, a "liberdade sagrada de ser tratado igualitariamente, independentemente de raça, sexo, religião". A liberdade sagrada é apenas "é meu e eu decido que será como eu quiser. Então aqui, que é meu, é proibida a entrada de negros, gays, e judeus". Essa é a liberdade sagrada, nenhuma outra.



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Defender ideias e posições é uma característica humana, diria até necessidade. Não é por isso que o CC existe? No entanto, se, por exemplo, minhas ideias forem ignoradas ou rechaçadas, eu não vou perder o sono e não vou iniciar uma campanha, petição ou mobilização para fazer chegar ao congresso uma proposta de lei que imponha à sociedade um valor que é só meu. Eu não tô nem aí! Lembrando que estou falando de valores pessoais e que, provavelmente, só dizem respeito ao meu mundo. Não estou falando de coisas do tipo Lei da Ficha Limpa.

Sim. Há diversas margens de tolerância para o que as pessoas podem considerar valores aceitáveis na sociedade. Teoricamente o anarquismo capitalista (ou não-capitalista) tenderia a criar (apenas através do mercado/ação voluntária, fazendo figa) comunidades que atendessem a esses diversos "nichos", não sendo universalmente "liberal"/apático quanto a valores e modos de conduta. Seja na forma de algo parecido com condomínios, "de cima para baixo", com fins lucrativos, ou algo mais "democrático", onde organizações "estatóides" surgiriam espontaneamente para lidar com o que a população considerasse necessário estabelecer como regra para o convívio e funcionamento da sociedade/comunidade. E com sorte as comunidades com valores divergentes lidariam umas com as outras de forma bastante polida e diplomática.




Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #35 Online: 07 de Maio de 2016, 10:11:30 »
[...]Serve Hans Herman-Hoppe, um dos decanos do Anarco-Capitalismo?[...]
El Elyon, li o texto e entendi seu ponto de vista. Não li o segundo porque está em inglês e não confio no meu inglês (nem no Google Tradutor) a ponto de ter certeza que entendi a mensagem do texto.

O conceito que utilizei de conservadorismo para fazer minhas colocações está no início do texto:
Citar
[...]O primeiro classifica como conservador alguém que normalmente apoia o status quo — ou seja, uma pessoa que deseja conservar as leis, as regras, as regulações e os códigos morais e comportamentais que existem em um determinado ponto no tempo.[...]

Dentro desse conceito (que o Hoppe desconstrói) foi que me expressei.

Continuando a leitura e analisando o que ele escreve, me parece que chamar de conservadorismo sua exposição (ele defende que é) não seria muito correto. Ele modificou o conceito incorporando ideias libertárias. Veja esse parágrafo:
Citar
[...]O termo "conservador", portanto, deve possuir uma acepção diferente. O único significado que ele pode ter é este: "conservador" se refere a alguém que acredita na existência de uma ordem natural, de um estado de coisas natural, que corresponde à natureza das coisas; que se harmoniza com a natureza e o homem. [...]

A partir daqui temos coisas diferentes com nomes iguais. Disso pode vir muita confusão, até porque muita gente desconhece essa definição de conservadorismo (não foi por isso que chegamos nesse ponto da discussão?).

O texto avança e o Hoppe faz colocações impressionantemente ancaps:
Citar
[...]
Os problemas com o conservadorismo contemporâneo

O conservadorismo moderno mostra-se confuso e distorcido. Essa confusão decorre em grande parte da democracia.

Sob a influência da democracia representativa — e com a transformação dos EUA e da Europa em democracias de massa após a Primeira Guerra Mundial —, o conservadorismo, que era uma força ideológica anti-igualitarista, aristocrática e antiestatista, passou a ser um movimento de estatistas culturalmente conservadores: isto é, formado pela ala direita dos socialistas e dos social-democratas.

A maioria dos autoproclamados conservadores contemporâneos está preocupada — como, na verdade, deveria estar — com a decadência das famílias, com o divórcio, com a ilegitimidade, com a perda da autoridade, com o multiculturalismo, com os estilos de vida alternativos, com a desintegração do tecido social, com a promiscuidade e com a criminalidade. Todos esses fenômenos representam anomalias e desvios escandalosos da ordem natural.

O conservador, com efeito, deve se opor a todos esses acontecimentos e tentar restabelecer a normalidade. No entanto, a maior parte dos conservadores contemporâneos (pelo menos a maioria dos porta-vozes do establishment conservador) não reconhece que o seu objetivo de restaurar a normalidade exige mudanças sociais mais drásticas — até mesmo revolucionárias e antiestatistas.
[...]

Ao chegar no trecho acima fiquei com a impressão de que se trata de um anarcocapitalista se imiscuindo em um tema composto por uma maioria de adeptos em sua sociedade com a intenção de conquistá-los para a sua causa, no caso, o libertarianismo (anarcocapitalismo com um nome menos assustador).

Não sei se posso considerar a ideia que o Hoppe expõe no texto como conservadorismo. Isso é libertarianismo disfarçado de outro nome. Se for assim, sou um conservador!

O texto prossegue:
Citar
[...]Os conservadores que estão genuinamente preocupados com a desagregação familiar ou com a disfunção e a devassidão cultural deveriam começar a centrar sua artilharia justamente naqueles órgãos estatais responsáveis pela proliferação da poluição moral e cultural — como o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, e todos os demais programas de governo que propõem políticas racialistas e feministas.  Todos eles devem ser fechados ou diminuídos em tamanho.

O problema é que, entre os conservadores, ainda não se vê essa oposição inflexível ao envolvimento do estado no campo educacional. Não há o reconhecimento de que a ordem natural na educação significa que o estado não tem nada a ver com ela. A educação é um assunto totalmente familiar.[...]

Ancap na veia! O negritado é tema totalmente libertário

O texto é longo e muito bom. Não vou comentar todo senão fica cansativo e improdutivo. Mas não posso concordar que o Hoppe esteja falando do conceito comum de conservadorismo, que vem sendo alardeado no Brasil (principalmente pela esquerda) e que a maioria das pessoas conhece. Ele criou uma nova definição para conservadorismo (e nem sei se outros autores não têm outras definições) e esta definição está mais próxima do anarcocapitalismo (talvez uma perfeita definição de anarcocapitalismo) do que do conservadorismo. Ao menos sob meu ponto de vista.

Agora compreendo nossa discordância. Com essa definição, você está totalmente correto! Eu, por outro lado, e enquanto a maioria daqueles com quem convivo entenderem assim, continuo com a definição tradicional do que vem a ser conservadorismo (citada no início da minha resposta), para evitar confusões. Mas, em futuros diálogos, já sei quel o conceito que você usa e não haverá mais confusão (ao menos de minha parte).

Só para concluir, gostaria de trazer mais esse trecho do texto:
Citar
[...]"Na verdade", observou Mises, "a história econômica é um longo registro de políticas governamentais que fracassaram porque foram projetadas e implementadas com um ousado desrespeito às leis da economia." À luz das elementares e imutáveis leis econômicas, o programa do conservadorismo atual é apenas um sonho ousado, mas impossível. Nenhum desejo pode alterar o fato de que a manutenção das instituições centrais do atual estado de bem-estar social (assistencialista) e o restabelecimento da família, das normas, da conduta e da cultura tradicionais são metas incompatíveis. Você pode ter ou um — o socialismo (o bem-estar social) — ou outro — a moral tradicional —, mas você não pode ter ambos simultaneamente, pois tais características socialistas (os pilares do atual sistema estatal de bem-estar social que alguns conservadores pretendem deixar intactos) é a própria causa das anomalias culturais e sociais.[...]

Esse trecho me chamou a atenção porque representa justamente a essência do socialismo: o estatismo. Fica claro que combater o primeiro (socialismo) leva ao combate do segundo (estatismo). É ou não um conceito libertário?

Enfim, para mim o texto do Hoppe demonstra que eu e você estamos certos em nossas posição. O que não significa que você vá concordar com isso, nem que eu vá concordar com você  :P Deixe o outro em paz.

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« Última modificação: 07 de Maio de 2016, 10:16:44 por Jurubeba »

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #36 Online: 07 de Maio de 2016, 10:23:56 »
~OT.: Curiosamente acho que a uma construção de palavra para aquilo que tentei expressar com "autarquia" talvez fosse "idiocracia", "idioarquia". :hein:


Prova etimológica de que "propriedade" é uma idiotice mesmo.

Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #37 Online: 07 de Maio de 2016, 10:27:18 »
O meu ponto aqui não toca fundamentalmente na questão de "conservadorismo", mas sim de "liberdades sagradas para o anarquista-capitalista".

Para mim isso é meio estranho. Pois sugere até abranger mais do que as liberdades mínimas estritamente necessárias para a existência do mercado/capitalismo. No meu entender, anarco-capitalismo "preveria" apenas tanta liberdade quanto "os donos do pedaço" considerarem que deve haver.

Sua casa/território, suas regras, as "liberdades" que você, dono do lugar/coisas, decidir. E nenhuma outra "liberdade sagrada" universal a todos anarquistas ou apenas a anarco-capitalistas.

A única liberdade sagrada universal seria essa autarquia dos donos sobre aquilo que é sua propriedade. Ao escrever a frase me lembro que há os proponentes de "autarquia" como alternativa à "anarquia" por verem nesta contradição e interferência no livre-mercado... :biglol: pretendia com o termo apenas expressar "soberania do proprietário" à propriedade. Soberania que em tese poderia restringir "passivamente" (em "teoria otimista", apenas passivamente) a liberdades de outros.

Um exemplo que pode ser aproveitado para retomar o ponto da compatibilidade com conservadorismo: comunidade-privada/fechada conservadora. Para morar aqui, você tem que ser conservador (ou/e seguidor de uma dada religião, talvez até ser de uma raça/etnia). Quer ser maconheiro-gay-fanfarrão? Vai morar em outra comunidade. Só alugamos/vendemos terrenos/casas para pessoas que se comprometem com nossos valores conservadores; em caso de subversão, haverá primeiramente punição com multas e rituais de penitência, e em última instância, banimento. Esses são os termos.

E o mesmo vale para praticamente qualquer outra "liberdade" que se imagine, até liberdade econômica. Os donos de uma organização/território soberano podem estabelecer como necessário para participação qualquer contrato que restrinja quaisquer liberdades que vejam conveniente ser restritas. Não tem regulação estatal, impedindo, uma constituição que se sobreponha a essa decretando quaisquer "liberdades sagradas".

Eu coloco melhor esse ponto nesse trecho da minha resposta:
Foi nesse sentido que usei a expressão liberdades individuais. O que quis dizer é que, enquanto um liberal defende o deixe o outro em paz (e aí pouco importa se é minarquista ou anarcocapitalista), o conservador (mais uma vez, dentro do conceito que tenho) não se contenta em simplesmente ter seus valores e demonstrá-los. Geralmente há, além de distanciamento e isolamento dos diferentes, uma tentativa de querer que a sociedade abrace seus valores. Já existem até leis com esse viés.

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Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #38 Online: 07 de Maio de 2016, 10:59:36 »
El Elyon, esse trecho do artigo do Hoppe coroou sua definição ancap para conservadorismo:
Citar
[...]Portanto, os verdadeiros conservadores devem ser libertários de linha dura (antiestatistas). O conservadorismo de hoje é falso: ele deseja o retorno à moralidade tradicional, mas ao mesmo tempo defende a manutenção das próprias instituições responsáveis pela perversão e pela destruição da moral tradicional.[...]

Posso estar enganado, mas, no trecho abaixo, ele fala de marxismo cultural (gramscismo) para um público conservador, sem entrar em conceitos cansativos, usando a figura do estado socialista.
Citar
[...]Os conservadores clássicos, ao estilo antigo, sabiam disso; e eles se opuseram vigorosamente à educação pública e à Previdência Social. Eles sabiam que os estados em qualquer parte do mundo intencionavam deteriorar — e, em última análise, destruir — as famílias (bem como as instituições, as camadas e as hierarquias de autoridade que são a consequência natural das comunidades baseadas em famílias) para, então, aumentar e reforçar o seu próprio poder.

Eles sabiam que, a fim de fazê-lo, os estados teriam de tirar proveito da revolta natural dos adolescentes (dos jovens) contra a autoridade paternal. E eles sabiam que a educação socializada e a responsabilidade socializada eram os meios de atingir essa meta. A educação pública e a Previdência Social fornecem uma possibilidade para os jovens rebeldes de escapar da autoridade paternal (de escapar de punições por comportamentos impróprios).

Os velhos conservadores sabiam que essas políticas emancipariam o indivíduo da disciplina imposta pela vida familiar e comunitária apenas para submetê-lo, em vez disso, ao controle direto e imediato do estado.  Adicionalmente, eles sabiam — ou pelo menos tinham um palpite sobre isso — que tais práticas conduziriam a uma infantilização sistemática da sociedade; a um retrocesso, tanto em termos emocionais quanto em termos mentais (intelectuais), da idade adulta para a adolescência ou a infância.[...]

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #39 Online: 07 de Maio de 2016, 11:21:32 »
O meu ponto aqui não toca fundamentalmente na questão de "conservadorismo", mas sim de "liberdades sagradas para o anarquista-capitalista".[...]

Eu coloco melhor esse ponto nesse trecho da minha resposta:
Foi nesse sentido que usei a expressão liberdades individuais. O que quis dizer é que, enquanto um liberal defende o deixe o outro em paz (e aí pouco importa se é minarquista ou anarcocapitalista), o conservador (mais uma vez, dentro do conceito que tenho) não se contenta em simplesmente ter seus valores e demonstrá-los. Geralmente há, além de distanciamento e isolamento dos diferentes, uma tentativa de querer que a sociedade abrace seus valores. Já existem até leis com esse viés.

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Bem, conforme tentei expor, não me parece que a anarquia, "capitalista" ou outra, tenda a proteger "liberdades individuais", quaisquer que se supõe que sejam.

Uma vez que a anarquia em si "não é nada", "não existe", e logo não "faz" nada; o que de fato ocorrer "sob a inexistência de estado", pode ou não atentar contra liberdades individuais, ainda compativelmente com "capitalismo".

Mesmo sendo de fato um "valor liberal" a "garantia" de "liberdades individuais". O "nada"/estado anárquico não garante coisa alguma.


Então acho que a colocação inicial talvez fosse fazer mais sentido reescrita nas linhas de "o individualista-coexistencista-liberal-voluntarista-capitalista e conservadorismo se repelem, uma vez que as liberdades individuais consideradas sagradas para o primeiro são verdadeiras heresias para o segundo, principalmente no que se refere ao bode no meio da sala: o Estado".

(Não precisa ser o estado a privar as pessoas de liberdade, isso poderia surgir na ausência dele em organizações privadas, conservadoras ou não, contanto que estabeleçam regras sob sua propriedade que interfiram com as ditas liberdades individuais.)


O conservador poderia ainda ser atraído pela possibilidade de "anarquia", mas não sob essa perspectiva de comunidade-feira-hippie; em vez disso veria na ausência do estado a ausência de proibições como a de discriminar homossexuais, ou a casamentos forçados, castigos corporais aos filhos* -- dando então a possibilidade de criar-se comunidades que defendam os valores que tiverem, mesmo que estes sejam ilegais sob muitos estados.


* e/ou "uma sociadade livre do vício nas drogas e da prostituição de crianças**" para algo menos "anti-conservador".

** eles provavelmente seriam contra prostituição mesmo adulta, mas enfatizar "crianças" ajuda a dar uma equilibrada nos exemplos anteriores.

Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #40 Online: 07 de Maio de 2016, 11:42:54 »
O meu ponto aqui não toca fundamentalmente na questão de "conservadorismo", mas sim de "liberdades sagradas para o anarquista-capitalista".[...]

Eu coloco melhor esse ponto nesse trecho da minha resposta:
Foi nesse sentido que usei a expressão liberdades individuais. O que quis dizer é que, enquanto um liberal defende o deixe o outro em paz (e aí pouco importa se é minarquista ou anarcocapitalista), o conservador (mais uma vez, dentro do conceito que tenho) não se contenta em simplesmente ter seus valores e demonstrá-los. Geralmente há, além de distanciamento e isolamento dos diferentes, uma tentativa de querer que a sociedade abrace seus valores. Já existem até leis com esse viés.

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Bem, conforme tentei expor, não me parece que a anarquia, "capitalista" ou outra, tenda a proteger "liberdades individuais", quaisquer que se supõe que sejam.

Uma vez que a anarquia em si "não é nada", "não existe", e logo não "faz" nada; o que de fato ocorrer "sob a inexistência de estado", pode ou não atentar contra liberdades individuais, ainda compativelmente com "capitalismo".

Mesmo sendo de fato um "valor liberal" a "garantia" de "liberdades individuais". O "nada"/estado anárquico não garante coisa alguma.


Então acho que a colocação inicial talvez fosse fazer mais sentido reescrita nas linhas de "o individualista-coexistencista-liberal-voluntarista-capitalista e conservadorismo se repelem, uma vez que as liberdades individuais consideradas sagradas para o primeiro são verdadeiras heresias para o segundo, principalmente no que se refere ao bode no meio da sala: o Estado".

(Não precisa ser o estado a privar as pessoas de liberdade, isso poderia surgir na ausência dele em organizações privadas, conservadoras ou não, contanto que estabeleçam regras sob sua propriedade que interfiram com as ditas liberdades individuais.)


O conservador poderia ainda ser atraído pela possibilidade de "anarquia", mas não sob essa perspectiva de comunidade-feira-hippie; em vez disso veria na ausência do estado a ausência de proibições como a de discriminar homossexuais, ou a casamentos forçados, castigos corporais aos filhos* -- dando então a possibilidade de criar-se comunidades que defendam os valores que tiverem, mesmo que estes sejam ilegais sob muitos estados.


* e/ou "uma sociadade livre do vício nas drogas e da prostituição de crianças**" para algo menos "anti-conservador".

** eles provavelmente seriam contra prostituição mesmo adulta, mas enfatizar "crianças" ajuda a dar uma equilibrada nos exemplos anteriores.
Sim, concordo com as suas colocações. Talvez menos o estado em si e mais a sua ação seja o verdadeiro motivo da antipatia para com ele.

Como eu já coloquei noutro momento, a meta ancap é mais uma bússola do que uma meta propriamente dita. Quem não ficaria feliz se amanhã acordássemos sem metade dos impostos que temos? Isso representaria um passo na direção ancap mas a uma distância infinita da anarquia.

Não dá para saber como seria a vida sem o estado, apenas é possível fazer ilações. Provavelmente (ou com certeza) existe um ponto equidistante entre totalitarismo (estado total) e anarquismo (estado nenhum) onde o Estado ideal (ou desejável) deva se posicionar. Penso que na direção do totalitarismo existem e existiram inúmeras bússolas (nazismo, fascismo, comunismo, socialismo, etc.). E penso que uma bússola possível para puxar na outra direção, para tentar encontrar esse ponto ideal para o Estado, seja o anarcocapitalismo, ou, como é chamado para não causar alvoroços e rejeições, Libertarianismo.

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #41 Online: 07 de Maio de 2016, 20:50:55 »
Citar
  Lembro de ter visto que Olavo de Carvalho não era formado em Filosofia de forma correta ou que deveria ter diploma cassado.

Não é preciso ter um diploma de uma faculdade de Filosofia para clamar ser Filósofo, já que tal profissão não é regulamentada.



Ah entao seguindo esse principio qualquer um pode se denominar filósofo, e cursos de formação em filosofia em faculdades não tem sentido algum de existir, só serve pra gastos públicos de energia e salários de professores em salas de aulas que poderiam ser aproveitadas em coisas mais úteis e práticas.

Afinal Aristoteles, Platão, etc. nao tinham diploma nem fizeram faculdade e sao denominados filosofos até hoje (mesmo com visões já ultrapassados e erradas sobre muitas coisas que se acreditavam no passado). 


Offline Agnoscetico

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #42 Online: 08 de Maio de 2016, 03:04:34 »

Não dá para saber como seria a vida sem o estado, apenas é possível fazer ilações. Provavelmente (ou com certeza) existe um ponto equidistante entre totalitarismo (estado total) e anarquismo (estado nenhum) onde o Estado ideal (ou desejável) deva se posicionar. Penso que na direção do totalitarismo existem e existiram inúmeras bússolas (nazismo, fascismo, comunismo, socialismo, etc.). E penso que uma bússola possível para puxar na outra direção, para tentar encontrar esse ponto ideal para o Estado, seja o anarcocapitalismo, ou, como é chamado para não causar alvoroços e rejeições, Libertarianismo.

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Na verdade de certa forma já foi feito esse tipo de experiencia no seculo 19 chamada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_Cec%C3%ADlia



Citar


Colônia Cecília foi uma comuna experimental baseada em premissas anarquistas. A Colônia foi fundada em 1890, no município de Palmeira, no estado do Paraná, por um grupo de libertários mobilizados pelo jornalista e agrônomo italiano Giovanni Rossi (1859-1943).[1]

A fundação da Colônia Cecília foi a primeira tentativa efetiva de implantação do ideário anarquista no Brasil (1889). Rossi, ideólogo e escritor anarquista, adepto da "acracia"[nota 1] , foi instigado pelo músico brasileiro Carlos Gomes a procurar D. Pedro II com o propósito de instaurar uma comunidade capaz de propulsionar um "novo tempo", uma utopia baseada no trabalho, na vida e no amor libertário.[1]

Interessado na colonização do Brasil, D. Pedro II atendeu o pedido e escreveu ao Rossi oferecendo as terras a serem ocupadas pelos italianos (300 alqueires na região meridional brasileira). A doação, de fato, não aconteceu: logo depois da oferta pelo Imperador foi instaurada a República brasileira, que não reconheceu concessões de terras outorgadas pelo império deposto a estrangeiros. Rossi não desistiu. Comprou as terras por meio da "Inspetoria de Terras e Colonização".[1]

O Brasil recebeu uma grande quantidade de imigrantes, principalmente italianos, no final do século XIX. Se na Itália a condição de vida no campo fundamentou a emigração, aqui, tanto nas fazendas de café como nos núcleos coloniais a realidade não era muito diferente, e era distante de um processo de caráter inovador: o imigrante se inseria no Brasil como proletário em potencial. Foi nesse meio social que o anarquismo se propagou no Brasil.[2] [nota 2]

Índice  [esconder]
1   A vida na Colônia
2   O fim da colónia
3   Referências
4   Notas
5   Bibliografia
6   Ligações externas
7   Ver também
A vida na Colônia[editar | editar código-fonte]
Os primeiros colonos chegaram em 1890 e construíram um barracão coletivo que instalava, provisoriamente, as famílias para, em seguida, cada uma tratar de construir a sua própria casa. Nessa época, o contingente populacional na Colônia Cecília era de quase trezentas pessoas, inclusive o próprio Rossi. Ao final de 1891, a explosão populacional superava a estrutura disponível: 20 casas de madeira e um barracão comunitário. A lavoura, a pecuária não produziam o suficiente para a subsistência dos colonos, grande parte de origem operária e sem conhecimentos agrícolas para implementar uma produção em maior escala.[1] [nota 3]

O primeiro obstáculo enfrentado pelo núcleo anarquista foi o modo de organizar o trabalho. Aos artesãos, foram designadas tarefas semelhantes às que já realizavam. Mas quanto aos lavradores, Giovanni Rossi já pressentira que encontrariam dificuldades em razão da diferença entre o solo brasileiro e o italiano.[1]

Ao concluírem a construção das habitações coletivas e individuais e dividirem racionalmente o trabalho entre os 150 colonos, eles se depararam com um fato real: o milho, que era ideal para aquela região, não nasce do dia para a noite. Com o dinheiro que trouxeram conseguiram subsistir, comprar mantimentos, instrumentos para a lavoura e sementes. Contudo, viram-se obrigados a procurar por outras atividades para delas tirar seu sustento até que pudessem viver tão somente de sua lavoura. Alguns se ocupavam da plantação enquanto outros trabalhavam em obras do governo.

Os colonos plantaram mais de oitenta alqueires de terra - em área que lhes fora cedida pelo Imperador Pedro II, pouco antes da proclamação da República - e construíram mais de dez quilômetros de estrada, numa época na qual inexistiam máquinas, tratores ou guindastes de transporte de terras.[1]

Foram edificados o barracão coletivo, vinte barracões individuais, celeiros, a casa da escola, moinho de fubá, tanque de peixes, o pavilhão coletivo - que também abrigava o consultório médico - viveiro de mudas, poços, valos, pomar de peras, estábulos, além da grande lavoura de milho.[1]

Nos quatro anos de existência da colônia (1890-1894), sua população chegou a atingir cerca de 250 pessoas. Realizaram-se duas relações do tipo poligâmico. O próprio Rossi se propôs como exemplo concreto do novo estilo de vida, compartilhando com outro homem a sua ligação amorosa com uma moça da colônia.[1]

Em 1892, aconteceu o primeiro revés na Colônia: sete famílias decidiram pelo regresso à Itália - a primeira desagregação que, seguida de outras, reduziu a Colônia a apenas vinte pessoas até o final desse mesmo ano. Os colonos iniciaram a migração para Curitiba: eram médicos, engenheiros, professores, intelectuais e operários, além de camponeses na Itália. Esse grupo fundou na capital paranaense a Sociedade Giuseppe Garibaldi.[1]

No ano seguinte (1892), a Colônia recebe novo alento com a chegada de novos colonos. Nesse período (apogeu de sua breve história), teve início a vitivinicultura e a fabricação de sapatos e barricas. Ao final desse ano, a Colônia contava com sessenta e quatro pessoas, dois poços artesianos e uma estrada de acesso. Foi também nesse período que os sapateiros oriundos da Colônia exerceram papel de destaque no movimento operário do Estado.[1]

O fim da colónia[editar | editar código-fonte]
O experimento da Colônia Cecília terminou por vários motivos. O principal foi a pobreza material, chegando mesmo a condições de miséria. Em segundo lugar, a hostilidade da vizinha comunidade polonesa, fortemente católica. O próprio clero e as autoridades locais promoveram o ostracismo dos anarquistas. Enfim, havia as doenças, ligadas à desnutrição, à falta de condições de saneamento adequadas, além dos problemas internos ligados às dificuldades de adaptação ao estilo de convivência anarquista, particularmente no tocante ao amor livre, que, embora teoricamente fosse aprovado por todos, na prática, despertava insegurança.

A Colônia Cecília, desde o final de 1893, entretanto, dá sinais de esgotamento: havia grande demanda por mão de obra nas cidades vizinhas, especialmente Palmeira, Porto Amazonas, Ponta Grossa, além da capital. Mesmo assim, outras famílias continuaram chegando à Colônia, atraídas pela propaganda difundida pela imprensa socialista europeia que, entretanto, não foi suficiente para a sua manutenção. A Colônia Cecília se extinguiu em 1893.[1]




Offline JJ

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #43 Online: 08 de Maio de 2016, 05:48:12 »
   Lembro de ter visto que Olavo de Carvalho não era formado em Filosofia de forma correta ou que deveria ter diploma cassado.



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  Lembro de ter visto que Olavo de Carvalho não era formado em Filosofia de forma correta ou que deveria ter diploma cassado.

Não é preciso ter um diploma de uma faculdade de Filosofia para clamar ser Filósofo, já que tal profissão não é regulamentada.



Mas para dar aula num curso de filosofia em alguma universidade certamente é necessário.

Da mesma forma que física também não é  uma profissão regulamentada, mas para dar aula num curso de física em alguma universidade o diploma certamente é necessário.
« Última modificação: 08 de Maio de 2016, 05:50:52 por JJ »

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #44 Online: 08 de Maio de 2016, 07:22:06 »
Essa "necessidade" não passa de uma confusão da mente acrítica ao estatismo entre como as coisas são, vivendo sob o estado, e o que seria possível, se tivéssemos liberdade.

É apenas "necessário" um diploma outorgado por burocratas para trabalhar educando as pessoas em uma instituição de ensino por haver uma organização que se considera no direito de impedí-lo em caso contrário, sob a mira de um rifle.

Gradualmente, ou ao menos temporariamente, essas barreiras totalitárias vão se desfazendo, com coisas como a Khan Academy, que ainda vive no terreno "fora da lei", sem ainda sofrer perseguição dos estados por isso, contribuindo com a educação de milhares de pessoas, impunemente.

Offline Jurubeba

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #45 Online: 08 de Maio de 2016, 08:26:16 »
Essa "necessidade" não passa de uma confusão da mente acrítica ao estatismo entre como as coisas são, vivendo sob o estado, e o que seria possível, se tivéssemos liberdade.

É apenas "necessário" um diploma outorgado por burocratas para trabalhar educando as pessoas em uma instituição de ensino por haver uma organização que se considera no direito de impedí-lo em caso contrário, sob a mira de um rifle.

Gradualmente, ou ao menos temporariamente, essas barreiras totalitárias vão se desfazendo, com coisas como a Khan Academy, que ainda vive no terreno "fora da lei", sem ainda sofrer perseguição dos estados por isso, contribuindo com a educação de milhares de pessoas, impunemente.
Tem hora que você escreve de um jeito que da impressão de que você é um ancap  :biglol: Ou, ao menos, um minarquista.

Como você não escreveu em vermelho, não deve ser ironia  :hihi:

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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #46 Online: 08 de Maio de 2016, 09:58:32 »
Vermelho é de comunista, não de ironia/paródia, que pode vir em texto normal. De vez em quando eu anuncio outros tipos com algo como fechar uma falsa tag, quando achar que pode ser mais ambiguo, mas também não me importo em deixar de vez em quando para quem estiver lendo tentar adivinhar, ainda que tenha sempre um pouco o risco de "lei de Poe".

Qualquer que seja o alvo de paródia, ainda pode haver alguns grãos de verdade na mensagem, de qualquer forma.

Rhyan

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #47 Online: 09 de Maio de 2016, 05:38:25 »
Esse Nando Moura apanhou demais... de muita gente... é o Tico Santa Cruz da direita.

A diferença do nível de argumentação é gritante. Conservadores apanham na ética e na economia, criticam algo que desconhecem e usam emocional e espantalhos pra basearem suas críticas. Foi ótimo, foi bom ver esse tal de Nando Moura defendendo a Anatel e falando muita bobagem. Fica claro que conservas, pior ainda, neocons, são intervencionistas e o livre mercado que eles defendem está a anos luz do que realmente significa livre mercado, mesmo para um misesiano ou até friedmaniano. Com sorte você encontra uns minarcos conservas, mas não entre em temas de mercado onde a moral conservadora desses socialistas da moral impede o raciocínio lógico e de livre mercado. O que pra mim nunca foi novidade, já fui moderador (não sei por que) de uma comunidade de direta famosa no orkut e o nível sobre conhecimento econômico liberal era muito baixo. O próprio "mestre" Olavo é fonte de muitas pérolas econômicas e sobre a ética libertária. Mas nada impede um libertário de ser pessoalmente conservador, inclusive a grande maioria dos teóricos ancaps do Mises Institute são bem conservadores e alguns bastante religiosos.

As respostas:

Ideias Radicais

<a href="https://www.youtube.com/v/GcJzR025Yrk" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/GcJzR025Yrk</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/WoczycrwVwo" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/WoczycrwVwo</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/76Y3EzCz9lw" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/76Y3EzCz9lw</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/N9KrfmY0ylY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/N9KrfmY0ylY</a>

Alexandre Porto

<a href="https://www.youtube.com/v/UPYkmvfRxNI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/UPYkmvfRxNI</a>

<a href="https://www.youtube.com/v/2IUhKm862GI" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/2IUhKm862GI</a>

:histeria:
<a href="https://www.youtube.com/v/Sy6qw3BHWNw" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/Sy6qw3BHWNw</a> 

Paulo Kogos (até ele)

<a href="https://www.youtube.com/v/y0j4Wbg8aFY" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/y0j4Wbg8aFY</a>

Rhyan

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #48 Online: 09 de Maio de 2016, 05:44:01 »
Essa união nunca existiu, no máximo uma grande combinação ideológica na época como a Old Right (assim como libertários se uniram estrategicamente com a New Left numa época anti guerra, contra a guerra do Vietnam). União com neocon faz tanto sentido quanto aliança com esquerdistas, social-democratas, sei lá.

Nando Moura não merece resposta assim como o Olavo e o Conde. É como debater com criacionistas. Ninguém lá discute ideias, argumentos. Só ad hominem, espantalhos e argumentos já refutados.

Offline MarceliNNNN

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Re:Anarco-capitalismo + direita conservadora = união impossivel?
« Resposta #49 Online: 10 de Maio de 2016, 00:13:25 »
Essa união nunca existiu, no máximo uma grande combinação ideológica na época como a Old Right (assim como libertários se uniram estrategicamente com a New Left numa época anti guerra, contra a guerra do Vietnam). União com neocon faz tanto sentido quanto aliança com esquerdistas, social-democratas, sei lá.

Nando Moura não merece resposta assim como o Olavo e o Conde. É como debater com criacionistas. Ninguém lá discute ideias, argumentos. Só ad hominem, espantalhos e argumentos já refutados.
Fui ver uns vídeos desse Conde e dá para ver que ele é um sujeito que lê muito e tem muito conhecimento, mas é como você disse, os argumentos dele são ad hominem, espantalhos e argumentos que já foram refutados.

 

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