Autor Tópico: depressão pós descrença  (Lida 3381 vezes)

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Offline Thomas_Blum

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depressão pós descrença
« Online: 13 de Julho de 2016, 21:00:07 »
Acho bastante confuso essa busca do forum, nunca consigo encontrar os temas que procuro apesar de imaginar que são muito clichês (como este).

Bom, é algo pessoal mas creio que muito comum para alguns que acabaram de sair de algum sistema de crença.
Quando se abri os olhos e percebi que de fato é cada vez menos provável que alguma dessas teorias nova era tenham algum fundamento, principalmente as que dizem respeito à necessidade nossa de uma continuidade de de um motivo para estarmos vivos, como as bases de reencarnação em série rumo a evolução da alma para níveis mais complexos de abrangência e da hipótese de que você nunca morre, apenas melhora-se, isso me causou (e está me causando um pesar tão grande). Não sei, por mais bobo que sejam estas crenças elas servem para a grande massa (ou pequena massa, já que a grande está absorta em outros padrões religiosos) como um nivelador de ética, de moral, de comportamento, de pacificação. A busca pelo aperfeiçoamento soa muito mais interessante quando se supõe que isso não será perdido, não será em vão.

Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença? Como funciona a bússola da ética para vocês?

Fica ainda mais amargurante imaginar a guerra, crianças morrendo de fome no líbano, para que? Se não irão voltar, não estão pagando supostos karmas! Qual é o propósito de países que vivem numa miséria indescritível e impensável e outros que jamais conheceram nem um arremedo de violência? Por que? Para que?

Não estou desequilibrado em relação aos meus valores éticos, até por que me parece inerente ser relativamente bom, ajudar as pessoas, aprender mais e mais, fazer alguma diferença pelo menos para alguns. Mas num contexto geral... De que serve então estar aqui?

Sinceramente não acho tão empolgante a visão de:"Estarmos existindo no mesmo momento diante do infinito do espaço tempo é um prazer, uma maravilha! Viva a ciência!"
Tudo bem, parabéns para a ciência ter chegado tão longe, mas e daí? Qual é o propósito? Qual é o propósito de um cientista em 1800 ter descoberto tal medicina que fez um caminho incrível até chegar aos dias de amanhã e dar suporte para um estudo de uma vacina que fará alguém viver até os 170 anos?
Pra que?


Não espero um cafuné e um colo de mãe, só queria conversar com quem já teve alguma crise existencial relativa a esse impacto de se ver enfim sozinho no cosmos. Cada um por si e sem muletas mágicas...  :(

Offline Euler1707

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #1 Online: 13 de Julho de 2016, 21:32:45 »
Acho bastante confuso essa busca do forum, nunca consigo encontrar os temas que procuro apesar de imaginar que são muito clichês (como este).
Use palavras chave da próxima vez.
Bom, é algo pessoal mas creio que muito comum para alguns que acabaram de sair de algum sistema de crença.
Aconteceu algo parecido comigo, mas no meu caso eu já estava depressivo.
Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença?
Nenhuma. Somos animais, contente-se com isso e o mundo parecerá mais simples, como de fato o é.
Como funciona a bússola da ética para vocês?
defina a palavra "bússola".
(Alert: Sarcasmo. Não leve á sério)

Fica ainda mais amargurante imaginar a guerra, crianças morrendo de fome no líbano, para que? Se não irão voltar, não estão pagando supostos karmas! Qual é o propósito de países que vivem numa miséria indescritível e impensável e outros que jamais conheceram nem um arremedo de violência? Por que? Para que?
...
Quantos anos você têm?
Não estou desequilibrado em relação aos meus valores éticos, até por que me parece inerente ser relativamente bom, ajudar as pessoas, aprender mais e mais, fazer alguma diferença pelo menos para alguns. Mas num contexto geral... De que serve então estar aqui?
<a href="https://www.youtube.com/v/6sR9JJILW44" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/6sR9JJILW44</a>
Sinceramente não acho tão empolgante a visão de:"Estarmos existindo no mesmo momento diante do infinito do espaço tempo é um prazer, uma maravilha! Viva a ciência!"
Tudo bem, parabéns para a ciência ter chegado tão longe, mas e daí? Qual é o propósito? Qual é o propósito de um cientista em 1800 ter descoberto tal medicina que fez um caminho incrível até chegar aos dias de amanhã e dar suporte para um estudo de uma vacina que fará alguém viver até os 170 anos?
Pra que?
Isto é indiferente à você. Não tente entender essas coisas baseada numa moral humana, muito menos uma moral cristã.
Não espero um cafuné e um colo de mãe...
Se mata.
só queria conversar com quem já teve alguma crise existencial relativa a esse impacto de se ver enfim sozinho no cosmos. Cada um por si e sem muletas mágicas...  :(
Bem vindo ao niilismo.
« Última modificação: 13 de Julho de 2016, 21:59:12 por Euler1707 »

Offline Skeptikós

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #2 Online: 13 de Julho de 2016, 22:19:21 »
Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença? Como funciona a bússola da ética para vocês?
Na minha opinião aquilo que é considerado certo ou errado em termos morais não passa de um acordo feito entre as pessoas. E o fundamento daquilo que considero moralmente correto é considerar todos os humanos iguais em dignidade e direitos, e definir estes direitos de maneira a evitar o sofrimento e possibilitar a felicidade. É disso que se trata a base dos direitos humanos, que foram pouco a pouco aceitos como universais a medida que mais e mais pessoas concordavam com estes termos.
"Che non men che saper dubbiar m'aggrada."
"E, não menos que saber, duvidar me agrada."

Dante, Inferno, XI, 93; cit. p/ Montaigne, Os ensaios, Uma seleção, I, XXV, p. 93; org. de M. A. Screech, trad. de Rosa Freire D'aguiar.

Offline Buckaroo Banzai

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #3 Online: 13 de Julho de 2016, 22:29:11 »
Acho bastante confuso essa busca do forum, nunca consigo encontrar os temas que procuro apesar de imaginar que são muito clichês (como este).

Eu particularmente prefiro usar a busca do google no formato:

site:clubecetico.org termos de pesquisa "frase exata entre aspas"

E deixo a busca do fórum mesmo só para quando eu acho que lembro quem disse algo, além de sempre pesquisar só nas áreas mais prováveis -- a escolha de sub-fóruns fica "escondida" e por padrão a busca se dá em todos, desde "bate-papo" à "regras".







Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #4 Online: 13 de Julho de 2016, 23:06:21 »
Acho bastante confuso essa busca do forum, nunca consigo encontrar os temas que procuro apesar de imaginar que são muito clichês (como este).

Bom, é algo pessoal mas creio que muito comum para alguns que acabaram de sair de algum sistema de crença.
Quando se abri os olhos e percebi que de fato é cada vez menos provável que alguma dessas teorias nova era tenham algum fundamento, principalmente as que dizem respeito à necessidade nossa de uma continuidade de de um motivo para estarmos vivos, como as bases de reencarnação em série rumo a evolução da alma para níveis mais complexos de abrangência e da hipótese de que você nunca morre, apenas melhora-se, isso me causou (e está me causando um pesar tão grande). Não sei, por mais bobo que sejam estas crenças elas servem para a grande massa (ou pequena massa, já que a grande está absorta em outros padrões religiosos) como um nivelador de ética, de moral, de comportamento, de pacificação. A busca pelo aperfeiçoamento soa muito mais interessante quando se supõe que isso não será perdido, não será em vão.

Isso aí não é depressão pós descrença, é crise de abstinência de crenças. É interessante porque é a primeira vez que presencio isso. 


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Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença?

Já ouviu falar da tecla FODA-SE???


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Como funciona a bússola da ética para vocês?

Se esse negócio te perturba tanto, trate de deixar um bom legado então. O que irá deixar, já se perguntou???  ''O que você vai ser quando você.... morrer???''
É sério! Se vários homens e mulheres de valor do passado tivessem pirado da batatinha assim, não teriam feito nada das coisas que trouxeram tanto desenvolvimento, pois concluiriam que simplesmente não valeria a pena. Mas o que fez eles e elas acreditarem é que sabiam que estavam fazendo algo que valeria o esforço... e garantiria o legado. 


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Fica ainda mais amargurante imaginar a guerra, crianças morrendo de fome no líbano, para que? Se não irão voltar, não estão pagando supostos karmas!

Por que??? A resposta é simples. Isso acontece porque pessoas comuns como você tem isso que é chamado de neurônios espelho. Se não existissem esses trocins, não faria a menor diferença, mas eles fazem com que você se preocupe e viva os problemas e a vida de pessoas que não tem nada a ver com você como se fossem os seus problemas e a sua vida.


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Qual é o propósito de países que vivem numa miséria indescritível e impensável e outros que jamais conheceram nem um arremedo de violência? Por que? Para que?

Então como você queria que fosse o mundo??? Imagine aí um cenário plausível, um que se adequaria a essa sua crise de abstinência de crenças. 


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Não estou desequilibrado em relação aos meus valores éticos, até por que me parece inerente ser relativamente bom, ajudar as pessoas, aprender mais e mais, fazer alguma diferença pelo menos para alguns. Mas num contexto geral... De que serve então estar aqui.

Sinceramente não acho tão empolgante a visão de:"Estarmos existindo no mesmo momento diante do infinito do espaço tempo é um prazer, uma maravilha! Viva a ciência!"
Tudo bem, parabéns para a ciência ter chegado tão longe, mas e daí? Qual é o propósito? Qual é o propósito de um cientista em 1800 ter descoberto tal medicina que fez um caminho incrível até chegar aos dias de amanhã e dar suporte para um estudo de uma vacina que fará alguém viver até os 170 anos?
Pra que?

Pra que?  Porque salvaria vidas!!! Porque esse cientista sabia que estava fazendo algo de valor.
Você vê valor algum em ficar desperdiçando a vida em frente à uma TV, assinto Big Brother, novelas, record, futebol? Tem propósito passar a vida autoiludido achando que existe uma ''coisa'' que (no fundo) sabe que nunca irá provar e ainda paga o dízimo e aceita passivamente em ser dizimado pra bancar toda essa maluquice delirante???????? Então que mal tem um cientista acreditar que faria algo de valor (o que de fato fez), que valeria REALMENTE a pena e que valeria viver para isso??? É o legado que importa, meu amigo...   
A propósito, o que os cientistas fazem tem muito mais clareza e objetivo do que desperdiçar uma vida inteira aceitando crenças infundadas, por mais que essas deem de mão beijada noções ilusórias de ética e moral. Não há nobreza alguma nisso.
   

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Não espero um cafuné e um colo de mãe, só queria conversar com quem já teve alguma crise existencial relativa a esse impacto de se ver enfim sozinho no cosmos. Cada um por si e sem muletas mágicas...  :(

Eu nunca tive essas preocupações, mas... cá entre nós... Vai lá pedir um cafunézim pra mãe. Vai que resolve...  hahahahahahahahahahahahahaha 
« Última modificação: 14 de Julho de 2016, 01:35:43 por Alquimista »
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #5 Online: 14 de Julho de 2016, 05:22:50 »
Ou então faça como o Alquimista: tome ASPIRINA!!!

Franz Kafka também tomava, e relatou à sua noiva que a aspirina aliviava a inexorável dor motivada pela angústia existencial.
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Fernando Silva

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #6 Online: 14 de Julho de 2016, 11:20:10 »
Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença?
A vida é uma merda. Aceite isto.
Faça o que puder para melhorar as coisas se isto o fizer sentir-se melhor.
Ou iluda-se com uma religião se conseguir (eu não consigo).
O Universo está pouco se lixando para nós e nossa opinião sobre o que é justo ou injusto.

Offline Gaúcho

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #7 Online: 14 de Julho de 2016, 11:32:27 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.
"— A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras." Sérgio Moro

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #8 Online: 14 de Julho de 2016, 11:50:57 »
Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença?
A vida é uma merda. Aceite isto.
Faça o que puder para melhorar as coisas se isto o fizer sentir-se melhor.
Ou iluda-se com uma religião se conseguir (eu não consigo).
O Universo está pouco se lixando para nós e nossa opinião sobre o que é justo ou injusto.

Bem isso mesmo.

De acordo com os parâmetros humanos, a natureza é cruel. A sociedade criada pelo ser humano é uma "lei da selva" maquiada. Não dá para fugir disso.

É triste, é deprimente mas é a realidade. Você poderia estar ainda iludido com fantasias religiosas que não se sustentam e se sentir bem (ou não!, a esmagadora maioria dos religiosos também é extremamente infeliz) e no fim das contas o mundo ainda seria horrível, a África ainda seria a desgraça que é, a Síria continuaria sendo devastada e por aí vai. Ou você pode encarar as coisas como elas são.

Encarando as coisas como elas são você tem mais chance de, pelo menos, tentar mudar as coisas. Não digo que você conseguirá mudar o mundo, mas pode pelo menos agir de forma que seja o menos danoso possível ao seu círculo social. A regra de ouro cristã é aplicável a qualquer um. Religioso ou não.

Eu considero grotesco quando um religioso diz que "sem deus não há moral e tudo é permitido". Mostra exatamente como o cidadão pensa. Se não houver uma contrapartida futura o infeliz se acha no direito de fazer o caralho que for. Isso e imoral.

E também não caia no mimimi ateísta, de que o que você sente agora é "abstinência religiosa" (sinto muito Alquimista) ou que a ideia de vida eterna é infernalmente monótona, e blábláblá. o Wishful thinking religioso é SIM extremamente prazeroso. Seria maravilhoso que houvesse vida eterna e que esse monte de merda fosse uma escola, mas, ao que tudo indica, não é assim. Pelo menos a explicação dada pelos religiosos das mais diferentes religiões não faz o menor sentido.

Off topic: Eu li ontem Carta ao Pai, do Kafka. Ele era uma alma atormentada. Puta merda.

Offline Thomas_Blum

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #9 Online: 14 de Julho de 2016, 12:55:12 »
Eu considero grotesco quando um religioso diz que "sem deus não há moral e tudo é permitido". Mostra exatamente como o cidadão pensa. Se não houver uma contrapartida futura o infeliz se acha no direito de fazer o caralho que for. Isso e imoral.

E também não caia no mimimi ateísta, de que o que você sente agora é "abstinência religiosa" (sinto muito Alquimista) ou que a ideia de vida eterna é infernalmente monótona, e blábláblá. o Wishful thinking religioso é SIM extremamente prazeroso. Seria maravilhoso que houvesse vida eterna e que esse monte de merda fosse uma escola, mas, ao que tudo indica, não é assim. Pelo menos a explicação dada pelos religiosos das mais diferentes religiões não faz o menor sentido.

Off topic: Eu li ontem Carta ao Pai, do Kafka. Ele era uma alma atormentada. Puta merda.

Obrigado, sua resposta foi a menos "sou durão, foda-se sua fraqueza".

Mas quanto a essa questão de abstinência religiosa, não sei realmente, pode ser que seja um pouco disso. Religiosidade é um termo vasto e se encaixa muito bem nas crenças que eu mantinha na Conscienciologia. Nunca fui um fervoroso esperançoso devoto do extrafísico, buscando avatares salvadores, apenas sempre pesquisei muito e li muito de todo esse compêndio da Nova Era em busca de uma visão mais limpa e menos dramática da ideia do extrafísico e do espiritual.
Mas sim, no meu caso, perder o porto seguro (principalmente a respeito da vida em série, reencarnação e escala evolutiva (espiritual, não biológica), etc) foi o que mais pesou. Talvez isso passe, talvez seja apenas um efeito do impacto da mudança de visão e quando cai a ficha e começa a se pensar nisso.
O que eu procurava aqui nesse tópico era conversar com vocês a respeito das possiveis crises emocionais e psicológicas causadas pela descrença. Mas me parece que são quase todos fortes demais, incríveis demais, ja nasceram céticos e científicos!! Que ótimo!

E nem estou falando de uma crise bizarra de depressão e amargura sem fim, de vontade de se matar. Estou falando dessa falta de expectativa diante do fato de que todo o paradigma que eu seguia se mostrou falho e ilusório e que até o momento não encontrei material que me alimente para compreender o que é realmente importante em relação a motivação de estar vivo e de seguir fazendo seu melhor em um universo sem expectativas.

Mas de qualquer forma, agradeço a todos que responderam, sempre é bom ver os pontos de vista de vocês.

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #10 Online: 14 de Julho de 2016, 14:00:00 »
E também não caia no mimimi ateísta, de que o que você sente agora é "abstinência religiosa" (sinto muito Alquimista)...

Mas quanto a essa questão de abstinência religiosa, não sei realmente, pode ser que seja um pouco disso.

CHUPA ESSA, ''You are Johnny Ramone''!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  hahahahahahahahahahahahaha   Fatos não se discutem!!!!!!!!!!
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #11 Online: 14 de Julho de 2016, 14:15:09 »
E também não caia no mimimi ateísta, de que o que você sente agora é "abstinência religiosa" (sinto muito Alquimista)...

Mas quanto a essa questão de abstinência religiosa, não sei realmente, pode ser que seja um pouco disso.

CHUPA ESSA, ''You are Johnny Ramone''!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  hahahahahahahahahahahahaha   Fatos não se discutem!!!!!!!!!!

Seu bobo.  :lammer:

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #12 Online: 14 de Julho de 2016, 14:34:57 »
E também não caia no mimimi ateísta, de que o que você sente agora é "abstinência religiosa" (sinto muito Alquimista)...

Mas quanto a essa questão de abstinência religiosa, não sei realmente, pode ser que seja um pouco disso.

CHUPA ESSA, ''You are Johnny Ramone''!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  hahahahahahahahahahahahaha   Fatos não se discutem!!!!!!!!!!

Seu bobo.  :lammer:

...o que não quer dizer que essa abstinência religiosa não possa ser tratada.
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #13 Online: 14 de Julho de 2016, 14:52:51 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada. As possibilidades são infinitas de reprogramar a nossa mente.
Vocês parecem se levar muito a sério. Às vezes na vida é preciso ser um pouco malandrão, desonesto. Riam, façam palhaçadas, deem uma de gostosão, chapem...
Existem tantos prazeres pra quem sabe realmente apreciar as coisas boas, que a vida ''reprogramada'' não pode ser uma merda. Eu, por exemplo, amo viver!!!!!!!!! Pois o Alquimista detém as chaves que transmutam o chumbo em ouro.
Talvez falte motivação. O que motiva vocês???
Umas das coisas que me motiva é saber que a cada dia posso aprender e conhecer mais e mais (sim, até o Alquimista aprende também!), já que o conhecimento e a ciência me fazem muito bem.   
« Última modificação: 14 de Julho de 2016, 15:04:18 por Alquimista »
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Buckaroo Banzai

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #14 Online: 14 de Julho de 2016, 15:02:29 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.





https://en.wikipedia.org/wiki/Extinction_(psychology)#Extinction_burst




Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #15 Online: 14 de Julho de 2016, 15:14:00 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.

(Só se o cartão for daqueles bem psicodélicos cheio de cores coloridas.)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk  Existem meios eficazes de transmutar chumbo em ouro que não tem nada a ver com ''drugs'', caro Bucks.
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #16 Online: 14 de Julho de 2016, 17:45:04 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.

(Só se o cartão for daqueles bem psicodélicos cheio de cores coloridas.)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk  Existem meios eficazes de transmutar chumbo em ouro que não tem nada a ver com ''drugs'', caro Bucks.

Mas transformar chumbo em ouro é uma tarefa que não é para qualquer mortal.

Eu imagino que esse seja justamente o cerne do debate que o Thomas está tentando alcançar. É fácil sorrir e se sentir bem consigo mesmo quando tudo está muito bem. Mas é altamente complicado não tentar buscar explicações e consolos quando as coisas estão tenebrosas.

A minha vida não é exatamente a que eu sonhei. Eu gostaria muitíssimo de que houvesse uma razão para tudo o que já me ocorreu e que ainda está ocorrendo, mas nem por isso eu consigo achar conforto no conto de fadas das religiões.

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #17 Online: 14 de Julho de 2016, 18:34:49 »
Você é religioso, meu caro I am not Johnny Ramone?
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Offline Criaturo

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #18 Online: 14 de Julho de 2016, 18:44:12 »
Fica um pouco vago imaginar que estou dando o meu melhor para nada, por nada, por que, por mais que eu aproveite agora, daqui a pouco posso zerar minha vida, tudo acaba, toda a memória e toda a percepção de existência, não sobra nem um espaço para me arrepender de ter sido um mal ser vivo, então qual é a diferença?
A vida é uma merda. Aceite isto.
Faça o que puder para melhorar as coisas se isto o fizer sentir-se melhor.
Ou iluda-se com uma religião se conseguir (eu não consigo).
O Universo está pouco se lixando para nós e nossa opinião sobre o que é justo ou injusto.
realista ou pessimista ?
existência é igual a  ciência, sem nenhuma ciência sem existência.

Amo sofia mas, ela parece fugir de mim, de tão longe faz o meu amor platônico.

Offline Gabarito

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #19 Online: 14 de Julho de 2016, 18:51:04 »
DEveria ter sido postado no tópico de notícias supimpas. Cartão.

A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.


Mr. Banzai está numa fase de dupla identidade, passando-se por Moderador e ele não se contém.
Esse é o diagnóstico.
Vem distribuindo cartões descontroladamente, para a nossa diversão.
Eu morro de rir com essa esquizofrenia.
:)





Thomas_Blum, meu caro, essa questão que você levanta é inquietante e todos nós passamos por ela.
Quando eu era pequeno, acho que nuns 10 anos, eu me defrontei com isso, mas logo meu questionamento se desviou um pouco e eu fui investigar o infinito. Primeiro veio a pergunta: "E depois que nós morremos?" Logo, veio a pergunta sobre o tempo infinito que se passaria então. E eu tentava compreender a questão: "E depois? E depois? Após um milhão de anos? E depois desse milhão? E depois dos trocentos trilhões de anos?" Onde eu estaria após tanto tempo, já que eu entendia a morte como um sono demorado? E depois?

Tive também a fase religiosa, mas ela logo se enfraqueceu com meus questionamentos de justiça. Tanta gente boa, honesta, esforçada e de bom coração tendo que passar dificuldades, sofrimentos, doenças terríveis em si ou na família, devota a Deus, atravessando problemas, sofrendo horrores, sendo impiedosamente infeliz, mas esperançosa que o Altíssimo tivesse compaixão e lhe aplacasse a dor...

Por outro lado, tanta gente ruim, vingativa, desonesta, maliciosa, esquecida dos deveres cristãos, mas, ao mesmo tempo, feliz, próspera, com filhos saudáveis, todos gozando de boa saúde, sem problemas de dinheiro, fazendo o mal e sorrindo em permanente estado de êxtase, aproveitando o máximo da vida enquanto espancava os mais fracos, traía e não guardava fidelidade ao cônjuge nem aos amigos...

Que descompasso!

Como consideramos que somos pó e o Universo se desdobra no seu próprio rumo ignorando-nos por completo, pode ser que o final da nossa curta estrada não leve a lugar nenhum.
E aí vem a sua justa indignação: "Para quê?"

Realmente, é muito frustrante chegar a esse beco sem saída. Tanta informação que acumulamos, tanta beleza em volta, tantas ligações belíssimas que fazemos ao longo da vida com esposa, filhos, amigos...
Uma bagagem enorme que acumulamos quanto mais vivemos, conhecimento, experiência, sabedoria...
A própria beleza da ciência, a maravilha da Matemática, a precisão e infalibilidade das Leis Naturais, o prazer de se defrontar com os mistérios ainda a serem desvendados, a Matéria Escura, o Modelo Padrão do Universo, a maravilhosa falta de senso comum da Física Quântica...
Os vínculos familiares, os pais, os filhos, os parentes, as brincadeiras de fim de ano com eles, os namoros, as emoções no estilo "primeiro beijo", os churrascos no fim-de-semana, as brincadeiras de adivinhar o filme, as festinhas de aniversário, os amigos-secretos, os happy hours com muitas risadas e alegrias...
A escada profissional que galgamos, os avanços na carreira que conquistamos, os desafios enfrentados e vencidos, as metas propostas e alcançadas, as alegrias ao vencer uma concorrência ou licitação, depois de meses dormindo pouco para chegar a um bom termo na proposta, os convites que recebemos de outras empresas "fura-olhos" pela notícia da nossa competência ter se espalhado...
As viagens e aventuras que embarcamos, os lugares bonitos para fotos, os pores-de-sol indescritíveis não só pela beleza da paisagem como pelo momento especial de comunhão consigo próprio ou acompanhado de alguém especial, as cachoeiras, os passeios de barco, as trilhas, as pedaladas entre bosques, vales e picadas na mata, as culturas diferentes com as quais nos deparamos, com pessoas comendo escorpiões, as montanhas-russas alucinantes naqueles parques temáticos cheios de brinquedos Sputiniks...
As pequenas paixões a que nos dedicamos, como uma mania de colecionar o que quer que seja, desde moedas a modelos em miniaturas ou gibis raros, um time de futebol do coração, uma pequena oficina de eletrônica, versatilidade na cozinha, culinária gourmet, pratos especiais e diferentes de tudo, estudo sobre mitologia antiga, investigação histórica associada a arqueologia amadora e caseira, marcenaria, trabalhos com MDF, reparo artesanal de móveis rústicos, construção de móveis com arquitetura incomum e diferenciada, um telescópio no quintal, um hobby qualquer...

Tem tanta coisa que vamos deixar para trás...
Tanta coisa bonita e prazerosa das quais seremos separados...

Mas é assim que são as coisas. É bom se resignar.
É uma pena, mas parece ser essa mesma a continuação da história: nós passaremos, o Universo ficará.

Sobre aquela ideia de deixar ou não um legado como uma forma de melhor se resignar, eu penso um pouco diferente.

Aquelas personalidades que nos deixaram a invenção da lâmpada, a descoberta das vacinas e as melhores formas de trazer mais conforto para as gerações posteriores, todas elas se destacaram em suas áreas porque tinham talento para o que se propuseram. Não fizeram o que fizeram pensando: "Vou descobrir essa vacina porque quero deixar um legado". Não. Eles gostavam do que faziam, eles tinham prazer naqueles estudos, pesquisas e empreendimentos. E, como consequência, chegaram às excelências de suas descobertas, ficando, então, um tal legado, quase que "sem querer".

É aqui que está a chave para interpretar isso: além de talentosíssimos, eles gostavam do que faziam e culminaram no óbvio, que foram os bons legados. Não precisa deixar legado para bem viver ou para responder a questão do propósito da vida.
Portanto, meu caro Thomas_Blum, gostar do que faz e viver o presente são as dicas. Não precisa deixar legado. Concentre-se no seu presente e procure ser feliz. Não temos futuro nem passado; temos apenas o presente. Vivendo bem esse presente, você responde o "pra quê" de sua pergunta. Pra que viver tudo isso que falei e depois perder tudo? Qual o sentido?

O sentido é VIVER O PRESENTE e SER FELIZ DA MELHOR FORMA QUE CONSEGUIR.

O importante é ser feliz. Ponto. Seja iludido dentro de uma religião, seja sendo cético e tentando entender o Universo.
Mesmo aquele alienado que paga dízimo e canta louvores todos os domingos no culto, se ele está sendo feliz assim, ele estará cumprindo aquele "pra quê" da sua pergunta. Ele não vai levar nada daqui, como o cético sabe-tudo-de-evolucionismo também nada levará. Se aquele crente que passou a vida toda com o pensamento alegre e em grande expectativa pela Morada Celestial foi feliz à sua maneira, mesmo enganado pelos engodos da Bíblia, ele cumpriu bem o propósito da vida dele. Foi muito feliz. Por outro lado, se o cético sabe-tudo viveu ranzinza e mal-humorado, mesmo sabendo de todas as refutações do Criacionismo e conhecendo os detalhes da Teoria da Relatividade, mas praguejava e vivia em insatisfação com o mundo ao seu redor, ele não cumpriu bem o propósito da sua vida. E foi pior pra ele.

Seria ótimo preservar a memória e poder voltar numa outra vida, ou evoluir numa escala de perfeição rumo à Luz Suprema.
Sabemos que o cérebro se desfaz. Não tem como preservar memória, pelo menos por enquanto. E é no cérebro que as coisas ficam registradas. Não tem jeito.

E a nossa identidade? Onde está localizada? Também no cérebro. Nós sabemos quem somos somente agora, quando existe um cérebro sendo irrigado por sangue com oxigênio. Depois que não tiver mais oxigênio, aquela identidade se evaporará. Babau, acabou-se o que era doce.

Como eu seu agnóstico, dou uma chance a estar errado e haver uma possibilidade de preservar minha identidade (e talvez também a memória) de uma forma que ainda não sabemos.
Dessa forma, eu aceito a possibilidade de termos uma chance de, depois de morrer, acordar em outro lugar, ainda sabendo quem sou. Mas reconheço que essa possibilidade é pequena e talvez seja apenas uma forma de me confortar frente à crueza do que pode realmente acontecer: nada.
Porque, se fosse assim, por que eu não soube quem era quando nasci?

Além de ser feliz como boa regra, a atenção ao presente também é importante. Nós não temos o passado; nós não temos o futuro. Só nos resta o presente. É o nosso único Universo. É onde nós devemos concentrar todo o esforço de vida e, se possível, uma vida feliz.

É assim que eu entendo essa questão. E é assim que eu tento passar meus dias, mesmo lamentando muito a montanha de coisas boas que ficarão depois que eu me for.

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #20 Online: 14 de Julho de 2016, 19:14:15 »
A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.





https://en.wikipedia.org/wiki/Extinction_(psychology)#Extinction_burst





Cartão amarelo por ofensa ao forista Alquimista.


DEveria ter sido postado no tópico de notícias supimpas. Cartão.

A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada.

Cartão por apologia a drogas alucinantes.


Mr. Banzai está numa fase de dupla identidade, passando-se por Moderador e ele não se contém.
Esse é o diagnóstico.
Vem distribuindo cartões descontroladamente, para a nossa diversão.
Eu morro de rir com essa esquizofrenia.
:)



O Bucks é o rei das sátiras herméticas.
Deveria levar cartão por fazer proselitismo ao hermetismo.
"O Alquimista é o supremo alquimista alfa e o ômega das transmutações aurintelectofilosofais."

Offline Gigaview

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #21 Online: 14 de Julho de 2016, 19:17:34 »
Citar
E nem estou falando de uma crise bizarra de depressão e amargura sem fim, de vontade de se matar.

Legal. Isso me tranquiliza diante da sugestão irresponsável de um forista para que você se matasse, o que não é aceitável nem por brincadeira. (Aliás, denunciei à moderação, que não tomou nenhuma atitude como esperado).

Meu diagnóstico é simples. Você anda "pensando" demais e levando a sério coisas que fazem você ficar pensando demais.

(O Paulo Coelho também pensava demais e precisou dar a bunda 3 vezes para ter a certeza que não era homossexual. )

Desentuba mané. E pare de ler esses conselhos "ceticos-ateístas" babacas. Arrume um hobby. Fuja daqui rápido. Divirta-se.

Offline Alquimista

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #22 Online: 14 de Julho de 2016, 19:20:34 »
Meu diagnóstico é simples. Você anda "pensando" demais e levando a sério coisas que fazem você ficar pensando demais.

(O Paulo Coelho também pensava demais e precisou dar a bunda 3 vezes para ter a certeza que não era homossexual. )

Desentuba mané. E pare de ler esses conselhos "ceticos-ateístas" babacas. Arrume um hobby. Fuja daqui rápido. Divirta-se.


Assino embaixo e reitero meu conselho:

A vida é injusta. Bem vindo à realidade.

A vida é uma merda. Aceite isto.

Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada. As possibilidades são infinitas de reprogramar a nossa mente.
Vocês parecem se levar muito a sério. Às vezes na vida é preciso ser um pouco malandrão, desonesto. Riam, façam palhaçadas, deem uma de gostosão, chapem...
Existem tantos prazeres pra quem sabe realmente apreciar as coisas boas, que a vida ''reprogramada'' não pode ser uma merda. Eu, por exemplo, amo viver!!!!!!!!! Pois o Alquimista detém as chaves que transmutam o chumbo em ouro.
Talvez falte motivação. O que motiva vocês???
Umas das coisas que me motiva é saber que a cada dia posso aprender e conhecer mais e mais (sim, até o Alquimista aprende também!), já que o conhecimento e a ciência me fazem muito bem.   
« Última modificação: 14 de Julho de 2016, 19:24:39 por Alquimista »
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #23 Online: 14 de Julho de 2016, 19:58:01 »
http://www.patheos.com/blogs/godlessindixie/2014/11/05/grieving-the-loss-of-your-faith/


É um assunto que eu gostaria de estudar melhor, em caso de eventual "ateistificação" de pessoas próximas que não lidem bem com essa "perda".

Eu acho que não passei por nada assim, o que me lembro é que quando pensei "pois é, então eu sou ateu mesmo", senti um "medo", mas algo relacionado ao convívio social, não da "realidade ateísta" do universo em si.

Mas na maior parte do tempo não pensava nisso, já que a maioria das pessoas vivem suas vidas praticamente como se fossem ateus, exceto por interjeições e eventuais tragédias pessoais ou preocupações. Mais quando eu me deparava com alguém numa dessas situações que eu me lembrava que não são todas pessoas ateístas. Sempre me sentindo meio que uma espécie de espião infiltrado ou algo assim.

Offline Thomas_Blum

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Re:depressão pós descrença
« Resposta #24 Online: 14 de Julho de 2016, 21:08:46 »
Além de ser feliz como boa regra, a atenção ao presente também é importante. Nós não temos o passado; nós não temos o futuro. Só nos resta o presente. É o nosso único Universo. É onde nós devemos concentrar todo o esforço de vida e, se possível, uma vida feliz.

É assim que eu entendo essa questão. E é assim que eu tento passar meus dias, mesmo lamentando muito a montanha de coisas boas que ficarão depois que eu me for.

Obrigado Gabarito pela sugestão, longa e detalhada, me ajudou a desdramatizar a situação.

Meu diagnóstico é simples. Você anda "pensando" demais e levando a sério coisas que fazem você ficar pensando demais.

(O Paulo Coelho também pensava demais e precisou dar a bunda 3 vezes para ter a certeza que não era homossexual. )

Desentuba mané. E pare de ler esses conselhos "ceticos-ateístas" babacas. Arrume um hobby. Fuja daqui rápido. Divirta-se.

Isso soou perfeito, hahaha. De fato, pensando demais. Vou aliviar as coisas.

Assino embaixo e reitero meu conselho:
Pode ser a realidade, mas isso não quer dizer que essa realidade não possa ser burlada. As possibilidades são infinitas de reprogramar a nossa mente.
Vocês parecem se levar muito a sério. Às vezes na vida é preciso ser um pouco malandrão, desonesto. Riam, façam palhaçadas, deem uma de gostosão, chapem...
Existem tantos prazeres pra quem sabe realmente apreciar as coisas boas, que a vida ''reprogramada'' não pode ser uma merda. Eu, por exemplo, amo viver!!!!!!!!! Pois o Alquimista detém as chaves que transmutam o chumbo em ouro.
Talvez falte motivação. O que motiva vocês???
Umas das coisas que me motiva é saber que a cada dia posso aprender e conhecer mais e mais (sim, até o Alquimista aprende também!), já que o conhecimento e a ciência me fazem muito bem.

Concordo, inclusive esse é um momento que estou levando isso a sério, já que saí de um padrão de dogmas "cosmoéticos e evolutivos" onde muita coisa era vista com maus olhos (e coisas básicas, como ouvir um bom Black Sabbath, por exemplo). Então estou me re-educando, buscando os prazeres saudáveis sem medo de estar criando karmas negativos por agir como um homem mediano.

Obrigado a todos pelos relatos e sugestões, afinal de contas vocês (alguns pelo menos) não são tão escrotos e egocentricos.
haqhah

 :hihi:

Abraço!

 

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