Enquete

Qual das promessas de campanha abaixo você acha mais provável que seja cumprida por Trump?

Deportação de cerca de 3 milhões de imigrantes ilegais
1 (4.3%)
Construção de um muro na fronteira com o México
2 (8.7%)
Revogação do acordo nuclear iraniano
1 (4.3%)
Extinção do Obamacare
10 (43.5%)
Revogação da assinatura do Acordo Climático de Paris
9 (39.1%)

Votos Totais: 22

enquete encerrada: 14 de Janeiro de 2017, 01:17:02

Autor Tópico: Governo Trump  (Lida 13466 vezes)

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Offline André Luiz

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Re:Governo Trump
« Resposta #25 Online: 16 de Novembro de 2016, 11:35:42 »
Tô preocupado com essa formação do gabinete do Trump, tem gente com ligação com a Klan, associação de rifles, so faltam o Tio patinhas e o Lex Luthor.

Offline Brienne of Tarth

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Re:Governo Trump
« Resposta #26 Online: 16 de Novembro de 2016, 11:55:59 »
Sei de fontes fidedignas que os dois últimos aí não se interessaram por causa de suas intensas e ocupadíssimas vidas de teralionários... :twisted:
GNOSE

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #27 Online: 16 de Novembro de 2016, 14:04:04 »
Tô preocupado com essa formação do gabinete do Trump, tem gente com ligação com a Klan, associação de rifles, so faltam o Tio patinhas e o Lex Luthor.

Seria o Patacôncio, não o tio Patinhas, para seguir nessa linha.












O planeta mais quente não vem sem impactos economicos, que se estima serem largamente negativos. "O barato sai caro".

Justamente por isso sacrificar a economia para resolver o problema provavelmente é até pior.

A própria economia deveria resolver o problema com o mercado de tecnologias verdes e fim do subsídio para petróleo. Acreditam que existe subsídio (ou desconto?) para o custo da água na indústria e na agricultura?
Começa por aí, o preço tem que ser real, os monopólios estatais ou não abolidos junto com controles de preço.

Eu já pensava algo assim. É bom saber que você pensa assim também.

A partir do momento que a poluição e demais custos "naturais" forem precificados em todas as atividades rurais, haverá interesse com pesquisas e esforços para reduzir o impacto ambiental.

Mas isso é o que tentam fazer coisas como taxas de carbono. Sem coisas como agências de proteção ambiental (ou legislação privada, mais eficaz, atuando em defesa da proporiedade privada do ambiente e do clima futuro de todos), destruição ambiental é "de graça", em curto prazo.

Mas eu nem bem "defendo" isso, de qualquer forma. Ou não defendia. Achava que não fosse dar certo, apesar de que parece que de fato os EUA reduziram em absoluto as emissões, sem aparentemente afetar drasticamente a economia por causa disso. Eu achava que só conseguiriam reduzir a aceleração, não desacelerar/frear. Pensava que fosse ser de longe mais viável geoengenharia.









Alguém votou em "deportação" como mais provável!!! :rola: Boa piada!!!

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #28 Online: 16 de Novembro de 2016, 14:46:50 »
Considerando a impopularidade do programa,e do congresso ser republicano, certamente o Obamacare acabará. E eu acharia isso bom, se fosse americano.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #29 Online: 16 de Novembro de 2016, 14:49:58 »
A "impopularidade" é mais do rótulo Obamacare do que do que ele teoricamente faria. Mesmo republicanos tem elevada aprovação ao que ele especifica, em média um pouco mais de 50% de aprovação para cada ítem perguntado, comparado a uns 70% de aprovação de independentes.

Provavelmente nessa área será feito mais um rebranding e reduções mais pontuais, presumindo alguma tendência na mesma direção do plano de licença-maternidade anti-republicano de Trump.

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #30 Online: 16 de Novembro de 2016, 14:57:25 »
Li certa vez que o programa controla preços. Além de fazer os americanos que não usufruem acabar pagando por isso. E eles odeiam pagar pelo que não  usam. Na verdade, ninguém gosta de pagar pelo que não usa.

Pesquisa de popularidade recente:
http://www.realclearpolitics.com/epolls/other/obama_and_democrats_health_care_plan-1130.html
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #31 Online: 16 de Novembro de 2016, 16:23:23 »
Será que essas são das pesquisas que não usavam o termo "Obamacare". Porque tem esse efeito, o nome e anti-propaganda causam mais rejeição do que sua descrição sem esse anti-branding. Não sei se tentaram inferir algo isolado desse efeito mais tarde.

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #32 Online: 16 de Novembro de 2016, 16:29:49 »
Será que essas são das pesquisas que não usavam o termo "Obamacare". Porque tem esse efeito, o nome e anti-propaganda causam mais rejeição do que sua descrição sem esse anti-branding. Não sei se tentaram inferir algo isolado desse efeito mais tarde.

Todas usam o nome Health Care Law.
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Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #33 Online: 17 de Novembro de 2016, 09:52:49 »
E quanto as promessas de "vamos voltar a cometer crimes de guerra, e cometer mais deles até. E daí? O que é que vocês vão fazer?"

Offline Brienne of Tarth

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Re:Governo Trump
« Resposta #34 Online: 17 de Novembro de 2016, 11:59:19 »
E quanto as promessas de "vamos voltar a cometer crimes de guerra, e cometer mais deles até. E daí? O que é que vocês vão fazer?"

Mas tem quem que fazer algo não são eles?




Tribunal de Haia
GNOSE

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #35 Online: 17 de Novembro de 2016, 14:08:32 »
E quanto as promessas de "vamos voltar a cometer crimes de guerra, e cometer mais deles até. E daí? O que é que vocês vão fazer?"

Acho que não iniciaram pesquisas para esses tipos de promessa, ainda. Mas é bem provável que o grosso do povão, com seus chapéus de cowboy, sua Ford F-150, sua bandeira americana estrelada e seu revólver Magnum 44 na cintura, ache isso muito bom.
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Rhyan

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Re:Governo Trump
« Resposta #36 Online: 17 de Novembro de 2016, 15:17:14 »
O planeta mais quente não vem sem impactos economicos, que se estima serem largamente negativos. "O barato sai caro".

Justamente por isso sacrificar a economia para resolver o problema provavelmente é até pior.

A própria economia deveria resolver o problema com o mercado de tecnologias verdes e fim do subsídio para petróleo. Acreditam que existe subsídio (ou desconto?) para o custo da água na indústria e na agricultura?
Começa por aí, o preço tem que ser real, os monopólios estatais ou não abolidos junto com controles de preço.

Eu já pensava algo assim. É bom saber que você pensa assim também.

A partir do momento que a poluição e demais custos "naturais" forem precificados em todas as atividades rurais, haverá interesse com pesquisas e esforços para reduzir o impacto ambiental.

Há aquela preocupação que o preço for real (ou de mercado) afetaria ou mais pobres, ora, nada piora que a escassez e a falta de água, essa sim afeta os bairros mais pobres. Eletricidade, a mesma coisa.

Quando os lucros a CURTO PRAZO forem, evidentemente, maiores com as alternativas renováveis para os Big Players com certeza nós veremos uma migração.

Investidores e empresários não podem se resumir a grupos que pensam em curto prazo, de maneira nenhuma. A questão é se já surgiu ou vai surgir em breve alternativas economicamente viáveis sem dependência de subsídios.

Preocupação ambiental é luxo de país rico, ou pelo menos era, mas as coisas vão se tornando mais acessíveis:



Curiosamente o libertarianismo é bastante agressivo contra a poluição na prática, apesar de ter muitos negacionistas do AGA nesse meio:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2524

Rhyan

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Re:Governo Trump
« Resposta #37 Online: 17 de Novembro de 2016, 15:23:54 »
O Obamacare é um desastre!

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Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
A tentativa da socialização da medicina nos EUA gerou elevação de preços e precariedade de serviços

Jeffrey Tucker

A grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde americano.  No dia 23 de março de 2010, ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Há quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1) Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico.

Para isso, foi criado um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2) As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde.

A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal.

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um.

Mas as consequências foram exatamente as previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

Artigo completo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2563

Offline Wowbagger, o Infinitamente Prolongado

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Re:Governo Trump
« Resposta #38 Online: 18 de Novembro de 2016, 11:33:56 »
Postando algo para que a moderação possa transferir postagem em local errado.

Offline DDV

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Re:Governo Trump
« Resposta #39 Online: 18 de Novembro de 2016, 11:47:13 »
O Obamacare é um desastre!

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Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
A tentativa da socialização da medicina nos EUA gerou elevação de preços e precariedade de serviços

Jeffrey Tucker

A grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde americano.  No dia 23 de março de 2010, ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Há quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1) Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico.

Para isso, foi criado um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2) As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde.

A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal.

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um.

Mas as consequências foram exatamente as previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

Artigo completo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2563

Acho que o Obamacare será desfeito. Tomara que sim.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #40 Online: 18 de Novembro de 2016, 12:07:54 »
Antes do Obamacare (e provavelmente ainda com ele, embora já reduzindo o número de mortes, ao menos), os EUA tinham uma das saúdes mais ineficientes (que levavam as pessoas a falência) do mundo, e parece que com o programa há tendência já visível de melhoria disso.

Me parece que a oposição tem boas chances de ser significativamente composta de distorção ideologicamente enviesada.

Há pouco tempo, uma pesquisa revelou pela primeira vez que a aprovação estava maior do que a reprovação, talvez por estar passando o efeito das propagandas de histeria e medo da direita, como que era um programa para matar velhos e etc.


Offline Pasteur

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Re:Governo Trump
« Resposta #41 Online: 18 de Novembro de 2016, 14:40:17 »
O Obamacare é um desastre!

Citar
Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
A tentativa da socialização da medicina nos EUA gerou elevação de preços e precariedade de serviços

Jeffrey Tucker

A grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde americano.  No dia 23 de março de 2010, ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Há quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1) Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico.

Para isso, foi criado um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2) As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde.

A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal.

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um.

Mas as consequências foram exatamente as previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

Artigo completo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2563

Acho que o Obamacare será desfeito. Tomara que sim.

E qual a sua sugestão para substituir?

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #42 Online: 18 de Novembro de 2016, 14:54:19 »
Antes do Obamacare (e provavelmente ainda com ele, embora já reduzindo o número de mortes, ao menos), os EUA tinham uma das saúdes mais ineficientes (que levavam as pessoas a falência) do mundo, e parece que com o programa há tendência já visível de melhoria disso.
Fonte?

Citação de: Buckaroo Banzai
Me parece que a oposição tem boas chances de ser significativamente composta de distorção ideologicamente enviesada.
Talvez. Mas a distorção parece ser maior entre os defensores do Obamacare, com o panfletarismo barato de sempre(Alô, Michael Moore!).
http://mercadopopular.org/2015/07/mentiram-para-voce-sobre-o-sistema-de-saude-dos-estados-unidos/

Citação de: Buckaroo Banzai
Há pouco tempo, uma pesquisa revelou pela primeira vez que a aprovação estava maior do que a reprovação, talvez por estar passando o efeito das propagandas de histeria e medo da direita, como que era um programa para matar velhos e etc.

A oposição a essa lei é enorme, e a média das pesquisas indicam isso.
http://www.realclearpolitics.com/epolls/other/obama_and_democrats_health_care_plan-1130.html

“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline DDV

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Re:Governo Trump
« Resposta #43 Online: 18 de Novembro de 2016, 15:02:16 »
O Obamacare é um desastre!

Citar
Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
A tentativa da socialização da medicina nos EUA gerou elevação de preços e precariedade de serviços

Jeffrey Tucker

A grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde americano.  No dia 23 de março de 2010, ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Há quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1) Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico.

Para isso, foi criado um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2) As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde.

A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal.

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um.

Mas as consequências foram exatamente as previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

Artigo completo: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2563

Acho que o Obamacare será desfeito. Tomara que sim.

E qual a sua sugestão para substituir?

Subsídios estatais para quem comprovadamente não puder pagar um plano, incentivos fiscais a empresas que bancarem planos pra seus empregados, e coisas do tipo.

Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #44 Online: 18 de Novembro de 2016, 15:42:36 »
Antes do Obamacare (e provavelmente ainda com ele, embora já reduzindo o número de mortes, ao menos), os EUA tinham uma das saúdes mais ineficientes (que levavam as pessoas a falência) do mundo, e parece que com o programa há tendência já visível de melhoria disso.
Fonte?

Coisas como:



Não lembro onde vi originalmente, mas por acaso esse é o primeiro resultado agora:

http://www.snopes.com/643000-bankruptcies-in-the-u-s-every-year-due-to-medical-bills/

A apuração deles é mista, que as versões "meme" da coisa simplificam/exageram, mas mencionam também que o ACA melhorou as coisas:

Citar
The potentially ameliorating effect of the ACA on bankruptcies was also cited by a July 2015 Wall Street Journal article which (in part) described research into medical bankruptcy done by Northeastern University law professor Daniel Austin:

Citar
So what does Prof. Austin think will happen with mandatory health care in all 50 states? Could the system designed to give people access to affordable health insurance make families more financially stable and keep them out of bankruptcy?

“It absolutely should show a reduction in bankruptcies [filed] due to medical debt,” Prof. Austin said in an interview.

Plenty of studies have pinpointed medical debt as the No. 1 reason why people turn to bankruptcy for a fresh start. In rallying for health-care reform in his 2009 State of the Union address, President Barack Obama said that 62.1% of consumer bankruptcies are medical bankruptcies, citing a study Sen. Elizabeth Warren (D., Mass.) co-wrote as a Harvard law professor.

Prof. Austin’s study found the percentage of medical bankruptcies to be far smaller. Overall, 18% to 25% of personal bankruptcies filed in the U.S. were prompted by medical debt.


E ainda:

<a href="https://www.youtube.com/v/R_o9On2WaVc" target="_blank" class="new_win">https://www.youtube.com/v/R_o9On2WaVc</a>

Médicos golpistas.



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Citação de: Buckaroo Banzai
Me parece que a oposição tem boas chances de ser significativamente composta de distorção ideologicamente enviesada.
Talvez. Mas a distorção parece ser maior entre os defensores do Obamacare, com o panfletarismo barato de sempre(Alô, Michael Moore!).
http://mercadopopular.org/2015/07/mentiram-para-voce-sobre-o-sistema-de-saude-dos-estados-unidos/

Sem dúvida haverá distorção de ambos os lados. O Michael Moore é meio que um Olavo de Carvalho da esquerda. Mas acho que as coisas tendem a ser um pouco piores para o lado da oposição, mesmo descontando as coisas como "plano para matar velhinhos".




Citar
Citação de: Buckaroo Banzai
Há pouco tempo, uma pesquisa revelou pela primeira vez que a aprovação estava maior do que a reprovação, talvez por estar passando o efeito das propagandas de histeria e medo da direita, como que era um programa para matar velhos e etc.

A oposição a essa lei é enorme, e a média das pesquisas indicam isso.
http://www.realclearpolitics.com/epolls/other/obama_and_democrats_health_care_plan-1130.html



Citação de: Junho de 2015
For the first time, more Americans now approve than disapprove of the ACA, but by a narrow margin.

http://www.cbsnews.com/news/poll-obamacare-and-the-supreme-court/

Offline Gauss

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Re:Governo Trump
« Resposta #45 Online: 18 de Novembro de 2016, 15:51:30 »
Bem, vista a maneira como funciona o  sistema de saúde por lá(ou funcionava antes do Obamacare), no  qual o artigo  do MP que eu postei explica muito bem, acho improvável que havia um grave problema por falências de famílias por causa de planos de saúde como o Prof. Austin sugere*.


Acho que a tendência é a pesquisa que mostra aprovação ser um caso isolado, visto que a ampla maioria das pesquisas mostram uma forte desaprovação da lei.



*Para confirmar isso, precisaríamos de maiores dados que embasem essa retórica do professor, mostrando o gasto médio das famílias com saúde e a renda média das mesmas.

“A matemática é a rainha das ciências.”
Carl Friedrich Gauss.

Offline Geotecton

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Re:Governo Trump
« Resposta #46 Online: 18 de Novembro de 2016, 16:52:57 »
Antes do Obamacare (e provavelmente ainda com ele, embora já reduzindo o número de mortes, ao menos), os EUA tinham uma das saúdes mais ineficientes (que levavam as pessoas a falência) do mundo, e parece que com o programa há tendência já visível de melhoria disso.
[...]

Como relacionaram a (suposta) ineficiência do sistema de saúde do EUA com a falência de pessoas e famílias? Não tem sentido nenhum.

A principal (e possivelmente única!) relação é que o custo do tratamento de saúde de uma pessoa no EUA não é bancado pela sociedade e sim por ela ou sua família.
Foto USGS

Offline Peter Joseph

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Re:Governo Trump
« Resposta #47 Online: 18 de Novembro de 2016, 17:11:00 »
America first– os Estados Unidos da América em primeiro lugar. Isso não quer dizer apenas patriotismo, o que já seria algo muito perigoso. Quer dizer principalmente nacionalismo, protecionismo e destruição do vizinho. America first é a ideia bomba do novo presidente eleito na semana passada para governar pelos próximos quatro anos a maior potência econômica e militar do planeta.

A simples possibilidade de realização desta ideia assombra as burguesias do mundo todo. Primeiro, porque seria o fim do longo período de livre-comércio e da globalização do capital dos últimos setenta anos, em que todas elas lucraram muito. Como essas burguesias nacionais de todo o mundo poderão salvar sua propriedade privada com o fim deste atual longo período de acumulação desenfreada em que o valor e a mais-valia serpenteiam livremente pelos quatro cantos do mercado mundial, seu habitat natural? Segundo, mas não menos importante, como essas diferentes burguesias nacionais poderão sobreviver politicamente, quer dizer, garantir a governabilidade em seus diferentes Estados nacionais, com a falência do mundo liberal e ultra-imperialista que elas julgavam eterno e ao qual se acomodaram e se habituaram a viver nos últimos setenta anos do pós-guerra? A palavra de ordem agora é outra: burguesias de todo o mundo, desuni-vos!

As burguesias europeias foram as primeiras a derramar publicamente suas lamúrias. Em particular a francesa, a mais ameaçada das grandes economias do velho continente por convulsões sociais e guerra civil quando da explosão do próximo choque global. Com titulo bastante sugestivo – “Face au défi Trump, Europe First” [Face ao desafio de Trump, Europe First] – o jornal conservador Le Monde destila ressentimento (e muita paura) de uma velha potência decadente frente à falência da pax imperial norte-americana do pós-guerra:

“A América em primeiro lugar, ‘America First’: se se pode reprovar o presidente eleito Donald Trump pela incerteza em torno de sua visão da política externa pode-se, pelo menos, discernir aí uma ideia central que deve lhe servir como principio condutor: a política exterior dos Estados Unidos será guiada doravante pela defesa dos interesses americanos, e nenhum outro. O intervencionismo liberal, a promoção dos “valores” e dos direitos do homem, a vontade de instituir para a comunidade internacional normas conformes aos princípios democráticos, a liderança e a defesa dos aliados, tudo isso que caracteriza a ação dos Estados Unidos na cena mundial, nos seus bons e nos seus maus momentos, desde a segunda guerra mundial, está notavelmente ausente da retórica trumpiana. Para a Europa é um desafio de primeira grandeza. A relação transatlântica teve seus altos e baixos, mas seu fundamento não foi jamais, até agora, colocado em questão. Para a União Europeia, a relação com os Estados Unidos é existencial, em termos de comunidade de valores, de sistema político, de aliança militar e diplomática – e de relações econômicas. O que lhe reserva a administração Trump é uma questão capital... É a Europa unida que, nos últimos tempos, soube marcar posição em diversos contenciosos com o Estados Unidos, em particular frente aos gigantes tecnológicos americanos e no terreno da fiscalização. Nestes campos, face à ‘América First’, a União Europeia deve jogar a carta ‘Europe First’”.  (Le Monde, 10/11/2016)

Outros notáveis ideólogos da democracia e do livre-mercado também acusam o golpe. É o caso de Mr. Francis Fukuyama, filósofo dos órgãos de segurança do imperialismo norte-americano. Nos gloriosos anos 1990 de intensificação da globalização e do livre-mercado Mr. Fukuyama anunciava triunfantemente o “fim da história”, com a profundíssima ideia de que “o liberalismo político e econômico saiu vitorioso da batalha contra o nacionalismo, o socialismo e o comunismo”. Muita gente acreditou nesta propaganda enganosa de vida eterna da empresa Capital & Democracia. Pelo menos até 2008/2009, a fé de Fukuyama em sua honorável obra filosófica continuava inabalável. "Não apareceu nenhuma ideologia nova", declarou orgulhosamente em recente entrevista. Mas agora, com a vitória de Donald Trump, Mr. Fukuyama jogou a toalha. Em artigo no jornal Financial Times (13 Novembro/2016), ele enumera assim os fatos que causaram sua súbita reviravolta ideológica acerca do mundo:

“A espantosa vitória eleitoral de Donald Trump sobre Hilary Clinton marca um momento decisivo não só para a política dos EUA mas para toda a ordem mundial. Parecemos estar ingressando em uma nova era de nacionalismo populista, na qual a ordem liberal dominante construída dos anos 50 em diante passa a sofrer ataque de parte de maiorias democráticas raivosas e energizadas. O risco de decairmos a um mundo de nacionalismos concorrentes e igualmente raivosos é imenso. Se acontecer, a ocasião poderá ser tão tormentosa quanto a queda do Muro de Berlim, em 1989. A elite liberal que criou o sistema precisa ouvir as vozes raivosas que gritam diante dos portões, e pensar em igualdade social e identidade como questões de primeira ordem que precisam ser resolvidas. De uma forma ou de outra, teremos uma estrada difícil nos próximos anos”.

O problema na análise dos ideólogos burgueses, seja na Europa, seja nos EUA, ou alhures, é que eles tratam Donald Trump como o determinante, o demiurgo dos próximos e catastróficos acontecimentos econômicos e geopolíticos – e não como uma consequência antecedente destes próprios acontecimentos. Assim, embora eles pressintam que um grande tsunami global se anuncia, esses ideólogos – reformadores sociais ou conservadores – não querem ou não podem aceitar a realidade pela qual a plataforma patriótica e isolacionista do seu “super homem” que deve ocupar a Casa Branca em janeiro próximo não passa de um primeiro e tímido esboço para salvar o seu país dos efeitos catastróficos do próximo choque global e de uma consequente 2ª grande guerra civil norte-americana. Qual é nas atuais circunstâncias históricas a melhor plataforma política para administrar a luta de classes no interior da maior potência econômica e militar do planeta. Esta é a verdadeira questão anunciada pelo fenômeno eleitoral Donald Trump.

Seu tímido esboço de salvação nacional valeu a vitória para o super Trump nas urnas. Os deserdados da globalização gostaram de suas ideias e votaram neste esperto oportunista. Principalmente no deteriorado e programado para explodir “cinturão da ferrugem” do norte do país. Enquanto a democracia funciona bem, quando a lei do valor não é contestada, os operários industriais são antes de tudo cidadãos e eleitores. Povo, não classe. Duas coisas bem diferentes. Tanto na ideia quanto na vida democrática real, o povo é sobreposto à classe. Todos os diferentes são iguais perante a lei. E em regiões onde predominam esses milhões de cidadãos desempregados no processo de globalização da indústria nacional, o voto deles vai necessariamente para o candidato que melhor enrolá-los com a promessa do emprego de volta, plano de saúde que vai funcionar, salário para comprar comida, para pagar aluguel da pequena casa e outras coisas básicas e tão cruciais à sua reprodução meramente biológica. Esses cidadãos acreditam piamente que o Estado e a democracia podem resolver seus problemas econômicos, materiais.

Para evitar a nova e definitiva guerra civil no interior do seu país, a burguesia norte-americana deve exportar sua anunciada e insuperável crise econômica para o resto do mundo. Agora, de maneira muito mais espraiada e massacrante que em ciclos econômicos periódicos anteriores do pós-guerra. Mas isso só pode se realizar e assim neutralizar seus inimigos de classe internos, como bem ensinava Maquiavel, se o soberano substituir seus inimigos e guerras civis internas por inimigos em número cada vez maior e guerras externas cada vez mais amplas.

http://www.criticadaeconomia.com.br/noticia/detalhes/349
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente."

Offline DDV

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Re:Governo Trump
« Resposta #48 Online: 18 de Novembro de 2016, 17:37:18 »
Antes do Obamacare (e provavelmente ainda com ele, embora já reduzindo o número de mortes, ao menos), os EUA tinham uma das saúdes mais ineficientes (que levavam as pessoas a falência) do mundo, e parece que com o programa há tendência já visível de melhoria disso.
[...]

Como relacionaram a (suposta) ineficiência do sistema de saúde do EUA com a falência de pessoas e famílias? Não tem sentido nenhum.

A principal (e possivelmente única!) relação é que o custo do tratamento de saúde de uma pessoa no EUA não é bancado pela sociedade e sim por ela ou sua família.

É aquela questão dos custos dispersos versus benefícios concentrados.

Os defensores do Obamacare (e sistemas de saúde públicos em geral) acham preferível que TODOS paguem "um pouco" para que ALGUNS usem os serviços de saúde, que são caros. Os opositores defendem que ALGUNS paguem integralmente os custos do que usarem.

Quanto a essas falências familiares, elas ocorrem com quem não tem plano de saúde, correto? Quem tem um plano não tem porque falir, porque o plano cobre os custos.


Não acredite em quem lhe disser que a verdade não existe.

"O maior vício do capitalismo é a distribuição desigual das benesses. A maior virtude do socialismo é a distribuição igual da miséria." (W. Churchill)

Offline Buckaroo Banzai

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Re:Governo Trump
« Resposta #49 Online: 18 de Novembro de 2016, 18:26:56 »
Isso não é contraditório? Planos de saúde, que você aparentemente defende, são "todos pagerem um pouco para que alguns usem serviços caros". E o ACA seriam "essencialmente" legislações com a meta (e objetivo conseguido) de aumentar a cobertura de planos de saúde, bem como sua eficiência.



Eu nem estou exatamente "defendendo" o ACA, até porque é algo gigantesco e eu não tenho condições de ir atrás de todos os detalhes. Apenas me parece que é bastante vítima de rejeição automática motivada por polarização política. Como a oposição no caso é republicana e direitistas, a probabilidade então é que seja essencialmente uma melhoria (por pior que seja), uma vez que constatavelmente eles falam mais merda fora da realidade do que democratas e esquerdistas americanos.

 

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